Newsletter Nº386

Newsletter Nº386
News­let­ter Nº386

Faz hoje anos que nas­cia, em 1759, o enge­nhei­ro e eco­no­mis­ta esco­cês Wil­li­am Play­fair. Ele foi pio­nei­ro na repre­sen­ta­ção grá­fi­ca de esta­tís­ti­cas, cri­an­do o grá­fi­co de linhas, grá­fi­co de bar­ras e grá­fi­co de tar­tes, embo­ra o seu nome seja pou­co conhe­ci­do. As suas inven­ções e paten­tes incluíam máqui­nas meta­lúr­gi­cas, a pro­du­ção em mas­sa de colhe­res pra­te­a­das, melho­ra­men­tos em alfai­as agrí­co­las, e modi­fi­ca­ção dos arcos para os navi­os para aumen­tar a velo­ci­da­de. Ganhou expe­ri­ên­cia como apren­diz de Andrew Mei­kle (inven­tor da debu­lha­do­ra) e tra­ba­lhan­do com James Watt e Matthew Boul­ton (fabri­can­tes de moto­res a vapor). O livro Play­fair Com­mer­ci­al and Poli­ti­cal Atlas (1786), que intro­du­ziu os seus méto­dos de expo­si­ção grá­fi­ca, foi o pri­mei­ro gran­de tra­ba­lho a uti­li­zar grá­fi­cos estatísticos.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1791, o físi­co e quí­mi­co inglês Micha­el Fara­day. Ele ficou conhe­ci­do pelas mui­tas expe­ri­ên­ci­as que con­tri­buí­ram gran­de­men­te para a com­pre­en­são do elec­tro­mag­ne­tis­mo. Embo­ra fos­se um dos mai­o­res expe­ri­men­ta­lis­tas, era em gran­de par­te auto­di­dac­ta. Nome­a­do por Sir Humphry Davy como seu assis­ten­te na Ins­ti­tui­ção Real, Fara­day con­cen­trou-se ini­ci­al­men­te na quí­mi­ca ana­lí­ti­ca, e des­co­briu o ben­ze­no em 1825. O seu tra­ba­lho mais impor­tan­te foi no cam­po do elec­tro­mag­ne­tis­mo, no qual demons­trou rota­ção elec­tro­mag­né­ti­ca e des­co­briu indu­ção elec­tro­mag­né­ti­ca (a cha­ve para o desen­vol­vi­men­to do dína­mo eléc­tri­co e do motor). Des­co­briu tam­bém o dia­mag­ne­tis­mo e as leis da elec­tró­li­se. Publi­cou arti­gos pio­nei­ros que leva­ram ao uso prá­ti­co da elec­tri­ci­da­de, e defen­deu o uso da luz eléc­tri­ca em faróis. A uni­da­de que mede a capa­ci­tân­cia é o Farad (F) em home­na­gem a Faraday.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1959, o astro­fí­si­co nor­te-ame­ri­ca­no Saul Perl­mut­ter. Ele par­ti­lhou (com Bri­an P. Sch­midt e Adam G. Riess) o Pré­mio Nobel da Físi­ca 2011 pela “des­co­ber­ta da expan­são ace­le­ra­da do Uni­ver­so atra­vés de obser­va­ções de super­no­vas dis­tan­tes”. Para este efei­to, tinha sido co-fun­da­dor (1988) e lide­rou o Pro­jec­to Inter­na­ci­o­nal Super­no­va Cos­mo­logy base­a­do no Labo­ra­tó­rio Naci­o­nal Lawren­ce Berkeley.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­tar HackS­pa­ce Maga­zi­ne nº 59 de Outu­bro e os livros “Ele­ments of Pro­gram­ming” e “Fre­e­CAD for Makers”.

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Newsletter Nº385

Newsletter Nº385
News­let­ter Nº385

Faz hoje anos que nas­cia, em 1852, o inven­tor gui­a­no-ame­ri­ca­no Jan Ernest Mat­ze­li­ger. Ele ficou conhe­ci­do pela sua máqui­na de cal­ça­do que revo­lu­ci­o­nou a indús­tria do cal­ça­do ao subs­ti­tuir o tra­ba­lho manu­al de pren­der a sola à par­te supe­ri­or de um sapa­to. Dei­xou a sua ter­ra natal da Gui­a­na holan­de­sa e par­tiu para a Amé­ri­ca aos 19 anos de ida­de. Ins­ta­lou-se em Lynn, Mas­sa­chus­setts, por vol­ta dos 25 anos de ida­de, onde se tor­nou ope­ra­dor de máqui­nas de coser sapa­tos. Lá viu o tedi­o­so e len­to pro­ces­so de aca­ba­men­to do sapa­to à mão, e resol­veu desen­vol­ver uma máqui­na capaz de fazer esse tra­ba­lho de for­ma mais efi­ci­en­te. Ape­sar de ser tão pobre que a obten­ção de mate­ri­ais era difí­cil, ele fez um mode­lo de madei­ra. Obte­ve uma paten­te para a sua inven­ção, emi­ti­da a 20 de Mar­ço de 1883. Com melho­ri­as, em 1885, tinha um mode­lo de pro­du­ção pron­to, capaz de pro­du­zir sapa­tos mui­to mais rapi­da­men­te do que os tra­ba­lha­do­res manuais.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1881, o cons­tru­tor ita­li­a­no de auto­mó­veis de cor­ri­da e de luxo Etto­re Bugat­ti. Ele depois de esta­be­le­cer uma fábri­ca em Molsheim, Alsá­cia, em 1909, pro­du­ziu um veí­cu­lo de bai­xa potên­cia de gran­de suces­so para o Le Mans. O mais meti­cu­lo­sa­men­te cons­truí­do dos seus car­ros. o Tipo 41, “Gol­den Bugat­ti” ou “La Roya­le” era um dos car­ros mais caros, dos quais ape­nas seis a oito foram algu­ma vez fabricados.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1886, o enge­nhei­ro de minas e mate­má­ti­co fran­cês Paul Lévy. Ele con­tri­buiu para a pro­ba­bi­li­da­de, aná­li­se fun­ci­o­nal, equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais e séri­es. Estu­dou tam­bém geo­me­tria. Em 1926 alar­gou a Lapla­ce a clas­ses fun­ci­o­nais mais amplas. Rea­li­zou um tra­ba­lho em lar­ga esca­la sobre equa­ções dife­ren­ci­ais gene­ra­li­za­das em deri­va­das funcionais.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1929, o físi­co teó­ri­co ame­ri­ca­no Mur­ray Gell-Mann. Ele pre­viu a exis­tên­cia de quarks. Foi galar­do­a­do com o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1969 pelas suas con­tri­bui­ções para a Físi­ca de Par­tí­cu­las. A sua pri­mei­ra gran­de con­tri­bui­ção para a físi­ca de alta ener­gia foi fei­ta em 1953, quan­do demons­trou como algu­mas carac­te­rís­ti­cas intri­gan­tes dos hadrons (par­tí­cu­las que res­pon­dem à for­ça for­te) podi­am ser expli­ca­das por um novo núme­ro quân­ti­co, que ele cha­mou de “estra­nhe­za”. Em 1964, ele (e Yuval Ne’eman) propôs a for­ma octo­go­nal de defi­nir a estru­tu­ra das par­tí­cu­las. Isto levou ao pos­tu­la­do de Gell-Mann sobre o quark, um nome que ele cunhou (de uma pala­vra em “O Des­per­tar de Fin­ne­gan” de James Joyce).

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1932, o quí­mi­co inglês-ame­ri­ca­no Neil Bar­tlett. Ele for­mou o pri­mei­ro com­pos­to com um ele­men­to gaso­so nobre, o xénon pla­ti­no­flu­o­re­to, XePtF6 (23 Mar 1962), um sóli­do cris­ta­li­no ama­re­lo ala­ran­ja­do, está­vel à tem­pe­ra­tu­ra ambi­en­te atra­vés da imer­são do flúor de pla­ti­na no gás xenon. Duran­te meio sécu­lo des­de que Ram­say des­co­briu o xénon, este tinha, com os outros ele­men­tos do seu gru­po na Tabe­la Perió­di­ca, sido conhe­ci­do como um gás iner­te. Após a des­co­ber­ta de Bar­tlett, foi aber­to um novo cam­po de inves­ti­ga­ção, e outros quí­mi­cos encon­tra­ram outros com­pos­tos não só de xénon, mas tam­bém os ele­men­tos de gás nobre radão e kryp­ton. Os ele­men­tos mais pesa­dos dos gases nobres, como os menos iner­tes, eram sus­cep­tí­veis de com­bi­na­ção com um ele­men­to alta­men­te reactivo.

E nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­da a ver­são final do Ardui­no IDE 2.0. Esta ver­são tem um edi­tor moder­no e pro­por­ci­o­na uma melhor expe­ri­ên­cia glo­bal ao uti­li­za­dor gra­ças a uma inter­fa­ce reac­ti­va e a um tem­po de com­pi­la­ção mais rápi­do. O Seri­al Moni­tor e Plot­ter podem ser uti­li­za­dos em con­jun­to, per­mi­tin­do aos uti­li­za­do­res ter dois view­ports na sua saí­da de dados. Antes tinha de esco­lher entre tex­to e grá­fi­cos, enquan­to que ago­ra pode ter ambos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­do o livro “The Offi­ci­al Rasp­ber­ry Pi Hand­bo­ok 2023”.

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Newsletter Nº384

Newsletter Nº384
News­let­ter Nº384

Faz hoje anos que nas­cia, em 1588, o mate­má­ti­co fran­cês Marin Mer­sen­ne]. Ele foi res­pon­sá­vel pela des­co­ber­ta dos núme­ros Mer­sen­ne, que é con­si­de­ra­da como ten­do sido um esfor­ço pio­nei­ro para obter uma fór­mu­la que repre­sen­tas­se todos os núme­ros pri­mos. Ape­sar de ter falha­do nes­ta tare­fa, o seu tra­ba­lho sobre núme­ros da for­ma (2 p — 1), onde p é pri­mor­di­al, tem sido de inte­res­se con­tí­nuo na inves­ti­ga­ção de gran­des pri­mos. Embo­ra os núme­ros Mer­sen­ne repre­sen­tem ape­nas alguns pri­mos, a sua fór­mu­la ins­pi­rou gran­des avan­ços na teo­ria dos núme­ros. Pros­se­guiu alguns dos tra­ba­lhos de acús­ti­ca de Gali­leu e esti­mu­lou algu­mas das des­co­ber­tas pos­te­ri­o­res do pró­prio Gali­leu. Foi atra­vés dele que o tra­ba­lho de Gali­leu se tor­nou conhe­ci­do fora de Itá­lia. Mer­sen­ne propôs o uso do pên­du­lo como dis­po­si­ti­vo de cro­no­me­tra­gem a Huy­gens, que o uti­li­zou pela pri­mei­ra vez num relógio.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1848, o quí­mi­co orgâ­ni­co ale­mão Vik­tor Meyer. Ele con­tri­buiu gran­de­men­te para o conhe­ci­men­to da quí­mi­ca orgâ­ni­ca e inor­gâ­ni­ca e inven­tou um apa­re­lho para deter­mi­nar as den­si­da­des de vapor (e por­tan­to os pesos mole­cu­la­res), ago­ra com o seu nome. Em 1871, Meyer pro­vou expe­ri­men­tal­men­te a hipó­te­se de Avo­ga­dro ao medir as den­si­da­des de vapor de subs­tân­ci­as volá­teis (peso mole­cu­lar, ou mas­sa mole­cu­lar rela­ti­va, é o dobro da den­si­da­de de vapor). Ele pas­sou a deter­mi­nar as den­si­da­des de vapor de subs­tân­ci­as inor­gâ­ni­cas a altas tem­pe­ra­tu­ras. Do ben­ze­no obti­do do petró­leo, Meyer em 1883 iso­lou o tio­fe­no, um com­pos­to hete­ro­cí­cli­co con­ten­do enxo­fre, que mui­to mais tar­de se tor­na­ria um impor­tan­te com­po­nen­te de vári­as dro­gas sintéticas.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1857, a Fisi­o­lo­gis­ta nor­te-ame­ri­ca­na Ida Hen­ri­et­ta Hyde. Ela inven­tou o micro-elec­tro­do na déca­da de 1930. Este peque­no dis­po­si­ti­vo esti­mu­la uma célu­la viva, quer quí­mi­ca quer elec­tri­ca­men­te, e regis­ta a acti­vi­da­de eléc­tri­ca den­tro da célu­la. Os seus pri­mei­ros pas­sos inclu­em ser a pri­mei­ra mulher a for­mar-se na Uni­ver­si­da­de de Hei­del­berg (1896), a fazer inves­ti­ga­ção na Facul­da­de de Medi­ci­na de Har­vard (no Depar­ta­men­to de Fisi­o­lo­gia) e a ser elei­ta para a Soci­e­da­de Ame­ri­ca­na de Fisi­o­lo­gia. Diz-se que o micro-elec­tro­do revo­lu­ci­o­nou a neu­ro-fisi­o­lo­gia. Ela pes­qui­sou o movi­men­to car­día­co ani­mal, cir­cu­la­ção, res­pi­ra­ção, e sis­te­mas ner­vo­sos. Inves­ti­gou o meca­nis­mo res­pi­ra­tó­rio do caran­gue­jo-fer­ra­du­ra e do gafa­nho­to, e o cen­tro res­pi­ra­tó­rio do ska­te, anfí­bi­os e mamíferos.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1918, o quí­mi­co inglês Derek Bar­ton. Ele rece­beu em con­jun­to com o noru­e­guês Odd Has­sel o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1969 pela inves­ti­ga­ção que aju­dou a esta­be­le­cer a aná­li­se con­for­ma­ci­o­nal (o estu­do da estru­tu­ra geo­mé­tri­ca tri­di­men­si­o­nal de molé­cu­las com­ple­xas). Num bre­ve arti­go na Expe­ri­en­ta inti­tu­la­do “The Con­for­ma­ti­on of the Ste­roid Nucleus” (1950), Bar­ton mos­trou que às molé­cu­las orgâ­ni­cas em geral e às molé­cu­las de este­rói­des em par­ti­cu­lar pode­ria ser atri­buí­da uma con­for­ma­ção pre­fe­ri­da base­a­da no tra­ba­lho de físi­cos quí­mi­cos, em par­ti­cu­lar por Odd Has­sel. A aná­li­se con­for­ma­ci­o­nal é útil na elu­ci­da­ção da con­fi­gu­ra­ção, no pla­ne­a­men­to da sín­te­se orgâ­ni­ca, e na aná­li­se dos meca­nis­mos de reac­ção. É fun­da­men­tal para uma com­pre­en­são com­ple­ta dos pro­ces­sos enzimáticos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os interessantes.

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Newsletter Nº383

Newsletter Nº383
News­let­ter Nº383

Faz hoje anos que nas­cia, em 1826, o inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Alfred Ely Bea­ch. Ele ficou conhe­ci­do por ser o edi­tor ame­ri­ca­no da revis­ta Sci­en­ti­fic Ame­ri­can que noti­ci­ou os desen­vol­vi­men­tos tec­no­ló­gi­cos e paten­tes no sécu­lo XIX. É ain­da hoje publi­ca­da, uma das prin­ci­pais revis­tas cien­tí­fi­cas do mun­do. O pró­prio Bea­ch inven­tou um escu­do de túnel e cons­truiu o metro de tubo pneu­má­ti­co que impul­si­o­na­va uma car­ru­a­gem atra­vés da pres­são de ar gera­da por enor­mes ven­ti­la­do­res. O túnel era cur­to — um blo­co — por isso fun­ci­o­na­va como uma demons­tra­ção (1870–73), com uma esta­ção e um vagão de com­boio. Em 1856 ganhou o Pri­mei­ro Pré­mio e uma meda­lha de ouro na Expo­si­ção do Palá­cio de Cris­tal, em Nova Ior­que. Bea­ch tinha inven­ta­do uma máqui­na de escre­ver para cegos, pare­ci­da com a máqui­na de escre­ver moder­na na dis­po­si­ção das suas cha­ves e bar­ras de escre­ver, mas estam­pou as suas letras numa tira de papel estrei­ta em vez de uma folha.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1858, o quí­mi­co, físi­co e enge­nhei­ro aus­tría­co Carl Auer von Wels­ba­ch. Ele inven­tou o man­to de gás que melho­rou mui­to o bri­lho da luz que podia ser obti­da a par­tir de lâm­pa­das a gás. Enquan­to fazia tes­tes de cha­ma para exa­mi­nar o espec­tro de cer­tos com­pos­tos de ter­ras raras, ele obser­vou que as peque­nas con­tas de mate­ri­al de tes­te num fio de pla­ti­na se tor­na­ram bran­cas e incan­des­cen­tes. Teve então a ideia de mer­gu­lhar as tei­as de algo­dão com uma solu­ção dos sais, depois quei­mar o algo­dão dei­xan­do uma matriz do com­pos­to. As suas expe­ri­ên­ci­as come­ça­ram com resul­ta­dos ligei­ra­men­te pro­mis­so­res com óxi­do de lan­tâ­nio, depois uma mis­tu­ra com mag­né­sia. Tam­bém expe­ri­men­tou óxi­dos de zir­có­nio e outros antes de adi­ci­o­nar óxi­do de tório, o que tor­nou os man­tos comer­ci­al­men­te viá­veis. A sua inven­ção foi adop­ta­da em todo o mun­do onde quer que hou­ves­se gás pro­du­zi­do, o que sig­ni­fi­ca­va que tinha um negó­cio lucra­ti­vo a melho­rar e a fabricá-los.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1877, o físi­co e quí­mi­co inglês Fran­cis Wil­li­am Aston. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1922 pelo seu desen­vol­vi­men­to do espec­tró­gra­fo de mas­sa, um dis­po­si­ti­vo que sepa­ra áto­mos ou frag­men­tos mole­cu­la­res de dife­ren­tes mas­sas e mede essas mas­sas com notá­vel pre­ci­são. Em 1910 tor­nou-se assis­ten­te de Sir J.J. Thom­son em Cam­brid­ge, que inves­ti­ga­va os rai­os de car­ga posi­ti­va que ema­na­vam das des­car­gas gaso­sas. Aston inven­tou o seu espec­tró­gra­fo de mas­sa (um novo tipo de apa­re­lho de rai­os posi­ti­vos) após a Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al, com o qual mos­trou que mui­tos ele­men­tos são mis­tu­ras de isó­to­pos. De fac­to, des­co­briu 212 dos 287 nuclí­de­os que ocor­rem natu­ral­men­te. O espec­tró­gra­fo de mas­sa é ago­ra ampla­men­te uti­li­za­do em geo­lo­gia, quí­mi­ca, bio­lo­gia, e físi­ca nuclear.

Na manhã de 1 de Setem­bro de 1859, o astró­no­mo ama­dor Richard Car­ring­ton ascen­deu ao obser­va­tó­rio pri­va­do liga­do à sua pro­pri­e­da­de rural nos arre­do­res de Lon­dres. Depois de ter aber­to o obtu­ra­dor da cúpu­la para reve­lar o céu azul cla­ro, apon­tou o seu teles­có­pio de latão em direc­ção ao sol e come­çou a esbo­çar um aglo­me­ra­do de enor­mes man­chas escu­ras que lhe apa­re­ci­am na super­fí­cie. De repen­te, Car­ring­ton viu o que des­cre­veu como “duas man­chas de luz inten­sa­men­te bri­lhan­te e bran­ca” que irrom­pi­am das man­chas sola­res. Cin­co minu­tos mais tar­de as bolas de fogo desa­pa­re­ce­ram, mas em pou­cas horas o seu impac­to seria sen­ti­do em todo o glo­bo. Nes­sa noi­te, as comu­ni­ca­ções tele­grá­fi­cas em todo o mun­do come­ça­ram a falhar; hou­ve rela­tos de fagu­lhas de máqui­nas tele­grá­fi­cas, ope­ra­do­res cho­can­tes e papéis de ajus­te em cha­mas. Por todo o pla­ne­ta, auro­ras colo­ri­das ilu­mi­na­vam os céus noc­tur­nos, bri­lhan­do tão inten­sa­men­te que as aves come­ça­ram a chil­re­ar e os tra­ba­lha­do­res come­ça­ram as suas tare­fas diá­ri­as, acre­di­tan­do que o sol tinha come­ça­do a nas­cer. Alguns pen­sa­vam que o fim do mun­do esta­va pró­xi­mo, mas os olhos nus de Car­ring­ton tinham des­co­ber­to a ver­da­dei­ra cau­sa dos acon­te­ci­men­tos bizar­ros: uma enor­me erup­ção solar com a ener­gia de 10 mil milhões de bom­bas ató­mi­cas. A cha­ma lan­çou gás elec­tri­fi­ca­do e par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas em direc­ção à Ter­ra, e a tem­pes­ta­de geo­mag­né­ti­ca resul­tan­te — ape­li­da­da de “Even­to Car­ring­ton” — foi a mai­or de que há regis­to a ter atin­gi­do o planeta.

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Newsletter Nº382

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News­let­ter Nº382

Faz hoje anos que nas­cia, em 1877, o inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Joshua Lio­nel Cowen. Ele ficou conhe­ci­do pela inven­ção de com­boi­os mode­lo eléc­tri­cos. Aos 18 anos, tinha inven­ta­do um ras­ti­lho para acen­der o pó de mag­né­sio para foto­gra­fia com flash, que o Depar­ta­men­to da Mari­nha lhe com­prou para ser um ras­ti­lho para deto­nar minas sub­ma­ri­nas. Ele con­ce­beu uma luz de tubo de bate­ria, mas sem apli­ca­ção prá­ti­ca. (O seu par­cei­ro, Con­rad Hubert, a quem deu os direi­tos melhorou‑o e fun­dou a Eve­re­ady Flash­light Com­pany). Aos 22 anos de ida­de, cri­ou uma loco­mo­ti­va de com­boi­os movi­da a bate­ria, des­ti­na­da ape­nas como atrai­dor de aten­ção para outras mer­ca­do­ri­as na mon­tra de uma loja. Para sua sur­pre­sa, mui­tos cli­en­tes que­ri­am com­prar o com­boio de brin­que­do. Assim, fun­dou uma empre­sa mode­lo de caminhos-de-ferro.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1910, o inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Arnold Neus­tad­ter. Ele inven­tou o Rolo­dex, um fichei­ro de car­tas rota­ti­vas por ordem alfa­bé­ti­ca com uma embrai­a­gem com rola­men­tos de esfe­ras. Ele inven­tou o dis­po­si­ti­vo nos anos 40 com a aju­da de um enge­nhei­ro que desen­vol­veu a cai­xa cilín­dri­ca. Neus­tad­ter espe­ci­a­li­zou-se em tec­no­lo­gia de escri­tó­rio, inven­tan­do tam­bém o Swi­vo­dex, um tin­tei­ro à pro­va de der­ra­ma­men­to e o Cli­po­dex, uma fer­ra­men­ta de dita­do de joelho.

Há trin­ta e três anos atrás, a 25 de Agos­to de 1989, a nave espa­ci­al Voya­ger 2 da NASA fez um voo de apro­xi­ma­ção a Nep­tu­no. Deu à huma­ni­da­de o seu pri­mei­ro gran­de pla­no do 8º pla­ne­ta do nos­so sis­te­ma solar. Tam­bém mar­cou o fim da Gran­de Via­gem da mis­são Voya­ger aos 4 pla­ne­tas gigan­tes do sis­te­ma solar, Júpi­ter, Satur­no, Ura­no e Neptuno.

Há 31 anos era anun­ci­a­do publi­ca­men­te, por Linus Tor­valds, o Linux. A sua inten­ção de cri­ar o Linux como um sis­te­ma ope­ra­ti­vo livre, como um hobby, nada de pro­fis­si­o­nal, e ape­nas para pro­ces­sa­do­res intel 386/486. Pas­sa­dos estes anos todos sabe­mos a impor­tân­cia e impac­to que este sis­te­ma tem no mun­do actu­al e a for­ma humil­de como nas­ceu. Sen­do usa­do em todo os smartpho­nes Android, rou­ters, set-top-boxes, ser­vi­do­res, Desk­tops e nos 500 mais rápi­dos super-com­pu­ta­do­res, tra­ta-se de um soft­ware bas­tan­te com­ple­xo e que está pre­sen­te, ain­da que escon­di­do, nas nos­sas vidas.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI Maga­zi­ne nº121 de Setem­bro e o livro “Build a Rasp­ber­ry Pi Media Player”.

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