Newsletter Nº325

Newsletter Nº325
News­let­ter Nº325

Faz hoje anos que nas­cia, em 1784, o astró­no­mo ale­mão Fri­e­dri­ch Bes­sel. Ele pas­sou toda a sua car­rei­ra des­de os 26 anos de ida­de (nome­a­do 1809) como direc­tor de Fre­de­rick Wil­li­am III do novo Obser­va­tó­rio Königs­berg da Prús­sia e pro­fes­sor de astro­no­mia. A sua tare­fa monu­men­tal era deter­mi­nar as posi­ções e os movi­men­tos ade­qua­dos para cer­ca de 50.000 estre­las, o que per­mi­tiu a pri­mei­ra deter­mi­na­ção pre­ci­sa das dis­tân­ci­as inte­res­te­la­res. O tra­ba­lho de Bes­sel na deter­mi­na­ção das cons­tan­tes de pré-ces­são, nuta­ção e aber­ra­ção ganhou-lhe mais hon­ras. Para além do sol, foi o pri­mei­ro a medir a dis­tân­cia de uma estre­la, por para­la­xe, de 61 Cyg­ni (1838). Na aná­li­se mate­má­ti­ca, ele é conhe­ci­do pela sua fun­ção de Bessel.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1887, o físi­co quân­ti­co ale­mão Gus­tav Ludwig Hertz. Ele, com James Franck, rece­beu o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1925 pela expe­ri­ên­cia Franck-Hertz, que con­fir­mou a teo­ria quân­ti­ca de que a ener­gia só pode ser absor­vi­da por um áto­mo em quan­ti­da­des defi­ni­das e for­ne­ceu uma impor­tan­te con­fir­ma­ção do mode­lo ató­mi­co de Bohr. Era um sobri­nho de Hein­ri­ch Hertz.

Em 1894 era rea­li­za­da a pri­mei­ra cor­ri­da de car­ros entre cida­des, entre Paris e Rou­en em Fran­ça. É con­si­de­ra­da a pri­mei­ra cor­ri­da auto­mó­vel competitiva.

Nes­ta sema­na que pas­sou, a Blue Ori­gin com­ple­tou com suces­so o pri­mei­ro voo huma­no da New She­pard com qua­tro cida­dãos a bor­do. A tri­pu­la­ção incluía Jeff Bezos, Mark Bezos, Wally Funk e Oli­ver Dae­men, que se tor­na­ram todos ofi­ci­al­men­te astro­nau­tas quan­do pas­sa­ram a Linha Kár­mán, a fron­tei­ra do espa­ço reco­nhe­ci­da inter­na­ci­o­nal­men­te. Wally Funk, 82 anos, tor­nou-se a pes­soa mais velha a voar no espa­ço. Oli­ver Dae­men, 18 anos, foi o pri­mei­ro astro­nau­ta comer­ci­al de sem­pre a com­prar um bilhe­te e a voar para o espa­ço num veí­cu­lo espa­ci­al pri­va­do e licen­ci­a­do a par­tir de um local de lan­ça­men­to pri­va­do. Tor­nou-se tam­bém a pes­soa mais jovem a voar no espaço.
O New She­pard tor­nou-se o pri­mei­ro veí­cu­lo comer­ci­al sob uma licen­ça de veí­cu­lo de lan­ça­men­to reu­ti­li­zá­vel subor­bi­tal a voar cli­en­tes pagan­tes, tan­to de car­ga útil como de astro­nau­ta, para o espa­ço e de volta.
Jeff e Mark Bezos tor­na­ram-se os pri­mei­ros irmãos a voar jun­tos no espaço.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os interessantes.

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Newsletter Nº324

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News­let­ter Nº324

Faz hoje anos que nas­cia, em 1904, o físi­co rus­so Pavel A. Che­ren­kov. Ele des­co­briu a radi­a­ção Che­ren­kov (1934), uma luz azul ténue emi­ti­da por elec­trões a pas­sar por um meio trans­pa­ren­te quan­do a sua velo­ci­da­de exce­de a velo­ci­da­de da luz nes­se meio. Os cole­gas cien­tis­tas sovié­ti­cos Igor Y. Tamm e Ilya M. Frank inves­ti­ga­ram o fenó­me­no a par­tir do qual o con­ta­dor Che­ren­kov foi desen­vol­vi­do. A uti­li­za­ção exten­si­va des­te detec­tor Che­ren­kov foi fei­ta mais tar­de em apli­ca­ções de físi­ca nucle­ar expe­ri­men­tal e de par­tí­cu­las. Pelo seu tra­ba­lho, o trio par­ti­lhou o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1958.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1915, o físi­co nucle­ar nor­te-ame­ri­ca­no Albert Ghi­or­so. Ele co-des­co­briu 12 novos ele­men­tos da tabe­la perió­di­ca. No iní­cio da déca­da de 1940, Sea­borg mudou-se para Chi­ca­go para tra­ba­lhar no Pro­jec­to Manhat­tan. Con­vi­dou Ghi­or­so a jun­tar-se a ele, e duran­te os qua­tro anos seguin­tes Ghi­or­so desen­vol­veu ins­tru­men­tos sen­sí­veis para detec­tar a radi­a­ção asso­ci­a­da à deca­dên­cia nucle­ar, incluin­do a fis­são espon­tâ­nea. Um dos ins­tru­men­tos ino­va­do­res de Ghi­or­so foi um ana­li­sa­dor de altu­ra de pul­so de 48 canais, o que lhe per­mi­tiu iden­ti­fi­car a ener­gia, e por­tan­to a fon­te, da radi­a­ção. Duran­te este tem­po des­co­bri­ram dois novos ele­men­tos (95, ame­ri­cium e 96, curium), embo­ra a publi­ca­ção tenha sido reti­da até depois da guer­ra. Após a guer­ra, Sea­borg e Ghi­or­so regres­sa­ram a Ber­ke­ley, onde eles e cole­gas uti­li­za­ram o ciclo­trão Croc­ker de 60″ para pro­du­zir ele­men­tos com o núme­ro ató­mi­co aumen­ta­do bom­bar­de­an­do alvos exó­ti­cos com iões de hélio. Em expe­ri­ên­ci­as duran­te 1949–1950, pro­du­zi­ram e iden­ti­fi­ca­ram ele­men­tos 97 (ber­ke­lium) e 98 (cali­for­nium). Em 1953, numa cola­bo­ra­ção com o Labo­ra­tó­rio Argon­ne, Ghi­or­so e cola­bo­ra­do­res pro­cu­ra­ram e encon­tra­ram ele­men­tos 99 (eins­tei­nium) e 100 (fer­mium), iden­ti­fi­ca­dos pela sua radi­a­ção carac­te­rís­ti­ca na poei­ra reco­lhi­da por aviões des­de a pri­mei­ra explo­são ter­mo­nu­cle­ar (o tes­te Mike). Em 1955, o gru­po uti­li­zou o ciclo­trão para pro­du­zir 17 áto­mos do ele­men­to 101 (men­de­le­vium), o pri­mei­ro ele­men­to novo a ser des­co­ber­to áto­mo-por-ato­mo. A téc­ni­ca de recuo inven­ta­da por Ghi­or­so foi cru­ci­al para a obten­ção de um sinal iden­ti­fi­cá­vel de áto­mos indi­vi­du­ais do novo ele­men­to. Em mea­dos dos anos 50, tor­nou-se cla­ro que para pro­lon­gar ain­da mais a tabe­la perió­di­ca, seria neces­sá­rio um novo ace­le­ra­dor, e foi cons­truí­do o Ber­ke­ley Heavy Ion Line­ar Acce­le­ra­tor (HILAC), com Ghi­or­so no coman­do. Esta máqui­na foi uti­li­za­da na des­co­ber­ta dos ele­men­tos 102–106 (102, nobe­lium; 103, lawren­cium; 104, ruther­for­dium; 105, dub­nium e 106, sea­bor­gium), cada um pro­du­zi­do e iden­ti­fi­ca­do com base em ape­nas alguns áto­mos. A des­co­ber­ta de cada ele­men­to suces­si­vo foi pos­sí­vel gra­ças ao desen­vol­vi­men­to de téc­ni­cas ino­va­do­ras de mani­pu­la­ção robó­ti­ca de alvos, quí­mi­ca rápi­da, detec­to­res de radi­a­ção efi­ci­en­tes, e pro­ces­sa­men­to infor­má­ti­co de dados. A actu­a­li­za­ção de 1972 do HILAC para o superHI­LAC for­ne­ceu fei­xes de iões de mai­or inten­si­da­de, o que foi cru­ci­al para pro­du­zir áto­mos novos sufi­ci­en­tes para per­mi­tir a detec­ção do ele­men­to 106.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1918, o físi­co cana­di­a­no Ber­tram Brockhou­se. Ele desen­vol­veu téc­ni­cas de difrac­ção de neu­trões uti­li­za­das para o estu­do da estru­tu­ra e pro­pri­e­da­des da maté­ria para a qual par­ti­lhou o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1994 (com o físi­co ame­ri­ca­no Clif­ford G. Shull). Ao con­ce­ber ins­tru­men­tos para medir a ener­gia dos neu­trões dis­per­sos a par­tir de um mate­ri­al sóli­do, Brockhou­se for­ne­ceu uma visão da sua estru­tu­ra ató­mi­ca. Tor­nou pos­sí­veis avan­ços na tec­no­lo­gia dos semi­con­du­to­res. O seu Espec­tró­me­tro de Neu­trões de Tri­plo Eixo é ago­ra ampla­men­te uti­li­za­do não só para inves­ti­gar estru­tu­ras ató­mi­cas, mas tam­bém molé­cu­las de vírus e ADN.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1921, o bioquí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no Robert Bru­ce Mer­ri­fi­eld. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1984 pelo seu desen­vol­vi­men­to do méto­do de sín­te­se de pep­tí­de­os de fase sóli­da para a cons­tru­ção de gran­des molé­cu­las orgâ­ni­cas sobre uma matriz sóli­da. Pri­mei­ro ane­xou um ami­noá­ci­do a peque­nas esfe­ras de polí­me­ro plás­ti­co, depois adi­ci­o­nou outros ami­noá­ci­dos, um após o outro, até se cons­truir uma cadeia de poli­pep­tí­de­os. A cadeia foi então liber­ta­da do polí­me­ro. As cadei­as de ami­noá­ci­dos podem assim ser cons­truí­das em qual­quer ordem pré-deter­mi­na­da para sin­te­ti­zar uma gran­de vari­e­da­de de pro­teí­nas, hor­mo­nas, e outras molé­cu­las orgâ­ni­cas. O tra­ba­lho de Mer­ri­fi­eld abran­geu o desen­vol­vi­men­to de resi­nas, a pro­tec­ção de gru­pos e estra­té­gi­as quí­mi­cas, e a enge­nha­ria que trou­xe a auto­ma­ti­za­ção à quí­mi­ca peptídea.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1922, o físi­co nor­te-ame­ri­ca­no Leon M. Leder­man. Ele par­ti­lhou (com Mel­vin Schwartz e Jack Stein­ber­ger) o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1988 pela sua inves­ti­ga­ção con­jun­ta e des­co­ber­ta (1960–62) de uma nova par­tí­cu­la suba­tó­mi­ca, o neu­tri­no muon. Neu­tri­nos são par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas sem mas­sa detec­tá­vel e sem car­ga eléc­tri­ca, que se des­lo­cam à velo­ci­da­de da luz. A des­co­ber­ta do neu­tri­no muon, foi segui­da de des­co­ber­tas por outros cien­tis­tas de uma série de dife­ren­tes “famí­li­as” de par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas. Jun­tas, for­mam ago­ra um mode­lo padrão, um esque­ma que tem sido uti­li­za­do para clas­si­fi­car todas as par­tí­cu­las ele­men­ta­res conhecidas.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1930 o mate­má­ti­co ame­ri­ca­no Stephen Sma­le. Ele rece­beu a Meda­lha Fields em 1966 pelo seu tra­ba­lho em topo­lo­gia e sis­te­mas dinâ­mi­cos. Um dos seus estu­dos (1961) foi sobre a con­jec­tu­ra gene­ra­li­za­da de Poin­ca­ré, um famo­so pro­ble­ma do sécu­lo XX, que afir­ma que um colec­tor tri­di­men­si­o­nal fecha­do sim­ples­men­te liga­do é uma esfe­ra tri­di­men­si­o­nal. Sma­le pro­vou uma con­jec­tu­ra de Poin­ca­ré de dimen­são supe­ri­or para um colec­tor n‑dimensional onde n é pelo menos 5. Nou­tro tra­ba­lho, rela­ci­o­na­do com estra­nhos atrac­to­res, um dos pri­mei­ros frac­tais a ser estu­da­do conhe­ci­do, des­co­briu estra­nhos atrac­to­res que levam a sis­te­mas dinâ­mi­cos caó­ti­cos. (Um atrac­tor na mecâ­ni­ca clás­si­ca é uma for­ma geo­mé­tri­ca de des­cre­ver o com­por­ta­men­to de um sis­te­ma dinâ­mi­co). O seu tra­ba­lho recen­te tem sido sobre a infor­má­ti­ca teórica.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1943, a astró­no­mo bri­tâ­ni­ca Jocelyn Bell Bur­nell. Ela des­co­briu os pri­mei­ros qua­tro pul­sa­res. Era uma estu­dan­te gra­du­a­da da Uni­ver­si­da­de de Cam­brid­ge, com 24 anos, à pro­cu­ra de qua­sa­res em 1967, quan­do repa­rou num sinal de rádio este­lar invul­gar — uma série rápi­da de pul­sos que se repe­te a cada 1.337 segun­dos. Este farol inte­res­te­lar não foi fei­to pelo homem, por isso foi ape­li­da­do de diver­são como LGM, para “Lit­tle Gre­en Man”. Nos meses seguin­tes, Bell encon­trou mais três fon­tes de impul­sos de rádio atra­vés de uma aná­li­se cui­da­do­sa de cen­te­nas pági­nas ano­ta­das a cane­ta. Estas repre­sen­ta­vam uma nova clas­se de objec­tos celes­tes — pul­sa­res — que os astró­no­mos aca­ba­ram por asso­ci­ar à maté­ria super­den­sa na fase final da evo­lu­ção das estre­las maci­ças. Até à data, foram iden­ti­fi­ca­dos mais algu­mas cen­te­nas de pulsares.

Em 1954, o Boeing 707 fazia o seu pri­mei­ro voo. Na altu­ra conhe­ci­do como Boeing 376–80 o avião a jac­to tor­nar-se-ia um dos mais popu­la­res de todos os tem­pos. Hoje em dia ver­sões modi­fi­ca­das des­te avião ain­da voam como o KC-135 tan­ker e o E‑3 AWACS.

Em 1965, depois de ter che­ga­do a Mar­te no dia ante­ri­or, a son­da Mari­ner 4 envia para a Ter­ra as pri­mei­ras 22 foto­gra­fi­as de Mar­te. Todas elas apre­sen­tam Mar­te como um vas­to e esté­ril deser­to de cra­te­ras e areia cor de fer­ru­gem, afas­tan­do as sus­pei­tas do sécu­lo XIX de que uma civi­li­za­ção avan­ça­da pode­ria exis­tir no planeta.

Faz hoje quin­ze anos que uma empre­sa cha­ma­da Odeo lan­ça­va ofi­ci­al­men­te uma apli­ca­ção cha­ma­da Twt­tr. Nem o nome da empre­sa nem o nome da apli­ca­ção fica­ram para a his­tó­ria. Hoje em dia a empre­sa tem o nome actu­al­men­te conhe­ci­do da apli­ca­ção e cha­ma-se Twit­ter. Esta era ape­nas um “side-pro­ject” da empresa.

Nes­ta sema­na que pas­sou a Vir­gin Galac­tic anun­ci­ou que a Uni­da­de VSS alcan­çou com suces­so o espa­ço, com­ple­tan­do o quar­to voo espa­ci­al da Com­pa­nhia movi­do a fogue­tes. O voo foi o 22º voo de tes­te do VSS Unity e o pri­mei­ro voo de tes­te com uma tri­pu­la­ção com­ple­ta na cabi­ne, incluin­do o fun­da­dor da Com­pa­nhia, Sir Richard Bran­son. A tri­pu­la­ção cum­priu uma série de objec­ti­vos de tes­te rela­ci­o­na­dos com a expe­ri­ên­cia da cabi­ne e do cli­en­te, incluin­do a ava­li­a­ção da cabi­ne do cli­en­te comer­ci­al, as vis­tas da Ter­ra a par­tir do espa­ço, as con­di­ções para a rea­li­za­ção de inves­ti­ga­ção e a efi­cá­cia do pro­gra­ma de trei­no de cin­co dias de pré-voo no Spa­ce­port Ame­ri­ca. A Uni­da­de VSS atin­giu uma velo­ci­da­de de Mach 3 após ter sido liber­ta­da da nave mãe, VMS Eve. O veí­cu­lo alcan­çou o espa­ço, a uma alti­tu­de de cer­ca de 86 qui­ló­me­tros, antes de des­li­zar sua­ve­men­te para uma pis­ta de ater­ra­gem no Spa­ce­port America.

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Newsletter Nº323

Newsletter Nº323
News­let­ter Nº323

Faz hoje anos que nas­cia, em 1831, o far­ma­cêu­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no John Stith Pem­ber­ton. Ele ficou conhe­ci­do por ter inven­ta­do a Coca-Cola em 1885. No iní­cio era um tóni­co, o vinho fran­cês Coca. Mais tar­de ele modi­fi­cou a fór­mu­la reti­ran­do o álco­ol e adi­ci­o­nan­do outras essên­ci­as vege­tais. O novo xaro­pe des­ti­na­va-se a ser uma cura segu­ra para as dores de cabe­ça. A 29 de Maio de 1886, a Coca-Cola foi anun­ci­a­da pela pri­mei­ra vez no Diá­rio de Atlan­ta. Pem­ber­ton ven­deu mais tar­de a recei­ta, equi­pa­men­to e maqui­na­ria para fabri­car a bebi­da a Asa G. Can­dler por $1200.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1838, o inven­tor, enge­nhei­ro e fabri­can­te ale­mão Fer­di­nand von Zep­pe­lin. Ele foi o pio­nei­ro da avi­a­ção que cons­truiu as pri­mei­ras aero­na­ves diri­gí­veis rígi­das, cha­ma­das Zep­pe­lins. Depois de se refor­mar de uma car­rei­ra mili­tar (1890), dedi­cou dez anos à con­cep­ção e cons­tru­ção da sua pri­mei­ra bem suce­di­da embar­ca­ção ligei­ro-ar, a LZ‑1. Paten­te­ou a sua ideia a 31 de Agos­to de 1895 e for­mou uma empre­sa para a cons­tru­ção de diri­gí­veis em 1898. O seu pri­mei­ro diri­gí­vel des­co­lou a 2 de Julho de 1900 no Lago Cons­tan­ça, onde tinha sido mon­ta­do num han­gar flu­tu­an­te de mon­ta­gem. O seu suces­so esti­mu­lou o finan­ci­a­men­to por par­te da comu­ni­da­de. Even­tu­al­men­te, ele pro­du­ziu mais de 100 zepe­lins para usos mili­ta­res na I Guer­ra Mun­di­al. Duran­te a guer­ra, os zepe­lins foram usa­dos para bom­bar­de­ar a Grã-Bre­ta­nha a par­tir de 19 de Janei­ro de 1915 com ata­ques a Gre­at Yar­mouth e King’s Lynn. Após a guer­ra, ele con­ti­nu­ou a melho­rar o pro­jec­to e cons­truiu uma fro­ta de diri­gí­veis para ser­vi­ço comer­ci­al de pas­sa­gei­ros, que incluía voos tran­sa­tlân­ti­cos. O uso de Zep­pe­lin ter­mi­nou após o desas­tre do incên­dio de 6 de Maio de 1937 em Lakehurst, N.J., E.U.A.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1894, o físi­co rus­so Pyo­tr Kapit­sa. Ele par­ti­lhou (com Arno Pen­zi­as e Robert Woo­drow Wil­son) o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1978 pelas suas inven­ções e des­co­ber­tas bási­cas sobre cam­pos mag­né­ti­cos for­tes na área da físi­ca de bai­xa tem­pe­ra­tu­ra. Ele des­co­briu que o hélio II (a for­ma está­vel de hélio líqui­do infe­ri­or a 2.174 K, ou ‑270.976 C) não tem qua­se vis­co­si­da­de (ou seja, resis­tên­cia ao flu­xo). No final dos anos 40, Kapit­za mudou o seu foco, inven­tan­do gera­do­res de micro-ondas de alta potên­cia — pla­no­tron e nigo­tron (1950–1955) e des­co­briu um novo tipo de des­car­ga con­tí­nua de plas­ma de alta pres­são com tem­pe­ra­tu­ras de elec­trões supe­ri­o­res a um milhão de kelvin.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1895, o físi­co sovié­ti­co Igor Tamm. Ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1958 com Pavel A. Che­ren­kov e Ilya M. Frank pelos seus esfor­ços em expli­car a radi­a­ção Che­ren­kov. Tamm foi um físi­co teó­ri­co notá­vel, após pes­qui­sas ini­ci­ais em cris­ta­lo-ópti­ca, desen­vol­veu um méto­do para inter­pre­tar a inte­rac­ção das par­tí­cu­las nucle­a­res. Jun­ta­men­te com I. M. Frank, desen­vol­veu a inter­pre­ta­ção teó­ri­ca da radi­a­ção dos elec­trões que se movem atra­vés da maté­ria mais rapi­da­men­te do que a velo­ci­da­de da luz (o efei­to Ceren­kov), e a teo­ria dos chu­vei­ros em rai­os cós­mi­cos. Tam­bém con­tri­buiu para os méto­dos de con­tro­lo das reac­ções termo-nucleares.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1904, o mate­má­ti­co fran­cês Hen­ri Car­tan. Ele fez avan­ços fun­da­men­tais na teo­ria das fun­ções ana­lí­ti­cas, tra­ba­lhou na teo­ria das rol­da­nas, teo­ria homo­ló­gi­ca, topo­lo­gia algé­bri­ca e teo­ria do poten­ci­al. Jun­ta­men­te com outros, tais como Weil e Dieu­don­né, Hen­ri Car­tan escre­veu sob o nome de Bour­ba­ki. Elé­ments de mathé­ma­ti­que de Bour­ba­ki con­tém mais de 30 volu­mes e pre­ten­de apre­sen­tar a mate­má­ti­ca de modo a ilus­trar a estru­tu­ra axi­o­má­ti­ca da mate­má­ti­ca moderna.

Faz hoje 10 anos que foi lan­ça­do pela ulti­ma vez o vai­vém Atlan­tis. Foi a ulti­ma vez que vai­véns da clas­se Spa­ce Shut­tle seria lan­ça­da. Este em par­ti­cu­lar com­ple­tou 33 voos depois de ter sido lan­ça­do pela pri­mei­ra vez em 1985. Nes­ta ulti­ma mis­são foi rea­bas­te­cer a ISS e tra­zer algum equi­pa­men­to dani­fi­ca­do. Foi lan­ça­do com uma tri­pu­la­ção de qua­tro astro­nau­tas e a mis­são durou 12 dias e 18 horas, ten­do per­cor­ri­do um total de 8.505.161 km. Foi a mis­são nº 135 dos Spa­ce Shut­tles. Esta clas­se de vai­véns ficou para his­tó­ria devi­do aos dois desas­tres com o Chal­len­ger e com o Colum­bia que resul­ta­ram na mor­te de todos os tri­pu­lan­tes. Foram cons­truí­dos no total 5 Spa­ce Shuttles.

Nes­ta sema­na que pas­sou os astro­nau­tas chi­ne­ses a bor­do da esta­ção orbi­tal chi­ne­sa Tia­nhe fize­ram a pri­mei­ra cami­nha­da espa­ci­al. Esti­ve­ram a ins­ta­lar câma­ras e outros equi­pa­men­tos fazen­do uso de um bra­ço robó­ti­co com cer­ca de 15 metros de com­pri­men­to. Os astro­nau­tas Liu e Tang pas­sa­ram cer­ca de sete horas fora da esta­ção orbital.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou, mas em Mar­te, o heli­cóp­te­ro Inge­nuity com­ple­ta o seu nono voo na super­fí­cie de Mar­te. Este 9º voo não era como os voos que o pre­ce­de­ram. Que­brou os recor­des de dura­ção de voo e velo­ci­da­de de cru­zei­ro, e qua­se qua­dru­pli­cou a dis­tân­cia voa­da entre dois locais. Mas o que real­men­te dis­tin­guiu o voo foi o ter­re­no a que o Inge­nui­da­de teve de nego­ci­ar duran­te os seus 2 minu­tos e 46 segun­dos no ar — uma área cha­ma­da “Séí­tah” que seria difí­cil de atra­ves­sar com um veí­cu­lo ter­res­tre como o Per­se­ve­ran­ce. Este voo foi tam­bém expli­ci­ta­men­te con­ce­bi­do para ter valor cien­tí­fi­co, for­ne­cen­do a pri­mei­ra visão de per­to dos prin­ci­pais alvos da ciên­cia que o “Rover” não alcan­ça­rá duran­te bas­tan­te tempo.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­do o livro “A Prac­ti­cal Intro­duc­ti­on to Python Programming”.

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Newsletter Nº322

Newsletter Nº322
News­let­ter Nº322

Faz hoje anos que nas­cia, em 1646, o filó­so­fo e mate­má­ti­co ale­mão Gott­fri­ed Wilhelm Leib­niz. Ele foi impor­tan­te tan­to como meta­fí­si­co como lógi­co, e tam­bém dis­tin­gui­do pela sua inven­ção inde­pen­den­te do cál­cu­lo dife­ren­ci­al e inte­gral. Atra­vés de encon­tros com estu­di­o­sos como Chris­ti­a­an Huy­gens em Paris e com mem­bros da Royal Soci­ety, incluin­do Robert Boy­le, duran­te duas via­gens a Lon­dres em 1673 e 1676, Leib­niz foi apre­sen­ta­do aos pro­ble­mas pen­den­tes que desa­fi­am os mate­má­ti­cos e físi­cos da Euro­pa. Ele des­co­briu inde­pen­den­te­men­te o cál­cu­lo dife­ren­ci­al e inte­gral (publi­ca­do em 1684), mas envol­veu-se numa amar­ga dis­pu­ta pri­o­ri­tá­ria com Isa­ac New­ton, cujas idei­as sobre o cál­cu­lo foram desen­vol­vi­das mais cedo (1665), mas publi­ca­das mais tar­de (1687).

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1788, o mate­má­ti­co e enge­nhei­ro fran­cês Jean-Vic­tor Pon­ce­let. Ele estu­dou o pólo e as linhas pola­res asso­ci­a­das à cóni­ca que leva­ram ao prin­cí­pio da dua­li­da­de. Em 1822 publi­cou Trai­té des pro­prié­tés pro­jec­ti­ves des figu­res em que apre­sen­tou as suas idei­as fun­da­men­tais de geo­me­tria pro­jec­ti­va tais como a rela­ção cru­za­da, pers­pec­ti­va, invo­lu­ção e os pon­tos cir­cu­la­res ao infi­ni­to. Como pro­fes­sor de mecâ­ni­ca (1825–35), apli­cou a mecâ­ni­ca para melho­rar as rodas de água e foi capaz de dupli­car a sua eficiência.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1872, o enge­nhei­ro eléc­tri­co inglês Wil­li­am Du Bois Dud­dell. Ele inven­tou o osci­ló­gra­fo de bobi­na móvel sen­sí­vel capaz de regis­tar foto­gra­fi­ca­men­te um pon­to de luz que tra­ça as osci­la­ções de uma ten­são eléc­tri­ca, e outros ins­tru­men­tos eléc­tri­cos. Ele con­ce­beu o que pode ser con­si­de­ra­do como o pri­mei­ro ins­tru­men­to musi­cal eléc­tri­co, o Arco Can­tan­te (1899), com base nos sons emi­ti­dos por uma lâm­pa­da eléc­tri­ca de arco de car­bo­no quan­do a sua ten­são de ali­men­ta­ção era vari­a­da. Foi um resul­ta­do da sua inves­ti­ga­ção para resol­ver o pro­ble­ma dos ruí­dos inde­se­já­veis de zum­bi­do gera­do pela ilu­mi­na­ção de rua em arco de car­bo­no. Esta inves­ti­ga­ção des­co­briu um prin­cí­pio asso­ci­a­do de resis­tên­cia nega­ti­va. As frequên­ci­as de áudio foram gera­das pela comu­ta­ção de cir­cui­tos res­so­nan­tes ade­qua­dos para o arco.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1906, o mate­má­ti­co fran­cês Jean Dieu­don­né. Ele ficou conhe­ci­do pelos seus escri­tos sobre álge­bra abs­trac­ta, aná­li­se fun­ci­o­nal, topo­lo­gia, e a sua teo­ria dos gru­pos de Lie. Dieu­don­né foi um dos dois prin­ci­pais con­tri­buin­tes para a série de tex­tos Bour­ba­ki. Come­çou a sua car­rei­ra mate­má­ti­ca tra­ba­lhan­do na aná­li­se de poli­nó­mi­os. Tra­ba­lhou numa gran­de vari­e­da­de de áre­as mate­má­ti­cas incluin­do topo­lo­gia geral, espa­ços vec­to­ri­ais topo­ló­gi­cos, geo­me­tria algé­bri­ca, teo­ria inva­riá­vel e os gru­pos clássicos.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1956, o bioquí­mi­co, gene­ti­cis­ta e onco­lo­gis­ta ame­ri­ca­no Gregg L. Semen­za. Ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel da Medi­ci­na de 2019 com Wil­li­am G. Kae­lin Jr. e Peter J. Rat­clif­fe, pelo seu tra­ba­lho sobre como as célu­las se sen­tem e se adap­tam à dis­po­ni­bi­li­da­de de oxi­gé­nio. Semen­za fez a des­co­ber­ta pio­nei­ra do HIF‑1 (fac­tor indu­zí­vel de hipo­xia 1), uma pro­teí­na, que con­tro­la os genes em res­pos­ta a mudan­ças na dis­po­ni­bi­li­da­de de oxi­gé­nio, e ajus­ta a quan­ti­da­de de oxi­gé­nio que é rece­bi­da pelas célu­las. Esta linha de inves­ti­ga­ção tem impli­ca­ções de gran­de alcan­ce no tra­ta­men­to de vári­as doen­ças, incluin­do can­cro, ata­ques car­día­cos, ane­mia e aci­den­tes vas­cu­la­res cere­brais. Por exem­plo, podem ser fei­tos mais estu­dos para exa­mi­nar se as célu­las can­ce­ro­sas estão à pro­cu­ra de oxi­gé­nio quan­do se espa­lham pelos teci­dos cir­cun­dan­tes e pela cor­ren­te san­guí­nea que as trans­por­ta pelo corpo.

Faz hoje trin­ta anos que foi fei­ta a pri­mei­ra cha­ma­da ofi­ci­al GSM entre o anti­go pri­mei­ro-minis­tro fin­lan­dês Har­ri Hol­ke­ri e o vice-pre­si­den­te de Tam­pe­re Kaa­ri­na Suo­nio, a 1 de Julho de 1991, durou pou­co mais de três minu­tos. A Nokia desen­vol­veu duran­te dois inten­sos anos a tec­no­lo­gia que viria a per­mi­tir este feito.

O rádio tran­sís­tor foi uma mara­vi­lha tec­no­ló­gi­ca que colo­cou a músi­ca lite­ral­men­te nas mãos dos con­su­mi­do­res em mea­dos da déca­da de 1950. Era bara­to, fiá­vel e por­tá­til, mas nun­ca con­se­guia sequer apro­xi­mar a qua­li­da­de sono­ra de um dis­co a ser toca­do numa apa­re­lha­gem domés­ti­ca. Era, no entan­to, a úni­ca tec­no­lo­gia dis­po­ní­vel para os aman­tes de músi­ca em movi­men­to até que a Sony Cor­po­ra­ti­on desen­ca­de­ou uma revo­lu­ção na elec­tró­ni­ca pes­so­al com a intro­du­ção do pri­mei­ro lei­tor de cas­se­tes esté­reo pes­so­al. Um apa­re­lho tão espan­to­so no pri­mei­ro encon­tro como o tele­mó­vel ou câma­ra digi­tal seria mais tar­de, o Sony Walk­man foi pos­to à ven­da pela pri­mei­ra vez em 1 de Julho de 1979.

Nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­do o Ker­nel de Linux 5.13. As prin­ci­pais novi­da­des são o supor­te ini­ci­al para o Apple M1, supor­te pre­li­mi­nar para a pla­ca grá­fi­ca inte­gra­da no CPU Intel Alder Lake S, supor­te para o HDMI adap­ta­ti­vo das GPUs da AMD, um novo dri­ver gené­ri­co USB, supor­te bas­tan­te melhor da arqui­tec­tu­ra RISC‑V. Tra­tou-se de um dos mai­o­res lan­ça­men­tos com cer­ca de 17 mil alterações.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a Klein Visi­on fez uma demons­tra­ção das capa­ci­da­des do seu pro­to­ti­po do Air­Car, um car­ro voa­dor, fazen­do uma via­gem de cer­ca de 35 minu­tos entre duas cida­des da Eslo­vá­quia. O vei­cu­lo voa a uma velo­ci­da­de de cru­zei­ro de 190 km/h e a uma alti­tu­de de cer­ca de 2500 metros. É objec­ti­vo da com­pa­nhia desen­vol­ver um novo pro­to­ti­po que con­si­ga atin­gir velo­ci­da­des de cru­zei­ro de cer­ca de 300 km/h e ter uma auto­no­mia de cer­ca de 1000 qui­ló­me­tros sem reabastecimentos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os interessantes.

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Newsletter Nº321

Newsletter Nº321
News­let­ter Nº321

Faz hoje anos que nas­cia, em 1771, o indus­tri­al fran­co-ame­ri­ca­no Éleuthè­re Iré­née du Pont. Ele emi­grou após a Revo­lu­ção Fran­ce­sa de Fran­ça para os Esta­dos Uni­dos em 1800. A par­tir de 1788, tra­ba­lhou para o quí­mi­co fran­cês Antoi­ne Lavoi­si­er, então che­fe dos tra­ba­lhos reais em pó, e tor­nou-se o seu pri­mei­ro assis­ten­te em 1791. Assim, teve o conhe­ci­men­to para reco­nhe­cer uma opor­tu­ni­da­de de fabri­car pól­vo­ra nos EUA, e em 1803 tinha esta­be­le­ci­do um peque­no moi­nho em Wil­ming­ton, Delawa­re. Ordens gover­na­men­tais duran­te a guer­ra ame­ri­ca­na de 1812 fize­ram da Du Pont o prin­ci­pal fabri­can­te dos EUA. Des­de este iní­cio, diver­si­fi­cou com inte­res­ses num moi­nho de lã, uma fábri­ca de algo­dão, um cur­tu­me e tor­nou-se direc­tor do Ban­co dos Esta­dos Unidos.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1835, o quí­mi­co ale­mão Johan­nes Wis­li­ce­nus. O seu tra­ba­lho pio­nei­ro levou ao reco­nhe­ci­men­to da impor­tân­cia da dis­po­si­ção espa­ci­al dos áto­mos den­tro de uma molé­cu­la. É conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho sobre os áci­dos lác­ti­cos, e em par­ti­cu­lar pelas suas des­co­ber­tas no estu­do do iso­me­ris­mo geo­mé­tri­co (a exis­tên­cia de fór­mu­las idên­ti­cas com pro­pri­e­da­des quí­mi­cas dife­ren­tes) dos com­pos­tos orgânicos.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1880, o mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no Oswald Veblen. Ele deu impor­tan­tes con­tri­bui­ções na topo­lo­gia ini­ci­al, e na geo­me­tria pro­jec­ti­va e dife­ren­ci­al — tra­ba­lho que encon­trou apli­ca­ções na físi­ca ató­mi­ca e na teo­ria da rela­ti­vi­da­de. Em 1905, ele pro­vou o teo­re­ma da cur­va do Jor­dão, que afir­ma que cada loop não auto-inter­sec­tan­te no pla­no divi­de o pla­no num “inte­ri­or” e um “exte­ri­or”. Embo­ra pos­sa pare­cer óbvio na sua afir­ma­ção, é um teo­re­ma mui­to difí­cil de pro­var. Duran­te a II Guer­ra Mun­di­al, ele este­ve envol­vi­do na super­vi­são do tra­ba­lho que pro­du­ziu o com­pu­ta­dor digi­tal elec­tró­ni­co pio­nei­ro ENIAC. O seu nome é come­mo­ra­do pelo Pré­mio Oswald Veblen da Ame­ri­can Mathe­ma­ti­cal Soci­ety. Atri­buí­do de cin­co em cin­co anos, é o pré­mio de mai­or pres­tí­gio em reco­nhe­ci­men­to da notá­vel inves­ti­ga­ção em geometria.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1883, o físi­co aus­tría­co-ame­ri­ca­no Vic­tor Fran­cis Hess. Ele par­ti­lhou (com Carl D. Ander­son dos Esta­dos Uni­dos) o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1936 pela sua des­co­ber­ta dos rai­os cós­mi­cos (radi­a­ção de alta ener­gia ori­gi­na­da no espa­ço exte­ri­or). Por meio de ins­tru­men­tos trans­por­ta­dos em balões, Hess e outros pro­va­ram que a radi­a­ção que ioni­za a atmos­fe­ra é de ori­gem cós­mi­ca. Ele obser­vou um ciclo de 27 dias de inten­si­da­de de radi­a­ção cós­mi­ca ao cam­po mag­né­ti­co do sol e correlacionou‑o com o perío­do de 27 dias de rota­ção do sol. Tam­bém tra­ba­lhou na con­cep­ção de méto­dos para a detec­ção de quan­ti­da­des míni­mas de subs­tân­ci­as radi­o­ac­ti­vas. Hess fez con­tri­bui­ções bási­cas para uma com­pre­en­são da radi­a­ção e dos seus efei­tos sobre o cor­po humano.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1909, o físi­co nucle­ar bri­tâ­ni­co Wil­li­am Pen­ney. Ele lide­rou o desen­vol­vi­men­to da bom­ba ató­mi­ca na Grã-Bre­ta­nha. Pen­ney este­ve na Grã-Bre­ta­nha como Robert Oppe­nhei­mer este­ve nos EUA. Foi uma par­te pro­e­mi­nen­te da Mis­são Bri­tâ­ni­ca em Los Ala­mos duran­te a II Guer­ra Mun­di­al, onde a sua prin­ci­pal mis­são era estu­dar os efei­tos noci­vos da explo­são da bom­ba ató­mi­ca, mas tam­bém se envol­veu em estu­dos de implo­são. A com­bi­na­ção de perí­cia, habi­li­da­de ana­lí­ti­ca, comu­ni­ca­ção efi­caz, e a capa­ci­da­de de os tra­du­zir em apli­ca­ção prá­ti­ca, fize­ram dele um dos cin­co mem­bros do “brain trust” de Los Ala­mos que tomou deci­sões cha­ve. Ele foi o úni­co bri­tâ­ni­co a fazer par­te do Comi­té dos Dez Homens Alvo que ela­bo­rou a lis­ta de alvos para o bom­bar­de­a­men­to ató­mi­co do Japão.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1915, o astró­no­mo e mate­má­ti­co inglês Fred Hoy­le. Ele é mais conhe­ci­do como o prin­ci­pal pro­po­nen­te e defen­sor da teo­ria do esta­do esta­ci­o­ná­rio do uni­ver­so. Esta teo­ria sus­ten­ta que o uni­ver­so está em expan­são e que a maté­ria está a ser con­ti­nu­a­men­te cri­a­da para man­ter cons­tan­te a den­si­da­de média da maté­ria no espa­ço. Tor­nou-se o astró­no­mo mais conhe­ci­do da Grã-Bre­ta­nha em 1950 com as suas pales­tras sobre A Natu­re­za do Uni­ver­so, e lem­brou-se de cunhar o ter­mo “Big Bang” na últi­ma des­sas pales­tras. Embo­ra ao lon­go do tem­po, a cren­ça num uni­ver­so em “esta­do está­vel” como Hoy­le tinha pro­pos­to foi par­ti­lha­da por cada vez menos cien­tis­tas devi­do a novas des­co­ber­tas, Hoy­le nun­ca acei­tou a ago­ra mais popu­lar teo­ria do “Big Bang” para a ori­gem do universo.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1927, o físi­co ame­ri­ca­no Mar­tin Perl. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1995 por ter des­co­ber­to uma par­tí­cu­la suba­tó­mi­ca a que deu o nome de tau, um lep­tão maci­ço com uma car­ga nega­ti­va. O tau, que encon­trou em mea­dos dos anos 70, foi a pri­mei­ra pro­va de uma ter­cei­ra “gera­ção” de par­tí­cu­las fun­da­men­tais. É um pri­mo super-pesa­do do elec­trão, idên­ti­co em todos os aspec­tos, excep­to que o tau é mais de 3.500 vezes mais pesa­do que o elec­trão e sobre­vi­ve menos de um tri­lião de segun­do, enquan­to que o elec­trão é estável.

Faz hoje 22 anos que a son­da Cas­si­ni da NASA voo per­to de Vénus na sua jor­na­da até Satur­no. Apro­vei­tan­do a gra­vi­da­de de Vénus, a Cas­si­ni ganhou impul­so sufi­ci­en­te duran­te o encon­tro para pas­sar a cin­tu­ra de aste­rói­des. Depois de Vénus, a Cas­si­ni voou pela Ter­ra, pela Lua e por Júpi­ter antes de che­gar a Satur­no. Toda a via­gem de Vénus a Satur­no demo­rou cer­ca de cin­co anos.

Hoje a Micro­soft lan­çou a nova ver­são do seu Sis­te­ma — o Win­dows 11. Este novo sis­te­ma sim­pli­fi­ca o design e a expe­ri­ên­cia do uti­li­za­dor para poten­ci­ar a sua pro­du­ti­vi­da­de e ins­pi­rar a sua cri­a­ti­vi­da­de. É moder­no, fres­co, lim­po e boni­to. Des­de o novo botão Start e bar­ra de tare­fas até cada som, fon­te e íco­ne, tudo foi fei­to inten­ci­o­nal­men­te para o colo­car no con­tro­lo e tra­zer uma sen­sa­ção de cal­ma e faci­li­da­de. Foi colo­ca­do o botão de Start no cen­tro e tor­nou-se mais fácil encon­trar rapi­da­men­te o que pre­ci­sa. Start uti­li­za o poder da nuvem e do Micro­soft 365 para lhe mos­trar os seus fichei­ros recen­tes, inde­pen­den­te­men­te da pla­ta­for­ma ou dis­po­si­ti­vo em que os esta­va a visu­a­li­zar ante­ri­or­men­te, mes­mo que esti­ves­se num dis­po­si­ti­vo Android ou iOS. Os requi­si­tos míni­mos tam­bém foram incre­men­ta­dos rela­ti­va­men­te ao Win­dows 10 e pas­sa ser exi­gi­do um pro­ces­sa­dor de 64 bits de pelo menos 1 Ghz, míni­mo de 4 GB de memó­ria, 64 GB de dis­co, sis­te­ma de boot UEFI e dis­po­si­ti­vo de apre­sen­ta­ção de pelo menos 9 pole­ga­das com 1366x768 de reso­lu­ção mini­ma e com­pa­tí­vel com o DirectX 12.

É tam­bém hoje que é pos­sí­vel obser­var a pri­mei­ra lua cheia des­te verão. A lua cheia des­ta noi­te é tam­bém uma super-lua, que ocor­re quan­do a lua está no seu pon­to mais pró­xi­mo da Ter­ra na sua órbi­ta, tam­bém conhe­ci­da como peri­geu. Por sua vez, a lua pare­ce­rá ligei­ra­men­te mai­or e mais bri­lhan­te, uma vez que está mais pró­xi­ma da Ter­ra do que é habi­tu­al. A Lua de Moran­guei­ro de Junho é a segun­da e últi­ma super-lua do ano.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI Nº107 de Julho.

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