Newsletter Nº309

Newsletter Nº309
News­let­ter Nº309

Faz hoje anos que nas­cia, em 1776, a mate­má­ti­ca fran­ce­sa Sophie Ger­main. Ela ficou conhe­ci­da pelo seu tra­ba­lho em teo­ria dos núme­ros e con­tri­bui­ções para a mate­má­ti­ca apli­ca­da de acús­ti­ca e elas­ti­ci­da­de. Ger­main foi auto­di­dac­ta por meio de livros e ano­ta­ções de pales­tras for­ne­ci­das por ami­gos que fre­quen­ta­vam a Eco­le Poly­te­ch­ni­que, que ela, como mulher, não tinha per­mis­são para assis­tir. Usan­do um pseu­dó­ni­mo mas­cu­li­no, M. LeBlanc, ela cor­res­pon­deu-se com Lagran­ge, que reco­nhe­ceu sua habi­li­da­de e, pos­te­ri­or­men­te, patro­ci­nou o seu tra­ba­lho. Ela rea­li­zou uma pro­va limi­ta­da do últi­mo teo­re­ma de Fer­mat, para qual­quer núme­ro pri­mo abai­xo de 100 onde cer­tas con­di­ções foram satis­fei­tas. Em 1816, ela ganhou um pré­mio patro­ci­na­do por Napo­leão por uma expli­ca­ção mate­má­ti­ca das figu­ras de Chlad­ni, a vibra­ção das pla­cas elásticas.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1865, o quí­mi­co aus­tro-ale­mão [Richard Zsigmondy](https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Adolf_Zsigmondy). Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca em 1925 pela “sua demons­tra­ção da natu­re­za hete­ro­gé­nea das solu­ções colói­des e pelos méto­dos que usou, que des­de então se tor­na­ram fun­da­men­tais na quí­mi­ca colói­de moder­na.” Os colói­des são com­pos­tos de par­tí­cu­las sub-micros­có­pi­cas dis­per­sas den­tro dou­tra subs­tân­cia. Para con­du­zir a sua pes­qui­sa sobre colói­des, ele inven­tou o ultra­mi­cros­có­pio (1903), com o qual ele podia ver par­tí­cu­las com um diâ­me­tro de um 10 mili­o­né­si­mo de milí­me­tro não visí­veis num micros­có­pio con­ven­ci­o­nal Ele usa­va um fei­xe de luz inten­so ori­en­ta­do numa posi­ção per­pen­di­cu­lar ao eixo ópti­co do micros­có­pio. À medi­da que as par­tí­cu­las espa­lha­vam a luz inci­den­te, os seus movi­men­tos podi­am ser vis­tos como flashes con­tra um fun­do escuro.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1932, o cien­tis­ta da com­pu­ta­ção nor­te-ame­ri­ca­no [Nor­man Abramson](https://en.wikipedia.org/wiki/Norman_Abramson). Ele cri­ou a ALOHANET, a pri­mei­ra rede de dados moder­na, que for­mou a base dos pro­to­co­los essen­ci­ais na Ether­net ago­ra ampla­men­te uti­li­za­dos. Foi inau­gu­ra­da em 1970, ope­ran­do a 9600 bits por segun­do, usan­do rádio para for­ne­cer uma rede de dados comu­ta­da por paco­te sem fio entre vári­as ilhas do Havai. As suas ino­va­ções incluí­ram os pri­mei­ros sen­so­res de paco­te de rádio, os pri­mei­ros repe­ti­do­res de paco­te de rádio, a pri­mei­ra rede de paco­te de saté­li­te e o pri­mei­ro aces­so de rádio à Inter­net. As paten­tes ame­ri­ca­nas de Abram­son inclu­em a pri­mei­ra paten­te para veri­fi­ca­ções de redun­dân­cia CRC para for­ne­cer téc­ni­ca de con­tro­le de erros de dados (nº 3.114.130) e a pri­mei­ra paten­te emi­ti­da para o pro­jec­to de erros de rup­tu­ra em sis­te­mas digi­tais (nº 3.163.848).

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1933, o físi­co fran­cês Clau­de Cohen-Tan­noud­ji. Ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1997 (com Ste­ven Chu e Wil­li­am D. Phil­lips) por desen­vol­ver méto­dos usan­do luz laser para arre­fe­cer gases até a fai­xa de tem­pe­ra­tu­ra do micro-kel­vin (qua­se zero abso­lu­to a uma frac­ção de mili­o­né­si­mo de grau .) O movi­men­to dos áto­mos arre­fe­ci­dos é, por­tan­to, sufi­ci­en­te­men­te len­to para per­mi­tir o seu estu­do com gran­de pre­ci­são, e sua estru­tu­ra inter­na pode ser deter­mi­na­da. Cohen-Tan­noud­ji cri­ou arma­di­lhas a laser que ope­ram por um pro­ces­so que des­de então tem sido cha­ma­do de arre­fe­ci­men­to de Sísi­fo. A Tra­ba­lhar com áto­mos de hélio, usan­do seis fei­xes de laser, ele atin­giu a tem­pe­ra­tu­ra de 0,18 µK. Sob essas con­di­ções, os áto­mos de hélio dimi­nuí­ram para uma velo­ci­da­de de ape­nas 2 cm/s.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1947, o mate­má­ti­co fran­cês Alain Con­nes. Ele ganhou a Meda­lha Fields em 1982 (con­ce­di­da em 1983) pelo seu tra­ba­lho em teo­ria dos ope­ra­do­res. As suas con­tri­bui­ções mais notá­veis são (1) clas­si­fi­ca­ção geral e um teo­re­ma de estru­tu­ra para fac­to­res do tipo III, obti­do em sua tese (1973); (2) clas­si­fi­ca­ção dos auto­mor­fis­mos do fac­tor hiper­fi­ni­to, que ser­viu de pre­pa­ra­ção para a pró­xi­ma con­tri­bui­ção; (3) clas­si­fi­ca­ção dos fac­to­res injec­ti­vos; e (4) apli­ca­ção da teo­ria das álge­bras C * às folhe­a­ções e geo­me­tria dife­ren­ci­al em geral. O tra­ba­lho recen­te de Con­nes foi sobre geo­me­tria não comu­ta­ti­va e ele estu­dou apli­ca­ções à físi­ca teórica.

A 1 de Abril de 1960 era lan­ça­do o Saté­li­te Tiros‑1. Foi o pri­mei­ro saté­li­te de obser­va­ção do tem­po, foi lan­ça­do do Cabo Ken­nedy e tirou a pri­mei­ra ima­gem tele­vi­si­va do espa­ço. Foi o pri­mei­ro de vári­os lan­ça­dos no pro­gra­ma TIROS, nome­a­do a par­tir de sua fun­ção: Tele­vi­são por saté­li­te de obser­va­ção infra­ver­me­lho, e foi o pri­mei­ro pas­so expe­ri­men­tal da NASA para deter­mi­nar se os saté­li­tes pode­ri­am ser úteis no estu­do da Ter­ra. Naque­la épo­ca, a efi­cá­cia das obser­va­ções de saté­li­te ain­da não esta­va com­pro­va­da. Assim, vári­as ques­tões de dese­nho para saté­li­tes foram tes­ta­das: ins­tru­men­tos, dados e parâ­me­tros ope­ra­ci­o­nais. O objec­ti­vo era melho­rar a apli­ca­ção de saté­li­tes para deci­sões rela­ci­o­na­das à Ter­ra, como “deve­mos eva­cu­ar a cos­ta por cau­sa do fura­cão?” O TIROS pro­vou ser extre­ma­men­te bem-suce­di­do na pre­vi­são do tempo.

Faz hoje 45 anos que era fun­da­da por três ami­gos a Apple Com­pu­ter Com­pany. Ste­ve Jobs, Ste­ve Woz­ni­ak e Ronald Way­ne fun­da­ram a empre­sa para desen­vol­ver e comer­ci­a­li­zar o Apple I desen­vol­vi­do por Woz­ni­ak. Ronald desis­tiu ao fim de ape­nas 12 dias e ven­deu a sua quo­ta aos dois res­tan­tes mem­bros. Nas­cia aqui uma com­pa­nhia que quer se quei­ra quer não tem cri­a­do um con­jun­to de ten­dên­ci­as e de sis­te­mas que ain­da hoje são uma refe­rên­cia no mun­do do IT.

Em 2004 era lan­ça­do o Gmail o ser­vi­ço de cor­reio gra­tui­to da Goo­gle. Os uti­li­za­do­res podem ace­der ao Gmail na web e usan­do pro­gra­mas de ter­cei­ros que sin­cro­ni­zam o con­teú­do do e‑mail por meio dos pro­to­co­los POP3 ou IMAP4. O Gmail come­çou como uma ver­são beta limi­ta­da e encer­rou sua fase de tes­tes a 7 de Julho de 2009. Em Outu­bro de 2019, o Gmail tinha 1,5 mil milhões de uti­li­za­do­res acti­vos em todo o mundo.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. São tam­bém apre­sen­ta­dos alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis.

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Newsletter Nº308

Newsletter Nº308
News­let­ter Nº308

Faz hoje anos que nas­cia, em 1786, o físi­co e astró­no­mo ita­li­a­no Gio­van­ni Bat­tis­ta Ami­ci. Ele ficou conhe­ci­do pela sua inven­ção das len­tes acro­má­ti­cas. Ele tam­bém apre­sen­tou a len­te Ami­ci-Ber­trand, uma len­te para a ins­pec­ção do pla­no focal pos­te­ri­or de uma objec­ti­va. O sis­te­ma de len­tes que ele pro­jec­tou para um novo tipo de micros­có­pio em 1837 melho­rou a ampli­a­ção, capaz de até 6.000 vezes. Em 1840, ele intro­du­ziu um sis­te­ma de imer­são para micros­có­pi­os; a len­te infe­ri­or foi imer­sa numa gota de óleo para redu­zir e melho­rar a cla­re­za. Ele melho­rou o dese­nho de espe­lhos usa­dos em teles­có­pi­os reflectores.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1833, o enge­nhei­ro bri­tâ­ni­co Fle­e­ming Jen­kin. Ele ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho no esta­be­le­ci­men­to de uni­da­des de medi­da eléc­tri­ca. Depois de ganhar um M.A. (1851), ele tra­ba­lhou no 10 anos seguin­tes em fir­mas de enge­nha­ria espe­ci­a­li­za­das no pro­jec­to e fabri­ca­ção de cabos tele­grá­fi­cos sub­ma­ri­nos e equi­pa­men­tos para ins­ta­lá-los. Em 1861, o seu ami­go Wil­li­am Thom­son (mais tar­de Lord Kel­vin) con­se­guiu a nome­a­ção de Jen­kin como repór­ter do Comi­té de Padrões Eléc­tri­cos da Asso­ci­a­ção Bri­tâ­ni­ca para o Avan­ço da Ciên­cia. Ele aju­dou a com­pi­lar e publi­car rela­tó­ri­os que esta­be­le­ce­ram o Ohm como a uni­da­de abso­lu­ta de resis­tên­cia eléc­tri­ca e des­cre­veu méto­dos para medi­ções pre­ci­sas de resistência.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1865, o físi­co fran­cês Pier­re Weiss. Ele inves­ti­gou o mag­ne­tis­mo e deter­mi­nou a uni­da­de mag­né­ti­ca de Weiss do momen­to mag­né­ti­co. O prin­ci­pal tra­ba­lho de Weiss foi sobre fer­ro­mag­ne­tis­mo. Hipo­te­ti­zan­do um cam­po mag­né­ti­co mole­cu­lar agin­do em momen­tos mag­né­ti­cos ató­mi­cos indi­vi­du­ais, ele foi capaz de cons­truir des­cri­ções mate­má­ti­cas do com­por­ta­men­to fer­ro­mag­né­ti­co, incluin­do uma expli­ca­ção de fenó­me­nos mag­ne­to­ca­ló­ri­cos como o pon­to de Curie. A sua teo­ria tam­bém con­se­guiu pre­ver uma des­con­ti­nui­da­de no calor espe­cí­fi­co de uma subs­tân­cia fer­ro­mag­né­ti­ca no pon­to Curie e suge­riu que a mag­ne­ti­za­ção espon­tâ­nea pode­ria ocor­rer em tais mate­ri­ais; o últi­mo fenó­me­no foi des­co­ber­to mais tar­de para ocor­rer em regiões mui­to peque­nas conhe­ci­das como domí­ni­os de Weiss.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1923, o astró­no­mo nor­te-ame­ri­ca­no Ken­neth Fran­klin. Ele foi co-autor da des­co­ber­ta de que o pla­ne­ta gigan­te Júpi­ter emi­te ondas de rádio. O Dr. Ber­nard F. Bur­ke e Fran­klin, astró­no­mos do Car­ne­gie Ins­ti­tu­ti­on em Washing­ton, esta­vam a exa­mi­nar o céu a pro­cu­ra de ondas de rádio de galá­xi­as. Por aca­so, eles encon­tra­ram um sinal de rádio que lem­bra­va raja­das cur­tas de está­ti­ca, seme­lhan­te à inter­fe­rên­cia de um raio em rádi­os domés­ti­cos. Depois de sema­nas de estu­do, a des­co­ber­ta dos sinais era perió­di­ca, qua­tro minu­tos antes a cada dia, eles apon­ta­vam Júpi­ter como a fon­te. Nun­ca antes foram detec­ta­dos sons de rádio de um pla­ne­ta em nos­so sis­te­ma solar. Estu­dos pos­te­ri­o­res mos­tra­ram que as ondas de rádio eram pola­ri­za­das cir­cu­lar­men­te, por­tan­to, um cam­po mag­né­ti­co esta­va envol­vi­do. A des­co­ber­ta foi anun­ci­a­da em 6 de Abril de 1955.

E nes­ta sema­na que pas­sou um navio de trans­por­te de con­ten­to­res fechou lite­ral­men­te o Canal do Suez. Com cer­ca de 400 metros de com­pri­men­to e 59 metros de altu­ra o gigan­te MV Ever­Gi­ven de cer­ca de 220 mil tone­la­das ficou atra­ves­sa­do no Canal devi­do a uma tem­pes­ta­de de areia e ven­tos mui­to for­tes. Este já é con­si­de­ra­do o mai­or desas­tre mun­di­al de sem­pre com navi­os por­ta-con­ten­to­res sem a per­da do pró­prio navio. Este inci­den­te já teve efei­tos no pre­ço do bar­ril de petró­leo e já está a ame­a­çar algum tipo de stocks que podem vir a esgo­tar se a situ­a­ção não se resolver.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a Spa­ceX fez mais um lan­ça­men­to de 60 saté­li­tes da Star­link. Apro­xi­ma­da­men­te nove minu­tos depois, o pri­mei­ro está­gio do fogue­te reu­ti­li­zá­vel vol­tou à Ter­ra para seu sex­to pou­so bem-suce­di­do. O dro­ne da Spa­ceX, “Cla­ro que ain­da te amo”, esta­va esta­ci­o­na­do no Oce­a­no Atlân­ti­co, aguar­dan­do a cap­tu­ra. O voo de hoje é a quar­ta mis­são Star­link des­te mês. O lan­ça­men­to ocor­reu no 15º ani­ver­sá­rio do pri­mei­ro lan­ça­men­to da SpaceX.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. São apre­sen­ta­das as revis­tas Mag­PI Maga­zi­ne nº 104 de Abril e newe­lec­tro­nics de 23 Março.

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Newsletter Nº307

Newsletter Nº307
News­let­ter Nº307

Faz hoje anos que nas­cia, em 1690 o mate­má­ti­co rus­so Chris­ti­an Gold­ba­ch. Ele deu con­tri­bui­ções para a teo­ria dos núme­ros que inclu­em a con­jec­tu­ra de Gold­ba­ch, for­mu­la­da numa car­ta a Leo­nhard Euler data­da de 7 de Julho de 1742. Decla­ra­da em ter­mos moder­nos, ela pro­põe que: “Todo o núme­ro natu­ral par mai­or que 2 é igual à soma de dois núme­ros pri­mos.” Ele foi veri­fi­ca­do atra­vés de um com­pu­ta­dor em bus­ca de um gran­de núme­ro — até pelo menos 4 x 10^14 — mas ain­da não foi com­pro­va­do. Gold­ba­ch fez outra con­jec­tu­ra de que cada núme­ro ímpar é a soma de três pri­mos, nos quais Vino­gra­dov fez pro­gres­so em 1937. (Foi veri­fi­ca­do por com­pu­ta­dor para gran­des núme­ros, mas per­ma­ne­ce sem com­pro­va­ção.) Gold­ba­ch tam­bém estu­dou somas infi­ni­tas, a teo­ria das cur­vas e a teo­ria das equações.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1796, o mate­má­ti­co suí­ço Jakob Stei­ner. Ele foi um dos mai­o­res con­tri­buin­tes da geo­me­tria pro­jec­ti­va. Ele des­co­briu a super­fí­cie de Stei­ner, que tem uma dupla infi­ni­da­de de sec­ções cóni­cas. O teo­re­ma de Stei­ner afir­ma que os dois lápis pelos quais uma cóni­ca é pro­jec­ta­da de dois de seus pon­tos são pro­jec­ti­va­men­te rela­ci­o­na­dos. Ele tam­bém é conhe­ci­do pelo teo­re­ma de Pon­ce­let-Stei­ner, que mos­tra que ape­nas um deter­mi­na­do cír­cu­lo e uma linha rec­ta são neces­sá­ri­os para as cons­tru­ções eucli­di­a­nas. O seu tra­ba­lho incluiu sec­ções e super­fí­ci­es cóni­cas, a teo­ria das super­fí­ci­es de segun­do grau e pro­ble­mas de cen­tro de gra­vi­da­de. Ele desen­vol­veu o prin­cí­pio de sime­tri­za­ção (1840–41). Em 1848, ele foi o pri­mei­ro a defi­nir vári­as cur­vas pola­res em rela­ção a uma dada cur­va e intro­du­ziu as “Cur­vas de Steiner”.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1858 o enge­nhei­ro ale­mão Rudolf Die­sel. Ele inven­tou o motor de com­bus­tão inter­na que tem o seu nome. Depois de estu­dar os moto­res de com­bus­tão inter­na de qua­tro tem­pos desen­vol­vi­dos por Niko­laus Otto, Die­sel con­ce­beu um motor que se apro­xi­ma­ria do limi­te ter­mo­di­nâ­mi­co esta­be­le­ci­do por Sadi Car­not em 1824. Se o com­bus­tí­vel num cilin­dro pudes­se ser expan­di­do a pres­são cons­tan­te, ele pode­ria-se apro­xi­mar do Limi­te de Car­not. Ele paten­te­ou o con­cei­to em 1892, enquan­to tra­ba­lha­va na empre­sa do enge­nhei­ro de refri­ge­ra­ção Carl von Lin­de em Berlim.

E nes­ta sema­na que pas­sou um fogue­tão Fal­con 9 lan­çou um novo con­jun­to de 60 saté­li­tes da Inter­net Star­link em órbi­ta na manhã de domin­go (14 de Mar­ço) e acer­tou a sua ater­ra­gem no mar para encer­rar uma mis­são recor­de. O vete­ra­no fogue­tão Fal­con 9 é o pri­mei­ro da fro­ta da Spa­ceX a lan­çar e pou­sar um recor­de de nove vezes. O lan­ça­dor de dois está­gi­os des­co­lou do Ken­nedy Spa­ce Cen­ter da NASA na Florida.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou o rover Per­se­ve­ran­ce cap­tu­rou os sons da sua des­lo­ca­ção na super­fí­cie de Mar­te. Quan­do o rover Per­se­ve­ran­ce come­çou a fazer tri­lhos na super­fí­cie de Mar­te, um micro­fo­ne sen­sí­vel que car­re­ga assi­na­lou o baru­lho da des­lo­ca­ção das seis rodas do robô con­for­me ela se des­lo­ca­vam sobre o ter­re­no marciano.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta HackS­pa­ce Maga­zi­ne nº 41 de Abril.

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Newsletter Nº306

Newsletter Nº306
News­let­ter Nº306

Faz hoje anos que nas­cia, em 1811, o astró­no­mo fran­cês Urbain Le Ver­ri­er. Ele pre­viu por mei­os mate­má­ti­cos a exis­tên­cia do pla­ne­ta Nep­tu­no. Inde­pen­den­te­men­te de Adams, Le Ver­ri­er cal­cu­lou a posi­ção de Nep­tu­no a par­tir de irre­gu­la­ri­da­des na órbi­ta de Úra­no. Como dis­se Camil­le Flam­ma­ri­on, ele des­co­briu um pla­ne­ta com a pon­ta de sua cane­ta, sem nenhum ins­tru­men­to além da for­ça dos seus cál­cu­los. Em 1856, o astró­no­mo ale­mão Johan G. Gal­le des­co­briu Netu­no depois de ape­nas uma hora de bus­ca, a um grau da posi­ção que tinha sido cal­cu­la­da por Le Ver­ri­er, que lhe pediu para pro­cu­rá-lo ali. Des­te modo, Le Ver­ri­er deu a con­fir­ma­ção mais notá­vel da teo­ria da gra­vi­ta­ção pro­pos­ta por Newton.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1822, o qui­mi­co e geo­lo­gis­ta fran­cês Hen­ri Éti­en­ne Sain­te-Clai­re Devil­le. Foi ele que ini­ci­ou a pri­mei­ra pro­du­ção indus­tri­al de alu­mí­nio. A sua car­rei­ra come­çou com pes­qui­sas de tere­bin­ti­na. Em 1849, ao vol­tar-se para a quí­mi­ca inor­gâ­ni­ca, ele sin­te­ti­zou o pen­tó­xi­do de nitro­gé­nio. Fri­e­dri­ch Woeh­ler iso­lou o alu­mí­nio usan­do potás­sio caro, como uma curi­o­si­da­de de labo­ra­tó­rio. Em 1854, Devil­le fez alu­mí­nio, a par­tir de clo­re­to de alu­mí­nio e sódio menos caro. Em 1860, ele esta­va a pro­du­zir alu­mí­nio numa fábri­ca em Javel, Paris, e mais tar­de em Nan­ter­re. O metal era mais caro que o ouro até Char­les Hall inven­tar o pro­ces­so elec­tro­lí­ti­co bara­to. Devil­le tam­bém estu­dou a pla­ti­na e outros mine­rais. Como geó­lo­go, ele visi­tou os locais cos­tei­ros do Vesú­vio e Strom­bo­li. Ele propôs que as erup­ções vul­câ­ni­cas ocor­ri­am quan­do a água do mar entra­va nas fis­su­ras da cros­ta ter­res­tre, onde o con­tac­to com as rochas quen­tes pro­du­zia as erup­ções explosivas.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1822, o mate­má­ti­co e edu­ca­dor fran­cês Joseph Ber­trand. Ele é lem­bra­do pelas suas apli­ca­ções ele­gan­tes de equa­ções dife­ren­ci­ais à mecâ­ni­ca ana­lí­ti­ca, par­ti­cu­lar­men­te em ter­mo­di­nâ­mi­ca, e pelo seu tra­ba­lho sobre pro­ba­bi­li­da­de esta­tís­ti­ca e a teo­ria das cur­vas e super­fí­ci­es. Em 1845, Ber­trand con­jec­tu­rou que exis­te pelo menos um pri­mo entre n e (2n‑2) para cada n>3, como pro­va­do cin­co anos depois por Chebyshev. Em 1855, ele tra­du­ziu para o fran­cês o tra­ba­lho de Gauss sobre a teo­ria dos erros e o méto­do dos míni­mos qua­dra­dos. Ele escre­veu uma série de notas sobre a redu­ção dos dados das observações.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1915, o cien­tis­ta da com­pu­ta­ção nor­te-ame­ri­ca­no J.C.R. Lic­kli­der. Ele cri­ou a ideia de uma rede uni­ver­sal de com­pu­ta­do­res para trans­fe­rir e recu­pe­rar facil­men­te infor­ma­ções que os seus suces­so­res desen­vol­ve­ram e cri­a­ram a Inter­net. Em 1959, no seu pri­mei­ro livro, Libra­ri­es of the Futu­re, Lic­kli­der expan­diu a ideia de Van­ne­var Bush de um sis­te­ma auto­ma­ti­za­do de bibli­o­te­ca para des­cre­ver como os com­pu­ta­do­res pode­ri­am dis­tri­buir recur­sos de bibli­o­te­ca de uma úni­ca base de dados para vári­os uti­li­za­do­res remo­tos. Em 1962, quan­do era direc­tor do Escri­tó­rio de Téc­ni­cas de Pro­ces­sa­men­to de Infor­ma­ções da Agên­cia de Pro­jec­tos de Pes­qui­sa Avan­ça­da do Depar­ta­men­to de Defe­sa dos EUA (DARPA), ele envi­ou um memo­ran­do a cole­gas pre­ven­do uma rede de com­pu­ta­do­res de time-sha­ring. Pos­te­ri­or­men­te foi cons­truí­da a ARPANET, que se tor­nou o mode­lo para a Inter­net. Ele tam­bém foi um visi­o­ná­rio da inte­rac­ção huma­no-com­pu­ta­dor, lem­bra­do por seu arti­go de 1960, ‘Man-Com­pu­ter Symbiosis.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1920, o físi­co holan­dês-ame­ri­ca­no Nico­la­as Blo­em­ber­gen). Ele par­ti­lhou (com Arthur L. Scha­wlow dos Esta­dos Uni­dos e Kai M. Sieg­bahn da Sué­cia) o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1981 pelos seus estu­dos espec­tros­có­pi­cos revo­lu­ci­o­ná­ri­os da inte­rac­ção da radi­a­ção elec­tro­mag­né­ti­ca com a maté­ria. Blo­em­ber­gen fez um uso pio­nei­ro de lasers nes­sas inves­ti­ga­ções e desen­vol­veu bom­bas de três níveis usa­das em masers e lasers.

Nes­ta sema­na que pas­sou o rover Per­se­ve­ran­ce que se encon­tra numa mis­são em Mar­te, rea­li­zou a sua pri­mei­ra via­gem em Mar­te, cobrin­do 6,5 metros em toda a pai­sa­gem mar­ci­a­na. Esta via­gem ser­viu como um tes­te de mobi­li­da­de que mar­ca ape­nas um dos mui­tos mar­cos à medi­da que os mem­bros da equi­pa veri­fi­cam e cali­bram cada sis­te­ma, sub­sis­te­ma e ins­tru­men­tos no Per­se­ve­ran­ce. Assim que o rover come­çar a seguir os seus objec­ti­vos cien­tí­fi­cos, são espe­ra­dos des­lo­ca­ções regu­la­res de 200 metros ou mais.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 9 de Mar­ço e o livro “An Intro­duc­ti­on to Ray Tracing”.

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Newsletter Nº305

Newsletter Nº305
News­let­ter Nº305

Faz hoje anos que nas­cia, em 1854, o mete­o­ro­lo­gis­ta inglês Napi­er Shaw. Ele estu­dou a alta atmos­fe­ra, usan­do ins­tru­men­tos car­re­ga­dos por pipas e balões de alta alti­tu­de. Ele mediu o movi­men­to do ar em dois anti­ci­clo­nes, encon­tran­do ráci­os des­cen­den­tes de 350 e 450 metros por dia. Ele intro­du­ziu a uni­da­de de mili­ba­res para medir a pres­são do ar (1000 mili­ba­res = 1 bar = 1 atmos­fe­ra padrão) e o tefi­gra­ma para ilus­trar a tem­pe­ra­tu­ra de um per­fil ver­ti­cal da atmos­fe­ra. Ele tam­bém foi co-autor de um dos pri­mei­ros tra­ba­lhos sobre polui­ção atmos­fé­ri­ca, The Smo­ke Pro­blem of Gre­at Citi­es (1925).

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1859, o Físi­co e enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co rus­so Ale­xan­der Ste­pa­no­vi­ch Popov. Ele foi acla­ma­do na Rus­sia como o inven­tor do Radio. Ao saber do tra­ba­lho de Hertz, em 1895 Popov cons­truiu um apa­re­lho que podia regis­tar dis­túr­bi­os eléc­tri­cos cau­sa­dos por rai­os. Ele aplicou‑o para rece­ber sinais fei­tos pelo homem. Em 1896, ele demons­trou um sis­te­ma de radio-telé­gra­fo que trans­mi­tia códi­go Mor­se. Em Feve­rei­ro de 1904, Popov demons­trou pela pri­mei­ra vez a trans­mis­são de rádio da voz huma­na. A sua inven­ção foi usa­da pela pri­mei­ra vez pela mari­nha rus­sa. No entan­to, a pri­mei­ra fábri­ca de rádi­os da Rús­sia foi esta­be­le­ci­da pela empre­sa Marconi.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1862, o Astro­fí­si­co e mate­má­ti­co suí­ço Robert Emden. Ele escre­veu Gas­ku­geln (Gas Sphe­res, 1907), dan­do um mode­lo mate­má­ti­co de estru­tu­ra este­lar como a expan­são e com­pres­são de esfe­ras de gás, em que as for­ças de gra­vi­da­de e pres­são do gás estão em equi­lí­brio. Ele expan­diu o tra­ba­lho ante­ri­or de J. H. Lane (1869) e A. Rit­ter (1878–83), que pri­mei­ro deri­vou equa­ções que des­cre­vem estre­las como subs­tân­ci­as quí­mi­cas gaso­sas, cor­pos esfé­ri­cos man­ti­dos jun­tos por sua pró­pria gra­vi­da­de e obe­de­cen­do às leis dos gases conhe­ci­das da ter­mo­di­nâ­mi­ca. Por qua­tro déca­das, a equa­ção de Lane-Emden foi a base do tra­ba­lho teó­ri­co sobre a estru­tu­ra das estre­las: as suas tem­pe­ra­tu­ras e pres­sões cen­trais, mas­sas e equilíbrios.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1877, o inven­tor e empre­sá­rio nor­te-ame­ri­ca­no Gar­rett Mor­gan. Ele inven­tou um cre­me para ali­sar o cabe­lo, uma embrai­a­gem de auto­mó­vel, um dis­po­si­ti­vo de res­pi­ra­ção com capuz de segu­ran­ça (1912) que ele aper­fei­ço­ou como uma más­ca­ra de gás usa­da por alguns sol­da­dos na pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al, e um semá­fo­ro de trân­si­to. Quan­do ele inven­tou um semá­fo­ro em 1922 (não do tipo ver­me­lho-ama­re­lo-ver­de), vári­os outros semá­fo­ros já tinham sido paten­te­a­dos por outros inventores.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1904, o Físi­co nucle­ar, cos­mó­lo­go e escri­tor ame­ri­ca­no nas­ci­do na Rús­sia Geor­ge Gamow. Ele foi um dos prin­ci­pais defen­so­res da teo­ria do Big Bang, que des­cre­ve a ori­gem do uni­ver­so como uma explo­são colos­sal ocor­ri­da há biliões de anos. Em 1954, ele expan­diu os seus inte­res­ses em bioquí­mi­ca e seu tra­ba­lho com áci­do deso­xir­ri­bo­nu­clei­co (DNA) deu uma con­tri­bui­ção bási­ca para a teo­ria gené­ti­ca moderna.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1922, o cien­tis­ta da com­pu­ta­ção inglês Geoff Too­till. Ele, com Tom Kil­burn, jun­tou-se ao pro­jec­to de Fre­de­rick Wil­li­ams para pro­jec­tar uma memó­ria de com­pu­ta­dor. Para tes­tar a memó­ria, um com­pu­ta­dor ape­li­da­do de “Baby” foi cons­truí­do, que foi o pri­mei­ro com­pu­ta­dor do mun­do com pro­gra­mas arma­ze­na­dos. A máqui­na usa­va um novo méto­do para arma­ze­nar até 32 ins­tru­ções ou núme­ros num visor de tubo de rai­os cató­di­cos. A 21 de Junho de 1948, ele ter­mi­nou seu pri­mei­ro tes­te bem-suce­di­do, gas­tan­do 52 minu­tos e cer­ca de três milhões e meio de ope­ra­ções arit­mé­ti­cas, para encon­trar o fac­tor ade­qua­do mais alto de 2^18.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Spa­ceX final­men­te teve um suces­so com a ater­ra­gem do seu pro­to­ti­po de fogue­tão Starship. Ten­do mano­bra­do cor­rec­ta­men­te até à Ter­ra, este suces­so aca­ba por ser agri­do­ce uma vez que pas­sa­do cer­ca de 8 minu­tos do fogue­tão ter ater­ra­do dá-se uma explo­são que des­troi completamente.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker assim como alguns vide­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 23 de Feve­rei­ro e o livro “Intro­duc­ti­on to Sci­en­ti­fic Pro­gram­ming with Python”.

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