Newsletter Nº177

Newsletter Nº177
News­let­ter Nº177

Faz hoje anos que nas­cia, em 1842, James Dewar. Este Quí­mi­co e físi­co esco­cês redu­ziu a linha que sepa­ra a físi­ca da quí­mi­ca e avan­çou a fron­tei­ra de pes­qui­sa em vári­os cam­pos na mudan­ça do sécu­lo XX. Ele deu pales­tras e seu estu­do de fenó­me­nos de bai­xa tem­pe­ra­tu­ra impli­ca­va fazer o fras­co de Dewar, um fras­co iso­lan­te de pare­de dupla de seu pró­prio dese­nho, cri­an­do um vácuo entre as duas cama­das pra­te­a­das de aço ou vidro (1892), o que levou à cri­a­ção da Gar­ra­fa tér­mi­ca domés­ti­ca. Em Junho de 1897, o The Sci­en­ti­fic Ame­ri­can infor­mou que “Dewar aca­ba de liqui­di­fi­car o flúor a uma tem­pe­ra­tu­ra de -185 ºC”. Ele obte­ve hidro­gé­nio líqui­do em 1898. Dewar tam­bém inven­tou cor­di­te, a pri­mei­ra pól­vo­ra sem fumo.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que os cien­tis­ta iden­ti­fi­ca­ram três cau­sas para o des­vio do eixo de rota­ção da Ter­ra. A Ter­ra não é uma esfe­ra per­fei­ta. Quan­do gira no seu eixo de rota­ção — uma linha ima­gi­ná­ria que pas­sa pelos pólos nor­te e sul — ele osci­la e des­via-se. Estes movi­men­tos do eixo de rota­ção são cien­ti­fi­ca­men­te refe­ri­dos como “movi­men­to polar”. As medi­ções para o sécu­lo XX mos­tram que o eixo de rota­ção se des­lo­ca cer­ca de 10 cen­tí­me­tros por ano. Ao lon­go de um sécu­lo, isto é mais de 10 metros. Uti­li­zan­do dados obser­va­dos e base­a­dos em mode­los que abran­gem todo o sécu­lo XX, os cien­tis­tas da NASA iden­ti­fi­ca­ram pela pri­mei­ra vez três pro­ces­sos ampla­men­te cate­go­ri­za­dos como res­pon­sá­veis por esse des­vio — a per­da de mas­sa con­tem­po­râ­nea na Gro­en­lân­dia, a recu­pe­ra­ção gla­ci­al e a con­vec­ção do man­to.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis. São apre­sen­ta­das as revis­tas hacks­pa­ce nº11 e a revis­ta Hel­lo World nº6.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº176

Newsletter Nº176
News­let­ter Nº176

Faz hoje anos que nas­cia, em 1755, Oli­ver Evans. Este fabri­can­tes de moi­nhos e inven­tor ame­ri­ca­no pro­jec­tou o pri­mei­ro moi­nho auto­má­ti­co de milho, foi pio­nei­ro do motor a vapor de alta pres­são e cri­ou a pri­mei­ra linha de pro­du­ção con­tí­nua (1784). Por vol­ta dos 19 anos, ele inven­tou uma máqui­na para dobrar e cor­tar os fios em pen­tes para car­da­gem têx­til. As suas idei­as para um moi­nho de milho auto­má­ti­co come­ça­ram em 1782, mas o desen­vol­vi­men­to da inven­ção não foi con­cluí­do até 1790. O enge­nho­so moi­nho usou ele­va­do­res de bal­de para fazer subir o grão, trans­por­tan­do dis­po­si­ti­vos incluin­do um trans­por­ta­dor de para­fu­so hori­zon­tal e um funil para arre­fe­cer e secar a refei­ção antes de jun­tá-lo numa tre­mo­nha que ali­men­ta o cilin­dro de apa­ra­fu­sa­men­to. Jun­tos, isto levou tri­go e entre­gou fari­nha emba­la­da em bar­ris.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1873, Cons­tan­tin Carathéo­dory. Este Mate­má­ti­co ale­mão de ori­gem gre­ga fez impor­tan­tes con­tri­bui­ções para a teo­ria das fun­ções reais e para a teo­ria da medi­da do pon­to. Ele demons­trou que o cál­cu­lo das vari­a­ções (a teo­ria dos máxi­mos e míni­mos nas cur­vas) pode­ria ser apli­ca­do não ape­nas para sua­vi­zar as cur­vas, mas tam­bém para as cur­vas. Ele tam­bém con­tri­buiu para a ter­mo­di­nâ­mi­ca e aju­dou a desen­vol­ver a teo­ria da rela­ti­vi­da­de espe­ci­al de Eins­tein.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1885, Wilhelm Blas­ch­ke. Este Mate­má­ti­co ale­mão con­tri­buiu de for­ma mui­to rele­van­te para a geo­me­tria no que diz res­pei­to à cine­má­ti­ca e à geo­me­tria dife­ren­ci­al. O mape­a­men­to ciné­ti­co (impor­tan­te pos­te­ri­or­men­te nos fun­da­men­tos axi­o­má­ti­cos de vári­as geo­me­tri­as) foi por ele des­co­ber­to e esta­be­le­ceu-o como uma fer­ra­men­ta na cine­má­ti­ca. Ele tam­bém ini­ci­ou a geo­me­tria dife­ren­ci­al topo­ló­gi­ca (o estu­do de mape­a­men­tos inva­ri­a­vel­men­te dife­ren­ci­a­dos).

Faz tam­bém anos que nas­cia, em 1886, Robert Robin­son. Este Quí­mi­co inglês rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1947 pela sua pes­qui­sa numa ampla gama de com­pos­tos orgâ­ni­cos, nome­a­da­men­te alca­loi­des (com­ple­xos com­pos­tos natu­rais que con­têm nitro­gé­nio e que podem ter efei­tos pro­fun­dos nos seres vivos). Nas suas pri­mei­ras pes­qui­sas, ele estu­dou pig­men­tos de plan­tas e anto­ci­a­ni­nas e fla­vo­nas sin­te­ti­za­das. Mais tar­de, tra­ba­lhan­do com alca­loi­des, ele des­co­briu as estru­tu­ras da mor­fi­na (1925) e estric­ni­na (1946).

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1912, Hora­ce W. Bab­cock. Este astró­no­mo ame­ri­ca­no era filho de Harold Bab­cock. Tra­ba­lhan­do jun­tos, eles foram os pri­mei­ros a medir a dis­tri­bui­ção de cam­pos mag­né­ti­cos sobre a super­fí­cie do sol. Hora­ce inven­tou e cons­truiu mui­tos ins­tru­men­tos astro­nó­mi­cos, incluin­do um meca­nis­mo de medi­ção que pro­du­zia exce­len­tes matriz de difrac­ção, o mag­ne­tó­gra­fo solar e micro­fo­tó­me­tros, ori­en­ta­do­res auto­má­ti­cos e medi­do­res de expo­si­ção para os teles­có­pi­os de 100 e 200 pole­ga­das. Ao com­bi­nar o seu ana­li­sa­dor pola­ri­za­dor com o espec­tró­gra­fo, ele des­co­briu cam­pos mag­né­ti­cos nou­tras estre­las. Ele desen­vol­veu mode­los impor­tan­tes de man­chas sola­res e seu mag­ne­tis­mo, e foi o pri­mei­ro a pro­por ópti­ca adap­ta­ti­va (1953).

Esta sema­na ficá­mos a saber que a Inte­li­gên­cia Arti­fi­ci­al aju­dou a Encon­trar Novas ondas de Rádio vin­da do espa­ço lon­gi­cuo. Algo­rit­mos de ML apli­ca­dos a dados do Teles­có­pio Gre­en Bank encon­tram novos pul­sos da mis­te­ri­o­sa fon­te de rádio FRB 121102. Estes 72 sinais de rádio podem ser de civi­li­za­ções extra­ter­res­tres. Esta infor­ma­ção foi loca­li­za­da após uma ana­li­se de um gran­de volu­me de dados de cer­ca de 400 teraby­tes rela­ti­vos a ondas de rádio emi­ti­das a par­tir de uma galá­xia anã a cer­ca de 3000 milhões de anos-luz da Ter­ra.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a conhe­cer o pro­jec­to Vera da Vol­vo Trucks. Esta nova solu­ção de trans­por­te con­sis­te em veí­cu­los comer­ci­ais eléc­tri­cos autó­no­mos que podem con­tri­buir para um trans­por­te mais efi­ci­en­te, segu­ro e lim­po. O obje­ti­vo de lon­go pra­zo é ofe­re­cer às empre­sas que pre­ci­sam de ser­vi­ços de trans­por­te con­tí­nu­os entre hubs fixos um com­ple­men­to às ofer­tas de hoje. A ope­ra­ção é fei­ta por veí­cu­los eléc­tri­cos autó­no­mos liga­dos a um ser­vi­ço de cloud e a um cen­tro de con­tro­le de trans­por­te. Os veí­cu­los são equi­pa­dos com sofis­ti­ca­dos sis­te­mas de con­du­ção autó­no­ma. Eles são pro­jec­ta­dos para loca­li­zar sua posi­ção atu­al em cen­tí­me­tros, moni­to­ri­zar deta­lha­da­men­te e ana­li­sar o que está a acon­te­cer com outros veí­cu­los da estra­da e, em segui­da, res­pon­der com alta pre­ci­são.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 12 de Setem­bro.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº175

Newsletter Nº175
News­let­ter Nº175

Faz hoje anos que nas­cia, em 1766, John Dal­ton. Este quí­mi­co, físi­co e mete­o­ro­lo­gis­ta inglês inves­ti­gou as pro­pri­e­da­des físi­cas e quí­mi­cas da maté­ria e dedu­ziu uma teo­ria ató­mi­ca (1803) em que os áto­mos do mes­mo ele­men­to são os mes­mos, mas dife­ren­tes dos áto­mos de qual­quer outro ele­men­to. Em 1804, ele esta­be­le­ceu a sua lei de múl­ti­plas pro­por­ções, pela qual ele rela­ci­o­na­va as pro­por­ções dos pesos dos rea­gen­tes com as pro­por­ções de ele­men­tos nos com­pos­tos. Ele deter­mi­nou que o peso ató­mi­co do hidro­gé­nio era igual a um e desen­vol­veu uma tabe­la de pesos ató­mi­cos para outros ele­men­tos. Ele foi o pri­mei­ro a medir a mudan­ça de tem­pe­ra­tu­ra do ar sob com­pres­são e, em 1801, suge­riu que todos os gases pode­ri­am ser lique­fei­tos por alta pres­são e bai­xa tem­pe­ra­tu­ra. Dal­ton reco­nhe­ceu que a auro­ra bore­al era um fenó­me­no eléc­tri­co.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1892, Edward Apple­ton. Este físi­co inglês rece­beu o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1947 pela sua des­co­ber­ta da cama­da de Apple­ton da ionos­fe­ra. A par­tir de 1919, dedi­cou-se a pro­ble­mas cien­tí­fi­cos em físi­ca atmos­fé­ri­ca, usan­do prin­ci­pal­men­te téc­ni­cas de rádio. Ele pro­vou a exis­tên­cia da ionos­fe­ra e encon­trou uma cama­da de 60 milhas aci­ma do solo que reflec­tia as ondas de rádio. Em 1926, ele encon­trou outra cama­da a 150 milhas aci­ma do solo, mais alta que a cama­da de Hea­vi­si­de, elec­tri­ca­men­te mais for­te e capaz de reflec­tir ondas cur­tas em redor da Ter­ra. Essa cama­da de Apple­ton é um reflec­tor con­fiá­vel de ondas de rádio e mais útil na comu­ni­ca­ção do que outras cama­das ionos­fé­ri­cas que reflec­tem ondas de rádio espo­ra­di­ca­men­te, depen­den­do da tem­pe­ra­tu­ra e da hora do dia.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1901, Ernst Weber. Este Enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co aus­tro-ame­ri­ca­no con­tri­buiu para o desen­vol­vi­men­to da tec­no­lo­gia de micro­on­das, apli­ca­do em sis­te­mas de radar e comu­ni­ca­ções. Duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele lide­rou uma equi­pa de pes­qui­sa­do­res para resol­ver os pro­ble­mas de medir com pre­ci­são micro­on­das de alta frequên­cia, essen­ci­ais para a cali­bra­ção dos rada­res. (Isto envol­via apren­der a reves­tir tubos de vidro com uma cama­da mui­to fina de metal con­du­tor, que Weber deri­vou da anti­ga habi­li­da­de de deco­rar lou­ças com ouro e pra­ta, segui­da pelo suces­so usan­do uma mis­tu­ra de pla­ti­na e palá­dio.). A equi­pa cri­ou outros pro­jec­tos e téc­ni­cas de pro­du­ção que aju­da­ram no desen­vol­vi­men­to geral do radar duran­te a guer­ra.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1906, Luis Fede­ri­co Leloir. Este Bioquí­mi­co argen­ti­no ganhou o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca em 1970 pela “sua des­co­ber­ta de nucle­o­tí­de­os de açú­car e seu papel na bios­sín­te­se de car­boi­dra­tos” (inves­ti­ga­ções dos pro­ces­sos pelos quais os car­boi­dra­tos são con­ver­ti­dos em ener­gia no cor­po). Leloir tra­ba­lhan­do em cir­cuns­tân­ci­as sim­ples, iso­lou a glu­co­se do difos­fa­to de uri­di­na e mos­trou que foi incor­po­ra­do no gli­co­gé­nio na pre­sen­ça de uma enzi­ma do fíga­do. Ele tam­bém des­co­briu o meca­nis­mo de sín­te­se de ami­do. As des­co­ber­tas de Leloir — que os nucle­o­tí­de­os de açú­car são acto­res prin­ci­pais na inter­con­ver­são de açú­ca­res e for­ma­ção de polis­sa­ca­rí­de­os — leva­ram a pes­qui­sas adi­ci­o­nais no meta­bo­lis­mo de car­boi­dra­tos e nas impli­ca­ções médi­cas das des­co­ber­tas.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1908, Louis Essen. Este físi­co inglês inven­tou o reló­gio de cris­tal de quart­zo e o pri­mei­ro reló­gio ató­mi­co prá­ti­co. Estes dis­po­si­ti­vos eram capa­zes de medir o tem­po com mais pre­ci­são do que qual­quer reló­gio ante­ri­or. Ele cons­truiu um reló­gio ató­mi­co com fei­xe de césio, um dis­po­si­ti­vo que final­men­te mudou a manei­ra como o tem­po é medi­do. Cada ele­men­to quí­mi­co e com­pos­to absor­ve e emi­te radi­a­ção elec­tro­mag­né­ti­ca nas suas pró­pri­as frequên­ci­as carac­te­rís­ti­cas. Essas res­so­nân­ci­as são ine­ren­te­men­te está­veis ao lon­go do tem­po e do espa­ço. A frequên­cia natu­ral do áto­mo de césio foi for­mal­men­te reco­nhe­ci­da como a nova uni­da­de inter­na­ci­o­nal do tem­po em 1967: a segun­da foi defi­ni­da como exac­ta­men­te 9.192.631.770 osci­la­ções ou ciclos da frequên­cia res­so­nan­te do áto­mo de césio, subs­ti­tuin­do o anti­go segun­do defi­ni­do em ter­mos do movi­men­to da Ter­ra.

Esta sema­na ficá­mos a conhe­cer o tra­ba­lho que uma enge­nhei­ra de soft­ware que hac­ke­ou uma máqui­na de tri­co­tar malhas domés­ti­ca. Esta aus­tra­li­a­na pas­sou anos a hac­ke­ar e pro­gra­mar uma máqui­na tri­co­tar de tricô dos anos 80 para se diver­tir. Este hobby cres­ceu mui­to mais, quan­do Spen­cer desen­vol­veu um novo algo­rit­mo de com­pu­ta­dor que fazia algo nun­ca antes rea­li­za­do com essas máqui­nas. A sua rea­li­za­ção — tri­co­tar com o apoio da vis­ta aérea usan­do uma malha por pixel em três cores — pode não sig­ni­fi­car mui­to para alguém fora da comu­ni­da­de de tricô. Mas essa con­quis­ta per­mi­tiu que Spen­cer fizes­se algo ver­da­dei­ra­men­te extra­or­di­ná­rio. Após 100 horas e 15 qui­los de lã ela cri­ou uma peça que apre­sen­ta todas as 88 cons­te­la­ções vis­tas da Ter­ra, bem como a linha equa­to­ri­al com as cons­te­la­ções do Zodía­co, estre­las dimen­si­o­na­das de acor­do com o bri­lho cor­rec­to, a Via Lác­tea, o Sol, a Lua da Ter­ra e todos os pla­ne­tas den­tro do nos­so sis­te­ma solar. A esta peça ela cha­mou “Star­ga­zing”.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­do o livro “Network Pro­gram­ming with Go”.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº174

Newsletter Nº174
News­let­ter Nº174

Faz hoje anos que nas­cia, em 1852, Jaco­bus Hen­ri­cus Van’t Hoff. Este Quí­mi­co e físi­co holan­dês foi o pri­mei­ro ven­ce­dor do Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca (1901) “em reco­nhe­ci­men­to pelos ser­vi­ços extra­or­di­ná­ri­os que ele pres­tou pela des­co­ber­ta das leis da dinâ­mi­ca quí­mi­ca e pres­são osmó­ti­ca em solu­ções.” Na esté­reo-quí­mi­ca, em 1874, ele iden­ti­fi­cou as qua­tro liga­ções quí­mi­cas do car­bo­no como ten­do um arran­jo tetraé­dri­co, que expli­cou como cer­tas molé­cu­las podem ser arran­ja­das dife­ren­te­men­te com os mes­mos áto­mos para dar isó­me­ro à esquer­da e à direi­ta. (Achil­le Bel che­gou inde­pen­den­te­men­te na mes­ma con­clu­são mais ou menos na mes­ma épo­ca.) Com rela­ção à pres­são osmó­ti­ca de líqui­dos, ele deri­vou leis (1886) para solu­ções diluí­das seme­lhan­tes às leis de gases de Robert Boy­le e Joseph Gay-Lus­sac. Estas rela­ções per­mi­ti­ram a deter­mi­na­ção expe­ri­men­tal do peso mole­cu­lar de uma subs­tân­cia em solu­ção.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1863, Ser­gey Pro­ku­din-Gorsky. Este quí­mi­co e fotó­gra­fo rus­so ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho pio­nei­ro em foto­gra­fia colo­ri­da e seu esfor­ço para docu­men­tar a Rús­sia do iní­cio do sécu­lo XX. Usan­do uma câma­ra escu­ra for­ne­ci­da pelo czar Nico­lau II, Pro­ku­din-Gorsky via­jou pelo Impé­rio Rus­so de 1909 a 1915 usan­do sua foto­gra­fia colo­ri­da de três ima­gens para regis­tar mui­tos dos seus aspec­tos. Enquan­to alguns de seus nega­ti­vos foram per­di­dos, a mai­o­ria aca­bou na Bibli­o­te­ca do Con­gres­so dos EUA após sua mor­te. A par­tir de 2000, os nega­ti­vos foram digi­ta­li­za­dos e a cor tri­pli­ca para cada assun­to digi­tal­men­te com­bi­na­da para pro­du­zir cen­te­nas de ima­gens colo­ri­das de alta qua­li­da­de da Rús­sia do sécu­lo pas­sa­do.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1871, Ernest Ruther­ford. Este físi­co neo­ze­lan­dês-inglês lan­çou as bases para o desen­vol­vi­men­to da físi­ca nucle­ar. Ele cola­bo­rou com Fre­de­rick Soddy no estu­do da radi­o­ac­ti­vi­da­de. Em Setem­bro de 1898, ele datou um arti­go nome­an­do par­tí­cu­las alfa e par­tí­cu­las beta (a radi­a­ção gama foi des­co­ber­ta em 1900 por Paul Vil­lard) no ano seguin­te. Em 1905, com Soddy, ele anun­ci­ou que o decai­men­to radi­o­ac­ti­vo envol­ve uma série de trans­for­ma­ções. Em 1907, com Hans Gei­ger e Ernest Mars­den, ele desen­vol­veu a expe­ri­ên­cia de espa­lhar par­tí­cu­las alfa que levou, em 1911, à des­co­ber­ta do núcleo ató­mi­co. Em 1919 ele con­se­guiu a divi­são arti­fi­ci­al de áto­mos leves. Em 1908 ele foi pre­mi­a­do com o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1884, The­o­dor Sved­berg. Este quí­mi­co sue­co ganhou o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1926 pelo seu estu­do da quí­mi­ca de colói­des e sua inven­ção de uma ultra-cen­trí­fu­ga (1923) como uma téc­ni­ca para inves­ti­gar os pesos mole­cu­la­res de molé­cu­las mui­to gran­des. Ele mos­trou que os pesos mole­cu­la­res das pro­teí­nas eram mui­to mai­o­res do que se pen­sa­va ori­gi­nal­men­te (a hemo­glo­bi­na, por exem­plo, tem um peso mole­cu­lar de cer­ca de 68.000). Já que as medi­ções de peso repe­ti­da­men­te deram os mes­mos valo­res, o que impli­ca que as par­tí­cu­las tinham um tama­nho e com­po­si­ção defi­ni­dos, Sved­berg assim refu­tou o mode­lo de Wilhelm Ostwald de con­jun­tos irre­gu­la­res de molé­cu­las meno­res. Sved­berg tam­bém con­tri­buiu para o desen­vol­vi­men­to do ciclo­tron e do pro­ces­so de ele­tro­fo­re­se da aná­li­se quí­mi­ca.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1907, John Mau­chly. Este enge­nhei­ro e físi­co nor­te-ame­ri­ca­no, com John P. Eckert inven­tou (1946) o Elec­tro­nic Nume­ri­cal Inte­gra­tor and Com­pu­ter (ENIAC), o pri­mei­ro com­pu­ta­dor elec­tró­ni­co de uti­li­za­ção gené­ri­ca. Mau­chly ini­ci­al­men­te con­ce­beu a arqui­tec­tu­ra do com­pu­ta­dor e Eckert pos­suía as habi­li­da­des de enge­nha­ria para dar vida à ideia. O ENIAC foi desen­vol­vi­do para o Depar­ta­men­to de Arti­lha­ria do Exér­ci­to dos EUA como o que pro­va­vel­men­te foi o pri­mei­ro com­pu­ta­dor elec­tró­ni­co de uti­li­za­ção gené­ri­ca. Era uma máqui­na vas­ta, con­su­mia 100 kW de ener­gia eléc­tri­ca e con­ti­nha 18.000 vál­vu­las elec­tró­ni­cas. O seu bem-suce­di­do com­pu­ta­dor UNIVAC lan­ça­do em 1951 foi o pri­mei­ro com­pu­ta­dor comer­ci­al e intro­du­ziu fita mag­né­ti­ca para pro­gra­ma­ção.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1912, Edward Mills Pur­cell. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no divi­diu o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1952 com Felix Blo­ch pelo desen­vol­vi­men­to inde­pen­den­te da res­so­nân­cia mag­né­ti­ca nucle­ar (RMN) em líqui­dos e sóli­dos. A RMN tor­nou-se uma pode­ro­sa fer­ra­men­ta ampla­men­te uti­li­za­da para estu­dar a estru­tu­ra mole­cu­lar de mate­ri­ais puros e a com­po­si­ção de mis­tu­ras. O méto­do detec­ta e mede os cam­pos mag­né­ti­cos dos núcle­os ató­mi­cos.

Esta sema­na ficá­mos a saber que um sis­te­ma de con­du­ção autó­no­ma esta a ser tes­ta­do em Táxis no Japão. Um táxi autó­no­mo con­se­guiu levar os pas­sa­gei­ros pelas movi­men­ta­das ruas de Tóquio, aumen­tan­do a pers­pec­ti­va de que o ser­vi­ço este­ja pron­to a tem­po de trans­por­tar atle­tas e turis­tas entre os locais des­por­ti­vos e o cen­tro da cida­de duran­te os Jogos Olím­pi­cos de Verão de 2020. A ZMP, empre­sa que desen­vol­ve a tec­no­lo­gia de con­du­ção autó­no­ma, e a empre­sa de táxis Hino­ma­ru Kot­su, afir­mam que os tes­tes de estra­da, que come­ça­ram esta sema­na, são os pri­mei­ros do mun­do a envol­ver taxis­tas sem moto­ris­ta e pas­sa­gei­ros com tari­fas pagas.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que a Tes­la pla­neia abrir seu soft­ware de segu­ran­ça de veí­cu­los gra­tui­ta­men­te para outras empre­sas para um futu­ro mais segu­ro e autó­no­mo. Com o aumen­to espe­ra­do de veí­cu­los autó­no­mos e mais conec­ta­dos, sur­ge um ris­co mai­or de hac­ke­ar esses veí­cu­los com inten­ções des­tru­ti­vas. Elon Musk acha que o soft­ware de segu­ran­ça da Tes­la é a melhor solu­ção e ele pla­neia abrir o códi­go gra­tui­ta­men­te para outras empre­sas para um futu­ro mais segu­ro.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI nº73 de Setem­bro.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

Newsletter Nº173

Newsletter Nº173
News­let­ter Nº173

Faz hoje anos que nas­cia, em 1842, Osbor­ne Rey­nolds. Este Irlan­dês nas­ci­do em Bel­fast ficou conhe­ci­do pelos seus tra­ba­lhos na área da dinâ­mi­ca dos flui­dos e da hidro­di­nâ­mi­ca.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1875, Wil­li­am Eccles. Este Físi­co bri­tâ­ni­co foi pio­nei­ro no desen­vol­vi­men­to da comu­ni­ca­ção de rádio. Ele foi um dos pri­mei­ros pro­po­nen­tes da teo­ria de Oli­ver Hea­vi­si­de de que uma cama­da supe­ri­or da atmos­fe­ra reflec­te as ondas de rádio, pos­si­bi­li­tan­do sua trans­mis­são por lon­gas dis­tân­ci­as. Ele tam­bém suge­riu em 1912 que a radi­a­ção solar era res­pon­sá­vel pelas dife­ren­ças na pro­pa­ga­ção de ondas duran­te o dia e a noi­te. Ele expe­ri­men­tou detec­to­res e ampli­fi­ca­do­res de recep­ção de rádio, defi­niu o ter­mo “dío­do” e estu­dou as per­tur­ba­ções atmos­fé­ri­cas da recep­ção de rádio. Depois da Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al, ele fez mui­tas con­tri­bui­ções para o desen­vol­vi­men­to de cir­cui­tos elec­tró­ni­cos, incluin­do o “flip-flop” Eccles-Jor­dan paten­te­a­do em 1918 e usa­do em con­ta­do­res biná­ri­os (tra­ba­lhan­do com F.W. Jor­dan).

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1885, Henry Tizard). Este quí­mi­co Inglês con­jun­ta­men­te com David Pye, desen­vol­veu o seu tra­ba­lho em com­bus­tí­veis para aero­na­ves que aca­bou de levar ao sis­te­ma de clas­si­fi­ca­ção de octa­nas, que expres­sa as carac­te­rís­ti­cas anti­de­to­nan­tes do com­bus­tí­vel. Nos anos 1930–40, ele acon­se­lhou o gover­no bri­tâ­ni­co nos aspec­tos cien­tí­fi­cos da defe­sa aérea, par­ti­cu­lar­men­te o radar. Ele lide­rou uma mis­são de levar cien­tis­tas bri­tâ­ni­cos e cana­di­a­nos aos EUA para infor­mar repre­sen­tan­tes ofi­ci­ais ame­ri­ca­nos sobre dis­po­si­ti­vos em desen­vol­vi­men­to acti­vo para uso em guer­ras e para obter o apoio de cien­tis­tas ame­ri­ca­nos. Assim come­çou uma estrei­ta coo­pe­ra­ção de cien­tis­tas anglo-ame­ri­ca­nos em cam­pos como aero­náu­ti­ca e fogue­tes. Sua influên­cia pro­va­vel­men­te fez a dife­ren­ça entre a der­ro­ta ou a vitó­ria na Bata­lha da Grã-Bre­ta­nha em 1940.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1923, Edgar F. Codd. Este mate­má­ti­co e cien­tis­ta da com­pu­ta­ção inglês, enquan­to tra­ba­lha­va para a IBM, inven­tou o mode­lo rela­ci­o­nal para ges­tão de bases de dados, a base teó­ri­ca para bases de dados rela­ci­o­nais e sis­te­mas de ges­tão de base de dados rela­ci­o­nal. Ele fez outras con­tri­bui­ções vali­o­sas para a ciên­cia da com­pu­ta­ção, mas o mode­lo rela­ci­o­nal, uma teo­ria geral mui­to influ­en­te da ges­tão de dados, con­ti­nua a ser a sua con­quis­ta mais men­ci­o­na­da, ana­li­sa­da e cele­bra­da. Ele tam­bém con­tri­buiu com conhe­ci­men­to na área de autó­ma­tos celu­la­res.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1933, Robert Curl. Este Quí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no que (com Richard E. Smal­ley e Sir Harold W. Kro­to) des­co­briu o pri­mei­ro fule­re­no, um aglo­me­ra­do esfé­ri­co de áto­mos de car­bo­no, em 1985. A des­co­ber­ta abriu um novo ramo da quí­mi­ca, e os três homens rece­be­ram o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca em 1996 pelo seu tra­ba­lho. Em setem­bro de 1985, Curl encon­trou-se com Kro­to, da Uni­ver­si­da­de de Sus­sex, Eng, e Smal­ley, um cole­ga de Rice, e, em 11 dias de pes­qui­sa, eles des­co­bri­ram os fule­re­nos. Eles anun­ci­a­ram as suas des­co­ber­tas ao públi­co na edi­ção de 14 de Novem­bro de 1985 da revis­ta Natu­re.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que o mai­or reci­fe de coral do mun­do impres­so em 3D encon­tra-se ins­ta­la­do no Mal­di­ves Island Resort. Em todo o mun­do, vári­as ini­ci­a­ti­vas têm explo­ra­do o uso da impres­são 3D para aju­dar a pre­ser­var os reci­fes de corais deli­ca­dos e em rápi­do desa­pa­re­ci­men­to. Ago­ra, num impor­tan­te desen­vol­vi­men­to, o mai­or reci­fe de coral impres­so em 3D do mun­do foi sub­mer­so na Ilha de Verão das Mal­di­vas, um resort de féri­as no país do Oce­a­no Índi­co.

Tam­bém esta sema­na a A Stra­to­laun­ch anun­ci­ou a sua nova famí­lia de veí­cu­los de lan­ça­men­to que entra­rá em ope­ra­ção regu­lar a par­tir de 2020. O exclu­si­vo sis­te­ma de lan­ça­men­to aéreo da empre­sa uti­li­za­rá a mai­or aero­na­ve do mun­do como pla­ta­for­ma de lan­ça­men­to móvel, capaz de lan­çar veí­cu­los que trans­por­ta­rão saté­li­tes para múl­ti­plas órbi­tas e incli­na­ções numa úni­ca mis­são. Com esses novos veí­cu­los, a Stra­to­laun­ch está pron­ta para tor­nar o aces­so ao espa­ço con­ve­ni­en­te, aces­sí­vel e roti­nei­ro.

Ain­da esta sema­na foi con­fir­ma­da a exis­tên­cia de gelo nos pólos da Lua. Nas par­tes mais escu­ras e mais fri­as das suas regiões pola­res, uma equi­pa de cien­tis­tas obser­vou direc­ta­men­te evi­dên­ci­as defi­ni­ti­vas de gelo de água na super­fí­cie da Lua. Esses depó­si­tos de gelo são dis­tri­buí­dos de for­ma irre­gu­lar e podem ser anti­gos. No pólo sul, a mai­or par­te do gelo está con­cen­tra­da nas cra­te­ras luna­res, enquan­to o gelo do pólo nor­te é mais ampla­men­te dis­tri­buí­do. A equi­pa de cien­tis­tas, lide­ra­da por Shu­ai Li da Uni­ver­si­da­de do Havaí e Brown Uni­ver­sity e incluin­do Richard Elphic do Cen­tro de Pes­qui­sa Ames da NASA em Sili­con Val­ley, usou dados do ins­tru­men­to Moon Mine­ra­logy Map­per (M3) da NASA para iden­ti­fi­car três assi­na­tu­ras espe­cí­fi­cas que defi­ni­ti­va­men­te com­pro­vam há gelo de água na super­fí­cie da lua.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­da a revis­ta hacks­pa­ce nº10.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.