Newsletter Nº220

Newsletter Nº220
News­let­ter Nº220

Faz hoje anos que nas­cia, em 1635, Robert Hoo­ke. Este Físi­co inglês des­co­briu a lei da elas­ti­ci­da­de, conhe­ci­da como lei de Hoo­ke, e inven­tou a mola de equi­lí­brio para reló­gi­os. Ele era um cien­tis­ta vir­tu­o­so cujo âmbi­to de pes­qui­sa vari­a­va ampla­men­te, incluin­do físi­ca, astro­no­mia, quí­mi­ca, bio­lo­gia, geo­lo­gia, arqui­tec­tu­ra e tec­no­lo­gia naval. Ele tam­bém inven­tou ou aper­fei­ço­ou ins­tru­men­tos mete­o­ro­ló­gi­cos, como o baró­me­tro, o ane­mó­me­tro e o higró­me­tro.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1768, Jean-Robert Argand. Este mate­má­ti­co suí­ço foi um dos pri­mei­ros a usar núme­ros com­ple­xos, que ele apli­cou para mos­trar que todas as equa­ções algé­bri­cas têm raí­zes. O seu nome está asso­ci­a­do ao dia­gra­ma de Argand, uma repre­sen­ta­ção geo­mé­tri­ca de núme­ros com­ple­xos como pon­tos num pla­no car­te­si­a­no, com a por­ção real do núme­ro no eixo do x a par­te ima­gi­ná­ria no eixo y.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, 1853, Hen­drik Lorentz. Este Físi­co holan­dês par­ti­lhou (com Pie­ter Zee­man) o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1902 pela sua teo­ria da influên­cia do mag­ne­tis­mo sobre os fenó­me­nos da radi­a­ção elec­tro­mag­né­ti­ca. A teo­ria foi con­fir­ma­da pelas des­co­ber­tas de Zee­man e deu ori­gem à teo­ria da rela­ti­vi­da­de espe­ci­al de Albert Eins­tein. Des­de o iní­cio, Lorentz fez ques­tão de esten­der a teo­ria da elec­tri­ci­da­de e da luz de James Clerk Maxwell. O seu tra­ba­lho fun­da­men­tal nos cam­pos da ópti­ca e da elec­tri­ci­da­de revo­lu­ci­o­nou as con­cep­ções da natu­re­za da maté­ria.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1906, Sid­ney Dar­ling­ton. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te ame­ri­ca­no é inven­tor de uma con­fi­gu­ra­ção de tran­sís­tor em 1953, o par Dar­ling­ton. Ele avan­çou o esta­do da teo­ria de redes, desen­vol­ven­do a abor­da­gem de sín­te­se de per­da de inser­ção e inven­tou o radar chirp, as miras de bom­bar­deio e a ori­en­ta­ção de armas e fogue­tes.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1937, Roald Hoff­mann. Este quí­mi­co ame­ri­ca­no nas­ci­do na Poló­nia, rece­beu, com Fukui Keni­chi do Japão, o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1981 pelas suas inves­ti­ga­ções inde­pen­den­tes dos meca­nis­mos de reac­ções quí­mi­cas. O seu tra­ba­lho visa ante­ci­par teo­ri­ca­men­te o cur­so das reac­ções quí­mi­cas. Baseia-se na mecâ­ni­ca quân­ti­ca (a teo­ria cujo pon­to de par­ti­da é que os meno­res blo­cos de cons­tru­ção da maté­ria podem ser con­si­de­ra­dos tan­to par­tí­cu­las quan­to ondas), o que ten­ta expli­car como os áto­mos se com­por­tam. A inte­rac­ção orbi­tal e as rela­ções de sime­tria entre molé­cu­las ou par­tes de molé­cu­las são fun­da­men­tais para essa teo­ria de con­ser­va­ção da sime­tria orbi­tal em reac­ções quí­mi­cas.

Nes­ta sema­na que pas­sou a Intel anun­ci­ou um sis­te­ma neu­ro­mór­fi­co de 8 milhões de neu­ró­ni­os, com­pos­to por 64 chips de pes­qui­sa Loihi — nome de códi­go Pohoi­ki Bea­ch — está ago­ra dis­po­ní­vel para a comu­ni­da­de de inves­ti­ga­ção. Com a Pohoi­ki Bea­ch, os inves­ti­ga­do­res podem expe­ri­men­tar o chip de pes­qui­sa ins­pi­ra­do no cére­bro da Intel, Loihi, que apli­ca os prin­cí­pi­os encon­tra­dos nos cére­bros bio­ló­gi­cos às arqui­tec­tu­ras de com­pu­ta­do­res. A Loihi per­mi­te que os uti­li­za­do­res pro­ces­sem infor­ma­ções até 1.000 vezes mais rápi­do e 10.000 vezes mais efi­ci­en­te do que CPUs para apli­ca­ções espe­ci­a­li­za­das, como codi­fi­ca­ção espar­sa, pes­qui­sa de grá­fi­cos e pro­ble­mas de satis­fa­ção de res­tri­ções.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que o sis­te­ma de posi­ci­o­na­men­to glo­bal Gali­leo ficou ino­pe­ra­ci­o­nal duran­te vári­os dias ten­do entre­tan­to vol­ta­do a ficar ope­ra­ci­o­nal. Os uti­li­za­do­res comer­ci­ais já podem ver sinais de recu­pe­ra­ção dos ser­vi­ços de nave­ga­ção e de hora do Gali­leo, embo­ra algu­mas flu­tu­a­ções pos­sam ain­da ocor­rer. O inci­den­te téc­ni­co foi ori­gi­na­do por um mau fun­ci­o­na­men­to do equi­pa­men­to na infra­es­tru­tu­ra ter­res­tre do Gali­leo, afec­tan­do o cál­cu­lo das pre­vi­sões de tem­po e órbi­ta, e que são usa­dos para cal­cu­lar a men­sa­gem de nave­ga­ção. O mau fun­ci­o­na­men­to afec­tou dife­ren­tes ele­men­tos nas ins­ta­la­ções ter­res­tres.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da tam­bém a revis­ta Hacks­pa­ce Maga­zi­ne de Agos­to e o livro “Ele­ments of Pro­gram­ming”.

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Newsletter Nº219

Newsletter Nº219
News­let­ter Nº219

Faz hoje anos que nas­cia, em 1811, Wil­li­am Robert Gro­ve. Este físi­co galês, foi o pri­mei­ro a apre­sen­tar pro­vas da dis­so­ci­a­ção tér­mi­ca de áto­mos den­tro de uma molé­cu­la. Ele mos­trou que o vapor em con­tac­to com um fio de pla­ti­na mui­to aque­ci­do é decom­pos­to em hidro­gé­nio e oxi­gé­nio numa reac­ção rever­sí­vel. Em 1839, Gro­ve mis­tu­rou hidro­gé­nio e oxi­gé­nio na pre­sen­ça de um elec­tró­li­to e pro­du­ziu elec­tri­ci­da­de e água. Esta Gro­ve Cell foi a inven­ção da célu­la de com­bus­tí­vel. A tec­no­lo­gia não foi seri­a­men­te revi­si­ta­da até a déca­da de 1960. Atra­vés do pro­ces­so elec­troquí­mi­co, a ener­gia arma­ze­na­da num com­bus­tí­vel é con­ver­ti­da — sem com­bus­tão de com­bus­tí­vel — direc­ta­men­te em elec­tri­ci­da­de DC. Gro­ve tam­bém desen­vol­veu a célu­la eléc­tri­ca de dois flui­dos, con­sis­tin­do de zin­co amal­ga­ma­do em áci­do sul­fú­ri­co diluí­do e um cáto­do de pla­ti­na em áci­do nítri­co con­cen­tra­do, sen­do os líqui­dos sepa­ra­dos por um reci­pi­en­te poro­so. Des­sa for­ma, ele pro­du­ziu luz eléc­tri­ca para uma de suas pales­tras na Lon­don Ins­ti­tu­ti­on, onde foi pro­fes­sor de físi­ca (1840–1847).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1857, Joseph Lar­mor. Este Físi­co irlan­dês foi o pri­mei­ro a cal­cu­lar a taxa na qual a ener­gia é irra­di­a­da por um elec­trão ace­le­ra­do, e o pri­mei­ro a expli­car a divi­são de linhas de espec­tro por um cam­po mag­né­ti­co. As suas teo­ri­as base­a­vam-se na cren­ça de que a maté­ria é com­pos­ta intei­ra­men­te de par­tí­cu­las eléc­tri­cas moven­do-se no éter. A sua ela­bo­ra­da teo­ria eléc­tri­ca mate­má­ti­ca do final da déca­da de 1890 incluía o “elec­trão” como uma ten­são rota­ci­o­nal (uma espé­cie de tor­ção) no éter. Mas a teo­ria de Lar­mor não des­cre­ve o elec­trão como par­te do áto­mo. Mui­tos físi­cos ima­gi­na­ram tan­to as par­tí­cu­las mate­ri­ais quan­to as for­ças elec­tro­mag­né­ti­cas como estru­tu­ras e ten­sões nes­se flui­do hipo­té­ti­co.

Faz igual anos hoje que nas­cia, em 1902, Samu­el Gouds­mit. Este Físi­co nor­te-ame­ri­ca­no nas­ci­do na Holan­da, com Geor­ge E. Uhlen­beck, um cole­ga de pós-gra­du­a­ção na Uni­ver­si­da­de de Lei­den, Neth, for­mu­lou (1925) o con­cei­to de spin do elec­trão. Isto levou ao reco­nhe­ci­men­to de que o spin era uma pro­pri­e­da­de de pro­tões, neu­trões e par­tí­cu­las mais ele­men­ta­res e a uma mudan­ça fun­da­men­tal na estru­tu­ra mate­má­ti­ca da mecâ­ni­ca quân­ti­ca. Gouds­mit tam­bém fez a pri­mei­ra medi­ção do spin nucle­ar e seu efei­to Zee­man com Ernst Back (1926–27), desen­vol­veu uma teo­ria de estru­tu­ra hiper­fi­na de linhas espec­trais, fez a pri­mei­ra deter­mi­na­ção espec­tros­có­pi­ca de momen­tos mag­né­ti­cos nucle­a­res (1931–33), con­tri­buiu para a teo­ria de áto­mos com­ple­xos e a teo­ria do espa­lha­men­to múl­ti­plo de elec­trões, e inven­tou o espec­tró­me­tro de mas­sa de tem­po-de-voo mag­né­ti­co (1948).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1916, Ale­xan­der Prokho­rov. Este Físi­co sovié­ti­co rece­beu (com Niko­lay G. Basov, URSS e Char­les H. Tow­nes, EUA), o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1964 “por tra­ba­lhos fun­da­men­tais no cam­po da elec­tró­ni­ca quân­ti­ca, o que levou à cons­tru­ção de osci­la­do­res e ampli­fi­ca­do­res com base no prin­cí­pio maser-laser”. “Maser” sig­ni­fi­ca “ampli­fi­ca­ção por micro-ondas por emis­são esti­mu­la­da de radi­a­ção”. Uma ampli­fi­ca­ção só pode ocor­rer se a emis­são esti­mu­la­da for mai­or que a absor­ção, exi­gin­do que haja mais áto­mos num esta­do de alta ener­gia do que num mais bai­xo. Este esta­do é cha­ma­do de popu­la­ção inver­ti­da. Prokho­rov pes­qui­sou o maser de manei­ra inde­pen­den­te, mas simul­ta­ne­a­men­te com os outros lau­re­a­dos.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1924, César Lat­tes. Este Físi­co bra­si­lei­ro, jun­ta­men­te com o físi­co ame­ri­ca­no Euge­ne Gard­ner, da Uni­ver­si­da­de da Cali­fór­nia, em Ber­ke­ley, em 1948, con­fir­mou a exis­tên­cia de mesons pesa­dos e leves for­ma­dos duran­te o bom­bar­deio de núcle­os de car­bo­no com par­tí­cu­las alfa. A des­co­ber­ta expe­ri­men­tal do méson pi foi fun­da­men­tal para expli­car a for­ça de liga­ção nucle­ar. O físi­co teó­ri­co japo­nês Hide­ki Yukawa propôs (1935) uma nova e des­co­nhe­ci­da par­tí­cu­la com 200 vezes mais mas­sa do que o elec­trão, que foi emi­ti­da e absor­vi­da por pro­tões e neu­trões. A tro­ca des­sas par­tí­cu­las entre os núcle­ons pro­du­zi­ria uma atrac­ção de cur­to alcan­ce entre eles.

Por fim, faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1927, The­o­do­re Mai­man. Este Físi­co nor­te-ame­ri­ca­no cons­truiu o pri­mei­ro laser em fun­ci­o­na­men­to. Ele come­çou a tra­ba­lhar com dis­po­si­ti­vos elec­tró­ni­cos na sua ado­les­cên­cia, enquan­to ganha­va dinhei­ro na facul­da­de arran­jan­do elec­tro­do­més­ti­cos e rádi­os. Na déca­da de 1960, ele desen­vol­veu, demons­trou e paten­te­ou um laser usan­do um meio rosa rubi. O laser é um dis­po­si­ti­vo que pro­duz luz coe­ren­te mono­cro­má­ti­ca (luz na qual os rai­os são todos do mes­mo com­pri­men­to de onda e fase). Des­de então, o laser tem sido apli­ca­do numa ampla vari­e­da­de de usos, incluin­do cirur­gia ocu­lar, odon­to­lo­gia, loca­li­za­ção de fai­xas, manu­fac­tu­ra e até a medi­ção da dis­tân­cia entre a Ter­ra e a Lua.

Há 40 anos atrás, a pri­mei­ra esta­ção espa­ci­al Sky­lab reen­tra­va na atmos­fe­ra ter­res­tre per­to da Aus­trá­lia. Lan­ça­da em maio de 1973 a bor­do do últi­mo Satur­no V para voar, a Sky­lab con­sis­tia na par­te Saturn S-IVB 212 equi­pa­da para abri­gar tri­pu­la­ções visi­tan­tes. Três equi­pas per­ma­ne­ce­ram em 1973 e 1974, rea­li­zan­do obser­va­ções sola­res, cor­ri­gin­do pro­ble­mas e lidan­do com os desa­fi­os do voo espa­ci­al de lon­ga dura­ção. A Sky­lab orbi­tou a Ter­ra 2.476 vezes duran­te os 171 dias e 13 horas de ocu­pa­ção duran­te as três expe­di­ções tri­pu­la­das, tinha um peso apro­xi­ma­do de 77 mil qui­los.

Nes­ta sema­na que pas­sou foi publi­ca­da ofi­ci­al­men­te a ver­são 5.2 do Ker­nel Linux. Esta nova ver­são foi anun­ci­a­da pelo cri­a­dor do Linux, Linus Tor­valds, e repre­sen­ta um tra­ba­lho que foi sen­do fei­to ao lon­go de vári­as ver­sões Can­di­da­tas no sen­ti­do de apre­sen­tar uma nova ver­são de Ker­nel (que não é LTS) mas que tem melho­ri­as sig­ni­fi­ca­ti­vas ao nível de dri­vers para supor­tar novo hard­ware, e diver­sas novas fun­ci­o­na­li­da­des. Des­tas novas fun­ci­o­na­li­da­des des­ta­cam-se o Sound Open Firmwa­re que dá supor­te para dis­po­si­ti­vos de audio DSP no Ker­nel, uma nova API para mon­tar filesys­tems, novos GPU dri­vers para o ARM Mali, supor­te para nomes insen­sí­veis a maiús­cu­las e minús­cu­las em filesys­tems EXT4 assim como melho­ri­as no sche­du­ler BFQ I/O. Foram tam­bém intro­du­zi­das alte­ra­ções no Ker­nel ao nível da segu­ran­ça para pro­te­ger os sis­te­mas de bugs de CPU.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a son­da japo­ne­sa Hayabusa2 fez um pou­so “per­fei­to” no aste­rói­de Ryu­gu e reco­lheu amos­tras debai­xo da super­fí­cie numa mis­são sem pre­ce­den­tes que pode­rá lan­çar luz sobre as ori­gens do sis­te­ma solar. O aste­rói­de Ryu­gu e a son­da encon­tram-se a 245 milhões de qui­ló­me­tros da Ter­ra. Espe­ra-se que a son­da pos­sa regres­sar com as amos­tras, como pla­ne­a­do, em 2020.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da tam­bém a revis­ta newe­lec­tro­nics de 9 de Julho.

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Newsletter Nº218

Newsletter Nº218
News­let­ter Nº218

Faz hoje anos que nas­cia, em 1883, Rube Gold­berg. Este car­to­o­nis­ta nor­te-ame­ri­ca­no sati­ri­zou a pre­o­cu­pa­ção ame­ri­ca­na com a tec­no­lo­gia. O seu nome tor­nou-se sino­ni­mo de qual­quer pro­ces­so sim­ples tor­na­do estra­nha­men­te com­pli­ca­do por cau­sa da sua série de dese­nhos ani­ma­dos de “Inven­ção” que usam uma série de fer­ra­men­tas, pes­so­as, plan­tas e pas­sos estra­nhos para rea­li­zar as tare­fas sim­ples do dia-a-dia da manei­ra mais com­pli­ca­da. Gold­berg apli­cou a sua expe­ri­ên­cia como enge­nhei­ro de pós-gra­du­a­ção e usou suas habi­li­da­des de enge­nha­ria, capa­ci­da­de de escre­ver his­tó­ri­as e de dese­nho para se cer­ti­fi­car de que as “Inven­ções” pudes­sem fun­ci­o­nar, embo­ra deze­nas de bra­ços, rodas, engre­na­gens, alças, copos e has­tes fos­sem colo­ca­dos em movi­men­to por bolas, gai­o­las de pás­sa­ros, bal­des, botas, banhei­ras, pás e até ani­mais vivos para tare­fas sim­ples, como espre­mer o sumo de uma laran­ja ou fechar uma jane­la em caso de come­çar a cho­ver. Ficou conhe­ci­do por ser a ins­pi­ra­ção para as máqui­nas de Rube Gold­berg.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1961, Bren­dan Eich. Este nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do por ser o cri­a­dor da ver­são ori­gi­nal da lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção Javas­cript. A pri­mei­ra ver­são foi con­cluí­da em dez dias, a fim de cum­prir o calen­dá­rio de lan­ça­men­tos do Nets­ca­pe Navi­ga­tor 2.0 Beta, e foi desig­na­da por Mocha, mas reno­me­a­da como LiveS­cript em Setem­bro de 1995 e pos­te­ri­or­men­te JavaS­cript no mes­mo mês.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Goo­gle está a pre­pa­rar a ins­ta­la­ção de um novo cabo sub­ma­ri­no no oce­a­no Atlân­ti­co entre Por­tu­gal e a Áfri­ca do Sul. Desig­na­do por Equi­a­no, quan­do esti­ver com­ple­to este pas­sa­rá a ser o ter­cei­ro cabo inter­na­ci­o­nal pri­va­do depois da Dunant e do Curie e o 14º inves­ti­men­to em cabos sub­ma­ri­nos glo­bal­men­te. Espe­ran­do que a ins­ta­la­ção este­ja com­ple­ta em 2021 este novo cabo terá cer­ca de 20 mais capa­ci­da­de que o ulti­mo cabo cons­truí­do para ser­vir esta região.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da tam­bém a revis­ta newe­lec­tro­nics de 25 de Junho.

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Newsletter Nº217

Newsletter Nº217
News­let­ter Nº217

Faz hoje anos que nas­cia, em 1806, Augus­tus De Mor­gan. Este mate­má­ti­co e lógi­co inglês fez um tra­ba­lho impor­tan­te na lógi­ca sim­bó­li­ca abs­tra­ta, a teo­ria das rela­ções e for­mu­lou as leis de De Mor­gan: um é “NÃO (A E B) = (NÃO A) OU (NÃO B)” e o outro é “NÃO (A OU B) = (NÃO A) E (NÃO B)”. Estas leis con­ti­nu­am a ser apli­ca­das na teo­ria da pro­va moder­na e na pro­gra­ma­ção de soft­ware. Quan­do ele defi­niu e intro­du­ziu o ter­mo “indu­ção mate­má­ti­ca” (1838), ele deu ao pro­ces­so uma base e cla­re­za rigo­ro­sas que antes não tinham. Ele ori­gi­nou o uso da bar­ra para repre­sen­tar frac­ções, como em 1/5 ou 3/7. Em Tri­go­no­me­tria e Álge­bra Dupla (1849) ele deu uma inter­pre­ta­ção geo­mé­tri­ca de núme­ros com­ple­xos.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1901, Mer­le Antony Tuve. Este Físi­co e geo­fí­si­co nor­te-ame­ri­ca­no fez o pri­mei­ro uso de ondas de rádio pul­sa­das para explo­rar a ionos­fe­ra. Ele inven­tou o equi­pa­men­to de detec­ção neces­sá­rio para medir o tem­po entre rece­ber um pul­so de rádio direc­to e um segun­do pul­so reflec­ti­do da ionos­fe­ra. As obser­va­ções que ele fez for­ne­ce­ram a base teó­ri­ca para o desen­vol­vi­men­to do radar. Tuve, com Lawren­ce R. Hafs­tad e Nor­man P. Hey­den­burg, fize­ram as pri­mei­ras e defi­ni­ti­vas medi­ções da for­ça nucle­ar entre a for­ça pro­tão-pro­tão nas dis­tân­ci­as nucle­a­res. Duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele desen­vol­veu o fusí­vel de pro­xi­mi­da­de. Após a guer­ra, ele fez impor­tan­tes con­tri­bui­ções para a sis­mo­lo­gia expe­ri­men­tal, a radi­o­as­tro­no­mia e a astro­no­mia ópti­ca.

Nes­ta sema­na que pas­sou fica­mos a conhe­cer a nova ver­são do Rasp­ber­ry PI — 4. Con­ti­nu­an­do com o cus­to que nos habi­tu­ou esta ver­são intro­duz um con­jun­to de novi­da­des que pas­sam pela exis­tên­cia de três ver­sões da Board. De base todas elas equi­pa­das com um micro-con­tro­la­dor ARM Cor­tex-A72 Quad-Core a 1.5GHz, uma inter­fa­ce Ether­net a Giga­git, wire­less 802.11ac de ban­da dupla, Blu­e­to­oth 5.0, duas por­tas USB 3.0, duas por­tas USB 2.0, supor­te micro-HDMI para duas saí­das de vídeo até 4Kp60, GPI Vide­o­Co­re VI. As três ver­sões são de 1GB, 2GB ou 4GB de RAM. De notar que a dis­po­si­ção das inter­fa­ces foi alte­ra­da o que requer novas cai­xas. Tam­bém a ali­men­ta­ção pas­sou a ser fei­ta por USB-C para ultra­pas­sar as limi­ta­ções de potên­cia que a inter­fa­ce micro-USB tinha per­mi­tin­do o Rasp­ber­ry PI 4 poder con­su­mir mais.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que no pas­sa­do dia 25 a Spa­ceX lan­çou o STP-2 (Spa­ce Test Pro­gram-2). Este pro­gra­ma pro­ce­deu ao lan­ça­men­to com suces­so de 24 saté­li­tes. Estes irão tes­tar inú­me­ros fac­to­res que são neces­sá­ri­os ana­li­sar em pre­pa­ra­ção para uma futu­ra mis­são a Mar­te. Des­tes des­ta­cam-se os E-TBEx que irão explo­rar as bolhas nas cama­das elec­tri­ca­men­te car­re­ga­das da atmos­fe­ra supe­ri­or da Ter­ra, que podem inter­rom­per as comu­ni­ca­ções e os sinais GPS nos quais con­fi­a­mos todos os dias, o “Deep Spa­ce Ato­mic Clock” que é um reló­gio ató­mi­co exclu­si­vo que tes­ta­rá uma nova for­ma das naves espa­ci­ais nave­ga­rem no espa­ço pro­fun­do. A tec­no­lo­gia pode tor­nar a nave­ga­ção seme­lhan­te a um GPS pos­sí­vel na Lua e em Mar­te. O GPIM que tes­ta­rá um novo sis­te­ma de pro­pul­são que fun­ci­o­na com um com­bus­tí­vel não tóxi­co de alto desem­pe­nho de nave espa­ci­al. Esta tec­no­lo­gia pode­rá aju­dar a impul­si­o­nar cons­te­la­ções de peque­nos saté­li­tes den­tro e fora da órbi­ta ter­res­tre bai­xa. Ain­da faz par­te des­te lan­ça­men­to o DSX que a bor­do trans­por­ta um ins­tru­men­to pro­jec­ta­do pelo JPL para medir vibra­ções de naves espa­ci­ais e qua­tro expe­ri­ên­ci­as da NASA que com­põem os Test­beds de Ambi­en­te Espa­ci­al (SET). A SET estu­da­rá como pro­te­ger melhor os saté­li­tes da radi­a­ção espa­ci­al, ana­li­san­do o ambi­en­te hos­til do espa­ço pró­xi­mo da Ter­ra e tes­tan­do vári­as estra­té­gi­as para miti­gar os impac­tos. Estas infor­ma­ções podem ser usa­das para melho­rar o pro­jec­to, a enge­nha­ria e as ope­ra­ções das naves, a fim de pro­te­ger as mes­mas con­tra radi­a­ções noci­vas cau­sa­das pelo Sol.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI Nº83, o livro The Offi­ci­al Rasp­ber­ry Pi Beginner’s Gui­de – 2nd Edi­ti­on e a revis­ta newe­lec­tro­nics de 11 de Junho.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº216

Newsletter Nº216
News­let­ter Nº216

Faz hoje anos que nas­cia, em 1860, Ale­xan­der Win­ton. Este ame­ri­ca­no nas­ci­do na Escó­cia, fabri­can­te de auto­mó­veis colo­cou milha­res de “Win­ton Sixes” na estra­da. Ten­do come­ça­do como um fabri­can­te de bici­cle­tas no West Side de Cle­ve­land, Win­ton tor­nou-se desig­ner e cons­tru­tor de auto­mó­veis de alta qua­li­da­de. Ele pro­du­ziu a sua pri­mei­ra car­ru­a­gem sem cava­los em 1896. O lega­do de Win­ton inclui mais de 100 paten­tes ins­tru­men­tais nos pri­mei­ros pro­jec­tos de auto­mó­veis e moto­res a die­sel. Ele tam­bém foi gene­ro­so ao pas­sar a tec­no­lo­gia para os con­cor­ren­tes quan­do a segu­ran­ça era um pro­ble­ma.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que o saté­li­te de nave­ga­ção Glo­nass-M irá ini­ci­ar a sua ope­ra­ção bre­ve­men­te. O saté­li­te de nave­ga­ção rus­so Glo­nass-M, lan­ça­do em órbi­ta no final de maio, entra­rá em ope­ra­ção em 22 de Junho, infor­mou o cen­tro de infor­ma­ções GLONASS nes­ta quar­ta-fei­ra, acres­cen­tan­do que um dis­po­si­ti­vo ante­ri­or foi trans­fe­ri­do para uma reser­va orbi­tal.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um con­jun­to de mode­los 3D dese­nha­dos com o OpenS­CAD. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce Maga­zi­ne nº20 de Junho.

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