Newsletter Nº344

Newsletter Nº344
News­let­ter Nº344

Faz hoje anos que nas­cia, em 1761, o inven­tor fran­cês Nico­las Louis Robert. Ele foi res­pon­sá­vel pela inven­ção da máqui­na de papel con­tí­nua, enquan­to tra­ba­lha­va na Esson­nes, Fran­ça, fábri­ca de papel da famí­lia Didot de impres­so­ras e edi­to­res. Fez o seu pri­mei­ro mode­lo para o pro­ces­so em 1797, um pro­tó­ti­po em 1798, e obte­ve uma paten­te em 18 de Janei­ro de 1799. O papel foi for­ma­do e trans­por­ta­do numa cin­ta móvel de gaze de ara­me. Didot foi no iní­cio cép­ti­co, depois enco­ra­jou Robert a melho­rar a inven­ção, ain­da imper­fei­ta. Depois de Robert ter fica­do insa­tis­fei­to com o acor­do finan­cei­ro dos seus esfor­ços, par­tiu e ten­tou mon­tar a sua pró­pria fábri­ca de papel. Quan­do este empre­en­di­men­to falhou por fal­ta de capi­tal, ele ven­deu os direi­tos de paten­te à Didot. A sua ideia aca­bou por ser desen­vol­vi­da com mais suces­so em Ingla­ter­ra pelos irmãos Four­dri­ni­er, assis­ti­dos pelo mecâ­ni­co Bryan Donkin.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1881, o físi­co ale­mão Hein­ri­ch Barkhau­sen. Ele des­co­briu o efei­to Barkhau­sen (1919), um prin­cí­pio rela­ti­vo às alte­ra­ções das pro­pri­e­da­des mag­né­ti­cas do metal. O seu tra­ba­lho em acús­ti­ca e mag­ne­tis­mo levou à des­co­ber­ta de que a mag­ne­ti­za­ção afec­ta domí­ni­os intei­ros de um mate­ri­al fer­ro­mag­né­ti­co, e não ape­nas os áto­mos indi­vi­du­ais. Des­co­briu que um aumen­to len­to e sua­ve de um cam­po mag­né­ti­co apli­ca­do a uma peça de mate­ri­al fer­ro­mag­né­ti­co, como o fer­ro, pro­vo­ca a sua mag­ne­ti­za­ção, não con­tí­nua mas em pas­sos minús­cu­los. Com Karl Kurz, desen­vol­veu o osci­la­dor Barkhau­sen- Kurz (1920) para frequên­ci­as ultra-altas (pre­cur­sor do tubo de micro-ondas), levan­do à com­pre­en­são do prin­cí­pio da modu­la­ção da velo­ci­da­de. É tam­bém conhe­ci­do por expe­ri­ên­ci­as em trans­mis­sões de rádio de ondas curtas.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1905, o inven­tor ger­ma­no-ame­ri­ca­no Semi Joseph Begun. Ele cons­truiu o pri­mei­ro gra­va­dor para radi­o­di­fu­são (1934), que mais tar­de foi uti­li­za­do nos Jogos Olím­pi­cos de 1936. Após a II Guer­ra Mun­di­al, con­ti­nu­ou a tra­ba­lhar em supor­tes de gra­va­ção mag­né­ti­cos base­a­dos no reves­ti­men­to de papel e fita plás­ti­ca com sus­pen­sões fer­ro­mag­né­ti­cas em pó. Begun desen­vol­veu o pri­mei­ro gra­va­dor de fita de con­su­mo nos Esta­dos Uni­dos sob o nome comer­ci­al Sound Mir­ror. Tam­bém nego­ci­ou o pri­mei­ro acor­do de for­ne­ci­men­to de fita mag­né­ti­ca com a 3M — que se tor­nou uma impor­tan­te linha de pro­du­tos. Tam­bém inven­tou o Mail-A-Voi­ce, que gra­vou mag­ne­ti­ca­men­te num dos lados de um dis­co de papel para cor­res­pon­dên­cia postal.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1906, o enge­nhei­ro hún­ga­ro-ame­ri­ca­no Peter Carl Gold­mark. Ele, enquan­to tra­ba­lha­va para a Colum­bia Bro­ad­cas­ting Sys­tem (CBS), desen­vol­veu o pri­mei­ro sis­te­ma comer­ci­al de tele­vi­são a cores (1936), que uti­li­za­va um dis­co de três cores rota­ti­vo. Embo­ra ini­ci­al­men­te apro­va­do pela Comis­são Fede­ral de Comu­ni­ca­ções, foi pos­te­ri­or­men­te subs­ti­tuí­do por um sis­te­ma de cor total­men­te elec­tró­ni­co que era com­pa­tí­vel com con­jun­tos a pre­to e bran­co. A Gold­mark tam­bém desen­vol­veu o fonó­gra­fo LP 33–1/3 que aumen­tou gran­de­men­te o tem­po de repro­du­ção de dis­cos, o que revo­lu­ci­o­nou a indús­tria fono­grá­fi­ca. Foi tam­bém pio­nei­ro na gra­va­ção de cas­se­tes de vídeo, e desen­vol­veu um sis­te­ma de digi­ta­li­za­ção uti­li­za­do pela nave espa­ci­al Lunar Orbi­ter em 1966 para trans­mi­tir foto­gra­fi­as à ter­ra a par­tir da lua.

Em 1877, Louis-Paul Cail­le­tet (1832–1913) tor­nou-se o pri­mei­ro a lique­fa­zer oxi­gé­nio. Pou­co tem­po depois, foi tam­bém o pri­mei­ro a lique­fa­zer azo­to, hidro­gé­nio, dió­xi­do de azo­to, monó­xi­do de car­bo­no, e ace­ti­le­no. Cail­le­tet per­ce­beu que o fra­cas­so de outros em lique­fa­zer os gases per­ma­nen­tes, mes­mo sob enor­mes pres­sões, foi expli­ca­do pelo con­cei­to de tem­pe­ra­tu­ra crí­ti­ca de Tho­mas Andrews. Ele con­se­guiu pro­du­zir oxi­gé­nio líqui­do ao per­mi­tir que o gás frio e com­pri­mi­do se expan­dis­se, depen­den­do do efei­to des­co­ber­to por Jou­le e Thom­son, que arre­fe­ceu o gás até abai­xo da sua tem­pe­ra­tu­ra crí­ti­ca. Em expe­ri­ên­ci­as pos­te­ri­o­res, lique­fez nitro­gé­nio e ar. Raoul Pic­tet, tra­ba­lhan­do de for­ma inde­pen­den­te, uti­li­zou uma téc­ni­ca semelhante.

Faz hoje 50 anos que os rus­sos con­se­gui­am entrar na atmos­fe­ra de Mar­te com as naves géme­as Mars 2 e 3. “A Mars 2 sobre-cor­ri­giu, e colo­cou a nave espa­ci­al num ângu­lo de des­ci­da dema­si­a­do incli­na­do para a atmos­fe­ra”, diz Shin­dell, e o “lan­der” bateu com for­ça em Mar­te antes mes­mo de poder lan­çar o seu pára-que­das. “Quan­do atin­giu a atmos­fe­ra, pen­so que esta­va a via­jar algo como seis qui­ló­me­tros por segun­do”. Mar­te 3, no entan­to, con­se­guiu fazer tudo bem. Entrou na atmos­fe­ra mar­ci­a­na a 5,7 qui­ló­me­tros por segun­do, diz Shin­dell, mas foi capaz de tra­var no ar, lan­çar o seu pára-que­das, e tocar sua­ve­men­te numa almo­fa­da de retro­roc­ket thrust. Abriu as suas péta­las, ligou as suas câma­ras, e tirou uma ima­gem cin­zen­ta par­ci­al e difu­sa antes de mor­rer, a mai­o­ria dos dados que reco­lheu nun­ca che­ga­ram ao orbi­ta­dor da Mars 3 para trans­mis­são para a Terra.

Em 1942, o físi­co Enri­co Fer­mi pro­duz a pri­mei­ra reac­ção nucle­ar em cadeia. Foi no Chi­ca­go Pile‑1 (CP‑1), o pri­mei­ro reac­tor nucle­ar arti­fi­ci­al do mun­do, que foi fei­ta a pri­mei­ra reac­ção em cadeia nucle­ar auto-sus­ten­ta­da de ori­gem huma­na. Foi um esfor­ço pro­di­gi­o­so. Físi­cos e fun­ci­o­ná­ri­os, tra­ba­lhan­do 24 horas por dia, cons­truí­ram uma malha de 57 cama­das de metal de urâ­nio e óxi­do de urâ­nio incrus­ta­das em blo­cos de gra­fi­te. Uma estru­tu­ra de madei­ra supor­ta­va a pilha de gra­fi­te. A reac­ção em cadeia fazia par­te do Pro­jec­to Manhat­tan, um pro­jec­to secre­to em tem­po de guer­ra para desen­vol­ver armas nucle­a­res, que ini­ci­ou a era nucle­ar moder­na. Esta foi uma des­co­ber­ta que mudou o mundo.

Em 1982, era fei­to usa­do o pri­mei­ro cora­ção arti­fi­ci­al (o Jarvik‑7) num paci­en­te. Numa ope­ra­ção que durou mais de sete horas, o Dr. Wil­li­am C. DeVri­es subs­ti­tuiu o cora­ção doen­te de Bar­ney Clark. Este foi o pri­mei­ro de uma série de cin­co implan­tes do cora­ção arti­fi­ci­al total do Jar­vik duran­te os três anos seguin­tes. O pri­mei­ro paci­en­te, Bar­ney Clark de 61 anos de ida­de, sobre­vi­veu duran­te 112 dias. Ape­nas outros qua­tro rece­be­ram o Jar­vik como um cora­ção subs­ti­tu­to per­ma­nen­te. O segun­do, Wil­li­am Sch­ro­e­der, viveu 620 dias, mor­ren­do em Agos­to de 1986 aos 54 anos de ida­de. Outros paci­en­tes rece­be­ram o cora­ção arti­fi­ci­al con­ce­bi­do por Robert K. Jar­vik ape­nas como um dis­po­si­ti­vo tem­po­rá­rio enquan­to aguar­da­vam trans­plan­tes cardíacos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os interessantes.

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Newsletter Nº343

Newsletter Nº343
News­let­ter Nº343

Faz hoje anos que nas­cia, em 1816, o astro­fí­si­co e espec­tros­co­pis­ta nor­te-ame­ri­ca­no Lewis Mor­ris Ruther­furd. Ele fez os pri­mei­ros teles­có­pi­os con­ce­bi­dos para foto­gra­fia celes­ti­al. Pro­du­ziu um esque­ma de clas­si­fi­ca­ção de estre­las base­a­do nos seus espec­tros, tal como desen­vol­vi­do de for­ma seme­lhan­te pelo astró­no­mo ita­li­a­no. Ruther­furd pas­sou a sua vida a tra­ba­lhar no seu pró­prio obser­va­tó­rio, cons­truí­do em 1856, onde foto­gra­fou (des­de 1858) a Lua, Júpi­ter, Satur­no, o Sol, e estre­las até à quin­ta mag­ni­tu­de. Ao uti­li­zar a foto­gra­fia para mape­ar aglo­me­ra­dos de estre­las, con­ce­beu um novo micró­me­tro para medir dis­tân­ci­as entre estre­las com mai­or pre­ci­são. Quan­do Ruther­ford ini­ci­ou (1862) os estu­dos espec­tros­có­pi­cos, con­ce­beu gre­lhas de difrac­ção alta­men­te sofisticadas.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1835, o indus­tri­al e filan­tro­po nor­te-ame­ri­ca­no nas­ci­do na Escó­cia Andrew Car­ne­gie. Ele ini­ci­ou a sua car­rei­ra no negó­cio do fer­ro e do aço em 1865, foca­li­za­do no aço a par­tir de 1873, foi pro­pri­e­tá­rio da Homes­te­ad Ste­el Works em 1888, e em 1899 tinha fun­da­do a Car­ne­gie Ste­el Co., que se fun­diu com a Uni­ted Sta­tes Ste­el Corp. em 1901. Dedi­cou então o res­to da sua vida à filan­tro­pia, espe­ci­al­men­te como ben­fei­tor de mais de 1700 bibli­o­te­cas. Tam­bém apoi­ou a edu­ca­ção públi­ca, e a paz inter­na­ci­o­nal. Os seus pais eram tece­lões em tea­res manu­ais na Escó­cia, tor­na­dos pobres pelo adven­to de fábri­cas meca­ni­za­das, e a famí­lia emi­grou para Pitts­burgh, Pen­sil­vâ­nia, EUA, em 1848. Aos 17 anos, tor­nou-se ope­ra­dor tele­grá­fi­co, e em 1859 foi vice-pre­si­den­te da Pennsyl­va­nia Railroad.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1844, o enge­nhei­ro mecâ­ni­co ale­mão Karl Benz. Ele con­ce­beu e cons­truiu o pri­mei­ro auto­mó­vel prá­ti­co do mun­do a ser movi­do por um motor de com­bus­tão inter­na. O pri­mei­ro motor que cons­truiu foi um motor de dois tem­pos, que após dois anos de tra­ba­lho, fun­ci­o­nou pela pri­mei­ra vez a 31 de Dezem­bro de 1879. Obte­ve vári­as paten­tes sobre esta máqui­na, e abriu uma fábri­ca. Depois de desen­vol­ver apoio finan­cei­ro, Benz con­ce­beu uma “car­ru­a­gem moto­ri­za­da”, com um motor base­a­do no ciclo Otto a qua­tro tem­pos. Ao con­trá­rio de Daim­ler, que ins­ta­lou o seu motor num car­ro nor­mal, Benz con­ce­beu não só o seu motor, mas tam­bém ino­vou o veí­cu­lo. A 29 de Janei­ro de 1886, foi-lhe con­ce­di­da uma paten­te sobre o mes­mo e a 3 de Julho de 1886, fez o pri­mei­ro test-dri­ve auto­mó­vel públi­co do mun­do. A ven­da públi­ca come­çou em 1888.

Nes­ta sema­na que pas­sou a nave espa­ci­al DART foi lan­ça­da para o espa­ço. Tra­ta-se da pri­mei­ra mis­são à esca­la mun­di­al para tes­tar a tec­no­lo­gia de defe­sa da Ter­ra con­tra poten­ci­ais peri­gos de aste­rói­des ou come­tas. Ape­nas uma par­te da mai­or estra­té­gia de defe­sa pla­ne­tá­ria da NASA, o DART — cons­truí­do e geri­do pelo Labo­ra­tó­rio de Físi­ca Apli­ca­da (APL) da Johns Hop­kins em Lau­rel, Mary­land — irá coli­dir com um aste­rói­de conhe­ci­do que não é uma ame­a­ça para a Ter­ra. O seu objec­ti­vo é alte­rar ligei­ra­men­te o movi­men­to do aste­rói­de de uma for­ma que pos­sa ser medi­da com pre­ci­são uti­li­zan­do teles­có­pi­os ter­res­tres. DART mos­tra­rá que uma nave espa­ci­al pode nave­gar auto­no­ma­men­te para um aste­rói­de alvo e coli­dir inten­ci­o­nal­men­te com ele — um méto­do de defle­xão cha­ma­do impac­to ciné­ti­co. O tes­te for­ne­ce­rá dados impor­tan­tes para aju­dar a pre­pa­rar melhor um aste­rói­de que pos­sa repre­sen­tar um ris­co de impac­to para a Ter­ra, caso venha a ser des­co­ber­to. LICI­A­Cu­be, um Cube­Sat mon­ta­do com DART e for­ne­ci­do pela Agên­cia Espa­ci­al Ita­li­a­na (ASI), será liber­ta­do antes do impac­to do DART para cap­tu­rar ima­gens do impac­to e da nuvem resul­tan­te de maté­ria ejec­ta­da. Cer­ca de qua­tro anos após o impac­to do DART, o pro­jec­to Hera da ESA (Agên­cia Espa­ci­al Euro­peia) rea­li­za­rá levan­ta­men­tos deta­lha­dos de ambos os aste­rói­des, com par­ti­cu­lar enfo­que na cra­te­ra dei­xa­da pela coli­são do DART e uma deter­mi­na­ção pre­ci­sa da mas­sa do Dimorphos. A nave irá inter­cep­tar o sis­te­ma Didy­mos entre 26 de Setem­bro e 1 de Outu­bro de 2022, coli­din­do inten­ci­o­nal­men­te con­tra Dimorphos a cer­ca de 6 qui­ló­me­tros por segundo.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. São apre­sen­ta­das as revis­tas Hacks­pa­ce­Mag Nº49 e a Mag­Pi nº112 de Dezembro.

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Newsletter Nº342

Newsletter Nº342
News­let­ter Nº342

Faz hoje anos que nas­cia, em 1787, o artis­ta e inven­tor fran­cês Louis Daguer­re. Ele inven­tou o daguer­reó­ti­po, o pri­mei­ro pro­ces­so prá­ti­co da foto­gra­fia. Embo­ra a pri­mei­ra foto­gra­fia per­ma­nen­te da natu­re­za tenha sido fei­ta em 1826/27 por Joseph-Nicépho­re Niep­ce de Fran­ça, era de má qua­li­da­de e exi­gia cer­ca de oito horas de tem­po de expo­si­ção. O pro­ces­so que a Daguer­re desen­vol­veu exi­giu ape­nas 20 a 30 minu­tos. Os dois tor­na­ram-se par­cei­ros no desen­vol­vi­men­to do pro­ces­so heli­o­grá­fi­co da Niep­ce des­de 1829 até à mor­te da Niep­ce em 1833. Daguer­re con­ti­nu­ou as suas expe­ri­ên­ci­as, e des­co­briu que a expo­si­ção de uma pla­ca de pra­ta ioda­da numa câma­ra resul­ta­ria numa ima­gem dura­dou­ra após um pro­ces­so de fixa­ção química.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1839, o físi­co ale­mão August Kundt. Ele desen­vol­veu um méto­do para deter­mi­nar a velo­ci­da­de do som em gases e sóli­dos. Ele uti­li­zou um tubo de vidro fecha­do no qual foi asper­gi­do um pó seco (como o lico­pó­dio). A fon­te do som no dis­po­si­ti­vo ori­gi­nal era uma has­te metá­li­ca pre­sa no seu cen­tro com um pis­tão numa extre­mi­da­de, que é inse­ri­da no tubo. Quan­do a has­te é aca­ri­ci­a­da, ondas sono­ras gera­das pelo pis­tão entram no tubo. Se a posi­ção do pis­tão no tubo for ajus­ta­da de modo a que a colu­na de gás tenha um núme­ro intei­ro de meio com­pri­men­to de onda, o pó será per­tur­ba­do pelas ondas esta­ci­o­ná­ri­as resul­tan­tes, for­man­do uma série de estri­as, per­mi­tin­do a medi­ção das dis­tân­ci­as entre nós.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1897, o físi­co inglês Patrick Blac­kett. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1948 pelas suas des­co­ber­tas no cam­po da radi­a­ção cós­mi­ca. Nes­tes estu­dos, uti­li­zou foto­gra­fi­as de câma­ras de nuvens que reve­la­vam a for­ma como um núcleo ató­mi­co está­vel pode ser desin­te­gra­do bombardeando‑o com par­tí­cu­las alfa (núcle­os de hélio). Embo­ra tal desin­te­gra­ção nucle­ar tives­se sido obser­va­da ante­ri­or­men­te, os seus dados expli­ca­ram este fenó­me­no pela pri­mei­ra vez e foram úteis para expli­car a desin­te­gra­ção por outros meios.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1906, o enge­nhei­ro tur­co-bri­tâ­ni­co Alec Issi­go­nis. Ele foi o desig­ner do auto­mó­vel Mini, um mar­co no design auto­mó­vel quan­do a Bri­tish Motor Cor­po­ra­ti­on intro­du­ziu o Mor­ris Mini-Minor a 26 de Agos­to de 1959. Tinha ape­nas 10 pés de com­pri­men­to, mas per­mi­tia sen­tar qua­tro pas­sa­gei­ros, e era um dos car­ros com os pre­ços mais bai­xos do mer­ca­do. Para pou­par espa­ço, o motor era mon­ta­do trans­ver­sal­men­te, e tinha uma sus­pen­são total­men­te inde­pen­den­te. Issi­go­nis acre­di­ta­va que “quan­do se está a con­ce­ber um car­ro novo para pro­du­ção, nun­ca, nun­ca copie a opo­si­ção”. Assim, o Mini asse­me­lha­va-se a nenhum outro car­ro, for­ne­cia um veí­cu­lo que trans­por­ta­va a mai­or car­ga útil no menor espa­ço prá­ti­co, e incor­po­ra­va novos prin­cí­pi­os de enge­nha­ria. Con­ti­nua a ter suces­so mais de cin­co déca­das depois por­que o cons­truiu des­de o iní­cio para eco­no­mia de com­bus­tí­vel, ace­le­ra­ção rápi­da, mane­a­bi­li­da­de e faci­li­da­de de estacionamento.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1923, o astro­nau­ta nor­te-ame­ri­ca­no Alan She­pard. Ele foi o pri­mei­ro homem da Amé­ri­ca no espa­ço e um dos úni­cos 12 huma­nos que cami­nha­ram na Lua. Nome­a­do como um dos sete astro­nau­tas ori­gi­nais da nação Mer­cury em 1959, She­pard tor­nou-se o pri­mei­ro ame­ri­ca­no a entrar no espa­ço em 5 de Maio de 1961, a bor­do de um fogue­te Reds­to­ne num voo subor­bi­tal de 15 minu­tos que o levou a ele e à sua cáp­su­la Mer­cury 7 Fre­e­dom 115 milhas de alti­tu­de e 302 milhas para bai­xo do Cabo Cana­ve­ral, FL. (O seu voo che­gou três sema­nas após o lan­ça­men­to do cos­mo­nau­ta sovié­ti­co Yuri Gaga­rin, que em 12 de Abril de 1961, se tor­nou o pri­mei­ro via­jan­te espa­ci­al huma­no num voo de um órbi­ta com a dura­ção de 108 minutos).

Hoje acon­te­ce o o mais lon­go eclip­se lunar des­de 1441. O even­to irá durar cer­ca de 3 horas e meia e o fenó­me­no ocor­re quan­do a Ter­ra pas­sa entre o Sol e a Lua, cri­an­do uma som­bra sobre o nos­so saté­li­te natu­ral. Ape­sar dis­so, a Lua não desa­pa­re­ce, mas fica sim num tom aver­me­lha­do que lhe dá o nome de “lua de san­gue”. O eclip­se qua­se total será visí­vel no lado noc­tur­no da Ter­ra. Pode­rá ser vis­to no céu da Amé­ri­ca do Nor­te, Aus­trá­lia, Nova Zelân­dia, Japão, Chi­na, Sudes­te Asiá­ti­co, Havai e par­tes da Rús­sia. Alguns na quin­ta-fei­ra ao final do dia e outros duran­te a madru­ga­da de sex­ta-fei­ra. Infe­liz­men­te, em Por­tu­gal, este fenó­me­no ape­nas pode­rá ser obser­va­do nos Açores.

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Newsletter Nº341

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News­let­ter Nº341

Faz hoje anos que nas­cia, em 1904, o mate­má­ti­co bri­tâ­ni­co J. H. C. Whi­tehe­ad. Ele influ­en­ci­ou gran­de­men­te o desen­vol­vi­men­to da teo­ria da homo­to­pia (um tipo espe­ci­al de mape­a­men­to de espa­ços topo­ló­gi­cos). O tra­ba­lho de Whi­tehe­ad em geo­me­tria dife­ren­ci­al cul­mi­nou no arti­go “On the Cove­ring of a Com­ple­te Spa­ce by the Geo­de­sics Through a Point” (1935), con­ten­do con­tri­bui­ções pio­nei­ras para esta área da mate­má­ti­ca. Man­te­ve sem­pre o seu inte­res­se pela geo­me­tria, mas logo se con­cen­trou na topo­lo­gia. Fez con­tri­bui­ções subs­tan­ci­ais para a homo­to­pia com­bi­na­tó­ria e colec­to­res Sti­e­fel e fun­dou uma esco­la de topo­lo­gia em Oxford.

Nes­ta sema­na que pas­sou um lan­ça­men­to da Spa­ceX mar­ca o lan­ça­men­to de 600 via­jan­tes espa­ci­ais em 60 anos. Na pas­sa­da quar­ta-fei­ra, um fogue­tão da Spa­ceX trans­por­tou qua­tro astro­nau­tas em órbi­ta. O voo repe­ti­da­men­te atra­sa­do ocor­reu ape­nas dois dias depois da Spa­ceX ter tra­zi­do qua­tro outros astro­nau­tas da Esta­ção Espa­ci­al Inter­na­ci­o­nal para casa. Eles deve­ri­am ter lá esta­do para dar as boas-vin­das aos recém-che­ga­dos, mas a NASA e a Spa­ceX deci­di­ram mudar a ordem com base no tem­po ide­al de recu­pe­ra­ção de segun­da-fei­ra no Gol­fo do Méxi­co, e conseguiram-no.

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Newsletter Nº340

Newsletter Nº340
News­let­ter Nº340

Faz hoje anos que nas­cia, em 1841, o indus­tri­al ame­ri­ca­no Ben­ja­min Goo­dri­ch. Ele fun­dou a B.F. Goo­dri­ch Rub­ber Co. em Akron, Ohio. Após a Guer­ra Civil, duran­te a qual ser­viu como cirur­gião do Exér­ci­to, Goo­dri­ch com J.P. Mor­ris adqui­riu a Hud­son River Rub­ber Co. por $5.000,00 ao abri­go de um acor­do de licen­ça com Char­les Goodye­ar. Esta empre­sa, tal como a seguin­te, falhou em Mel­ro­se, NY. Goo­dri­ch mudou-se para Akron e ini­ci­ou uma par­ce­ria, a Goo­dri­ch, Tew and Co., em 31 de Dezem­bro de 1870 e come­çou a fabri­car pro­du­tos de bor­ra­cha como man­guei­ras de incên­dio, cin­tos indus­tri­ais e pneus de bici­cle­ta em 19 de Feve­rei­ro de 1871. Após a sua reor­ga­ni­za­ção (1874), a Com­pa­nhia B.F. Goo­dri­ch foi incor­po­ra­da em 1880.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1929, a indi­a­na Sha­kun­ta­la Devi. Ela ficou conhe­ci­da como o com­pu­ta­dor huma­no. Des­de os seus seis anos que, em publi­co, fazia demons­tra­ções das suas capa­ci­da­des de adi­ci­o­nar rapi­da­men­te nume­ro até 13 dígi­tos. Usan­do as suas capa­ci­da­des men­tais, ela apli­cou ata­lhos usan­do algo­rit­mos mate­má­ti­cos, embo­ra não con­se­guis­se expli­car essa capa­ci­da­de. Os seus cál­cu­los incluí­ram a uti­li­za­ção de gran­des núme­ros em mul­ti­pli­ca­ção e divi­são de gran­des núme­ros. Ela tam­bém rapi­da­men­te deu raí­zes qua­dra­das e em cubos, e podia nome­ar o dia da sema­na para qual­quer data do sécu­lo pas­sa­do. Exem­plos inclu­em tomar a raiz cúbi­ca de 188.132.517 ou nome­ar os dias da sema­na em que o 14º dia de cada mês ocor­reu em 1935. A sua habi­li­da­de era de cál­cu­lo, mas não tinha memó­ria foto­grá­fi­ca para outros fac­tos, e podia ter lap­sos de memó­ria como o reco­nhe­ci­men­to de pes­so­as encon­tra­das em anos passados.

Em 1845, Micha­el Fara­day, a tra­ba­lhar no seu labo­ra­tó­rio no Royal Ins­ti­tu­ti­on, pen­du­rou um peda­ço de vidro pesa­do entre os pos­tes de um elec­troí­man e obser­vou que o vidro se ali­nhou atra­vés das linhas de for­ça do íman. Fez ain­da expe­ri­ên­ci­as com mui­tas outras subs­tân­ci­as, com resul­ta­dos seme­lhan­tes, um fenó­me­no a que deu o nome de dia-mag­ne­tis­mo. Estas inves­ti­ga­ções mos­tra­ram a Fara­day que o mag­ne­tis­mo era ine­ren­te à maté­ria. Isto levou à sua pales­tra “Thoughts on Ray-vibra­ti­ons”, em Abril de 1846, que expan­diu nos anos seguin­tes na sua teo­ria de cam­po do electromagnetismo.

Em 1939, o pri­mei­ro auto­mó­vel com ar con­di­ci­o­na­do foi expos­to pelo seu fabri­can­te, Pac­kard Motor Co. de Detroit Michi­gan. A expo­si­ção públi­ca no 40º Salão Auto­mó­vel em Chi­ca­go, Illi­nois, decor­reu entre 4–12 de Novem­bro. O ar no car­ro foi arre­fe­ci­do, desu­mi­di­fi­ca­do, fil­tra­do e cir­cu­la­do. O calor foi for­ne­ci­do para uti­li­za­ção no Inver­no. As ser­pen­ti­nas fri­go­rí­fi­cas esta­vam loca­li­za­das atrás do assen­to tra­sei­ro numa con­du­ta de ar, com ser­pen­ti­nas de aque­ci­men­to num outro com­par­ti­men­to da mes­ma con­du­ta. A capa­ci­da­de da uni­da­de era equi­va­len­te a 1,5 tone­la­das de gelo em 24 horas, quan­do o car­ro era con­du­zi­do a cer­ca de 100 km/h.

Nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­da a nova ver­são da dis­tri­bui­ção do sis­te­ma Linux, o Fedo­ra 35. Voca­ci­o­na­do para o Desk­top, em par­ti­cu­lar para pro­gra­ma­do­res de soft­ware esta ver­são apre­sen­ta como novi­da­des o GNOME 41, que inclui melho­ri­as na ges­tão de ener­gia, intro­duz o Con­nec­ti­ons que é um novo cli­en­te para liga­ções remo­tas VNC e RDP. Tam­bém os prin­ci­pais paco­tes de lin­gua­gens de pro­gra­ma­ção foram actu­a­li­za­dos incluin­do o Python 3.10, o Perl 5.34 e o PHP 8.0.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os interessantes.

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