Newsletter Nº320

Newsletter Nº320
News­let­ter Nº320

Faz hoje anos que nas­cia, em 1800, o astró­no­mo irlan­dês Wil­li­am Par­sons, 3rd Earl of Ros­se. Ele cons­truiu o mai­or teles­có­pio reflec­tor do sécu­lo XIX. Apren­deu a polir espe­lhos de metal (1827) e pas­sou os anos seguin­tes a cons­truir um teles­có­pio de 36 pole­ga­das. Mais tar­de, com­ple­tou um teles­có­pio gigan­te de 72 pole­ga­das (1845) a que deu o nome de “Levi­athan”, que per­ma­ne­ceu o mai­or jamais cons­truí­do até déca­das após a sua mor­te. Foi o pri­mei­ro a resol­ver a for­ma espi­ral dos objec­tos — ante­ri­or­men­te vis­tos ape­nas como nuvens — que mui­to mais tar­de foram iden­ti­fi­ca­dos como galá­xi­as inde­pen­den­tes da nos­sa pró­pria galá­xia Via Lác­tea e a milhões de anos-luz de dis­tân­cia. O seu pri­mei­ro avis­ta­men­to foi fei­to em 1845, e em 1850 tinha des­co­ber­to mais 13. Em 1848, encon­trou e nome­ou a Nebu­lo­sa de Can­cer (por­que pen­sa­va que se asse­me­lha­va a um caran­gue­jo), nome pelo qual ain­da é conhecido.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1821, o quí­mi­co e con­fe­ren­cis­ta inglês John Henry Pep­per. Ele inven­tou a ilu­são “Pep­per’s Ghost” uti­li­za­da em pal­co para pro­por­ci­o­nar o efei­to de um actor que apa­re­ce como uma ima­gem trans­pa­ren­te e desa­pa­re­ce no ar. Uti­li­zou uma gran­de cha­pa de vidro no pal­co, incli­na­da a um ângu­lo de 45 graus em rela­ção ao chão. A uti­li­za­ção de ilu­mi­na­ção espe­ci­al per­mi­tiu ao públi­co ver o refle­xo de um actor colo­ca­do fora do pal­co, fora da vis­ta direc­ta do públi­co. Pep­per apren­deu pela pri­mei­ra vez a usar o show­manship para o públi­co no Royal Poly­te­ch­nic Ins­ti­tu­ti­on de Lon­dres para apre­sen­tar demons­tra­ções expe­ri­men­tais de rit­mo rápi­do e sur­pre­en­den­te para aumen­tar a com­pre­en­são do públi­co dos fenó­me­nos em físi­ca e quí­mi­ca. Na déca­da de 1870, expan­diu as suas acti­vi­da­des a uma audi­ên­cia glo­bal, visi­tan­do a Aus­trá­lia, o Cana­dá e os Esta­dos Unidos.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1832, o físi­co e quí­mi­co inglês Wil­li­am Cro­o­kes. Ele des­co­briu o ele­men­to tálio e mos­trou que os rai­os cató­di­cos eram par­tí­cu­las em movi­men­to rápi­do, car­re­ga­das nega­ti­va­men­te. O espa­ço escu­ro Cro­o­kes é a região escu­ra em tor­no de um cáto­do que faz des­car­gas eléc­tri­cas a bai­xa pres­são. Ele inven­tou o radió­me­tro (1875) no qual qua­tro palhe­tas sus­pen­sas numa agu­lha no vácuo com um lado pre­to e o outro bran­co são obser­va­das a rodar pelo efei­to da luz inci­den­te. Inven­tou tam­bém o espin­tis­có­pio (1903), que reve­la par­tí­cu­las alfa emi­ti­das pelo rádio, enquan­to a luz pis­ca quan­do estas inci­dem sobre uma tela de sul­fu­re­to de zin­co vis­ta sob ampli­a­ção. Os seus inte­res­ses incluíam o espi­ri­tu­a­lis­mo, mas for­ne­ci­am uma ori­en­ta­ção mais prá­ti­ca para melho­rar o sane­a­men­to e os fer­ti­li­zan­tes artificiais.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1898, o artis­ta e ilus­tra­dor holan­dês M. C. Escher. Ele ficou famo­so pelas suas mui­tas obras de arte moder­na com ilu­sões de pers­pec­ti­va inven­ti­vas e intrin­ca­das pavi­men­ta­ções e ins­pi­ra­ções da mate­má­ti­ca. A sua arte é apre­ci­a­da por milhões de pes­so­as em todo o mun­do, como se pode ver nos mui­tos web­si­tes rela­ti­vos à sua vida e obra. É mais famo­so pelas suas cons­tru­ções ditas impos­sí­veis, tais como Ascen­den­te e Des­cen­den­te, Rela­ti­vi­da­de assim como as suas Impres­sões de Trans­for­ma­ção, tais como Meta­mor­fo­se I, II e III, Céu e Água I ou Répteis.

Nes­ta sema­na que pas­sou três astro­nau­tas chi­ne­ses a bor­do da nave espa­ci­al Shenzhou-12 entra­ram no módu­lo cen­tral da esta­ção espa­ci­al chi­ne­sa Tia­nhe. Depois de Shenzhou-12 ter com­ple­ta­do com suces­so um rápi­do encon­tro auto­má­ti­co e aco­pla­do com o módu­lo orbi­tal Tia­nhe, a tri­pu­la­ção de Shenzhou-12 entrou na cáp­su­la orbi­tal a par­tir da cáp­su­la de retor­no da nave espacial.
Após uma série de pre­pa­ra­ti­vos, os astro­nau­tas abri­ram as esco­ti­lhas do nó e do módu­lo de Tia­nhe. Às 18:48, Nie Haisheng, Liu Boming e Tang Hong­bo tinham entra­do um a um no módu­lo Tia­nhe, sig­ni­fi­can­do que pela pri­mei­ra vez os chi­ne­ses tinham entra­do na sua pró­pria esta­ção espacial.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta HackS­pa­ce­Mag Nº44 de Julho.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº319

Newsletter Nº319
News­let­ter Nº319

Faz hoje anos que nas­cia, em 1706, o fabri­can­te inglês de ins­tru­men­tos ópti­cos e astro­nó­mi­cos John Dol­lond. Ele desen­vol­veu (1758) e paten­te­ou um teles­có­pio refrac­tor acro­má­ti­co (sem dis­tor­ção de cor) e um heli­o­me­tro prá­ti­co, um teles­có­pio usa­do para medir o diâ­me­tro do Sol e os ângu­los entre os cor­pos celes­tes. Na déca­da de 1730, Ches­ter More Hall, um advo­ga­do com inte­res­se em teles­có­pi­os, des­co­briu pela pri­mei­ra vez que o vidro de sílex pare­cia ter uma dis­per­são de cor mai­or do que o vidro da coroa com as mes­mas ampli­a­ções. Hall con­cluiu que se ele cimen­tas­se a face côn­ca­va de uma len­te de sílex à face con­ve­xa de uma len­te de vidro coroa, ele podia remo­ver as pro­pri­e­da­des de dis­per­são (e, por­tan­to, a aber­ra­ção cro­má­ti­ca) de ambas as len­tes simul­ta­ne­a­men­te. Dol­lond apren­deu a téc­ni­ca na déca­da de 1750 e desenvolveu‑a.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1710, o ópti­co e astró­no­mo bri­tâ­ni­co James Short. Ele pro­du­ziu os pri­mei­ros espe­lhos ver­da­dei­ra­men­te para­bó­li­cos e elíp­ti­cos (por­tan­to, qua­se sem dis­tor­ção) para teles­có­pi­os reflec­to­res. Duran­te a sua vida pro­fis­si­o­nal de mais de 35 anos, Short fez cer­ca de 1.360 ins­tru­men­tos — não ape­nas para cli­en­tes na Grã-Bre­ta­nha, mas tam­bém para expor­ta­ção: um ain­da está pre­ser­va­do em Leni­ne­gra­do, outro em Upp­sa­la e vári­os na Amé­ri­ca. Short foi o prin­ci­pal cal­cu­la­dor das obser­va­ções do Trân­si­to de Vénus fei­tas em todo o mun­do em 6 de Junho de 1761. Os seus ins­tru­men­tos via­ja­ram no Ende­a­vour com o Capi­tão Cook para obser­var o pró­xi­mo Trân­si­to de Vénus em 3 de Junho de 1769, mas Short mor­reu antes que esse even­to acontecesse.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1803, o enge­nhei­ro hidráu­li­co fran­cês Henry Darcy. Ele foi o pri­mei­ro que deri­vou a equa­ção (ago­ra conhe­ci­da como lei de Darcy) que gover­na o flu­xo lami­nar (não tur­bu­len­to) de flui­dos em mei­os homo­gé­ne­os e poro­sos. Em 1856, os estu­dos moder­nos das águas sub­ter­râ­ne­as come­ça­ram quan­do Darcy foi con­tra­ta­do para desen­vol­ver um sis­te­ma de puri­fi­ca­ção de água para a cida­de de Dijon, Fran­ça. Ele cons­truiu o pri­mei­ro apa­ra­to expe­ri­men­tal para estu­dar as carac­te­rís­ti­cas do flu­xo da água atra­vés da ter­ra. A par­tir das suas expe­ri­ên­ci­as, ele deri­vou a equa­ção da Lei de Darcy, que des­cre­ve o flu­xo da água na natu­re­za, que é fun­da­men­tal para a com­pre­en­são dos sis­te­mas de água sub­ter­râ­nea. Ele rea­li­zou tes­tes exten­si­vos de fil­tra­gem e resis­tên­cia do tubo.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1832, o enge­nhei­ro e inven­tor ale­mão Nico­laus Otto. Ele desen­vol­veu o motor de com­bus­tão inter­na de qua­tro tem­pos, que ofe­re­ceu a pri­mei­ra alter­na­ti­va prá­ti­ca ao motor a vapor como fon­te de ener­gia. Um enge­nhei­ro fran­cês, Alphon­se Beau de Rochas, for­mu­lou o pro­jec­to bási­co para o motor de com­bus­tão inter­na de qua­tro tem­pos e patenteou‑o em 1862, mas nun­ca cons­truiu um mode­lo fun­ci­o­nal. Em 1876, Otto usou prin­cí­pi­os de Beau de Rochas e outros para cons­truir o pro­tó­ti­po dos moto­res de auto­mó­veis de hoje, mui­tas vezes cha­ma­dos de motor de ciclo Otto. Ele ven­deu milha­res de cópi­as antes que Beau de Rochas o pro­ces­sas­se e inva­li­das­se a paten­te de Otto. Mas moto­res leves e efi­ci­en­tes do ciclo Otto pos­si­bi­li­ta­ram em gran­de par­te a cri­a­ção de auto­mó­veis, bar­cos a motor, moto­ci­cle­tas e até aviões.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1927, o físi­co ame­ri­ca­no Euge­ne Par­ker. Ele fez exten­sas pes­qui­sas sobre o ven­to solar e os efei­tos dos cam­pos mag­né­ti­cos na heli­os­fe­ra. Além de aumen­tar a com­pre­en­são da coroa solar, seu tra­ba­lho inves­ti­gou as com­ple­xas inte­rac­ções elec­tro­mag­né­ti­cas tan­to no sol quan­to em sua inte­rac­ção com o cam­po mag­né­ti­co ter­res­tre. Ele viveu para ver mode­los teó­ri­cos (que ele desen­vol­veu antes da era espa­ci­al) serem con­fir­ma­dos por son­das espa­ci­ais na heli­os­fe­ra. As suas idei­as ori­gi­nais foram for­ma­das a par­tir das infor­ma­ções limi­ta­das dis­po­ní­veis a par­tir de obser­va­ções das cau­das dos come­tas à medi­da que eram modi­fi­ca­dos a via­jar per­to do sol. Ele cunhou o nome de “ven­to solar” na déca­da de 1950, para a cas­ca­ta de ener­gia quan­do propôs como nos­so sol (e outras estre­las) emi­tem energia.

A 1752, Ben­ja­min Fran­klin usa um papa­gaio duran­te uma tem­pes­ta­de e car­re­ga a car­ga eléc­tri­ca ambi­en­te numa jar­ra de Ley­den, per­mi­tin­do-lhe demons­trar a cone­xão entre relâm­pa­gos e elec­tri­ci­da­de. Fran­klin inte­res­sou-se por elec­tri­ci­da­de em mea­dos da déca­da de 1740, uma épo­ca em que ain­da se des­co­nhe­cia mui­to sobre o assun­to, e pas­sou qua­se uma déca­da a rea­li­zar expe­ri­ên­ci­as com elec­tri­ci­da­de. Ele cunhou vári­os ter­mos usa­dos hoje, incluin­do bate­ria, con­du­tor e elec­tri­cis­ta. Ele tam­bém inven­tou o pára-rai­os, usa­do para pro­te­ger edi­fí­ci­os e navios.

Nes­ta sema­na que pas­sou o heli­cóp­te­ro Inge­nuity com­ple­ta o seu séti­mo voo na super­fí­cie de Mar­te. O heli­cóp­te­ro de 1,8 qui­los vol­tou aos céus mar­ci­a­nos na ter­ça-fei­ra (8 de Junho), fazen­do a sua pri­mei­ra saí­da des­de que lutou con­tra uma ano­ma­lia em voo, a 22 de Maio. E não hou­ve pro­ble­mas des­ta vez.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­do o livro “The Com­pu­ters That Made Britain”

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº318

Newsletter Nº318
News­let­ter Nº318

Faz hoje anos que nas­cia, em 1659, o mate­má­ti­co e astró­no­mo esco­cês David Gre­gory. Ele publi­cou em 1702 o livro Astro­no­mi­ae phy­si­cae et geo­me­tri­cae ele­men­ta, um esfor­ço de popu­la­ri­za­ção da ciên­cia new­to­ni­a­na. No entan­to, na ques­tão da aber­ra­ção cro­má­ti­ca, Gre­gory notou algo que New­ton se tinha esque­ci­do. Dife­ren­tes tipos de vidro espa­lham as cores do espec­tro em dife­ren­tes quan­ti­da­des. Ele suge­riu que uma com­bi­na­ção ade­qua­da de dois tipos dife­ren­tes de vidro pode eli­mi­nar a aber­ra­ção cro­má­ti­ca. (Meio sécu­lo depois, Dol­lond con­se­guiu esse resul­ta­do.) Os teles­có­pi­os eram de seu inte­res­se espe­ci­al, e Gre­gory tam­bém fez expe­ri­ên­ci­as com a cons­tru­ção de um teles­có­pio acro­má­ti­co. Gre­gory fez tra­ba­lhos impor­tan­tes nas séri­es infinitas.

Faz tambḿe hoje anos que nas­cia, em 1777, o quí­mi­co fran­cês Char­les Ber­nard Desor­mes. Ele cola­bo­rou com Nico­las Clé­ment em inves­ti­ga­ções cien­tí­fi­cas, incluin­do a deter­mi­na­ção exac­ta da com­po­si­ção do monó­xi­do de car­bo­no e do dis­sul­fe­to de car­bo­no. Eles tam­bém deter­mi­na­ram expe­ri­men­tal­men­te a pro­por­ção dos calo­res espe­cí­fi­cos dos gases (1819). Em tra­ba­lho inde­pen­den­te, seguin­do a pilha de Vol­ta, Desor­mes con­ce­be pilhas eléc­tri­cas secas com­pos­tas por dis­cos metá­li­cos sepa­ra­dos por uma cama­da de pas­ta de sal (1801–04). Jun­ta­men­te com Cle­ment, Desor­mes estu­dou o calor e esti­mou gros­sei­ra­men­te o zero absoluto.

Faz igual­men­te hoje que nas­cia, em 1810, o sis­mó­lo­go e enge­nhei­ro civil irlan­dês Robert Mal­let. Ele come­çou a sua car­rei­ra em par­ce­ria com a fábri­ca de seu pai e, em pou­cos anos, envol­veu-se em gran­des pro­jec­tos de enge­nha­ria. Sua pri­mei­ra faça­nha foi levan­tar o telha­do de 133 tone­la­das da Igre­ja de São Jor­ge em Dublin. Os seus inte­res­ses incluíam geo­lo­gia físi­ca e ele escre­veu vári­os arti­gos sobre ter­ra­mo­tos de 1836 a 1879. Embo­ra outros antes dele tenham atri­buí­do os ter­ra­mo­tos à vibra­ção duran­te a pas­sa­gem das ondas ter­res­tres, Mal­let estu­dou-os com mais deta­lhes, usan­do a abor­da­gem de uma ciên­cia exac­ta. Ele mediu a velo­ci­da­de das ondas atra­vés da cros­ta ter­res­tre, com­pi­lou um catá­lo­go de ter­ra­mo­tos regis­ta­dos e apre­sen­tou um mapa sís­mi­co do mun­do. Des­de que ele cunhou o ter­mo, ele pode real­men­te ser cha­ma­do de o pri­mei­ro sis­mó­lo­go e pai des­sa ciência.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1864, o inven­tor e fabri­can­te de auto­mó­veis ame­ri­ca­no Ran­som E. Olds. Ele foi o pro­jec­tis­ta do Olds­mo­bi­le de três cava­los de for­ça e tra­ços cur­vos, o pri­mei­ro auto­mó­vel ame­ri­ca­no de suces­so comer­ci­al e o pri­mei­ro a usar um sis­te­ma de mon­ta­gem pro­gres­si­vo, que ante­ci­pa­va os méto­dos moder­nos de pro­du­ção em mas­sa. Em 1887, numa dis­tân­cia de um quar­tei­rão, Olds diri­giu o pri­mei­ro auto­mó­vel de Lan­sing, um veí­cu­lo expe­ri­men­tal a vapor. Ele con­ti­nu­ou a tra­ba­lhar com vapor, gaso­li­na e ener­gia eléc­tri­ca. Even­tu­al­men­te, ele pro­du­ziu um veí­cu­lo movi­do a gaso­li­na que aco­mo­da­va qua­tro pes­so­as e podia fazer 18 milhas por hora em ter­re­no plano.

Em 1965 a cer­ca de 193 Km aci­ma da Ter­ra, o Major Edward H. Whi­te II abre a esco­ti­lha do Gemi­ni 4 e sai da cáp­su­la, tor­nan­do-se o pri­mei­ro astro­nau­ta ame­ri­ca­no a cami­nhar no espa­ço. Pre­so à nave por uma cor­da de 25 pés e con­tro­lan­do seus movi­men­tos com uma pis­to­la de pro­pul­são a jac­to de oxi­gé­nio, Whi­te per­ma­ne­ceu fora da cáp­su­la por pou­co mais de 20 minu­tos. Como um via­jan­te espa­ci­al, Whi­te foi pre­ce­di­do pelo cos­mo­nau­ta sovié­ti­co Alek­sei A. Leo­nov, que em 18 de Mar­ço de 1965 foi o pri­mei­ro homem a cami­nhar no espaço.

Nes­ta sema­na que pas­sou foi inau­gu­ra­do o cabo sub­ma­ri­no Ella­Link que liga Por­tu­gal ao Bra­sil. O Ella­Link é a pri­mei­ra liga­ção direc­ta de alta velo­ci­da­de por cabo sub­ma­ri­no entre a Euro­pa e a Amé­ri­ca do Sul.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os interessantes.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº317

Newsletter Nº317
News­let­ter Nº317

Faz hoje anos que nas­cia, em 1774, o hidró­gra­fo irlan­dês Fran­cis Beau­fort. Ele cri­ou a cifra Beau­fort e a esca­la Beau­fort. A cifra Beau­fort, é uma cifra de subs­ti­tui­ção seme­lhan­te à cifra de Vigenè­re, com um meca­nis­mo de codi­fi­ca­ção e qua­dro ligei­ra­men­te modi­fi­ca­dos. A sua apli­ca­ção mais famo­sa foi numa máqui­na de crip­to­gra­fia base­a­da em roto­res, a Hage­lin M‑209.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1840, o quí­mi­co sue­co Lars Fre­drik Nil­son. Ele des­co­briu o óxi­do de escân­dio, escân­dia, nos mine­rais de ter­ras raras gado­li­ni­ta e euxe­ni­ta. A exis­tên­cia do ele­men­to foi pre­vis­ta por Dmi­try Iva­no­vi­ch Men­de­leyev (1871), que o cha­mou pro­vi­so­ri­a­men­te de ekaboron.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1887, o quí­mi­co físi­co pola­co-ame­ri­ca­no Kazi­mi­erz Fajans. Ele des­co­briu a lei do des­lo­ca­men­to radi­o­ac­ti­vo simul­ta­ne­a­men­te com Fre­de­rick Soddy da Grã-Bre­ta­nha. De acor­do com essa lei, quan­do um áto­mo radi­o­ac­ti­vo decai emi­tin­do uma par­tí­cu­la alfa, o núme­ro ató­mi­co do áto­mo resul­tan­te é dois a menos que o do áto­mo ori­gi­nal. Ele des­co­briu vári­os ele­men­tos que são cri­a­dos por meio da desin­te­gra­ção nucle­ar. A pri­mei­ra des­co­ber­ta do pro­tac­tí­nio foi em 1913 por Kasi­mir Fajans e O. Göh­ring, que encon­tra­ram o isó­to­po pro­tac­tí­nio-234m (meia-vida de 1,2 min), um pro­du­to da decom­po­si­ção do urâ­nio-238; eles o cha­ma­ram de bre­vium por sua cur­ta vida. (Pro­tac­ti­nium-231 foi pos­te­ri­or­men­te iden­ti­fi­ca­do em 1918 por outros cien­tis­tas; o nome pro­to­ac­ti­nium foi adop­ta­do nes­ta época.)

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1897, o físi­co bri­tâ­ni­co John Cock­croft. Ele par­ti­lhou (com Ernest T.S. Wal­ton da Irlan­da) o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1951 por ser o pio­nei­ro no uso de ace­le­ra­do­res de par­tí­cu­las para estu­dar o núcleo ató­mi­co. Jun­tos, em 1929, eles cons­truí­ram um ace­le­ra­dor, o gera­dor Cock­croft-Wal­ton, que gerou um gran­de núme­ro de par­tí­cu­las com ener­gi­as mais bai­xas — o pri­mei­ro des­trui­dor de áto­mos. Em 14 de Abril de 1932, eles usaram‑o para desin­te­grar áto­mos de lítio, bom­bar­de­an­do-os com pro­tões, a pri­mei­ra reac­ção nucle­ar arti­fi­ci­al que não uti­li­zou subs­tân­ci­as radi­o­ac­ti­vas. Eles foram os pri­mei­ros a divi­dir o áto­mo. Eles con­du­zi­ram pes­qui­sas adi­ci­o­nais sobre a divi­são de outros áto­mos e esta­be­le­ce­ram a impor­tân­cia dos ace­le­ra­do­res como uma fer­ra­men­ta para a pes­qui­sa nucle­ar. O seu dese­nho de ace­le­ra­dor tor­nou-se um dos mais úteis nos labo­ra­tó­ri­os do mundo.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1909, o físi­co ame­ri­ca­no Wil­li­am Webs­ter Han­sen. Ele con­tri­buiu para o desen­vol­vi­men­to do radar e é con­si­de­ra­do o fun­da­dor da tec­no­lo­gia de micro-ondas. Ele desen­vol­veu o klys­tron, um tubo de vácuo essen­ci­al para a tec­no­lo­gia de radar (1937). Base­a­do na modu­la­ção de ampli­tu­de de um fei­xe de elec­trões, ao invés de cir­cui­tos res­so­nan­tes de bobi­nas e con­den­sa­do­res, ele per­mi­te a gera­ção de osci­la­ções de alta frequên­cia pode­ro­sas e está­veis. Ele revo­lu­ci­o­nou a físi­ca de alta ener­gia e a pes­qui­sa de micro-ondas e levou ao radar aero­trans­por­ta­do. O klys­tron tam­bém tem sido usa­do em comu­ni­ca­ções por saté­li­te, sis­te­mas de ori­en­ta­ção de aviões e mís­seis e trans­mis­são de tele­fo­ne e tele­vi­são. Após a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, tra­ba­lhan­do com três alu­nos de pós-gra­du­a­ção, Han­sen demons­trou o pri­mei­ro ace­le­ra­dor line­ar de 4,5 MeV em 1947.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1954, o físi­co teó­ri­co ame­ri­ca­no Lawren­ce Krauss. Ele foi um dos pri­mei­ros físi­cos a pro­por a enig­má­ti­ca ener­gia escu­ra que com­põe a mai­or par­te da mas­sa e ener­gia do uni­ver­so. A sua área de estu­do tam­bém inclui rela­ci­o­nar par­tí­cu­las ele­men­ta­res ao uni­ver­so pri­mi­ti­vo, rela­ti­vi­da­de geral e astro­fí­si­ca de neutrinos.

E nes­ta sema­na que pas­sou tive­mos o pri­mei­ro eclip­se lunar acom­pa­nha­do de uma Super Lua. Uma Super Lua ocor­re quan­do uma lua cheia ou nova coin­ci­de com a pas­sa­gem mais pró­xi­ma da Lua com a Ter­ra. A órbi­ta da Lua em tor­no da Ter­ra não é per­fei­ta­men­te cir­cu­lar. Isto sig­ni­fi­ca que a dis­tân­cia da Lua com da Ter­ra varia con­for­me ela gira ao redor do pla­ne­ta. O pon­to mais pró­xi­mo na órbi­ta, cha­ma­do peri­geu, está apro­xi­ma­da­men­te 43.000 km mais per­to da Ter­ra do que o pon­to mais dis­tan­te da órbi­ta. Uma lua cheia que acon­te­ce per­to do peri­geu é cha­ma­da de Super Lua. O Eclip­se Lunar não foi pos­sí­vel obser­var a par­tir de Portugal.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a Inge­nuity fez o seu sex­to voo. Esta­va pla­ne­a­da a obten­ção de ima­gens aére­as, esté­reo de uma região de inte­res­se a oes­te. A tele­me­tria do voo seis mos­tra que a pri­mei­ra par­te de 150 metros do voo cor­reu sem pro­ble­mas. Mas no final des­ta par­te, algo acon­te­ceu: a Inge­nuity come­çou a ajus­tar a sua velo­ci­da­de e a incli­nar-se para fren­te e para trás num padrão osci­lan­te. Este com­por­ta­men­to per­sis­tiu duran­te o res­to do voo. Antes de pou­sar com segu­ran­ça, os sen­so­res a bor­do indi­ca­ram que a aero­na­ve de asas rota­ti­vas encon­trou excur­sões de rota­ção e incli­na­ção de mais de 20 graus, gran­des entra­das de con­tro­le e picos no con­su­mo de ener­gia. Olhan­do para o pano­ra­ma geral, o voo ter­mi­nou com a Inge­nuity com segu­ran­ça no solo por­que vári­os sub­sis­te­mas — o sis­te­ma de rotor, os actu­a­do­res e o sis­te­ma de ener­gia — res­pon­de­ram às exi­gên­ci­as cres­cen­tes para man­ter o heli­cóp­te­ro a voar.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI Nº106 de Junho.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº316

Newsletter Nº316
News­let­ter Nº316

Faz hoje anos que nas­cia, em 1851, o inven­tor ger­ma­no-ame­ri­ca­no Emi­le Ber­li­ner. Ele fez con­tri­bui­ções impor­tan­tes para a tec­no­lo­gia do tele­fo­ne e desen­vol­veu o dis­co de regis­to fono­grá­fi­co, o micro­fo­ne em 1877 e o gra­mo­fo­ne em 1887. Enquan­to Tho­mas Edi­son inven­tou os dis­cos cilín­dri­cos, Ber­li­ner teve a ideia de usar dis­cos. Ele cunhou a pala­vra gra­mo­fo­ne como mar­ca regis­ta­da. Mais tar­de, ele tor­nou-se um pio­nei­ro no dese­nho de helicópteros.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1860, o bioquí­mi­co ale­mão Edu­ard Buch­ner. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1907 por demons­trar que a fer­men­ta­ção de car­boi­dra­tos resul­ta da acção de dife­ren­tes enzi­mas con­ti­das na leve­du­ra e não na pró­pria célu­la de leve­du­ra. Ele mos­trou que uma enzi­ma, a zima­se, pode ser extraí­da das célu­las de leve­du­ra e que cau­sa a que­bra do açúcar.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1895, o dese­nha­dor de aero­na­ves bri­tâ­ni­co R. J. Mit­chell. Ele desen­vol­veu o Spit­fi­re de oito armas (1936), um dos caças mais conhe­ci­dos na Segun­da Guer­ra Mun­di­al. Ele foi enge­nhei­ro e pro­jec­tis­ta da Super­ma­ri­ne Avi­a­ti­on Works (1916–37), enge­nhei­ro-che­fe (de 1919) e tam­bém era conhe­ci­do pelo pro­jec­to de uma série de lan­chas e hidro­a­viões de alta velo­ci­da­de. Nos anos de 1920 a 1936, ele pro­jec­tou nada menos que 24 aero­na­ves dife­ren­tes. O Spit­fi­re era um deri­va­do de sua ante­ri­or aero­na­ve de cor­ri­da de hidro­a­viões, a S.6B.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1901, o enge­nhei­ro japo­nês Hideo Shi­ma. Ele pro­jec­tou e super­vi­si­o­nou a cons­tru­ção do pri­mei­ro com­boio “bala” de alta velo­ci­da­de do mun­do, ligan­do Tóquio a Osa­ka. Ten­do come­ça­do a ope­rar a 222 km/h em Outu­bro de 1964. A linha fer­ro­viá­ria abriu uma nova era no trans­por­te ter­res­tre. (A gera­ção actu­al che­ga a 271 km/h). Shi­ma lide­rou o pro­gra­ma de desen­vol­vi­men­to espa­ci­al do Japão até 1977 na Agên­cia Naci­o­nal de Desen­vol­vi­men­to Espa­ci­al do Japão. Ele desen­vol­veu a for­ça motriz eléc­tri­ca dis­tri­buí­da ao lon­go de todo o com­pri­men­to do com­boio, ten­do capa­ci­da­de de gerar mai­or potên­cia num com­boio de vári­as uni­da­des, sem dani­fi­car os tri­lhos e as estruturas.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1913, o enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no Bill Hewlett. Ele co-fun­dou a Hewlett-Pac­kard Com­pany, um fabri­can­te líder de com­pu­ta­do­res, impres­so­ras de com­pu­ta­dor e equi­pa­men­tos ana­lí­ti­cos e de medi­ção. Em 1939, ele for­mou uma par­ce­ria conhe­ci­da como Hewlett-Pac­kard Com­pany com David Pac­kard, um ami­go e cole­ga de clas­se de Stan­ford. O pri­mei­ro pro­du­to da HP foi um osci­la­dor de áudio base­a­do num dese­nho desen­vol­vi­do por Hewlett quan­do ele esta­va na facul­da­de. Oito foram ven­di­dos para Walt Dis­ney para o fil­me Fan­ta­sia. A empre­sa come­çou com um capi­tal ini­ci­al de $538 e sua pri­mei­ra uni­da­de de pro­du­ção foi uma peque­na gara­gem em Palo Alto.

Em 1498, Vas­co da Gama che­ga­va à Índia, tor­nan­do-se o pri­mei­ro euro­peu a che­gar à Índia via Oce­a­no Indi­co. Depois de par­tir de Lis­boa a 8 de Julho de 1497, e de ter dobra­do o cabo da boa espe­ran­ça, Vas­co da Gama com as suas qua­tro embar­ca­ções, acom­pa­nha­do por Bar­to­lo­meu Dias che­ga­ram dez meses depois a Kap­pa­ka­da­vu, ter­ra pró­xi­ma de Cale­cu­te, fican­do esta­be­le­ci­da a Rota do Cabo e aber­to o cami­nho marí­ti­mo dos Euro­peus para a Índia.

Em 1927 o avi­a­dor ame­ri­ca­no Char­les A. Lind­bergh des­co­la do Roo­se­velt Field em Long Island, Nova York, no pri­mei­ro voo solo sem esca­las do mun­do atra­vés do Oce­a­no Atlân­ti­co. Este pri­mei­ro voo sem esca­las entre Nova York e Paris demo­rou 33 horas e meia ten­do per­cor­ri­do cer­ca de 5800 km.

Em 1978 a NASA lan­çou para o espa­ço a son­da Pion­ner para fazer explo­ra­ções em Vénus. Era um cilin­dro movi­do a ener­gia solar do tama­nho de uma banhei­ra de hidromassagem.

Faz hoje 31 anos que o teles­có­pio espa­ci­al Hub­ble envi­a­va a sua pri­mei­ra foto­gra­fia do espa­ço, uma ima­gem de uma estre­la dupla a 1.260 anos-luz de distância.

E nes­ta sema­na que pas­sou o rover chi­nês ater­rou na super­fí­cie de Mar­te numa zona per­to da Uto­pia Pla­ni­tia. Foram par­ti­lha­das as pri­mei­ras ima­gens cap­ta­das pelo rover. O Zhu­rong che­gou ao pla­ne­ta ver­me­lho no pas­sa­do fim-de-semana.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce Nº43 de Junho e é apre­sen­ta­do o livro “Demys­tifying Inter­net of Things Security”.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.