Newsletter Nº207

Newsletter Nº207
News­let­ter Nº207

Faz hoje anos que nas­cia, em 1838, Paul Émi­le Lecoq de Bois­bau­dran. Este quí­mi­co fran­cês desen­vol­veu méto­dos espec­tros­có­pi­cos aper­fei­ço­a­dos que tinham sido desen­vol­vi­dos por Kir­chhoff. Em 1859, ele come­çou a exa­mi­nar mine­rais em bus­ca de linhas espec­trais des­co­nhe­ci­das. Quin­ze anos de per­sis­tên­cia com­pen­sa­ram quan­do ele des­co­briu os ele­men­tos gálio (1875), sama­rio (1880) e dis­pró­sio (1886). Ele acom­pa­nha­do de Robert Bun­sen, Gus­tav Kir­chhoff e Wil­li­am Cro­o­kes clas­si­fi­ca-se como um dos fun­da­do­res da ciên­cia da espec­tros­co­pia. Gui­a­do pela orga­ni­za­ção de linhas espec­trais para ele­men­tos da mes­ma famí­lia, ele acre­di­ta­va que o ele­men­to que ele cha­ma­va de gálio (em home­na­gem à Fran­ça) era o eka-alu­mí­nio pre­vis­to por Men­de­lei­ev entre o alu­mí­nio e o índio. Uma vez que é líqui­do entre cer­ca de 30 — 1700C, um ter­mó­me­tro de quart­zo de gálio pode medir altas tem­pe­ra­tu­ras.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1863, Hugh Long­bour­ne Cal­len­dar. Este Físi­co inglês ficou famo­so pelo tra­ba­lho em calo­ri­me­tria, ter­mo­me­tria e, prin­ci­pal­men­te, as pro­pri­e­da­des ter­mo­di­nâ­mi­cas do vapor. Ele publi­cou as pri­mei­ras tabe­las de vapor (1915). Em 1886, ele inven­tou o ter­mó­me­tro de resis­tên­cia de pla­ti­na usan­do a resis­ti­vi­da­de eléc­tri­ca da pla­ti­na, per­mi­tin­do a medi­ção pre­ci­sa de tem­pe­ra­tu­ras. Ele tam­bém inven­tou o calo­rí­me­tro de flu­xo con­tí­nuo eléc­tri­co, o ter­mó­me­tro de ar com­pen­sa­do (1891), uma balan­ça de rádio (1910) e um ter­mó­me­tro de rola­men­to (1897) que per­mi­ti­ram a obten­ção de dados de tem­pe­ra­tu­ra cli­má­ti­ca de lon­ga dura­ção. O seu filho, Guy S. Cal­len­dar, rela­ci­o­nou a mudan­ça cli­má­ti­ca com o aumen­to do dió­xi­do de car­bo­no (CO2) resul­tan­te da quei­ma de com­bus­tí­veis de car­bo­no (1938), conhe­ci­do como efei­to Cal­len­dar, par­te do efei­to de estu­fa.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1882, Julius Edgar Lili­en­feld. Este físi­co e enge­nhei­ro elec­tró­ni­co ame­ri­ca­no-aus­tro-hún­ga­ro, foi o inven­tor ori­gi­nal do tran­sís­tor de efei­to de cam­po (FET) (1925) e do con­den­sa­dor elec­tro­lí­ti­co (1931).

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1911, Mau­ri­ce Goldha­ber. Este Físi­co aus­tro-ame­ri­ca­no inven­tou uma expe­ri­ên­cia para mos­trar que os neu­tri­nos sem­pre giram numa direc­ção (somen­te no sen­ti­do con­tra os pon­tei­ros do reló­gio). O seu méto­do era sim­ples, ele­gan­te e usa­va um apa­re­lho peque­no o sufi­ci­en­te para caber numa ban­ca­da, em vez de usar um enor­me ace­le­ra­dor. Ele tam­bém des­co­briu que o núcleo do áto­mo de deu­té­rio con­sis­te num pro­tão e um neu­trão.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a conhe­cer uma nova for­ma de fazer con­tas de mul­ti­pli­car. Ao divi­dir núme­ros gran­des em núme­ros meno­res, os inves­ti­ga­do­res rees­cre­ve­ram um limi­te mate­má­ti­co fun­da­men­tal de velo­ci­da­de. O méto­do apren­di­do na esco­la pri­má­ria ou o méto­do de “trans­por­te” exi­ge cer­ca de n^2 eta­pas, em que n é o núme­ro de dígi­tos de cada um dos núme­ros que se está a mul­ti­pli­car. Por­tan­to, núme­ros de três dígi­tos exi­gem nove mul­ti­pli­ca­ções, enquan­to núme­ros de 100 dígi­tos exi­gem 10.000 mul­ti­pli­ca­ções.
Outros méto­dos foram entre­tan­to desen­vol­vi­dos dos quais se des­ta­cam o do mate­má­ti­co rus­so Ana­toly Karat­su­ba que envol­ve a sepa­ra­ção de um núme­ro e a recom­bi­na­ção de um novo modo que per­mi­te subs­ti­tuir um peque­no núme­ro de adi­ções e sub­trac­ções por um gran­de núme­ro de mul­ti­pli­ca­ções. O méto­do eco­no­mi­za tem­po por­que a adi­ção leva ape­nas 2*n eta­pas, ao con­trá­rio das eta­pas n^2. Pos­te­ri­or­men­te outros méto­dos foram apre­sen­ta­dos por Arnold Schö­nha­ge e Vol­ker Stras­sen que publi­ca­ram um méto­do capaz de mul­ti­pli­car gran­des núme­ros em pas­sos mul­ti­pli­ca­ti­vos n x log n x log (log n), onde log n é o loga­rit­mo de n.
O méto­do de Schö­nha­ge e Stras­sen, que é como os com­pu­ta­do­res mul­ti­pli­cam gran­des núme­ros, teve outras duas impor­tan­tes con­sequên­ci­as a lon­go pra­zo. Pri­mei­ro, intro­du­ziu o uso de uma téc­ni­ca do cam­po de pro­ces­sa­men­to de sinal cha­ma­do de Fast Fou­ri­er Trans­for­ma­ti­on. A téc­ni­ca tem sido a base para todos os algo­rit­mos de mul­ti­pli­ca­ção rápi­da des­de então.

Esta sema­na que pas­sou ficá­mos tam­bém a saber que a mai­or aero­na­ve do mun­do voa pela pri­mei­ra vez o seu voo de tes­te sobre o Deser­to de Moja­ve. O avião Stra­to­laun­ch com um dese­nho de fuse­la­gem dupla e enver­ga­du­ra mai­or do que o com­pri­men­to de um cam­po de fute­bol ame­ri­ca­no, levan­tou voo a 0658 PDT do Moja­ve Air & Spa­ce Port. Alcan­çan­do uma velo­ci­da­de máxi­ma de 189 milhas por hora, o avião voou por 2,5 horas sobre o Deser­to de Moja­ve a alti­tu­des de até 17.000 pés. Como par­te do voo ini­ci­al, os pilo­tos ava­li­a­ram o desem­pe­nho da aero­na­ve e as qua­li­da­des de manu­seio antes de pou­sar com suces­so no Moja­ve Air and Spa­ce Port. A aero­na­ve Stra­to­laun­ch é uma pla­ta­for­ma de lan­ça­men­to móvel que per­mi­ti­rá aces­so ao espa­ço aéreo de for­ma con­ve­ni­en­te, aces­sí­vel e roti­nei­ra. A ala cen­tral refor­ça­da pode supor­tar vári­os veí­cu­los de lan­ça­men­to, que podem pesar até um total de 225 tone­la­das.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hack­pa­ce nº 18 e o livro “An Intro­duc­ti­on to C & GUI Pro­gram­ming”.

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Newsletter Nº206

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News­let­ter Nº206

Faz hoje anos que nas­cia, em 1798, Mace­do­nio Mel­lo­ni. Este físi­co ita­li­a­no foi o pri­mei­ro a estu­dar exten­si­va­men­te a radi­a­ção infra­ver­me­lha. Sir Wil­li­am Fre­de­rick Hers­chel des­co­briu a radi­a­ção infra­ver­me­lha em 1800, mas a pes­qui­sa estag­nou até a inven­ção de uma ter­mo-pilha em 1830. Este ins­tru­men­to era cons­ti­tuí­do por uma série de tiras de dois metais dife­ren­tes que pro­du­zi­am cor­ren­te eléc­tri­ca quan­do uma extre­mi­da­de era aque­ci­da. Mel­lo­ni melho­rou a ter­mo-pilha e usou-a para detec­tar radi­a­ção infra­ver­me­lha. Em 1846, de um pon­to de obser­va­ção no alto do Mon­te Vesú­vio, ele mediu o leve efei­to de aque­ci­men­to do luar. Mos­trou tam­bém que o sal-gema, sen­do trans­pa­ren­te ao infra­ver­me­lho, fazia len­tes e pris­mas ade­qua­dos para demons­trar a refle­xão, a refrac­ção, a pola­ri­za­ção e a inter­fe­rên­cia do infra­ver­me­lho da mes­ma manei­ra que a luz visí­vel.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1908, Masa­ru Ibu­ka. Este pio­nei­ro da elec­tró­ni­ca japo­ne­sa foi co-fun­da­dor de uma peque­na empre­sa de repa­ra­ção de rádio do pós-guer­ra que se trans­for­mou na gigan­te Sony Cor­po­ra­ti­on. Ele mudou a indús­tria japo­ne­sa de pro­du­tos elec­tró­ni­cos sim­ples­men­te copi­an­do os pro­du­tos oci­den­tais para a ino­va­ção com seus pró­pri­os pro­du­tos elec­tró­ni­cos. Ele intro­du­ziu a tec­no­lo­gia de tran­sís­to­res no Japão. A Sony avan­çou de fabri­car o pri­mei­ro rádio tran­sís­tor japo­nês para fabri­car o pri­mei­ro apa­re­lho de tele­vi­são tran­sis­to­ri­za­do do mun­do. Na déca­da de 1960, Ibu­ka foi pio­nei­ro na tele­vi­são a cores. Apo­sen­tou-se da admi­nis­tra­ção em 1976, e vol­tou-se para pes­qui­sas que desen­vol­vi­am pro­du­tos como o cri­a­ti­vo Walk­man e o CD player. As suas rea­li­za­ções foram sig­ni­fi­ca­ti­vas na cons­tru­ção da con­fi­an­ça do con­su­mi­dor nos pro­du­tos elec­tró­ni­cos japo­ne­ses e na recons­tru­ção das eco­no­mi­as asiá­ti­cas.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1953, Andrew Wiles. Este mate­má­ti­co bri­tâ­ni­co e pro­fes­sor da Royal Soci­ety na Uni­ver­si­da­de de Oxford, espe­ci­a­li­za­do em teo­ria dos núme­ros. Ele é mais conhe­ci­do por pro­var o últi­mo teo­re­ma de Fer­mat, pelo qual rece­beu o Pré­mio Abel de 2016 [6] e a Meda­lha Copley 2017 da Royal Soci­ety. O Teo­re­ma de Fer­mat (às vezes cha­ma­do de con­jec­tu­ra de Fer­mat, espe­ci­al­men­te em tex­tos anti­gos) afir­ma que não há três intei­ros posi­ti­vos a, b e c que satis­fa­çam a equa­ção a^n + b^n = c^n para qual­quer valor intei­ro de n mai­or que 2. Os casos n = 1 e n = 2 são conhe­ci­dos des­de a anti­gui­da­de por terem um núme­ro infi­ni­to de solu­ções.

No pas­sa­do dia 7 de Abril fez 50 anos que foi publi­ca­do o pri­mei­ro RFC. Os cha­ma­dos “Request for Com­ments” foram ini­ci­a­dos na Inter­net ain­da 18 anos antes da cri­a­ção do IETF (Inter­net Engi­ne­e­ring Task For­ce), man­ten­do no entan­to o seu objec­ti­vo de lan­çar à dis­cus­são assun­tos e nor­mas per­ti­nen­tes no âmbi­to da Inter­net. Exis­tem actu­al­men­te mais de 8500 RFC’s, sen­do que mui­tos deles já foram subs­ti­tuí­dos por outros ain­da exis­tem alguns que são refe­ren­cia nos dias de hoje. O RFC 1918 que defi­ne as redes IP que devem ser usa­das inter­na­men­te e que não são rou­te­a­dos na Inter­net é um dos mais conhe­ci­dos. Exis­tem mais alguns como o 5322 que ori­gi­nal­men­te era o 822 e que defi­ne o fun­ci­o­na­men­to do SMTP — pro­to­co­lo de tro­ca de men­sa­gens de cor­reio elec­tró­ni­co ou o 1954 que foi escri­to pelo Tim Ber­ners-Lee e que defi­ne o fun­ci­o­na­men­to do pro­to­co­lo HTTP 1.0. Mas nada como ir à pági­na da Wiki que Lis­ta os RFCs entre os quais os mais impor­tan­tes.

Esta sema­na que pas­sou foi tam­bém noti­cia a ima­gem abso­lu­ta­men­te incri­vel do gigan­te bura­co negro que se encon­tra na galá­xia do Mes­si­er 87 (M87). A M87 encon­tra-se a 55 milhões de anos-luz na cons­te­la­ção Vir­gem, tem apro­xi­ma­da­men­te o peso de 6.5 mil milhões a mas­sa do Sol. Em Abril de 2017, todos os teles­có­pi­os do Event Hori­zon Teles­co­pe vira­ram-se e olha­ram para a galá­xia a 55 milhões de anos-luz de dis­tân­cia cha­ma­da M87 e o bura­co negro super­mas­si­vo no seu núcleo, foi pos­sí­vel ver o que se pen­sa­va ser invi­sí­vel. Foi vis­to e foto­gra­fa­do um bura­co negro. Para obter a ima­gem foram pro­ces­sa­dos teraby­tes de infor­ma­ção por super­com­pu­ta­do­res na Ale­ma­nha e nos Esta­dos Uni­dos. Foi um tra­ba­lho con­jun­to de cer­ca de 200 cien­tis­tas.

Tam­bém hoje foi noti­cia a falha na ater­ra­gem da aero­na­ve Bereshe­et de Isra­el que cai na Lua duran­te a sua ten­ta­ti­va de ater­ra­gem. A aero­na­ve robó­ti­ca Bereshe­et, cons­truí­da pela Spa­ceIL e pela Isra­el Aeros­pa­ce Indus­tri­es (IAI), tinha como objec­ti­vo tor­nar-se a pri­mei­ra nave isra­e­li­ta e a pri­mei­ra mis­são finan­ci­a­da por fun­dos pri­va­dos a pou­sar na Lua. Mas o peque­no robô não o con­se­guiu, des­pe­nhan­do-se con­tra a super­fí­cie da Lua por vol­ta das três horas da tar­de. EDT (1925 GMT). O con­tro­le da mis­são per­deu as comu­ni­ca­ções com a aero­na­ve quan­do ela esta­va cer­ca de 149 metros aci­ma da super­fí­cie da Lua.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 9 de Abril.

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Newsletter Nº205

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News­let­ter Nº205

Faz hoje anos que nas­cia, em 1821, Linus Yale Jr.. Este inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no e fabri­can­te de fecha­du­ras, ficou conhe­ci­do pela sua inven­ção da fecha­du­ra de cilin­dro conhe­ci­da por seu nome. O seu pri­mei­ro negó­cio de fecha­du­ras, esta­be­le­ci­do em Shel­bur­ne Falls, Mas­sa­chu­setts (iní­cio da déca­da de 1840), come­çou com a pro­du­ção de fecha­du­ras ban­cá­ri­as, como a Yale Infal­li­ble Bank Lock (1851). Ele intro­du­ziu o blo­queio de com­bi­na­ção (c.1862). O seu conhe­ci­men­to espe­ci­a­li­za­do deu-lhe fama por poder abrir as fecha­du­ras “invi­o­lá­veis” dos seus con­cor­ren­tes. Ele paten­te­ou pela pri­mei­ra vez a fecha­du­ra da por­ta do cilin­dro do tam­bor em 1861. O seu mode­lo apri­mo­ra­do de 1865 con­ti­nua a ser um pro­jec­to segu­ro usa­do nas fecha­du­ras de Yale de hoje. Ele come­çou a pro­du­ção em mas­sa des­te tipo de tran­ca, e com par­cei­ros, fun­dou a Yale Lock Manu­fac­tu­ring Co. no últi­mo ano de sua vida (1868).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1823, Carl Wilhelm Sie­mens. Este enge­nhei­ro e inven­tor ger­ma­no-inglês inven­tou o “sis­te­ma rege­ne­ra­ti­vo” de uso de gases resi­du­ais para pré-aque­cer gases com­bus­tí­veis, para o for­no aber­to usa­do na fabri­ca­ção de aço. Ele tam­bém foi impor­tan­te na indús­tria tele­grá­fi­ca, pio­nei­ra no cabo sub­ma­ri­no. Ele aju­dou na enge­nha­ria da linha tele­grá­fi­ca de Lon­dres-Cal­cu­tá (1869), uma con­quis­ta mar­can­te nas comu­ni­ca­ções. O seu nome no nas­ci­men­to foi Carl Wilhelm Sie­mens, o irmão mais novo de Ernst Wer­ner Sie­mens (mais tar­de conhe­ci­do como Wer­ner von Sie­mens, que fun­dou o que hoje é a mul­ti­na­ci­o­nal Sie­mens). Carl visi­tou pela pri­mei­ra vez a Ingla­ter­ra como agen­te de seu irmão para intro­du­zir um dis­po­si­ti­vo de ele­tro­de­po­si­ção.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1846, Raoul Pic­tet. Este quí­mi­co suí­ço foi pio­nei­ro da cri­o­ge­nia. O seu inte­res­se ori­gi­nal era a pro­du­ção arti­fi­ci­al de gelo (para refri­ge­ra­ção) e levou-o a estu­dar a pro­du­ção de tem­pe­ra­tu­ras extre­ma­men­te bai­xas. Ele pro­du­ziu oxi­gé­nio líqui­do, tra­ba­lhan­do inde­pen­den­te­men­te do cien­tis­ta fran­cês Louis Paul Cail­le­tet, que tam­bém é cre­di­ta­do com sua des­co­ber­ta em 1877. No entan­to, Pic­tet usou equi­pa­men­tos mais ela­bo­ra­dos e foi capaz de pro­du­zir mai­o­res volu­mes de gases lique­fei­tos. Pic­tet usou um méto­do em cas­ca­ta, no qual ele eva­po­rou o dió­xi­do de enxo­fre líqui­do para lique­fa­zer o dió­xi­do de car­bo­no, que por sua vez era per­mi­ti­do eva­po­rar e arre­fe­cer o oxi­gé­nio abai­xo de sua tem­pe­ra­tu­ra crí­ti­ca. O oxi­gé­nio pode então ser lique­fei­to por pres­são. Isto tam­bém foi mais fácil de apli­car a outros gases.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1949, Shing-Tung Yau. Este mate­má­ti­co nas­ci­do na Chi­na rece­beu a Meda­lha Fields em 1982 pelo seu tra­ba­lho em equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais e geo­me­tria dife­ren­ci­al. O seu tra­ba­lho tam­bém tem apli­ca­ções em topo­lo­gia, geo­me­tria algé­bri­ca, teo­ria de repre­sen­ta­ção e rela­ti­vi­da­de geral. Tra­ba­lhan­do em cola­bo­ra­ção com Richard M. Scho­en, Yau resol­veu um pro­ble­ma em aber­to de lon­ga data na teo­ria da rela­ti­vi­da­de, mos­tran­do a posi­ti­vi­da­de da mas­sa no espa­ço-tem­po. Como con­sequên­cia, Scho­en e Yau foram capa­zes de dar a pri­mei­ra demons­tra­ção rigo­ro­sa de como os bura­cos negros podem ser for­ma­dos por cau­sa da con­den­sa­ção da maté­ria. Um bura­co negro pos­sui um cam­po gra­vi­ta­ci­o­nal tão for­te que nenhu­ma maté­ria ou radi­a­ção pode esca­par a ele.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1950, Ste­ven Sas­son. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co e inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no cons­truiu a pri­mei­ra câma­ra digi­tal enquan­to tra­ba­lha­va na Kodak. O seu super­vi­sor pediu que ele explo­ras­se a apli­ca­ção de um dis­po­si­ti­vo elec­tró­ni­co de car­ga aco­pla­da (CCD) como um sen­sor de ima­gem numa câma­ra. O pro­tó­ti­po expe­ri­men­tal que ele cons­truiu era do tama­nho de uma tor­ra­dei­ra e pesa­va qua­se 4 qui­los. Ela tirou a pri­mei­ra foto digi­tal em Dezem­bro de 1975, con­ver­ten­do a ima­gem num sinal elec­tró­ni­co que foi digi­ta­li­za­do e arma­ze­na­do numa fita de cas­se­te. Man­ten­do-se con­cen­tra­da no tra­di­ci­o­nal fil­me foto­grá­fi­co de celu­lói­de que há mui­to tem­po era o negó­cio gigan­tes­co da Kodak, só em 1996 é que a empre­sa come­çou a ven­der câma­ras digi­tais no mer­ca­do. Infe­liz­men­te para a empre­sa, ela não foi ape­nas eclip­sa­da por outros fabri­can­tes de câma­ras digi­tais, mas a mudan­ça tec­no­ló­gi­ca des­truiu o seu negó­cio de fil­mes foto­grá­fi­cos, ape­sar de ter acu­mu­la­do 1.000 paten­tes de ima­gens digi­tais.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Ama­zon ten­ci­o­na lan­çar para o espa­ço cer­ca de 3,236 saté­li­tes para cri­ar uma rede que pos­si­bi­li­te dis­po­ni­bi­li­zar uma rede Inter­net de alta velo­ci­da­de glo­bal. Conhe­ci­do como Pro­ject Kui­per, o movi­men­to repre­sen­ta a mais recen­te ambi­ção espa­ci­al de Jeff Bezos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta micro:mag nº4.

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Newsletter Nº204

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Faz anos hoje que nas­cia, em 1819, Joseph Bazal­get­te. Este enge­nhei­ro civil bri­tâ­ni­co pro­jec­tou o sis­te­ma de dre­na­gem prin­ci­pal para Lon­dres. Como enge­nhei­ro, ele cons­truiu algu­mas pon­tes impor­tan­tes em Lon­dres, mas sua mai­or rea­li­za­ção foi resol­ver um pro­ble­ma cres­cen­te com a polui­ção por esgo­to no rio Tami­sa. Em mea­dos do sécu­lo XIX, tan­tos lon­dri­nos esta­vam a usar as novas sani­tas que o rio esta­va extre­ma­men­te poluí­do com esgo­to. A cri­se do “Gran­de Fedor” inten­si­fi­cou-se com os sur­tos de cóle­ra. Bazal­get­te foi esco­lhi­do para pro­je­tar e cons­truir o sis­te­ma de esgo­tos de Lon­dres, um pro­jec­to de 20 anos. Algu­mas das suas idei­as ain­da influ­en­ci­am a enge­nha­ria urba­na hoje.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1897, Vic­tor Mills. Este enge­nhei­ro quí­mi­co ame­ri­ca­no inven­tou as fral­das des­car­tá­veis. Jun­tou-se à Proc­tor & Gam­ble em 1926, e logo a seguir desen­vol­veu um pro­ces­so con­tí­nuo para super-aque­cer o sabão líqui­do e pul­ve­ri­zá-lo em for­ma con­cen­tra­da atra­vés de uma extru­so­ra que pro­duz bar­ras de sabão Ivory. Isto redu­ziu o tem­po de pro­du­ção de sete dias para ape­nas algu­mas horas. Ele melho­rou as mis­tu­ras para bolos da Dun­can Hines, pas­san­do ingre­di­en­tes atra­vés de gran­des tam­bo­res de moa­gem pro­jec­ta­dos para polir a folha de alu­mí­nio, mas tor­nan­do o bolo aca­ba­do menos enca­ro­ça­do. Ele desen­vol­veu um pro­ces­so para impe­dir que o óleo se sepa­ras­se na man­tei­ga de amen­doim. A sua inven­ção de fral­das des­car­tá­veis como pro­du­to foi cri­a­da para uti­li­zar o papel absor­ven­te lim­po dis­po­ní­vel numa fábri­ca de celu­lo­se adqui­ri­da pela empre­sa.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1930, Jero­me Isa­ac Fri­ed­man. Este Físi­co ame­ri­ca­no, jun­to com Richard E. Tay­lor e Henry W. Ken­dall, rece­beu o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1990 pela sua con­fir­ma­ção expe­ri­men­tal con­jun­ta das par­tí­cu­las fun­da­men­tais conhe­ci­das como quarks.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1939, Dov Froh­man. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co isra­e­li­ta ficou conhe­ci­do por ter inven­ta­do a memó­ria lei­tu­ra pro­gra­má­vel apa­gá­vel (EPROM) e tam­bém por ser o fun­da­dor e pri­mei­ro ges­tor da Intel Isra­el.

Esta sema­na ficá­mos a saber que a son­da Cas­si­ni des­co­briu fac­tos curi­o­sos sobre as cin­co peque­nas luas que orbi­tam o pla­ne­ta Satur­no. As super­fí­ci­es des­sas luas estão cober­tas com mate­ri­al dos anéis do pla­ne­ta — e de par­tí­cu­las gela­das que sai­em dis­pa­ra­das da lua mai­or de Satur­no, Ence­la­dus. O tra­ba­lho ago­ra apre­sen­ta­do pin­ta uma ima­gem dos pro­ces­sos con­cor­ren­tes que mol­dam estas mini-luas.

Esta sema­na que pas­sou ficá­mos igual­men­te a saber que a mai­or impres­so­ra 3D do mun­do está a che­gar à Ará­bia Sau­di­ta em 2019. Desen­vol­vi­da pela empre­sa dina­mar­que­sa Cobod a impres­so­ra pode pro­du­zir edi­fí­ci­os de 12x27x9m, bem como estru­tu­ras de três anda­res de 300m2 por andar.

Nes­ta sema­na que pas­sou o altLab con­jun­ta­men­te com alguns mem­bros exter­nos este­ve a par­ti­ci­par na Hac­ka­ton do Pixels Camp 3.0. Foram atin­gi­dos os objec­ti­vos a que nos com­pro­me­te­mos com o pro­jec­to “Open SLAn­droid Pixie”. Este pro­jec­to assen­ta na cons­tru­ção de uma impres­so­ra de Resi­na (Do tipo SLA) que recor­re ao ecrã de um tele­mó­vel obso­le­to para apre­sen­tar as cama­das que têm que ser cura­das. Todo o pro­ces­so é con­tro­la­do por uma apli­ca­ção web que se encon­tra a cor­rer no pró­prio tele­mó­vel e que con­tro­la a par­te mecâ­ni­ca da impres­so­ra con­tro­lan­do um Ardui­no por Blu­e­to­oth. Um agra­de­ci­men­to ao esfor­ço dedi­ca­ção de todos, nome­a­da­men­te ao Vini­cius, ao João Sil­va, ao Gus­ta­vo, ao Ricar­do e ao Rodri­go.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. São apre­sen­ta­dos os livros Insi­de Azu­re Mana­ge­ment e o “Book of Making volu­me 1” assim como as revis­tas Mag­PI nº 80, newlec­tro­nics de 12 e 26 de Mar­ço.

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Newsletter Nº203

Newsletter Nº203
News­let­ter Nº203

Faz hoje anos que nas­cia, em 1768, Joseph Fou­ri­er. Este mate­má­ti­co e egip­tó­lo­go fran­cês exer­ceu for­te influên­cia na físi­ca mate­má­ti­ca atra­vés de sua Théo­rie analy­ti­que de la cha­leur (1822; Teo­ria ana­lí­ti­ca do calor). Ele intro­du­ziu uma série mate­má­ti­ca infi­ni­ta para auxi­li­ar na reso­lu­ção de equa­ções de con­du­ção. Esta téc­ni­ca de aná­li­se per­mi­te que a fun­ção de qual­quer variá­vel seja expan­di­da numa série de senos de múl­ti­plos da variá­vel, que é ago­ra conhe­ci­da como a série de Fou­ri­er. As suas equa­ções gera­ram mui­tas novas áre­as de estu­do na mate­má­ti­ca e físi­ca, incluin­do o ramo da ópti­ca desig­na­do para ele, foram pos­te­ri­or­men­te apli­ca­dos a outros fenó­me­nos natu­rais, como marés, cli­ma e man­chas sola­res.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1888, Geor­ge David Birkhoff. Este mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no foi res­pon­sá­vel por ter for­mu­la­do o teo­re­ma ergó­di­co. Como o pri­mei­ro dina­mis­ta ame­ri­ca­no, Birkhoff come­çou onde Poin­ca­ré parou, ganhan­do dis­tin­ção em 1913 com sua pro­va do Últi­mo Teo­re­ma Geo­mé­tri­co de Poin­ca­ré, um caso espe­ci­al do pro­ble­ma dos três cor­pos. Embo­ra prin­ci­pal­men­te espe­ci­a­li­za­do em geo­me­tria, ele des­co­briu novos méto­dos sim­bó­li­cos. Ele viu além da teo­ria das osci­la­ções, cri­ou uma teo­ria rigo­ro­sa do com­por­ta­men­to ergó­di­co e pre­viu mode­los dinâ­mi­cos para o caos. O seu teo­re­ma ergó­di­co trans­for­mou a hipó­te­se ergó­di­ca de Maxwell-Boltz­mann da teo­ria ciné­ti­ca dos gases (à qual excep­ções são conhe­ci­das) num prin­cí­pio rigo­ro­so atra­vés do uso da teo­ria da medi­da de Lebes­gue. Ele tam­bém pro­du­ziu um mode­lo mate­má­ti­co da gra­vi­da­de.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1936, Simon Min Sze. Nas­ci­do em Nan­jing, Chi­na cres­ceu em Taiwan. Ele ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho em físi­ca e tec­no­lo­gia de semi­con­du­to­res, incluin­do a sua des­co­ber­ta com Dawon Kahng, do tran­sís­tor de por­ta flu­tu­an­te, hoje ampla­men­te usa­do em dis­po­si­ti­vos de memó­ria de semi­con­du­to­res não-volá­teis. Ele escre­veu e edi­tou mui­tos livros, incluin­do Phy­sics of Semi­con­duc­tor Devi­ces, um dos tex­tos mais cita­dos no seu cam­po. Sze rece­beu o Pré­mio J J Ebers em 1991 pelo seu tra­ba­lho em dis­po­si­ti­vos elec­tró­ni­cos.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a mis­são da NASA ao aste­rói­de Ben­nu reve­lou as pri­mei­ras obser­va­ções de per­to de plu­mas de par­tí­cu­las em erup­ção na super­fí­cie de um aste­rói­de. O Ben­nu tam­bém se reve­lou mais robus­to do que o espe­ra­do, desa­fi­an­do a equi­pa a alte­rar os seus pla­nos voo e de reco­lha de amos­tras, devi­do ao ter­re­no aci­den­ta­do.

Hoje come­çou o Pixels Camp no Pavi­lhão Car­los Lopes em Lis­boa. Nes­ta ter­cei­ra edi­ção ins­cre­ve­ram-se mais de 1300 par­ti­ci­pan­tes e exis­tem cen­te­nas de Talks para ir. Exis­te tam­bém o Hac­ka­ton no qual esta­mos a par­ti­ci­par assim como diver­sos pas­sa­tem­pos. Nes­te even­to de 3 dias ire­mos poder ain­da vez o Quizshow, ver fil­mes como o “The Imi­ta­ti­on Game”, “Ready Player One”, “Edge of Tomor­row” e “Sour­ce Code”.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­do o livro Micro­ser­vi­ce Archi­tec­tu­re e a revis­ta Hacks­pa­ce Nº17.

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