Newsletter Nº202

Newsletter Nº202
News­let­ter Nº202

Faz hoje anos que nas­cia, em 1692, Pie­ter van Mus­s­chen­bro­ek. Este Físi­co e mate­má­ti­co holan­dês inven­tou o fras­co de Ley­den, o pri­mei­ro dis­po­si­ti­vo efi­caz para arma­ze­nar elec­tri­ci­da­de está­ti­ca. Ele cres­ceu numa famí­lia que fabri­ca­va ins­tru­men­tos cien­tí­fi­cos como teles­có­pi­os, micros­có­pi­os e bom­bas de ar. Antes da inven­ção de Mus­s­chen­bro­ek, a elec­tri­ci­da­de está­ti­ca tinha sido pro­du­zi­da por Gue­ric­ke usan­do uma bola de enxo­fre, com efei­tos redu­zi­dos. Em Janei­ro de 1746, Mus­s­chen­bro­ek colo­cou água num reci­pi­en­te de metal sus­pen­so em cor­dões de seda e con­du­ziu um fio de latão atra­vés de uma rolha para den­tro da água. Ele acu­mu­lou uma car­ga na água. Quan­do um assis­ten­te incau­to tocou o reci­pi­en­te de metal e o fio de latão, a des­car­ga des­te apa­re­lho pro­du­ziu um cho­que subs­tan­ci­al de elec­tri­ci­da­de está­ti­ca. O nome de Ley­den está liga­do à des­co­ber­ta fei­ta na Uni­ver­si­da­de de Lei­den.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1800, James Bogar­dus. Este inven­tor e cons­tru­tor nor­te-ame­ri­ca­no popu­la­ri­zou a cons­tru­ção em fer­ro fun­di­do, que era comum­men­te usa­da na cons­tru­ção indus­tri­al e comer­ci­al ame­ri­ca­na de 1850–80. Ele fez isso envi­an­do sec­ções pré-fabri­ca­das da sua fábri­ca em Nova York para os locais de cons­tru­ção. O seu pri­mei­ro pré­dio com facha­da de fer­ro era uma loja de quí­mi­cos de 5 anda­res (1848). O seu pré­dio mais conhe­ci­do era sua pró­pria fábri­ca de qua­tro anda­res que ele cons­truiu na Cen­ter Stre­et, em Nova York, com um exte­ri­or con­sis­tin­do intei­ra­men­te de pila­res e vigas de fer­ro fun­di­do. Ante­ri­or­men­te, ele era um fabri­can­te de máqui­nas de esme­ri­la­men­to e tam­bém era conhe­ci­do pela sua inven­ção de máqui­nas de gra­va­ção e de tin­gir.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1879, Albert Eins­tein. Este Físi­co ger­ma­no-ame­ri­ca­no desen­vol­veu as teo­ri­as gerais e espe­ci­ais da rela­ti­vi­da­de e ganhou o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1921 pela sua expli­ca­ção do efei­to foto­e­léc­tri­co. Reco­nhe­ci­do em seu pró­prio tem­po como um dos inte­lec­tos mais cri­a­ti­vos da his­tó­ria huma­na, nos pri­mei­ros 15 anos do sécu­lo XX, Eins­tein desen­vol­veu uma série de teo­ri­as que pro­pu­nham manei­ras intei­ra­men­te novas de pen­sar sobre espa­ço, tem­po e gra­vi­ta­ção. As suas teo­ri­as de rela­ti­vi­da­de e gra­vi­ta­ção foram um avan­ço pro­fun­do sobre a anti­ga físi­ca New­to­ni­a­na e revo­lu­ci­o­na­ram a inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca e filo­só­fi­ca.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1956, Ale­xey Pajit­nov. É um enge­nhei­ro de com­pu­ta­ção rus­so que ficou conhe­ci­do na his­tó­ria por ter desen­vol­vi­do o Tetris enquan­to tra­ba­lha­va no Cen­tro de Com­pu­ta­ção Dorod­nitsyn da Aca­de­mia Sovié­ti­ca de Ciên­ci­as.

Hoje é o dia do Pi (3.14) e para come­mo­rar esse dia a Goo­gle publi­cou uma noti­cia onde uma equi­pa bateu o recor­de de cal­cu­lo do famo­so nume­ro com mai­or pre­ci­são até ago­ra regis­ta­da. Quer se per­ce­ba ou não, o PI está em toda par­te. É a rela­ção entre a cir­cun­fe­rên­cia de um cír­cu­lo e seu diâ­me­tro. E já que o PI é um núme­ro irra­ci­o­nal, não há fim para quan­tos dos seus dígi­tos podem ser cal­cu­la­dos. É conhe­ci­do como 3,14, mas os pro­fis­si­o­nais de mate­má­ti­ca e ciên­ci­as estão cons­tan­te­men­te a tra­ba­lhar para cal­cu­lar mais e mais dígi­tos do PI, para que pos­sam tes­tar super­com­pu­ta­do­res (e tam­bém ter um pou­co de com­pe­ti­ção sau­dá­vel). Para cal­cu­lar o PI, Emma Haru­ka Iwao usou um apli­ca­ti­vo cha­ma­do y-crun­cher em 25 máqui­nas vir­tu­ais do Goo­gle Cloud. “O mai­or desa­fio do PI é que requer mui­to arma­ze­na­men­to e memó­ria para cal­cu­lar”, diz Emma. O seu cál­cu­lo exi­giu 170 teraby­tes de dados para serem con­cluí­dos — o que equi­va­le apro­xi­ma­da­men­te à quan­ti­da­de de dados em todas as colec­ções de impres­são da Bibli­o­te­ca do Con­gres­so. O nume­ro ago­ra cal­cu­la­do tem 31.415.926.535.897 dígi­tos, para ser exac­to. Este recor­de ago­ra bati­do exis­tia des­te 2016 quan­do foram cal­cu­la­dos 22.459.157.718.361 dígi­tos.

Como é o dia do PI, fica aqui um link para recei­tas de Tar­tes! Para os mais excên­tri­cos podem tam­bém ouvir uma musi­ca base­a­da no nume­ro PI com­pos­ta por um musi­co e que tem 1 milhão de horas.

Esta sema­na que pas­sou tam­bém ficá­mos a saber que a World Wide Web fez 30 anos. Em 1989, o mai­or labo­ra­tó­rio de físi­ca do mun­do, o CERN, tinha um gru­po de idei­as e infor­ma­ções arma­ze­na­das em vári­os com­pu­ta­do­res incom­pa­tí­veis. Sir Tim Ber­ners-Lee ima­gi­nou uma estru­tu­ra uni­fi­ca­do­ra para ligar infor­ma­ções em dife­ren­tes com­pu­ta­do­res e escre­veu uma pro­pos­ta em mar­ço de 1989 cha­ma­da “Infor­ma­ti­on Mana­ge­ment: A Pro­po­sal”. Em 1991, essa visão de conec­ti­vi­da­de uni­ver­sal tinha-se tor­na­do a World Wide Web.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis. É apre­sen­ta­da a revis­ta His­pa­brick nº 32.

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Newsletter Nº201

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News­let­ter Nº201

Faz hoje anos que nas­cia, em 1839 — Ludwig Mond. Este Quí­mi­co e indus­tri­al ale­mão-bri­tâ­ni­co aper­fei­ço­ou um méto­do de fabri­ca­ção de soda melho­ran­do o pro­ces­so alca­li­no da Sol­vay. Mond desen­vol­veu um pro­ces­so para a extrac­ção de níquel quan­do, com os seus assis­ten­tes, des­co­briu aci­den­tal­men­te com­pos­tos de car­bo­ni­la de metal enquan­to inves­ti­ga­va por que as vál­vu­las de níquel esta­vam cor­roí­das pelo monó­xi­do de car­bo­no. Outras pes­qui­sas leva­ram à sín­te­se de mais car­bo­ni­los metá­li­cos, que Lord Kel­vin des­cre­veu como “metais com asas” e ao pro­ces­so de níquel-car­bo­ni­la da Mond para refi­nar o níquel. O ter­mo “célu­la de com­bus­tí­vel” foi ape­li­da­do em 1889 por Ludwig Mond e Char­les Lan­ger, que ten­ta­ram cons­truir o pri­mei­ro dis­po­si­ti­vo prá­ti­co para usar gás de car­vão indus­tri­al e de ar, para gerar elec­tri­ci­da­de ao rea­gir hidro­gé­nio com oxi­gé­nio.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1900, Fritz Lon­don. Este Físi­co ger­ma­no-ame­ri­ca­no, com Wal­ter Hei­tler, inven­tou o pri­mei­ro tra­ta­men­to mecâ­ni­co quân­ti­co da molé­cu­la de hidro­gé­nio, enquan­to tra­ba­lha­va com Erwin Schrö­din­ger na Uni­ver­si­da­de de Zuri­que. Num arti­go (1927), eles desen­vol­ve­ram uma equa­ção de onda para a molé­cu­la de hidro­gé­nio com a qual foi pos­sí­vel cal­cu­lar valo­res apro­xi­ma­dos do poten­ci­al de ioni­za­ção da molé­cu­la, calor de dis­so­ci­a­ção e outras cons­tan­tes. Estes valo­res pre­vis­tos foram razo­a­vel­men­te con­sis­ten­tes com valo­res empí­ri­cos obti­dos por mei­os espec­tros­có­pi­cos e quí­mi­cos. Esta teo­ria da liga­ção quí­mi­ca de molé­cu­las homo-pola­res é con­si­de­ra­da um dos avan­ços mais impor­tan­tes da quí­mi­ca moder­na. A abor­da­gem é mais tar­de cha­ma­da de teo­ria da liga­ção de valên­cia.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1917, Betty Hol­ber­ton. Esta enge­nhei­ra infor­me­ti­ca Nor­te-ame­ri­ca­na foi uma dos seis pro­gra­ma­do­res ori­gi­nais do ENIAC, o pri­mei­ro com­pu­ta­dor digi­tal elec­tró­ni­co de pro­pó­si­to geral, e foi a inven­to­ra dos “bre­ak­points” no “debug” de com­pu­ta­do­res. Pro­gra­ma­do o ENIAC para rea­li­zar cál­cu­los para tra­jec­tó­ri­as balís­ti­cas elec­tro­ni­ca­men­te para o Labo­ra­tó­rio de Pes­qui­sa Balís­ti­ca (BRL). Ela aju­dou a desen­vol­ver o UNIVAC, pro­jec­tan­do pai­néis de con­tro­le que colo­cam o tecla­do numé­ri­co ao lado do tecla­do e per­su­a­din­do os enge­nhei­ros a subs­ti­tuir o exte­ri­or pre­to do UNIVAC pelo tom cin­za-bege que veio a ser a cor uni­ver­sal dos com­pu­ta­do­res. Hol­ber­ton tra­ba­lhou com John Mau­chly para desen­vol­ver o con­jun­to de ins­tru­ções C-10 para o BINAC, que é con­si­de­ra­do o pro­tó­ti­po de todas as lin­gua­gens de pro­gra­ma­ção moder­nas. Ela tam­bém par­ti­ci­pou do desen­vol­vi­men­to de padrões ini­ci­ais para as lin­gua­gens de pro­gra­ma­ção COBOL e FORTRAN com Gra­ce Hop­per. Mais tar­de, como fun­ci­o­ná­ria do Nati­o­nal Bure­au of Stan­dards, ela foi mui­to acti­va nas duas pri­mei­ras revi­sões da Lin­gua­gem For­tran (“FORTRAN 77” e “For­tran 90”).

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1930, Stan­ley Mil­ler. Este Quí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no fez uma série de expe­ri­ên­ci­as famo­sas, para deter­mi­nar a pos­sí­vel ori­gem da vida a par­tir de subs­tân­ci­as quí­mi­cas inor­gâ­ni­cas na ter­ra pri­mi­ti­va, recém-for­ma­da. Ele pas­sou por des­car­gas eléc­tri­cas (simu­lan­do tro­vo­a­das) atra­vés de mis­tu­ras de gases redu­to­res, como hidro­gé­nio, amó­nia, meta­no e água, que se acre­di­ta terem for­ma­do a atmos­fe­ra mais anti­ga. Os dias de aná­li­se mos­tra­ram que os pro­du­tos quí­mi­cos resul­tan­tes incluíam gli­ce­ri­na e ala­ni­na, os ami­noá­ci­dos mais sim­ples, os blo­cos de cons­tru­ção bási­cos das pro­teí­nas. Outros com­pos­tos incluí­ram ureia, aldeí­dos e áci­dos car­bo­xí­li­cos. Assim, uma “sopa pri­mi­ti­va” é a expli­ca­ção mais plau­sí­vel actu­al­men­te acei­ta, embo­ra incom­ple­ta, da ori­gem das com­ple­xas molé­cu­las orgâ­ni­cas da vida.

Nes­ta sema­na que pas­sou Linus Tor­valds anun­ci­ou o pri­mei­ro Ker­nel Linux 5.0. O ciclo de desen­vol­vi­men­to do Ker­nel Linux 5.0 come­çou à dois meses, duran­te os quais sete RC (Rele­a­se Can­di­da­te) foram publi­ca­dos para tes­tar o cami­nho para esta gran­de mudan­ça de ver­são. Embo­ra a prin­ci­pal mudan­ça de ver­são não tenha gran­de sig­ni­fi­ca­do, o ker­nel do Linux 5.0 apre­sen­ta um con­jun­to inte­res­san­te de novi­da­des, como o supor­te Fre­eSync no dri­ver grá­fi­co de códi­go aber­to AMDGPU para per­mi­tir uma expe­ri­ên­cia de visu­a­li­za­ção livre de falhas em máqui­nas com GPUs AMD Rade­on e LCDs com taxas de actu­a­li­za­ção dinâ­mi­cas. Foi tam­bém intro­du­zi­do um novo sche­du­ler ami­go da pou­pan­ça ener­gé­ti­ca que leva à ges­tão de ener­gia melho­ra­da em dis­po­si­ti­vos que usam CPUs big.LITTLE ARM, supor­te à crip­to­gra­fia do sis­te­ma de fichei­ros Adi­an­tum em fscrypt para dis­po­si­ti­vos de bai­xa ener­gia e supor­te a fichei­ros de swap no filesys­tem Btrfs. Outras alte­ra­ções notá­veis ​​inclu­em supor­te para o recur­so Gene­ric Recei­ve Offlo­ad (GRO) na imple­men­ta­ção UDP (User Data­gram Pro­to­col), supor­te para o con­tro­la­dor de recur­sos cpu­set no cgroupv2, assim como supor­te para o sis­te­ma de fichei­ros bin­derfs que per­mi­te exe­cu­tar vári­as ins­tân­ci­as do Android.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Vol­vo irá tes­tar um auto­car­ro sem con­du­tor em tama­nho real em Sin­ga­pu­ra. A alta den­si­da­de de Sin­ga­pu­ra tem incen­ti­van­do o desen­vol­vi­men­to de tec­no­lo­gi­as sem con­du­tor na espe­ran­ça de que seus habi­tan­tes usem mais veí­cu­los par­ti­lha­dos e trans­por­te públi­co. Tes­tes com um auto­car­ro no cam­pus uni­ver­si­tá­rio podem come­çar den­tro de algu­mas sema­nas ou meses, antes de se muda­rem para vias públi­cas após apro­va­ções regu­la­men­ta­res, dis­se o pre­si­den­te da NTU, Subra Suresh, a repór­te­res.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São apre­sen­ta­das as revis­tas newe­lec­tro­nics de 25 e 26 de Feve­rei­ro.

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Newsletter Nº200

Newsletter Nº200
News­let­ter Nº200

Esta é a News­let­ter Nº200 e este nume­ro para além de ser redon­do tem vári­os sig­ni­fi­ca­dos. No domí­nio da Inter­net o códi­go “200 OK” em HTTP sig­ni­fi­ca que o pedi­do de um recur­so web ocor­reu com suces­so. Este núme­ro é igual­men­te con­si­de­ra­do como a velo­ci­da­de Stan­dard das pelí­cu­las foto­grá­fi­cas — o ISO 200. Curi­o­sa­men­te a soma dos resul­ta­dos da fun­ção toti­en­te de Euler apli­ca­da aos pri­mei­ros vin­te e cin­co núme­ros intei­ros é tam­bém 200. Con­tu­do, a News­let­ter Nº200 sig­ni­fi­ca que esta News­let­ter já é publi­ca­da à 200 sema­nas sem inter­rup­ção. Lan­ça­da a 5 de Maio de 2015 são qua­se 4 anos com a publi­ca­ção sema­nal. Con­tou no seu his­to­ri­al com a publi­ca­ção de mais de 4500 Noti­ci­as, mais de 6200 Pro­jec­tos, per­to de 500 EBo­oks e revis­tas, e qua­se 400 mode­los 3D. Irei con­ti­nu­ar a tra­ba­lhar para que con­ti­nue a ser uma refe­ren­cia para todos os que a con­sul­tam.

Faz hoje anos que nas­cia, em 1552, Jost Bür­gi. Este Relo­jo­ei­ro e mate­má­ti­co suí­ço inven­tou os loga­rit­mos de for­ma inde­pen­den­te do mate­má­ti­co esco­cês John Napi­er. Ele era o mais hábil e o mais famo­so relo­jo­ei­ro de seu tem­po. Ele tam­bém fez ins­tru­men­tos de geo­me­tria astro­nó­mi­cos e prá­ti­cos (nota­vel­men­te a bús­so­la pro­por­ci­o­nal e um ins­tru­men­to de tri­an­gu­la­ção útil na pes­qui­sa). Isto levou a que se tor­nas­se assis­ten­te do astró­no­mo ale­mão Johan­nes Kepler. Bür­gi foi um dos prin­ci­pais con­tri­bui­do­res para o desen­vol­vi­men­to de frac­ções deci­mais e da nota­ção expo­nen­ci­al, mas sua con­tri­bui­ção mais notá­vel foi publi­ca­da em 1620 como uma tabe­la de anti-loga­rit­mos. Napi­er publi­cou a sua tabe­la de loga­rit­mos em 1614, mas Bür­gi já tinha com­pi­la­do a sua tabe­la de loga­rit­mos pelo menos dez anos antes.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1814, Edmond Frémy. Este Quí­mi­co fran­cês é conhe­ci­do pela sua des­co­ber­ta de flu­o­re­to de hidro­gé­nio e pelas inves­ti­ga­ções de com­pos­tos de flúor. Entre outros com­pos­tos, Frémy inves­ti­gou os de fer­ro, esta­nho e chum­bo. Ele tam­bém estu­dou o áci­do osmi­co, o ozó­nio, as subs­tân­ci­as coran­tes das folhas e flo­res e a com­po­si­ção das subs­tân­ci­as ani­mais. Apli­cou quí­mi­ca à sapo­ni­fi­ca­ção comer­ci­al de gor­du­ras e à tec­no­lo­gia de fer­ro, aço, áci­do sul­fú­ri­co, vidro e papel. Ele ten­tou, mas falhou, iso­lar o flúor. Ele tam­bém falhou em ten­ta­ti­vas de fazer cris­tais de óxi­do de alu­mí­nio, mas des­co­briu que pode­ria cri­ar rubis.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1901, Linus Pau­ling. Este quí­mi­co, físi­co e autor nor­te-ame­ri­ca­no apli­cou a mecâ­ni­ca quân­ti­ca ao estu­do de estru­tu­ras mole­cu­la­res, par­ti­cu­lar­men­te em cone­xão com liga­ções quí­mi­cas. Pau­ling foi a úni­ca pes­soa a ganhar dois pré­mi­os Nobel não par­ti­lha­dos. O pri­mei­ro foi o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca con­ce­di­do em 1954 por mape­ar os ali­cer­ces quí­mi­cos da pró­pria vida. Além dis­so, por cau­sa de seu tra­ba­lho pela paz nucle­ar, ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Paz em 1962.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1916, Audley Bow­dler Wil­li­am­son. Este inven­tor e fabri­can­te bri­tâ­ni­co de pro­du­tos de cui­da­dos com a pele que inven­tou o lim­pa­dor de mãos Swar­fe­ga, um gel ver­de que mecâ­ni­cos, impres­so­ras e outros usam para lavar gra­xa, suji­da­de e tin­ta das suas mãos. “AB”, como era conhe­ci­do, fun­dou a sua empre­sa, Deb Ltd., em 1941, ven­den­do um deter­gen­te neu­tro para o tra­ta­men­to das mei­as de seda, um mer­ca­do que entrou em colap­so com a che­ga­da do nylon após a Segun­da Guer­ra Mun­di­al. No entan­to, ele sabia que os mecâ­ni­cos lim­pa­vam as mãos com gaso­li­na, para­fi­na e areia, o que era efi­caz na remo­ção de óleo, mas tam­bém cau­sa­va pele seca e der­ma­ti­te. Ele adap­tou a sua fór­mu­la de deter­gen­te para lim­par o óleo da pele sem esses efei­tos cola­te­rais, e nome­ou-o com­bi­nan­do “swarf” (ter­mo para grão ole­o­so) e “-ega” (ansi­o­so).

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1930, Leon Coo­per. Este Físi­co nor­te-ame­ri­ca­no rece­beu (com John Bar­de­en e John Robert Sch­ri­ef­fer) o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1972, por con­tri­buir com o con­cei­to de pares de elec­trões de Coo­per que for­mam a base da teo­ria de super­con­du­ti­vi­da­de da BCS (suas ini­ci­ais), na qual ele tra­ba­lhou quan­do tinha cer­ca de 20 anos. Ele pas­sou a tor­nar-se co-fun­da­dor e co-dire­tor da Nes­tor, Inc., um líder da indús­tria na apli­ca­ção de sis­te­mas de redes neu­ro­nais para apli­ca­ções comer­ci­ais e mili­ta­res. A empre­sa cons­truiu sis­te­mas de reco­nhe­ci­men­to de padrões e ava­li­a­ção de ris­co adap­tá­veis base­a­dos em com­pu­ta­dor, com apli­ca­ções que clas­si­fi­cam com pre­ci­são padrões com­ple­xos como alvos em sis­te­mas de sonar, radar ou ima­gem. Ele tam­bém fun­dou e foi direc­tor do Ins­ti­tu­to de Cére­bro e Sis­te­mas Neu­ro­nais da Brown Uni­ver­sity para desen­vol­ver pro­du­tos far­ma­cêu­ti­cos cog­ni­ti­vos e sis­te­mas inte­li­gen­tes para elec­tró­ni­ca, auto­mó­veis e comu­ni­ca­ções.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1939, Dani­el C. Tsui. Este Físi­co sino-ame­ri­ca­no rece­beu (com Horst L. Stör­mer e Robert B. Laugh­lin) o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1998 pela des­co­ber­ta e expli­ca­ção de que os elec­trões num cam­po mag­né­ti­co pode­ro­so a tem­pe­ra­tu­ras mui­to bai­xas podem for­mar um flui­do quân­ti­co cujas par­tí­cu­las têm car­gas eléc­tri­cas frac­ci­o­na­ri­as. Este efei­to é conhe­ci­do como o quan­tum frac­ci­o­ná­rio.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1948, Ste­ven Chu. Este Físi­co nor­te-ame­ri­ca­no que (com Clau­de Cohen-Tan­noud­ji e Wil­li­am D. Phil­lips) rece­beu o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1997 pela sua pes­qui­sa inde­pen­den­te e pio­nei­ra em arre­fe­ci­men­to e apri­si­o­na­men­to de áto­mos usan­do luz laser. No seu esta­do nor­mal, o movi­men­to tér­mi­co ale­a­tó­rio cons­tan­te dos áto­mos limi­ta as medi­ções pre­ci­sas dos esta­dos ató­mi­cos. Assim, os físi­cos pro­cu­ra­ram arre­fe­cer e desa­ce­le­rar os áto­mos o máxi­mo pos­sí­vel. Chu usou seis fei­xes de laser e tra­ba­lhou com um gás quen­te de áto­mos de sódio. Ele con­se­guiu arre­fe­cer e apri­si­o­nar áto­mos no que ele cha­mou de “mela­ço ópti­co”. Em 1985, ele tinha arre­fe­ci­do áto­mos de sódio a uma tem­pe­ra­tu­ra de cer­ca de 240 mili­o­né­si­mos de grau aci­ma do zero abso­lu­to. Os áto­mos podem ficar pre­sos nos fei­xes de laser por um perío­do de cer­ca de meio segun­do.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1954, Jean Bour­gain. Este Mate­má­ti­co bel­ga rece­beu a Meda­lha Fields em 1994 pelo seu tra­ba­lho em aná­li­se. As suas rea­li­za­ções em vári­os cam­pos incluí­ram o pro­ble­ma de deter­mi­nar o tama­nho de uma sec­ção de um espa­ço de Bana­ch de dimen­são fini­ta n que se asse­me­lha a um sub-espa­ço de Hil­bert; uma pro­va da desi­gual­da­de de Luis Anto­nio San­ta­ló; uma nova abor­da­gem para alguns pro­ble­mas na teo­ria ergó­di­ca; resul­ta em aná­li­se har­mó­ni­ca e ope­ra­do­res clás­si­cos; e equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais não line­a­res. O tra­ba­lho de Bour­gain foi notá­vel pela ver­sa­ti­li­da­de que demons­trou ao apli­car idei­as de dis­ci­pli­nas mate­má­ti­cas abran­gen­tes à solu­ção de diver­sos pro­ble­mas.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que inves­ti­ga­do­res con­se­gui­ram bater o recor­de de capa­ci­da­de de 26.2 tera­bits por segun­do em mais de 6.000 km do cabo de fibra ópti­ca tran­sa­tlân­ti­ca da MAREA. Uma equi­pa de inves­ti­ga­do­res da Infi­ne­ra alcan­çou novos padrões de efi­ci­ên­cia para cabos de fibra ópti­ca tran­sa­tlân­ti­cos. Tes­tan­do uma abor­da­gem emer­gen­te de como os sinais de luz são trans­mi­ti­dos — cha­ma­da modu­la­ção 16QAM — o gru­po esma­gou regis­tos de efi­ci­ên­cia para trans­fe­rên­cia de dados, qua­se dupli­can­do a capa­ci­da­de de dados e apro­xi­man­do-se do limi­te teó­ri­co para tal trans­fe­rên­cia.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a son­da isra­e­li­ta Bereshe­et que foi lan­ça­da com suces­so do fogue­tão Fal­con 5 da Spa­ceX teve uma peque­na falha no cami­nho para a lua. “Duran­te a fase de pré-mano­bra, o com­pu­ta­dor da son­da rei­ni­ci­ou-se ines­pe­ra­da­men­te, fazen­do com que a mano­bra fos­se auto­ma­ti­ca­men­te can­ce­la­da”, dis­se­ram repre­sen­tan­tes da Spa­ceIL num comu­ni­ca­do. “As equi­pas de enge­nha­ria da Spa­ceIL e do IAI estão a exa­mi­nar os dados e a ana­li­sar a situ­a­ção. Nes­te momen­to, os sis­te­mas da son­da estão a fun­ci­o­nar cor­rec­ta­men­te, excep­to pelo pro­ble­ma conhe­ci­do no star trac­ker.” Os segui­do­res de estre­las são usa­dos pela son­da para a aju­dar a ori­en­tar-se no espa­ço em rela­ção às estre­las-alvo.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­do o livro “Con­quer The Com­mand Line” 2.a Edi­ção e a revis­ta Mag­PI Nº79.

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Newsletter Nº199

Newsletter Nº199
News­let­ter Nº199

Faz hoje anos que nas­cia, em 1791, John Mer­cer. Este quí­mi­co e indus­tri­al inglês inven­tou o pro­ces­so de mer­ce­ri­za­ção para o tra­ta­men­to de algo­dão que ain­da está em uso hoje e foi um pio­nei­ro na foto­gra­fia colo­ri­da. A par­tir dos 16 anos, e duran­te toda a sua vida, ele inves­ti­gou e desen­vol­veu coran­tes têx­teis quí­mi­cos. No final da sua vida, em 1844, ele des­co­briu que quan­do o algo­dão é tra­ta­do com pro­du­tos quí­mi­cos cáus­ti­cos, ele fica mais espes­so e mais cur­to — por­tan­to, mais resis­ten­te e resis­ten­te a enco­lhi­men­to. Além dis­so, o algo­dão era mais facil­men­te tin­gi­do, neces­si­ta­va de 30% menos coran­te, mais absor­ven­te e pode­ria rece­ber um atra­en­te bri­lho sedo­so. Ele cha­mou ao seu pro­ces­so de mer­ce­ri­za­ção e paten­te­ou-o em 1850. A mer­ce­ri­za­ção foi apli­ca­da a mui­tos outros mate­ri­ais, como per­ga­mi­nho e teci­do de lã, e con­ti­nua sen­do uma par­te impor­tan­te do pro­ces­so de aca­ba­men­to do algo­dão hoje.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1951, Wil­li­am McDo­nough. Este arqui­tec­to e enge­nhei­ro ambi­en­tal nor­te-ame­ri­ca­no, pro­mo­ve o design de pro­du­tos para um futu­ro sus­ten­tá­vel “upcy­cling” — para subs­ti­tuir a mera reci­cla­gem por méto­dos para pro­ces­sar mate­ri­ais de for­ma a melho­rá-los para reu­ti­li­za­ção. Com Micha­el Braun­gart, ele escre­veu um livro, Cra­dle to Cra­dle, no qual cunhou a pala­vra “upcy­cling”. Por exem­plo, quan­do o papel é reci­cla­do ago­ra, o pro­du­to per­de qua­li­da­de à medi­da que o com­pri­men­to da fibra dimi­nui, pre­ci­sa de mais clo­ra­ção e está con­ta­mi­na­do com tin­ta tóxi­ca. Em vez dis­so, as árvo­res podem ser sal­vas para o papel de rea­bas­te­ci­men­to de oxi­gé­nio. Pági­nas leves impres­sas podem ser fei­tas de resi­nas plás­ti­cas que podem ser reci­cla­das inde­fi­ni­da­men­te, com tin­tas que são lava­das em banhos a 180 graus.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Wes­tern Digi­tal publi­cou uma abs­tra­ção de design de nível de trans­fe­rên­cia de regis­to (RTL) do seu RISC-V com núcleo SweRV pro­je­ta­do inter­na­men­te. O núcleo SweRV é um dos vári­os pro­je­tos RISC-V que a empre­sa desen­vol­veu como par­te de seus esfor­ços para lide­rar a ISA, seu ecos­sis­te­ma, e pro­mo­ver a sua pró­pria tran­si­ção para outros núcle­os de CPU que não sejam licen­ci­a­dos e que não cobrem royal­ti­es. De acor­do com os objec­ti­vos de design mais aber­tos do RISC-V, a publi­ca­ção da repre­sen­ta­ção de alto nível da SweTV sig­ni­fi­ca que ter­cei­ros podem usá-la nos seus pró­pri­os pro­jec­tos de chip, o que popu­la­ri­za­rá não ape­nas o design espe­cí­fi­co, mas tam­bém a arqui­tec­tu­ra RISC-V em geral.

Tam­bém esta sema­na a son­da Japo­ne­sa Haya­bu­sa-2 ater­rou num aste­rói­de na ten­ta­ti­va de obter amos­tras de rocha da sua super­fí­cie. A agên­cia espa­ci­al japo­ne­sa (Jaxa) tinha pla­ne­a­do ini­ci­al­men­te rea­li­zar a ope­ra­ção de ater­ra­gem em Outu­bro do ano pas­sa­do. Mas a super­fí­cie do aste­rói­de é mui­to mais aci­den­ta­da do que o espe­ra­do, com nume­ro­sas pedras pesa­das difi­cul­tan­do a loca­li­za­ção de um local gran­de e pla­no o sufi­ci­en­te para ser fei­ta a reco­lha das amos­tras.

Hoje a Spa­ceX lan­ça­rá o fogue­tão Fal­con 9 em direc­ção à Lua com um modu­lo lunar isra­e­li­ta. Se a ater­ra­gem do módu­lo for bem suce­di­do, este será o pri­mei­ro fei­to com finan­ci­a­men­to pri­va­do a alcan­çar a super­fí­cie lunar. A son­da, cha­ma­da “Bereshe­et” (no come­ço), será lan­ça­da às 20h45. EST (0145 GMT, 22 de Feve­rei­ro) a par­tir do Cabo Cana­ve­ral, na Flo­ri­da. Apro­xi­ma­da­men­te 30 minu­tos após a des­co­la­gem do Fal­con 9, o Bereshe­et sepa­rar-se-á do fogue­te numa órbi­ta de trans­fe­rên­cia a uma alti­tu­de de cer­ca de 60.000 qui­ló­me­tros. Dois minu­tos após a sepa­ra­ção, a nave espa­ci­al envi­a­rá sua pri­mei­ra comu­ni­ca­ção ao cen­tro de con­tro­le da mis­são, em Yehud, Isra­el.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce nº 16 assim como qua­tro livros sobre a lin­gua­gem Go.

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Newsletter Nº198

Newsletter Nº198
News­let­ter Nº198

Faz hoje anos que nas­cia, em 1793, Goldsworthy Gur­ney. Este inven­tor inglês cons­truiu car­ru­a­gens a vapor tec­ni­ca­men­te bem suce­di­das meio sécu­lo antes do adven­to do auto­mó­vel movi­do a gaso­li­na. A sua car­ru­a­gem via­jou com suces­so entre Lon­dres e Bath a uma velo­ci­da­de média de 24 km/h. Outra de suas inven­ções foi o “Bude Light”, que acen­deu a Câma­ra dos Comuns por 60 anos. Era uma lâm­pa­da de óleo comum com gás de oxi­gé­nio intro­du­zi­do no meio da cha­ma. O car­bo­no não quei­ma­do na cha­ma de óleo quei­ma­va com uma luz bran­ca inten­sa, em vez da fra­ca cha­ma ama­re­la da lâm­pa­da de óleo. Ele tam­bém intro­du­ziu o uso dos holo­fo­tes nos faróis.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1819, Chris­topher Latham Sho­les. Este inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no desen­vol­veu a máqui­na de escre­ver. Como edi­tor de jor­nais e revis­tas, ele desen­vol­veu uma máqui­na de nume­ra­ção de pági­nas em mea­dos do sécu­lo XIX. Um ami­go suge­riu que ele modi­fi­cas­se a máqui­na para um dis­po­si­ti­vo de impres­são de car­tas. Sho­les paten­te­ou a máqui­na de escre­ver em 1868 e em 1873 ven­deu os direi­tos à Reming­ton.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1838, Mar­ga­ret E. Knight. Este Inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no de máqui­nas e meca­nis­mos para uma vari­e­da­de de fins indus­tri­ais e todos os dias. Ela cri­ou, mas não paten­te­ou, a sua pri­mei­ra inven­ção aos 12 anos, um dis­po­si­ti­vo de segu­ran­ça de cor­te que des­li­ga­va auto­ma­ti­ca­men­te um tear quan­do a pon­ta de aço do car­re­to caía. A sua pri­mei­ra paten­te foi em 1870, quan­do ela inven­tou uma máqui­na para fazer sacos de papel de fun­do qua­dra­do, uma melho­ria em rela­ção aos sacos em for­ma de V. As 27 paten­tes que ela pos­suía para inven­ções incluíam um escu­do de saia e ves­ti­do (1883), um fecho para ves­ti­men­tas (1884), um espe­to (1885) e até uma nova man­ga de vál­vu­la para um motor auto­má­ti­co. Ela tam­bém rece­beu seis paten­tes ao lon­go de anos para máqui­nas usa­das na fabri­ca­ção de cal­ça­do. Ela nun­ca se casou e o seu génio cri­a­ti­vo nun­ca a dei­xou rica. Como uma mulher da clas­se tra­ba­lha­do­ra auto-sufi­ci­en­te, ela rara­men­te tinha sido capaz de espe­rar por royal­ti­es, mas ven­deu os direi­tos de suas inven­ções direc­ta­men­te. Embo­ra ela não tenha sido a pri­mei­ra mulher a rece­ber uma paten­te, ela foi uma das mais pro­lí­fi­cas.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1839, Her­mann Han­kel. Este mate­má­ti­co ale­mão tra­ba­lhou na teo­ria dos núme­ros com­ple­xos, a teo­ria das fun­ções e a his­tó­ria da mate­má­ti­ca. Na sua edu­ca­ção na Uni­ver­si­da­de de Leip­zig, ele apren­deu físi­ca com seu pai, Wilhelm Got­tli­eb Han­kel. Ele estu­dou mate­má­ti­ca lá ensi­na­da por August Möbius, segui­do por um ano em Göt­tin­gen com Ber­nhard Rie­mann e depois com­ple­tou o seu dou­to­ra­do em Ber­lim sob Karl Wei­ers­trass e Leo­pold Kro­nec­ker. Embo­ra tenha mor­ri­do tão jovem, aos 34 anos, dei­xou um lega­do da trans­for­ma­da de Han­kel e da matriz de Han­kel. Os escri­tos que ele dei­xou esta­vam às vezes chei­os de erros, e outras vezes mos­tra­vam com­pre­en­são, espe­ci­al­men­te sobre o tra­ba­lho de Her­mann Gras­s­man para o cál­cu­lo de vec­to­res e o tra­ba­lho sobre séri­es infi­ni­tas de Ber­nard Bol­za­no.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1859, Geor­ge Washing­ton Gale Fer­ris Jr. Este enge­nhei­ro e inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou a gigan­tes­ca roda de obser­va­ção para a Expo­si­ção Mun­di­al de Colom­bo, Chi­ca­go, Illi­nois (1893), cri­a­da para riva­li­zar com a Tor­re Eif­fel, cons­truí­da por Gus­ta­ve Eif­fel para o mun­do de 1889. Fei­ra em Paris. Fer­ris come­çou como enge­nhei­ro de cons­tru­ção em pro­jec­tos de túneis rodo­viá­ri­os e pon­tes fer­ro­viá­ri­as, e mais tar­de esta­be­le­ceu seu pró­prio negó­cio como Fer­ris & Com­pany. A sua idéia auda­ci­o­sa para a roda de obser­va­ção gas­tou US $ 400 mil do seu dinhei­ro para finan­ci­a­men­to, mas sua cons­tru­ção foi adi­a­da para que a sua aber­tu­ra em 21 de Junho de 1893 fos­se mais de um mês após a aber­tu­ra da Expo­si­ção.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1869, Char­les Thom­son Rees Wil­son. Este físi­co esco­cês divi­diu (com Arthur H. Comp­ton) o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1927 pela sua inven­ção da câma­ra nebu­lo­sa de Wil­son, que se tor­nou ampla­men­te usa­da no estu­do da radi­o­ac­ti­vi­da­de, rai­os X, rai­os cós­mi­cos e outros fenó­me­nos nucle­a­res. A sua des­co­ber­ta foi um méto­do de tor­nar visí­veis os ras­tos des­sas par­tí­cu­las elec­tri­ca­men­te car­re­ga­das. Baseia-se na for­ma­ção de nuvens, que se desen­vol­vem quan­do o ar sufi­ci­en­te­men­te húmi­do é subi­ta­men­te expan­di­do, redu­zin­do assim a tem­pe­ra­tu­ra abai­xo do pon­to de con­den­sa­ção. Após esse momen­to, o vapor con­den­sa-se em peque­nas gotas, for­man­do par­tí­cu­las de poei­ra redon­das ou, até mes­mo, uma par­tí­cu­la ató­mi­ca car­re­ga­da elec­tri­ca­men­te. A for­ma­ção de gotí­cu­las é tão den­sa que as foto­gra­fi­as mos­tram ras­tos con­tí­nu­os de par­tí­cu­las que via­jam atra­vés da câma­ra como linhas bran­cas.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1877, Gre­en­le­af Whit­ti­er Pic­kard. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou o detec­tor de cris­tal que foi um dos pri­mei­ros dis­po­si­ti­vos ampla­men­te uti­li­za­dos para rece­ber trans­mis­sões de rádio (um com­po­nen­te cha­ve, até ser subs­ti­tuí­do pelo tubo de vácuo tri­o­do, e depois pelo tran­sís­tor). A sua paten­te de 20 de novem­bro de 1906 des­cre­veu-a como “um meio de rece­ber inte­li­gên­cia comu­ni­ca­da por ondas eléc­tri­cas”. Ele tam­bém foi um dos pri­mei­ros cien­tis­tas a demons­trar a trans­mis­são elec­tro­mag­né­ti­ca da fala sem fio. Em 1899, ele trans­mi­tiu uma men­sa­gem fala­da a uma dis­tân­cia de dezas­seis qui­ló­me­tros. Pic­kard con­du­ziu nume­ro­sas expe­ri­ên­ci­as para deter­mi­nar o efei­to do Sol e das man­chas sola­res no rádio. No seu estu­do sobre a pola­ri­za­ção das ondas de rádio, ele con­tri­buiu para o desen­vol­vi­men­to do loca­li­za­dor de direc­ção e obser­vou, já em 1908, que erros na lei­tu­ra de bús­so­las de rádio pode­ri­am ser cau­sa­dos por cons­tru­ções, árvo­res e outros obje­tos.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1878, Julius Arthur Nieu­wland. Este Quí­mi­co orgâ­ni­co bel­ga-ame­ri­ca­no estu­dou reac­ções de ace­ti­le­no e inven­tou o neo­pre­ne. Ele foi orde­na­do sacer­do­te (1903) antes de rece­ber seu Ph.D. (1904). Ele não seguiu a sua pró­pria des­co­ber­ta da reac­ção entre o ace­ti­le­no e o tri­clo­re­to de arsé­nio, mas levou ao desen­vol­vi­men­to do agen­te de guer­ra quí­mi­ca lewi­si­te ape­li­da­do de “o orva­lho da mor­te”, um gás vene­no­so e vesi­can­te usa­do na Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al. Ele cola­bo­rou com Quí­mi­cos da DuPont na poli­me­ri­za­ção de ace­ti­le­no e desen­vol­vi­men­to de clo­ro­pre­no, que por sua vez pode­ria ser poli­me­ri­za­do para a pri­mei­ra bor­ra­cha sin­té­ti­ca de suces­so — o neo­pre­ne. Isto foi supe­ri­or à bor­ra­cha em mui­tos aspec­tos, como na sua resis­tên­cia à luz solar, abra­são e tem­pe­ra­tu­ras extre­mas.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1898, Fritz Zwicky. Este astró­no­mo e físi­co suí­ço-ame­ri­ca­no propôs a exis­tên­cia da maté­ria escu­ra res­pon­sá­vel pelo uni­ver­so de mas­sa adi­ci­o­nal no uni­ver­so. O seu tra­ba­lho em super­no­vas pro­du­ziu uma melhor com­pre­en­são teó­ri­ca des­sas estre­las infre­quen­tes que têm um bri­lho excep­ci­o­nal por um cur­to perío­do de tem­po. A sua car­rei­ra incluiu con­tri­bui­ções para a pro­pul­são a jato e a físi­ca de cris­tais, líqui­dos e gases, mas ele é mais conhe­ci­do pela astro­fí­si­ca. Ele pro­cu­rou por super­no­vas e cal­cu­lou a sua frequên­cia tão rara quan­to uma por milé­nio por galá­xia tipi­ca. Depois de Lev Lan­dau ter pro­pos­to estre­las de neu­trões extre­ma­men­te den­sas e com­pac­tas em 1932, Zwicky e Wal­ter Baa­de suge­ri­ram que elas pode­ri­am estar no cen­tro das super­no­vas, o que con­tri­buiu para o desen­vol­vi­men­to da teo­ria da evo­lu­ção este­lar.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1911, Wil­lem Johan Kolff. Este médi­co holan­dês-ame­ri­ca­no e enge­nhei­ro bio­mé­di­co foi pio­nei­ro em órgãos arti­fi­ci­ais. Ele inven­tou a máqui­na de rim arti­fi­ci­al em 1943, antes de emi­grar para os EUA (1950). Na pri­ma­ve­ra de 1955, a Soci­e­da­de Ame­ri­ca­na de Órgãos Inter­nos Arti­fi­ci­ais foi for­ma­da. Kolff tor­nou-se seu pri­mei­ro pre­si­den­te. Ele lide­rou uma equi­pa que inven­tou o pri­mei­ro cora­ção total­men­te arti­fi­ci­al, uma bom­ba pneu­má­ti­ca, que foi tes­ta­da em 12 de dezem­bro de 1957, implan­ta­da no pei­to do cão. Man­te­ve o cão de 20,7 kg vivo por 90 minu­tos. Esta foi a pri­mei­ra vez que um ani­mal viveu com um cora­ção total­men­te arti­fi­ci­al implan­ta­do. Em 2 de dezem­bro de 1982, sob sua super­vi­são, o pri­mei­ro cora­ção total­men­te arti­fi­ci­al foi implan­ta­do em um paci­en­te huma­no. Foi pro­jec­ta­do por Robert K. Jar­vik, um dos alu­nos de Kolff, que implan­tou o cora­ção arti­fi­ci­al que man­te­ve o paci­en­te, Bar­ney Clark, vivo por 112 dias, com­pro­van­do assim a via­bi­li­da­de de tal pro­ce­di­men­to.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1917, Her­bert A. Haupt­man. Este mate­má­ti­co e cris­ta­ló­gra­fo nor­te-ame­ri­ca­no divi­diu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1985 com Jero­me Kar­le, com quem cola­bo­rou, “pelas suas notá­veis rea­li­za­ções no desen­vol­vi­men­to de méto­dos direc­tos para a deter­mi­na­ção de estru­tu­ras cris­ta­li­nas”. Eles desen­vol­ve­ram méto­dos mate­má­ti­cos para inter­pre­tar os padrões for­ma­dos no fil­me foto­grá­fi­co por rai­os X difrac­ta­dos atra­vés de um com­pos­to quí­mi­co cris­ta­li­no para deter­mi­nar sua estru­tu­ra mole­cu­lar. O conhe­ci­men­to da estru­tu­ra tem dois gran­des bene­fí­ci­os. Um, na com­pre­en­são da fun­ção das molé­cu­las em con­tex­tos bio­ló­gi­cos, espe­ci­fi­ca­men­te aque­les de “pro­ces­sos recep­to­res de sinais”. Estes inclu­em pro­ces­sos como acti­vi­da­de enzi­má­ti­ca; antí­ge­no — anti­cor­po; e subs­tân­cia de chei­ro — recep­tor de aro­ma. Outra é estu­dar o meca­nis­mo e a dinâ­mi­ca quí­mi­ca das rea­ções.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1954, Vla­di­mir Drin­feld. Este mate­má­ti­co sovié­ti­co cujo tra­ba­lho em gru­pos quân­ti­cos e na teo­ria dos núme­ros foi reco­nhe­ci­do com a atri­bui­ção de uma Meda­lha Fields em 1990, quan­do ele tinha 36 anos, e com o Ins­ti­tu­to de Físi­ca de Bai­xa Tem­pe­ra­tu­ra e Enge­nha­ria em Khar­kov, na Rús­sia. Os seus inte­res­ses foram amplos, pas­san­do da geo­me­tria algé­bri­ca e da teo­ria das for­mas auto­mór­fi­cas para a mui­to mais nova teo­ria de gru­pos quân­ti­cos rele­van­tes à físi­ca, que ele intro­du­ziu em 1985. Este con­cei­to ino­va­dor tam­bém foi desen­vol­vi­do inde­pen­den­te­men­te pelo mate­má­ti­co japo­nês Michio Jim­bo.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a NASA fina­li­zou a mis­são do rover Oppor­tu­nity em Mar­te. Ao fim de 15 anos de ser­vi­ço a mis­são do rover Oppor­tu­nity, um dos mais bem-suce­di­dos e dura­dou­ros fei­tos da explo­ra­ção inter­pla­ne­tá­ria che­ga ao fim. O rover Oppor­tu­nity parou de se comu­ni­car com a Ter­ra quan­do uma tem­pes­ta­de de poei­ra em Mar­te cobriu o local onde se encon­tra­va em Junho de 2018. Depois de mais de mil coman­dos para ten­tar res­tau­rar o con­tac­to, enge­nhei­ros da Uni­da­de de Ope­ra­ções de Voo Espa­ci­al do Labo­ra­tó­rio de Pro­pul­são a Jato da NASA (JPL) fize­ram a sua últi­ma ten­ta­ti­va de revi­ver o Oppor­tu­nity na pas­sa­da Ter­ça-fei­ra, sem suces­so. A comu­ni­ca­ção final do veí­cu­lo movi­do a ener­gia solar foi rece­bi­da em 10 de Junho.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber atra­vés de um docu­men­to des­clas­si­fi­ca­do do US Home­land Secu­rity que a par­tir do pró­xi­mo dia 6 de Abril de 2019 pode­rá haver pro­ble­mas diver­sos nos sis­te­mas de loca­li­za­ção que usam o sis­te­ma de GPS. O Pro­ble­ma decor­re de um “over­flow” que irá ocor­rer nes­ta data. Os sinais GPS dos saté­li­tes inclu­em um times­tamp, neces­sá­rio em par­te para cal­cu­lar a loca­li­za­ção, que arma­ze­na o núme­ro da sema­na usan­do dez bits biná­ri­os. Isto sig­ni­fi­ca que o núme­ro da sema­na pode ter 210 ou 1.024 valo­res intei­ros, con­tan­do de zero a 1.023 nes­te caso. A cada 1.024 sema­nas, ou apro­xi­ma­da­men­te a cada 20 anos, o con­ta­dor pas­sa de 1.023 para zero. Se os dis­po­si­ti­vos em uso hoje não tive­rem sido pro­jec­ta­dos ou cor­ri­gi­dos para lidar com esse últi­mo rol­lo­ver, eles serão rever­ti­dos para um ano ante­ri­or após essa 1.024ª sema­na em Abril, cau­san­do ten­ta­ti­vas de cal­cu­lar a posi­ção falhar. Os dados do sis­te­ma e nave­ga­ção podem até ser cor­rom­pi­dos.

Ain­da esta sema­na, a ARM apre­sen­tou a pró­xi­ma arqui­tec­tu­ra de micro­con­tro­la­do­res — a Armv8.1-M. A tec­no­lo­gia Arm Helium é uma nova exten­são veto­ri­al M-Pro­fi­le que traz recur­sos avan­ça­dos de com­pu­ta­ção para a arqui­tec­tu­ra Armv8.1-M. Dis­po­ni­bi­li­zan­do até 15 vezes de desem­pe­nho para machi­ne lear­ning e aumen­to de até 5 vezes para tare­fas de pro­ces­sa­men­to de sinal nos dis­po­si­ti­vos mais peque­nos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 12 de Feve­rei­ro.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.