Newsletter Nº367

Newsletter Nº367
News­let­ter Nº367

Faz hoje anos que nas­cia, em 1857, o mate­má­ti­co ale­mão Oskar Bol­za. Ele publi­cou The ellip­tic s‑functions con­si­de­ra­do como um caso espe­ci­al das s‑funções hipe­re­líp­ti­cas em 1900. A par­tir de 1910, ele tra­ba­lhou no cál­cu­lo das vari­a­ções. Bol­za escre­veu um livro clás­si­co sobre o assun­to, Lec­tu­res on the Cal­cu­lus of Vari­a­ti­ons (1904). Vol­tou à Ale­ma­nha em 1910, onde pes­qui­sou a teo­ria das fun­ções, as equa­ções inte­grais e o cál­cu­lo das vari­a­ções. Em 1913, publi­cou um arti­go que apre­sen­ta­va um novo tipo de pro­ble­ma de vari­a­ções, ago­ra cha­ma­do “o pro­ble­ma de Bol­za”. No ano seguin­te, escre­veu sobre vari­a­ções para um pro­ble­ma inte­gral envol­ven­do desi­gual­da­des, que mais tar­de se tor­na­ram impor­tan­tes na teo­ria do controlo.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1895, o quí­mi­co e físi­co nor­te-ame­ri­ca­no nas­ci­do no Cana­dá Wil­li­am Giau­que. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca em 1949 pelos seus “fei­tos no cam­po da ter­mo­di­nâ­mi­ca quí­mi­ca e espe­ci­al­men­te o seu tra­ba­lho sobre o com­por­ta­men­to da maté­ria a tem­pe­ra­tu­ras mui­to bai­xas e os seus estu­dos estrei­ta­men­te ali­a­dos da entro­pia”. É recor­da­do par­ti­cu­lar­men­te pela sua des­co­ber­ta da des­mag­ne­ti­za­ção adi­a­bá­ti­ca como meio para atin­gir tem­pe­ra­tu­ras pró­xi­mas do zero abso­lu­to, bem como pelos seus exaus­ti­vos e meti­cu­lo­sos estu­dos ter­mo­di­nâ­mi­cos, ao lon­go de uma vida intei­ra de inves­ti­ga­ção, que uti­li­za­ram a ter­cei­ra lei da ter­mo­di­nâ­mi­ca, ao mes­mo tem­po que desen­vol­ve­ram um gran­de con­jun­to de pro­vas para a sua validade.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1910, a bioquí­mi­ca ingle­sa Dorothy Hodg­kin. Ela rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca em 1964 pelas suas des­co­ber­tas, pela uti­li­za­ção de téc­ni­cas de rai­os X, da estru­tu­ra de molé­cu­las bio­lo­gi­ca­men­te impor­tan­tes, incluin­do a peni­ci­li­na (1946), a vita­mi­na B‑12 (1956), e mais tar­de, a hor­mo­na pro­tei­ca insu­li­na (1969). As suas rea­li­za­ções incluí­ram não só estas deter­mi­na­ções de estru­tu­ra e o conhe­ci­men­to cien­tí­fi­co que elas pro­por­ci­o­na­ram, mas tam­bém o desen­vol­vi­men­to de méto­dos que tor­na­ram pos­sí­veis tais deter­mi­na­ções de estrutura.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1939, o inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Chuck Hull. Ele é um dos inven­to­res da impres­so­ra SLA 3D, a pri­mei­ra tec­no­lo­gia de pro­to­ti­pa­gem rápi­da comer­ci­al, e do for­ma­to de fichei­ro STL ampla­men­te uti­li­za­do. É nome­a­do em mais de 60 paten­tes dos EUA, bem como outras paten­tes em todo o mun­do nos cam­pos da ópti­ca de iões e da pro­to­ti­pa­gem rápi­da. Foi empos­sa­do no Hall da Fama dos Inven­to­res Naci­o­nais em 2014 e em 2017 foi um dos pri­mei­ros empos­sa­dos no Hall da Fama do TCT.

Em 1936, o tecla­do da máqui­na de escre­ver Dvo­rak foi paten­te­a­do nos EUA por Dvo­rak e Dea­ley (Paten­te No. 2,040,248). Os peri­tos em efi­ci­ên­cia August Dvo­rak (um pri­mo do com­po­si­tor) e Wil­li­am Dea­ley estu­da­ram a máqui­na de escre­ver para deter­mi­nar que pode­ri­am arran­jar as teclas de uma nova for­ma que ace­le­ra­ria os ope­ra­do­res da máqui­na de escre­ver. Con­ce­be­ram um tecla­do para maxi­mi­zar a efi­ci­ên­cia, colo­can­do letras comuns na fila de casa, e fazer com que os dedos mais for­tes das mãos fizes­sem a mai­or par­te do tra­ba­lho. Em con­tras­te, a dis­po­si­ção ori­gi­nal QWERTY foi con­ce­bi­da para as máqui­nas de escre­ver ante­ri­o­res, menos efi­ci­en­tes. Ante­ri­or­men­te, a velo­ci­da­de resul­ta­ria em duas bar­ras de tipo a bate­rem uma na outra nas suas via­gens, pelo que o tecla­do ori­gi­nal foi dis­pos­to de for­ma a redu­zir colisões.

Em 1941, Kon­rad Zuse com­ple­tou o pri­mei­ro com­pu­ta­dor pro­gra­má­vel total­men­te fun­ci­o­nal do mun­do (Turing-com­ple­te com­pu­ter), a sua máqui­na Z3. Foi tam­bém o pri­mei­ro com­pu­ta­dor do géne­ro a uti­li­zar o sis­te­ma biná­rio em vez do sis­te­ma deci­mal. Era um com­pu­ta­dor digi­tal elec­tro­me­câ­ni­co cons­truí­do com 2.400 relés. Os pro­gra­mas eram intro­du­zi­dos a par­tir de rolos per­fu­ra­dos de pelí­cu­la de fil­me de des­car­te. Nota­vel­men­te, o Z3 era pro­gra­má­vel, enquan­to que o Ata­na­soff biná­rio ABC (1942) e o ENIAC (1945–46) desen­vol­vi­dos inde­pen­den­te­men­te eram cal­cu­la­do­ras de pro­pó­si­to espe­ci­al, nenhum dos quais era livre­men­te pro­gra­má­vel. A Z3 foi uti­li­za­da pela indús­tria aero­náu­ti­ca ale­mã para resol­ver sis­te­mas de equa­ções simul­tâ­ne­as e aspec­tos mate­má­ti­cos da vibra­ção das estru­tu­ras de ar sob ten­são. Foi des­truí­da em 1944 duran­te os bom­bar­de­a­men­tos da II Guer­ra Mundial.

Nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­da a dis­tri­bui­ção Fedo­ra 36 da RedHat. As gran­des novi­da­des são o Ker­nel de Linux 5.17 e o GNOME 42. Outras novi­da­des igual­men­te inte­res­san­tes são o pod­man 4.0, o Ruby 3.1, o Golang 1.18, o PHP 8.1 e o GCC 12. Tra­ta-se de uma dis­tri­bui­ção que usa ver­sões bas­tan­te recen­tes dos mais impor­tan­tes paco­tes de soft­ware Open Sour­ce e que sem dúvi­da é uma dis­tro sólida.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os interessantes.

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Newsletter Nº366

Newsletter Nº366
News­let­ter Nº366

Faz hoje anos que nas­cia, em 1719, o inven­tor esco­cês Andrew Mei­kle. Ele é res­pon­sá­vel pela inven­ção da debu­lha­do­ra de tam­bor. As suas ten­ta­ti­vas de 1778 de cons­truir uma debu­lha­do­ra foram infru­tí­fe­ras, com base em dese­nhos ante­ri­o­res de outros que esfre­ga­vam o grão. A par­tir de cer­ca de 1784, Mei­kle desen­vol­veu em vez dis­so uma máqui­na usan­do a ideia de um for­te tam­bor gira­tó­rio e bar­ras de bate­dei­ra fixas para escul­pir o grão como uma máqui­na de espa­de­lar do seu tem­po usa­da para bater as fibras das plan­tas de linho. Pou­pan­do mui­to tra­ba­lho manu­al, a máqui­na sepa­rou o grão, das espi­gas, cau­les ou cas­cas e limpou‑o. Patenteou‑a 9 de Abril de 1788.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1811, o quí­mi­co inglês-ame­ri­ca­no John Wil­li­am Dra­per. Ele foi pio­nei­ro na fotoquí­mi­ca. Ele reco­nhe­ceu que a luz ini­ci­ou reac­ções quí­mi­cas como molé­cu­las absor­ven­do a ener­gia da luz. O Dra­per Point é o nome dado ao pon­to em que todas as subs­tân­ci­as bri­lham um ver­me­lho baço (cer­ca de 525 graus C.). Ele des­cre­veu o efei­to do aumen­to da tem­pe­ra­tu­ra como a adi­ção de cada vez mais da região da luz visí­vel pro­du­ziu um bri­lho bran­co (1847). O seu inte­res­se em espec­tros­co­pia e foto­gra­fia foi apli­ca­do para dar a pri­mei­ra foto­gra­fia astro­nó­mi­ca. O seu tema era a lua (1840). Tam­bém estu­dou foto­gra­fi­as do espec­tro solar para mos­trar que con­ti­nha tan­to luz infra­ver­me­lha como ultra­vi­o­le­ta. As suas foto­gra­fi­as de pes­so­as inclu­em o retra­to foto­grá­fi­co sobre­vi­ven­te mais anti­go (1840), e ele foi um dos pri­mei­ros a pro­du­zir microfotografias.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1861, o enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no Peter Coo­per Hewitt. Ele inven­tou a lâm­pa­da de vapor de mer­cú­rio, um impor­tan­te pre­cur­sor das lâm­pa­das flu­o­res­cen­tes. Ele estu­dou a pro­du­ção de luz uti­li­zan­do des­car­gas eléc­tri­cas (enquan­to Tho­mas Edi­son ain­da esta­va a desen­vol­ver fila­men­tos incan­des­cen­tes). Os tubos chei­os de mer­cú­rio que desen­vol­veu a par­tir de finais da déca­da de 1890, emi­ti­am uma luz azul-ver­de pou­co atrac­ti­va. Embo­ra ina­de­qua­do em casas, o seu bri­lho ganhou ampla adop­ção pelos estú­di­os foto­grá­fi­cos por­que o fil­me a pre­to e bran­co do tem­po neces­si­ta­va ape­nas de luz bri­lhan­te, ape­sar da sua cor. Havia mui­tas outras uti­li­za­ções indus­tri­ais para a lâm­pa­da. A sua empre­sa de fabri­co (est. 1902) foi com­pra­da pela Gene­ral Elec­tric em 1919, que pro­du­ziu um novo dese­nho em 1933. Em 17 de Setem­bro de 1901, ele tirou as suas pri­mei­ras oito paten­tes de lâm­pa­da de vapor de mercúrio.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1961, o físi­co nor­te-ame­ri­ca­no Arthur Leo­nard Scha­wlow. Ele par­ti­lhou (com os inves­ti­ga­do­res inde­pen­den­tes Nico­la­as Blo­em­ber­gen e Kai Sieg­bahn) o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1981 pelo seu tra­ba­lho no desen­vol­vi­men­to do laser e na espec­tros­co­pia laser. Com The­o­dor Häns­ch, Scha­wlow uti­li­zou lasers de coran­tes sin­to­ni­zá­veis para espec­tros­co­pia de alta reso­lu­ção. No iní­cio da sua car­rei­ra, Scha­wlow cola­bo­rou com Char­les Tow­nes na inves­ti­ga­ção dos prin­cí­pi­os de maser. Embo­ra não tenha par­ti­ci­pa­do no Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1964, que foi atri­buí­do a Tow­nes e a dois cien­tis­tas rus­sos pela sua inves­ti­ga­ção sobre maser e laser, Scha­wlow ain­da é con­si­de­ra­do como um co-inven­tor do laser”.

Faz hoje trin­ta anos que era lan­ça­do, pela id Soft­ware, o Wol­fens­tein 3D, um emo­ci­o­nan­te jogo FPS, ambi­en­ta­do duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al. Abriu novo ter­re­no para jogos de PC base­a­dos na acção e con­ti­nu­ou uma série de suces­sos cres­cen­tes para a id Soft­ware. Os seus cri­a­do­res mais conhe­ci­dos são John Car­mack, John Rome­ro, e Tom Hall. Dis­po­ni­bi­li­za­do a 5 de maio de 1992 este seria o iní­cio de uma série de jogos des­te tipo que ain­da hoje têm uma legião de fãs.

Nes­ta sema­na que pas­sou a Roc­ket Lab lan­çou em órbi­ta 34 saté­li­tes e apa­nha o fogue­tão de vol­ta do espa­ço com a aju­da de um heli­cóp­te­ro. O pri­mei­ro está­gio do fogue­tão Elec­tron foi recu­pe­ra­do usan­do um heli­cóp­te­ro que o aguar­da­va depois de ter aber­to um para­que­das para esta­bi­li­zar a sua velocidade.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou, o teles­có­pio espa­ci­al James Webb con­cluiu a sua fase de ali­nha­men­to dos espe­lhos com suces­so. Para este tes­te, o teles­có­pio apon­tou para par­te da Gran­de Nuvem de Maga­lhães, uma peque­na galá­xia saté­li­te da Via Lác­tea, for­ne­cen­do um cam­po den­so de cen­te­nas de milha­res de estre­las atra­vés de todos os sen­so­res do obser­va­tó­rio. Estes dados de ima­gem são uti­li­za­dos não só para ava­li­ar a niti­dez da ima­gem, mas tam­bém para medir e cali­brar com pre­ci­são dis­tor­ções e ali­nha­men­tos sub­tis da ima­gem entre os sen­so­res do ins­tru­men­to como par­te do pro­ces­so glo­bal de cali­bra­ção de ins­tru­men­tos do telescópio.

E hoje come­mo­ra­mos o séti­mo ano de news­let­ter. Foram 366 sema­nas sem inter­rup­ções a tra­zer o que de melhor se faz na Inter­net nos cam­pos da Ciên­cia e Tec­no­lo­gia, não esque­cen­do os diver­sos pro­jec­tos DIY que os auto­res colo­cam onli­ne e tam­bém diver­sas notí­ci­as interessantes.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­Pi nº117 de Maio.

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Newsletter Nº365

Newsletter Nº365
News­let­ter Nº365

Faz hoje anos que nas­cia, em 1753, o quí­mi­co e físi­co expe­ri­men­tal ale­mão Franz Karl Achard. Ele inven­tou um pro­ces­so para a extrac­ção em gran­de esca­la de açú­car de mesa (saca­ro­se) da beter­ra­ba, e em 1801, abriu a pri­mei­ra fábri­ca de beter­ra­ba, na Silé­sia (actu­al­men­te Poló­nia). No iní­cio, embo­ra sim­ples, o méto­do era dis­pen­di­o­so, melhorou‑o uti­li­zan­do suges­tões do Ins­ti­tu­to em Fran­ça, incluin­do que as beter­ra­bas fos­sem pren­sa­das sem serem cozi­nha­das, o que pou­pou mui­tas des­pe­sas de com­bus­tí­vel. Ele tinha suce­di­do Andre­as Sigis­mund Marg­gra­fu­pon na sua mor­te (1782) como direc­tor da “Clas­se de Físi­ca” na Aca­de­mia de Ber­lim. Foi Marg­graf que des­co­briu pela pri­mei­ra vez a pre­sen­ça de açú­car na raiz da beter­ra­ba, e isolou‑a numa esca­la expe­ri­men­tal em 1747. Achard des­co­briu tam­bém um méto­do para tra­ba­lhar a pla­ti­na e foi o pri­mei­ro a pre­pa­rar um cadi­nho de pla­ti­na (1784).

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1831, o físi­co e mate­má­ti­co esco­cês Peter Tait. Ele aju­dou a desen­vol­ver qua­ter­ni­ons, que pro­mo­veu for­te­men­te, e escre­veu um tra­ta­do padrão sobre o assun­to. O seu tra­ba­lho aju­dou a fazer avan­çar a físi­ca mate­má­ti­ca moder­na. Tait fez mui­to tra­ba­lho expe­ri­men­tal em ter­mo­di­nâ­mi­ca, e apre­sen­tou uma série de arti­gos sobre a teo­ria ciné­ti­ca dos gases (1886–92). Dos seus mui­tos livros sobre físi­ca, o seu mais conhe­ci­do foi co-autor com Wil­li­am Thom­son (mais tar­de Lord Kel­vin), um livro de físi­ca mate­má­ti­ca, Tre­a­ti­se on Natu­ral Phi­lo­sophy (1876). Para além de inves­ti­gar o ozo­no, gases e elec­tri­ci­da­de, Tait cri­ou um apa­re­lho para emi­tir gran­des anéis de vór­ti­ce de fumo está­veis. A par­tir de outros tra­ba­lhos expe­ri­men­tais, cons­truiu mode­los mate­má­ti­cos do voo de uma bola de golfe.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1854, a enge­nhei­ra elec­tro­téc­ni­ca, inven­to­ra e mate­má­ti­ca ingle­sa Hertha Ayr­ton. Ela inven­tou um esfig­mó­gra­fo (um dis­po­si­ti­vo que tra­ça bati­das de pul­so, embo­ra não o pri­mei­ro), um divi­sor de linhas (um ins­tru­men­to de dese­nho para divi­dir uma linha num deter­mi­na­do núme­ro de par­tes iguais, 1884) e um ven­ti­la­dor anti-gás (flap­per) uti­li­za­do duran­te a Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al. Come­çou a tra­ba­lhar com Wil­li­am Ayr­ton, com quem se casou pos­te­ri­or­men­te (1884). Reto­man­do o inte­res­se do seu mari­do em expe­ri­ên­ci­as de arco eléc­tri­co, Hertha con­ce­beu melho­ri­as que tor­na­ram as luzes de arco mais silen­ci­o­sas e mais fiá­veis. Ela publi­cou The Elec­tric Arc (1902). Como mulher, foi-lhe nega­da uma licen­ci­a­tu­ra de Cam­brid­ge, e no iní­cio recu­sou-se a ser mem­bro da Royal Soci­ety (1902).

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1900, o físi­co e astró­no­mo holan­dês Jan Oort. Ele foi uma das figu­ras mais impor­tan­tes nos esfor­ços do sécu­lo XX para com­pre­en­der a natu­re­za da galá­xia da Via Lác­tea, que mediu a rota­ção da galá­xia da Ter­ra e for­mu­lou a hipó­te­se de uma “Nuvem de Oort”. Em 1927 Oort ana­li­sou movi­men­tos de estre­las dis­tan­tes, encon­trou pro­vas de rota­ção dife­ren­ci­al e fun­dou a teo­ria mate­má­ti­ca da estru­tu­ra galác­ti­ca. Após a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, lide­rou o gru­po holan­dês que uti­li­zou a linha de 21 cm para mape­ar o gás hidro­gé­nio na Galá­xia. Encon­tra­ram a estru­tu­ra espi­ral em gran­de esca­la, o cen­tro galác­ti­co, e os movi­men­tos das nuvens de gás. Em 1950 Oort propôs o mode­lo ago­ra geral­men­te acei­te para a ori­gem dos cometas.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1906, o mate­má­ti­co Kurt Gödel. Ele é conhe­ci­do pela sua pro­va dos Teo­re­mas de Incom­ple­tu­de de Gödel (1931) Ele pro­vou resul­ta­dos fun­da­men­tais sobre sis­te­mas axi­o­má­ti­cos, mos­tran­do que em qual­quer sis­te­ma mate­má­ti­co axi­o­má­ti­co exis­tem pro­pos­tas que não podem ser pro­va­das ou refu­ta­das den­tro dos axi­o­mas do sis­te­ma. Em par­ti­cu­lar, a con­sis­tên­cia dos axi­o­mas não pode ser pro­va­da. Isto pôs fim a uma cen­te­na de anos de ten­ta­ti­vas de esta­be­le­cer axi­o­mas para colo­car toda a mate­má­ti­ca numa base axiomática.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1916, o inven­tor, mecâ­ni­co e enge­nhei­ro ita­li­a­no [Fer­ruc­cio Lamborghini](https://en.wikipedia.org/wiki/Ferruccio_Lamborghini). Ele tra­ba­lhou como mecâ­ni­co no exér­ci­to ita­li­a­no duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, e após a guer­ra fun­dou uma empre­sa de trac­to­res. Ele fun­dou uma empre­sa auto­mó­vel de luxo que pro­du­ziu alguns dos car­ros des­por­ti­vos mais rápi­dos, mais caros e mais pro­cu­ra­dos do mundo.

Em 1926, o ter­mo “mecâ­ni­ca das ondas” foi cunha­do pelo físi­co nucle­ar Erwin Schrö­din­ger numa car­ta que ele envi­ou a Albert Eins­tein. O ter­mo foi apli­ca­do ao novo ramo emer­gen­te da físi­ca que inter­pre­ta o com­por­ta­men­to das par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas de acor­do com uma des­cri­ção mate­má­ti­ca em ter­mos de um movi­men­to ondulatório.

Nes­ta sema­na que pas­sou o heli­cóp­te­ro Inge­nuity da NASA ins­pec­ci­o­nou recen­te­men­te tan­to o pára-que­das que aju­dou o rover Per­se­ve­ran­ce a ater­rar em Mar­te, como a con­cha em for­ma de cone que pro­te­gia o veí­cu­lo no espa­ço pro­fun­do e duran­te a sua des­ci­da em cha­mas em direc­ção à super­fí­cie mar­ci­a­na. A entra­da, des­ci­da e ater­ra­gem em Mar­te é rápi­da e stres­san­te, não só para os enge­nhei­ros de vol­ta à Ter­ra, mas tam­bém para o veí­cu­lo que supor­ta as for­ças gra­vi­ta­ci­o­nais, altas tem­pe­ra­tu­ras e outros extre­mos que vêm com a entra­da na atmos­fe­ra de Mar­te a qua­se 20.000 km/h. O pára-que­das e a con­cha de trás foram pre­vi­a­men­te imer­sos à dis­tân­cia pelo rover Perseverance.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou, a Spa­ceX lan­çou o fogue­tão Fal­con 9 trans­por­tan­do a nave Dra­gon com a equi­pa Crew‑4 de astro­nau­tas, a par­tir do Cen­tro Espa­ci­al Ken­nedy da NASA, na Flo­ri­da, em dire­ção à Esta­ção Espa­ci­al Inter­na­ci­o­nal. A tri­pu­la­ção inter­na­ci­o­nal Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.de astro­nau­tas ser­vi­rá como a quar­ta mis­são comer­ci­al de rota­ção da tri­pu­la­ção a bor­do da Esta­ção Espa­ci­al. Os últi­mos dias no Ken­nedy Spa­ce Cen­ter têm sido ins­pi­ra­do­res e ocu­pa­dos com o regres­so da tri­pu­la­ção da Axi­om e ago­ra o lan­ça­men­to bem suce­di­do dos astro­nau­tas Crew‑4 para a Esta­ção Espa­ci­al Inter­na­ci­o­nal. Este é o quin­to voo Spa­ceX com astro­nau­tas da NASA — incluin­do o voo de tes­te Demo‑2 em 2020 para a esta­ção espa­ci­al — como par­te do Pro­gra­ma de Tri­pu­la­ção Comer­ci­al da agência.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce nº54 de Maio assim como o Ser­vi­ce Manu­al do ZX Spec­trum que faz 40 anos esta sema­na que foi lançado.

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Newsletter Nº364

Newsletter Nº364
News­let­ter Nº364

Faz hoje anos que nas­cia, em 1774, o físi­co e mate­má­ti­co fran­cês Jean-Bap­tis­te Biot. Ele, com Felix Savart, desen­vol­veu a lei Biot-Savart, segun­do a qual a inten­si­da­de do cam­po mag­né­ti­co pro­du­zi­do pelo flu­xo de cor­ren­te atra­vés de um fio varia inver­sa­men­te com a dis­tân­cia do fio. Ele tra­ba­lhou em astro­no­mia, elas­ti­ci­da­de, calor, ópti­ca, elec­tri­ci­da­de e mag­ne­tis­mo. Na mate­má­ti­ca pura, ele con­tri­buiu para a geo­me­tria. Em 1804 fez uma subi­da de 13.000 pés (5‑km) de balão de ar quen­te com Joseph Gay-Lus­sac para inves­ti­gar a atmos­fe­ra. Em 1806, acom­pa­nhou Fran­çois Ara­go a Espa­nha para com­ple­tar ali os tra­ba­lhos ante­ri­o­res para medir o arco do meri­di­a­no. Biot des­co­briu a acti­vi­da­de ópti­ca em 1815, a capa­ci­da­de de uma subs­tân­cia rodar o pla­no de pola­ri­za­ção da luz, que lan­çou a base para a saca­ri­me­tria, uma téc­ni­ca útil de aná­li­se de solu­ções açucaradas.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1830, o inven­tor e fabri­can­te bri­tâ­ni­co James Star­ley. Ele ficou conhe­ci­do como o pai da indús­tria da bici­cle­ta. Star­ley dei­xou a quin­ta fami­li­ar na ado­les­cên­cia e depois de ter tra­ba­lha­do ini­ci­al­men­te como jar­di­nei­ro, recor­reu a inte­res­ses mecâ­ni­cos. Melho­rou a pri­mei­ra máqui­na de cos­tu­ra, e por vol­ta de 1861, esta­va no negó­cio com Josi­ah Tur­ner como a Coven­try Sewing Machi­ne Com­pany. Em pou­cos anos, a sua fábri­ca come­çou a pro­du­zir bici­cle­tas. Em 1870, entrou no negó­cio por con­ta pró­pria, pro­du­zin­do as suas máqui­nas de cos­tu­ra Euro­pa e as bici­cle­tas Ari­el, “penny-farthing” e tri­ci­clos. A Ari­el, uma bici­cle­ta leve total­men­te metá­li­ca (1871), é con­si­de­ra­da como a pri­mei­ra bici­cle­ta ver­da­dei­ra, a pri­mei­ra bici­cle­ta de duas rodas auto-pro­pul­si­o­na­da a uti­li­zar a direc­ção pivô-cen­tral. A sua roda de direc­ção tan­gen­te-ten­são (1876) ain­da é utilizada.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1882, o físi­co expe­ri­men­tal nor­te-ame­ri­ca­no Percy Wil­li­ams Bridg­man. Ele ficou conhe­ci­do pelos seus estu­dos de mate­ri­ais a altas tem­pe­ra­tu­ras e pres­sões. Foi galar­do­a­do com o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1946 pela sua “inven­ção de um apa­re­lho para pro­du­zir pres­sões extre­ma­men­te ele­va­das, e pelas des­co­ber­tas que fez com ele no cam­po da físi­ca de alta pres­são”. Foi o pri­mei­ro físi­co de Har­vard a rece­ber um Pré­mio Nobel da Físi­ca. Em 1908, ini­ci­ou o seu pri­mei­ro tra­ba­lho expe­ri­men­tal com pres­sões está­ti­cas ele­va­das de cer­ca de 6.500 atmos­fe­ras. Even­tu­al­men­te, ele atin­giu cer­ca de 400.000 atmos­fe­ras. Duran­te os estu­dos das mudan­ças de fase dos sóli­dos sob pres­são, ele des­co­briu vári­as for­mas de alta pres­são de gelo. Bridg­man tam­bém escre­veu elo­quen­te­men­te sobre assun­tos de inte­res­se geral na físi­ca da sua época.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1951, o mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no Micha­el Fre­ed­man. Ele rece­beu a Meda­lha Fields em 1986 pela sua pro­va da con­jec­tu­ra em qua­tro dimen­sões (1982). A con­jec­tu­ra de Poin­ca­ré, um dos famo­sos pro­ble­mas da mate­má­ti­ca do sécu­lo XX, afir­ma que um colec­tor tri­di­men­si­o­nal fecha­do sim­ples­men­te liga­do é uma esfe­ra tri­di­men­si­o­nal. A con­jec­tu­ra dimen­si­o­nal supe­ri­or de Poin­ca­ré afir­ma que qual­quer n‑manifold fecha­do que seja homo­to­pia equi­va­len­te à n‑esfera deve ser a n‑esfera. Para valo­res de n pelo menos 5, foi dada uma solu­ção por Sma­le em 1961. Duas déca­das depois, a Fre­ed­man pro­vou a con­jec­tu­ra para n = 4. No entan­to, a con­jec­tu­ra ori­gi­nal para n=3 per­ma­ne­ceu em aber­to. Gri­go­ri Perel­man deu uma pro­va com­ple­ta em 2003.

E foi lan­ça­do hoje o Ubun­tu 22.04 LTS. Com a desig­na­ção de “Jammy Jelly­fish” esta ver­são de Ubun­tu é uma LTS, isto sig­ni­fi­ca que irá ter 5 anos de supor­te. De entre as novi­da­des pode­mos des­ta­car o Ker­nel Linux 5.15 LTS. Esta ver­são inclui alguns com­po­nen­tes do GNOME 42. O com­pi­la­dor de sis­te­ma é o GCC 11.2. Nos equi­pa­men­tos supor­ta­dos des­ta­ca-se os novos Rasp­ber­ry PI Zero 2W e os Rasp­ber­ry PI 4.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou, três astro­nau­tas chi­ne­ses regres­sa­ram à Ter­ra depois de terem esta­do no espa­ço 183 dias. Os astro­nau­tas da mis­são Shenzhou-13 regres­sa­ram no pas­sa­do dia 16, depois da mis­são mais lon­ga fei­ta por astro­nau­tas chi­ne­ses. O Objec­ti­vo da Chi­na para este ano é de envi­ar para a esta­ção espa­ci­al que está a cons­truir — a Tian­gong — dois módu­los expe­ri­men­tais, duas naves tri­pu­la­das e duas naves de carga.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os interessantes.

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Newsletter Nº363

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News­let­ter Nº363

Faz hoje anos que nas­cia, em 1629, o físi­co e astró­no­mo holan­dês Chris­ti­a­an Huy­gens. Ele fun­dou a teo­ria das ondas da luz, des­co­briu a ver­da­dei­ra for­ma dos anéis de Satur­no, e con­tri­buiu para a ciên­cia da dinâ­mi­ca — o estu­do da acção das for­ças sobre os cor­pos. Usan­do uma len­te que ele mes­mo moeu, a 25 de Mar­ço de 1655, des­co­briu a pri­mei­ra lua de Satur­no, mais tar­de deno­mi­na­da Titã. Em 1656, paten­te­ou o pri­mei­ro reló­gio pen­du­lar, que desen­vol­veu para per­mi­tir a medi­ção exac­ta do tem­po enquan­to obser­va­va os céus. Cris­ti­a­an Huy­gens estu­dou a rela­ção do com­pri­men­to de um pên­du­lo com o seu perío­do de osci­la­ção (1673) e decla­rou teo­ri­as sobre a for­ça cen­trí­fu­ga em movi­men­to cir­cu­lar que influ­en­ci­a­ram Sir Isa­ac New­ton na for­mu­la­ção da sua Lei da Gra­vi­da­de. Huy­gens tam­bém estu­dou e dese­nhou os pri­mei­ros mapas de Mar­te. A 14 de Janei­ro de 2005, uma son­da espa­ci­al da NASA, com o nome de Huy­gens, ater­rou em Titan.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1898, o Enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no Harold Stephen Black. Ele des­co­briu e desen­vol­veu o prin­cí­pio do feed­back nega­ti­vo, no qual a saí­da de ampli­fi­ca­ção é intro­du­zi­da de novo na entra­da, pro­du­zin­do assim uma ampli­fi­ca­ção qua­se sem dis­tor­ções e cons­tan­te. Em 1921, Black jun­tou-se ao pre­cur­sor dos Labo­ra­tó­ri­os Bell, na cida­de de Nova Ior­que, tra­ba­lhan­do na eli­mi­na­ção da dis­tor­ção. Depois de seis anos de per­sis­tên­cia, Black con­ce­beu o seu ampli­fi­ca­dor de feed­back nega­ti­vo num des­lo­ca­men­to pen­du­lar para tra­ba­lhar a bor­do do fer­ry. Basi­ca­men­te, o con­cei­to envol­via a saí­da dos sis­te­mas de ali­men­ta­ção para a entra­da como um méto­do de con­tro­lo do sis­te­ma. O prin­cí­pio encon­trou apli­ca­ções gene­ra­li­za­das na elec­tró­ni­ca, incluin­do elec­tró­ni­ca indus­tri­al, mili­tar, e de con­su­mo, arma­men­to, com­pu­ta­do­res ana­ló­gi­cos, e dis­po­si­ti­vos bio­me­câ­ni­cos tais como pacemakers.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1927, o quí­mi­co neo­ze­lan­dês-ame­ri­ca­no Alan G. Mac­Di­ar­mid. Ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 2000 (com Alan Hee­ger e Hide­ki Shi­ra­kawa) “para a des­co­ber­ta e desen­vol­vi­men­to de polí­me­ros con­du­to­res”. Os plás­ti­cos (for­ma­dos de uni­da­des repe­ti­das em molé­cu­las de polí­me­ros de cadeia lon­ga) na mai­o­ria das vezes não con­du­zem elec­tri­ci­da­de, e são uti­li­za­dos para iso­la­men­to. No final dos anos 70, estes cien­tis­tas con­ce­be­ram mate­ri­ais de polí­me­ros que eram semi-con­du­to­res, capa­zes de con­du­zir elec­tri­ci­da­de. As apli­ca­ções prá­ti­cas inclu­em ago­ra polí­me­ros con­du­to­res em jane­las “inte­li­gen­tes” capa­zes de excluir a luz solar, dío­dos emis­so­res de luz, célu­las sola­res e ecrãs para tele­mó­veis e peque­nos ecrãs de tele­vi­são. A inves­ti­ga­ção tem sido esti­mu­la­da para ten­tar pro­du­zir tran­sís­to­res cons­ti­tuí­dos por molé­cu­las indi­vi­du­ais com as quais se pode redu­zir dras­ti­ca­men­te o tama­nho dos computadores.

Em 1611, a pala­vra “teles­có­pio” foi uti­li­za­da pela pri­mei­ra vez em públi­co pelo Prín­ci­pe Fede­ri­co Cesi num ban­que­te rea­li­za­do pela soci­e­da­de cien­tí­fi­ca pio­nei­ra, a Aca­de­mia de Lin­ce­a­nos (ou Luchs, da qual foi fun­da­dor). Foi rea­li­za­da para home­na­ge­ar Gali­leu, numa gran­de pro­pri­e­da­de na encos­ta de uma coli­na. Depois de Gali­leu ter mos­tra­do aos con­vi­da­dos os saté­li­tes de Júpi­ter, outras mara­vi­lhas celes­ti­ais, e até uma ins­cri­ção num edi­fí­cio a três milhas de dis­tân­cia. Embo­ra o nome tenha sido anun­ci­a­do por Cesi para bap­ti­zar o ins­tru­men­to de Gali­leu, a pala­vra teles­có­pio (em ita­li­a­no) foi tal­vez con­ce­bi­da por um poe­ta-teó­lo­go gre­go, que por aca­so esta­va pre­sen­te, a par­tir de pala­vras gre­gas* (tele = lon­gín­quo e sco­peo = ver).

Em 1932, o áto­mo foi divi­di­do por um fei­xe de pró­tons sobre um alvo de lítio. Dois físi­cos, o inglês Sir John Dou­glas Cock­croft e o irlan­dês Err­nest Wal­ton tinham desen­vol­vi­do o pri­mei­ro ace­le­ra­dor de par­tí­cu­las nucle­a­res (o gera­dor Cock­croft-Wal­ton, pelo qual par­ti­lha­ram o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1951. O ace­le­ra­dor foi cons­truí­do numa sala em desu­so no Labo­ra­tó­rio Caven­dish. Com este equi­pa­men­to, Wal­ton con­se­guiu ser o pri­mei­ro a divi­dir o áto­mo (o seu núcleo). Quan­do um pro­tão do fei­xe for­ne­ci­do pelo ace­le­ra­dor atin­giu um núcleo de lítio, a sua com­bi­na­ção ins­tá­vel desin­te­grou-se em duas par­tí­cu­las alfa (núcle­os de hélio). Wal­ton obser­vou as cin­ti­la­ções carac­te­rís­ti­cas das par­tí­cu­las alfa numa tela de sul­fu­re­to de zinco.

E nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­da a pri­mei­ra mis­são tri­pu­la­da total­men­te pri­va­da para a esta­ção espa­ci­al inter­na­ci­o­nal. Um fogue­tão Spa­ceX Fal­con 9 lan­çou o Ax‑1, uma mis­são da empre­sa Axi­om Spa­ce, com sede em Hous­ton, no dia 8 de Abril às 11:17 EDT (1517 GMT) do Cen­tro Espa­ci­al Ken­nedy da NASA, na Cos­ta Espa­ci­al da Flo­ri­da. Nenhum dos qua­tro tri­pu­lan­tes do Ax‑1 é um pas­sa­gei­ro espa­ci­al do gover­no. Micha­el López-Ale­gría (coman­dan­te da mis­são e ex-astro­nau­ta da NASA), Eytan Stib­be (ex-pilo­to da avi­a­ção isra­e­li­ta), Lar­ry Con­nor (inves­ti­dor e pilo­to par­ti­cu­lar nor­te-ame­ri­ca­no) e Mark Pathy (empre­sá­rio cana­di­a­no) vão estar na EEI duran­te nove dias a fazer expe­ri­ên­ci­as cien­tí­fi­cas e acti­vi­da­des de cariz edu­ca­ti­vo e comercial.

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