Newsletter Nº399

Newsletter Nº399
News­let­ter Nº399

Faz hoje anos que nas­cia, em 1732, o indus­tri­a­lis­ta e inven­tor inglês Richard Ark­wright. Ele ficou conhe­ci­do por ter intro­du­zi­do méto­dos de pro­du­ção de fábri­cas têx­teis meca­ni­za­dos e moto­ri­za­dos que foi enor­me­men­te bem suce­di­da. A máqui­na Spin­ning-Fra­me que ele inven­tou (1769, paten­te bri­tâ­ni­ca nº 931) para fiar fio de algo­dão uti­li­za­va múl­ti­plos con­jun­tos de rolos empa­re­lha­dos que gira­vam a dife­ren­tes velo­ci­da­des capa­zes de extrair fio com a espes­su­ra cor­rec­ta, e um con­jun­to de fusos para tor­cer as fibras fir­me­men­te jun­tas. Pro­du­ziu um fio mui­to mais for­te do que o fio fei­to pela Spin­ning-Jenny de James Har­gre­a­ves. A máqui­na de Ark­wright era dema­si­a­do gran­de para ser acci­o­na­da manu­al­men­te, por isso ele alimentou‑a com uma roda de água (1771) quan­do ficou conhe­ci­da como a Mol­du­ra de Água. O negó­cio têx­til de Ark­wright expan­diu-se, ele cons­truiu mais fábri­cas, e mais tar­de adop­tou a for­ça do vapor.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1765, o mate­má­ti­co ale­mão Johann Fri­e­dri­ch Pfaff. Ele propôs o pri­mei­ro méto­do geral de inte­gra­ção de equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais da pri­mei­ra ordem. Pfaff fez um tra­ba­lho impor­tan­te sobre fun­ções espe­ci­ais e a teo­ria das séri­es. Ele desen­vol­veu o Teo­re­ma de Tay­lor uti­li­zan­do a for­ma com o res­tan­te como dado por Lagran­ge. Em 1810 con­tri­buiu para a solu­ção de um pro­ble­ma devi­do a Gauss rela­ti­vo à elip­se da mai­or área que podia ser dese­nha­da den­tro de um deter­mi­na­do qua­dri­lá­te­ro. O seu tra­ba­lho mais impor­tan­te sobre as for­mas de Pfaff foi publi­ca­do em 1815, quan­do tinha qua­se 50 anos, mas a sua impor­tân­cia só foi reco­nhe­ci­da em 1827, quan­do Jaco­bi publi­cou um arti­go sobre o méto­do de Pfaff.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1799, o físi­co irlan­dês Nicho­las Cal­lan. Ele foi pio­nei­ro na ciên­cia eléc­tri­ca. Ele inven­tou a bobi­na de indu­ção (1836) antes da do mais conhe­ci­do Hein­ri­ch Ruhm­korff. A bobi­na de Cal­lan foi cons­truí­da uti­li­zan­do uma bobi­na de fer­ro em for­ma de fer­ra­du­ra com uma bobi­na secun­dá­ria de fio iso­la­do fino sob um enro­la­men­to sepa­ra­do de fio iso­la­do gros­so como bobi­na “pri­má­ria”. Cada vez que a cor­ren­te de uma bate­ria atra­vés da bobi­na “pri­má­ria” era inter­rom­pi­da, uma cor­ren­te de alta ten­são era pro­du­zi­da na bobi­na “secun­dá­ria” sepa­ra­da elec­tri­ca­men­te. Em 1837, Cal­lan uti­li­zou um meca­nis­mo de reló­gio para aba­nar um fio den­tro e fora de um peque­no copo de mer­cú­rio para inter­rom­per o cir­cui­to 20 vezes/segundo numa máqui­na de indu­ção gigan­te, pro­du­zin­do faís­cas de 15 pole­ga­das (esti­ma­das em 600.000 volts).

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1876, o enge­nhei­ro e meta­lúr­gi­co sue­co-ame­ri­ca­no Gus­tav Wal­de­mar Elmen. Ele cri­ou a Per­mal­loy (1916) e ligas cone­xas com alta per­me­a­bi­li­da­de mag­né­ti­ca uti­li­za­das em equi­pa­men­to de comu­ni­ca­ções. Uma liga com esta pro­pri­e­da­de pode ser facil­men­te mag­ne­ti­za­da e des­mag­ne­ti­za­da, espe­ci­al­men­te útil para apli­ca­ções em equi­pa­men­to eléc­tri­co, tele­fo­nes e outros sis­te­mas de comu­ni­ca­ções. Desen­vol­veu a Per­mal­loy de níquel-fer­ro em 1916, para a Wes­tern Elec­tric Com­pany (mais tar­de Bell Telepho­ne Labo­ra­to­ri­es). Mais tar­de, em 1923, Elmen des­co­briu que a per­me­a­bi­li­da­de mag­né­ti­ca pode­ria ser dra­ma­ti­ca­men­te aumen­ta­da se Per­mal­loy fos­se tra­ta­da com calor. A sua per­me­a­bi­li­da­de mag­né­ti­ca exce­deu a do aço de silí­cio. A sua des­co­ber­ta tor­nou pos­sí­vel cabos tele­grá­fi­cos de gran­de capa­ci­da­de de trans­por­te de men­sa­gens em alto mar.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1887, o mate­má­ti­co indi­a­no Sri­ni­va­sa Rama­nu­jan. Ele fez um notá­vel tra­ba­lho sobre séri­es hiper­ge­o­mé­tri­cas e frac­ções con­tí­nu­as. Na teo­ria dos núme­ros, ele des­co­briu pro­pri­e­da­des da fun­ção de par­ti­ção. Embo­ra auto­di­dac­ta, ele foi um dos mai­o­res géni­os mate­má­ti­cos da Índia. Tra­ba­lhou em fun­ções elíp­ti­cas, frac­ções con­tí­nu­as, e séri­es infi­ni­tas. A sua notá­vel fami­li­a­ri­da­de com os núme­ros, foi demons­tra­da pelo inci­den­te seguin­te. Enquan­to Rama­nu­jan esta­va no hos­pi­tal em Ingla­ter­ra, o seu pro­fes­sor de Cam­brid­ge, G. H. Hardy, visi­tou e obser­vou que tinha apa­nha­do o táxi núme­ro 1729, um núme­ro sin­gu­lar­men­te inex­cep­ci­o­nal. Rama­nu­jan res­pon­deu ime­di­a­ta­men­te que este núme­ro era de fac­to bas­tan­te notá­vel: é o menor núme­ro intei­ro que pode ser repre­sen­ta­do de duas manei­ras pela soma de dois cubos: 1729=1^3+12^3=9^3+10^3.

Em 1882, o pri­mei­ro fio de luzes eléc­tri­cas a deco­rar uma árvo­re de Natal foi cri­a­do para a sua casa por Edward H. John­son, um asso­ci­a­do de Tho­mas Edi­son. Ante­ri­or­men­te, as árvo­res tinham sido deco­ra­das com velas de cera. A edi­ção de Dezem­bro de 1901 do Ladi­es’ Home Jour­nal anun­ci­a­va as lâm­pa­das da árvo­re de Natal, fei­tas pela pri­mei­ra vez comer­ci­al­men­te pela Edi­son Gene­ral Elec­tric Co. of Har­ri­son, N.J. em cor­das de nove toma­das, cada uma com uma mini­a­tu­ra de 2 velas, 32 volts, lâm­pa­da de fila­men­to de car­bo­no*. As luzes das árvo­res de Natal rapi­da­men­te se tor­na­ram a fúria entre os ame­ri­ca­nos ricos, mas o cida­dão médio só as uti­li­zou nos anos 20 ou mais tar­de. As lâm­pa­das de carac­te­res tor­na­ram-se popu­la­res nos anos 20, as lâm­pa­das de bolhas nos anos 40, as lâm­pa­das cin­ti­lan­tes nos anos 50 e as lâm­pa­das de plás­ti­co em 1955.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. São apre­sen­ta­das as revis­tas Mag­Pi nº 125 e Hacks­pa­ce Maga­zi­ne Nº 62 de Janei­ro de 2023, assim como o livro C & GUI Pro­gram­ming 2nd Edi­ti­on. Apro­vei­to para dese­jar a todos votos de Boas Festas.

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Newsletter Nº398

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News­let­ter Nº398

Faz hoje anos que nas­cia, em 1802, o mate­má­ti­co hún­ga­ro János Bolyai. Ele é um dos fun­da­do­res da geo­me­tria não eucli­di­a­na — geo­me­tria que não inclui o axi­o­ma de Eucli­des de que ape­nas uma linha pode ser tra­ça­da para­le­la­men­te a uma dada linha atra­vés de um pon­to que não se encon­tra na linha dada. O seu pai, Far­kas Bolyai, tinha dedi­ca­do a sua vida a ten­tar pro­var o famo­so pos­tu­la­do para­le­lo de Eucli­des. Ape­sar dos avi­sos do seu pai de que iria arrui­nar a sua saú­de e paz de espí­ri­to, János seguiu tra­ba­lhan­do nes­te axi­o­ma até que, por vol­ta de 1820, che­gou à con­clu­são de que não podia ser pro­va­do. Pros­se­guiu desen­vol­ven­do uma geo­me­tria con­sis­ten­te (publi­ca­da em 1882) na qual o pos­tu­la­do para­le­lo não é uti­li­za­do, esta­be­le­cen­do assim a inde­pen­dên­cia des­te axi­o­ma em rela­ção aos outros. Fez tam­bém um tra­ba­lho vali­o­so na teo­ria dos núme­ros complexos.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1832, o enge­nhei­ro civil fran­cês Gus­ta­ve Eif­fel. Ele era espe­ci­a­li­za­do em estru­tu­ras metá­li­cas, conhe­ci­do espe­ci­al­men­te pela Tor­re Eif­fel em Paris. Cons­truiu a sua pri­mei­ra das suas pon­tes de fer­ro em Bor­déus (1858) e este­ve entre os pri­mei­ros enge­nhei­ros a cons­truir fun­da­ções de pon­tes uti­li­zan­do cai­xo­tões de ar com­pri­mi­do. O seu tra­ba­lho inclui a con­cep­ção da cúpu­la gira­tó­ria para o Obser­va­tó­rio de Nice no cume do Mon­te Gros (1886), e o enqua­dra­men­to da Está­tua da Liber­da­de, ago­ra no por­to de Nova Ior­que. Depois de cons­truir a Tor­re Eif­fel (1887–9), que uti­li­zou para inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca em mete­o­ro­lo­gia, aero­di­nâ­mi­ca e radi­o­te­le­gra­fia, cons­truiu tam­bém o pri­mei­ro labo­ra­tó­rio aero­di­nâ­mi­co em Auteuil, nos arre­do­res de Paris, onde pros­se­guiu o seu tra­ba­lho de inves­ti­ga­ção sem inter­rup­ção duran­te a I Guer­ra Mundial.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1852, o físi­co fran­cês Hen­ri Bec­que­rel. Ele des­co­briu a radi­o­ac­ti­vi­da­de em sais flu­o­res­cen­tes de urâ­nio. “Em reco­nhe­ci­men­to dos ser­vi­ços extra­or­di­ná­ri­os que pres­tou pela sua des­co­ber­ta da radi­o­ac­ti­vi­da­de espon­tâ­nea”, par­ti­lhou com Pier­re e Marie Curie o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1903. As suas pri­mei­ras pes­qui­sas foram em óti­ca. Em 1896, numa gave­ta, tinha guar­da­do duran­te alguns dias uma pla­ca foto­grá­fi­ca em papel pre­to, e alguns cris­tais mine­rais de urâ­nio dei­xa­dos sobre ela. Mais tar­de, des­co­briu que a pla­ca se encon­tra­va emba­ci­a­da. Os cris­tais, há mui­to tem­po fora da luz solar, não con­se­gui­am flu­o­res­cer, mas ele des­co­briu aci­den­tal­men­te que o sal era uma fon­te de radi­a­ção pene­tran­te: radi­o­ac­ti­vi­da­de. Três anos depois, mos­trou que os rai­os eram par­tí­cu­las car­re­ga­das pela sua defle­xão num cam­po mag­né­ti­co. Ini­ci­al­men­te, os rai­os emi­ti­dos pelas subs­tân­ci­as radi­o­ac­ti­vas rece­be­ram o seu nome.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1859, o médi­co e ocu­lis­ta pola­co L.L. Zame­nhof. Ele é res­pon­sá­vel pela cri­a­ção da mais impor­tan­te das lín­guas arti­fi­ci­ais inter­na­ci­o­nais — o espe­ran­to. Ele acre­di­ta­va que todos no mun­do deve­ri­am ser capa­zes de comu­ni­car uns com os outros atra­vés de uma úni­ca lín­gua inter­na­ci­o­nal, por isso desen­vol­veu o espe­ran­to, que sig­ni­fi­ca “aque­le que espe­ra”. Foi intro­du­zi­do num pan­fle­to que ele publi­cou em 1887. O voca­bu­lá­rio espe­ran­to é com­pos­to prin­ci­pal­men­te de pala­vras com raí­zes lati­nas e pala­vras comuns a vári­as lín­guas. O espe­ran­to é menos com­pli­ca­do do que uma ten­ta­ti­va ante­ri­or de lín­gua arti­fi­ci­al cha­ma­da Vola­puk. Enquan­to asso­ci­a­ções de espe­ran­to se for­ma­ram em todo o mun­do, nun­ca se tor­nou ampla­men­te aceite.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1861, o inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Char­les Duryea. Ele, com o seu irmão J. Frank Duryea cons­truiu o pri­mei­ro auto­mó­vel com múl­ti­plas cópi­as fabri­ca­do nos EUA. A 28 de Novem­bro de 1895, Frank con­du­ziu o seu car­ro para ganhar $2.000 na pri­mei­ra Cor­ri­da Auto­mó­vel Ame­ri­ca­na em Chi­ca­go, patro­ci­na­da pelo Chi­ca­go Times-Herald. Via­ja­ram 54 milhas de Chi­ca­go para Evans­ton, Illi­nois e de vol­ta, em pou­co mais de 10 horas. Em 1896, cri­a­ram a Duryea Motor Wagon Co. em Spring­fi­eld, Mass. para fabri­car vári­as uni­da­des de um veí­cu­lo a gaso­li­na. A sua pro­du­ção de 13 máqui­nas idên­ti­cas nes­se ano é con­si­de­ra­da como a pri­mei­ra pro­du­ção em série de auto­mó­veis ame­ri­ca­nos, ganhan­do-lhes o reco­nhe­ci­men­to como “Fathers of the Ame­ri­can Auto­mo­bi­le Industry”.

E nes­ta sema­na que pas­sou a nave espa­ci­al Ori­on da NASA vol­tou à Ter­ra, ater­ran­do no Oce­a­no Pací­fi­co, a oes­te da Baja Cali­for­nia, às 9:40 da manhã de Domin­go PST, após uma mis­são recor­dis­ta, via­jan­do mais de 1,4 milhões de milhas num cami­nho à vol­ta da Lua e regres­san­do em segu­ran­ça à Ter­ra, com­ple­tan­do o tes­te de voo Arte­mis I. Este é o pas­so final da mis­são Arte­mis I que come­çou com um lan­ça­men­to bem suce­di­do do fogue­tão Spa­ce Laun­ch Sys­tem (SLS) da NASA a 16 de Novem­bro, da pla­ta­for­ma de lan­ça­men­to 39B no Ken­nedy Spa­ce Cen­ter da NASA, na Flo­ri­da. Ao lon­go de 25,5 dias, a NASA tes­tou o Ori­on no ambi­en­te hos­til do espa­ço pro­fun­do antes de voar como astro­nau­tas no Arte­mis II.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­do a ver­são 6.1 do Ker­nel de Linux. Ao anun­ci­ar a che­ga­da à Linux Ker­nel Mai­ling List, Linus Tor­valds diz: “Então aqui esta­mos nós, uma sema­na atra­sa­dos, mas a sema­na pas­sa­da foi agra­dá­vel e len­ta, e eu estou mui­to mais feliz com o esta­do da ver­são 6.1 do que esta­va há algu­mas sema­nas atrás”. Uma impor­tan­te adi­ção ao Linux 6.1 é o supor­te (expe­ri­men­tal) à Rust, a “lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção mul­ti-para­dig­ma, de uso geral”, que está a ter um cres­ci­men­to tre­men­do nas solu­ções de códi­go aber­to. Ape­sar de peque­no, este pas­so ini­ci­al de cri­a­ção é bom para a ambi­ção de dei­xar os devs do ker­nel escre­ve­rem o códi­go do ker­nel em Rust. Outra adi­ção ao ker­nel Linux 6.1 é Mul­ti-Gene­ra­ti­o­nal Least-Recen­tly-Used (aka MG-LRU; embo­ra isto ain­da não este­ja acti­va­do por defei­to). Para citar a docu­men­ta­ção no ker­nel, esta carac­te­rís­ti­ca de memó­ria: “…opti­mi­za a recu­pe­ra­ção da pági­na e melho­ra o desem­pe­nho sob pres­são de memó­ria” — hey: um melhor desem­pe­nho é sem­pre bem-vin­do. O filesys­tem btrfs tam­bém rece­beu inú­me­ras melho­ri­as de desem­pe­nho, assim como o EXT4. O supor­te do Nin­ten­do HID foi mui­to melhorado.
Glo­bal­men­te, o ker­nel 6.1 do Linux ofe­re­ce uma gama de novas fun­ci­o­na­li­da­des e actu­a­li­za­ções que melho­ram o desem­pe­nho e a segu­ran­ça dos sis­te­mas base­a­dos em Linux. Estas melho­ri­as fazem do Linux um sis­te­ma ope­ra­ti­vo ain­da mais pode­ro­so e fle­xí­vel, capaz de satis­fa­zer as exi­gên­ci­as de uma vas­ta gama de apli­ca­ções e utilizadores.

Por fim, nes­ta sema­na que pas­sou, o Labo­ra­tó­rio Naci­o­nal Lawren­ce Liver­mo­re con­du­ziu a pri­mei­ra expe­ri­ên­cia de fusão con­tro­la­da na his­tó­ria a atin­gir este mar­co, tam­bém conhe­ci­do como bre­a­ke­ven de ener­gia cien­tí­fi­ca, o que sig­ni­fi­ca que pro­du­ziu mais ener­gia a par­tir da fusão do que a ener­gia laser uti­li­za­da para a impul­si­o­nar. “Este é um mar­co his­tó­ri­co para os inves­ti­ga­do­res e pes­so­al do Nati­o­nal Igni­ti­on Faci­lity que dedi­ca­ram as suas car­rei­ras a ver a igni­ção por fusão tor­nar-se uma rea­li­da­de, e este mar­co irá sem dúvi­da desen­ca­de­ar ain­da mais des­co­ber­tas”, dis­se a Secre­tá­ria da Ener­gia dos EUA Jen­ni­fer M. Gra­nholm. “A Admi­nis­tra­ção Biden-Har­ris está empe­nha­da em apoi­ar os nos­sos cien­tis­tas de clas­se mun­di­al — como a equi­pa da NIF — cujo tra­ba­lho nos aju­da­rá a resol­ver os pro­ble­mas mais com­ple­xos e pre­men­tes da huma­ni­da­de, como for­ne­cer ener­gia lim­pa para com­ba­ter as alte­ra­ções cli­má­ti­cas e man­ter um dis­su­a­sor nucle­ar sem tes­tes nucleares”.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os interessantes.

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Newsletter Nº397

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News­let­ter Nº397

Faz hoje anos que nas­cia, em 1765, o inven­tor, enge­nhei­ro mecâ­ni­co e fabri­can­te nor­te-ame­ri­ca­no Eli Whit­ney. Ele inven­tou o motor do algo­dão e desen­vol­veu a ideia e méto­dos para a pro­du­ção em mas­sa de peças inter­cam­biá­veis. O des­ca­ro­ça­dor de algo­dão é uma máqui­na que sepa­ra a fibra de algo­dão das semen­tes. O dis­po­si­ti­vo, paten­te­a­do em 1793, esti­mu­lou gran­de­men­te o cul­ti­vo do algo­dão no sul dos EUA. Whit­ney virou-se sub­se­quen­te­men­te para o fabri­co de armas de fogo, no qual intro­du­ziu a noção de peças per­mu­tá­veis. Isto ele apli­cou no cum­pri­men­to de um con­tra­to do gover­no dos EUA (1797) para o for­ne­ci­men­to de mos­que­tes. Whit­ney fabri­cou-os em peças padro­ni­za­das para remon­ta­gem, o que sig­ni­fi­ca que, pela pri­mei­ra vez, as peças des­gas­ta­das podi­am ser subs­ti­tuí­das por peças sobres­sa­len­tes, em vez de reque­re­rem subs­ti­tui­ções especiais.

Faz hoje anos que nas­cia, em 1865, o mate­má­ti­co fran­cês Jac­ques-Salo­mon Hada­mard. Ele pro­vou o teo­re­ma do núme­ro pri­mo (como n se apro­xi­ma do infi­ni­to, o limi­te do rácio de (n) e n/ln n é 1, onde (n) é o núme­ro de núme­ros pri­mos posi­ti­vos não supe­ri­or a n). Con­ju­ga­do no sécu­lo XVIII, este teo­re­ma não foi pro­va­do até 1896, quan­do Hada­mard e tam­bém Char­les de la Val­lée Pous­sin, uti­li­za­ram aná­li­ses com­ple­xas. O tra­ba­lho de Hada­mard inclui a teo­ria das fun­ções inte­grais e sin­gu­la­ri­da­des das fun­ções repre­sen­ta­das pela série Tay­lor. O seu tra­ba­lho sobre as equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais da físi­ca mate­má­ti­ca é impor­tan­te. Intro­du­ziu o con­cei­to de um valor ini­ci­al bem posi­ci­o­na­do e de um pro­ble­ma de valor limi­te. Ao con­si­de­rar pro­ble­mas de valor limi­te, intro­du­ziu uma gene­ra­li­za­ção das fun­ções de Gre­en (1932).

Faz hoje anos que nas­cia, em 1947, o bioquí­mi­co e bió­lo­go mole­cu­lar ame­ri­ca­no Tho­mas Cech. Ele, com Sid­ney Alt­man, rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1989 pelas suas des­co­ber­tas sobre o ARN (áci­do ribo­nu­clei­co). Antes da inves­ti­ga­ção de Cech sobre o ARN, a mai­o­ria dos cien­tis­tas acre­di­ta­va que as pro­teí­nas eram os úni­cos cata­li­za­do­res em célu­las vivas. As des­co­ber­tas de Cech e Alt­man der­ru­ba­ram a noção de que o ARN é mera­men­te um men­sa­gei­ro gené­ti­co — um inter­me­diá­rio na sín­te­se de pro­teí­nas a par­tir do ADN. Cech mos­trou que o RNA pode­ria ter uma fun­ção cata­lí­ti­ca inde­pen­den­te, uma “ribo­zi­ma”, aju­dan­do a uma reac­ção quí­mi­ca sem ser con­su­mi­do ou alte­ra­do. Esta des­co­ber­ta teve gran­des impli­ca­ções para a enge­nha­ria gené­ti­ca, bem como para a com­pre­en­são de como sur­giu a vida.

Faz hoje anos que nas­cia, em 1948, o físi­co teó­ri­co dina­marquês Per Bak. Ele cunhou o ter­mo “crí­ti­ca auto-orga­ni­za­da” num arti­go de que foi co-autor (1987). Como ilus­tra­ção, con­si­de­re a pilha de areia cóni­ca a cres­cer no fun­do de uma ampu­lhe­ta. Nume­ro­sas peque­nas per­tur­ba­ções de grãos de areia indi­vi­du­ais cau­sam pou­cas mudan­ças, mas são pon­tu­a­das por des­li­za­men­tos de ter­ra impre­vi­sí­veis. Mudan­ças crí­ti­cas são impos­sí­veis de pre­ver exac­ta­men­te no tem­po, ou para o grão explí­ci­to. Embo­ra desa­fi­an­tes, ten­tar cri­ar des­cri­ções mate­má­ti­cas esten­de-se a ter­ra­mo­tos, ou engar­ra­fa­men­tos, ou res­pon­der à for­ma como o uni­ver­so de par­tí­cu­las fun­da­men­tais sim­ples (tais como quarks e gluões) se reu­niu em estru­tu­ras com­ple­xas como animais.

Em 1931, foi emi­ti­da uma paten­te ame­ri­ca­na pela pri­mei­ra vez nos EUA para a inven­ção do cabo coa­xi­al, des­cri­ta como um “sis­te­ma de con­du­ção con­cên­tri­ca”. Os inven­to­res foram Lloyd Espens­chi­ed de Kew Gar­dens, N.Y. e Her­man A. Affel de Rid­gewo­od, N.J. A paten­te foi atri­buí­da ao Ame­ri­can Tele­graph and Telepho­ne Co. da cida­de de Nova Ior­que. (N.º 1.835.031). O pedi­do era de tele­vi­são, para a qual é neces­sá­ria uma vas­ta gama de frequên­ci­as de trans­mis­são. Enquan­to os requi­si­tos de canais indi­vi­du­ais para tele­gra­fia são da ordem de algu­mas cen­te­nas de ciclos no máxi­mo, e a tele­fo­nia tal­vez alguns milha­res de ciclos, a tele­vi­são requer fai­xas de cen­te­nas de milha­res de ciclos de lar­gu­ra para asse­gu­rar um grau razoá­vel de deta­lhe de ima­gem. É uti­li­za­do um úni­co par de con­du­to­res concêntricos.

Em 1994, apro­xi­ma­da­men­te um mês após ter anun­ci­a­do a cri­a­ção do ele­men­to 110, uma equi­pa de cien­tis­tas ale­mães lide­ra­da por Peter Arm­brus­ter na Gesells­chaft für schwe­ri­o­nen­fors­chung (GSI) em Darms­tadt, Ale­ma­nha, afir­mou ter cri­a­do o ele­men­to 111. O seu áto­mo tem 111 pro­tões e 161 neu­trões no seu núcleo, o que lhe dá um núme­ro de mas­sa de 272. Como novo ele­men­to, foi nome­a­do unu­nu­nium, sím­bo­lo Uuu, de acor­do com um sis­te­ma inter­na­ci­o­nal­men­te adop­ta­do para a nome­a­ção de novos ele­men­tos. Ape­nas três áto­mos do ele­men­to foram fei­tos ace­le­ran­do os áto­mos de níquel a alta velo­ci­da­de e bom­bar­de­an­do-os em bis­mu­to. Quan­do um áto­mo de cada um se fun­diu para fazer o novo núcleo, este durou cer­ca de qua­tro milé­si­mos de segun­do antes de se decom­por em núcle­os mais peque­nos. Mais tar­de este ele­men­to foi reno­me­a­do para Roent­ge­nium. O seu nome vem do físi­co Wilhelm Rönt­gen (tam­bém sole­tra­do Roent­gen), que des­co­briu os rai­os X.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os interessantes.

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Newsletter Nº396

Newsletter Nº396
News­let­ter Nº396

Faz hoje anos que nas­cia, em 1743, o quí­mi­co ale­mão Mar­tin Hein­ri­ch Kla­proth. Ele é con­si­de­ra­do o fun­da­dor da quí­mi­ca ana­lí­ti­ca, ten­do des­co­ber­to o urâ­nio (1789), zir­có­nio (1789), cério (1803), e con­tri­buí­do para a iden­ti­fi­ca­ção de outros. Embo­ra não os tenha iso­la­do como amos­tras de puro metal, foi capaz de os reco­nhe­cer como novos ele­men­tos. Aos 16 anos, foi apren­diz de boti­cá­rio. Depois de ler quí­mi­ca em Hano­ver, ins­ta­lou-se em Ber­lim (1771) e come­çou a sua pró­pria loja de boti­cá­rio (1780). No final de 1780, era o prin­ci­pal quí­mi­co ana­lí­ti­co da Euro­pa. Kla­proth encon­trou for­mas de tra­tar com­pos­tos par­ti­cu­lar­men­te inso­lú­veis, teve o cui­da­do de evi­tar a con­ta­mi­na­ção pelo seu apa­re­lho, e insis­tiu sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te em rela­tar “peque­nas” dis­cre­pân­ci­as de peso no tra­ba­lho ana­lí­ti­co como resul­ta­dos consistentes.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1792, o mate­má­ti­co rus­so Niko­lai Loba­chevsky. Ele, com János Bolyai da Hun­gria, é con­si­de­ra­do o fun­da­dor da geo­me­tria não-eucli­di­a­na. Loba­chevsky cons­truiu e estu­dou um tipo de geo­me­tria em que o pos­tu­la­do para­le­lo de Eucli­des é fal­so (o pos­tu­la­do afir­ma que atra­vés de um pon­to não numa deter­mi­na­da linha ape­nas uma linha pode ser dese­nha­da não encon­tran­do a pri­mei­ra linha). Isto não foi bem rece­bi­do no iní­cio, mas a sua mai­or jus­ti­fi­ca­ção veio com o adven­to da teo­ria da rela­ti­vi­da­de de Eins­tein quan­do foi demons­tra­do expe­ri­men­tal­men­te que a geo­me­tria do espa­ço não é des­cri­ta pela geo­me­tria de Eucli­des. Além da geo­me­tria, Loba­chevsky tam­bém fez um impor­tan­te tra­ba­lho na teo­ria das séri­es infi­ni­tas, equa­ções algé­bri­cas, cál­cu­lo inte­gral, e probabilidades.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1905, o físi­co nor­te-ame­ri­ca­no Cla­ren­ce Zener. Ele foi o pri­mei­ro a des­cre­ver a pro­pri­e­da­de rela­ti­va à inter­rup­ção dos iso­la­do­res eléc­tri­cos. Estas des­co­ber­tas foram pos­te­ri­or­men­te explo­ra­das pelos Labo­ra­tó­ri­os Bell no desen­vol­vi­men­to do dío­do Zener, que rece­beu o seu devi­do nome. Zener era um físi­co teó­ri­co com for­ma­ção em mate­má­ti­ca que con­du­ziu inves­ti­ga­ção numa vas­ta gama de assun­tos, incluin­do: super­con­du­ti­vi­da­de, meta­lur­gia, fer­ro­mag­ne­tis­mo, elas­ti­ci­da­de, mecâ­ni­ca da frac­tu­ra, difu­são, e pro­gra­ma­ção geométrica.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1925, o bioquí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no Mar­tin Rod­bell. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Fisi­o­lo­gia ou Medi­ci­na de 1994 pela sua des­co­ber­ta nos anos 60 de trans­du­to­res de sinal natu­rais cha­ma­dos G‑proteínas que aju­dam as célu­las do cor­po a comu­ni­car entre si. Par­ti­lhou o pré­mio com Alfred G. Gil­man, que mais tar­de pro­vou a hipó­te­se de Rod­bell, iso­lan­do a pro­teí­na G, assim deno­mi­na­da por­que se liga a nucleó­ti­dos cha­ma­dos difos­fa­to de gua­no­si­na e tri­fos­fa­to de gua­no­si­na, ou PIB e GTP. Antes da inves­ti­ga­ção de Rod­bell, os cien­tis­tas acre­di­ta­vam que ape­nas duas subs­tân­ci­as — um recep­tor hor­mo­nal e uma enzi­ma celu­lar inte­ri­or — eram res­pon­sá­veis pela comu­ni­ca­ção celu­lar. Rod­bell, con­tu­do, des­co­briu que a pro­teí­na G actu­a­va como um trans­du­tor de sinal inter­mé­dio entre as duas.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1940, o enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no Jer­ry Law­son. Ele é conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho na con­cep­ção da con­so­la de vide­o­jo­gos Fair­child Chan­nel F, bem como por lide­rar a equi­pa que foi pio­nei­ra no car­tu­cho comer­ci­al de vide­o­jo­gos. Foi assim ape­li­da­do de “pai do car­tu­cho de vide­o­jo­gos”, segun­do a revis­ta Black Enter­pri­se em 1982. Aca­bou por sair da Fair­child e fun­dou a empre­sa de jogos Video-Soft.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1941, o físi­co nor­te-ame­ri­ca­no Stephen Ben­ton. Ele foi pio­nei­ro em ima­gem médi­ca e holo­gra­fia de belas artes. O seu fas­cí­nio pelos fenó­me­nos ópti­cos come­çou com os ócu­los 3‑D que usou quan­do tinha 11 anos para ver o fil­me Hou­se of Wax, de 1953. Em 1968, inven­tou os “holo­gra­mas arco-íris”, vis­tos em car­tões de cré­di­to enquan­to tra­ba­lha­va para a Pola­roid Cor­po­ra­ti­on. Vol­tou-se para a aca­de­mia como pro­fes­sor assis­ten­te em Har­vard (1968) e mais tar­de como pro­fes­sor no Mas­sa­chu­setts Ins­ti­tu­te of Tech­no­logy a par­tir de 1985, onde aju­dou a cri­ar o Spa­ti­al Ima­ging Group e diri­giu o pro­gra­ma de arte e ciên­ci­as dos media M.I.T. Ben­ton foi pio­nei­ro na holo­gra­fia da luz natu­ral como meio artís­ti­co, e foi cura­dor no Museu de Holo­gra­fia em Manhant­tan até ao seu encer­ra­men­to em 1992.

Em 1997, oito pla­ne­tas do nos­so Sis­te­ma Solar ali­nha­ram-se de Oes­te para Les­te, come­çan­do por Plu­tão, segui­do por Mer­cú­rio, Mar­te, Vénus, Nep­tu­no, Ura­no, Júpi­ter e Satur­no, com uma lua cres­cen­te ao lado, num raro ali­nha­men­to visí­vel da Ter­ra que durou até 8 de Dezem­bro. Mer­cú­rio, Mar­te, Vénus, Júpi­ter e Satur­no são visí­veis a olho nu, sen­do Vénus e Júpi­ter, de lon­ge, os mais bri­lhan­tes. É neces­sá­rio um bom par de binó­cu­los para ver os peque­nos pon­tos azuis que são Ura­no e Nep­tu­no. Plu­tão é visí­vel ape­nas por teles­có­pio. Os pla­ne­tas tam­bém se ali­nha­ram em Maio de 2000, mas dema­si­a­do per­to do sol para serem visí­veis da Ter­ra. Pas­sar-se-ão pelo menos mais 100 anos até que tan­tos pla­ne­tas este­jam tão per­to e tão visíveis.

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Newsletter Nº395

Newsletter Nº395
News­let­ter Nº395

Faz hoje anos que nas­cia, em 1912, o físi­co nucle­ar nor­te-ame­ri­ca­no Lyle B. Borst. Ele lide­rou a cons­tru­ção do Reac­tor de Inves­ti­ga­ção de Gra­fi­te (BGRR), no Labo­ra­tó­rio Naci­o­nal de Bro­okha­ven. Após o tra­ba­lho no Pro­jec­to Manhat­tan na II Guer­ra Mun­di­al, orga­ni­zou cer­ca de 1.300 cien­tis­tas, e falou peran­te o Con­gres­so para man­ter a inves­ti­ga­ção ató­mi­ca sob con­tro­lo civil, a fim de evi­tar uma cor­ri­da mun­di­al ao arma­men­to nucle­ar. Em 1946, com Karl Mor­gan, desen­vol­veu um cra­chá de fil­me para medir a expo­si­ção dos tra­ba­lha­do­res aos neu­trões rápi­dos. O BGRR, con­cluí­do em 1949, foi o pri­mei­ro reac­tor cons­truí­do exclu­si­va­men­te para inves­ti­gar a uti­li­za­ção da ener­gia ató­mi­ca em tem­po de paz. No seu pri­mei­ro ano de fun­ci­o­na­men­to, Borst anun­ci­ou a pro­du­ção de iodo radi­o­ac­ti­vo ade­qua­do para o tra­ta­men­to do can­cro da tirói­de. Em 1952, ele expli­cou como o berílio‑7 da fusão do hélio desen­ca­deia super-novas.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1921, o quí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no Robert L. Banks. Ele co-des­co­briu o polí­me­ro cris­ta­li­no de poli­pro­pi­le­no, com J. Paul Hogan. Foram desig­na­dos pela Phil­lips Petro­leum, em 1946, para inves­ti­gar for­mas de tomar os pro­du­tos de gás natu­ral pro­pi­le­no e eti­le­no e trans­for­má-los em com­po­nen­tes úteis da gaso­li­na. Em 5 de Junho de 1951, as suas expe­ri­ên­ci­as uti­li­zan­do cata­li­sa­do­res pro­du­zi­ram poli­pro­pi­le­no — ago­ra uti­li­za­do em fibras para cor­das, car­pe­tes inte­ri­o­res e exte­ri­o­res e plás­ti­cos. Ban­cos e Hogan des­co­bri­ram tam­bém como fazer um novo poli­e­ti­le­no de alta den­si­da­de, mais resis­ten­te ao calor do que o poli­e­ti­le­no ante­ri­or­men­te exis­ten­te. Além dis­so, os seus cata­li­sa­do­res pro­du­zi­ram o novo poli­e­ti­le­no a ape­nas algu­mas cen­te­nas de psi de pres­são em vez do pro­ces­so radi­cal livre exis­ten­te, que exi­gia pres­sões de até 30.000 psi.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1921, o físi­co nucle­ar ame­ri­ca­no Her­bert F. York. Ele ini­ci­ou a inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca em apoio à defe­sa naci­o­nal em 1943, quan­do come­çou a tra­ba­lhar em Oak Rid­ge, Ten­nes­see, na sepa­ra­ção elec­tro­mag­né­ti­ca do urâ­nio 235, como par­te do Pro­jec­to Manhat­tan duran­te a II Guer­ra Mun­di­al. Em 1952, tor­nou-se o pri­mei­ro direc­tor do Labo­ra­tó­rio Lawren­ce Liver­mo­re. Saiu em Mar 1958 para se jun­tar ao Depar­ta­men­to de Defe­sa como cien­tis­ta che­fe da Agên­cia de Pro­jec­tos de Inves­ti­ga­ção Avan­ça­da, e rapi­da­men­te se tor­nou o direc­tor de inves­ti­ga­ção e enge­nha­ria do Depar­ta­men­to de Defe­sa (Dez. 1958). Regres­sou à Uni­ver­si­da­de da Cali­fór­nia em 1961, como chan­ce­ler e pro­fes­sor de Físi­ca. Foi nego­ci­a­dor prin­ci­pal para a proi­bi­ção total de tes­tes duran­te a admi­nis­tra­ção Carter.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1925, o enge­nhei­ro e físi­co holan­dês Simon van der Meer. Ele, em con­jun­to com o físi­co ita­li­a­no Car­lo Rub­bia, des­co­briu a par­tí­cu­la W e a par­tí­cu­la Z ao coli­dir pro­tões e anti­pro­tões, para os quais ambos os homens par­ti­lha­ram o Pré­mio Nobel da Físi­ca. Estas par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas (uni­da­des de maté­ria meno­res que um áto­mo) trans­mi­tem a fra­ca for­ça nucle­ar, uma das qua­tro for­ças fun­da­men­tais na natu­re­za. A des­co­ber­ta apoi­ou a teo­ria uni­fi­ca­da do elec­trowe­ak apre­sen­ta­da nos anos 70. Tra­ba­lhan­do no CERN na Suí­ça, Van der Meer melho­rou a con­cep­ção dos ace­le­ra­do­res de par­tí­cu­las uti­li­za­dos, pro­du­zin­do coli­sões entre fei­xes de par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas. Inven­tou um dis­po­si­ti­vo que moni­to­ri­za­ria e ajus­ta­ria o fei­xe de par­tí­cu­las com cam­pos mag­né­ti­cos cor­rec­to­res, atra­vés de um sis­te­ma de “kic­kers” colo­ca­dos em tor­no do anel do acelerador.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1926, o físi­co nor­te-ame­ri­ca­no nas­ci­do na Chi­na Tsung-Dao Lee. Ele rece­beu (com Chen Ning Yang) o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1957 pela sua “inves­ti­ga­ção pene­tran­te” das vio­la­ções do prin­cí­pio da con­ser­va­ção da pari­da­de (a qua­li­da­de da sime­tria de refle­xão espa­ci­al das inte­rac­ções das par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas), o que levou a impor­tan­tes des­co­ber­tas sobre as par­tí­cu­las ele­men­ta­res. A con­ser­va­ção da pari­da­de tinha sido ante­ri­or­men­te con­si­de­ra­da como uma “lei” da natu­re­za. (A pari­da­de sus­ten­ta que as leis da físi­ca são as mes­mas num sis­te­ma de coor­de­na­das à direi­ta do que num sis­te­ma à esquer­da). A teo­ria foi pos­te­ri­or­men­te con­fir­ma­da expe­ri­men­tal­men­te por Chi­en-Shiung Wu em obser­va­ções de deca­dên­cia beta.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1944, o cien­tis­ta atmos­fé­ri­co indi­a­no Vee­rabha­dran Rama­nathan. Ele des­co­briu a “Nuvem Cas­ta­nha Asiá­ti­ca” — cama­das erran­tes de polui­ção atmos­fé­ri­ca tão lar­gas como um con­ti­nen­te e mais pro­fun­das do que o Grand Canyon. As par­tí­cu­las escu­ras nes­tas nuvens cas­ta­nhas podem redu­zir a pre­ci­pi­ta­ção, secar a super­fí­cie do pla­ne­ta, arre­fe­cer os tró­pi­cos e redu­zir a luz solar — Glo­bal Dim­ming. Em 1975, o Rama­nathan foi o pri­mei­ro a demons­trar que os CFC são gases com efei­to de estu­fa impor­tan­tes. Os seus cál­cu­los mos­tra­ram que cada molé­cu­la de CFC na atmos­fe­ra con­tri­bui mais para o efei­to de estu­fa que mais de 10.000 molé­cu­las de dió­xi­do de car­bo­no. Nos anos 80, lide­rou um estu­do que des­co­briu nume­ro­sos gases ves­ti­gi­ais que con­tri­bu­em para o aque­ci­men­to glo­bal, e um estu­do da NASA que demons­trou que as nuvens tinham um efei­to líqui­do de arre­fe­ci­men­to glo­bal no planeta”.

Em 1639, Jere­mi­ah Hor­rocks, astró­no­mo e sacer­do­te inglês, mediu um trân­si­to de Vénus, o pri­mei­ro de sem­pre a ser obser­va­do. Apli­can­do a pre­vi­são de Kepler de que em 1631, Vénus tran­si­ta­ria pelo Sol, Hor­rocks cal­cu­lou que estes trân­si­tos não ocor­re­ram iso­la­da­men­te, mas em pares, com oito anos de dife­ren­ça. Assim, Hor­rocks pre­pa­rou o seu equi­pa­men­to para o trân­si­to seguin­te que tinha assim pre­vis­to para este dia. O seu sim­ples teles­có­pio foi mon­ta­do numa tra­ve de madei­ra, para que pudes­se pro­jec­tar uma ima­gem solar sobre um peda­ço de papel mar­ca­do com um cír­cu­lo gra­du­a­do de seis pole­ga­das. A par­tir dis­to, ele fez medi­ções e cal­cu­lou que o valor para o para­la­xe solar era menor do que ante­ri­or­men­te regis­ta­do, e assim con­cluiu que o Sol esta­va mais lon­ge da Ter­ra do que ante­ri­or­men­te se pensava.

Em 1859, The Ori­gin of Spe­ci­es by Means of Natu­ral Selec­ti­on, o livro pio­nei­ro de Darwin, foi publi­ca­do em Ingla­ter­ra para gran­de acla­ma­ção. O natu­ra­lis­ta bri­tâ­ni­co Char­les Darwin deta­lhou as pro­vas cien­tí­fi­cas que tinha reco­lhi­do des­de a sua via­gem no Bea­gle, nos anos 1830. Ele apre­sen­tou a sua ideia de que as espé­ci­es são o resul­ta­do de uma evo­lu­ção bio­ló­gi­ca gra­du­al na qual a natu­re­za enco­ra­ja, atra­vés da selec­ção natu­ral, a pro­pa­ga­ção das espé­ci­es mais ade­qua­das aos seus ambi­en­tes. Tinha sido leva­do a publi­car nes­ta altu­ra por Char­les Lyell, que o acon­se­lhou que Alfred Rus­sel Wal­la­ce, um natu­ra­lis­ta que tra­ba­lha no Bor­néu, se apro­xi­ma­va das mes­mas con­clu­sões. Lyell acre­di­ta­va que Darwin deve­ria publi­car sem mais demo­ra para esta­be­le­cer a prioridade.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­tar Mag­PI nº 124 de Dezembro.

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