Newsletter Nº257

Newsletter Nº257
News­let­ter Nº257

Faz hoje anos que nas­cia, em 1875 o inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Wal­ter Chrys­ler. Ele come­çou na ado­les­cên­cia a tra­ba­lhar no sec­tor fer­ro­viá­rio ten­do subi­do a car­gos de gerên­cia. Então, em 1912, Char­les W. Nash recrutou‑o como geren­te da divi­são de pro­du­ção da Buick da Gene­ral Motors. Chrys­ler reor­ga­ni­zou a pro­du­ção para obter efi­ci­ên­cia, aumen­tan­do a pro­du­ção e os lucros, mas renun­ci­ou em 1920. Ele res­ga­tou a empre­sa de auto­mó­veis Willys-Over­land da falên­cia e depois trans­for­mou a Maxwell Motor Com­pany na Chrys­ler Cor­po­ra­ti­on (1924), que pro­du­ziu o pri­mei­ro car­ro da Chrys­ler em Junho de 1925. A empre­sa cres­ceu tor­nar-se um dos “Três Gran­des” fabri­can­tes de auto­mó­veis.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1878, o mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no Edward Kas­ner. Ele foi res­pon­sá­vel pela intro­du­ção da pala­vra goo­gol para um núme­ro mui­to gran­de (10 ele­va­do ao poder 100, que é 1 segui­do de 100 zeros) com o nome inven­ta­do por seu sobri­nho de 9 anos. Foi intro­du­zi­da no livro não téc­ni­co de mate­má­ti­ca que ele co-escre­veu com James R. New­man, Mate­má­ti­ca e Ima­gi­na­ção.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1934, o mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no Paul Cohen. Ele ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho fun­da­men­tal sobre os fun­da­men­tos da teo­ria dos con­jun­tos. Cohen inven­tou uma téc­ni­ca cha­ma­da “for­çar” para pro­var a inde­pen­dên­cia na teo­ria dos con­jun­tos do axi­o­ma da esco­lha e da hipó­te­se do con­ti­nu­um gene­ra­li­za­do. O pro­ble­ma da hipó­te­se do con­ti­nu­um foi o pri­mei­ro dos 23 famo­sos pro­ble­mas de Hil­bert entre­gues ao Segun­do Con­gres­so Inter­na­ci­o­nal de Mate­má­ti­cos em Paris em 1900. O famo­so dis­cur­so de Hil­bert Os pro­ble­mas da mate­má­ti­ca desa­fi­a­ram (então e ago­ra) os mate­má­ti­cos a resol­ver essas ques­tões fun­da­men­tais e Cohen tem a dis­tin­ção de Resol­ven­do o Pro­ble­ma 1. Ele tam­bém tra­ba­lhou em equa­ções dife­ren­ci­ais e aná­li­se har­mó­ni­ca. Foi reco­nhe­ci­do com a meda­lha Fields em 1966.

Nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­da a ver­são final do Ker­nel 5.6 do Linux. De entre as vári­as novi­da­des des­ta­ca-se a inte­gra­ção com o Wire­Guard VPN. Tam­bém está nes­ta ver­são o supor­te ini­ci­al para o USB4 cujo con­tri­bu­to foi dado pela Intel. Este Ker­nel é tam­bém o pri­mei­ro a ende­re­çar em 32-bits o pro­ble­ma do ano 2038 (over­flow de segun­dos em 32-bits). Foram fei­tas mui­tas alte­ra­ções no dri­ver de supor­te de moni­to­ri­za­ção de tem­pe­ra­tu­ra dos AMDs nome­a­da­men­te o supor­te para os CPUs ZEN. Foi final­men­te incor­po­ra­do no ker­nel o Vir­tu­al­Box Sha­red Fol­der dri­ver para melho­rar o supor­te de sis­te­mas Linux guest out-of-the-box.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos arti­gos cien­tí­fi­cos assim como pro­je­tos de maker.

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Newsletter Nº256

Newsletter Nº256
News­let­ter Nº256

Faz hoje anos que nas­cia, em 1913, o mate­má­ti­co hún­ga­ro Paul Erdös. Ele foi um dos prin­ci­pais espe­ci­a­lis­tas em mate­má­ti­ca do sécu­lo XX e foi pio­nei­ro nos cam­pos da teo­ria dos núme­ros e da com­bi­na­tó­ria. O tipo de mate­má­ti­ca em que ele tra­ba­lha­va era pro­ble­mas sim­ples de enten­der, mas noto­ri­a­men­te difí­ceis de resol­ver. Aos 20 anos, ele des­co­briu uma pro­va para um teo­re­ma clás­si­co da teo­ria dos núme­ros que afir­ma que há sem­pre pelo menos um núme­ro pri­mo entre qual­quer núme­ro intei­ro posi­ti­vo e seu dobro. Nos anos 30, ele estu­dou na Ingla­ter­ra e mudou-se para os EUA no final dos anos 30, quan­do suas ori­gens judai­cas tor­na­ram impos­sí­vel o retor­no à Hun­gria. Afec­ta­do pelo McCarthyism na déca­da de 1950, ele pas­sou boa par­te dos pró­xi­mos dez anos em Isra­el. Onde escre­veu cen­te­nas de arti­gos que fize­ram dele um dos mate­má­ti­cos mais pro­lí­fi­cos da his­tó­ria.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1916, o bioquí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no Chris­ti­an B. Anfin­sen. Ele rece­beu (con­jun­ta­men­te com Stan­ford Moo­re e Wil­li­am H. Stein) o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1972 por pes­qui­sas sobre a for­ma e a estru­tu­ra pri­má­ria da ribo­nu­cle­a­se (a enzi­ma que hidro­li­sa o RNA). A ribo­nu­cle­a­se é com­pos­ta por uma cadeia de pep­tí­deo úni­co (uma molé­cu­la que con­sis­te em duas ou mais molé­cu­las de ami­noá­ci­dos uni­das por uma liga­ção pep­tí­di­ca) dobra­da numa esfe­ra uni­da por qua­tro liga­ções dis­sul­fu­re­to. Estas liga­ções podem ser que­bra­das para que a enzi­ma fique des­na­tu­ra­da (colap­san­do), per­den­do todas as suas pro­pri­e­da­des enzi­má­ti­cas. Anfin­sen des­co­briu que a sua for­ma e, con­se­quen­te­men­te, seu poder enzi­má­ti­co pode­ri­am ser res­tau­ra­dos e con­cluiu que a ribo­nu­cle­a­se deve reter todas as infor­ma­ções sobre a sua con­fi­gu­ra­ção den­tro dos seus ami­noá­ci­dos.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1973, o cien­tis­ta da com­pu­ta­ção e empre­en­de­dor nor­te-ame­ri­ca­no Lar­ry Page. Ele era estu­dan­te de gra­du­a­ção quan­do co-fun­dou a Goo­gle, Inc. com Ser­gey Brin, enquan­to tra­ba­lha­va no mes­mo dou­to­ra­men­to. Eles desen­vol­ve­ram as suas idei­as para o meca­nis­mo de bus­ca na épo­ca e fun­da­ram a empre­sa em 1998, com apoio finan­cei­ro de inves­ti­do­res, fami­li­a­res e ami­gos. Page era o pre­si­den­te de pro­du­tos da empre­sa. O suces­so foi tão gran­de que, em 19 de Agos­to de 2004, a empre­sa fez uma ofer­ta públi­ca ini­ci­al de acções (IPO) para aumen­tar o capi­tal para cres­cer ain­da mais. Even­tu­al­men­te, o seu valor exce­deu o de Dis­ney, McDo­nals e Gene­ral Motors jun­tos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­do o livro “SIGNAL” da Texas assim como as revis­tas HackS­pa­ce 29 e Mag­PI 92 de Abril e as revis­tas newe­lec­tro­nics de 10 e 24 de Mar­ço.

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Newsletter Nº255

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News­let­ter Nº255

Faz hoje anos que nas­cia, em 1883, o quí­mi­co inglês Nor­man Haworth. Ele par­ti­lhou (com o quí­mi­co suí­ço Paul Kar­rer) o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1937 pelo seu tra­ba­lho na deter­mi­na­ção das estru­tu­ras quí­mi­cas de vári­os car­bo-hidra­tos e na sín­te­se de vita­mi­na C (1934), que foi a pri­mei­ra pre­pa­ra­ção arti­fi­ci­al de qual­quer vita­mi­na.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1900, o físi­co fran­cês Fré­dé­ric Joli­ot-Curie. Ele tor­nou-se assis­ten­te pes­so­al de Marie Curie no Radium Ins­ti­tu­te, Paris, e no ano seguin­te casou-se com sua filha Irè­ne (que tam­bém era assis­ten­te do ins­ti­tu­to). Mais tar­de, eles cola­bo­ra­ram na pes­qui­sa e par­ti­lha­ram o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1935 “em reco­nhe­ci­men­to à sín­te­se de novos ele­men­tos radi­o­ac­ti­vos”. Por exem­plo, eles des­co­bri­ram que áto­mos de alu­mí­nio expos­tos a rai­os alfa se trans­mu­ta­vam em áto­mos de fós­fo­ro radi­o­ac­ti­vo.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1943, o quí­mi­co mexi­co-ame­ri­ca­no Mario Moli­na. Ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1995, jun­ta­men­te com os quí­mi­cos F. Sherwo­od Rowland e Paul Crut­zen, por pes­qui­sas na déca­da de 1970 sobre a decom­po­si­ção da cama­da de ozo­no, que pro­te­ge a Ter­ra de peri­go­sas radi­a­ções sola­res. As des­co­ber­tas de Moli­na e Rowland, de que alguns gases fabri­ca­dos indus­tri­al­men­te des­tro­em a cama­da de ozo­no, leva­ram a um movi­men­to inter­na­ci­o­nal no final do sécu­lo 20 para limi­tar o uso gene­ra­li­za­do de gases clo­ro­flu­o­ro­car­bo­ne­tos (CFC).

Nes­ta sema­na que pas­sou con­ti­nu­a­mos a acom­pa­nhar a evo­lu­ção da pan­de­mia do COVID-19. E de entre as his­tó­ria da sema­na apa­re­ce uma de uma empre­sa de impres­so­ras 3D na Itá­lia que pro­jec­tou e impri­miu 100 vál­vu­las de res­pi­ra­ção que sal­vam vidas em 24 horas para um hos­pi­tal que ficou sem elas. A vál­vu­la conec­ta paci­en­tes em tera­pia inten­si­va a apa­re­lhos res­pi­ra­tó­ri­os. O hos­pi­tal, em Bres­cia, tinha 250 paci­en­tes com coro­na­ví­rus em tera­pia inten­si­va e as vál­vu­las foram pro­jec­ta­das para serem usa­das por no máxi­mo oito horas por vez.

Tam­bém esta sema­na nos che­ga outra his­tó­ria rela­ci­o­na­da, esta do Pru­sa — cri­a­dor da impres­so­ra 3D open sour­ce. Ele fala das opções que a comu­ni­da­de de impres­são 3D pode cri­ar e que já cri­ou como vimos a his­tó­ria ante­ri­or para resol­ver pro­ble­mas de pro­du­ção de dis­po­si­ti­vos que se encon­tram em fal­ta por rup­tu­ra de stock. Ele fala igual­men­te do tra­ba­lho que ele e a equi­pa dele teve jun­to das auto­ri­da­des da Repu­bli­ca Che­ca para cri­ar o “awa­re­ness” e a neces­si­da­de de ter este tipo de fabri­co como opção váli­da.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis. São apre­sen­ta­dos os livros “Essen­ti­al Rasp­ber­ry Pi Tips” e “Intro­duc­ti­on to Cir­cuits” ambos da element14.

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Newsletter Nº254

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News­let­ter Nº254

Faz anos hoje que nas­cia, em 1790 o qui­mi­co inglês John Fre­de­ric Dani­ell. Ele foi res­pon­sá­vel pela inven­ção da célu­la Dani­ell, que foi uma gran­de melho­ria em rela­ção à célu­la vol­tai­ca usa­da nos pri­mei­ros dias do desen­vol­vi­men­to da bate­ria. A sua pes­qui­sa em 1820 levou à inven­ção de um higró­me­tro que media a humi­da­de rela­ti­va que pos­te­ri­or­men­te se tor­nou um ins­tru­men­to padrão. Dani­ell ini­ci­ou expe­ri­ên­ci­as em 1835, na ten­ta­ti­va de melho­rar a bate­ria vol­tai­ca com seu pro­ble­ma de ser ins­tá­vel e como uma fon­te fra­ca de cor­ren­te eléc­tri­ca. Em 1836, ele inven­tou uma célu­la pri­má­ria na qual o hidro­gé­nio foi eli­mi­na­do com a gera­ção da elec­tri­ci­da­de. Dani­ell tinha resol­vi­do o pro­ble­ma da pola­ri­za­ção devi­do a uma fina pelí­cu­la de bolhas de hidro­gé­nio que se for­ma­va sobre o eléc­tro­do posi­ti­vo que redu­zia a cor­ren­te.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1824, o físi­co ale­mão Gus­tav Kir­chhoff. Ele jun­ta­men­te com Robert Bun­sen, esta­be­le­ceu a teo­ria da aná­li­se de espec­tro (uma téc­ni­ca para aná­li­se quí­mi­ca, ana­li­san­do a luz emi­ti­da por um mate­ri­al aque­ci­do), apli­ca­da por Kir­chhoff para deter­mi­nar a com­po­si­ção do Sol. Ele des­co­briu que quan­do a luz pas­sa atra­vés de um gás, o gás absor­ve os com­pri­men­tos de onda que seri­am emi­ti­dos se aque­ci­dos, o que expli­ca­va as nume­ro­sas linhas escu­ras (linhas de Frau­nho­fer) no espec­tro do Sol. Nas leis de Kir­chhoff (1845), ele gene­ra­li­zou as equa­ções que des­cre­vem o flu­xo de cor­ren­te no caso dos con­du­to­res eléc­tri­cos em três dimen­sões, esten­den­do a lei de Ohm ao cál­cu­lo das cor­ren­tes, ten­sões e resis­tên­ci­as das redes eléc­tri­cas. Ele demons­trou que a cor­ren­te flui num con­du­tor de resis­tên­cia zero à velo­ci­da­de da luz.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1838, o quí­mi­co inglês Wil­li­am Henry Per­kin. Enquan­to expe­ri­men­ta­va sin­te­ti­zar o qui­ni­no a par­tir de um pro­du­to quí­mi­co do alca­trão de car­vão, Per­kins mis­tu­rou ani­li­na e dicro­ma­to de sódio e ines­pe­ra­da­men­te encon­trou uma cor den­sa — que ele deno­mi­nou roxo ani­li­na — que extraiu com álco­ol. Ele des­co­bri­ra o pri­mei­ro coran­te arti­fi­ci­al. Os têx­teis da sua épo­ca eram colo­ri­dos de fon­tes natu­rais; a dele era uma alter­na­ti­va vali­o­sa. Aos 18 anos, ele paten­te­ou o coran­te. O seu pai inves­tiu em seus esfor­ços para fabri­car o coran­te. Foi colo­ca­do à ven­da em 1857 e tor­nou-se popu­lar na Fran­ça. Aos 23 anos, ele era pai de uma nova indús­tria quí­mi­ca orgâ­ni­ca sin­té­ti­ca.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1905, o enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no Chaun­cey Guy Suits. Ele aju­dou a desen­vol­ver um novo pro­ces­so, anun­ci­a­do em 1962, para cri­ar dia­man­tes sin­té­ti­cos com­pri­min­do car­bo­no numa gran­de pren­sa hidráu­li­ca a pres­sões de até três milhões de libras por pole­ga­da qua­dra­da, enquan­to simul­ta­ne­a­men­te aque­ci­do a 9.000 ºF, sem a neces­si­da­de do agen­te cata­li­sa­dor de metal usa­do ante­ri­or­men­te. Ele pos­suía 77 paten­tes nos EUA, em apli­ca­ções vari­a­das, como melho­ri­as de sinal de blo­queio fer­ro­viá­rio, cir­cui­tos para sinais eléc­tri­cos que pis­cam em sequên­cia, cir­cui­tos de rádio, sina­li­za­do­res, sinais sub­ma­ri­nos, redu­to­res de luz de tea­tro e relés foto­e­léc­tri­cos.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1925, o físi­co japo­nês Leo Esa­ki. Ele par­ti­lhou (com Ivar Gia­e­ver e Bri­an Joseph­son) o Pré­mio Nobel de Físi­ca (1973) em reco­nhe­ci­men­to pelo seu tra­ba­lho pio­nei­ro em tune­la­men­to de elec­trões em sóli­dos. A par­tir de algu­mas expe­ri­ên­ci­as apa­ren­te­men­te sim­ples publi­ca­das em 1958, ele foi capaz de des­ven­dar os pro­ces­sos de tune­la­men­to em sóli­dos, um fenó­me­no que esta­va cober­to de per­gun­tas por déca­das. O tune­la­men­to é um efei­to mecâ­ni­co quân­ti­co no qual um elec­trão pas­sa atra­vés de uma bar­rei­ra em poten­ci­al, embo­ra a teo­ria clás­si­ca pre­vis­se que não pode­ria. A des­co­ber­ta do Dr. Esa­ki levou à cri­a­ção do dío­do Esa­ki, um com­po­nen­te impor­tan­te da físi­ca do esta­do sóli­do com apli­ca­ções prá­ti­cas em cir­cui­tos de alta velo­ci­da­de encon­tra­dos em com­pu­ta­do­res e redes de comu­ni­ca­ções.

E nes­ta sema­na que pas­sou o tema domi­nan­te foi o COVID-19, nome dado a doen­ça pro­vo­ca­da por uma estir­pe de coro­na­vi­rus (SARS-CoV‑2) des­co­ber­ta em final de 2019 e que teve ori­gem em Wuhan na Chi­na.
Até ago­ra tinha sido uma doen­ça que afec­ta­va o mun­do mas à qual Por­tu­gal tinha fica­do de fora não sofren­do (de for­ma mui­to visí­vel) os efei­tos que outros paí­ses já esta­vam a sofrer. Mas esta sema­na dei­xou de ser uma doen­ça que afec­ta os outros e pas­sou a afec­tar o nos­so quo­ti­di­a­no. Ten­do pas­sa­do à cate­go­ria de pan­de­mia sig­ni­fi­ca que todos os paí­ses estão em ris­co. E é par­ti­cu­lar­men­te impor­tan­te que cada um de nós con­tri­bua acti­va­men­te para o con­tro­lo des­ta doen­ça seguin­do os con­se­lhos da OMS evi­tan­do locais com den­si­da­de ele­va­da de pes­so­as, des­lo­ca­ções des­ne­ces­sá­ri­as, lavar as mãos com frequên­cia, evi­tar cum­pri­men­tos pró­xi­mos como aper­tos de mão ou bei­ji­nhos, evi­tar tocar com as mãos nos seus olhos, boca ou nariz, e usar o bom sen­so nas com­pras de bens evi­tan­do o des­per­dí­cio.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker.

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Newsletter Nº253

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News­let­ter Nº253

Faz hoje anos que nas­cia, em 1512, o car­tó­gra­fo Gerar­dus Mer­ca­tor. Ele ficou conhe­ci­do por ter cri­a­do um mapa, incor­po­ran­do o que mais tar­de foi conhe­ci­do como pro­jec­ção de Mer­ca­tor, no qual para­le­los e meri­di­a­nos são ren­de­ri­za­dos como linhas rec­tas espa­ça­das, de modo a pro­du­zir a qual­quer momen­to uma pro­por­ção exac­ta de lati­tu­de para lon­gi­tu­de. Ele tam­bém intro­du­ziu o ter­mo atlas para uma colec­ção de mapas.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1574, o mate­má­ti­co inglês Wil­li­am Ough­tred. Ele inven­tou a for­ma mais anti­ga da régua de cál­cu­lo, duas esca­las loga­rít­mi­cas line­a­res ou cir­cu­la­res idên­ti­cas man­ti­das jun­tas e ajus­ta­das à mão. Melho­ri­as envol­ven­do a regra inter­na fami­li­ar com a cons­tru­ção line­ar da lin­gue­ta na ranhu­ra vie­ram mais tar­de. Ele intro­du­ziu o fami­li­ar sinal de mul­ti­pli­ca­ção x num livro de 1631, jun­ta­men­te com o pri­mei­ro uso das abre­vi­a­tu­ras sin, cos e tan.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1817, o físi­co fran­cês Jac­ques Babi­net. Ele foi o pri­mei­ro a pro­por a defi­ni­ção da uni­da­de de com­pri­men­to em ter­mos do com­pri­men­to de onda de uma linha espec­tral. A linha ver­me­lha no espec­tro de cád­mio foi esco­lhi­da e o angs­trom foi rede­fi­ni­do como uma frac­ção des­se valor. Ele esta­be­le­ceu um prin­cí­pio na teo­ria da difrac­ção (1837) que rece­beu seu nome. O com­pen­sa­dor Babi­net foi sua inven­ção para medir a pola­ri­za­ção da luz.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1842, o mate­má­ti­co ale­mão Hein­ri­ch Mar­tin Weber. Ele esta­be­le­ceu uma base algé­bri­ca para super­fí­ci­es de Rie­mann, per­mi­tin­do uma for­mu­la­ção pura­men­te algé­bri­ca do teo­re­ma de Rie­mann-Roch. Os tra­ba­lhos de pes­qui­sa de Weber eram nume­ro­sos, a mai­o­ria deles publi­ca­dos no Crel­le’s Jour­nal ou no Mathe­ma­tis­che Anna­len.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1876, o enge­nhei­ro fran­cês Édou­ard Belin. Ele foi res­pon­sá­vel pela inven­ção que fez a pri­mei­ra trans­mis­são tele­fo­to atra­vés de fios, de Paris a Lyon e Bor­de­aux e de vol­ta a Paris. Ele desen­vol­veu ain­da mais o Beli­no­graph, capaz de fazer a pri­mei­ra trans­mis­são tran­sa­tlân­ti­ca de fax por rádio, em 4 de Agos­to de 1921, entre Anna­po­lis, Mary­land, e os labo­ra­tó­ri­os de Belin em La Mal­mai­son, Fran­ça. A sua inven­ção digi­ta­li­zou uma ima­gem num cilin­dro reflec­tin­do um fei­xe de luz numa célu­la foto­e­léc­tri­ca que con­ver­tia dife­ren­tes inten­si­da­des de luz reflec­ti­da em impul­sos eléc­tri­cos. O seu equi­pa­men­to foi adop­ta­do na Grã-Bre­ta­nha em 1928 e usa­do qua­se exclu­si­va­men­te pelos media euro­peus nas déca­das de 30 a 40, quan­do o ter­mo “Beli­no” pas­sou a ser uti­li­za­do em geral para todos os tipos de trans­mis­são de ima­gens.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1915, o mate­má­ti­co fran­cês Lau­rent Schwartz. Ele foi pio­nei­ro na teo­ria das dis­tri­bui­ções, que atri­bui um sig­ni­fi­ca­do bem defi­ni­do a objec­tos como a fun­ção del­ta Dirac. Ele rece­beu a Meda­lha Fields em 1950 pelo seu tra­ba­lho na teo­ria das dis­tri­bui­ções.

Esta sema­na venho falar-vos de um núme­ro mis­te­ri­o­so que é o 6174. À pri­mei­ra vis­ta, pode não pare­cer tão óbvio. Mas, como esta­mos pres­tes a ver, qual­quer pes­soa que pos­sa sub­trair pode des­co­brir o mis­té­rio que tor­na este núme­ro tão espe­ci­al. Em 1949, o mate­má­ti­co D. R. Kapre­kar de Devla­li, na Índia, con­ce­beu um pro­ces­so ago­ra conhe­ci­do como ope­ra­ção de Kapre­kar. Pri­mei­ro, esco­lha um núme­ro de qua­tro dígi­tos em que os dígi­tos não sejam todos iguais (que não seja 1111, 2222, …). Em segui­da, reor­ga­ni­ze os dígi­tos para obter os núme­ros mai­o­res e meno­res que esses dígi­tos podem cri­ar. Por fim, sub­traia o menor núme­ro do mai­or para obter um novo núme­ro e con­ti­nue repe­tin­do a ope­ra­ção para cada novo núme­ro. É uma ope­ra­ção sim­ples, mas Kapre­kar des­co­briu que isso levou a um resul­ta­do sur­pre­en­den­te. Vamos expe­ri­men­tar, come­çan­do com o núme­ro 2020, os dígi­tos do ano pas­sa­do. O núme­ro máxi­mo que pode­mos cri­ar com esses dígi­tos é 2200 e o míni­mo é 0022 ou 22 (se um ou mais dígi­tos for zero, incor­po­re-os no lado esquer­do do núme­ro míni­mo). O resul­ta­do é 2178. Ago­ra 8721–1278=7443. Ago­ra 7443–3447=3996. Ago­ra 9963–3699=6264. Ago­ra 6642–2466=4176. Ago­ra 7641–1467=6174. Quan­do che­ga­mos a 6174, a ope­ra­ção repe­te-se, dan­do sem­pre o resul­ta­do 6174 todas as vezes. Cha­ma­mos o núme­ro 6174 de um ker­nel des­ta ope­ra­ção. Então 6174 é um ker­nel para a ope­ra­ção do Kapre­kar, mas isso é tão espe­ci­al quan­to o 6174? Bem, o 6174 não é ape­nas o úni­co ker­nel para a ope­ra­ção, mas tam­bém tem mais uma sur­pre­sa na man­ga.

Tam­bém esta sema­na pude­mos obser­var uma ima­gem de alta reso­lu­ção cap­ta­da pelo rover Curi­o­sity sobre um pano­ra­ma da super­fí­cie de Mar­te. Com­pos­ta por mais de 1.000 ima­gens tira­das duran­te o feri­a­do de Acção de Gra­ças de 2019 e cui­da­do­sa­men­te reu­ni­das nos meses seguin­tes, a com­po­si­ção con­tém 1,8 mil milhões de pixeis da pai­sa­gem mar­ci­a­na. A Mast­cam do rover usou a sua len­te tele­fo­to para pro­du­zir o pano­ra­ma; enquan­to isso, con­ta­va com sua len­te de ângu­lo médio para pro­du­zir um pano­ra­ma de bai­xa reso­lu­ção e qua­se 650 milhões de pixels, que inclui o deck do rover e o bra­ço robó­ti­co.

Tam­bém esta sema­na cien­tis­tas que estu­dam um aglo­me­ra­do de galá­xi­as dis­tan­tes des­co­bri­ram a mai­or explo­são vis­ta no Uni­ver­so des­de o Big Bang. A explo­são veio de um bura­co negro super­mas­si­vo no cen­tro de uma galá­xia a cen­te­nas de milhões de anos-luz de dis­tân­cia. Ele liber­tou cin­co vezes mais ener­gia que o regis­ta­do ante­ri­or­men­te.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.