Newsletter Nº381

Newsletter Nº381
News­let­ter Nº381

Faz hoje anos que nas­cia, em 1685, o mate­má­ti­co bri­tâ­ni­co Bro­ok Tay­lor. Ele ficou conhe­ci­do pela série Tay­lor, um méto­do para expan­dir fun­ções em séri­es infi­ni­tas. Em 1708, Tay­lor pro­du­ziu uma solu­ção para o pro­ble­ma do cen­tro de osci­la­ção. O seu Metho­dus incre­men­to­rum direc­ta et inver­sa (“Direct and Indi­rect Methods of Incre­men­ta­ti­on”, 1715) intro­du­ziu o que ago­ra se cha­ma o cál­cu­lo das dife­ren­ças fini­tas. Usan­do isto, foi o pri­mei­ro a expres­sar mate­ma­ti­ca­men­te o movi­men­to de uma cor­da vibra­tó­ria com base em prin­cí­pi­os mecâ­ni­cos. Metho­dus tam­bém con­ti­nha o teo­re­ma de Tay­lor, mais tar­de reco­nhe­ci­do (1772) por Joseph Lagran­ge como a base do cál­cu­lo dife­ren­ci­al. Artis­ta dota­do, Tay­lor tam­bém escre­veu sobre prin­cí­pi­os bási­cos de pers­pec­ti­va (1715), con­ten­do o pri­mei­ro tra­ta­men­to geral do prin­cí­pio dos pon­tos de fuga.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1897, o enge­nhei­ro ucra­no-ame­ri­ca­no Bern Dib­ner. Ele tra­ba­lhou como enge­nhei­ro duran­te a elec­tri­fi­ca­ção de Cuba. Per­ce­ben­do a neces­si­da­de de melho­res méto­dos de liga­ção de con­du­to­res eléc­tri­cos, em 1924, fun­dou a Burndy Engi­ne­e­ring Com­pany. Alguns anos mais tar­de, inte­res­sou-se pela his­tó­ria da ciên­cia renas­cen­tis­ta. Pos­te­ri­or­men­te, come­çou a colec­ci­o­nar livros e tudo o que encon­trou que esti­ves­se rela­ci­o­na­do com a his­tó­ria da ciên­cia. Esta tor­nou-se uma segun­da car­rei­ra como eru­di­to que iria decor­rer para­le­la­men­te à sua vida como homem de negó­ci­os. Escre­veu mui­tos livros e pan­fle­tos, sobre tópi­cos des­de o trans­por­te de obe­lis­cos anti­gos, até às bio­gra­fi­as auto­ri­za­das de mui­tos pio­nei­ros cien­tí­fi­cos, incluin­do Ales­san­dro Vol­ta, inven­tor da bate­ria eléc­tri­ca, e Wilhelm Rönt­gen, des­co­bri­dor do raio X.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce Maga­zi­ne nº58 de Setembro.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº380

Newsletter Nº380
News­let­ter Nº380

Faz hoje anos que nas­cia, em 1836, o quí­mi­co noru­e­guês Cato Maxi­mi­li­an Guld­berg. Ele, com o seu cunha­do Peter Waa­ge, for­mu­lou a lei da acção de mas­sa (1864), que deta­lha os efei­tos da con­cen­tra­ção, mas­sa, e tem­pe­ra­tu­ra nas taxas de reac­ção quí­mi­ca. A lei esta­be­le­ce que a taxa de uma alte­ra­ção quí­mi­ca depen­de das con­cen­tra­ções dos rea­gen­tes. Assim, para uma reac­ção: A + B -> C, a taxa de reac­ção é pro­por­ci­o­nal a [A][B], onde [A] e [B] são con­cen­tra­ções. Em 1870 Guld­berg inves­ti­gou a for­ma como o pon­to de con­ge­la­ção e a pres­são de vapor de um líqui­do puro são redu­zi­dos por um com­po­nen­te dis­sol­vi­do. Em 1890, for­mu­lou a lei de Guld­berg que rela­ci­o­na o pon­to de ebu­li­ção e a tem­pe­ra­tu­ra crítica.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1921, o enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co bri­tâ­ni­co Tom Kil­burn. Ele escre­veu o pro­gra­ma infor­má­ti­co uti­li­za­do para tes­tar o pri­mei­ro pro­gra­ma arma­ze­na­do num com­pu­ta­dor, a Máqui­na Expe­ri­men­tal de Peque­na Esca­la, SSEM, tam­bém conhe­ci­da como “The Baby”. Tes­ta­do pela pri­mei­ra vez em 21 de Junho de 1948, o pro­gra­ma demo­rou 52 minu­tos a ser exe­cu­ta­do. O peque­no com­pu­ta­dor expe­ri­men­tal não tinha tecla­do nem impres­so­ra, mas tes­tou com suces­so um sis­te­ma de memó­ria desen­vol­vi­do na Uni­ver­si­da­de de Man­ches­ter, em Ingla­ter­ra. Este sis­te­ma, base­a­do num tubo de rai­os cató­di­cos, foi o pri­mei­ro a poder arma­ze­nar pro­gra­mas, enquan­to que os com­pu­ta­do­res elec­tró­ni­cos ante­ri­o­res tinham de ser liga­dos nova­men­te para exe­cu­tar cada novo problema.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1926, o bioquí­mi­co bri­tâ­ni­co Aaron Klug. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1982 “pelo seu desen­vol­vi­men­to da micros­co­pia elec­tró­ni­ca cris­ta­lo­grá­fi­ca e pela sua elu­ci­da­ção estru­tu­ral de com­ple­xos bio­lo­gi­ca­men­te impor­tan­tes de pro­teí­nas-áci­do nuclei­co”. Enquan­to os padrões de difrac­ção de rai­os X reve­lam quais­quer estru­tu­ras cris­ta­li­nas tri­di­men­si­o­nais alta­men­te orde­na­das, a téc­ni­ca falha para as amos­tras bio­ló­gi­cas com estru­tu­ras mole­cu­la­res menos orde­na­das. Con­tu­do Klug desen­vol­veu a micros­co­pia elec­tró­ni­ca cris­ta­lo­grá­fi­ca que com­bi­na­va cer­tos prin­cí­pi­os dos méto­dos de difrac­ção com a mis­cros­co­pia elec­tró­ni­ca, de modo a poder des­co­brir a estru­tu­ra 3‑D dos vírus ou amos­tras de com­bi­na­ções com­pli­ca­das de áci­dos nuclei­cos e pro­teí­nas, tal como se encon­tram nas mem­bra­nas, fibras mus­cu­la­res e cromossomas.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1950, o enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no, pro­gra­ma­dor infor­má­ti­co Ste­ve Woz­ni­ak. Tam­bém conhe­ci­do pelo seu ape­li­do “Woz”, ele em 1976, com o par­cei­ro comer­ci­al Ste­ve Jobs, foi co-fun­da­dor da Apple Inc., que mais tar­de se tor­nou a mai­or empre­sa tec­no­ló­gi­ca do mun­do por recei­tas e a mai­or empre­sa do mun­do por capi­ta­li­za­ção de mer­ca­do. Atra­vés do seu tra­ba­lho na Apple nas déca­das de 1970 e 1980, é ampla­men­te reco­nhe­ci­do como um dos pio­nei­ros pro­e­mi­nen­tes da revo­lu­ção da com­pu­ta­ção pes­so­al. Em 1975, Woz­ni­ak come­çou a desen­vol­ver o Apple I no com­pu­ta­dor que lan­çou a Apple quan­do ele e Jobs come­ça­ram a comer­ci­a­li­zá-lo pela pri­mei­ra vez no ano seguin­te. Con­ce­beu prin­ci­pal­men­te o Apple II, intro­du­zi­do em 1977, conhe­ci­do como um dos pri­mei­ros micro­com­pu­ta­do­res pro­du­zi­dos em mas­sa de gran­de suces­so. Com o enge­nhei­ro de soft­ware Jef Ras­kin, Woz­ni­ak teve uma gran­de influên­cia no desen­vol­vi­men­to ini­ci­al dos con­cei­tos ori­gi­nais Apple Macin­tosh de 1979 a 1981, quan­do Jobs assu­miu o pro­jec­to após a bre­ve saí­da de Woz­ni­ak da empre­sa devi­do a um aci­den­te aéreo traumático.[6][7] Após dei­xar per­ma­nen­te­men­te a Apple em 1985, Woz­ni­ak fun­dou o CL 9 e cri­ou o pri­mei­ro coman­do uni­ver­sal pro­gra­má­vel, lan­ça­do em 1987. Em segui­da, pros­se­guiu vári­os outros negó­ci­os e empre­en­di­men­tos filan­tró­pi­cos ao lon­go da sua car­rei­ra, con­cen­tran­do-se em gran­de par­te na tec­no­lo­gia nas esco­las K‑12.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1956, o mate­má­ti­co fran­cês Pier­re-Louis Lions. Ele rece­beu a Meda­lha Fields em 1994 pelo seu tra­ba­lho des­de a déca­da de 1980 sobre equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais. As fon­tes de tais equa­ções são mui­tas — por exem­plo, físi­cas, pro­ba­lís­ti­cas ou geo­mé­tri­cas e outras sub-áre­as diver­sas — cada uma estu­dan­do dife­ren­tes fenó­me­nos para dife­ren­tes equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais não line­a­res atra­vés de méto­dos total­men­te dife­ren­tes. Pier­re-Louis Lions tem sido cha­ma­do úni­co na sua capa­ci­da­de de trans­cen­der estas fron­tei­ras e de resol­ver pro­ble­mas pre­men­tes em todo o campo.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os interessantes.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº379

Newsletter Nº379
News­let­ter Nº379

Faz hoje anos que nas­cia, em 1755, o inven­tor fran­cês Nico­las-Jac­ques Con­té. Ele con­ce­beu um méto­do de fabri­co de lápis de gra­fi­te, mis­tu­ran­do uma gra­fi­te fina­men­te pul­ve­ri­za­da com par­tí­cu­las de argi­la fina­men­te moí­das, cozi­da, e uti­li­za­da envol­ta em madei­ra. A sua ino­va­ção foi desen­ca­de­a­da quan­do os for­ne­ci­men­tos de plum­ba­go impor­ta­dos foram per­tur­ba­dos pela guer­ra. Foi o pri­mei­ro a uti­li­zar gra­fi­te — e esta ain­da hoje é uti­li­za­da como base para fabri­car pon­tas de lápis. A uti­li­za­ção de dife­ren­tes pro­por­ções de argi­la para gra­fi­te varia a dure­za da pon­ta do lápis. Foi enco­men­da­do por Napo­leão como che­fe do cor­po de balões no Egip­to, onde inven­tou for­mas de impro­vi­sar fer­ra­men­tas e máqui­nas neces­sá­ri­as para for­ne­cer pão, teci­do, muni­ções, ins­tru­men­tos cirúr­gi­cos e fer­ra­men­tas dos enge­nhei­ros. Quan­do jovem, tra­ba­lhou como pin­tor de retratos.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1805, o mate­má­ti­co irlan­dês Wil­li­am Rowan Hamil­ton. Aos 12 anos de ida­de, Hamil­ton já tinha apren­di­do cator­ze lín­guas quan­do conhe­ceu o ame­ri­ca­no, Zerah Col­burn, que con­se­guia rea­li­zar faça­nhas men­tais arit­mé­ti­cas espan­to­sas, e eles jun­ta­ram-se em con­cur­sos. Pare­ce que per­der para Col­burn des­per­tou o inte­res­se de Hamil­ton pela mate­má­ti­ca. Aos 15 anos, ele come­çou a estu­dar as obras de LaPla­ce e New­ton, pelo que aos 17 se tinha tor­na­do o mai­or mate­má­ti­co vivo. Ele con­tri­buiu para o desen­vol­vi­men­to da ópti­ca, da dinâ­mi­ca e da álge­bra. A sua inven­ção do cál­cu­lo de qua­ter­niões per­mi­tiu uma álge­bra ou geo­me­tria tri­di­men­si­o­nal que for­ne­ceu uma base para o desen­vol­vi­men­to pos­te­ri­or da mecâ­ni­ca quântica.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1834, o mate­má­ti­co e lógi­co inglês John Venn. Ele ficou conhe­ci­do por intro­du­zir dia­gra­mas Venn, que são usa­dos em lógi­ca, teo­ria de con­jun­tos, pro­ba­bi­li­da­de, esta­tís­ti­ca, e infor­má­ti­ca. Em 1866, Venn publi­cou The Logic of Chan­ce, um livro pio­nei­ro que defen­dia a teo­ria da frequên­cia da pro­ba­bi­li­da­de, argu­men­tan­do que a pro­ba­bi­li­da­de deve­ria ser deter­mi­na­da pela frequên­cia com que algo é pre­vis­to, em opo­si­ção a supo­si­ções “edu­ca­das”. Venn desen­vol­veu então as teo­ri­as de Geor­ge Boo­le na obra Sym­bo­lic Logic de 1881, onde des­ta­cou o que fica­ria conhe­ci­do como dia­gra­mas de Venn.

Em 1921, um fac-sími­le foi trans­mi­ti­do por rádio atra­vés do Oce­a­no Atlân­ti­co uti­li­zan­do o Beli­nó­gra­fo inven­ta­do por Edu­ard Belin. Uma men­sa­gem escri­ta do direc­tor do New York Times foi digi­ta­li­za­da pelo equi­pa­men­to e envi­a­da por rádio de Anna­po­lis, Md., no espa­ço de sete minu­tos para os labo­ra­tó­ri­os de Belin em La Mal­mai­son, Fran­ça. A ima­gem rece­bi­da demons­trou que depois dis­so as foto­gra­fi­as podi­am ser digi­ta­li­za­das para trans­mis­são via rádio da mes­ma for­ma. O méto­do já esta­va a ser uti­li­za­do na Euro­pa, envi­an­do foto­gra­fi­as por fio. O ori­gi­nal, envol­to num cilin­dro rota­ti­vo, era digi­ta­li­za­do por um fei­xe de luz reflec­ti­do numa célu­la foto­grá­fi­ca para con­ver­ter as vari­a­ções na inten­si­da­de rece­bi­da em sinais eléc­tri­cos envi­a­dos por fios de rádio ou telefone.

Em 1954, o pri­mei­ro avião de com­ba­te super­só­ni­co bri­tâ­ni­co, o P‑1 English Elec­tric Light­ning, fez o seu voo inaugural.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os interessantes.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº378

Newsletter Nº378

News­let­ter Nº378

Faz hoje anos que nas­cia, em 1907, o inven­tor e fabri­can­te nor­te-ame­ri­ca­no Earl Tup­per. Ele intro­du­ziu a Tup­perwa­re. Na déca­da de 1930, Tup­per inven­tou um mate­ri­al fle­xí­vel e leve que foi uti­li­za­do para fazer más­ca­ras de plás­ti­co de gás duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al. Ao tra­ba­lhar na DuPont (1937–38), ganhou expe­ri­ên­cia na con­cep­ção de plás­ti­cos e saiu por con­ta pró­pria. Nos anos 40, os pro­du­tos plás­ti­cos tinham a repu­ta­ção de serem frá­geis, gor­du­ro­sos, mal­chei­ro­sos e geral­men­te pou­co fiá­veis. Pri­mei­ro, desen­vol­veu um méto­do de puri­fi­ca­ção da escó­ria pre­ta de poli­e­ti­le­no, um pro­du­to resi­du­al pro­du­zi­do em refi­na­men­to de petró­leo, numa subs­tân­cia que era fle­xí­vel, resis­ten­te, não poro­sa, não gor­du­ro­sa e trans­lú­ci­da. Em segun­do lugar, desen­vol­veu o selo Tup­per, uma tam­pa her­mé­ti­ca e estan­que à água mode­la­da na tam­pa para reci­pi­en­tes de tin­ta. Jun­tas, estas ino­va­ções lan­ça­ram as bases para o suces­so futu­ro da Tup­perwa­re como pro­du­to de con­su­mo. A sua empre­sa teve gran­de suces­so ao comer­ci­a­li­zar atra­vés da ideia da Brow­nie Wise das par­tes da Tupperware.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1915, o físi­co nor­te-ame­ri­ca­no Char­les H. Tow­nes. Ele par­ti­lhou (com os físi­cos sovié­ti­cos Alek­san­dr M. Prokho­rov e Niko­lay G. Basov) o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1964 “pelo tra­ba­lho fun­da­men­tal no cam­po da elec­tró­ni­ca quân­ti­ca, que levou à cons­tru­ção de osci­la­do­res e ampli­fi­ca­do­res base­a­dos no prin­cí­pio maser-laser”. Tinha apli­ca­do a físi­ca de micro­on­das para estu­dar as inte­rac­ções entre micro­on­das e molé­cu­las, pro­du­zin­do espec­tros de micro­on­das, que pen­sa­va poder ser uti­li­za­dos para deter­mi­nar a estru­tu­ra das molé­cu­las, áto­mos e núcle­os. Em vez dis­so, a par­tir des­te tra­ba­lho, em 1951, con­ce­beu a ideia do maser e per­se­guiu esse objec­ti­vo. No iní­cio de 1954, uti­li­zan­do o gás amo­nía­co como meio, foram obti­dos os pri­mei­ros resul­ta­dos da ampli­fi­ca­ção e gera­ção de ondas elec­tro­mag­né­ti­cas por emis­são esti­mu­la­da. Cunha­ram a pala­vra maser para este dis­po­si­ti­vo, um acró­ni­mo que uti­li­za as letras ini­ci­ais de “Microwa­ve Ampli­fi­ca­ti­on by Sti­mu­la­ted Emis­si­on of Radi­a­ti­on” (Ampli­fi­ca­ção por Micro­on­das por Emis­são Esti­mu­la­da de Radiação).

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1954, o mate­má­ti­co ale­mão Gerd Fal­tings. Ele rece­beu a Meda­lha Fields de 1986 (a mai­or hon­ra que um jovem mate­má­ti­co pode rece­ber) prin­ci­pal­men­te pela sua pro­va da Con­jec­tu­ra de Mor­dell, que con­se­guiu uti­li­zan­do méto­dos de geo­me­tria algé­bri­ca arit­mé­ti­ca. Foi tam­bém estrei­ta­men­te liga­do ao tra­ba­lho que con­du­ziu à pro­va final do Últi­mo Teo­re­ma de Fer­mat por Andrew Wiles. Em 1983, Fal­tings pro­vou que para cada n > 2 há, no máxi­mo, um núme­ro fini­to de intei­ros de copri­me x, y, z com xn + yn = zn. Este foi um pas­so impor­tan­te, mas uma pro­va de que o núme­ro fini­to era 0 em todos os casos não pare­cia pro­vá­vel que se seguis­se, alar­gan­do os argu­men­tos da Fal­ting. No entan­to, Fal­tings foi a pes­soa natu­ral a quem Wiles recor­reu quan­do quis uma opi­nião sobre a cor­rec­ção da sua repa­ra­ção da sua pro­va do últi­mo teo­re­ma de Fer­mat em 1994.

Em 1858, as impres­sões digi­tais foram uti­li­za­das pela pri­mei­ra vez como meio de identificação.

Em 1883, o Sr. Fer­ry peda­lou um tri­ci­clo de água atra­vés do Canal da Man­cha. Par­tiu de Dover cer­ca das nove horas da manhã, e che­gou a Calais em menos de oito horas. A dis­tân­cia em linha rec­ta era de vin­te milhas, mas por cau­sa das cor­ren­tes, o esfor­ço neces­sá­rio foi con­si­de­ra­vel­men­te aumen­ta­do. A cons­tru­ção do seu veí­cu­lo foi ilus­tra­da em La Natu­re. Rodas de pás volu­mo­sas (pro­va­vel­men­te pre­ci­san­do de mais des­lo­ca­men­to do que o mos­tra­do) subs­ti­tu­em as rodas de um tri­ci­clo ter­res­tre. A peque­na roda atrás actu­a­va como um leme.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. São apre­sen­ta­das as revis­tas Hacks­pa­ce Maga­zi­ne nº57 e a Mag­PI nº120 de Agosto.

Newsletter Nº377

Newsletter Nº377
News­let­ter Nº377

Faz hoje anos que nas­cia, em 1620, o astró­no­mo, car­tó­gra­fo e enge­nhei­ro hidráu­li­co fran­cês Jean Picard. Ele foi con­si­de­ra­do como o fun­da­dor da astro­no­mia moder­na em Fran­ça. Ele intro­du­ziu novos méto­dos, melho­rou os ins­tru­men­tos anti­gos, e acres­cen­tou novos dis­po­si­ti­vos, tais como o reló­gio pen­du­lar de Huy­gens para regis­tar tem­pos e inter­va­los de tem­po. Picard foi o pri­mei­ro a uti­li­zar o teles­có­pio para a medi­ção pre­ci­sa de peque­nos ângu­los, fazen­do uso do micró­me­tro da Gas­coig­ne. Con­ce­beu um micró­me­tro de ara­me móvel para medir os diâ­me­tros de objec­tos celes­tes como o Sol, a Lua e os pla­ne­tas. Para levan­ta­men­to e nive­la­men­to do ter­re­no, con­ce­beu ins­tru­men­tos que incor­po­ra­vam o teles­có­pio astro­nó­mi­co. Picard foi um dos pri­mei­ros a apli­car méto­dos cien­tí­fi­cos para a ela­bo­ra­ção de mapas. Entre as suas outras com­pe­tên­ci­as encon­tra­va-se a hidráu­li­ca; resol­veu o pro­ble­ma de abas­te­ci­men­to de água às fon­tes de Ver­sa­lhes. O seu tra­ba­lho mais impor­tan­te foi a pri­mei­ra medi­ção da cir­cun­fe­rên­cia da ter­ra. Uti­li­zou o méto­do de Era­tós­te­nes, mas com mai­or pre­ci­são. Aumen­tou mui­to a pre­ci­são das medi­ções da Ter­ra, uti­li­zan­do o méto­do de tri­an­gu­la­ção de Snell (Mesu­re de la Ter­re, 1671). Estes dados foram uti­li­za­dos por New­ton na sua teo­ria gra­vi­ta­ci­o­nal. O con­cei­to por detrás dos sinais de néon come­çou em 1675, quan­do Picard obser­vou um bri­lho num barómetro.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1694, o quí­mi­co sue­co Georg Brandt. Ele foi a pri­mei­ra pes­soa a des­co­brir um metal des­co­nhe­ci­do na anti­gui­da­de, que iso­lou e a quem deu o nome de cobal­to (1730). Publi­cou (1733) des­co­ber­tas sobre a com­po­si­ção e solu­bi­li­da­de dos com­pos­tos de arsé­ni­co, ten­do depois inves­ti­ga­do o anti­mó­nio, o bis­mu­to, o mer­cú­rio e o zin­co. O seu tra­ba­lho sobre méto­dos de pro­du­ção de áci­dos clo­rí­dri­co, nítri­co e sul­fú­ri­co foi publi­ca­do em 1741 e 1743. Brandt foi um dos pri­mei­ros quí­mi­cos a for­jar com­ple­ta­men­te a alqui­mia, e dedi­cou os seus últi­mos anos a expor pro­ces­sos alquí­mi­cos frau­du­len­tos para a pro­du­ção de ouro. Os anti­gos egíp­ci­os uti­li­za­vam peque­nas quan­ti­da­des de cobal­to para tor­nar o seu vidro azul. O cobal­to é adi­ci­o­na­do ao aço para o tor­nar mais duro e ter um pon­to de fusão mais ele­va­do. Ves­tí­gi­os dele são encon­tra­dos na car­ne e pro­du­tos lác­te­os como a vita­mi­na B‑12.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1810, o quí­mi­co e físi­co fran­cês Hen­ri Vic­tor Reg­nault. Ele ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho sobre as pro­pri­e­da­des dos gases. O seu ines­ti­má­vel tra­ba­lho foi fei­to como hábil, minu­ci­o­so e paci­en­te expe­ri­men­ta­dor na deter­mi­na­ção do calor espe­cí­fi­co de sóli­dos, líqui­dos, gases, e as ten­sões de vapor de água e outros líqui­dos volá­teis, bem como o seu calor laten­te a dife­ren­tes tem­pe­ra­tu­ras. Cor­ri­giu a lei de gases de Mari­ot­te rela­ti­va à vari­a­ção da den­si­da­de com a pres­são, deter­mi­nou os coe­fi­ci­en­tes de expan­são do ar e outros gases, con­ce­beu novos méto­dos de inves­ti­ga­ção e inven­tou ins­tru­men­tos pre­ci­sos. Duas leis que regem o calor espe­cí­fi­co dos gases têm o seu nome.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1882, o cien­tis­ta e enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no Her­bert E. Ives. Ele lide­rou o desen­vol­vi­men­to dos sis­te­mas de fac-sími­le e tele­vi­são na AT&T na pri­mei­ra meta­de do sécu­lo XX. É mais conhe­ci­do pela expe­ri­ên­cia Ives-Stilwell de 1938, que con­fir­mou direc­ta­men­te a dila­ta­ção tem­po­ral da rela­ti­vi­da­de espe­ci­al, embo­ra o pró­prio Ives não tenha acei­te a rela­ti­vi­da­de espe­ci­al, e tenha defen­di­do uma inter­pre­ta­ção alter­na­ti­va dos resul­ta­dos experimentais[3]. Ives tem sido des­cri­to como “o opo­nen­te mais auto­ri­tá­rio da rela­ti­vi­da­de nos Esta­dos Uni­dos entre o final dos anos 30 e o iní­cio dos anos 50.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1923, o quí­mi­co ame­ri­ca­no nas­ci­do no Cana­dá Rudolph A. Mar­cus. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1992 pelo seu tra­ba­lho sobre a teo­ria das reac­ções de trans­fe­rên­cia de elec­trões em sis­te­mas quí­mi­cos. A teo­ria de Mar­cus des­cre­ve e faz pre­vi­sões sobre fenó­me­nos tão diver­sos como a fixa­ção da ener­gia da luz por plan­tas ver­des (fotos­sín­te­se), meta­bo­lis­mo celu­lar, pro­du­ção fotoquí­mi­ca de com­bus­tí­vel, qui­mi­o­lu­mi­nes­cên­cia (“luz fria”), a con­du­ti­vi­da­de dos polí­me­ros con­du­to­res eléc­tri­cos, cor­ro­são, a meto­do­lo­gia da sín­te­se e aná­li­se elec­troquí­mi­ca, e mui­to mais.

Uma cola­bo­ra­ção inter­na­ci­o­nal de cien­tis­tas do Labo­ra­tó­rio Naci­o­nal de Ace­le­ra­do­res Fer­mi do Depar­ta­men­to de Ener­gia anun­ci­ou a 21 de Julho de 2000, a pri­mei­ra pro­va direc­ta da par­tí­cu­la suba­tó­mi­ca cha­ma­da tau neu­tri­no, o ter­cei­ro tipo de neu­tri­no conhe­ci­do dos físi­cos de par­tí­cu­las. Eles rela­ta­ram qua­tro casos de um neu­tri­no inte­ra­gin­do com um núcleo ató­mi­co para pro­du­zir uma par­tí­cu­la car­re­ga­da cha­ma­da tau lep­ton, a assi­na­tu­ra de um tau neutrino.

A 21 de Julho de 2011, o pro­gra­ma de vai­vém espa­ci­al da NASA com­ple­ta a sua mis­são final, e a 135ª, quan­do o vai­vém Atlan­tis ater­ra no Ken­nedy Spa­ce Cen­ter na Flo­ri­da. Duran­te os 30 anos de his­tó­ria do pro­gra­ma, os seus cin­co vai­véns — Colum­bia, Chal­len­ger, Dis­co­very, Atlan­tis e Ende­a­vour — trans­por­ta­ram mais de 350 pes­so­as para o espa­ço e voa­ram mais de 500 milhões de milhas, e as tri­pu­la­ções do vai­vém rea­li­za­ram impor­tan­tes pes­qui­sas, pres­ta­ram assis­tên­cia ao Teles­có­pio Espa­ci­al Hub­ble e aju­da­ram na cons­tru­ção da Esta­ção Espa­ci­al Inter­na­ci­o­nal, entre outras acti­vi­da­des. A NASA reti­rou os vai­véns para se con­cen­trar num pro­gra­ma de explo­ra­ção do espa­ço pro­fun­do que pode­ria um dia envi­ar astro­nau­tas para os aste­roi­des e Marte.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os interessantes.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.