Newsletter Nº404

Newsletter Nº404
News­let­ter Nº404

Faz hoje anos que nas­cia, em 1832, o cirur­gião e inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Rufus Henry Gil­bert. Ele desem­pe­nhou um papel impor­tan­te no desen­vol­vi­men­to do trân­si­to rápi­do na cida­de de Nova Ior­que. Depois de ser­vir como cirur­gião no Exér­ci­to Fede­ral na Guer­ra Civil, inte­res­sou-se pelo trân­si­to rápi­do como meio de liber­tar as pes­so­as de vive­rem nos cor­ti­ços insa­lu­bres e api­nha­dos nos cen­tros das gran­des cida­des. Gil­bert obte­ve duas paten­tes em 1870 sobre um sis­te­ma de tubos pneu­má­ti­cos, e incor­po­rou a Gil­bert Elec­tric Railway Com­pany a 17 de Junho de 1872, para cons­truir linhas ele­va­das na cida­de de Nova Ior­que. Os car­ros seri­am pro­pul­si­o­na­dos por pres­são de ar de tubos pneu­má­ti­cos mon­ta­dos na estru­tu­ra ele­va­da. Uma depres­são finan­cei­ra atra­sou a cons­tru­ção até 1876, e obri­gou à adop­ção de uma via con­ven­ci­o­nal com com­boi­os puxa­dos por loco­mo­ti­vas a vapor, que abriu a 6 de Junho de 1878.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1909, o quí­mi­co esco­cês Ale­xan­der King. Ele foi pio­nei­ro na sen­si­bi­li­za­ção ambi­en­tal, aler­tan­do para os peri­gos que o desen­vol­vi­men­to indus­tri­al exten­si­vo repre­sen­ta para o ambi­en­te. Ele co-comis­si­o­nou o rela­tó­rio Limi­tes ao Cres­ci­men­to de 1972, que ini­ci­ou a aten­ção inter­na­ci­o­nal às pre­o­cu­pa­ções ambi­en­tais. Con­ti­nua a ser um dos livros mais ven­di­dos do mun­do sobre o ambi­en­te. Depois de diri­gir a inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca como par­te do esfor­ço de guer­ra na II Guer­ra Mun­di­al, vol­tou-se para a apli­ca­ção da ciên­cia para a melho­ria da vida. Em par­ti­cu­lar, foi cien­tis­ta che­fe no depar­ta­men­to de inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca e indus­tri­al (1950–56), tra­ba­lhan­do para aju­dar as fábri­cas bri­tâ­ni­cas a tor­na­rem-se mais pro­du­ti­vas. Após a publi­ca­ção de Limi­tes ao Cres­ci­men­to, co-fun­dou o Clu­be de Roma, um gru­po de refle­xão cen­tra­do na for­ma de esta­be­le­cer um desen­vol­vi­men­to sus­ten­tá­vel. Foi o pre­si­den­te des­se gru­po em 1984–90.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1911, o físi­co ger­ma­no-ame­ri­ca­no Poly­karp Kus­ch. Ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1955 pela sua deter­mi­na­ção pre­ci­sa de que o momen­to mag­né­ti­co do elec­trão é mai­or do que o seu valor teó­ri­co. Isto ele dedu­ziu ao pes­qui­sar a estru­tu­ra hiper­fi­na dos níveis ener­gé­ti­cos em cer­tos ele­men­tos, e em 1947 encon­trou uma dis­cre­pân­cia de cer­ca de 0,1% entre o valor obser­va­do e o pre­vis­to pela teo­ria. Embo­ra minu­ci­o­sa, esta ano­ma­lia foi de gran­de sig­ni­fi­ca­do e levou a teo­ri­as revis­tas sobre as inte­rac­ções dos elec­trões com a radi­a­ção elec­tro­mag­né­ti­ca, ago­ra conhe­ci­da como elec­tro­di­nâ­mi­ca quân­ti­ca. (Par­ti­lhou o pré­mio com Wil­lis E. Lamb, Jr., que rea­li­zou expe­ri­ên­ci­as inde­pen­den­tes mas rela­ci­o­na­das na Uni­ver­si­da­de de Colum­bia sobre a estru­tu­ra hiper­fi­na do áto­mo de hidrogénio).

O Aste­rói­de 2023 BU tem apro­xi­ma­da­men­te o tama­nho de um camião e pre­vê-se que faça uma das apro­xi­ma­ções mais pró­xi­mas por um objec­to pró­xi­mo da Ter­ra algu­ma vez regis­ta­do. Nes­ta quin­ta-fei­ra, 26 de Janei­ro, um peque­no aste­rói­de pró­xi­mo da Ter­ra terá um encon­tro mui­to pró­xi­mo com o nos­so pla­ne­ta. Desig­na­do 2023 BU, o aste­rói­de vai fazer zoom sobre a pon­ta sul da Amé­ri­ca do Sul por vol­ta das 16:27 PST (19:27 p.m. EST) ape­nas 3.600 qui­ló­me­tros aci­ma da super­fí­cie do pla­ne­ta e bem den­tro da órbi­ta dos saté­li­tes geossíncronos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­do a Mag­PI nº126 de Fevereiro.

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Newsletter Nº403

Newsletter Nº403
News­let­ter Nº403

Faz hoje anos que nas­cia, em 1736, o enge­nhei­ro e inven­tor esco­cês James Watt. Ele cri­ou a máqui­na a vapor que con­tri­buiu subs­tan­ci­al­men­te para a Revo­lu­ção Indus­tri­al. Em 1763 repa­rou o mode­lo da máqui­na a vapor New­co­men per­ten­cen­te à Uni­ver­si­da­de de Glas­gow, e ini­ci­ou expe­ri­ên­ci­as sobre as pro­pri­e­da­des do vapor. O motor New­co­men era de con­cep­ção sim­ples: actu­a­va como uma bom­ba e um jac­to de água fria era uti­li­za­do para con­den­sar o vapor. Watt melho­rou este design ao adi­ci­o­nar um con­den­sa­dor sepa­ra­do e um sis­te­ma de vál­vu­las para fazer o pis­tão regres­sar ao topo do cilin­dro após a des­ci­da. Em 1769, ele levou uma paten­te para o con­den­sa­dor sepa­ra­do. Mais tar­de, adap­tou o motor ao movi­men­to rota­ti­vo, tornando‑o ade­qua­do para uma vari­e­da­de de fins indus­tri­ais, e inven­tou o volan­te de inér­cia e o regulador.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1747, o astró­no­mo ale­mão Johann Elert Bode. Ele ficou conhe­ci­do pela sua popu­la­ri­za­ção da lei de Bode. Em 1766, o seu com­pa­tri­o­ta Johann Titius tinha des­co­ber­to uma curi­o­sa rela­ção mate­má­ti­ca nas dis­tân­ci­as dos pla­ne­tas em rela­ção ao sol. Se a cada núme­ro da série 0, 3, 6, 12, 24,… e as res­pos­tas divi­di­das por 10, a sequên­cia resul­tan­te dá as dis­tân­ci­as dos pla­ne­tas em uni­da­des astro­nó­mi­cas (ter­ra = 1). Tam­bém conhe­ci­da como a lei Titius-Bode, a ideia caiu em des­cré­di­to após a des­co­ber­ta de Netu­no, que não está em con­for­mi­da­de com a ‘lei’ — nem Plu­tão. Bode foi direc­tor no Obser­va­tó­rio de Ber­lim, onde publi­cou Ura­no­graphia (1801), uma das pri­mei­ras ten­ta­ti­vas bem suce­di­das de mape­ar todas as estre­las visí­veis a olho nu sem qual­quer inter­pre­ta­ção artís­ti­ca das figu­ras das cons­te­la­ções estelares.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1813, o indus­tri­a­lis­ta, meta­lúr­gi­co, inven­tor e enge­nhei­ro inglês Henry Bes­se­mer. Ele desen­vol­veu o pri­mei­ro pro­ces­so de fabri­co de aço de for­ma bara­ta (1856), levan­do ao desen­vol­vi­men­to do con­ver­sor de Bes­se­mer. Bes­se­mer inven­tou o seu pro­ces­so de fabri­co de aço para resol­ver um pro­ble­ma espe­cí­fi­co que per­tur­ba­va outra das suas inven­ções, a con­cha de arti­lha­ria auto­gra­va­da. O con­ver­sor remo­veu as impu­re­zas do fer­ro fun­di­do por oxi­da­ção atra­vés do ar a ser sopra­do atra­vés do fer­ro fun­di­do. A oxi­da­ção tam­bém aumen­tou a tem­pe­ra­tu­ra da mas­sa de fer­ro, mantendo‑a der­re­ti­da. O pro­ces­so de oxi­da­ção remo­veu impu­re­zas tais como silí­cio, man­ga­nês, e car­bo­no como óxi­dos, que os óxi­dos ou esca­pam como gás ou for­mam uma escó­ria sóli­da. Ele tam­bém resol­veu pro­ble­mas sobre a quí­mi­ca dos miné­ri­os, com­bus­tí­veis e aço. Deti­nha 110 paten­tes aquan­do da sua morte.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­do a HackS­pa­ce Maga­zi­ne nº63 de Fevereiro.

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Newsletter Nº402

Newsletter Nº402
News­let­ter Nº402

Faz hoje anos que nas­cia, em 1580, o Filó­so­fo, quí­mi­co, e médi­co bel­ga Jan Bap­tis­ta van Hel­mont. Ele cunhou a pala­vra “gás” (via kha­os gre­go, espa­ço vazio), do qual encon­trou vári­os exem­plos, a mai­o­ria dos quais é de dió­xi­do de car­bo­no natu­ral. Como homem da sua ida­de, ele foi par­te medi­e­va­lis­ta e par­te cien­tis­ta. Hel­mont foi o pri­mei­ro a reco­nhe­cer gases dis­tin­tos do ar atmos­fé­ri­co. Ele deter­mi­nou que o gás emi­ti­do pela quei­ma do car­vão vege­tal é o mes­mo que o emi­ti­do pela fer­men­ta­ção do sumo de uva. A isto deu o nome de spi­ri­tus sil­ves­tre (“espí­ri­to sel­va­gem”); cha­ma­mos-lhe dió­xi­do de car­bo­no. Ele tam­bém iden­ti­fi­cou o sul­fu­re­to de hidro­gé­nio pro­ve­ni­en­te do homem, e fez gás acis hidro­clo­rí­dri­co. Como médi­co e fisi­o­lo­gis­ta, Hel­mont foi um dos pri­mei­ros a apli­car prin­cí­pi­os quí­mi­cos na saú­de huma­na e na doen­ça. Alguns cha­mam-lhe o “pai dabi­o­chequí­mi­ca”. Ele foi inter­ro­ga­do pela Inqui­si­ção, e pas­sou algum tem­po em pri­são domiciliária.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1716, o cien­tis­ta e ofi­ci­al naval espa­nhol Anto­nio de Ulloa. Ele des­co­briu o ele­men­to pla­ti­na (núme­ro ató­mi­co 78). Em 1735, os gover­nos fran­cês e espa­nhol envi­a­ram uma expe­di­ção cien­tí­fi­ca ao Peru e Equa­dor para medir um grau de meri­di­a­no em Quin­to, per­to da linha do equa­dor. Ulloa foi um dos ofi­ci­ais nome­a­dos para assu­mir o encar­go da expe­di­ção. Em 1744, o navio em que regres­sou foi cap­tu­ra­do pelos bri­tâ­ni­cos, e foi fei­to pri­si­o­nei­ro, embo­ra tra­ta­do com res­pei­to pelos ofi­ci­ais navais ingle­ses, pois eles “não esta­vam em guer­ra com as artes e as ciên­ci­as”. O diá­rio de bor­do da sua via­gem ao Peru, publi­ca­do em 1748, con­tém uma des­cri­ção da pla­ti­na. Cri­ou o pri­mei­ro museu de his­tó­ria natu­ral e o pri­mei­ro labo­ra­tó­rio meta­lúr­gi­co em Espa­nha, assim como o obser­va­tó­rio de Cádis.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1792, o quí­mi­co sue­co Johan August Arfwed­son. Ele des­co­briu lítio (rela­ta­do em 1818) num com­pos­to obti­do a par­tir de peta­li­te. Este mine­ral foi encon­tra­do na mina de fer­ro de Uto, na Sué­cia. O com­po­nen­te alca­li­no, deno­mi­na­do lítio, era óxi­do de lítio. Arfwed­son não con­se­guiu iso­lar o lítio como metal por­que isso exi­gia elec­tró­li­se com bate­ri­as mais for­tes do que as que tinha dis­po­ní­veis. (A sepa­ra­ção aca­bou por ser fei­ta por Humphry Davy.) Peta­li­te é ago­ra conhe­ci­da por ser sili­ca­to de lítio e alu­mí­nio. Pos­te­ri­or­men­te, des­co­briu tam­bém lítio em dois outros mine­rais, spo­du­me­ne e lepi­do­li­te. Arfwed­son aban­do­nou o esfor­ço cien­tí­fi­co para pas­sar o seu tem­po a gerir as fábri­cas e minas da sua famí­lia que ele herdou.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1822, o inven­tor bel­go-fran­cês Éti­en­ne Lenoir. Ele con­ce­beu o pri­mei­ro motor de com­bus­tão inter­na do mun­do com suces­so comer­ci­al. Mudou-se para Paris, onde o seu tra­ba­lho com gal­va­ni­za­ção o levou a outras inven­ções eléc­tri­cas, entre as quais um telé­gra­fo fer­ro­viá­rio. Lenoir paten­te­ou o seu pri­mei­ro motor em 1860. Pare­cen­do-se mui­to com um motor a vapor de dupla acção, dis­pa­rou uma car­ga de ar não com­pri­mi­do e gás ilu­mi­nan­te com um sis­te­ma de igni­ção da sua pró­pria con­cep­ção. Um des­tes moto­res ali­men­ta­va um veí­cu­lo rodo­viá­rio em 1863; outro diri­gia um bar­co. Devi­do a dese­nhos melho­ra­dos por Niko­laus Otto e outros inven­to­res, o motor Lenoir tor­nou-se obso­le­to e ape­nas cer­ca de 500 moto­res Lenoir foram cons­truí­dos. O motor Lenoir não era sufi­ci­en­te­men­te efi­ci­en­te, e o inven­tor mor­reu pobre.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1853, o mate­má­ti­co ita­li­a­no Gre­go­rio Ric­ci-Cur­bas­tro. Ele foi ins­tru­men­tal no desen­vol­vi­men­to do cál­cu­lo dife­ren­ci­al abso­lu­to (tam­bém cha­ma­do cál­cu­lo Ric­ci), ago­ra conhe­ci­do como aná­li­se ten­so­ri­al. O tra­ba­lho ini­ci­al de Ric­ci-Cur­bas­tro foi em físi­ca mate­má­ti­ca, par­ti­cu­lar­men­te sobre as leis dos cir­cui­tos eléc­tri­cos e equa­ções dife­ren­ci­ais. Ele mudou um pou­co de área para empre­en­der inves­ti­ga­ção em geo­me­tria dife­ren­ci­al e foi o inven­tor do cál­cu­lo dife­ren­ci­al abso­lu­to entre 1884 e 1894. O cál­cu­lo dife­ren­ci­al abso­lu­to de Ric­ci-Cur­bas­tro tor­nou-se o fun­da­men­to da aná­li­se ten­so­ri­al e foi uti­li­za­do por Eins­tein na sua teo­ria da rela­ti­vi­da­de geral.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1903, o físi­co nucle­ar sovié­ti­co Igor Kur­cha­tov. Ele con­du­ziu inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca nucle­ar na União Sovié­ti­ca, duran­te a qual a sua equi­pa cons­truiu um ciclo­trão, um ace­le­ra­dor de pró­tons e estu­dou a radi­o­ac­ti­vi­da­de arti­fi­ci­al e as inte­rac­ções neu­trões-pro­tões. Duran­te a II Guer­ra Mun­di­al, foi esco­lhi­do como direc­tor para o desen­vol­vi­men­to da pri­mei­ra bom­ba ató­mi­ca do seu país, deto­na­da a 29 de Agos­to de 1949. Entre­tan­to, em Dezem­bro de 1946, Kur­cha­tov demons­trou um reac­tor pro­tó­ti­po em fun­ci­o­na­men­to, embo­ra limi­ta­do a pro­du­zir ape­nas alguns watts e, em Junho de 1948, um reac­tor de pro­du­ção de plu­tó­nio. Em pou­cos anos, ele pro­du­ziu a pri­mei­ra bom­ba ter­mo­nu­cle­ar prá­ti­ca do mun­do (1952). Antes de 1978, o nome sovié­ti­co para o ele­men­to-104 era kur­cha­to­vium (Ku), embo­ra pos­te­ri­or­men­te o ruther­for­dium (Rf) se tenha tor­na­do o nome aceite.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1907, o enge­nhei­ro de fogue­tes sovié­ti­co Ser­gei Koro­lev. Ele con­ce­beu mís­seis gui­a­dos, fogue­tes e naves espa­ci­ais. Foi um dos fun­da­do­res do Gru­po de Mos­co­vo para o Estu­do do Movi­men­to Reac­ti­vo. Em 1933, par­ti­ci­pou no pri­mei­ro lan­ça­men­to de um fogue­tão pro­pul­sor líqui­do da União Sovié­ti­ca. Como não era mem­bro do Par­ti­do Comu­nis­ta, pas­sou gran­de par­te da sua vida sob pri­são domi­ci­liá­ria. Após demons­trar a sua perí­cia na modi­fi­ca­ção dos fogue­tes V2 cap­tu­ra­dos, Koro­lev diri­giu o pro­jec­to, tes­tes, cons­tru­ção e lan­ça­men­to da nave espa­ci­al Vos­tok, e a mai­o­ria dos outros pro­jec­tos da R.E.U. Por vol­ta de 1958, Koro­lev defen­deu a per­se­gui­ção de voos espa­ci­ais tri­pu­la­dos em vez de saté­li­tes de reco­nhe­ci­men­to mili­tar. Após mui­to deba­te, o pro­jec­to Vos­tok foi apro­va­do des­de que o veí­cu­lo de lan­ça­men­to tam­bém pudes­se ser útil para os militares.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1934, o inven­tor e empre­sá­rio nor­te-ame­ri­ca­no James Fer­ga­son. Ele é mais conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho sobre um ecrã de cris­tais líqui­dos melho­ra­do, ou LCD. Deti­nha mais de uma cen­te­na de paten­tes ame­ri­ca­nas na altu­ra da sua morte.

E nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­da a nova famí­lia de câma­ras para o Rasp­ber­ry PI. São qua­tro as vari­an­tes dife­ren­tes do Módu­lo 3 da Câma­ra, a come­çar pelo pre­ço de 25 dóla­res. Os Módu­los de Câma­ra têm opções sen­sí­veis à luz visí­vel e infra­ver­me­lhos, e com um cam­po de visão padrão ou lar­go (FoV). E em vez da ópti­ca de foca­gem fixa dos seus ante­ces­so­res, o Módu­lo de Câma­ra 3 for­ne­ce foca­gem auto­má­ti­ca moto­ri­za­da — per­mi­tin­do tirar ima­gens níti­das de objec­tos des­de cer­ca de 5cm até ao infinito.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­do o livro “Com­pu­ta­ti­o­nal Ima­ging Book”.

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Newsletter Nº401

Newsletter Nº401
News­let­ter Nº401

Faz hoje anos que nas­cia, em 1771, o inven­tor e fabri­can­te nor­te-ame­ri­ca­no David Wil­kin­son. Ele paten­te­ou uma máqui­na de cor­te de ros­cas de para­fu­so que incor­po­rou o supor­te da lâmi­na (14 Dez 1798). Tinha um supor­te pesa­do apoi­a­do em três rolos. Com o seu pai e irmão, Wil­kin­son for­ne­ceu a indús­tria do algo­dão, maqui­nan­do, fun­din­do e for­jan­do peças de fer­ro para cons­truir equi­pa­men­to de fabri­co têx­til para fábri­cas como Sla­ter Mill, Paw­tuc­ket, Rho­de Island. Com este negó­cio para o man­ter ocu­pa­do, Wil­kin­son não desen­vol­veu mais a sua máqui­na de para­fu­sos. O seu negó­cio falhou no pâni­co finan­cei­ro de 1829. No entan­to, a inven­ção do sli­de-rest foi ampla­men­te apli­ca­da por outros, espe­ci­al­men­te no fabri­co de armas de fogo para o gover­no dos Esta­dos Uni­dos. Em 1848, pediu ao Con­gres­so uma recom­pen­sa finan­cei­ra pela sua inven­ção e rece­beu 10.000 dólares.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1838, o mate­má­ti­co e enge­nhei­ro fran­cês Camil­le Jor­dan. Ele pre­pa­rou uma base para a teo­ria de gru­po e cons­truiu sobre o tra­ba­lho ante­ri­or de Éva­ris­te Galois. Como mate­má­ti­co, os inte­res­ses de Jor­dan eram diver­sos, cobrin­do tópi­cos ao lon­go dos aspec­tos da mate­má­ti­ca em estu­do na sua épo­ca. Os tópi­cos dos seus tra­ba­lhos publi­ca­dos inclu­em gru­pos fini­tos, álge­bra line­ar e mul­ti­li­ne­ar, teo­ria dos núme­ros, topo­lo­gia dos poli­e­dros, equa­ções dife­ren­ci­ais, e mecânica.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1855, o inven­tor e fabri­can­te nor­te-ame­ri­ca­no King C. Gil­let­te. Ele inven­tou e fabri­cou a lâmi­na de bar­be­ar de segu­ran­ça com lâmi­nas des­car­tá­veis. Após esfor­ços per­sis­ten­tes para inven­tar algo que todos usa­ri­am, em 1895 pro­du­ziu uma ver­são em bru­to de uma lâmi­na de bar­be­ar des­car­tá­vel. levou mais seis anos para refi­nar a sua inven­ção. A 15 de Novem­bro de 1904 foi-lhe con­ce­di­da a paten­te nor­te-ame­ri­ca­na nº 775.134 pela sua ideia e fun­dou a Gil­let­te Safety Razor Com­pany em Bos­ton, Mass., para fabri­car a sua lâmi­na de bar­be­ar e as suas lâmi­nas. Em 1903, ven­deu 168 lâmi­nas, mas no ano seguin­te ven­deu 90.000 lâmi­nas de bar­be­ar e mais de 12 milhões de lâmi­nas. Embo­ra tenha per­ma­ne­ci­do pre­si­den­te da empre­sa até 1931, reti­rou-se para Los Ange­les em 1913, ten­do-se tor­na­do um mili­o­ná­rio. Utó­pi­co, escre­veu qua­tro livros que tra­du­zem a sua expe­ri­ên­cia empre­sa­ri­al em teo­ri­as soci­ais, cul­mi­nan­do com The Peo­ple’s Cor­po­ra­ti­on (1924).

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1909, o mate­má­ti­co e lógi­co nor­te-ame­ri­ca­no Stephen Cole Kle­e­ne. Ele dedi­cou-se à pes­qui­sa sobre a teo­ria dos algo­rit­mos e fun­ções recur­si­vas. Desen­vol­veu o cam­po da teo­ria da recur­si­vi­da­de com Chur­ch, Gödel, Turing e outros. Con­tri­buiu para o Intui­ci­o­nis­mo mate­má­ti­co que tinha sido fun­da­do por Brouwer. O seu tra­ba­lho sobre a teo­ria da recur­si­vi­da­de aju­dou a for­ne­cer os fun­da­men­tos da infor­má­ti­ca teó­ri­ca. Ao for­ne­cer méto­dos para deter­mi­nar que pro­ble­mas são solú­veis, o tra­ba­lho de Kle­e­ne levou ao estu­do de que fun­ções podem ser computadas.

E come­çou hoje em Las Vegas a CES 2023, esta fei­ra de novi­da­des tec­no­ló­gi­cas dá o pon­ta­pé de saí­da para as novi­da­des que vão ser intro­du­zi­das ao lon­go des­te ano. Jun­tan­do mais de 3200 expo­si­to­res e mais de 4700 jor­na­lis­tas nela estão já a ser apre­sen­ta­das as prin­ci­pais novi­da­des por par­te dos gran­des players tec­no­ló­gi­cos actu­ais. Des­tes des­ta­ca-se a mate­ri­a­li­za­ção de um pro­jec­to lan­ça­do na CES 2020 por par­te da Sony com o seu pro­to­ti­po Afe­e­la, um vei­cu­lo eléc­tri­co fru­to de uma par­cei­ra com a Hon­da. É tam­bém de des­ta­car a pre­sen­ça de diver­sos cons­tru­to­res auto­mó­veis que qui­se­ram mos­trar as suas prin­ci­pais novi­da­des. Des­tes des­ta­cam-se a BMW e a Stel­lan­tis. No mun­do mais tec­no­ló­gi­co, a Qual­comm, a Sam­sung, a AMD e a Intel, apre­sen­tam novos pro­du­tos em diver­sas áre­as. A Fei­ra decor­re entre hoje e o dia 9 de Janei­ro em for­ma­to pre­sen­ci­al e híbrido.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­do o livro “PCB Design Tutorial”.

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Newsletter Nº400

Newsletter Nº400
News­let­ter Nº400

Faz hoje anos que nas­cia, em 1800, o inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no [Char­les Goodyear](https://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Goodyear). Ele cozeu bor­ra­cha mis­tu­ra­da com enxo­fre e des­co­briu o pro­ces­so de vul­ca­ni­za­ção que tor­nou a bor­ra­cha prá­ti­ca como um pro­du­to comer­ci­al. Ante­ri­or­men­te, a bor­ra­cha tinha uma uti­li­za­ção limi­ta­da, uma vez que con­ge­la­va com for­ça no Inver­no e gru­da­va no Verão. Após anos de expe­ri­men­ta­ção per­sis­ten­te, Goodye­ar tinha cri­a­do um com­pos­to duro, cura­do, capaz de resis­tir ao calor e ao stress. Infe­liz­men­te, era um pobre homem de negó­ci­os, inca­paz de lucrar com a sua inven­ção ou de a paten­te­ar efec­ti­va­men­te no estran­gei­ro. O nome “vul­ca­ni­za­do” foi apli­ca­do pelo pio­nei­ro inglês da bor­ra­cha Tho­mas Han­cock, usan­do a suges­tão de um ami­go para dar ao pro­ces­so o nome de Vul­can, o deus roma­no do fogo. A Goodye­ar tam­bém nun­ca foi liga­da à Goodye­ar Tire & Rub­ber Co. que foi nome­a­da em sua honra.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1813, o quí­mi­co indus­tri­al bri­tâ­ni­co [Ale­xan­der Parkes](https://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_Parkes). Ele era um peri­to em gal­va­no­plas­tia, capaz de plas­ti­fi­car objec­tos tão diver­sos como uma teia de ara­nha e flo­res. Paten­te­ou um méto­do de reves­ti­men­to de teci­dos de bor­ra­cha para os imper­me­a­bi­li­zar (1841), um pro­ces­so de gal­va­no­plas­tia (1843), e um méto­do de extrac­ção de pra­ta do miné­rio de chum­bo por adi­ção de zin­co (1850). Pro­du­ziu o pri­mei­ro plás­ti­co (1855), a que cha­mou Par­ke­si­ne, dis­sol­ven­do o nitra­to de celu­lo­se em álco­ol e cân­fo­ra con­ten­do éter. O resul­ta­do sóli­do duro podia ser mol­da­do quan­do aque­ci­do, mas ele não encon­trou mer­ca­do para o mate­ri­al. (Isto foi redes­co­ber­to na déca­da de 1860 por John Wes­ley Hyatt, um quí­mi­co ame­ri­ca­no, que lhe deu o nome de celu­lói­de e o comer­ci­a­li­zou com suces­so como um subs­ti­tu­to do marfim).

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1856, o mate­má­ti­co holan­dês [Tho­mas Joan­nes Stieltjes](https://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Joannes_Stieltjes). Ele foi um pio­nei­ro no cam­po dos pro­ble­mas do momen­to e con­tri­buiu para o estu­do das frac­ções con­tí­nu­as. O Ins­ti­tu­to Tho­mas Sti­elt­jes de Mate­má­ti­ca da Uni­ver­si­da­de de Lei­den, dis­sol­vi­do em 2011, rece­beu o seu nome, assim como a inte­gral Riemann-Stieltjes.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1905, o enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co fran­co-ame­ri­ca­no [Hen­ri-Gas­ton Busignies](https://en.wikipedia.org/wiki/Henri_G._Busignies). Ele é res­pon­sá­vel pela inven­ção de loca­li­za­do­res de direc­ção de alta frequên­cia (HF/DF, ou “Huff Duff”) que per­mi­ti­ram à Mari­nha dos EUA duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al detec­tar trans­mis­sões ini­mi­gas e loca­li­zar rapi­da­men­te a direc­ção de onde vinha uma trans­mis­são rádio. Busig­ni­es inven­ta­ram a bús­so­la radio-eléc­tri­ca (1926) quan­do ain­da era estu­dan­te no Colé­gio Jules Fer­ry, em Ver­sa­lhes, Fran­ça. Em 1934, come­çou a desen­vol­ver o loca­li­za­dor de direc­ção com base na sua ante­ri­or bús­so­la radio. Busig­ni­es desen­vol­veu o indi­ca­dor de alvo móvel para radar em tem­po de guer­ra. Ele apa­gou do ecrã do radar todos os ecos de objec­tos esta­ci­o­ná­ri­os e dei­xou ape­nas ecos de objec­tos em movi­men­to, tais como aviões.

Em 1987, o cos­mo­nau­ta Yuri Roma­nen­ko regres­sa à Ter­ra, ter­mi­nan­do o seu recor­de de 326 dias de voo espa­ci­al em órbi­ta da Ter­ra na esta­ção espa­ci­al de Mir. A nave espa­ci­al Soyuz ater­rou num local cober­to de neve no Caza­quis­tão. A sua esta­dia no espa­ço bateu o ante­ri­or recor­de sovié­ti­co de 237 dias. Roma­nen­ko entrou em órbi­ta em 6 de Feve­rei­ro de 1987 com o enge­nhei­ro de voo Ale­xan­der Lavei­kin que sofreu pro­ble­mas car­día­cos cin­co meses mais tar­de e foi subs­ti­tuí­do por Ale­xan­der Ale­xan­drov. Eles con­du­zi­ram 1.000 expe­ri­ên­ci­as em bio­lo­gia, medi­ci­na, pro­ces­sa­men­to de mate­ri­ais e geo­lo­gia. Roma­nen­ko e Ale­xan­drov uti­li­za­ram o labo­ra­tó­rio gigan­te de astro­fí­si­ca Kvant (Quan­tum) liga­do à Mir para reco­lher dados de par­tes remo­tas do sis­te­ma solar. Num total de 3 mis­sões espa­ci­ais, acu­mu­lou 430,76 dias no espaço.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. São apre­sen­ta­dos os livros “The Linux Com­mand Line” e “Adven­tu­res with the Linux Com­mand Line”. Esta é a news­let­ter Nº400. Duran­te 400 sema­nas pre­pa­rei esta news­let­ter com os arti­gos que fui reco­lhen­do que seri­am úteis. Este pro­je­to, se é que assim se pode cha­mar, foi lan­ça­do a 5 de Maio de 2015 e ao lon­go des­tes qua­se sete anos foram inde­xa­dos aqui na news­let­ter mais de vin­te e dois mil arti­gos das mais diver­sas ori­gens e assun­tos. Sen­do esta a ulti­ma news­let­ter do ano, res­ta-me dese­jar um exce­len­te ano de 2023 a todos e espe­rar que este novo ano seja melhor que o atual.

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