Newsletter Nº314

Newsletter Nº314
News­let­ter Nº314

Faz hoje anos que nas­cia, em 1871, o quí­mi­co fran­cês Vic­tor Grig­nard. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1912, pelo seu desen­vol­vi­men­to da reac­ção de Grig­nard. Ele des­co­briu os halo­ge­ne­tos de alquil­mag­né­sio (1901), que são pre­pa­ra­dos pela reac­ção de mag­né­sio com um halo­ge­ne­to orgâ­ni­co em éter seco, pro­du­zin­do com­pos­tos do tipo RMgX, onde X é um halo­gé­neo (Cl, Br, I) e R um gru­po orgâ­ni­co. Esses rea­gen­tes de Grig­nard são extre­ma­men­te impor­tan­tes em sín­te­ses orgâ­ni­cas. Eles são mui­to ver­sá­teis e per­mi­tem a sín­te­se de um gran­de núme­ro de dife­ren­tes clas­ses de com­pos­tos, par­ti­cu­lar­men­te álco­ois secun­dá­ri­os e ter­ciá­ri­os, hidro­car­bo­ne­tos e áci­dos car­bo­xí­li­cos faci­li­tam uma série de reac­ções quí­mi­cas e Grig­nard pas­sou gran­de par­te de sua vida a tra­ba­lhar neles.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1872, o Mate­má­ti­co, astró­no­mo e cos­mó­lo­go holan­dês Wil­lem de Sit­ter. Ele desen­vol­veu mode­los teó­ri­cos do uni­ver­so com base na teo­ria geral da rela­ti­vi­da­de de Albert Eins­tein. Ele tra­ba­lhou exten­si­va­men­te nos movi­men­tos dos saté­li­tes de Júpi­ter, deter­mi­nan­do as suas mas­sas e órbi­tas a par­tir de déca­das de obser­va­ções. Ele deter­mi­nou as cons­tan­tes fun­da­men­tais da astro­no­mia e deter­mi­nou a vari­a­ção da rota­ção da Ter­ra. Ele tam­bém rea­li­zou estu­dos esta­tís­ti­cos da dis­tri­bui­ção e do movi­men­to das estre­las, mas hoje é mais conhe­ci­do pelas suas con­tri­bui­ções à cos­mo­lo­gia. A sua solu­ção de 1917 para as equa­ções de cam­po de Albert Eins­tein mos­trou que um uni­ver­so qua­se vazio se expan­di­ria. Mais tar­de, ele e Eins­tein encon­tra­ram uma solu­ção para o uni­ver­so em expan­são sem cur­va­tu­ra espacial.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1908, o físi­co cana­di­a­no John F. Allen. Ele co-des­co­briu a super-flui­dez do hélio líqui­do per­to da tem­pe­ra­tu­ra de zero abso­lu­to. Tra­ba­lhan­do no Royal Soci­ety Mond Labo­ra­tory em Cam­brid­ge, com Don Mise­ner, ele des­co­briu (1930) que abai­xo da tem­pe­ra­tu­ra de 2,17 kel­vin, o hélio líqui­do pode­ria fluir atra­vés de capi­la­res mui­to peque­nos com vis­co­si­da­de pra­ti­ca­men­te zero. Inde­pen­den­te­men­te, P. L. Kapit­za em Mos­co­vo pro­du­ziu resul­ta­dos seme­lhan­tes qua­se ao mes­mo tem­po. OS seus dois arti­gos foram publi­ca­dos jun­tos na edi­ção de 8 de Janei­ro de 1938 da revis­ta Natu­re. A super-flui­dez é uma mani­fes­ta­ção visí­vel resul­tan­te da mecâ­ni­ca quân­ti­ca da con­den­sa­ção de Bose-Eins­tein. Em 1945, a pes­qui­sa em Mos­co­vo mer­gu­lhou no aspec­to micros­có­pi­co, que Allen não investigou.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1916, o Físi­co nor­te-ame­ri­ca­no Robert H. Dic­ke. Ele tra­ba­lhou em cam­pos tão amplos como físi­ca de micro-ondas, cos­mo­lo­gia e rela­ti­vi­da­de. Como teó­ri­co ins­pi­ra­do e expe­ri­men­ta­lis­ta de suces­so, o seu tema uni­fi­ca­dor foi a apli­ca­ção de méto­dos expe­ri­men­tais pode­ro­sos e escru­pu­lo­sa­men­te con­tro­la­dos a ques­tões que real­men­te impor­tam. Ele tam­bém fez uma série de con­tri­bui­ções sig­ni­fi­ca­ti­vas para a tec­no­lo­gia de radar e para o cam­po da físi­ca ató­mi­ca. A sua visu­a­li­za­ção de um uni­ver­so osci­lan­te esti­mu­lou a des­co­ber­ta da radi­a­ção cós­mi­ca de fun­do em micro-ondas, a evi­dên­cia mais direc­ta de que nos­so uni­ver­so real­men­te se expan­diu de um esta­do den­so. Um ins­tru­men­to-cha­ve nas medi­ções des­te fós­sil do Big Bang é o radió­me­tro de micro-ondas que ele inven­tou. As suas paten­tes vari­a­vam de seca­do­res de rou­pas a laseres.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1929, o quí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no Paul Lau­ter­bur. Ele par­ti­lhou (com Sir Peter Mans­fi­eld) o Pré­mio Nobel de Fisi­o­lo­gia ou Medi­ci­na de 2003 “pelas suas des­co­ber­tas sobre ima­gens de res­so­nân­cia magnética”.

Nes­ta sema­na que pas­sou a Spa­ceX lan­çou o fogue­tão Starship SN15, o quin­to da sua famí­lia, num voo de tes­te que o ele­vou a uma alti­tu­de de 10 Km e que per­mi­tiu, des­ta vez com suces­so, ater­rar o mes­mo. O lan­ça­men­to ocor­reu no 60º ani­ver­sá­rio do pri­mei­ro voo sub-orbi­tal nor­te-ame­ri­ca­no tri­pu­la­do. O SN15 de aço ino­xi­dá­vel (“Seri­al No. 15”) des­co­lou do local de tes­te Star­ba­se da Spa­ceX, per­to da vila de Boca Chi­ca no sul do Texas, às 18h24. EST (22:24 GMT) da pas­sa­da quar­ta-fei­ra. O veí­cu­lo subiu cer­ca de 10 qui­ló­me­tros no céu, rea­li­zou uma série de mano­bras e des­ceu para um toque segu­ro na sua área de pou­so de betão desig­na­da, seis minu­tos após a des­co­la­gem. A Spa­ceX está a desen­vol­ver a Starship para levar pes­so­as e car­gas à Lua, Mar­te e outros des­ti­nos dis­tan­tes. O sis­te­ma con­sis­te em dois ele­men­tos, ambos pro­jec­ta­dos para serem total e rapi­da­men­te reu­ti­li­zá­veis: uma nave espa­ci­al cha­ma­da Starship e um impul­si­o­na­dor gigan­te de pri­mei­ro está­gio cha­ma­do Super Heavy.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a IBM anun­ci­ou o desen­vol­vi­men­to do pri­mei­ro chip do mun­do com tec­no­lo­gia de 2 nm. A exi­gên­cia por mai­or desem­pe­nho e efi­ci­ên­cia ener­gé­ti­ca dos chips con­ti­nua a cres­cer, espe­ci­al­men­te na era da “cloud” híbri­da, IA e IoT. A nova tec­no­lo­gia de chip de 2 nm da IBM aju­da a avan­çar o esta­do da arte na indús­tria de semi­con­du­to­res, aten­den­do a essa neces­si­da­de cres­cen­te. O Chip foi pro­jec­ta­do para atin­gir um desem­pe­nho 45% mai­or e um con­su­mo de ener­gia 75% menor do que os chips de 7 nm mais avan­ça­dos de hoje.

Hoje a News­let­ter faz seis anos! Sem­pre, de for­ma, inin­ter­rup­ta tenho tra­zi­do aqui a esta audi­ên­cia noti­ci­as e pro­jec­tos do que acon­te­ce em todo o mun­do. Ao lon­go des­tes 6 anos já foram publi­ca­dos mais de dez mil pro­jec­tos, qua­se oito mil noti­ci­as e per­to de sete­cen­tos EBo­oks e Revistas.

Nes­ta 314º News­let­ter faço uma refle­xão sobre o ulti­mo ano que foi bas­tan­te ani­ma­do em ter­mos do mun­do vol­tar a olhar para a explo­ra­ção espa­ci­al como for­ma de expan­dir-mos o conhe­ci­men­to do mun­do que nos rodeia e de poder­mos con­cre­ti­zar desa­fi­os ain­da mai­o­res que os que nos leva­ram na 1ª cor­ri­da ao espa­ço. A che­ga­da de inú­me­ros veí­cu­los de explo­ra­ção espa­ci­al a Mar­te é dis­so um refle­xo. Tam­bém a inten­ção, em alguns casos já con­cre­ti­za­da, de vol­tar à Lua é dis­so uma realidade.
Tam­bém nes­te ulti­mo ano e meio vive­mos envol­tos numa pan­de­mia que nos fez pen­sar e que­brar cer­tos dog­mas e dados adqui­ri­dos que tínha­mos, como a liber­da­de (que por diver­sas altu­ras nos foi con­di­ci­o­na­da), a dis­po­ni­bi­li­da­de de bens essen­ci­ais (com a exis­tên­cia de quo­tas para se entrar em lojas e super­mer­ca­dos), o tra­ba­lho que desa­pa­re­ceu e que afec­tou uma par­te sig­ni­fi­ca­ti­va da nos­sa sociedade.

Sin­to no entan­to que vive­mos tem­pos de algu­ma espe­ran­ça, espe­ran­ça de que as coi­sas melho­rem, seja por ultra­pas­sar­mos esta situ­a­ção pan­dé­mi­ca, seja por estar­mos mais cons­ci­en­tes de que os recur­sos do pla­ne­ta não são ili­mi­ta­dos e que cabe a todos ter­mos um papel acti­vo na defe­sa e pre­ser­va­ção do mes­mo. A uti­li­za­ção de ener­gi­as reno­vá­veis e o cada vez menor recur­so a com­bus­tí­veis fos­seis nas nos­sas des­lo­ca­ções (seja por uso de veí­cu­los eléc­tri­cos ou de veí­cu­los sem motor) é outra das evo­lu­ções que se tem observado.

Haja espe­ran­ça!

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­do o livro “Com­pu­ter Sci­en­ce from the Bot­tom Up”.

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Newsletter Nº313

Newsletter Nº313
News­let­ter Nº313

Faz hoje anos que nas­cia, em 1854, o mate­má­ti­co, físi­co e astrô­no­mo fran­cês Hen­ri Poin­ca­ré. Ele, na sua con­jec­tu­ra, afir­ma que se qual­quer loop num deter­mi­na­do espa­ço tri­di­men­si­o­nal pode ser redu­zi­do a um pon­to, o espa­ço é equi­va­len­te a uma esfe­ra. O pro­ble­ma per­ma­ne­ceu sem solu­ção até que Gri­go­ri Perel­man pro­vou ser uma pro­va com­ple­ta em 2003. Poin­ca­ré influ­en­ci­ou a cos­mo­go­nia, a rela­ti­vi­da­de e a topo­lo­gia. Em mate­má­ti­ca apli­ca­da, ele tam­bém estu­dou ópti­ca, elec­tri­ci­da­de, tele­gra­fia, capi­la­ri­da­de, elas­ti­ci­da­de, ter­mo­di­nâ­mi­ca, teo­ria do poten­ci­al, teo­ria quân­ti­ca e cos­mo­lo­gia. Ele é fre­quen­te­men­te des­cri­to como o últi­mo uni­ver­sa­lis­ta em mate­má­ti­ca. Ele estu­dou o pro­ble­ma dos três cor­pos na mecâ­ni­ca celes­te e as teo­ri­as da luz e das ondas elec­tro­mag­né­ti­cas. Ele foi um co-des­co­bri­dor (com Albert Eins­tein e Hen­drik Lorentz) da teo­ria da rela­ti­vi­da­de especial.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1893, o Cien­tis­ta nor­te-ame­ri­ca­no Harold Urey. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1934 pela sua des­co­ber­ta do deu­té­rio, a for­ma pesa­da do hidro­gé­nio (1932). Ele foi acti­vo no desen­vol­vi­men­to da bom­ba ató­mi­ca. Ele con­tri­buiu para a base cres­cen­te da teo­ria do que era ampla­men­te acei­to como a ori­gem da Ter­ra e de outros pla­ne­tas. Em 1953, Stan­ley L. Mil­ler e Urey simu­la­ram o efei­to de um raio na atmos­fe­ra pré-bió­ti­ca da Ter­ra com uma des­car­ga eléc­tri­ca numa mis­tu­ra de hidro­gé­nio, meta­no, amó­nia e água. Isto pro­du­ziu uma rica mis­tu­ra de aldeí­dos e car­bo­xí­li­cos e ami­noá­ci­dos (como encon­tra­dos nas pro­teí­nas, ade­ni­na e outras bases de áci­do nucléi­co). Urey cal­cu­lou a tem­pe­ra­tu­ra dos oce­a­nos anti­gos a par­tir da quan­ti­da­de de cer­tos isó­to­pos em con­chas fósseis.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1894, a físi­ca nucle­ar aus­tría­ca Mari­et­ta Blau. Ela come­çou como uma estu­dan­te for­te em mate­má­ti­ca e físi­ca na esco­la e estu­dou físi­ca na uni­ver­si­da­de, onde escre­veu sua tese sobre a absor­ção de rai­os gama (1919). No iní­cio, ela con­se­guiu um empre­go (1921) com um fabri­can­te de tubos de raios‑X em Ber­lim. Em 1923, ela come­çou a pes­qui­sar radi­o­ac­ti­vi­da­de com o Ins­ti­tut für Radium­fors­chung em Vie­na. Lá ela desen­vol­veu a téc­ni­ca de emul­são foto­grá­fi­ca para o estu­do da desin­te­gra­ção nucle­ar cau­sa­da por rai­os cós­mi­cos, e con­tri­buiu para o desen­vol­vi­men­to de tubos foto-mul­ti­pli­ca­do­res. Blau foi a pri­mei­ra a usar emul­sões nucle­a­res para detec­tar neu­trões obser­van­do o recuo dos protões.

Nes­ta sema­na que pas­sou a NASA, fez o dro­ne Inge­nuity voar mais rápi­do e mais lon­ge no ter­cei­ro voo em Mar­te. O Inge­nuity Mars Heli­cop­ter da NASA con­ti­nua a bater recor­des, voan­do mais rápi­do e mais lon­ge no pas­sa­do domin­go, 25 de Abril de 2021, do que em qual­quer tes­te que tenha fei­to na Ter­ra. O heli­cóp­te­ro des­co­lou às 4h31 EDT (1h31 PDT), ou 12h33 hora local de Mar­te, subin­do 5 metros — a mes­ma alti­tu­de que no seu segun­do voo. Em segui­da, des­lo­cou-se rapi­da­men­te 50 metros, pou­co mais da meta­de do com­pri­men­to de um cam­po de fute­bol, atin­gin­do uma velo­ci­da­de máxi­ma de 2 metros por segundo.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­do o Ker­nel 5.12 do Linux. Mais uma vez Linus Tor­valds anun­ci­ou o lan­ça­men­to na lis­ta de dis­cus­são do ker­nel do Linux, escre­ven­do: “… obri­ga­do a todos que me tor­na­ram mui­to cal­mos na sema­na pas­sa­da, o que me dei­xou mui­to mais feliz com o lan­ça­men­to final do 5.12”. De entre as novi­da­des des­te novo Ker­nel, des­ta­ca-se o supor­te para os con­tro­la­do­res da Nin­ten­do 64, para os con­tro­la­do­res dual­sen­se da PS5, supor­te para a tec­no­lo­gia Adap­ta­ti­ve Sync da Intel, mape­a­men­to de UID em filesys­tems para já em FAT e ext4. Foi tam­bém melho­ra­do o supor­te para o lap­tops Sur­fa­ce da Micro­soft, supor­te NUMA na arqui­tec­tu­ra RISC‑V, Boot do Linux como par­ti­ção root do Hyper­vi­sor da Micro­soft, supor­te para o hyper­vi­sor ACRN, nova fer­ra­men­ta de debug­ging de memó­ria kfen­ce, remo­ção de um con­jun­to de pla­ta­for­mas obso­le­tas de ARM.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­da a nova ver­são da dis­tri­bui­ção de Linux Fedo­ra. O Fedo­ra 34 intro­duz a nova ver­são do GNOME 40. Pas­sa tam­bém a usar um novo sis­te­ma de audio e video desig­na­do por Pipewi­re. Foi melho­ra­do o supor­te do Way­land em cima de pla­cas grá­fi­cas NVi­dia. O Fedo­ra pas­sa a usar o Ker­nel 5.11 assim como o GCC 11

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI Maga­zi­ne nº105 de Maio.

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Newsletter Nº312

Newsletter Nº312
News­let­ter Nº312

Faz hoje anos que nas­cia, em 1724, o filó­so­fo ale­mão, for­ma­do em mate­má­ti­ca e físi­ca Imma­nu­el Kant. Ele publi­cou a sua His­tó­ria geral da natu­re­za e teo­ria dos céus em 1755. Esta visão físi­ca do uni­ver­so con­ti­nha três ante­ci­pa­ções impor­tan­tes para os astró­no­mos. 1) Ele fez a hipó­te­se da nebu­lo­sa antes de Lapla­ce. 2) Ele des­cre­veu a Via Lác­tea como uma colec­ção de estre­las em for­ma de len­te que repre­sen­ta­va ape­nas um dos mui­tos “uni­ver­sos-ilha”, mais tar­de mos­tra­do por Hers­chel. 3) Ele suge­riu que o atri­to das marés dimi­nuiu a rota­ção da Ter­ra, o que foi con­fir­ma­do um sécu­lo depois. Em 1770 tor­nou-se pro­fes­sor de mate­má­ti­ca, mas vol­tou-se para a meta­fí­si­ca e a lógi­ca em 1797, o cam­po em que é mais conhecido.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1789, o enge­nhei­ro mecâ­ni­co e inven­tor galês Richard Roberts. Ele foi res­pon­sá­vel pela inven­ção do pri­mei­ro medi­dor de gás bem-suce­di­do. Ele foi um dos inven­to­res das pri­mei­ras aplai­na­do­ras de metal (1817). Roberts tam­bém desen­vol­veu um tor­no de ros­que­a­men­to e máqui­nas para cor­te de engre­na­gens e ranhu­ras. A mula gira­tó­ria auto-gui­a­da (1825) que ele inven­tou foi sua con­tri­bui­ção mais impor­tan­te para a indús­tria têx­til, que tam­bém fun­dou na Fran­ça. Na déca­da de 1830, a sua empre­sa cons­truiu loco­mo­ti­vas fer­ro­viá­ri­as numa das pri­mei­ras apli­ca­ções do uso de peças tro­cá­veis. Na déca­da de 1840, ele desen­vol­veu máqui­nas para fazer padrões de ori­fí­ci­os em pon­tes e pla­cas de cal­dei­ra, auto­ma­ti­za­das com car­tões per­fu­ra­dos seme­lhan­tes ao tear Jacquard.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1834, o físi­co fran­cês Gas­ton Plan­té. Ele cons­truiu a pri­mei­ra bate­ria de arma­ze­na­men­to (1859), que era capaz de for­ne­cer elec­tri­ci­da­de e ser recar­re­ga­da vári­as vezes. Até esta inven­ção, as bate­ri­as exis­ti­am des­de a des­co­ber­ta de Ales­san­dro Vol­ta, numa for­ma que podia ser usa­da e des­car­re­ga­da ape­nas uma vez. Plan­té fez o seu acu­mu­la­dor com uma pla­ca de chum­bo, enro­la­da com um sepa­ra­dor de pano de linho, imer­so em áci­do sul­fú­ri­co. Ele tinha ape­nas um gera­dor de mani­ve­la. A sua bate­ria teve de espe­rar que a inven­ção pos­te­ri­or de dína­mos satis­fa­tó­ri­os se tor­nas­se útil. A célu­la foi melho­ra­da por Camil­le Fau­re, Sir Joseph Swan e outros. A bate­ria recar­re­gá­vel teve um uso impor­tan­te para o telé­gra­fo. Des­de que foi adop­ta­da pela pri­mei­ra vez para uso em auto­mó­veis, a bate­ria de chum­bo-áci­do con­ti­nua a ser usa­da com o mes­mo dese­nho fun­da­men­tal. Mais tar­de, ele inves­ti­gou a elec­tri­ci­da­de atmosférica.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1904, o físi­co teó­ri­co nor­te-ame­ri­ca­no J. Robert Oppe­nhei­mer. Ele foi direc­tor do labo­ra­tó­rio de Los Ala­mos duran­te o desen­vol­vi­men­to da bom­ba ató­mi­ca (1943–45) e direc­tor do Ins­ti­tu­to de Estu­dos Avan­ça­dos de Prin­ce­ton (1947–66). As des­co­ber­tas de Oppe­nhei­mer na físi­ca incluí­ram a apro­xi­ma­ção de Born-Oppe­nhei­mer para fun­ções de ondas mole­cu­la­res, tra­ba­lho na teo­ria dos elec­trões e posi­trons, o pro­ces­so Oppe­nhei­mer-Phil­lips na fusão nucle­ar e a pri­mei­ra pre­vi­são de tune­la­men­to quân­ti­co. Com seus alu­nos, ele tam­bém fez con­tri­bui­ções impor­tan­tes para a teo­ria moder­na de estre­las de neu­trões e bura­cos negros, bem como para a mecâ­ni­ca quân­ti­ca, teo­ria de cam­po quân­ti­co e as inte­rac­ções dos rai­os cós­mi­cos. Como pro­fes­sor e pro­mo­tor da ciên­cia, ele é lem­bra­do como o pai fun­da­dor da esco­la ame­ri­ca­na de físi­ca teó­ri­ca que ganhou des­ta­que mun­di­al na déca­da de 1930.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1919, o quí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no Donald J. Cram. Ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1987 (com Char­les J. Peder­sen e Jean-Marie Lehn) pela sua cri­a­ção de molé­cu­las que imi­tam o com­por­ta­men­to quí­mi­co de molé­cu­las encon­tra­das em sis­te­mas vivos.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1929, o mate­má­ti­co bri­tâ­ni­co de ori­gem liba­ne­sa Micha­el Atiyah. Ele rece­beu a Meda­lha Fields em 1966 prin­ci­pal­men­te por seu tra­ba­lho em topo­lo­gia. Jun­ta­men­te com Hir­ze­bru­ch, ele lan­çou as bases para a teoria‑K topo­ló­gi­ca, uma fer­ra­men­ta impor­tan­te na topo­lo­gia algé­bri­ca, que, infor­mal­men­te, des­cre­ve as manei­ras pelas quais os espa­ços podem ser tor­ci­dos. O seu resul­ta­do mais conhe­ci­do, o teo­re­ma do índi­ce Atiyah – Sin­ger, foi pro­va­do com Sin­ger em 1963 e é usa­do na con­ta­gem do núme­ro de solu­ções inde­pen­den­tes para equa­ções dife­ren­ci­ais. Alguns dos seus tra­ba­lhos mais recen­tes foram ins­pi­ra­dos pela físi­ca teó­ri­ca, em par­ti­cu­lar ins­tan­tons e mono­po­les, que são res­pon­sá­veis por algu­mas cor­rec­ções sub­tis na teo­ria quân­ti­ca de campos.

E nes­ta sema­na que pas­sou o Dro­ne Inge­nuity Mars da NASA é bem-suce­di­do no pri­mei­ro voo his­tó­ri­co. Na pas­sa­da segun­da-fei­ra, o Dro­ne tor­nou-se a pri­mei­ra aero­na­ve da his­tó­ria a fazer um voo moto­ri­za­do e con­tro­la­do nou­tro pla­ne­ta. A equi­pa Inge­nuity do Jet Pro­pul­si­on Labo­ra­tory da agên­cia no sul da Cali­fór­nia con­fir­mou o suces­so do voo após rece­ber dados do dro­ne via Per­se­ve­ran­ce Mars rover da NASA às 6:46 am EDT (3:46 am PDT). A demons­tra­ção de voo ini­ci­al do Inge­nuity foi autó­no­ma — pilo­ta­da por sis­te­mas de ori­en­ta­ção, nave­ga­ção e con­tro­le a bor­do, exe­cu­tan­do algo­rit­mos desen­vol­vi­dos pela equi­pa do JPL. Como os dados devem ser envi­a­dos e devol­vi­dos do Pla­ne­ta Ver­me­lho ao lon­go de cen­te­nas de milhões de qui­ló­me­tros usan­do saté­li­tes em órbi­ta e a Deep Spa­ce Network da NASA, o Inge­nuity não pode ser pilo­ta­do com um joys­tick e seu voo não foi obser­va­do da Ter­ra em tem­po real. Entre­tan­to o dro­ne já cum­priu com suces­so uma segun­da mis­são de voo.

Tam­bém esta sema­na foi lan­ça­da a nova ver­são do Sis­te­ma Ope­ra­ti­vo da Cano­ni­cal, o Ubun­tu 21.04. Este sis­te­ma baseia-se no ker­nel Linux e na dis­tro Debi­an. As gran­de novi­da­des des­ta ver­são são a inte­gra­ção nati­va com a AD e a cer­ti­fi­ca­ção do Micro­soft SQL Ser­ver para ser usa­do nes­ta dis­tri­bui­ção de Linux. Adi­ci­o­nal­men­te foram actu­a­li­za­dos os mais diver­sos paco­tes de soft­ware. Não foi incluí­do ain­da o GNOME 40 nem o GTK4 por­que estes são mui­to recen­tes e não foi pos­sí­vel na jane­la de tem­po inclui-los sem impac­to nas res­tan­tes apli­ca­ções. Esta ver­são inclui o Ker­nel Linux 5.11, um tema “dark” melho­ra­do, uti­li­za­ção do Way­land por omis­são e o Python 3.9.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce Maga­zi­ne nº43 de Maio.

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Newsletter Nº311

Newsletter Nº311
News­let­ter Nº311

Faz hoje anos que nas­cia, em 1452, o pin­tor, escul­tor, arqui­tec­to e enge­nhei­ro ita­li­a­no Leo­nar­do da Vin­ci. Ele foi um gran­de enge­nhei­ro e inven­tor que pro­jec­tou edi­fí­ci­os, pon­tes, canais, for­tes e máqui­nas de guer­ra. Ele man­ti­nha cader­nos enor­mes com esbo­ços das suas idei­as. Entre eles, ele era fas­ci­na­do por pás­sa­ros e voar e seus esbo­ços inclu­em dese­nhos fan­tás­ti­cos como máqui­nas voa­do­ras. Estes dese­nhos demons­tram um génio para a inven­ção mecâ­ni­ca e com­pre­en­são da inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca, real­men­te sécu­los à fren­te do seu tem­po. A sua fama está em ser um dos mai­o­res pin­to­res de todos os tem­pos, mais conhe­ci­do por pin­tu­ras como a Mona Lisa e A Últi­ma Ceia.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1707, o mate­má­ti­co e físi­co suí­ço Leo­nhard Euler. Ele foi um dos fun­da­do­res da mate­má­ti­ca pura. Ele não só fez con­tri­bui­ções deci­si­vas e for­ma­ti­vas para as dis­ci­pli­nas de geo­me­tria, cál­cu­lo, mecâ­ni­ca e teo­ria dos núme­ros, mas tam­bém desen­vol­veu méto­dos para resol­ver pro­ble­mas em astro­no­mia obser­va­ci­o­nal e demons­trou apli­ca­ções úteis da mate­má­ti­ca na tec­no­lo­gia. Aos 28 anos, ele cegou um olho ao olhar para o sol enquan­to ten­ta­va inven­tar uma nova for­ma de medir o tempo.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1874, o físi­co ale­mão Johan­nes Stark. Ele ganhou o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1919 pela sua des­co­ber­ta em 1913 de que um cam­po eléc­tri­co cau­sa­ria a divi­são das linhas no espec­tro de luz emi­ti­do por uma subs­tân­cia lumi­no­sa; o fenó­me­no é cha­ma­do de efei­to Stark.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1885, o físi­co ame­ri­ca­no Emory Leon Chaf­fee. Ele é res­pon­sá­vel pela inven­ção do méto­do do tipo faís­ca “Chaf­fee Gap” para pro­du­zir osci­la­ções eléc­tri­cas de alta frequên­cia con­tí­nu­as para trans­mis­são de rádio foi o resul­ta­do de um tra­ba­lho de pes­qui­sa para sua tese de dou­to­ra­men­to. O cen­te­lha­dor fica­va entre as faces finais das has­tes de metal (um âno­do de cobre e um cáto­do de alu­mí­nio), numa atmos­fe­ra de hidro­gé­nio húmi­do numa câma­ra sela­da. Ele tam­bém se espe­ci­a­li­zou na área de tubos de vácuo ter­mi­ô­ni­cos e medi­ções de tes­te, como uma deter­mi­na­ção direc­ta pre­ci­sa do valor de e / m, a razão da car­ga do elec­trão e sua mas­sa. Mais tar­de, ele inte­res­sou-se pelo olho, fazen­do um tra­ba­lho expe­ri­men­tal com Wil­li­am T. Bovie sobre a res­pos­ta eléc­tri­ca da reti­na, que Chaf­fee ampli­fi­cou com um cir­cui­to de tubo a vácuo.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1896, o quí­mi­co rus­so Niko­lay Niko­laye­vi­ch Semyo­nov. Ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1956 com Sir Cyril Hinshelwo­od por “suas pes­qui­sas sobre o meca­nis­mo de reac­ções quí­mi­cas”. Ele foi o pri­mei­ro cien­tis­ta sovié­ti­co a rece­ber o Pré­mio Nobel. Em 1926, com seus cole­gas de tra­ba­lho, Semyo­nov des­co­briu pela pri­mei­ra vez as reac­ções de cadeia rami­fi­ca­da na oxi­da­ção do fós­fo­ro. Con­si­de­ran­do que sua inten­ção para a inves­ti­ga­ção come­çou como um estu­do da pro­du­ção de luz daque­la reac­ção, ele ficou sur­pre­so ao des­co­brir que há uma pres­são crí­ti­ca de gás oxi­gé­nio abai­xo da qual nenhu­ma acti­vi­da­de ocor­re­ria. As expli­ca­ções teó­ri­cas que ele desen­vol­veu sobre como um pro­ces­so pode ser ini­ci­a­do por um meca­nis­mo em cadeia tam­bém são apli­cá­veis numa ampla gama de reac­ções quí­mi­cas, incluin­do oxi­da­ção, cra­que­a­men­to, halo­ge­na­ção, poli­me­ri­za­ção e explo­sões. O meca­nis­mo de cadeia cria uma ava­lan­che de interacções.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1927, o físi­co nor­te-ame­ri­ca­no Robert L. Mills. Ele par­ti­lhou o Pré­mio Rum­ford Pre­mium em 1980 com seu cole­ga Chen Ning Yang por seu “desen­vol­vi­men­to de uma teo­ria de cam­po inva­ri­an­te de cali­bre gene­ra­li­za­do” em 1954. Eles pro­pu­se­ram uma equa­ção ten­so­ri­al para o que ago­ra são cha­ma­dos de cam­pos de Yang-Mills. O seu tra­ba­lho mate­má­ti­co teve como objec­ti­vo com­pre­en­der a for­te inte­rac­ção que man­tém os núcle­os uni­dos nos núcle­os ató­mi­cos. Eles cons­truí­ram uma visão mais gene­ra­li­za­da do elec­tro­mag­ne­tis­mo, por­tan­to, as Equa­ções de Maxwell podem ser deri­va­das como um caso espe­ci­al de sua equa­ção ten­so­ri­al. A teo­ria Quan­tum Yang-Mills é ago­ra a base da mai­o­ria da teo­ria das par­tí­cu­las ele­men­ta­res, e suas pre­vi­sões foram tes­ta­das em mui­tos labo­ra­tó­ri­os experimentais.

Faz hoje anos que, em 1912, o navio R.M.S. Tita­nic se afun­da­va qua­tro horas depois de coli­dir con­tra um ice­ber­gue. Esta­va na sua via­gem inau­gu­ral no oce­a­no Atlân­ti­co Nor­te, qua­tro dias fora de Southamp­ton, Ingla­ter­ra, a cami­nho da cida­de de Nova York, EUA. De uma esti­ma­ti­va de 2.224 pes­so­as a bor­do, 1.517 mor­re­ram. Ape­nas 866 foram res­ga­ta­dos pelo Car­pathia quan­do este che­gou à área ao ama­nhe­cer. Cer­ca de duas em cada três pes­so­as mor­re­ram na água gela­da. O navio car­re­ga­va um núme­ro insu­fi­ci­en­te de botes sal­va-vidas. O navio tinha uns impres­si­o­nan­tes 269 metros de com­pri­men­to e tinha 28 metros de largura.

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Newsletter Nº310

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News­let­ter Nº310

Faz hoje anos que nas­cia, em 1732, o astró­no­mo e mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no David Rit­te­nhou­se. Ele foi um dos pri­mei­ros obser­va­do­res da atmos­fe­ra de Vénus. Para obser­va­ções do trân­si­to de Vénus em 3 de Junho de 1769, ele cons­truiu um reló­gio de pên­du­lo de alta pre­ci­são, um qua­dran­te astro­nó­mi­co, um ins­tru­men­to de igual alti­tu­de e um trân­si­to astro­nó­mi­co. Ele foi o pri­mei­ro na Amé­ri­ca a colo­car tei­as de ara­nha como mira no foco de seu teles­có­pio. Ele geral­men­te é cre­di­ta­do com a inven­ção da bús­so­la ver­ni­er e, pos­si­vel­men­te, o levan­ta­dor auto­má­ti­co de agu­lha. Ele foi pro­fes­sor de astro­no­mia na Uni­ver­si­da­de da Pen­sil­vâ­nia. Para Tho­mas Jef­fer­son, ele padro­ni­zou as medi­das do pé por pên­du­lo num pro­jec­to para esta­be­le­cer um sis­te­ma deci­mal de pesos e medidas.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1779, o Físi­co ale­mão Johann Schweig­ger. Ele inven­tou o gal­va­no­me­tro em 1820, um dis­po­si­ti­vo para medir a for­ça de uma cor­ren­te eléc­tri­ca. Ele desen­vol­veu o prin­cí­pio a par­tir da expe­ri­ên­cia de Oers­ted (1819), que mos­trou que a cor­ren­te num fio des­via a agu­lha de uma bús­so­la. Schweig­ger per­ce­beu que suge­ria um ins­tru­men­to de medi­ção bási­co, já que uma cor­ren­te mais for­te pro­du­zi­ria uma defle­xão mai­or, e ele aumen­tou o efei­to enro­lan­do o fio vári­as vezes numa bobi­ne à vol­ta da agu­lha mag­né­ti­ca. Ele cha­mou a este ins­tru­men­to de “gal­va­no­me­tro” em home­na­gem a Lui­gi Gal­va­ni, o pro­fes­sor que deu a Vol­ta a ideia da pri­mei­ra bate­ria. Tho­mas See­beck (1770–1831) cha­mou a bobi­ne ino­va­do­ra de mul­ti­pli­ca­dor de Schweig­ger. Tor­nou-se a base dos ins­tru­men­tos de bobi­ne em movi­men­to e alto-falantes.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1811, o meta­lúr­gi­co inglês Robert Fores­ter Mushet. Ele foi res­pon­sá­vel pelo desen­vol­vi­men­to de um méto­do de fabri­ca­ção de aço pela adi­ção de man­ga­nês, que melho­rou o pro­ces­so Bes­se­mer. Ele foi o pri­mei­ro a fazer car­ris durá­veis de aço (subs­ti­tuin­do o fer­ro fun­di­do), o que foi impor­tan­te para o desen­vol­vi­men­to das fer­ro-vias em todo o mun­do. Mushet inven­tou o aço de tungs­té­nio em 1868, que pro­du­zia um aço para fer­ra­men­tas mais resis­ten­te, capaz de cor­tar e maqui­nar metais mais duros em velo­ci­da­des mais rápi­das. Ape­sar da sua impor­tân­cia, que fez for­tu­na para outros (incluin­do Bes­se­mer), Mushet não capi­ta­li­zou com suces­so suas descobertas.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1818, o quí­mi­co ale­mão August Wilhelm von Hof­mann. Ele, com as pes­qui­sas sobre ani­li­na, com a de seu ex-alu­no Sir Wil­li­am Henry Per­kin, aju­da­ram a esta­be­le­cer as bases da indús­tria de coran­tes de ani­li­na. Ele foi o pri­mei­ro a pre­pa­rar a rosa­ni­li­na e seus deri­va­dos e pes­qui­sou mui­tos outros com­pos­tos, incluin­do a des­co­ber­ta do for­mal­deí­do. No cam­po da quí­mi­ca orgâ­ni­ca, Hof­mann é mais conhe­ci­do por seus estu­dos dos deri­va­dos orgâ­ni­cos da amó­nia e da fos­fi­na e por sua sub­se­quen­te des­co­ber­ta da reac­ção de degra­da­ção de Hof­mann. Ele tam­bém desen­vol­veu o méto­do de Hof­mann para encon­trar as den­si­da­des de vapor e, a par­tir delas, os pesos mole­cu­la­res dos líqui­dos. Ele tam­bém aju­dou a popu­la­ri­zar o con­cei­to de valên­cia (a pala­vra vem de seu ter­mo quantivalência).

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1911,o bioquí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no Mel­vin Cal­vin. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1961 por pro­mo­ver nos­so conhe­ci­men­to do meca­nis­mo da fotos­sín­te­se. No Ciclo de Cal­vin, ele des­cre­veu as “reac­ções escu­ras” da fotos­sín­te­se que ocor­rem nas plan­tas ver­des duran­te a noi­te, trans­for­man­do dió­xi­do de car­bo­no em açú­car. Usan­do o isó­to­po de car­bo­no-14 como tra­ça­dor de dió­xi­do de car­bo­no, Cal­vin e sua equi­pa iden­ti­fi­ca­ram a rota com­ple­ta con­for­me o áto­mo de car­bo­no via­ja por uma plan­ta duran­te a fotos­sín­te­se, des­de a absor­ção do dió­xi­do de car­bo­no atmos­fé­ri­co até à sua incor­po­ra­ção em car­bo-hidra­tos e outros com­pos­tos orgâ­ni­cos. Com o seu gru­po, Cal­vin mos­trou que a luz do sol actua sobre as molé­cu­las de clo­ro­fi­la de uma plan­ta, e não sobre o dió­xi­do de car­bo­no (como se acre­di­ta­va anteriormente).

Faz hoje pre­ci­sa­men­te 5 anos que a Spa­ceX fez com suces­so o pri­mei­ro pou­so de retor­no sua­ve de um fogue­tão boos­ter Fal­con 9 reu­ti­li­zá­vel num navio dro­ne no mar. A Spa­ceX, uma empre­sa pri­va­da de voos espa­ci­ais, rea­li­zou assim uma faça­nha nun­ca antes rea­li­za­da por nin­guém. Foi o pri­mei­ro está­gio do fogue­te Fal­con 9 que tam­bém lan­çou com suces­so uma cáp­su­la de car­ga para a Esta­ção Espa­ci­al Inter­na­ci­o­nal. Depois de içar o segun­do está­gio (que con­ti­nu­ou no espa­ço), o está­gio de refor­ço foi pro­jec­ta­do para se sepa­rar e retor­nar intac­to para ser usa­do nova­men­te. Ele dis­pa­rou pro­pul­so­res para redu­zir a velo­ci­da­de e para ori­en­tar e fazer um pou­so ver­ti­cal na barcaça.

Nes­ta sema­na que pas­sou o heli­cóp­te­ro Mars Inge­nuity des­tra­vou as suas duas pás do rotor enquan­to os pre­pa­ra­ti­vos con­ti­nu­am para o pri­mei­ro voo do veí­cu­lo, que deve ocor­rer no máxi­mo nes­te domin­go. O dro­ne che­gou a Mar­te a 18 de Feve­rei­ro jun­to com o rover Per­se­ve­ran­ce da NASA, ten­do fei­to a lon­ga jor­na­da até o Pla­ne­ta Ver­me­lho den­tro do rover. A 4 de Abril, o peque­no dro­ne sepa­rou-se do Per­se­ve­ran­ce, pre­pa­ran­do-se para subir aos céus duran­te uma cam­pa­nha de tes­te de um mês. Se a saí­da de domin­go do Inge­nuity for bem-suce­di­da, será o pri­mei­ro voo gui­a­do com motor nou­tro planeta.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou um fogue­tão Fal­con 9 da Spa­ceX lan­çou um novo lote de 60 saté­li­tes da Inter­net Star­link em órbi­ta na tar­de de quar­ta-fei­ra e pou­sou no mar ter­mi­nan­do mais uma mis­são bem-suce­di­da. O fogue­tão des­te lan­ça­men­to, cha­ma­do B1058, é um dos fogue­tões com­pro­va­dos em voo da fro­ta da Spa­ceX. Ele tem ago­ra tem sete lan­ça­men­tos e pou­sos no seu cur­rí­cu­lo e está rapi­da­men­te a des­ta­car-se como um dos líde­res da frota.

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