Newsletter Nº228

Newsletter Nº228
News­let­ter Nº228

Faz hoje anos que nas­cia, em 1812, Richard Mar­ch Hoe. Este Inven­tor ame­ri­ca­no desen­vol­veu e fabri­cou a pri­mei­ra pren­sa rota­ti­va de suces­so em 1846. Um cilin­dro rolou sobre pla­cas fixas com tin­ta e pro­vo­ca uma impres­são no papel. Isto eli­mi­nou a neces­si­da­de de fazer impres­sões direc­ta­men­te das pró­pri­as pla­cas, que eram pesa­das e difí­ceis de mano­brar. Ao girar cons­tan­te­men­te em ape­nas uma direc­ção, a impres­so­ra rota­ti­va Hoe aumen­tou o núme­ro de pági­nas que podi­am ser impres­sas por hora.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1818, Richard Jor­dan Gatling. Este inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no, tem na metra­lha­do­ra Gatling (1861) a pri­mei­ra metra­lha­do­ra bem-suce­di­da, um dese­nho com múl­ti­plos canos de acci­o­na­men­to rápi­do com mani­ve­la que com­bi­na fia­bi­li­da­de, alta taxa de dis­pa­ro e faci­li­da­de de car­re­ga­men­to num úni­co dis­po­si­ti­vo. O seu pai tam­bém foi um inven­tor e, quan­do jovem, Richard ajudou‑o a cri­ar máqui­nas para seme­ar e des­bas­te de algo­dão. Em 1839, ele pro­jec­tou uma héli­ce de para­fu­so para bar­cos a vapor, mas des­co­briu que uma simi­lar já tinha sido paten­te­a­da ante­ri­or­men­te. Des­de 1844, ele con­ti­nu­ou a inven­tar máqui­nas agrí­co­las, incluin­do uma para plan­tar grãos, como arroz e tri­go (adap­ta­do da máqui­na de seme­ar algo­dão); uma máqui­na de que­brar o cânha­mo (1850); e um ara­do a vapor (1857). A eclo­são da Guer­ra Civil Ame­ri­ca­na levou‑o a pro­je­tar armas de fogo (1861).

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1897 — Irè­ne Joli­ot-Curie. Esta físi­ca fran­ce­sa, espo­sa de Fré­dé­ric Joli­ot-Curie, par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1935 “em reco­nhe­ci­men­to à sín­te­se de novos ele­men­tos radi­o­ac­ti­vos”. Por exem­plo, na suas pes­qui­sas con­jun­tas, eles des­co­bri­ram que áto­mos de alu­mí­nio expos­tos a rai­os alfa trans­for­ma­vam-se em áto­mos de fós­fo­ro radi­o­ac­ti­vo. Ela era filha dos ven­ce­do­res do Pré­mio Nobel Pier­re e Marie Curie. Des­de 1946, ela foi direc­to­ra do Radium Ins­ti­tu­te, Paris, fun­da­da por sua mãe. Ela mor­reu de leu­ce­mia, como sua mãe, resul­tan­te da expo­si­ção à radi­a­ção duran­te a pes­qui­sa.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1900, Has­kell Cur­ry. Este mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no foi pio­nei­ro da lógi­ca mate­má­ti­ca moder­na. A sua pes­qui­sa nos fun­da­men­tos da mate­má­ti­ca levou‑o ao desen­vol­vi­men­to da lógi­ca com­bi­na­tó­ria. Mais tar­de, este tra­ba­lho semi­nal encon­trou apli­ca­ção sig­ni­fi­ca­ti­va na ciên­cia da com­pu­ta­ção, espe­ci­al­men­te no dese­nho de lin­gua­gens de pro­gra­ma­ção. Cur­ry tra­ba­lhou no pri­mei­ro com­pu­ta­dor elec­tró­ni­co, cha­ma­do ENIAC, duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al. Ele tam­bém for­mu­lou um cál­cu­lo lógi­co usan­do regras infe­ren­ci­ais. Em 1942, ele publi­cou o para­do­xo de Cur­ry, que ocor­re na teo­ria dos con­jun­tos ou na lógi­ca ingé­nua, e per­mi­te a deri­va­ção de uma sen­ten­ça arbi­trá­ria de uma sen­ten­ça auto-refe­ren­te e de algu­mas regras de dedu­ção lógi­ca apa­ren­te­men­te inó­cu­as.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que os pla­nos da Índia de ser a 5a potên­cia a colo­car um objec­to fei­to pelo Homem na Lua falha­ram. Embo­ra a son­da Vikram tenha ater­ra­do na super­fí­cie lunar, não foi até ao momen­to pos­sí­vel esta­be­le­cer con­tac­to com a mes­ma. De acor­do com a Agên­cia Espa­ci­al Indi­a­na, ISRO, a des­ci­da da son­da pros­se­guiu nor­mal­men­te até uma alti­tu­de de 2,1 km aci­ma da Lua. Após esse perío­do, a comu­ni­ca­ção foi per­di­da com a nave-espa­ci­al. Os dados da des­ci­da serão ana­li­sa­dos para ava­li­ar melhor o que de erra­do acon­te­ceu com a ten­ta­ti­va de ater­ra­gem.

Tam­bém esta sema­na que pas­sou foi anun­ci­a­do que o inves­ti­ga­dor mate­má­ti­co Drew Suther­land aju­dou a resol­ver o que­bra-cabe­ça de soma de três cubos há déca­das, com a aju­da do “The Hit­chhi­ker’s Gui­de to the Galaxy.”. Uma equi­pa lide­ra­da por Andrew Suther­land, do MIT, e Andrew Boo­ker, da Uni­ver­si­da­de de Bris­tol, resol­veu a peça final de um famo­so que­bra-cabe­ça de mate­má­ti­ca de 65 anos com uma res­pos­ta para o núme­ro mais esqui­vo de todos: 42.

O núme­ro 42 é espe­ci­al­men­te impor­tan­te para os fãs do “The Hit­chhi­ker’s Gui­de to the Galaxy”, do escri­tor Dou­glas Adams, por­que esse núme­ro é a res­pos­ta dada por um super­com­pu­ta­dor à “Ques­tão Final da Vida, do Uni­ver­so e de Tudo”. Boo­ker tam­bém que­ria saber a res­pos­ta para 42. Ou seja, exis­tem três cubos cuja soma é 42?
Esta soma de três cubos, ini­ci­a­da em 1954 na Uni­ver­si­da­de de Cam­brid­ge e conhe­ci­da como Equa­ção Dio­fan­ti­na x^3 + y^3 + z^3 = k, desa­fi­ou os mate­má­ti­cos a encon­trar solu­ções para os núme­ros de 1 a 100. Com núme­ros meno­res, esse tipo de equa­ção é mais fácil de resol­ver: por exem­plo, 29 podem ser escri­tos como 33 + 13 + 13, enquan­to 32 é inso­lú­vel. Todos foram final­men­te resol­vi­dos, ou pro­va­dos inso­lú­veis, usan­do vári­as téc­ni­cas e super­com­pu­ta­do­res, excep­to por dois núme­ros: 33 e 42.
Foi atra­vés do uso da rede Cha­rity Engi­ne que Suther­land e Boo­ker exe­cu­ta­ram os cál­cu­los por vári­os meses, mas a exe­cu­ção final bem-suce­di­da foi con­cluí­da à ape­nas algu­mas sema­nas. Quan­do o email do Cha­rity Engi­ne che­gou, ele for­ne­ceu a pri­mei­ra solu­ção para x^3 + y^3 + z^3 = 42:

42 = (-80538738812075974)^3 + 80435758145817515^3 + 12602123297335631^3

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­do tam­bém um livro sobre “Com­pe­ti­ti­ve Pro­gram­mer”.

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Newsletter Nº227

Newsletter Nº227
News­let­ter Nº227

Faz hoje anos que nas­cia, em 1667, Giro­la­mo Sac­che­ri. Este Mate­má­ti­co ita­li­a­no tra­ba­lhou para pro­var o quin­to pos­tu­la­do de Eucli­des, que pode ser decla­ra­do como: “Atra­vés de qual­quer pon­to que não este­ja numa deter­mi­na­da linha, uma e ape­nas uma linha podem ser tra­ça­das para­le­las à linha”. Eucli­des viu que a pro­va não era evi­den­te, mas tam­bém não a for­ne­ceu; em vez dis­so, ele a acei­tou como uma supo­si­ção. Pos­te­ri­or­men­te, mui­tos mate­má­ti­cos ten­ta­ram pro­var este quin­to pos­tu­la­do a par­tir dos res­tan­tes axi­o­mas — e falha­ram. Sac­che­ri adop­tou a nova abor­da­gem de assu­mir pri­mei­ro que o pos­tu­la­do esta­va erra­do, depois seguiu todas as con­sequên­ci­as, pro­cu­ran­do qual­quer con­tra­di­ção que dei­xas­se o úni­co pos­tu­la­do ori­gi­nal como a úni­ca solu­ção pos­sí­vel. No pro­ces­so, ele che­gou per­to de des­co­brir a geo­me­tria não eucli­di­a­na, mas desis­tiu cedo demais.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1850, Eugen Golds­tein. Este físi­co ale­mão des­co­briu e nome­ou os rai­os do canal (1886) que emer­gem atra­vés de ori­fí­ci­os nos âno­dos dos tubos de des­car­ga eléc­tri­ca de bai­xa pres­são (pos­te­ri­or­men­te mos­tra­dos como par­tí­cu­las car­re­ga­das posi­ti­va­men­te). Ante­ri­or­men­te, ele desig­nou o ter­mo “raio cató­di­co” (1876) emi­ti­do a par­tir de um cáto­do. Ele foi o pri­mei­ro a ver que eles podi­am pro­jec­tar uma som­bra e foram emi­ti­dos per­pen­di­cu­lar­men­te à super­fí­cie. Ele tam­bém inves­ti­gou os com­pri­men­tos de onda da luz emi­ti­da por metais e óxi­dos quan­do os rai­os do canal coli­dem sobre eles.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1932, Robert H. Den­nard. Este Enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no é res­pon­sá­vel pela inven­ção da memó­ria dinâ­mi­ca de aces­so ale­a­tó­rio (DRAM), para a qual foi emi­ti­da uma paten­te em 1968. Den­nard tam­bém foi um dos pri­mei­ros a reco­nhe­cer o tre­men­do poten­ci­al de redu­zir os MOS­FETs. A teo­ria de esca­la que ele e seus cole­gas for­mu­la­ram em 1974 pos­tu­lou que os MOS­FETs con­ti­nu­am a fun­ci­o­nar como inter­rup­to­res con­tro­la­dos por ten­são, enquan­to todas as figu­ras de méri­to, como den­si­da­de de layout, velo­ci­da­de ope­ra­ci­o­nal e efi­ci­ên­cia ener­gé­ti­ca, melho­ram — des­de que as dimen­sões geo­mé­tri­cas, as ten­sões e con­cen­tra­ções de doping sejam con­sis­ten­te­men­te dimen­si­o­na­das para man­ter o mes­mo cam­po eléc­tri­co. Esta pro­pri­e­da­de está sub­ja­cen­te ao cum­pri­men­to da Lei de Moo­re e à evo­lu­ção da micro-elec­tró­ni­ca nas últi­mas déca­das.

Nes­ta sema­na que pas­sou a nave espa­ci­al Indi­a­na Chandrayaan‑2 liber­tou a son­da Vikram que irá ater­rar na Lua. As duas meta­des da mis­são lunar da Índia se sepa­ra­ram em pre­pa­ra­ção para o momen­to mais impor­tan­te de todo o esfor­ço.
A 2 de Setem­bro, a mis­são Chandrayaan‑2 divi­diu-se em duas naves espa­ci­ais dis­tin­tas: uma que irá cir­cu­lar pelos pólos da Lua por cer­ca de um ano e um módu­lo de ater­ra­gem que, no final des­ta sema­na, ten­ta­rá o pri­mei­ro toque da Índia na Lua.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que foi lan­ça­da a espe­ci­fi­ca­ção USB 4. Esta vem essen­ci­al­men­te per­mi­tir a ope­ra­ção de duas fai­xas usan­do cabos USB Type‑C exis­ten­tes e ope­ra­ção de até 40 Gbps em cabos cer­ti­fi­ca­dos, os vári­os pro­to­co­los de dados e exi­bi­ção irão par­ti­lhar com efi­ci­ên­cia a lar­gu­ra de ban­da agre­ga­da máxi­ma, e a com­pa­ti­bi­li­da­de com ver­sões ante­ri­o­res com USB 3.2, USB 2.0 e Thun­der­bolt 3.

Por fim, é espe­ra­do que um aste­rói­de mai­or que a Tor­re Eif­fel pos­sa pas­sar per­to da Ter­ra nas pró­xi­mas horas. O GT3 2019 é clas­si­fi­ca­do como um “aste­rói­de poten­ci­al­men­te peri­go­so”, o que sig­ni­fi­ca que está a ser exa­mi­na­do deta­lha­da­men­te pela comu­ni­da­de astro­nó­mi­ca, ape­nas algu­mas sema­nas após a pas­sa­gem mui­to pró­xi­ma de outro sobre­voo — o de um objec­to “ani­qui­la­dor de cida­des” com a desig­na­ção de 2019 OK. A NASA aler­tou que este aste­rói­de gigan­tes­co que ultra­pas­sa uma bom­ba nucle­ar de 50 mega-tone­la­das de ener­gia pas­sa­rá pela Ter­ra ama­nhã. A rocha espa­ci­al em ques­tão, que tem o nome de 2019 GT3, tem uns impres­si­o­nan­tes 370 metros de lar­gu­ra, mai­or em tama­nho do que a icó­ni­ca Tor­re Eif­fel.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker.

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Newsletter Nº226

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News­let­ter Nº226

Faz hoje anos que nas­cia, em 1876, Char­les F. Ket­te­ring. Este enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no regis­tou cer­ca de 140 paten­tes que incluíam os sis­te­mas de arran­que eléc­tri­co, ilu­mi­na­ção para car­ros e sis­te­mas de igni­ção. No iní­cio de sua car­rei­ra, com a Nati­o­nal Cash Regis­ter Co., Day­ton (1904–09), ele cri­ou a pri­mei­ra cai­xa regis­ta­do­ra eléc­tri­ca com um motor eléc­tri­co que abria a gave­ta. Quan­do ele co-fun­dou a Day­ton Engi­ne­e­ring Labo­ra­to­ri­es Com­pany (DELCO, com Edward A. Deeds), ele inven­tou o motor de arran­que auto­má­ti­co ope­ra­do por cha­ve para o Cadil­lac (1912) e que se espa­lhou para qua­se todos os car­ros novos na déca­da de 1920. Como vice-pre­si­den­te e direc­tor de pes­qui­sa da Gene­ral Motors Corp. (1920–1947), ele desen­vol­veu moto­res, aca­ba­men­tos de laca de seca­gem rápi­da, com­bus­tí­veis anti­de­to­nan­tes e trans­mis­sões de velo­ci­da­de variá­vel. Em asso­ci­a­ção com a DuPont Che­mi­cal Com­pany, ele tam­bém foi res­pon­sá­vel pela inven­ção do refri­ge­ran­te Fre­on para sis­te­mas de refri­ge­ra­ção e ar con­di­ci­o­na­do.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1959, Stephen Wol­fram. Este cien­tis­ta da com­pu­ta­ção, físi­co e empre­sá­rio britânico/americano cri­ou o soft­ware Mathe­ma­ti­ca o conhe­ci­do sis­te­ma de álge­bra com­pu­ta­ci­o­nal. Como empre­sá­rio, ele é o fun­da­dor e CEO da empre­sa de soft­ware Wol­fram Rese­ar­ch, onde tra­ba­lhou como res­pon­sá­vel pelo Mathe­ma­ti­ca e pelo meca­nis­mo de res­pos­ta Wol­fram Alpha. O seu tra­ba­lho recen­te foi sobre pro­gra­ma­ção base­a­da no conhe­ci­men­to, expan­din­do e refi­nan­do a lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção do Mathe­ma­ti­ca para o que ago­ra é cha­ma­do de Wol­fram Lan­gua­ge.

Nes­ta sema­na que pas­sou, pas­sa­ram 30 anos que a son­da Voya­ger 2 fez um voo pró­xi­mo do pla­ne­ta Nep­tu­no. Foi a 25 de Agos­to de 1989, que a son­da Voya­ger 2 da NASA este­ve per­to de Nep­tu­no, dan­do à huma­ni­da­de o pri­mei­ra vis­ta do oita­vo pla­ne­ta do nos­so sis­te­ma solar. A mar­car o final do Grand Tour da mis­são Voya­ger pelos qua­tro pla­ne­tas gigan­tes do sis­te­ma solar — Júpi­ter, Satur­no, Úra­no e Nep­tu­no — foi o pri­mei­ro tam­bém um últi­mo: nenhu­ma outra son­da visi­tou Nep­tu­no des­de então.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São tam­bém apre­sen­ta­das as revis­tas newe­lec­tro­nics de 13 de Agos­to e a Mag­PI nº85 de Setem­bro.

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Newsletter Nº225

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Faz hoje anos que nas­cia, em 1647, Denis Papin. Este físi­co fran­co-inglês inven­tou a pane­la de pres­são em 1679. Ele aju­dou o físi­co holan­dês Chris­ti­a­an Huy­gens com expe­ri­ên­ci­as de bom­be­a­men­to de ar e foi para Lon­dres em 1675 para tra­ba­lhar com o físi­co inglês Robert Boy­le. Alguns anos depois, Papin inven­tou a sua pane­la de pres­são, um reci­pi­en­te fecha­do com uma tam­pa bem jus­ta que con­fi­na­va o vapor a uma pres­são mais alta, ele­van­do con­si­de­ra­vel­men­te o pon­to de ebu­li­ção da água. Uma vál­vu­la de segu­ran­ça de sua pró­pria inven­ção impe­dia explo­sões. Obser­van­do que o vapor fecha­do no seu fogão ten­dia a levan­tar a tam­pa, Papin con­ce­beu o uso de vapor para acci­o­nar um pis­tão num cilin­dro, o pro­jec­to bási­co para os pri­mei­ros moto­res a vapor. Ele nun­ca cons­truiu um motor pró­prio, mas sua ideia foi melho­ra­da por outros e levou ao desen­vol­vi­men­to da máqui­na a vapor, uma con­tri­bui­ção impor­tan­te para a Revo­lu­ção Indus­tri­al.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1771, Henry Mauds­lay. Este enge­nhei­ro bri­tâ­ni­co foi o inven­tor do tor­no de metal e de outros dis­po­si­ti­vos. Mauds­lay foi apren­diz do ser­ra­lhei­ro Joseph Bra­mah e logo se tor­nou seu capa­taz. Quan­do ele saiu para tra­ba­lhar por con­ta pró­pria, o pri­mei­ro empre­go de Mauds­lay foi a cons­tru­ção de maqui­na­ria para a fábri­ca de poli­as navais de Sir Marc Isam­bard Bru­nel. Atra­vés de três déca­das duran­te a Revo­lu­ção Indus­tri­al, Mauds­lay inven­tou vári­as máqui­nas impor­tan­tes, mas de todas o tor­no de metal é par­ti­cu­lar­men­te notá­vel. Ele tam­bém inven­tou méto­dos para impri­mir teci­dos de chi­ta e para des­sa­li­ni­zar a água do mar para cal­dei­ras de navi­os. Ele aper­fei­ço­ou uma máqui­na de medi­ção com pre­ci­são de 0,0001 pole­ga­da e pro­du­ziu para sua ofi­ci­na padrões pre­ci­sos.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1867, Char­les Fran­cis Jen­kins. Este nor­te-ame­ri­ca­no foi o inven­tor do altí­me­tro, o motor de arran­que do auto­mó­vel e de um copo em for­ma de cone, mas é conhe­ci­do espe­ci­al­men­te como um pio­nei­ro da tele­vi­são. Em maio de 1920, na reu­nião de Toron­to da Soci­ety of Moti­on Pic­tu­re Engi­ne­ers, Jen­kins apre­sen­tou seus “anéis pris­má­ti­cos” como um dis­po­si­ti­vo para subs­ti­tuir o obtu­ra­dor num pro­jec­tor de fil­mes. Esta inven­ção lan­çou as bases para sua pri­mei­ra trans­mis­são de radi­o­di­fu­são. Ele ale­gou ter trans­mi­ti­do as pri­mei­ras ima­gens de silhu­e­tas em movi­men­to em 14 de Junho de 1923, mas sua pri­mei­ra demons­tra­ção públi­ca delas não ocor­reu até Junho de 1925. Jen­kins Labo­ra­to­ri­es cons­truiu um trans­mis­sor de radi­o­frequên­cia, W3XK, em Washing­ton DC a esta­ção de ondas cur­tas come­çou a trans­mi­tir radio-fil­mes em todo o les­te dos EUA numa base regu­lar em 2 de Julho de 1928.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1915, James Hil­li­er. Este físi­co cana­di­a­no-ame­ri­ca­no foi o pes­qui­sa­dor pio­nei­ro do micros­có­pio elec­tró­ni­co. Com Albert Pre­bus, ele cons­truiu o pri­mei­ro micros­có­pio elec­tró­ni­co de suces­so na Amé­ri­ca do Nor­te (1939–40). As 41 paten­tes que ele deti­nha incluíam ino­va­ções em téc­ni­cas de difrac­ção de elec­trões, sec­ções ultra-finas e bac­te­ri­o­ló­gi­cas. Para fazer a ima­gem de mate­ri­ais como célu­las san­guí­ne­as ou bac­té­ri­as sem des­truí-los com o fei­xe de elec­trões, Hil­li­er e outros desen­vol­ve­ram méto­dos de pre­pa­ra­ção usan­do um fil­me coloi­dal para pro­te­ger as amos­tras. Ele tra­ba­lhou para a RCA des­de 1940 por 37 anos. Ele con­ti­nu­ou a melho­rar o dese­nho e comer­ci­a­li­zou o micros­có­pio elec­tró­ni­co para ins­ti­tui­ções de pes­qui­sa em todo o mun­do. Em 1958, tor­nou-se direc­tor dos labo­ra­tó­ri­os de pes­qui­sa da empre­sa em Prin­ce­ton. Na déca­da de 1960, quan­do a RCA ter­mi­nou sua fabri­ca­ção de micros­có­pi­os elec­tró­ni­cos, cer­ca de 2.000 tinham sido ven­di­dos.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1943, Masa­toshi Shi­ma. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co japo­nês foi um dos dese­nha­do­res do pri­mei­ro micro­pro­ces­sa­dor do mun­do, o Intel 4004, pro­du­zin­do o dese­nho ini­ci­al de três chips da Busi­com em 1968, antes de tra­ba­lhar com Ted Hoff, Stan­ley Mazor e Fede­ri­co Fag­gin da Intel no pro­jec­to final de CPU de um úni­co chip. Mais tar­de, ele foi tra­ba­lhar para a Intel em 1972. Lá, ele tra­ba­lhou com Fag­gin para desen­vol­ver o CPU Intel 8080, lan­ça­do em 1974. Shi­ma então desen­vol­veu vári­os chips Intel para peri­fé­ri­cos, alguns usa­dos no IBM PC, como o con­tro­la­dor de inter­rup­ção 8259, chip de por­ta para­le­la 8255, o chip tem­po­ri­za­dor 8253, o chip de DMA 8257 e o chip USART de comu­ni­ca­ção serie 8251. Pos­te­ri­or­men­te ele foi para a Zilog, onde tra­ba­lhou com Fag­gin para desen­vol­ver o Zilog Z80 (1976) e o Z8000 (1979).

Nes­ta sema­na que pas­sou a empre­sa de inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al Cere­bras apre­sen­tou o pro­ces­sa­dor mais poten­te do mun­do cons­truí­do até hoje. Na con­fe­ren­cia Hot Chips rea­li­za­da na uni­ver­si­da­de de Stan­ford, a empre­sa Cere­bras apre­sen­tou uma mara­vi­lha da tec­no­lo­gia moder­na. Há tan­tas coi­sas que tor­nam a solu­ção da Cere­bras úni­ca que é difí­cil saber por onde come­çar. A Cere­bras supe­rou mui­tos desa­fi­os de dese­nho, fabri­ca­ção e emba­la­gem para desen­vol­ver uma solu­ção em esca­la de wafer cha­ma­da Wafer Sca­le Engi­ne (WSE). Isto sig­ni­fi­ca que o dese­nho usa todo o espa­ço uti­li­zá­vel da pas­ti­lha de silí­cio como um úni­co chip ou pla­ta­for­ma. A mai­o­ria dos chips é fei­ta colo­can­do 10 ou 100 uni­da­des de um chip num wafer e depois cor­tan­do o wafer em fichas indi­vi­du­ais. Usar um wafer intei­ro como um úni­co chip foi ten­ta­do em outras apli­ca­ções, mas foi aban­do­na­do por pro­ble­mas de cus­to e ren­di­men­to. Um úni­co wafer de 300 mm pode cus­tar deze­nas de milha­res de dóla­res para pro­du­zir. No entan­to, a menor par­tí­cu­la de poei­ra ou imper­fei­ção na fabri­ca­ção pode cau­sar a falha de uma par­te de um chip e, mui­tas vezes, a falha de todo o chip. Fabri­car uma bola­cha intei­ra sem um erro é impos­sí­vel, mas a Cere­bras encon­trou uma manei­ra de con­tor­nar isso. O Cere­bras WSE é fei­to de 84 blo­cos de pro­ces­sa­men­to, seme­lhan­tes aos chips indi­vi­du­ais, e cada blo­co tem núcle­os de pro­ces­sa­dor, memó­ria e E / S redun­dan­tes. Quan­do uma par­te de um blo­co falha, as fun­ções extras são subs­ti­tuí­das em seu lugar por meio de fer­ra­men­tas de soft­ware, fazen­do com que pare­ça um blo­co total­men­te fun­ci­o­nal. Como resul­ta­do, a empre­sa pode teo­ri­ca­men­te ter 100% de ren­di­men­to de todas as peças em um wafer e todas as wafers pro­du­zi­das. No entan­to, a fabri­ca­ção é ape­nas uma par­te da equa­ção. Outra ques­tão é o desa­fio de for­ne­cer ener­gia e arre­fe­ci­men­to a uma solu­ção intei­ra em esca­la de bola­cha. Com 400.000 núcle­os de pro­ces­sa­dor pro­gra­má­veis, 18 GB de memó­ria e um teci­do no chip capaz de 25 peta­bits, o WSE é com­pos­to por 1,2 biliões de tran­sís­to­res em 46.225 mm² de silí­cio (por con­tras­te, é 56x mai­or que o mai­or GPU para IA — o NVIDIA GV100 — que é 815 mm²). Além dis­so, o WSE gas­ta cer­ca de 15kW. O fabri­co foi fei­to pela TSMC que usou o pro­ces­so de 16nm.

Tam­bém esta sema­na que pas­sou a nave espa­ci­al indi­a­na Chandrayaan‑2 tirou a sua pri­mei­ra foto­gra­fia lunar depois de ter entra­do com suces­so na sua órbi­ta. A foto­gra­fia foi tira­da de cer­ca de 2.650 qui­ló­me­tros aci­ma da super­fí­cie lunar na quar­ta-fei­ra (21 de Agos­to). A foto­gra­fia mos­tra par­te do outro lado da lua, incluin­do a cra­te­ra Apol­lo e a Mare Ori­en­ta­lis. Fun­ci­o­ná­ri­os da Orga­ni­za­ção de Pes­qui­sa Espa­ci­al Indi­a­na (ISRO) dis­se­ram que a ope­ra­ção cor­reu bem e que a nave espa­ci­al Chandrayaan‑2 deve colo­car sua son­da na super­fí­cie da lua no iní­cio de Setem­bro.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É tam­bém apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce Maga­zi­ne de Setem­bro.

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Newsletter Nº224

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Faz anos hoje que nas­cia, em 1892, Louis de Bro­glie. Este Físi­co fran­cês ficou conhe­ci­do pelas suas pes­qui­sas sobre a teo­ria quân­ti­ca e pela sua des­co­ber­ta da natu­re­za ondu­la­tó­ria dos elec­trões. Em 1923, ele argu­men­tou que des­de que a luz pos­sa ser vis­ta em algu­mas con­di­ções como par­tí­cu­las (efei­to foto­e­léc­tri­co) e outras vezes como ondas (difrac­ção), deve­mos con­si­de­rar que a maté­ria tem a mes­ma ambi­gui­da­de de pos­suir ambas as pro­pri­e­da­des de par­tí­cu­las e ondas. Por isso, ele rece­beu o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1929.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que Júpi­ter foi atin­gi­do por algo tão gran­de que foi obser­va­do da Ter­ra. Um astró­no­mo ama­dor, Ethan Chap­pel, cap­tu­rou algo espec­ta­cu­lar com o seu teles­có­pio de quin­tal na quar­ta-fei­ra, quan­do gra­vou um flash bri­lhan­te na super­fí­cie de Júpi­ter. A sequên­cia cap­tu­ra­da mos­tra a man­cha bran­ca vis­ta no lado infe­ri­or esquer­do do pla­ne­ta nas ima­gens aci­ma em 7 de Agos­to. Embo­ra ain­da tenha que ser con­fir­ma­do por um segun­do obser­va­dor, pare­ce um gran­de aste­rói­de coli­din­do com o pla­ne­ta gigan­te de gás. O flash é bre­ve e desa­pa­re­ce rapi­da­men­te, aumen­tan­do a ideia de que pro­va­vel­men­te foi cau­sa­do por um impac­to.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker.

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