Newsletter Nº379

Newsletter Nº379
News­let­ter Nº379

Faz hoje anos que nas­cia, em 1755, o inven­tor fran­cês Nico­las-Jac­ques Con­té. Ele con­ce­beu um méto­do de fabri­co de lápis de gra­fi­te, mis­tu­ran­do uma gra­fi­te fina­men­te pul­ve­ri­za­da com par­tí­cu­las de argi­la fina­men­te moí­das, cozi­da, e uti­li­za­da envol­ta em madei­ra. A sua ino­va­ção foi desen­ca­de­a­da quan­do os for­ne­ci­men­tos de plum­ba­go impor­ta­dos foram per­tur­ba­dos pela guer­ra. Foi o pri­mei­ro a uti­li­zar gra­fi­te — e esta ain­da hoje é uti­li­za­da como base para fabri­car pon­tas de lápis. A uti­li­za­ção de dife­ren­tes pro­por­ções de argi­la para gra­fi­te varia a dure­za da pon­ta do lápis. Foi enco­men­da­do por Napo­leão como che­fe do cor­po de balões no Egip­to, onde inven­tou for­mas de impro­vi­sar fer­ra­men­tas e máqui­nas neces­sá­ri­as para for­ne­cer pão, teci­do, muni­ções, ins­tru­men­tos cirúr­gi­cos e fer­ra­men­tas dos enge­nhei­ros. Quan­do jovem, tra­ba­lhou como pin­tor de retratos.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1805, o mate­má­ti­co irlan­dês Wil­li­am Rowan Hamil­ton. Aos 12 anos de ida­de, Hamil­ton já tinha apren­di­do cator­ze lín­guas quan­do conhe­ceu o ame­ri­ca­no, Zerah Col­burn, que con­se­guia rea­li­zar faça­nhas men­tais arit­mé­ti­cas espan­to­sas, e eles jun­ta­ram-se em con­cur­sos. Pare­ce que per­der para Col­burn des­per­tou o inte­res­se de Hamil­ton pela mate­má­ti­ca. Aos 15 anos, ele come­çou a estu­dar as obras de LaPla­ce e New­ton, pelo que aos 17 se tinha tor­na­do o mai­or mate­má­ti­co vivo. Ele con­tri­buiu para o desen­vol­vi­men­to da ópti­ca, da dinâ­mi­ca e da álge­bra. A sua inven­ção do cál­cu­lo de qua­ter­niões per­mi­tiu uma álge­bra ou geo­me­tria tri­di­men­si­o­nal que for­ne­ceu uma base para o desen­vol­vi­men­to pos­te­ri­or da mecâ­ni­ca quântica.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1834, o mate­má­ti­co e lógi­co inglês John Venn. Ele ficou conhe­ci­do por intro­du­zir dia­gra­mas Venn, que são usa­dos em lógi­ca, teo­ria de con­jun­tos, pro­ba­bi­li­da­de, esta­tís­ti­ca, e infor­má­ti­ca. Em 1866, Venn publi­cou The Logic of Chan­ce, um livro pio­nei­ro que defen­dia a teo­ria da frequên­cia da pro­ba­bi­li­da­de, argu­men­tan­do que a pro­ba­bi­li­da­de deve­ria ser deter­mi­na­da pela frequên­cia com que algo é pre­vis­to, em opo­si­ção a supo­si­ções “edu­ca­das”. Venn desen­vol­veu então as teo­ri­as de Geor­ge Boo­le na obra Sym­bo­lic Logic de 1881, onde des­ta­cou o que fica­ria conhe­ci­do como dia­gra­mas de Venn.

Em 1921, um fac-sími­le foi trans­mi­ti­do por rádio atra­vés do Oce­a­no Atlân­ti­co uti­li­zan­do o Beli­nó­gra­fo inven­ta­do por Edu­ard Belin. Uma men­sa­gem escri­ta do direc­tor do New York Times foi digi­ta­li­za­da pelo equi­pa­men­to e envi­a­da por rádio de Anna­po­lis, Md., no espa­ço de sete minu­tos para os labo­ra­tó­ri­os de Belin em La Mal­mai­son, Fran­ça. A ima­gem rece­bi­da demons­trou que depois dis­so as foto­gra­fi­as podi­am ser digi­ta­li­za­das para trans­mis­são via rádio da mes­ma for­ma. O méto­do já esta­va a ser uti­li­za­do na Euro­pa, envi­an­do foto­gra­fi­as por fio. O ori­gi­nal, envol­to num cilin­dro rota­ti­vo, era digi­ta­li­za­do por um fei­xe de luz reflec­ti­do numa célu­la foto­grá­fi­ca para con­ver­ter as vari­a­ções na inten­si­da­de rece­bi­da em sinais eléc­tri­cos envi­a­dos por fios de rádio ou telefone.

Em 1954, o pri­mei­ro avião de com­ba­te super­só­ni­co bri­tâ­ni­co, o P‑1 English Elec­tric Light­ning, fez o seu voo inaugural.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os interessantes.

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Newsletter Nº378

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News­let­ter Nº378

Faz hoje anos que nas­cia, em 1907, o inven­tor e fabri­can­te nor­te-ame­ri­ca­no Earl Tup­per. Ele intro­du­ziu a Tup­perwa­re. Na déca­da de 1930, Tup­per inven­tou um mate­ri­al fle­xí­vel e leve que foi uti­li­za­do para fazer más­ca­ras de plás­ti­co de gás duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al. Ao tra­ba­lhar na DuPont (1937–38), ganhou expe­ri­ên­cia na con­cep­ção de plás­ti­cos e saiu por con­ta pró­pria. Nos anos 40, os pro­du­tos plás­ti­cos tinham a repu­ta­ção de serem frá­geis, gor­du­ro­sos, mal­chei­ro­sos e geral­men­te pou­co fiá­veis. Pri­mei­ro, desen­vol­veu um méto­do de puri­fi­ca­ção da escó­ria pre­ta de poli­e­ti­le­no, um pro­du­to resi­du­al pro­du­zi­do em refi­na­men­to de petró­leo, numa subs­tân­cia que era fle­xí­vel, resis­ten­te, não poro­sa, não gor­du­ro­sa e trans­lú­ci­da. Em segun­do lugar, desen­vol­veu o selo Tup­per, uma tam­pa her­mé­ti­ca e estan­que à água mode­la­da na tam­pa para reci­pi­en­tes de tin­ta. Jun­tas, estas ino­va­ções lan­ça­ram as bases para o suces­so futu­ro da Tup­perwa­re como pro­du­to de con­su­mo. A sua empre­sa teve gran­de suces­so ao comer­ci­a­li­zar atra­vés da ideia da Brow­nie Wise das par­tes da Tupperware.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1915, o físi­co nor­te-ame­ri­ca­no Char­les H. Tow­nes. Ele par­ti­lhou (com os físi­cos sovié­ti­cos Alek­san­dr M. Prokho­rov e Niko­lay G. Basov) o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1964 “pelo tra­ba­lho fun­da­men­tal no cam­po da elec­tró­ni­ca quân­ti­ca, que levou à cons­tru­ção de osci­la­do­res e ampli­fi­ca­do­res base­a­dos no prin­cí­pio maser-laser”. Tinha apli­ca­do a físi­ca de micro­on­das para estu­dar as inte­rac­ções entre micro­on­das e molé­cu­las, pro­du­zin­do espec­tros de micro­on­das, que pen­sa­va poder ser uti­li­za­dos para deter­mi­nar a estru­tu­ra das molé­cu­las, áto­mos e núcle­os. Em vez dis­so, a par­tir des­te tra­ba­lho, em 1951, con­ce­beu a ideia do maser e per­se­guiu esse objec­ti­vo. No iní­cio de 1954, uti­li­zan­do o gás amo­nía­co como meio, foram obti­dos os pri­mei­ros resul­ta­dos da ampli­fi­ca­ção e gera­ção de ondas elec­tro­mag­né­ti­cas por emis­são esti­mu­la­da. Cunha­ram a pala­vra maser para este dis­po­si­ti­vo, um acró­ni­mo que uti­li­za as letras ini­ci­ais de “Microwa­ve Ampli­fi­ca­ti­on by Sti­mu­la­ted Emis­si­on of Radi­a­ti­on” (Ampli­fi­ca­ção por Micro­on­das por Emis­são Esti­mu­la­da de Radiação).

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1954, o mate­má­ti­co ale­mão Gerd Fal­tings. Ele rece­beu a Meda­lha Fields de 1986 (a mai­or hon­ra que um jovem mate­má­ti­co pode rece­ber) prin­ci­pal­men­te pela sua pro­va da Con­jec­tu­ra de Mor­dell, que con­se­guiu uti­li­zan­do méto­dos de geo­me­tria algé­bri­ca arit­mé­ti­ca. Foi tam­bém estrei­ta­men­te liga­do ao tra­ba­lho que con­du­ziu à pro­va final do Últi­mo Teo­re­ma de Fer­mat por Andrew Wiles. Em 1983, Fal­tings pro­vou que para cada n > 2 há, no máxi­mo, um núme­ro fini­to de intei­ros de copri­me x, y, z com xn + yn = zn. Este foi um pas­so impor­tan­te, mas uma pro­va de que o núme­ro fini­to era 0 em todos os casos não pare­cia pro­vá­vel que se seguis­se, alar­gan­do os argu­men­tos da Fal­ting. No entan­to, Fal­tings foi a pes­soa natu­ral a quem Wiles recor­reu quan­do quis uma opi­nião sobre a cor­rec­ção da sua repa­ra­ção da sua pro­va do últi­mo teo­re­ma de Fer­mat em 1994.

Em 1858, as impres­sões digi­tais foram uti­li­za­das pela pri­mei­ra vez como meio de identificação.

Em 1883, o Sr. Fer­ry peda­lou um tri­ci­clo de água atra­vés do Canal da Man­cha. Par­tiu de Dover cer­ca das nove horas da manhã, e che­gou a Calais em menos de oito horas. A dis­tân­cia em linha rec­ta era de vin­te milhas, mas por cau­sa das cor­ren­tes, o esfor­ço neces­sá­rio foi con­si­de­ra­vel­men­te aumen­ta­do. A cons­tru­ção do seu veí­cu­lo foi ilus­tra­da em La Natu­re. Rodas de pás volu­mo­sas (pro­va­vel­men­te pre­ci­san­do de mais des­lo­ca­men­to do que o mos­tra­do) subs­ti­tu­em as rodas de um tri­ci­clo ter­res­tre. A peque­na roda atrás actu­a­va como um leme.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. São apre­sen­ta­das as revis­tas Hacks­pa­ce Maga­zi­ne nº57 e a Mag­PI nº120 de Agosto.

Newsletter Nº377

Newsletter Nº377
News­let­ter Nº377

Faz hoje anos que nas­cia, em 1620, o astró­no­mo, car­tó­gra­fo e enge­nhei­ro hidráu­li­co fran­cês Jean Picard. Ele foi con­si­de­ra­do como o fun­da­dor da astro­no­mia moder­na em Fran­ça. Ele intro­du­ziu novos méto­dos, melho­rou os ins­tru­men­tos anti­gos, e acres­cen­tou novos dis­po­si­ti­vos, tais como o reló­gio pen­du­lar de Huy­gens para regis­tar tem­pos e inter­va­los de tem­po. Picard foi o pri­mei­ro a uti­li­zar o teles­có­pio para a medi­ção pre­ci­sa de peque­nos ângu­los, fazen­do uso do micró­me­tro da Gas­coig­ne. Con­ce­beu um micró­me­tro de ara­me móvel para medir os diâ­me­tros de objec­tos celes­tes como o Sol, a Lua e os pla­ne­tas. Para levan­ta­men­to e nive­la­men­to do ter­re­no, con­ce­beu ins­tru­men­tos que incor­po­ra­vam o teles­có­pio astro­nó­mi­co. Picard foi um dos pri­mei­ros a apli­car méto­dos cien­tí­fi­cos para a ela­bo­ra­ção de mapas. Entre as suas outras com­pe­tên­ci­as encon­tra­va-se a hidráu­li­ca; resol­veu o pro­ble­ma de abas­te­ci­men­to de água às fon­tes de Ver­sa­lhes. O seu tra­ba­lho mais impor­tan­te foi a pri­mei­ra medi­ção da cir­cun­fe­rên­cia da ter­ra. Uti­li­zou o méto­do de Era­tós­te­nes, mas com mai­or pre­ci­são. Aumen­tou mui­to a pre­ci­são das medi­ções da Ter­ra, uti­li­zan­do o méto­do de tri­an­gu­la­ção de Snell (Mesu­re de la Ter­re, 1671). Estes dados foram uti­li­za­dos por New­ton na sua teo­ria gra­vi­ta­ci­o­nal. O con­cei­to por detrás dos sinais de néon come­çou em 1675, quan­do Picard obser­vou um bri­lho num barómetro.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1694, o quí­mi­co sue­co Georg Brandt. Ele foi a pri­mei­ra pes­soa a des­co­brir um metal des­co­nhe­ci­do na anti­gui­da­de, que iso­lou e a quem deu o nome de cobal­to (1730). Publi­cou (1733) des­co­ber­tas sobre a com­po­si­ção e solu­bi­li­da­de dos com­pos­tos de arsé­ni­co, ten­do depois inves­ti­ga­do o anti­mó­nio, o bis­mu­to, o mer­cú­rio e o zin­co. O seu tra­ba­lho sobre méto­dos de pro­du­ção de áci­dos clo­rí­dri­co, nítri­co e sul­fú­ri­co foi publi­ca­do em 1741 e 1743. Brandt foi um dos pri­mei­ros quí­mi­cos a for­jar com­ple­ta­men­te a alqui­mia, e dedi­cou os seus últi­mos anos a expor pro­ces­sos alquí­mi­cos frau­du­len­tos para a pro­du­ção de ouro. Os anti­gos egíp­ci­os uti­li­za­vam peque­nas quan­ti­da­des de cobal­to para tor­nar o seu vidro azul. O cobal­to é adi­ci­o­na­do ao aço para o tor­nar mais duro e ter um pon­to de fusão mais ele­va­do. Ves­tí­gi­os dele são encon­tra­dos na car­ne e pro­du­tos lác­te­os como a vita­mi­na B‑12.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1810, o quí­mi­co e físi­co fran­cês Hen­ri Vic­tor Reg­nault. Ele ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho sobre as pro­pri­e­da­des dos gases. O seu ines­ti­má­vel tra­ba­lho foi fei­to como hábil, minu­ci­o­so e paci­en­te expe­ri­men­ta­dor na deter­mi­na­ção do calor espe­cí­fi­co de sóli­dos, líqui­dos, gases, e as ten­sões de vapor de água e outros líqui­dos volá­teis, bem como o seu calor laten­te a dife­ren­tes tem­pe­ra­tu­ras. Cor­ri­giu a lei de gases de Mari­ot­te rela­ti­va à vari­a­ção da den­si­da­de com a pres­são, deter­mi­nou os coe­fi­ci­en­tes de expan­são do ar e outros gases, con­ce­beu novos méto­dos de inves­ti­ga­ção e inven­tou ins­tru­men­tos pre­ci­sos. Duas leis que regem o calor espe­cí­fi­co dos gases têm o seu nome.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1882, o cien­tis­ta e enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no Her­bert E. Ives. Ele lide­rou o desen­vol­vi­men­to dos sis­te­mas de fac-sími­le e tele­vi­são na AT&T na pri­mei­ra meta­de do sécu­lo XX. É mais conhe­ci­do pela expe­ri­ên­cia Ives-Stilwell de 1938, que con­fir­mou direc­ta­men­te a dila­ta­ção tem­po­ral da rela­ti­vi­da­de espe­ci­al, embo­ra o pró­prio Ives não tenha acei­te a rela­ti­vi­da­de espe­ci­al, e tenha defen­di­do uma inter­pre­ta­ção alter­na­ti­va dos resul­ta­dos experimentais[3]. Ives tem sido des­cri­to como “o opo­nen­te mais auto­ri­tá­rio da rela­ti­vi­da­de nos Esta­dos Uni­dos entre o final dos anos 30 e o iní­cio dos anos 50.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1923, o quí­mi­co ame­ri­ca­no nas­ci­do no Cana­dá Rudolph A. Mar­cus. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1992 pelo seu tra­ba­lho sobre a teo­ria das reac­ções de trans­fe­rên­cia de elec­trões em sis­te­mas quí­mi­cos. A teo­ria de Mar­cus des­cre­ve e faz pre­vi­sões sobre fenó­me­nos tão diver­sos como a fixa­ção da ener­gia da luz por plan­tas ver­des (fotos­sín­te­se), meta­bo­lis­mo celu­lar, pro­du­ção fotoquí­mi­ca de com­bus­tí­vel, qui­mi­o­lu­mi­nes­cên­cia (“luz fria”), a con­du­ti­vi­da­de dos polí­me­ros con­du­to­res eléc­tri­cos, cor­ro­são, a meto­do­lo­gia da sín­te­se e aná­li­se elec­troquí­mi­ca, e mui­to mais.

Uma cola­bo­ra­ção inter­na­ci­o­nal de cien­tis­tas do Labo­ra­tó­rio Naci­o­nal de Ace­le­ra­do­res Fer­mi do Depar­ta­men­to de Ener­gia anun­ci­ou a 21 de Julho de 2000, a pri­mei­ra pro­va direc­ta da par­tí­cu­la suba­tó­mi­ca cha­ma­da tau neu­tri­no, o ter­cei­ro tipo de neu­tri­no conhe­ci­do dos físi­cos de par­tí­cu­las. Eles rela­ta­ram qua­tro casos de um neu­tri­no inte­ra­gin­do com um núcleo ató­mi­co para pro­du­zir uma par­tí­cu­la car­re­ga­da cha­ma­da tau lep­ton, a assi­na­tu­ra de um tau neutrino.

A 21 de Julho de 2011, o pro­gra­ma de vai­vém espa­ci­al da NASA com­ple­ta a sua mis­são final, e a 135ª, quan­do o vai­vém Atlan­tis ater­ra no Ken­nedy Spa­ce Cen­ter na Flo­ri­da. Duran­te os 30 anos de his­tó­ria do pro­gra­ma, os seus cin­co vai­véns — Colum­bia, Chal­len­ger, Dis­co­very, Atlan­tis e Ende­a­vour — trans­por­ta­ram mais de 350 pes­so­as para o espa­ço e voa­ram mais de 500 milhões de milhas, e as tri­pu­la­ções do vai­vém rea­li­za­ram impor­tan­tes pes­qui­sas, pres­ta­ram assis­tên­cia ao Teles­có­pio Espa­ci­al Hub­ble e aju­da­ram na cons­tru­ção da Esta­ção Espa­ci­al Inter­na­ci­o­nal, entre outras acti­vi­da­des. A NASA reti­rou os vai­véns para se con­cen­trar num pro­gra­ma de explo­ra­ção do espa­ço pro­fun­do que pode­ria um dia envi­ar astro­nau­tas para os aste­roi­des e Marte.

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Newsletter Nº376

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News­let­ter Nº376

Faz hoje anos que nas­cia, em 1793, o mate­má­ti­co inglês Geor­ge Gre­en. Ele foi o pri­mei­ro a desen­vol­ver uma teo­ria mate­má­ti­ca da elec­tri­ci­da­de e do mag­ne­tis­mo. Sur­pre­en­den­te­men­te, seguiu o ofí­cio de padei­ro e molei­ro do seu pai. Não só foi auto­di­dac­ta como mate­má­ti­co, mas em Mar 1828 publi­cou em pri­va­do algu­mas deze­nas de exem­pla­res de uma obra sofis­ti­ca­da, An Essay on the Appli­ca­ti­on of Mathe­ma­ti­cal Analy­sis to the The­o­ri­es of Elec­tri­city and Mag­ne­tism. No iní­cio, cha­mou pou­ca aten­ção, mas aos 40 anos de ida­de foi estu­dar em Cam­brid­ge (Out 1833). Even­tu­al­men­te o seu Ensaio tor­nou-se conhe­ci­do de Lord Kel­vin (Wil­li­am Thom­son) que o com­pre­en­deu e o cons­truiu, bem como de James Clerk Maxwell. De ori­gens obs­cu­ras, Gre­en tinha ini­ci­a­do as moder­nas teo­ri­as mate­má­ti­cas da electricidade.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1800, o quí­mi­co fran­cês Jean-Bap­tis­te Dumas. Ele foi um pio­nei­ro na quí­mi­ca orgâ­ni­ca. Pro­pug­nan­do novas teo­ri­as de rela­ções entre com­pos­tos orgâ­ni­cos, lan­çou as bases para o tra­ba­lho pos­te­ri­or de Keku­lé. Em 1823, tra­ba­lhan­do com Jean-Louis Pré­vost, Dumas mos­trou que a ureia é trans­por­ta­da pelo san­gue. Jun­tos em 1824–25, repe­ti­ram as expe­ri­ên­ci­as de fil­tra­ção de Lazar­ro Spal­lan­za­ni, con­fir­man­do assim a neces­si­da­de de esper­ma­to­zói­des para fer­ti­li­za­ção, e des­cre­ve­ram a cli­va­gem num óvu­lo de rã. Em 1833, com a deter­mi­na­ção de nitro­gé­nio em com­pos­tos orgâ­ni­cos, ele esta­be­le­ceu aná­li­ses orgâ­ni­cas quan­ti­ta­ti­vas. Duas déca­das antes de Men­de­léev, em 1851, ele pro­cu­rou esta­be­le­cer uma ordem entre os ele­men­tos pelas suas pro­pri­e­da­des. Em 1848 pas­sou à polí­ti­ca, tor­nan­do-se Mes­tre da Casa da Moe­da em 1868.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1842, o enge­nhei­ro quí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no Char­les Ben­ja­min Dudley. Ele foi um dos pri­mei­ros apoi­an­tes da nor­ma­li­za­ção e dos ensai­os de mate­ri­ais na indús­tria. A par­tir de 1875, como quí­mi­co da Com­pa­nhia Fer­ro­viá­ria da Pen­sil­vâ­nia, pes­qui­sou a meta­lur­gia dos car­ris de aço por­que a sua rup­tu­ra era um sério ris­co nes­sa altu­ra. Quan­do des­co­briu uma enor­me vari­a­ção na qua­li­da­de do aço e publi­cou os seus resul­ta­dos (1878), os fabri­can­tes não coo­pe­ra­ram no iní­cio. Con­tu­do, Dudley insis­tiu na con­ti­nu­a­ção dos tes­tes, e em nor­mas rigo­ro­sas para com­bus­tí­veis, lubri­fi­can­tes, tin­tas, dis­po­si­ti­vos de ilu­mi­na­ção e vári­as peças mecâ­ni­cas de loco­mo­ti­vas e mate­ri­al cir­cu­lan­te. Ele co-fun­dou (1898) a Soci­e­da­de Ame­ri­ca­na de Tes­tes e Mate­ri­ais, e foi seu pre­si­den­te des­de 1902 até à sua morte.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1857, o indus­tri­al nor­te-ame­ri­ca­no Fre­de­rick L. May­tag. Ele, em con­jun­to com outros três homens em 1893 ini­ci­ou um negó­cio de imple­men­tos agrí­co­las em New­ton, Iowa. Fize­ram malha­dei­ras, cor­ta­do­res de ban­das e aces­só­ri­os de auto-ali­men­ta­ção inven­ta­dos por um dos fun­da­do­res, Geor­ge Par­sons. Em 1902, a empre­sa era o mai­or fabri­can­te mun­di­al de ali­men­ta­do­res de máqui­nas debu­lha­do­ras. Con­tu­do, a empre­sa pas­sou mais tar­de para a pro­du­ção de máqui­nas de lavar, devi­do à natu­re­za sazo­nal da indús­tria agrí­co­la. A sua pri­mei­ra máqui­na de lavar foi a cuba de madei­ra Par­son’s Pas­ti­me ali­men­ta­da manu­al­men­te (1907–08). Em 1909, a May­tag tomou a seu car­go a sua pró­pria indús­tria, a May­tag Com­pany para man­ter o seu con­tro­lo de qua­li­da­de no pla­ne­a­men­to e pro­du­ção de máqui­nas de lavar.
Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1918, o enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no [Jay W. Forrester](https://en.wikipedia.org/wiki/Jay_Wright_Forrester). Ele super­vi­si­o­nou a cons­tru­ção do com­pu­ta­dor Whirlwind no Mas­sa­chu­setts Ins­ti­tu­te of Tech­no­logy, para o qual inven­tou a memó­ria de núcleo mag­né­ti­co de aces­so ale­a­tó­rio, o dis­po­si­ti­vo de arma­ze­na­men­to de infor­ma­ção uti­li­za­do na mai­o­ria dos com­pu­ta­do­res digi­tais. Estu­dou tam­bém a apli­ca­ção de com­pu­ta­do­res a pro­ble­mas de ges­tão, desen­vol­ven­do méto­dos de simu­la­ção informática.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1921, o quí­mi­co inglês Geof­frey Wil­kin­son. Ele par­ti­lhou (com Ernst Fis­cher) o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca em 1973 por “pelo seu tra­ba­lho pio­nei­ro, rea­li­za­do inde­pen­den­te­men­te, sobre a quí­mi­ca do orga­no­me­tá­li­co, os cha­ma­dos com­pos­tos sanduíche”.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1969, o enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co e inven­tor mexi­ca­no Jose Her­nan­dez-Rebol­lar. Ele con­ce­beu a Acce­le­Glo­ve (2003), um dis­po­si­ti­vo seme­lhan­te a uma luva que tra­duz a lin­gua­gem ges­tu­al em pala­vras escri­tas para indi­ví­du­os sur­dos. Obte­ve o seu mes­tra­do no Méxi­co, onde este­ve envol­vi­do na cons­tru­ção de sis­te­mas de con­tro­lo de ante­nas para o que viria a ser o mai­or teles­có­pio do mun­do. Depois pros­se­guiu o seu dou­to­ra­men­to, espe­ci­a­li­za­do em Sinais e Sis­te­mas, com uma bol­sa de estu­dos Ful­bright na Uni­ver­si­da­de de Geor­ge­town nos Esta­dos Uni­dos. Lá, em três anos, ele rea­li­zou o seu dese­jo de lon­ga data de cri­ar uma for­ma de os sur­dos tra­du­zi­rem a lin­gua­gem ges­tu­al em tex­to e som por mei­os elec­tró­ni­cos. A Acce­le­Glo­ve uti­li­za sen­so­res de ace­le­ró­me­tro para tra­du­zir a lin­gua­gem ges­tu­al dos movi­men­tos da mão de um uti­li­za­dor em sinais lidos por um com­pu­ta­dor micro-con­tro­la­dor no bra­ço do uti­li­za­dor. Em 2009, o dis­po­si­ti­vo tinha a capa­ci­da­de de tra­du­zir 300 letras do alfa­be­to e pala­vras da lin­gua­gem ges­tu­al ame­ri­ca­na (ASL) em pala­vras e sen­ten­ças fala­das, em inglês ou espanhol.

Em 1850, a pri­mei­ra demons­tra­ção públi­ca de gelo fei­ta por refri­ge­ra­ção nos EUA teve lugar duran­te um jan­tar na Man­si­on Hou­se, Apa­la­chi­co­la, o Dr. John Gor­rie pro­du­ziu blo­cos de gelo do tama­nho de tijo­los. Ele ins­ta­lou o seu sis­te­ma no Hos­pi­tal Mari­nho dos EUA em Apa­la­chi­co­la. Obte­ve a pri­mei­ra paten­te de con­ge­la­dor mecâ­ni­co em 6 de Maio de 1851, para uma “melho­ria no pro­ces­so de pro­du­ção arti­fi­ci­al de gelo”.

Em 1867, Alfred Nobel demons­trou a dina­mi­te pela pri­mei­ra vez numa pedrei­ra em Redhill, Sur­rey. Em 1866, Alfred Nobel pro­du­ziu o que ele acre­di­ta­va ser uma for­ma segu­ra e con­tro­lá­vel de nitro­gli­ce­ri­na cha­ma­da dina­mi­te. Ele esta­be­le­ceu a sua pró­pria fábri­ca para a pro­du­zir, mas em 1864 uma explo­são na fábri­ca matou o irmão mais novo de Nobel e outros qua­tro tra­ba­lha­do­res. Pro­fun­da­men­te cho­ca­do com este acon­te­ci­men­to, tra­ba­lhou ago­ra num explo­si­vo mais segu­ro e em 1875 sur­giu a gelig­ni­te. Segui­ram-se outras inven­ções, incluin­do o balis­ti­te, uma for­ma de poder sem fumo, guta-per­cha arti­fi­ci­al e um aço macio para blindagem.

Em 1868, Alvin J. Fel­lows of New Haven, Con­nec­ti­cut, rece­be­ram a pri­mei­ra paten­te dos EUA para uma fita métri­ca de mola. A fita métri­ca foi encer­ra­da numa cai­xa cir­cu­lar com um fecho de mola para segu­rar a fita em qual­quer pon­to dese­ja­do. (N.º 79.965). Ante­ri­or­men­te, uma máqui­na para impri­mir a fita métri­ca de cos­tu­ra fle­xí­vel já tinha sido paten­te­a­da a 3 de Setem­bro de 1847, após qua­tro anos de pes­qui­sa pelo esti­lis­ta de moda fran­cês, Lavig­ne. Além dis­so, porém, Shef­fi­eld, Ingla­ter­ra afir­ma não ser ape­nas a casa do aço ino­xi­dá­vel, mas tam­bém onde a fita métri­ca de mola foi inventada.

Em 1914, foi con­ce­di­da ao Dr. Robert God­dard a pri­mei­ra paten­te ame­ri­ca­na para um dese­nho de fogue­tão ali­men­ta­do a com­bus­tí­vel líqui­do, inti­tu­la­da “Roc­ket Appa­ra­tus” (U.S. No. 1,103,503). Des­cre­veu uma câma­ra de com­bus­tão, com bocal expan­sor, na qual são bom­be­a­dos com­bus­tí­veis líqui­dos. Aos 31 anos, esta era a sua segun­da paten­te de fogue­tão. Uma sema­na antes, a 7 de Julho de 1914, foi emi­ti­da a sua pri­mei­ra paten­te, tam­bém para um “Roc­ket Appa­ra­tus”. (U.S. No. 1,102,653) que des­cre­veu o con­cei­to de fogue­tão de múl­ti­plos está­gi­os. A 16 de Mar­ço de 1926, o seu lan­ça­men­to de tes­te, o pri­mei­ro de sem­pre de um fogue­te de com­bus­tí­vel líqui­do, con­se­guiu impul­si­o­nar um pro­jéc­til de 3 metros de com­pri­men­to até uma altu­ra de 12,5 m. O seu voo de 2,5 segun­dos cobriu uma dis­tân­cia de 56 m a uma velo­ci­da­de média de 96 Km/h. O com­bus­tí­vel era uma com­bi­na­ção de oxi­gé­nio líqui­do e gasolina.

Nes­ta sema­na que pas­sou o pre­si­den­te nor­te-ame­ri­ca­no Joe Biden divul­gou a pri­mei­ra ima­gem a cores do Teles­có­pio Espa­ci­al James Webb da NASA duran­te um even­to públi­co na Casa Bran­ca, em Washing­ton. Esta pri­mei­ra ima­gem mos­tra as pode­ro­sas capa­ci­da­des da mis­são Webb, uma par­ce­ria com a ESA (Agên­cia Espa­ci­al Euro­peia) e a CSA (Agên­cia Espa­ci­al Cana­di­a­na). A pri­mei­ra ima­gem a cores de Webb reve­la milha­res de galá­xi­as, incluin­do os objec­tos mais fra­cos algu­ma vez obser­va­dos a infravermelhos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os interessantes.

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Newsletter Nº375

Newsletter Nº375
News­let­ter Nº375

Faz hoje anos que nas­cia, em 1673, o emi­nen­te relo­jo­ei­ro inglês Geor­ge Graham. Ele foi pri­mei­ro sócio, depois suces­sor do negó­cio da Tom­pi­on. Graham melho­rou a fuga do cilin­dro da Tom­pi­on’s. Além dis­so, inven­tou (c. 1715) a fuga de cilin­dros (em que a roda de esca­pe per­ma­ne­ce esta­ci­o­ná­ria quan­do não avan­ça.) Usan­do estes dois desen­vol­vi­men­tos em con­jun­to, os reló­gi­os de Graham’s fun­ci­o­na­ram com uma pre­ci­são insu­pe­rá­vel duran­te mais de um sécu­lo e meio. Tam­bém fez apa­re­lhos astro­nó­mi­cos para Edmond Hal­ley, James Bra­dley, a Aca­de­mia Fran­ce­sa de Ciên­ci­as, e Char­les Boy­le, 4º Con­de de Orrery. Para este últi­mo, con­ce­beu um mode­lo de reló­gio mos­tran­do os movi­men­tos dos pla­ne­tas à vol­ta do Sol, pos­te­ri­or­men­te conhe­ci­do como um orrery. Inven­tou um cali­bra­dor de fei­xe com um para­fu­so micrómetro.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1752, o inven­tor e tece­lão fran­cês Joseph Marie Jac­quard. Ele inven­tou o tear de ener­gia pro­gra­má­vel Jac­quard para teci­do de bro­ca­do. O seu tear pro­du­zi­ria meca­ni­ca­men­te qual­quer padrão, con­tro­la­do por car­tões de con­tro­lo per­fu­ra­dos (1805). Isto ser­viu de impul­so para a revo­lu­ção tec­no­ló­gi­ca da indús­tria têx­til e é a base do tear auto­má­ti­co moder­no. O con­cei­to de uti­li­zar car­tões per­fu­ra­dos foi mais tar­de apli­ca­do por Hol­le­rith para acom­pa­nhar os dados do cen­so de 1890 dos EUA. A ideia evo­luiu ain­da mais para a intro­du­ção de car­tões per­fu­ra­dos por computador.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1816, o astró­no­mo suí­ço Rudolf Wolf. Ele des­co­briu o ciclo das man­chas sola­res de 11 anos e foi o co-des­co­bri­dor da sua liga­ção com a acti­vi­da­de geo­mag­né­ti­ca na Ter­ra. Em 1849, con­ce­beu um sis­te­ma ago­ra conhe­ci­do como o núme­ro de man­chas sola­res de Wolf. Este sis­te­ma ain­da é uti­li­za­do para estu­dar a acti­vi­da­de solar atra­vés da con­ta­gem das man­chas sola­res e dos gru­pos de man­chas sola­res. Em mate­má­ti­ca, Wolf escre­veu sobre teo­ria e geo­me­tria do núme­ro pri­mo, e mais tar­de sobre pro­ba­bi­li­da­de e esta­tís­ti­ca — um lon­go arti­go dis­cu­tiu a expe­ri­ên­cia da agu­lha de Buf­fon. Ele esti­mou π pelos méto­dos de Mon­te Carlo.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1944, o embri­o­lo­gis­ta inglês Ian Wil­mut. Ele super­vi­si­o­nou a equi­pa de cien­tis­tas que pro­du­ziu um cor­dei­ro cha­ma­do Dolly, o pri­mei­ro mamí­fe­ro clo­na­do a par­tir de uma célu­la de um adul­to. O nas­ci­men­to da Dolly no Ins­ti­tu­to Ros­lin, Edim­bur­go, Escó­cia, a 5 de Julho de 1996, foi anun­ci­a­do a 23 de Feve­rei­ro de 1997. O tra­ba­lho-cha­ve foi rea­li­za­do pelo micro­bi­o­lo­gis­ta Keith Campbell.

Em 1936, vári­as paten­tes ame­ri­ca­nas foram con­ce­di­das ao seu inven­tor, Henry F. Phil­lips (Nos. 2.046.343, 2.046.837, ‑38, ‑39, ‑40), para o para­fu­so e cha­ve de fen­das Phil­lips. Des­cre­vem um sis­te­ma de fixa­ção envol­ven­do um reces­so cru­ci­for­me pou­co pro­fun­do e uma cha­ve de fen­das a con­di­zer com uma pon­ta afu­ni­la­da que con­ve­ni­en­te­men­te se auto-cen­tram na cabe­ça do para­fu­so. Phil­lips fun­dou a Phil­lips Screw Com­pany para licen­ci­ar as suas paten­tes. Após três anos de rejei­ção, final­men­te con­ven­ceu a Empre­sa Ame­ri­ca­na de Para­fu­sos a gas­tar $500.000 para desen­vol­ver um pro­ces­so de pro­du­ção e fabri­car os para­fu­sos. A Gene­ral Motors foi con­ven­ci­da a uti­li­zar os para­fu­sos no seu Cadil­lac de 1936. Em 1940, pra­ti­ca­men­te todos os fabri­can­tes de auto­mó­veis ame­ri­ca­nos tinham muda­do para para­fu­sos Phillips.

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