Newsletter Nº216

Newsletter Nº216
News­let­ter Nº216

Faz hoje anos que nas­cia, em 1860, Ale­xan­der Win­ton. Este ame­ri­ca­no nas­ci­do na Escó­cia, fabri­can­te de auto­mó­veis colo­cou milha­res de “Win­ton Sixes” na estra­da. Ten­do come­ça­do como um fabri­can­te de bici­cle­tas no West Side de Cle­ve­land, Win­ton tor­nou-se desig­ner e cons­tru­tor de auto­mó­veis de alta qua­li­da­de. Ele pro­du­ziu a sua pri­mei­ra car­ru­a­gem sem cava­los em 1896. O lega­do de Win­ton inclui mais de 100 paten­tes ins­tru­men­tais nos pri­mei­ros pro­jec­tos de auto­mó­veis e moto­res a die­sel. Ele tam­bém foi gene­ro­so ao pas­sar a tec­no­lo­gia para os con­cor­ren­tes quan­do a segu­ran­ça era um pro­ble­ma.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que o saté­li­te de nave­ga­ção Glo­nass-M irá ini­ci­ar a sua ope­ra­ção bre­ve­men­te. O saté­li­te de nave­ga­ção rus­so Glo­nass-M, lan­ça­do em órbi­ta no final de maio, entra­rá em ope­ra­ção em 22 de Junho, infor­mou o cen­tro de infor­ma­ções GLONASS nes­ta quar­ta-fei­ra, acres­cen­tan­do que um dis­po­si­ti­vo ante­ri­or foi trans­fe­ri­do para uma reser­va orbi­tal.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um con­jun­to de mode­los 3D dese­nha­dos com o OpenS­CAD. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce Maga­zi­ne nº20 de Junho.

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Newsletter Nº215

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News­let­ter Nº215

Faz hoje anos que nas­cia, em 1773, Tho­mas Young. Este físi­co e egip­tó­lo­go inglês refor­çou a teo­ria ondu­la­tó­ria da luz com seu estu­do da inter­fe­rên­cia da luz. Como estu­dan­te de medi­ci­na, des­co­briu como a for­ma das len­tes do olho mudam para se foca­rem. Em 1801, ele reco­nhe­ceu a cau­sa do estig­ma­tis­mo. Young demons­trou a natu­re­za ondu­la­tó­ria da luz, pola­ri­za­ção de luz, fran­jas de inter­fe­rên­cia e expli­cou as cores vis­tas em cama­das finas, como bolhas de sabão. Ele asso­ci­a­va o com­pri­men­to de onda com a cor da luz e a per­cep­ção do olho de qual­quer cor como uma mis­tu­ra de ver­me­lho, azul e ver­de. O módu­lo de Young é o nome dados decor­ren­te do seu tra­ba­lho com elas­ti­ci­da­de. Ele tam­bém tra­ba­lhou medin­do o tama­nho das molé­cu­las, a ten­são super­fi­ci­al do líqui­do. Ele tam­bém foi um egip­tó­lo­go que aju­dou a deci­frar a Pedra de Rose­ta.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1831, James Clerk Maxwell. Este físi­co e mate­má­ti­co esco­cês fez pes­qui­sas que uni­ram elec­tri­ci­da­de e mag­ne­tis­mo ao con­cei­to do cam­po elec­tro­mag­né­ti­co. Em Lon­dres, por vol­ta de 1862, Maxwell cal­cu­lou que a velo­ci­da­de de pro­pa­ga­ção de um cam­po elec­tro­mag­né­ti­co é apro­xi­ma­da­men­te a velo­ci­da­de da luz. Ele propôs que o fenó­me­no da luz é, por­tan­to, um fenó­me­no elec­tro­mag­né­ti­co. As qua­tro equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais, ago­ra conhe­ci­das como equa­ções de Maxwell, apa­re­ce­ram pela pri­mei­ra vez em for­ma total­men­te desen­vol­vi­da em Elec­tri­city and Mag­ne­tism (1873). Ele mor­reu rela­ti­va­men­te jovem; Algu­mas das teo­ri­as que ele avan­çou em físi­ca só foram con­clu­si­va­men­te pro­va­das mui­to depois de sua mor­te. As idei­as de Maxwell tam­bém abri­ram o cami­nho para a teo­ria da rela­ti­vi­da­de espe­ci­al de Eins­tein e a teo­ria quân­ti­ca.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1854, Char­les Alger­non Par­sons. Este enge­nhei­ro bri­tâ­ni­co inven­tou uma tur­bi­na a vapor de múl­ti­plos está­gi­os que revo­lu­ci­o­nou a pro­pul­são marí­ti­ma (1884). Cada está­gio foi pro­jec­ta­do para con­tro­lar e maxi­mi­zar a potên­cia for­ne­ci­da. Em 1891, ele pro­jec­tou a sua tur­bi­na com um con­den­sa­dor para ali­men­tar dína­mos em esta­ções gera­do­ras eléc­tri­cas. Em 1897, usan­do a sua tur­bi­na para ali­men­tar seu navio de 100 pés Tur­bi­nia, ele alcan­çou 35 nós. O pri­mei­ro navio a ser impul­si­o­na­do por tur­bi­nas, com sua incrí­vel velo­ci­da­de, levou à cons­tru­ção de mui­tos navi­os de guer­ra movi­dos a tur­bi­na para a mari­nha bri­tâ­ni­ca. Ele melho­rou ain­da mais a efi­ci­ên­cia com um redu­tor mecâ­ni­co para ligar o motor às héli­ces. Par­sons tam­bém inven­tou um dis­po­si­ti­vo para melho­rar os fonó­gra­fos, foi pio­nei­ro na avi­a­ção e pro­du­ziu um dis­po­si­ti­vo anti­der­ra­pan­te para pneus de auto­mó­veis.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1903 — Wil­lard Har­ri­son Ben­nett. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no des­co­briu, em 1934, o efei­to de pin­ça, um pro­ces­so elec­tro­mag­né­ti­co que pode ofe­re­cer uma manei­ra de con­fi­nar mag­ne­ti­ca­men­te um plas­ma a tem­pe­ra­tu­ras altas o sufi­ci­en­te para que ocor­ram reac­ções con­tro­la­das de fusão nucle­ar. Ele propôs em 1936 o ace­le­ra­dor Van de Gra­aff, que mais tar­de se tor­nou ampla­men­te uti­li­za­do na pes­qui­sa nucle­ar. Ele inven­tou um espec­tró­me­tro de mas­sa de radi­o­frequên­cia, desen­vol­vi­do em 1955. Como não exi­gia nenhum íman pesa­do, foi o pri­mei­ro lan­ça­do ao espa­ço para medir as mas­sas de áto­mos. O Sput­nik III levou o pri­mei­ro espec­tró­me­tro de mas­sa R-F para o espa­ço. Foi o úni­co ins­tru­men­to espa­ci­al usa­do pelos rus­sos e cre­di­ta­do a um inven­tor ame­ri­ca­no nas suas pró­pri­as publi­ca­ções em lín­gua rus­sa.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­ci­am, em 1911, Erwin Wilhelm Mül­ler e Luis Wal­ter Alva­rez. O pri­mei­ro foi um físi­co ger­ma­no-ame­ri­ca­no que inven­tou o micros­có­pio de emis­são de cam­po (FIM), que for­ne­ceu ampli­a­ções supe­ri­o­res a um milhão. Pela pri­mei­ra vez, foi pos­sí­vel tirar fotos de áto­mos indi­vi­du­ais. Ima­gens das estru­tu­ras ató­mi­cas do tungs­té­nio foram publi­ca­das pela pri­mei­ra vez em 1951 na revis­ta Zeits­ch­rift für Phy­sik. Na MIF, uma vol­ta­gem de cer­ca de 10kV é apli­ca­da a uma pon­ta de metal afi­a­da, arre­fe­ci­da abai­xo de 50 kel­vin numa atmos­fe­ra de hélio de bai­xa pres­são. Áto­mos de gás são ioni­za­dos pelo for­te cam­po eléc­tri­co na vizi­nhan­ça da pon­ta e repe­li­dos per­pen­di­cu­lar­men­te à super­fí­cie da pon­ta. Um detec­tor dese­nha a dis­tri­bui­ção espa­ci­al des­ses iões, dan­do uma ampli­a­ção da cur­va­tu­ra da super­fí­cie. O segun­do foi um físi­co ame­ri­ca­no que rece­beu o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1968 pelo tra­ba­lho que incluiu a des­co­ber­ta de mui­tas par­tí­cu­las de res­so­nân­cia (par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas ten­do vidas extre­ma­men­te cur­tas e ocor­ren­do ape­nas em coli­sões nucle­a­res de alta ener­gia). Alva­rez inven­tou uma dis­tân­cia de rádio e um indi­ca­dor de direc­ção. Duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele pro­jec­tou um sis­te­ma de pou­so para aero­na­ves e um sis­te­ma de radar para loca­li­zar aviões. Ele par­ti­ci­pou do desen­vol­vi­men­to da bom­ba ató­mi­ca no Labo­ra­tó­rio Cien­tí­fi­co de Los Ala­mos (1944–45). Ele suge­riu a téc­ni­ca para deto­nar o tipo de implo­são de bom­ba ató­mi­ca. Mais tar­de, ele aju­dou a desen­vol­ver a câma­ra de bolhas de hidro­gé­nio, usa­da para detec­tar par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas. Esta pes­qui­sa levou à des­co­ber­ta de mais de 70 par­tí­cu­las ele­men­ta­res e resul­tou numa gran­de revi­são das teo­ri­as nucle­a­res.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1928, John For­bes Nash Jr.. Este mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no fez con­tri­bui­ções fun­da­men­tais para a teo­ria dos jogos, geo­me­tria dife­ren­ci­al e o estu­do de equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais. O tra­ba­lho de Nash for­ne­ceu deta­lhes sobre os fac­to­res que gover­nam o aca­so e a toma­da de deci­sões den­tro de sis­te­mas com­ple­xos encon­tra­dos na vida quo­ti­di­a­na. As suas teo­ri­as são ampla­men­te uti­li­za­das na eco­no­mia. Actu­an­do como Mate­má­ti­co de Pes­qui­sa Séni­or na Uni­ver­si­da­de de Prin­ce­ton duran­te a par­te pos­te­ri­or de sua vida, ele repar­tiu o Pré­mio Nobel de 1994 em Ciên­ci­as Eco­nó­mi­cas com os teó­ri­cos dos jogos Rei­nhard Sel­ten e John Har­sanyi. Em 2015, ele tam­bém divi­diu o Pré­mio Abel com Louis Niren­berg por seu tra­ba­lho sobre equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais não-line­a­res. John Nash é a úni­ca pes­soa a rece­ber o Pré­mio Nobel em Ciên­ci­as Eco­nó­mi­cas e o Pré­mio Abel.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Spa­ceX lan­çou com suces­so três saté­li­tes Cana­di­a­nos RADARSAT (RCM). O Fogue­tão Fal­con-9 foi lan­ça­do e após a sua mis­são vol­tou à Ter­ra ten­do sido recu­pe­ra­do com suces­so. Os três saté­li­tes lan­ça­dos são do tipo C-Band SAR (Radar de Aber­tu­ra Sin­té­ti­ca) para obser­va­ção ter­res­tre. De entre as mis­sões des­tes saté­li­tes o RCM for­ne­ce­rão revi­si­tas diá­ri­as ao vas­to ter­ri­tó­rio e abor­da­gens marí­ti­mas do Cana­dá, incluin­do o Árc­ti­co, até 4 vezes por dia, bem como aces­so diá­rio a qual­quer pon­to de 90% da super­fí­cie da Ter­ra. Estes saté­li­tes irão subs­ti­tuir os RADARSAT-2, lan­ça­dos em 2007.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D. É apre­sen­ta­do manu­al de ope­ra­ção do com­pu­ta­dor ENIAC.

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Newsletter Nº214

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News­let­ter Nº214

Faz hoje anos que nas­cia, em 1850, Karl Fer­di­nand Braun. Este físi­co ale­mão par­ti­lhou o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1909 com Gugli­el­mo Mar­co­ni pelo desen­vol­vi­men­to do tele­gra­fo sem fio. Ele publi­cou arti­gos sobre des­vi­os da lei de Ohm e sobre os cál­cu­los da for­ça elec­tro­mo­triz de ele­men­tos gal­vâ­ni­cos rever­sí­veis de fon­tes tér­mi­cas, e des­co­briu (1874) o efei­to do rec­ti­fi­ca­dor eléc­tri­co. Ele demons­trou o pri­mei­ro osci­los­có­pio de rai­os cató­di­cos (tubo de Braun) em 1897, depois de tra­ba­lhar em cor­ren­tes alter­na­das de alta frequên­cia. Os tubos de rai­os cató­di­cos já tinham sido carac­te­ri­za­dos por rai­os não con­tro­la­dos; Braun con­se­guiu pro­du­zir um flu­xo estrei­to de elec­trões, gui­a­do por meio de vol­ta­gem alter­na­da, que pode­ria tra­çar padrões numa tela flu­o­res­cen­te.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1932, David Scott. Este Astro­nau­ta nor­te-ame­ri­ca­no foi o pri­mei­ro a con­du­zir um veí­cu­lo com rodas na Lua a 31 de Julho de 1971. O Fogue­tão Gemi­ni 8 foi lan­ça­do em 16 de Mar­ço de 1966, com Scott e Neil Arms­trong como tri­pu­lan­tes e con­du­ziu a pri­mei­ra anco­ra­gem no espa­ço com um Age­na. Scott voou na mis­são Apol­lo 9, lan­ça­da em 3 de Mar­ço de 1969, um tes­te de órbi­ta ter­res­tre de dez dias do pri­mei­ro con­jun­to com­ple­to de hard­ware da Apol­lo. Em 26 de Julho de 1971, Scott foi lan­ça­do na mis­são Apol­lo 15. Ele esta­va no coman­do do seu Módu­lo Lunar, que fez o quar­to pou­so lunar, tor­nou-se a séti­ma pes­soa a andar na Lua e o pri­mei­ro a usar o veí­cu­lo Lunar Rover na super­fí­cie da Lua. Isto fez par­te de uma inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca de três dias, onde foram reco­lhi­das cer­ca de 77 kg de amos­tras de rochas, e uma esta­ção de ciên­cia da ALSEP foi dei­xa­da no local de pou­so para con­ti­nu­ar a moni­to­ri­za­ção do ambi­en­te lunar.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1933, Hein­ri­ch Roh­rer. Este Físi­co suí­ço rece­beu meta­de do Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1986 com Gerd Bin­nig, pela inven­ção con­jun­ta do micros­có­pio de tune­la­men­to. (Ernst Rus­ka rece­beu a outra meta­de do pré­mio). O micros­có­pio elec­tró­ni­co de Rus­ka dos anos 1930 foi inca­paz de mos­trar a estru­tu­ra da super­fí­cie no nível ató­mi­co. Roh­rer e Bin­nig come­ça­ram a tra­ba­lhar em 1978 num micros­có­pio de tune­la­men­to de var­re­du­ra no qual uma son­da fina pas­sa a pou­cos angs­troms da super­fí­cie da amos­tra. Uma vol­ta­gem posi­ti­va na son­da per­mi­te que os elec­trões se movam da amos­tra para a son­da pelo efei­to de túnel, e a cor­ren­te detec­ta­da pode ser usa­da para man­ter a son­da a uma dis­tân­cia cons­tan­te da super­fí­cie. À medi­da que a son­da se move em linhas para­le­las, uma ima­gem 3D da super­fí­cie pode ser cons­truí­da.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1943, Richard E. Smal­ley. Este quí­mi­co e físi­co nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do como o pai da nano-tec­no­lo­gia, que divi­diu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1996 com Robert F. Curl Jr. e Sir Harold W. Kro­to pela des­co­ber­ta con­jun­ta, em 1985, de car­bo­no (C60, ou Buck­mins­ter­fu­le­re­no, ou “bucky­balls”) e os fule­re­nos.

Com­ple­tam-se hoje 35 anos des­de o lan­ça­men­to des­se jogo mun­di­al­men­te famo­so cha­ma­do Tetris. O Tetris foi ori­gi­nal­men­te con­ce­bi­do e desen­vol­vi­do pelo pro­gra­ma­dor rus­so Ale­xey Leo­ni­do­vi­ch Pajit­nov. O seu nome é deri­va­do das pala­vras “tetro­mi­no”, que é uma for­ma geo­mé­tri­ca com­pos­ta por qua­tro qua­dra­dos, e “ténis”, supos­ta­men­te o des­por­to favo­ri­to de Pajit­nov.

Nes­ta sema­na que pas­sou fica­mos a conhe­cer o novo pneu sem ar desen­vol­vi­do pela Miche­lin. Jun­ta­men­te com a GM o pro­to­ti­po MICHELIN Uptis (ou “Uni­que Punc­tu­re-pro­of Tire Sys­tem”) foi apre­sen­ta­do. A tec­no­lo­gia sem ar faz com que o Uptis Pro­toty­pe eli­mi­ne furos e reben­ta­men­to de pneus. Isto sig­ni­fi­ca que o Uptis ofe­re­ce um poten­ci­al sig­ni­fi­ca­ti­vo para redu­zir o uso de maté­ri­as-pri­mas e resí­du­os, con­tri­buin­do para a visão da GM para um mun­do com zero coli­sões, zero emis­sões e zero con­ges­ti­o­na­men­tos.

Tam­bém esta sema­na a KLM e TU Delft unem for­ças para tor­nar a avi­a­ção mais sus­ten­tá­vel. A KLM con­tri­bui­rá para a pes­qui­sa da TU Delft sobre um con­cei­to de voo ino­va­dor conhe­ci­do como “Flying-V”. O dese­nho em for­ma de V da aero­na­ve inte­gra­rá a cabi­ne de pas­sa­gei­ros, o porão de car­ga e os tan­ques de com­bus­tí­vel nas asas. A sua for­ma aero­di­nâ­mi­ca aper­fei­ço­a­da e peso redu­zi­do sig­ni­fi­cam que ele con­so­me 20% menos com­bus­tí­vel do que o Air­bus A350, a aero­na­ve mais avan­ça­da da actu­a­li­da­de. Um mode­lo em esca­la voa­do­ra e uma sec­ção em tama­nho real do inte­ri­or do Flying-V serão ofi­ci­al­men­te apre­sen­ta­dos no KLM Expe­ri­en­ce Days no Aero­por­to Schiphol de Ames­ter­dão em Outu­bro, por oca­sião do 100º ani­ver­sá­rio da KLM.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a Ama­zon, na sua con­fe­rên­cia re: MARS, (Machi­ne Lear­ning, Auto­ma­ti­on, Robo­tics and Spa­ce), em Las Vegas, reve­lou o mais recen­te dese­nho de dro­nes Pri­me Air. O objec­ti­vo des­tes dro­nes é serem total­men­te eléc­tri­cos e poder voar até 15 milhas e entre­gar paco­tes com menos de cin­co libras a cli­en­tes em menos de 30 minu­tos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 28 de Maio.

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Newsletter Nº213

Newsletter Nº213
News­let­ter Nº213

Faz hoje anos que nas­cia, em 1423, Georg von Peur­ba­ch. Este mate­má­ti­co e astró­no­mo aus­tría­co pro­mo­veu o uso de alga­ris­mos ará­bi­cos (intro­du­zi­do 250 anos antes no lugar dos nume­rais roma­nos), espe­ci­al­men­te numa tabe­la de senos que ele cal­cu­lou com pre­ci­são sem pre­ce­den­tes. Ele mor­reu antes que este pro­jec­to esti­ves­se ter­mi­na­do e seu alu­no, Regi­o­mon­ta­nus, con­ti­nu­ou até a sua pró­pria mor­te. Peur­ba­ch era um segui­dor da astro­no­mia de Pto­lo­meu. Ele insis­tiu na rea­li­da­de sóli­da das esfe­ras de cris­tal dos pla­ne­tas, indo um pou­co além dos escri­tos de Pto­lo­meu. Ele cal­cu­lou tabe­las de eclip­ses em Tabu­lae Ecclip­sium, obser­vou o come­ta de Hal­ley em Junho de 1456 e o eclip­se lunar de 3 de Setem­bro de 1457 de um local per­to de Vie­na. Peur­ba­ch escre­veu sobre astro­no­mia, as suas obser­va­ções e desen­vol­veu ins­tru­men­tos astro­nó­mi­cos.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1908, Han­nes Alf­vén. Este astro­fí­si­co sue­co foi um dos fun­da­do­res do cam­po da físi­ca dos plas­mas (o estu­do dos gases ioni­za­dos). Ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1970 (com o fran­cês Louis Néel). Alf­vén foi reco­nhe­ci­do “pelo tra­ba­lho fun­da­men­tal em mag­ne­to-hidro­di­nâ­mi­ca com apli­ca­ções notá­veis em dife­ren­tes par­tes da físi­ca dos plas­mas”. Ele con­ce­beu a cos­mo­lo­gia do plas­ma como uma alter­na­ti­va à teo­ria do Big Bang da ori­gem do uni­ver­so. No con­cei­to de cos­mo­lo­gia do plas­ma, o uni­ver­so não tem um come­ço espe­cí­fi­co nem tem um fim pre­vi­sí­vel. Em vez de um domí­nio por for­ças gra­vi­ta­ci­o­nais, a teo­ria sus­ten­ta que são as for­ças elec­tro­mag­né­ti­cas do plas­ma em todo o uni­ver­so que orga­ni­zam a maté­ria do uni­ver­so em sua estru­tu­ra obser­va­da de estre­las.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1916, Joseph W. Ken­nedy. Este quí­mi­co e físi­co nor­te-ame­ri­ca­no, foi um dos qua­tro co-des­co­bri­do­res do plu­tó­nio, (ele­men­to 94) que foi pro­du­zi­do a par­tir de óxi­do de urâ­nio bom­bar­de­a­do com deu­té­rio num ciclo­tron na Univ. da Cali­fór­nia em Ber­ke­ley. Pos­te­ri­or­men­te, em 28 de Mar­ço de 1941, Glenn Sea­borg, Emi­lio Segrè e Joseph Ken­nedy demons­tra­ram que o plu­tó­nio, como o U235, é fis­si­o­ná­vel com neu­trões len­tos, por­tan­to neu­trões de qual­quer velo­ci­da­de, o que impli­ca que é um poten­ci­al mate­ri­al de bom­ba de fis­são. Ele foi ins­tru­tor de quí­mi­ca enquan­to tra­ba­lha­va no pro­jec­to de pes­qui­sa lide­ra­do por Glenn Sea­borg na Uni­ver­si­da­de da Cali­fór­nia, em Ber­ke­ley. Depois de tra­ba­lhar com a Sea­borg, Ken­nedy foi esco­lhi­do por J. Robert Oppe­nhei­mer para lide­rar a Divi­são de Quí­mi­ca do Pro­jec­to Manhat­tan.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1934, Alek­sey Arkhi­po­vi­ch Leo­nov. Este cos­mo­nau­ta rus­so, foi o pri­mei­ro homem a sair de uma nave espa­ci­al. Em 18 de Mar­ço de 1965, Voskhod 2 foi lan­ça­do ao espa­ço levan­do Leo­nov com Pavel Belyayev a bor­do. Na segun­da órbi­ta, Leo­nov dei­xou a nave espa­ci­al atra­vés da fecha­du­ra à pres­são enquan­to ain­da esta­va amar­ra­da à nave. Ele fez fil­mes e pra­ti­cou a movi­men­ta­ção fora da nave por 10 minu­tos. Voskhod 2 fez 17 órbi­tas a cer­ca de 177 km aci­ma da ter­ra. Dez anos depois, em 17 de Julho de 1975, Leo­nov coman­dou a nave Soyuz sovié­ti­ca, que esta­va em órbi­ta com uma nave nor­te-ame­ri­ca­na Apol­lo.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Spa­ceX lan­çou 60 saté­li­tes Star­link do Spa­ce Laun­ch Com­plex 40 (SLC-40) no Cabo Cana­ve­ral, na Flo­ri­da. O Star­link da Spa­ceX é uma rede de saté­li­tes de últi­ma gera­ção capaz de ligar o mun­do, espe­ci­al­men­te para aque­les que ain­da não estão conec­ta­dos, com ser­vi­ços de Inter­net de ban­da lar­ga con­fiá­veis e aces­sí­veis. O pri­mei­ro está­gio do Fal­con 9 para esta mis­são apoi­ou ante­ri­or­men­te a mis­são Tels­tar 18 VANTAGE em Setem­bro de 2018 e a mis­são Iri­dium-8 em Janei­ro de 2019. Após a sepa­ra­ção da pri­mei­ra fase, a Spa­ceX pou­sou o pri­mei­ro está­gio do Fal­con 9 no navio “Of Cour­se I Still Love You” que esta­va no Oce­a­no Atlân­ti­co. Apro­xi­ma­da­men­te uma hora e dois minu­tos após o lan­ça­men­to, os saté­li­tes Star­link foram posi­ci­o­na­dos a uma alti­tu­de de 440 km. Eles então usa­ram a pro­pul­são a bor­do para atin­gir uma alti­tu­de ope­ra­ci­o­nal de 550 km.

Tam­bém esta sema­na o rover Curi­o­sity da NASA con­fir­mou que a região em Mar­te que está a explo­rar, cha­ma­da de “uni­da­de argi­lo­sa”, é bem mere­ce­do­ra de seu nome. Duas amos­tras que o rover recen­te­men­te per­fu­rou em zonas de rocha cha­ma­dos “Aber­lady” e “Kil­ma­rie” reve­la­ram as mai­o­res quan­ti­da­des de mine­rais de argi­la já encon­tra­das duran­te a mis­são. Ambos os alvos de per­fu­ra­ção apa­re­cem num novo sel­fie tira­do pelo rover a 12 de Maio de 2019, o dia mar­ci­a­no, ou sol, da mis­são.

Nes­ta sema­na que pas­sou tam­bém che­ga­ram inú­me­ras novi­da­des da Com­pu­tex 2019 que se rea­li­za em Taiwan e que ter­mi­na no pró­xi­mo dia 1 de Junho. A Intel apre­sen­tou a 10ª gera­ção de pro­ces­sa­do­res Intel Core e pro­jec­to Athe­na. A NVIDIA apre­sen­tou novas pla­cas capa­zes de fazer ray-tra­cing em tem­po-real pos­si­bi­li­tan­do uma nova gera­ção de jogos. A AMD vol­tou a fazer his­tó­ria com o anún­cio de pro­du­tos de com­pu­ta­ção e grá­fi­cos de alto desem­pe­nho base­a­dos em tec­no­lo­gia de 7nm.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI nº82 de Junho.

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Newsletter Nº212

Newsletter Nº212
News­let­ter Nº212

Faz hoje anos que nas­cia, em 1779, Paul Moody. Este inven­tor e mecâ­ni­co de máqui­nas têx­teis nor­te-ame­ri­ca­no, cola­bo­rou com Fran­cis Cabot Lowell, o prin­ci­pal fun­da­dor de uma fábri­ca têx­til da Bos­ton Manu­fac­tu­ring Com­pany em Waltham, Mas­sa­chu­setts. Moody super­vi­si­o­nou as ope­ra­ções da fábri­ca, mas tam­bém tra­ba­lhou com a Lowell para desen­vol­ver um tear eléc­tri­co efi­ci­en­te, o pri­mei­ro cons­truí­do nos EUA (1814), o apa­ra­to de fia­ção “fuso mor­to” e outras ino­va­ções. Em 1823, tor­nou-se inves­ti­dor e come­çou a tra­ba­lhar na recém-fun­da­da Mer­ri­mack Com­pany, em Lowell, Mas­sa­cu­setts, para fabri­car chi­ta. Con­tri­buin­do com um núme­ro subs­tan­ci­al de melho­ri­as paten­te­a­das em máqui­nas têx­teis, ele foi impor­tan­te no desen­vol­vi­men­to da indús­tria têx­til na Nova Ingla­ter­ra.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1908, John Bar­de­en. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no rece­beu o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1956 e 1972. Ele par­ti­lhou o pré­mio de 1956 com Wil­li­am B. Shoc­kley e Wal­ter H. Brat­tain pela sua inven­ção con­jun­ta do tran­sís­tor. Com Leon N. Coo­per e John R. Sch­ri­ef­fer, ele rece­beu o pré­mio de 1972 pelo desen­vol­vi­men­to da teo­ria dos super-con­du­to­res, geral­men­te cha­ma­da de teo­ria BCS.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1917, Edward Nor­ton Lorenz. Este mate­má­ti­co e mete­o­ro­lo­gis­ta nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do por apon­tar o “efei­to bor­bo­le­ta”, segun­do o qual a teo­ria do caos pre­vê que “esta­dos ini­ci­ais leve­men­te dife­ren­tes podem evo­luir para esta­dos con­si­de­ra­vel­men­te dife­ren­tes”. No seu arti­go de 1963 no Jour­nal of Atmosphe­ric Sci­en­ces, ele citou o bater de asas de uma gai­vo­ta, como capaz de mudar o esta­do da atmos­fe­ra, mes­mo de manei­ra tão tri­vi­al, pode resul­tar em enor­mes mudan­ças no resul­ta­do dos padrões cli­má­ti­cos. Assim, a pre­vi­são mete­o­ro­ló­gi­ca de lon­go alcan­ce tor­na-se qua­se impos­sí­vel. Ele deter­mi­nou esse resul­ta­do ines­pe­ra­do em 1961 enquan­to exe­cu­ta­va uma simu­la­ção de com­pu­ta­dor do cli­ma que dava resul­ta­dos com­ple­ta­men­te dife­ren­tes com peque­nas alte­ra­ções nos dados de entra­da.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1934, Robert Moog. Este enge­nhei­ro e inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no deu um avan­çou na músi­ca elec­tró­ni­ca com seu sin­te­ti­za­dor Moog. A sua pai­xão pela cons­tru­ção de cir­cui­tos elec­tró­ni­cos come­çou na sua juven­tu­de e, aos 14 anos, ele cons­truiu um the­re­min. Enquan­to pós-gra­du­a­do, Moog desen­vol­veu o seu pri­mei­ro sin­te­ti­za­dor elec­tró­ni­co ana­ló­gi­co, com­ple­to com rodas de con­tro­le para cri­ar um amplo espec­tro de modi­fi­ca­ções de for­mas de onda sono­ras gera­das a par­tir de cir­cui­tos elec­tró­ni­cos de osci­la­do­res. Na déca­da de 1960, ele tinha um mode­lo por­tá­til, o Mini­mo­og, que for­ne­cia a mui­tos gru­pos de rock sons dis­tin­tos. Em 1968, Wal­ter (mais tar­de Wendy) Car­los ganhou um Grammy por Swit­ched on Bach, com todas as fai­xas de ins­tru­men­to toca­das intei­ra­men­te num sin­te­ti­za­dor Moog.

Nes­ta sema­na que pas­sou a NASA anun­ci­ou que vai vol­tar à Lua. Numa das pri­mei­ras eta­pas dos pla­nos de explo­ra­ção lunar da agên­cia Arte­mis, a NASA anun­ci­ou na quin­ta-fei­ra a selec­ção da Maxar Tech­no­lo­gi­es, ante­ri­or­men­te SSL, em West­mins­ter, Colo­ra­do, para desen­vol­ver e demons­trar recur­sos de potên­cia, pro­pul­são e comu­ni­ca­ções para o por­tal lunar da NASA. Encar­re­ga­dos de vol­tar à Lua den­tro de cin­co anos, os pla­nos de explo­ra­ção lunar da NASA basei­am-se numa abor­da­gem em duas fases: a pri­mei­ra está foca­da na velo­ci­da­de — ater­rar na Lua em 2024 — enquan­to a segun­da esta­be­le­ce­rá uma pre­sen­ça huma­na sus­ten­ta­da Lua até 2028. O que apren­der­mos com esta mis­são será usa­do para nos pre­pa­rar­mos para envi­ar astro­nau­tas a Mar­te.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce Maga­zi­ne nº19 de Junho.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.