Newsletter Nº305

Newsletter Nº305
News­let­ter Nº305

Faz hoje anos que nas­cia, em 1854, o mete­o­ro­lo­gis­ta inglês Napi­er Shaw. Ele estu­dou a alta atmos­fe­ra, usan­do ins­tru­men­tos car­re­ga­dos por pipas e balões de alta alti­tu­de. Ele mediu o movi­men­to do ar em dois anti­ci­clo­nes, encon­tran­do ráci­os des­cen­den­tes de 350 e 450 metros por dia. Ele intro­du­ziu a uni­da­de de mili­ba­res para medir a pres­são do ar (1000 mili­ba­res = 1 bar = 1 atmos­fe­ra padrão) e o tefi­gra­ma para ilus­trar a tem­pe­ra­tu­ra de um per­fil ver­ti­cal da atmos­fe­ra. Ele tam­bém foi co-autor de um dos pri­mei­ros tra­ba­lhos sobre polui­ção atmos­fé­ri­ca, The Smo­ke Pro­blem of Gre­at Citi­es (1925).

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1859, o Físi­co e enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co rus­so Ale­xan­der Ste­pa­no­vi­ch Popov. Ele foi acla­ma­do na Rus­sia como o inven­tor do Radio. Ao saber do tra­ba­lho de Hertz, em 1895 Popov cons­truiu um apa­re­lho que podia regis­tar dis­túr­bi­os eléc­tri­cos cau­sa­dos por rai­os. Ele aplicou‑o para rece­ber sinais fei­tos pelo homem. Em 1896, ele demons­trou um sis­te­ma de radio-telé­gra­fo que trans­mi­tia códi­go Mor­se. Em Feve­rei­ro de 1904, Popov demons­trou pela pri­mei­ra vez a trans­mis­são de rádio da voz huma­na. A sua inven­ção foi usa­da pela pri­mei­ra vez pela mari­nha rus­sa. No entan­to, a pri­mei­ra fábri­ca de rádi­os da Rús­sia foi esta­be­le­ci­da pela empre­sa Marconi.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1862, o Astro­fí­si­co e mate­má­ti­co suí­ço Robert Emden. Ele escre­veu Gas­ku­geln (Gas Sphe­res, 1907), dan­do um mode­lo mate­má­ti­co de estru­tu­ra este­lar como a expan­são e com­pres­são de esfe­ras de gás, em que as for­ças de gra­vi­da­de e pres­são do gás estão em equi­lí­brio. Ele expan­diu o tra­ba­lho ante­ri­or de J. H. Lane (1869) e A. Rit­ter (1878–83), que pri­mei­ro deri­vou equa­ções que des­cre­vem estre­las como subs­tân­ci­as quí­mi­cas gaso­sas, cor­pos esfé­ri­cos man­ti­dos jun­tos por sua pró­pria gra­vi­da­de e obe­de­cen­do às leis dos gases conhe­ci­das da ter­mo­di­nâ­mi­ca. Por qua­tro déca­das, a equa­ção de Lane-Emden foi a base do tra­ba­lho teó­ri­co sobre a estru­tu­ra das estre­las: as suas tem­pe­ra­tu­ras e pres­sões cen­trais, mas­sas e equilíbrios.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1877, o inven­tor e empre­sá­rio nor­te-ame­ri­ca­no Gar­rett Mor­gan. Ele inven­tou um cre­me para ali­sar o cabe­lo, uma embrai­a­gem de auto­mó­vel, um dis­po­si­ti­vo de res­pi­ra­ção com capuz de segu­ran­ça (1912) que ele aper­fei­ço­ou como uma más­ca­ra de gás usa­da por alguns sol­da­dos na pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al, e um semá­fo­ro de trân­si­to. Quan­do ele inven­tou um semá­fo­ro em 1922 (não do tipo ver­me­lho-ama­re­lo-ver­de), vári­os outros semá­fo­ros já tinham sido paten­te­a­dos por outros inventores.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1904, o Físi­co nucle­ar, cos­mó­lo­go e escri­tor ame­ri­ca­no nas­ci­do na Rús­sia Geor­ge Gamow. Ele foi um dos prin­ci­pais defen­so­res da teo­ria do Big Bang, que des­cre­ve a ori­gem do uni­ver­so como uma explo­são colos­sal ocor­ri­da há biliões de anos. Em 1954, ele expan­diu os seus inte­res­ses em bioquí­mi­ca e seu tra­ba­lho com áci­do deso­xir­ri­bo­nu­clei­co (DNA) deu uma con­tri­bui­ção bási­ca para a teo­ria gené­ti­ca moderna.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1922, o cien­tis­ta da com­pu­ta­ção inglês Geoff Too­till. Ele, com Tom Kil­burn, jun­tou-se ao pro­jec­to de Fre­de­rick Wil­li­ams para pro­jec­tar uma memó­ria de com­pu­ta­dor. Para tes­tar a memó­ria, um com­pu­ta­dor ape­li­da­do de “Baby” foi cons­truí­do, que foi o pri­mei­ro com­pu­ta­dor do mun­do com pro­gra­mas arma­ze­na­dos. A máqui­na usa­va um novo méto­do para arma­ze­nar até 32 ins­tru­ções ou núme­ros num visor de tubo de rai­os cató­di­cos. A 21 de Junho de 1948, ele ter­mi­nou seu pri­mei­ro tes­te bem-suce­di­do, gas­tan­do 52 minu­tos e cer­ca de três milhões e meio de ope­ra­ções arit­mé­ti­cas, para encon­trar o fac­tor ade­qua­do mais alto de 2^18.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Spa­ceX final­men­te teve um suces­so com a ater­ra­gem do seu pro­to­ti­po de fogue­tão Starship. Ten­do mano­bra­do cor­rec­ta­men­te até à Ter­ra, este suces­so aca­ba por ser agri­do­ce uma vez que pas­sa­do cer­ca de 8 minu­tos do fogue­tão ter ater­ra­do dá-se uma explo­são que des­troi completamente.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 23 de Feve­rei­ro e o livro “Intro­duc­ti­on to Sci­en­ti­fic Pro­gram­ming with Python”.

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Newsletter Nº304

Newsletter Nº304
News­let­ter Nº304

Faz hoje anos que nas­cia, em 1896, a quí­mi­ca ale­mã Ida Nod­dack. Ela, con­jun­ta­men­te com Wal­ter Nod­dack e Otto Berg des­co­bri­ram em 1925 o ele­men­to 75, o rénio, ao qual foi dado o nome do rio Reno. Eles encon­tra­ram ves­tí­gi­os no mine­ral colum­bi­te. Eles tam­bém esta­vam a ten­tar encon­trar o ele­men­to 43, que eles cha­ma­ram de masu­rium, mas o anún­cio des­sa des­co­ber­ta foi erra­do. Ela comen­tou sobre a pos­si­bi­li­da­de de fis­são ao ouvir os rela­tó­ri­os das obser­va­ções de Fer­mi de 1934 sobre o bom­bar­de­a­men­to de neu­trões de urâ­nio. A sua ideia per­ma­ne­ceu ador­me­ci­da. Porém, quan­do Fris­ch, cin­co anos depois, apre­sen­tou a mes­ma ideia, ela foi acei­ta. Na fotoquí­mi­ca, os Nod­dack tra­ba­lha­ram na sen­si­bi­li­za­ção de subs­tân­ci­as coran­tes, a fotoquí­mi­ca do olho huma­no entre outros.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1909, o físi­co sovié­ti­co Lev Art­si­mo­vi­ch. Ele ficou conhe­ci­do por ter cri­a­do a base do Toka­mak, um dis­po­si­ti­vo capaz de con­fi­nar plas­ma em tem­pe­ra­tu­ra ultra-alta, ade­qua­do para pes­qui­sas em fusão nucle­ar con­tro­la­da. Após a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele come­çou com a tare­fa de sepa­ra­ção de isó­to­pos para com­bus­tí­vel de bom­ba nucle­ar e, a par­tir daí, pas­sou a tra­ba­lhar com o objec­ti­vo de fusão nucle­ar controlada.

Na sema­na que pas­sou, o rover Per­se­ve­ran­ce ater­rou em Mar­te para uma serie de expe­ri­ên­ci­as e a bor­do des­te ater­rou tam­bém o dro­ne Inge­nuity. Este dro­ne foi cons­truí­do com peças dis­po­ní­veis no mer­ca­do, incluin­do o pro­ces­sa­dor Snap­dra­gon 801 da Qual­comm, um chip de smartpho­ne e tem como sis­te­ma ope­ra­ti­vo o Linux. Tra­ta-se de uma novi­da­de em ter­mos de mis­sões espa­ci­ais a Mar­te com equi­pa­men­tos geri­dos por este sis­te­ma. Habi­tu­al­men­te recor­rem a sis­te­mas pro­pri­e­tá­ri­os, no entan­to face à esco­lha do Hard­ware a melhor opção era o Linux como sis­te­ma operativo.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a son­da chi­ne­sa Tianwen‑1 entrou na órbi­ta de Mar­te e repre­sen­ta o esfor­ço ambi­ci­o­so da Chi­na para fazer ino­va­ções. Esta son­da vai pas­sar cer­ca de três meses a rea­li­zar pes­qui­sas cien­tí­fi­cas na órbi­ta estacionária.

Tam­bém rela­ci­o­na­da com Mar­te a ulti­ma noti­cia que des­ta­co é a da divul­ga­ção das ima­gens da ater­ra­gem do rover Per­se­ve­ran­ce na super­fí­cie de Mar­te cujo para-que­das con­ti­nha uma men­sa­gem secre­ta, gra­ças a um aman­te de que­bra-cabe­ças da equi­pe da NASA. Os enge­nhei­ros que­ri­am um padrão fora do comum nas lis­tras laran­jas e bran­cas do pára-que­das de nylon de 21 metros para que pudes­sem ver como ele foi ori­en­ta­do duran­te a des­ci­da do Per­se­ve­ran­ce ao Pla­ne­ta Ver­me­lho. O enge­nhei­ro de sis­te­mas e adep­to das pala­vras cru­za­das Ian Clark teve a ideia, há dois anos, de usar um códi­go biná­rio para sole­trar uma men­sa­gem ocul­ta: “Dare Mighty Things”. É uma linha do ex-pre­si­den­te dos Esta­dos Uni­dos The­o­do­re Roo­se­velt e a man­tra do Jet Pro­pul­si­on Labo­ra­tory, que está a exe­cu­tar o pro­jec­to Perseverance.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI nº 103 de Mar­ço e os livros “Dapr for .NET Deve­lo­pers”, “Mode­ling and Simu­la­ti­on in Python” e “Com­pu­ter Sci­en­ce I”.

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Newsletter Nº303

Newsletter Nº303
News­let­ter Nº303

Faz hoje anos que nas­cia, em 1201, o filó­so­fo, cien­tis­ta, mate­má­ti­co e astró­no­mo per­sa Nasir al-Din al-Tusi. Ele fez con­tri­bui­ções notá­veis na sua épo­ca. Quan­do a inva­são mon­gol, ini­ci­a­da por Genghis Khan, o alcan­çou em 1256, ele esca­pou da pro­vá­vel mor­te jun­tan­do-se aos vito­ri­o­sos mon­góis como con­se­lhei­ro cien­tí­fi­co. Ele usou um obser­va­tó­rio cons­truí­do em Maragheh (con­cluí­do em 1262), assis­ti­do por astró­no­mos chi­ne­ses. Ele tinha vári­os ins­tru­men­tos, como um qua­dran­te de pare­de de 4 metros fei­to de cobre e um qua­dran­te de azi­mu­te que foi inven­ção do pró­prio Tusi. Usan­do movi­men­tos pla­ne­tá­ri­os dese­nha­dos com pre­ci­são, ele modi­fi­cou o mode­lo do sis­te­ma pla­ne­tá­rio de Pto­lo­meu base­a­do em prin­cí­pi­os mecâ­ni­cos. O obser­va­tó­rio e a sua bibli­o­te­ca tor­na­ram-se um cen­tro para uma ampla gama de tra­ba­lhos em ciên­ci­as, mate­má­ti­ca e filo­so­fia. Ele era conhe­ci­do pelo títu­lo de Tusi pelo seu local de nas­ci­men­to (Tus).

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1745, o físi­co ita­li­a­no Ales­san­dro Vol­ta. Ele inven­tou a bate­ria eléc­tri­ca (1800), que foi o pri­mei­ro for­ne­ci­men­to con­fiá­vel e sus­ten­ta­do de cor­ren­te. A sua pilha vol­tai­ca usa­va pla­cas de dois metais dife­ren­tes e um elec­tró­li­to, vári­os dis­cos alter­na­dos de zin­co e pra­ta, cada um sepa­ra­do por pape­lão embe­bi­do em sal­mou­ra poro­sa. Ante­ri­or­men­te, ape­nas a des­car­ga de elec­tri­ci­da­de está­ti­ca esta­va dis­po­ní­vel, então o seu dis­po­si­ti­vo per­mi­tia novos usos de elec­tri­ci­da­de. (Logo, com a elec­tró­li­se, Wil­li­am Nichol­son decompôs a água e Humphry Davy iso­lou o potás­sio e outros metais.) Vol­ta tam­bém inven­tou o elec­tró­fo­ro, o con­den­sa­dor e o elec­tros­có­pio. Ele con­tri­buiu para a mete­o­ro­lo­gia, estu­dou gases e des­co­briu o meta­no. O volt, uma uni­da­de de medi­da da ten­são eléc­tri­ca, tem o seu nome.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1838, o físi­co e filó­so­fo aus­tría­co Ernst Mach. Ele esta­be­le­ceu prin­cí­pi­os impor­tan­tes de ópti­ca, mecâ­ni­ca e dinâ­mi­ca de ondas. Os seus pri­mei­ros tra­ba­lhos físi­cos foram dedi­ca­dos à des­car­ga eléc­tri­ca e indu­ção. Entre 1860 e 1862, ele estu­dou em pro­fun­di­da­de o Efei­to Dop­pler por meio de expe­ri­ên­ci­as ópti­cas e acús­ti­cas. Ele intro­du­ziu o “núme­ro de Mach” para a rela­ção entre a velo­ci­da­de do objec­to e a velo­ci­da­de do som que rece­beu seu nome. Quan­do os aviões super­só­ni­cos via­jam hoje, sua velo­ci­da­de é medi­da em ter­mos que man­têm o nome de Mach vivo. O seu inte­res­se pro­fun­do, no entan­to, foi em psi­co­lo­gia e per­cep­ção huma­na. Ele apoi­ou que a visão de que todo conhe­ci­men­to é uma orga­ni­za­ção con­cep­tu­al dos dados da expe­ri­ên­cia sen­so­ri­al (ou observação).

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1871, o esta­tís­ti­co esco­cês Udny Yule. Ele, jun­ta­men­te com Karl Pear­son, estu­dou as esta­tís­ti­cas de regres­são e cor­re­la­ção, espe­ci­al­men­te as apli­ca­das em tabe­las de con­tin­gên­cia 2x2, séri­es tem­po­rais, gené­ti­ca men­de­li­a­na e epi­de­mi­o­lo­gia. O seu nome é lem­bra­do na dis­tri­bui­ção de Yule (uma lei de potên­cia dis­cre­ta). O pri­mei­ro arti­go de Yule sobre esta­tís­ti­cas, On the Cor­re­la­ti­on of Total Pau­pe­rism with Pro­por­ti­on of Out-reli­ef (1895), reflec­te seu inte­res­se ini­ci­al em esta­tís­ti­cas apli­ca­das a pro­ble­mas soci­ais. Como um dos pio­nei­ros da esta­tís­ti­ca moder­na, ele lan­çou uma base sobre a qual outros pos­te­ri­or­men­te cons­truí­ram. Yule tam­bém fez algu­mas decla­ra­ções pio­nei­ras sobre os tes­tes men­tais, como redu­zir o erro de medi­ção e, assim, melho­rar a vali­da­de. Desen­vol­vi­do a par­tir de sua série ante­ri­or de pales­tras, ele escre­veu um livro-tex­to ampla­men­te uti­li­za­do, Intro­du­ção à Esta­tís­ti­ca (1911), que teve 14 edições.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1871, o Meta­lúr­gi­co inglês Har­ry Bre­ar­ley. Ele é res­pon­sá­vel pela inven­ção do aço ino­xi­dá­vel, que é uma liga de aço com cro­mo e níquel. Em 1912, ele esta­va a inves­ti­gar a cor­ro­são de canos de espin­gar­das por­que o seu diâ­me­tro inter­no foi rapi­da­men­te cor­roí­do pela acção do aque­ci­men­to e da des­car­ga de gases. A sua solu­ção foi desen­vol­ver uma liga de aço com cro­mo que fos­se mui­to mais resis­ten­te à fer­ru­gem do que o aço de uso comum. Os metais adi­ci­o­na­dos pro­du­zem uma pelí­cu­la super­fi­ci­al de óxi­dos metá­li­cos que resis­te à fer­ru­gem. Por­tan­to, foi deno­mi­na­do aço ino­xi­dá­vel. Ele tam­bém per­ce­beu como isso pode­ria revo­lu­ci­o­nar a indús­tria da cute­la­ria. Até então, os talhe­res de mesa eram banha­dos a pra­ta ou níquel e as facas de cor­te de aço car­bo­no tinham que ser bem lava­das e secas após o uso, e mes­mo assim as man­chas de fer­ru­gem teri­am que ser removidas.

Nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­da mais uma ver­são do Ker­nel Linux. Linus Tor­valds lan­çou no pas­sa­do domin­go dia 14 a ver­são 5.11 do Ker­nel de Linux. Esta ver­são não é LTS, sen­do no entan­to a pri­mei­ra lan­ça­da em 2021. De entre as prin­ci­pais mudan­ças des­ta­ca-se o supor­te para Wi-Fi 6, melho­ri­as no desem­pe­nho dos CPU AMD, supor­te grá­fi­co Intel Iris Xe, supor­te AMD Van Gogh APU e mui­to mais. Foram tam­bém intro­du­zi­das melho­ri­as sig­ni­fi­ca­ti­vas e supor­te para a arqui­tec­tu­ra de CPU RISC‑V, incluin­do supor­te Open­RISC para o dri­ver do con­tro­la­dor LiteX SoC e supor­te geral para o SoC.

Hoje ao ini­cio da noi­te ater­rou com suces­so o rover Per­se­ve­ran­ce na super­fí­cie de Mar­te. Lan­ça­do a bor­do do fogue­tão Atlas V a 30 de Julho de 2020, foi a ter­cei­ra son­da a che­gar a Mar­te no espa­ço de 1 sema­na. O Rover Per­se­ve­ran­ce acom­pa­nha­do pelo dro­ne Inge­nuity irão ago­ra explo­rar a super­fí­cie de Mar­te, con­du­zin­do um con­jun­to mui­to alar­ga­do de expe­ri­ên­ci­as e a ten­ta­ti­va de extrac­ção de amos­tras para que pos­sam no futu­ro ser envi­a­das para a Ter­ra para serem estu­da­das. “O rover Per­se­ve­ran­ce é o geó­lo­go robó­ti­co mais sofis­ti­ca­do já cons­truí­do, mas veri­fi­car se a vida micros­có­pi­ca já exis­tiu car­re­ga um enor­me ónus de pro­va”, dis­se Lori Gla­ze, direc­to­ra da Divi­são de Ciên­cia Pla­ne­tá­ria da NASA. “Embo­ra pos­sa­mos apren­der mui­to com os gran­des ins­tru­men­tos que temos a bor­do do rover, pode mui­to bem exi­gir que labo­ra­tó­ri­os e ins­tru­men­tos mui­to mais capa­zes aqui na Ter­ra nos digam se nos­sas amos­tras car­re­gam evi­dên­ci­as de que Mar­te já abri­gou vida.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos assim como pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta HackS­pa­ce nº 40 de Mar­ço e os livros “Making Ser­vers Work” e “Foun­da­ti­ons of Machi­ne Lear­ning, Second Edition”.

Nes­ta sema­na abri­mos uma nova sec­ção com víde­os que apre­sen­tam pro­jec­tos ou que abor­dam assun­tos que são interessantes.

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Newsletter Nº302

Newsletter Nº302
News­let­ter Nº302

Faz hoje anos que nas­cia, em 1800, o inven­tor, mate­má­ti­co, quí­mi­co, físi­co, filó­lo­go e egip­tó­lo­go inglês Henry Fox Tal­bot. Ele inven­tou o pro­ces­so foto­grá­fi­co nega­ti­vo-posi­ti­vo. Ele melho­rou a des­co­ber­ta de Tho­mas Wedgwo­od (1802) de que esco­var uma solu­ção de nitra­to de pra­ta no papel pro­duz um meio sen­sí­vel à luz capaz de regis­tar ima­gens nega­ti­vas, mas Wed­gewo­od não foi capaz de con­tro­lar o escu­re­ci­men­to. Em Feve­rei­ro de 1835, Tal­bot des­co­briu que uma solu­ção for­te de sal fixa a ima­gem. Usan­do uma câma­ra obs­cu­ra para focar uma ima­gem no seu papel para pro­du­zir um nega­ti­vo, e ao expor uma segun­da folha de papel à luz do sol trans­mi­ti­da pelo nega­ti­vo — ele foi o pri­mei­ro a pro­du­zir uma ima­gem posi­ti­va da qual foi capaz de fazer mais cópi­as à von­ta­de. Seu Pen­cil of Natu­re (1844) foi o pri­mei­ro livro ilus­tra­do fotograficamente.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1839, o físi­co mate­má­ti­co e quí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no Josi­ah Wil­lard Gibbs. Ele ficou conhe­ci­do pelas suas con­tri­bui­ções à aná­li­se vec­to­ri­al e como um dos fun­da­do­res da físi­co-quí­mi­ca. Em 1863, ele rece­beu o pri­mei­ro dou­to­ra­men­to em enge­nha­ria da Uni­ver­si­da­de de Yale. O seu prin­ci­pal tra­ba­lho foi no desen­vol­vi­men­to da teo­ria ter­mo­di­nâ­mi­ca, que trou­xe a físi­co-quí­mi­ca de uma inves­ti­ga­ção empí­ri­ca para uma ciên­cia dedu­ti­va. Em 1873, ele publi­cou dois arti­gos sobre a natu­re­za fun­da­men­tal da entro­pia de um sis­te­ma, e esta­be­le­ceu a “super­fí­cie ter­mo­di­nâ­mi­ca”, um méto­do geo­mé­tri­co e grá­fi­co para a aná­li­se das pro­pri­e­da­des ter­mo­di­nâ­mi­cas das subs­tân­ci­as. O seu famo­so “On the Equi­li­brium of Homo­ge­ne­ous Subs­tan­ces”, publi­ca­do em 1876, esta­be­le­ceu o uso de “poten­ci­al quí­mi­co”, ago­ra um con­cei­to impor­tan­te em físico-química.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1847, o inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Tho­mas Edi­son. Ele deti­nha um recor­de mun­di­al de 1.093 paten­tes (incluin­do as deti­das em con­jun­to) e cri­ou o pri­mei­ro labo­ra­tó­rio de pes­qui­sa indus­tri­al do mun­do. Ele mos­trou des­de cedo uma curi­o­si­da­de por expli­ca­ções de como tudo fun­ci­o­na­va e esta­va espe­ci­al­men­te inte­res­sa­do em quí­mi­ca. Ele come­çou a ven­der jor­nais na fer­ro­via aos 12 anos e apren­deu a ope­rar um telé­gra­fo. Em 1868, sua pri­mei­ra inven­ção foi uma máqui­na eléc­tri­ca de regis­to de votos. Em 1869, ele fez melho­ri­as no tic­ker da bol­sa. Em 1876 ele mudou o seu labo­ra­tó­rio para Men­lo Park, N.J., onde inven­tou seu fonó­gra­fo (1877) e o pri­mei­ro pro­tó­ti­po de uma lâm­pa­da eléc­tri­ca incan­des­cen­te comer­ci­al­men­te prá­ti­ca (1879). Outras inven­ções incluí­ram bate­ri­as de arma­ze­na­men­to, um dita­fo­ne e um mimeó­gra­fo. No final da déca­da de 1880, ele fez fil­mes e, em 1912, esta­va a fazer expe­ri­ên­ci­as com fil­mes fala­dos. Edi­son desen­vol­veu ener­gia eléc­tri­ca a par­tir de esta­ções gera­do­ras cen­trais. Ele se tor­nou conhe­ci­do inter­na­ci­o­nal­men­te como “o Mági­co de Men­lo Park”.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1866, o quí­mi­co ale­mão Fritz Hof­mann. Ele poli­me­ri­zou o iso­pre­no para cri­ar bor­ra­cha sin­té­ti­ca (1909) enquan­to tra­ba­lha­va como quí­mi­co séni­or para o vorm Elber­fel­der Far­ben­fa­bri­ken. Fri­e­dr. Bayer & Co. O pro­ces­so rece­beu a pri­mei­ra paten­te mun­di­al para um “Méto­do para pro­du­zir bor­ra­cha sin­té­ti­ca” (núme­ro ale­mão 250690 em 12 de Setem­bro de 1909). Come­çou a resol­ver o pro­ble­ma do alto cus­to da bor­ra­cha natu­ral con­for­me a neces­si­da­de aumen­ta­va na era do trans­por­te moto­ri­za­do. Hof­mann seguiu a lide­ran­ça reve­la­da por Carl Die­tri­ch Har­ri­es, que em 1905 que­brou a bor­ra­cha natu­ral usan­do ozó­nio para reve­lar que ela era for­ma­da por lon­gas cadei­as nas quais cen­te­nas de molé­cu­las de iso­pre­no estão liga­das. Hof­mann tam­bém estu­dou a poli­me­ri­za­ção de buta­di­e­no e 2,3‑dimetil butadieno.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1898, o físi­co hún­ga­ro-ame­ri­ca­no Leo Szi­lard. Ele con­jun­ta­men­te com Enri­co Fer­mi, pro­jec­tou o pri­mei­ro reac­tor nucle­ar que sus­ten­tou a reac­ção nucle­ar em cadeia (2 de Dezem­bro de 1942). Em 1933, Szi­lard tro­cou a Ale­ma­nha nazi pela Ingla­ter­ra. No mes­mo ano, ele con­ce­beu a reac­ção em cadeia de neu­trões. Depois da mudan­ça para Nova Ior­que, em 1938, ele con­du­ziu expe­ri­ên­ci­as de fis­são na Uni­ver­si­da­de de Colum­bia. Cien­te do peri­go da fis­são nucle­ar nas mãos do gover­no ale­mão, ele per­su­a­diu Albert Eins­tein a escre­ver ao pre­si­den­te Roo­se­velt, instando‑o a enco­men­dar o desen­vol­vi­men­to ame­ri­ca­no de armas ató­mi­cas. Em 1943, o Major Gene­ral Les­lie Gro­ves, líder do Pro­jec­to Manhat­tan que pro­jec­tou a bom­ba ató­mi­ca, for­çou Szi­lard a ven­der seus direi­tos de paten­te de ener­gia ató­mi­ca ao gover­no dos Esta­dos Unidos.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1915, o cien­tis­ta da com­pu­ta­ção e mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no Richard Ham­ming. Ele desen­vol­veu códi­gos de Ham­ming para com­pu­ta­do­res — códi­gos de detec­ção e cor­rec­ção de erros (1947). Eles adi­ci­o­nam um ou mais bits à trans­mis­são de blo­cos de dados, usa­dos para uma veri­fi­ca­ção de pari­da­de, para que os erros pos­sam ser detec­ta­dos e cor­ri­gi­dos auto­ma­ti­ca­men­te. Ao tor­nar des­ne­ces­sá­rio o reen­vio de dados com erros, a efi­ci­ên­cia melho­rou para modems, dis­cos com­pac­tos e comu­ni­ca­ções por saté­li­te. Ele tam­bém tra­ba­lhou em lin­gua­gens de pro­gra­ma­ção, aná­li­se numé­ri­ca e a jane­la espec­tral de Ham­ming (usa­da para sua­vi­zar dados antes da aná­li­se de Fou­ri­er ser rea­li­za­da). Ele ensi­nou na Uni­ver­si­da­de de Louis­vil­le, então duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al tra­ba­lhou (1945) em com­pu­ta­do­res com o Pro­jec­to Manhat­tan para a cri­a­ção da bom­ba atómica.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que che­ga­ram à órbi­ta de Mar­te, não uma mas duas son­das. A pri­mei­ra que che­gou “Amal” que sig­ni­fi­ca espe­ran­ça em ára­be foi lan­ça­da à sete meses atrás e entrou no pas­sa­do dia 9 de Feve­rei­ro. Via­jan­do a cer­ca de 120.000 Km/h (em rela­ção ao Sol) a son­da pre­ci­sou de exe­cu­tar uma quei­ma duran­te 27 minu­tos para abran­dar a velo­ci­da­de. A mano­bra, rea­li­za­da por seis pro­pul­so­res da son­da, come­çou por vol­ta das 19:30 GST (15:30 GMT), com con­fir­ma­ção rece­bi­da na Ter­ra cer­ca de 11 minu­tos depois — sen­do o atra­so rela­ci­o­na­do com o tem­po que os sinais de rádio leva­ram para atra­ves­sar o 190 milhões de qui­ló­me­tros entre Mar­te e a Ter­ra. Esta son­da foi envi­a­da pelo Emi­ra­dos Ára­bes Uni­dos é con­si­de­ra­da um triun­fo para uma peque­na nação do gol­fo que ousou pen­sar, sete anos atrás, que pode­ria ins­pi­rar a pró­xi­ma gera­ção ao lan­çar a pri­mei­ra mis­são espa­ci­al inter­pla­ne­tá­ria árabe.

A segun­da son­da, a Tianwen‑1, foi lan­ça­da pela Chi­na em Julho do ano pas­sa­do, e che­gou à órbi­ta de Mar­te no pas­sa­do dia 10 de Feve­rei­ro. Os enge­nhei­ros pla­ne­a­ram uma quei­ma de 14 minu­tos no pro­pul­sor de 3.000 new­tons do orbi­ta­dor, com a expec­ta­ti­va de que isso redu­zi­ria sua velo­ci­da­de de 23 km/s o sufi­ci­en­te para per­mi­tir a cap­tu­ra da son­da pela gra­vi­da­de de Mar­te. Esta son­da tem cer­ca de 5 tone­la­das e é com­pos­ta por por um orbi­ta­dor e por um rover solar. A ideia é lar­ga o rover solar de cer­ca de 250 Kg numa região cha­ma­da Uto­pia Pla­ni­tia, uma cra­te­ra gigan­te de 3300 km de diâ­me­tro na super­fí­cie de Marte.

Para con­cluir, ain­da é espe­ra­do que che­gue mais uma son­da a Mar­te ain­da este mês. Esta pla­ne­a­do para a pró­xi­ma sema­na che­gar a son­da Per­se­ve­ran­ce da NASA.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos assim como pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 9 de Fevereiro.

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Newsletter Nº301

Newsletter Nº301
News­let­ter Nº301

Faz hoje anos que nas­cia, em 1875, o físi­co ale­mão Ludwig Prand­tl. Ele é conhe­ci­do pelo seus estu­dos de aero­di­nâ­mi­ca e hidro­di­nâ­mi­ca. Ele esta­be­le­ceu a exis­tên­cia da cama­da limi­te adja­cen­te à super­fí­cie de um sóli­do sobre o qual flui um flui­do. O dese­nho de uma for­ma, peso e mas­sa efi­ci­en­tes para navi­os e aero­na­ves deve mui­to ao seu tra­ba­lho, pelo qual ele é con­si­de­ra­do o pai da aero­di­nâ­mi­ca. Ele fez gran­des estu­dos sobre os efei­tos da raci­o­na­li­za­ção e as pro­pri­e­da­des das asas de aero­na­ves. Ele fez melho­ri­as em cons­tru­ções como túneis de ven­to. O núme­ro de Prand­tl é um gru­po adi­men­si­o­nal usa­do no estu­do da con­vec­ção. A equa­ção de von Kar­man-Prand­tl des­cre­ve a vari­a­ção loga­rít­mi­ca da velo­ci­da­de da água den­tro de um canal de flu­xo zero no lei­to do ria­cho a uma velo­ci­da­de máxi­ma na super­fí­cie da água.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1896, o físi­co ale­mão Fri­e­dri­ch Hund. Ele ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho sobre a estru­tu­ra elec­tró­ni­ca de áto­mos e molé­cu­las. Ele intro­du­ziu um méto­do de uso de orbi­tais mole­cu­la­res para deter­mi­nar a estru­tu­ra elec­tró­ni­ca das molé­cu­las e a for­ma­ção de liga­ções quí­mi­cas. As suas regras empí­ri­cas de Hund (1925) para espec­tros ató­mi­cos deter­mi­nam o nível de ener­gia mais bai­xo para dois elec­trões com os mes­mos n e l núme­ros quân­ti­cos num áto­mo de mui­tos elec­trões (1). O esta­do de menor ener­gia tem a mul­ti­pli­ci­da­de máxi­ma con­sis­ten­te com o prin­cí­pio de exclu­são de Pau­li. O esta­do de menor ener­gia tem o núme­ro quân­ti­co total máxi­mo do momen­to angu­lar orbi­tal do elec­trão, con­sis­ten­te com a regra (1). Eles são expli­ca­dos pela teo­ria quân­ti­ca dos áto­mos por cál­cu­los envol­ven­do a repul­são entre dois electrões.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1902, o avi­a­dor nor­te-ame­ri­ca­no Char­les Lind­bergh. Ele fez o pri­mei­ro voo sozi­nho sem esca­las, em 1927, atra­vés do Atlân­ti­co. Em 20 de maio de 1927, Lind­bergh par­tiu de Nova York para Paris, car­re­gan­do san­dui­ches e água. Ele deci­diu não car­re­gar pára-que­das e rádio, pre­fe­rin­do mais gaso­li­na. Ele lutou con­tra a névoa, o gelo e a sono­lên­cia e pou­sou em Paris em 21 de maio, após 33 horas e meia em seu voo de cer­ca de 5.800 Km.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1906, o astró­no­mo nor­te-ame­ri­ca­no Cly­de Tom­baugh. Ele des­co­briu Plu­tão, então conhe­ci­do como pla­ne­ta. Ele tinha 24 anos, tra­ba­lha­va no Obser­va­tó­rio Lowell, Flags­taff, Ari­zo­na, quan­do o loca­li­zou em 13 de Mar­ço de 1930. Ele esta­va com­pa­ran­do uma cha­pa foto­grá­fi­ca tira­da a 23 de Janei­ro de 1930, com outra fei­ta alguns dias depois, e viu um pon­to que mudou de posi­ção entre elas. Assim ter­mi­nou uma bus­ca sis­te­má­ti­ca de déca­das ins­ti­ga­da pelas pre­vi­sões de outros astró­no­mos. Tom­baugh tam­bém des­co­briu vári­os aglo­me­ra­dos de estre­las e galá­xi­as, estu­dou a dis­tri­bui­ção apa­ren­te de nebu­lo­sas extra-galác­ti­cas e fez obser­va­ções das super­fí­ci­es de Mar­te, Vénus, Júpi­ter, Satur­no e da Lua. Plu­tão foi o úni­co pla­ne­ta des­co­ber­to no sécu­lo 20 e o úni­co encon­tra­do por um norte-americano.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1925, o Mate­má­ti­co inglês, nas­ci­do no Japão, Chris­topher Zee­man. Ele é conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho pro­mo­ven­do a teo­ria da catás­tro­fe depois que ela foi intro­du­zi­da na déca­da de 1960 pelo mate­má­ti­co fran­cês René Thom. Tal teo­ria diz que a pro­ba­bi­li­da­de de que even­tos repen­ti­nos ocor­re­rão pode ser pre­vis­ta mar­can­do os desen­vol­vi­men­tos mate­ma­ti­ca­men­te. Um exem­plo sobre o qual Zee­man escre­veu como um even­to repen­ti­no é para água aque­ci­da quan­do come­ça a fer­ver. Como outras áre­as de apli­ca­bi­li­da­de, ele ofe­re­ce uma gama de dis­ci­pli­nas tão diver­sas quan­to equi­lí­bri­os pon­tu­a­dos em evo­lu­ção, mete­o­ro­lo­gia e psi­co­lo­gia com­por­ta­men­tal. Este últi­mo apli­ca­ria mate­má­ti­ca para ana­li­sar situ­a­ções de seques­tro ou refém.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1927, o físi­co nor­te-ame­ri­ca­no nas­ci­do na Ale­ma­nha Rolf Lan­dau­er. Ele é conhe­ci­do pela sua for­mu­la­ção do prin­cí­pio de Lan­dau­er sobre a ener­gia usa­da duran­te a ope­ra­ção de um com­pu­ta­dor. Sem­pre que a máqui­na é rei­ni­ci­a­da para outro cál­cu­lo, os bits são liber­ta­dos da memó­ria do com­pu­ta­dor e, nes­sa ope­ra­ção elec­tró­ni­ca, uma cer­ta quan­ti­da­de de ener­gia é per­di­da. Assim, quan­do a infor­ma­ção é apa­ga­da, há um ine­vi­tá­vel “cus­to ter­mo­di­nâ­mi­co do esque­ci­men­to”, que gover­na o desen­vol­vi­men­to de com­pu­ta­do­res mais efi­ci­en­tes em ter­mos de ener­gia. Enquan­to os enge­nhei­ros lida­vam com as limi­ta­ções prá­ti­cas de com­pac­tar cada vez mais cir­cui­tos em minús­cu­los chips, Lan­dau­er con­si­de­rou o limi­te teó­ri­co de que, se a tec­no­lo­gia melho­ras­se inde­fi­ni­da­men­te, em quan­to tem­po ela bar­ra­ria com as fron­tei­ras insu­pe­rá­veis esta­be­le­ci­das pela natureza?

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1943, o pio­nei­ro nor­te-ame­ri­ca­no da ciên­cia da com­pu­ta­ção Ken Thomp­son. Ele tra­ba­lhou na Bell Labs duran­te a mai­or par­te de sua car­rei­ra, onde pro­jec­tou e imple­men­tou o sis­te­ma ope­ra­ti­vo Unix ori­gi­nal. Ele tam­bém inven­tou a lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção B, a pre­de­ces­so­ra direc­ta da lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção C, e foi um dos cri­a­do­res do sis­te­ma ope­ra­ti­vo Plan 9. Des­de 2006, Thomp­son tra­ba­lha no Goo­gle, onde co-inven­tou a lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção Go. Outras con­tri­bui­ções notá­veis incluí­ram seu tra­ba­lho em expres­sões regu­la­res e pri­mei­ros edi­to­res de tex­to de com­pu­ta­dor QED e ed, a defi­ni­ção da codi­fi­ca­ção UTF‑8 e seu tra­ba­lho em xadrez de com­pu­ta­dor que incluiu a cri­a­ção de bases de mesa de final de jogo e a máqui­na de xadrez Bel­le. Ele ganhou o Pré­mio Turing em 1983 com seu cole­ga de lon­ga data Den­nis Ritchie.

E nes­ta sema­na que pas­sou, e depois de alguns adi­a­men­tos, a Spa­ceX lan­çou o fogue­tão SN9. A mis­são não teve o fim espe­ra­do uma vez que o fogue­tão explo­diu à ater­ra­gem ten­do o mes­mo final que o seu ante­ces­sor, o SN8. O fogue­tão de três moto­res voou até uma alti­tu­de de 10 qui­ló­me­tros, des­li­gan­do então os seus moto­res em sequên­cia enquan­to subia mais alto. De segui­da, come­çou uma lon­ga que­da de vol­ta à Ter­ra, como fez seu ante­ces­sor SN8 duran­te um voo de tes­te em Dezem­bro. Ao che­gar para ater­rar, o SN9 exe­cu­tou uma quei­ma final para se ori­en­tar ver­ti­cal­men­te, então deu-se a ater­ra­gem que foi vio­len­ta e não total­men­te ver­ti­cal, explo­din­do no impacto.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou, a Spa­ceX teve outra mis­são, esta sim com suces­so, colo­can­do mais 60 saté­li­tes Star­link usan­do um fogue­tão que bateu o recor­de de uti­li­za­ções con­se­guin­do ater­rar com suces­so. O fogue­tão Fal­con 9 de dois está­gi­os, fez um voo de cer­ca de 9 minu­tos, retor­nan­do à Ter­ra e ater­ran­do numa das bar­ca­ças que se encon­tra no oce­a­no Atlân­ti­co. A bar­ca­ça gigan­te “Of Cour­se I Still Love You,” é uma das duas que tem o tra­ba­lho de reco­lher os fogue­tões lan­ça­dos. Este foi o quin­to lan­ça­men­to des­te pri­mei­ro está­gio do Fal­con 9, que tinha voa­do pela últi­ma vez há ape­nas 27 dias — a reu­ti­li­za­ção mais rápi­da entre as mis­sões para qual­quer fogue­tão Spa­ceX. O lan­ça­men­to de hoje tam­bém foi o pri­mei­ro de duas des­co­la­gens Star­link qua­se con­se­cu­ti­vas; outros 60 saté­li­tes estão pro­gra­ma­dos para voar na manhã de sex­ta-fei­ra (5 de Feve­rei­ro) nou­tro Fal­con 9 diferente.

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