Newsletter Nº391

Newsletter Nº391
News­let­ter Nº391

Faz hoje anos que nas­cia, em 1806, o inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Isa­ac Mer­rit Sin­ger. Ele inven­tou uma máqui­na de cos­tu­ra prá­ti­ca. Enquan­to actor, inven­tou uma esca­va­do­ra (1839) e um escul­tor de madei­ra (1849), antes de se tor­nar mecâ­ni­co iti­ne­ran­te e de melho­rar a máqui­na de cos­tu­ra. A sua pri­mei­ra paten­te de máqui­na de cos­tu­ra, emi­ti­da a 12 de Agos­to de 1851 (U.S. No. 8294), tinha um dese­nho de ban­da de roda­gem, ali­men­ta­ção con­tí­nua, e uma agu­lha reta e ver­ti­cal como as máqui­nas moder­nas. Che­gou a acor­do com Eli­as Howe por vio­la­ção da sua ante­ri­or (1846) paten­te de máqui­na de cos­tu­ra. A empre­sa então fun­da­da por Sin­ger (1856) foi, den­tro da déca­da, o mai­or fabri­can­te mun­di­al de máqui­nas de cos­tu­ra. A sua mai­or inven­ção foi uma nova for­ma de mar­ke­ting para os con­su­mi­do­res. Gas­tou gene­ro­sa­men­te em publi­ci­da­de, foi pio­nei­ro na com­pra a pre­ços aces­sí­veis por cré­di­to a pres­ta­ções, e pres­tou ser­vi­ço pós-ven­da. Em 1863, refor­mou-se, com mais 12 paten­tes sobre as suas máquinas.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1864, o inven­tor e fabri­can­te nor­te-ame­ri­ca­no John M. Mack. Ele co-fun­dou a Mack Brothers Com­pany (1902), que se tor­nou Mack Trucks Inc. (1922), fabri­can­tes de camiões pesa­dos resis­ten­tes. Em 1890, come­çou a tra­ba­lhar para uma empre­sa que fabri­ca­va car­ru­a­gens e vagões em Nova Ior­que, que com­prou pos­te­ri­or­men­te (1893) e diri­giu com os seus irmãos. Por vol­ta de 1900, os irmãos Mack pro­du­zi­ram o seu pri­mei­ro gran­de veí­cu­lo de suces­so, um auto­car­ro de 40 cv com capa­ci­da­de para 20 pas­sa­gei­ros, cha­ma­do Manhat­tan. Cons­truí­ram mais auto­car­ros, e em 1905, expan­di­ram-se para a fabri­ca­ção de camiões, com cer­ca de 100 tra­ba­lha­do­res. Em 1910, Mack pro­du­ziu o pri­mei­ro camião moto­ri­za­do de gan­cho e bexi­ga para bom­bei­ros. John inven­tou o motor do tipo Mack “Bull­dog”. O bull­dog con­ti­nua a ser o íco­ne da empre­sa actu­al e par­te do seu logótipo.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1940, o inven­tor rus­so Dmi­tri Z. Gar­bu­zov. Ele foi um dos pio­nei­ros e inven­to­res dos lasers de dío­dos de fun­ci­o­na­men­to con­tí­nuo a tem­pe­ra­tu­ra ambi­en­te e dos lasers de dío­dos de alta potên­cia. Os pri­mei­ros lasers de dío­dos de onda con­tí­nua de tem­pe­ra­tu­ra ambi­en­te foram inven­ta­dos, desen­vol­vi­dos e qua­se simul­ta­ne­a­men­te demons­tra­dos no Ins­ti­tu­to Físi­co-Téc­ni­co Iof­fe em Lenin­gra­do, Rús­sia, por uma equi­pa que inclui Gar­bu­zov e Zho­res Alfe­rov (ven­ce­dor do Pré­mio Nobel da Físi­ca de 2000), e pela equi­pa con­cor­ren­te de I. Hayashi e M. Panish nos Labo­ra­tó­ri­os Bell Telepho­ne em Mur­ray Hill, Nova Jer­sey. Ambas as equi­pas alcan­ça­ram este fei­to em 1970. Gar­bu­zov foi tam­bém res­pon­sá­vel pelo desen­vol­vi­men­to de lasers de dio­do prá­ti­cos de alta potên­cia e alta efi­ci­ên­cia numa vari­e­da­de de ban­das de com­pri­men­to de onda, des­de com­pri­men­tos de onda visí­veis até com­pri­men­tos de onda de infra­ver­me­lhos médios.

Em 1904, o pri­mei­ro sis­te­ma fer­ro­viá­rio sub­ter­râ­neo e subaquá­ti­co nos EUA, o metro da cida­de de Nova Ior­que, come­çou a fun­ci­o­nar. Mes­mo com linhas fér­re­as ele­va­das a sur­gir em tor­no da cida­de, a neces­si­da­de de um metro­po­li­ta­no de trân­si­to rápi­do era óbvia para des­con­ges­ti­o­nar as ruas e espa­lhar o desen­vol­vi­men­to da cida­de para as áre­as peri­fé­ri­cas. Qua­se 8.000 homens par­ti­ci­pa­ram na cons­tru­ção do tra­ça­do dos 3,6 km, sob o coman­do do enge­nhei­ro-che­fe, Wil­li­am Bar­clay Par­sons. A cons­tru­ção do metro foi uma tare­fa com­ple­xa e peri­go­sa; pelo menos 44 pes­so­as mor­re­ram no esfor­ço: Este pri­mei­ro metro de trân­si­to rápi­do, o IRT (Inter­bo­rough Rapid Tran­sit), foi inau­gu­ra­do em Nova Ior­que pelo Pre­si­den­te da Câma­ra McLel­lan. O pre­ço do metro e do auto­car­ro foi fixa­do em um níquel.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­tar Mag­PI Maga­zi­ne nº 123 de Novembro.

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Newsletter Nº390

Newsletter Nº390
News­let­ter Nº390

Faz hoje anos que nas­cia, em 1616, o ana­to­mis­ta e mate­má­ti­co dina­marquês Tho­mas Bartho­lin. Ele foi o pri­mei­ro a des­cre­ver com­ple­ta­men­te todo o sis­te­ma lin­fá­ti­co huma­no (1652) e um dos pri­mei­ros defen­so­res da des­co­ber­ta de Har­vey da cir­cu­la­ção do san­gue. Entrou para a facul­da­de de mate­má­ti­ca (1647–49), depois foi pro­fes­sor de ana­to­mia (1649–61) na Uni­ver­si­da­de de Cope­nha­ga. Publi­cou mui­tos tra­ba­lhos sobre ana­to­mia, fisi­o­lo­gia e medi­ci­na, (1645–74) e um tra­ba­lho geral sobre far­ma­co­lo­gia (1658). Em 1654, Bartho­lin e a facul­da­de de medi­ci­na da sua uni­ver­si­da­de publi­ca­ram con­se­lhos sobre como as pes­so­as podi­am cui­dar de si pró­pri­as duran­te a pes­te. Depois de uma pro­pri­e­da­de com­pra­da por Bartho­lin (1663) ter sido des­truí­da pelo fogo em 1670, o rei Chris­ti­an V pagou-lhe um salá­rio anu­al como seu médi­co pes­so­al, embo­ra os seus ser­vi­ços fos­sem rara­men­te necessários.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1891, o físi­co inglês James Chadwick. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Físi­ca (1935) pela sua des­co­ber­ta do neu­trão. Estu­dou em Cam­brid­ge, e em Ber­lim sob a ori­en­ta­ção de Gei­ger, ten­do depois tra­ba­lha­do no Labo­ra­tó­rio Caven­dish com Ruther­ford, onde inves­ti­gou a estru­tu­ra do áto­mo. Tra­ba­lhou na dis­per­são de par­tí­cu­las alfa e na desin­te­gra­ção nucle­ar. Ao bom­bar­de­ar berí­lio com par­tí­cu­las alfa, Chadwick des­co­briu o neu­trão — uma par­tí­cu­la neu­tra no núcleo do áto­mo — pelo qual rece­beu o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1935. Em 1932, Chadwick cunhou o nome “neu­trão”, que des­cre­veu num arti­go da revis­ta Natu­re. Lide­rou o tra­ba­lho do Rei­no Uni­do sobre a bom­ba ató­mi­ca na II Guer­ra Mun­di­al, e foi nome­a­do cava­lei­ro em 1945.

Em 1906, o Dr. Lee DeFo­rest (26 Aug 1873 — 30 Jun 1961), um dos “pais da rádio”, anun­ci­ou o seu tubo de vácuo eléc­tri­co de três ele­men­tos (ago­ra conhe­ci­do como tri­o­do) numa reu­nião do Ins­ti­tu­to Ame­ri­ca­no de Enge­nhei­ros Elec­tro­téc­ni­cos. Ele tinha des­co­ber­to que quan­do uma malha, ou gre­lha, de ara­me era colo­ca­da entre o fila­men­to e a “pla­ca” colec­to­ra num tubo de dío­do (fei­to pela pri­mei­ra vez por J. Ambro­se Fle­ming, 1904), um gran­de efei­to ampli­fi­ca­dor de ten­são podia ser pro­du­zi­do. A DeFo­rest paten­te­ou este tubo de vácuo em 15 de Janei­ro de 1907. A capa­ci­da­de des­te tubo para ampli­fi­car sinais fra­cos era uma inven­ção tão gran­de como o pró­prio rádio, por­que tor­na­va pos­sí­vel a comu­ni­ca­ção de lon­ga distância.

Em 1983, a quin­ta defi­ni­ção legal do metro foi a dis­tân­cia que a luz per­cor­re no vácuo em 1/299.792.458 de um segun­do. com­pri­men­to do metro foi rede­fi­ni­do na 17ª reu­nião do orga­nis­mo inter­na­ci­o­nal Con­fé­ren­ce Géné­ra­le des Poids et Mesu­res (GCPM) por um méto­do para dar mai­or pre­ci­são. Supe­rou a quar­ta defi­ni­ção legal adop­ta­da em 14 de Outu­bro de 1960 com base numa linha espec­tral de kry­ton. As defi­ni­ções ante­ri­o­res incluíam a dis­tân­cia entre as mar­cas no pro­tó­ti­po inter­na­ci­o­nal de bar­ra métri­ca fei­ta de liga de pla­ti­na e irí­dio (28 de Setem­bro de 1889). Antes dis­so, foi deci­di­do que o metro deve­ria ser um déci­mo-mili­o­né­si­mo da dis­tân­cia do Pólo Nor­te ao equa­dor (1 de Agos­to de 1793), e o con­cei­to mais anti­go era o com­pri­men­to de um pên­du­lo com meio perío­do de um segun­do (8 de Maio de 1790).

E nes­ta sema­na que pas­sou a cano­ni­cal lan­çou o Ubun­tu 22.10. Com o nome de códi­go “Kine­tic Kudu”, esta ver­são inclui as mais recen­tes tool­chains de fer­ra­men­tas e apli­ca­ções com par­ti­cu­lar inci­dên­cia no ecos­sis­te­ma da Inter­net das Coi­sas. Esta nova ver­são des­ta dis­tri­bui­ção trás o Ker­nel 5.19 do Linux acom­pa­nha­do pelo GNOME 43. Adi­ci­o­nal­men­te trás atu­a­li­za­ções nos sub­sis­te­mas Mesa, Pipewi­re, Blu­eZ e CUPS para além das ulti­mas ver­sões do Fire­fox, do Libre­Of­fi­cee e do Thunderbird.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­tar HackS­pa­ce Maga­zi­ne nº 60 de Novembro.

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Newsletter Nº389

Newsletter Nº389
News­let­ter Nº389

Faz hoje anos que nas­cia, em 1776, o mate­má­ti­co e enge­nhei­ro inglê Peter Bar­low. Ele inven­tou duas vari­e­da­des de len­tes teles­có­pi­cas acro­má­ti­cas (não-dis­tor­ce­do­ras de cor). Em 1819, Bar­low come­çou a tra­ba­lhar no pro­ble­ma do des­vio das bús­so­las de navi­os cau­sa­do pela pre­sen­ça de fer­ro no cas­co. Pelo seu méto­do de cor­rec­ção do des­vio por jus­ta­po­si­ção da bús­so­la com um peda­ço de fer­ro com a for­ma ade­qua­da, foi-lhe atri­buí­da a Meda­lha Copley. Em 1822, cons­truiu um dis­po­si­ti­vo que deve ser con­si­de­ra­do um dos pri­mei­ros mode­los de um motor eléc­tri­co for­ne­ci­do por cor­ren­te con­tí­nua. Tra­ba­lhou tam­bém no dese­nho de pon­tes, em par­ti­cu­lar tra­ba­lhan­do (1819–26) com Tho­mas Tel­ford no dese­nho da pon­te sobre o Estrei­to de Menai, a pri­mei­ra gran­de pon­te sus­pen­sa moder­na. Bar­low este­ve acti­vo duran­te o perío­do da cons­tru­ção fer­ro­viá­ria na Grã-Bretanha.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1932, o mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no John G. Thomp­son. Ele rece­beu a Meda­lha Fields em 1970 pelo seu tra­ba­lho em teo­ria de gru­po, resol­ven­do (com Wal­ter Feit) um dos seus pro­ble­mas mais espi­nho­sos, o cha­ma­do pro­ble­ma da “ordem estra­nha”. (A teo­ria de gru­po é um ramo da mate­má­ti­ca que se con­cen­tra no estu­do das sime­tri­as — tais como as sime­tri­as de uma figu­ra geo­mé­tri­ca, ou sime­tri­as que sur­gem em solu­ções para equa­ções algé­bri­cas). A pro­va de Thomp­son, com 253 pági­nas de equa­ções, pre­en­cheu um núme­ro intei­ro do Paci­fic Jour­nal of Mathe­ma­tics. Des­ta­ca-se como uma das mais lon­gas e com­ple­xas da mate­má­ti­ca. Thomp­son tam­bém cola­bo­rou na clas­si­fi­ca­ção dos gru­pos fini­tos sim­ples, os blo­cos de cons­tru­ção de gru­pos mais gerais. A teo­ria dos gru­pos tem apli­ca­ções impor­tan­tes em físi­ca, quí­mi­ca e outros campos.

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Newsletter Nº388

Newsletter Nº388
News­let­ter Nº388

Faz hoje anos que nas­cia, em 1735, o pio­nei­ro bri­tâ­ni­co [Jes­se Ramsden](https://en.wikipedia.org/wiki/Jesse_Ramsden). Ele con­ce­beu diver­sas de fer­ra­men­tas de pre­ci­são. Aos 23 anos, Rams­den optou por apren­der a fazer ins­tru­men­tos mate­má­ti­cos. Aos 27 anos de ida­de tinha o seu pró­prio negó­cio em Lon­dres e era conhe­ci­do como o dese­nha­dor mais hábil de ins­tru­men­tos mate­má­ti­cos, astro­nó­mi­cos, de topo­gra­fia e de nave­ga­ção do sécu­lo XVIII. É mais conhe­ci­do pelo design de um teles­có­pio e de um micros­có­pio (ocu­lar) ain­da hoje comum­men­te uti­li­za­do e com o seu nome. O cien­tis­ta fran­cês N. Cas­se­grain propôs o dese­nho de um teles­có­pio reflec­tor em 1672. Foi Rams­den, con­tu­do, 100 anos mais tar­de, que des­co­briu que este dese­nho reduz o emba­ça­men­to da ima­gem cau­sa­do pela esfe­ri­ci­da­de das len­tes ou espe­lhos. Tam­bém cons­truiu tor­nos, baró­me­tros, manó­me­tros e balan­ços de ensaio.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1831, o mate­má­ti­co ale­mão [Richard Dedekind](https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Dedekind). Ele desen­vol­veu uma gran­de rede­fi­ni­ção de núme­ros irra­ci­o­nais em ter­mos de con­cei­tos arit­mé­ti­cos. Embo­ra não tenha sido ple­na­men­te reco­nhe­ci­do na sua vida, o seu tra­ta­men­to das idei­as do infi­ni­to e do que cons­ti­tui um núme­ro real con­ti­nua a influ­en­ci­ar a mate­má­ti­ca moderna.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1846, o enge­nhei­ro, inven­tor e indus­tri­al ame­ri­ca­no [Geor­ge Westinghouse](https://en.wikipedia.org/wiki/George_Westinghouse). Ele fun­dou a sua pró­pria empre­sa para fabri­car a sua inven­ção, o tra­vão de ar. Filho de um fabri­can­te de máqui­nas agrí­co­las de Nova Ior­que, come­çou aos 21 anos de ida­de a tra­ba­lhar numa nova fer­ra­men­ta que inven­tou para gui­ar vagões de com­boio des­car­ri­la­dos de vol­ta à via. Antes de mor­rer 46 anos mais tar­de, pro­du­zia trans­por­te fer­ro­viá­rio mais segu­ro, tur­bi­nas a vapor, ilu­mi­na­ção e aque­ci­men­to a gás, e elec­tri­ci­da­de. Fun­dou não só os nomes Wes­tinghou­se Air Bra­ke e Wes­tinghou­se Elec­tric, mas tam­bém Uni­on Swit­ch & Sig­nal e os pre­cur­so­res de Duques­ne Light, Equi­ta­ble Gas e Rockwell Inter­na­ti­o­nal. Foi tam­bém o prin­ci­pal res­pon­sá­vel pela adop­ção de cor­ren­te alter­na­da para trans­mis­são de ener­gia eléc­tri­ca nos Esta­dos Uni­dos, e deti­nha 400 patentes.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1866, o físi­co, enge­nhei­ro e inven­tor cana­di­a­no-ame­ri­ca­no [Regi­nald Fessenden](https://en.wikipedia.org/wiki/Reginald_Fessenden). Ele trans­mi­tiu o pri­mei­ro pro­gra­ma de voz e músi­ca. Em 1893, Fes­sen­den mudou-se para Pitts­burgh como che­fe de enge­nha­ria eléc­tri­ca na uni­ver­si­da­de, Fes­sen­den leu sobre o tra­ba­lho de Mar­co­ni e come­çou a fazer expe­ri­ên­ci­as com ele pró­prio. Mar­co­ni só con­se­guia trans­mi­tir o códi­go Mor­se. Mas o objec­ti­vo de Fes­sen­den era trans­mi­tir a voz huma­na e a músi­ca. Ele inven­tou a rádio AM “onda con­tí­nua”: som sobre­pos­to pela modu­la­ção de ampli­tu­de a uma onda de rádio por­ta­do­ra para trans­mis­são. Um recep­tor de rádio extrai o sinal da onda por­ta­do­ra para que o ouvin­te ouça o som ori­gi­nal. Fes­sen­den fez as pri­mei­ras trans­mis­sões de voz de lon­go alcan­ce na vés­pe­ra de Natal de 1906 a par­tir de uma esta­ção em Brant Rock, Mas­sa­chu­setts, ouviu cen­te­nas de qui­ló­me­tros no Atlântico.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1903, o físi­co irlan­dês [Ernest Walton](https://en.wikipedia.org/wiki/Ernest_Walton). Ele rece­beu, com Sir John Dou­glas Cock­croft da Ingla­ter­ra, o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1951 pelo desen­vol­vi­men­to do pri­mei­ro ace­le­ra­dor de par­tí­cu­las nucle­a­res, conhe­ci­do como o gera­dor Cock­croft-Wal­ton. O ace­le­ra­dor foi cons­truí­do numa sala em desu­so no Labo­ra­tó­rio Caven­dish, e for­ne­ci­do com vári­as cen­te­nas de qui­lo­volts de um cir­cui­to mul­ti­pli­ca­dor de vol­ta­gem con­ce­bi­do e cons­truí­do por Coc­kroft e Wal­ton. A 14 de Abril de 1932 Wal­ton ligou o fei­xe de pro­tões a um alvo de lítio. Ape­sar de todas as pro­ba­bi­li­da­des con­tra eles, con­se­gui­ram ser os pri­mei­ros a divi­dir o áto­mo, e Wal­ton foi o pri­mei­ro a ver a reac­ção a ter lugar. Eles iden­ti­fi­ca­ram os pro­du­tos de desin­te­gra­ção como par­tí­cu­las alfa (núcle­os de hélio).

Nes­ta sema­na que pas­sou na sequên­cia da apro­va­ção do Par­la­men­to, os con­su­mi­do­res da UE pode­rão em bre­ve uti­li­zar uma úni­ca solu­ção de car­re­ga­men­to para os seus dis­po­si­ti­vos elec­tró­ni­cos. Até ao final de 2024, todos os tele­mó­veis, tablets e câma­ras foto­grá­fi­cas ven­di­dos na UE terão de estar equi­pa­dos com uma por­ta USB de car­re­ga­men­to tipo C. A par­tir da Pri­ma­ve­ra de 2026, a obri­ga­ção esten­der-se‑á aos com­pu­ta­do­res por­tá­teis. A nova lei, apro­va­da pelo ple­ná­rio na ter­ça-fei­ra com 602 votos a favor, 13 con­tra e 8 abs­ten­ções, faz par­te de um esfor­ço mais amplo da UE para redu­zir o lixo elec­tró­ni­co e para capa­ci­tar os con­su­mi­do­res a faze­rem esco­lhas mais sustentáveis.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a ver­são final do Linux 6.0 ini­cia a série 6.x na sua for­ma mais fina, tra­zen­do um con­jun­to de melho­ri­as de desem­pe­nho, novo supor­te de hard­ware, cor­rec­ções de segu­ran­ça, e o habi­tu­al saco de agar­ra­men­to de ajus­tes no sis­te­ma de fichei­ros. Anun­ci­an­do o lan­ça­men­to na Linux Ker­nel Mai­ling List, Linus Tor­valds dis­se: “Como se espe­ra que seja cla­ro para todos, a gran­de alte­ra­ção do núme­ro de ver­sões é mais sobre eu ficar sem dedos dos pés e das mãos do que sobre quais­quer gran­des mudan­ças fun­da­men­tais”. De entre as novi­da­des temos supor­te de Ker­nel para auten­ti­ca­ção NVMe in-band, Sub­sis­te­ma de veri­fi­ca­ção em run­ti­me, Dri­ver ker­nel do Rasp­ber­ry Pi 4 V3D, IO_uring em user-spa­ce, escri­tas buf­fe­ri­za­das em filesys­tem XFS, supor­te para o pro­to­co­lo Send v2 do filesys­tem Btrfs, H.265/HEVC API pro­mo­vi­da a estável.

Por fim, esta sema­na que pas­sou o CEO da Tes­la, Elon Musk, reve­lou um pro­tó­ti­po de um robô huma­nói­de “Opti­mus” que par­ti­lha algum soft­ware e sen­so­res de IA com as carac­te­rís­ti­cas de assis­tên­cia ao con­du­tor dos seus auto­mó­veis Auto­pi­lot. No iní­cio da apre­sen­ta­ção do Dia da IA de Tes­la 2022, Musk reco­nhe­ceu que tinha “um tipo de fato” no ano pas­sa­do, mas pro­me­teu algo mui­to mais impres­si­o­nan­te hoje. Segun­do Musk, este pro­tó­ti­po pode fazer mais do que aqui­lo que foi mos­tra­do ao vivo, mas “a pri­mei­ra vez que fun­ci­o­nou sem uma cor­da foi esta noi­te no pal­co”. Musk pre­viu que pode­ria atin­gir um pre­ço “pro­va­vel­men­te infe­ri­or a 20.000 dóla­res” e mais tar­de, numa ses­são de per­gun­tas e res­pos­tas, expli­cou que Tes­la é mui­to bom na cons­tru­ção da IA e dos actu­a­do­res neces­sá­ri­os para a robó­ti­ca, com base na expe­ri­ên­cia de pro­du­zir uni­da­des de acci­o­na­men­to para car­ros eléc­tri­cos. Musk dis­se que isso a aju­da­ria a colo­car robôs capa­zes na pro­du­ção e a come­çar por tes­tá-los den­tro das suas fábricas.

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Newsletter Nº387

Newsletter Nº387
News­let­ter Nº387

Faz hoje anos que nas­cia, em 1803, o mate­má­ti­co fran­cês Jac­ques Char­les-Fran­çois Sturm. Ele é res­pon­sá­vel pelo teo­re­ma de Sturm, uma impor­tan­te con­tri­bui­ção para a teo­ria das equa­ções. Enquan­to tutor da famí­lia de Bro­glie em Paris (1823–24), Sturm conhe­ceu mui­tos dos prin­ci­pais cien­tis­tas e mate­má­ti­cos fran­ce­ses. Em 1826, com o enge­nhei­ro suí­ço Dani­el Col­la­don, ele fez a pri­mei­ra deter­mi­na­ção pre­ci­sa da velo­ci­da­de do som na água. Um ano mais tar­de escre­veu um ensaio pre­mi­a­do sobre flui­dos com­pres­sí­veis. Des­de a épo­ca de René Des­car­tes, exis­tia o pro­ble­ma de encon­trar o núme­ro de solu­ções de uma dada equa­ção dife­ren­ci­al de segun­da ordem den­tro de um deter­mi­na­do inter­va­lo da variá­vel. Sturm for­ne­ceu uma solu­ção com­ple­ta para o pro­ble­ma com o seu teo­re­ma que apa­re­ceu pela pri­mei­ra vez em Mémoi­re sur la réso­lu­ti­on des équa­ti­ons numé­ri­ques (1829; “Tra­ta­do sobre Equa­ções Numé­ri­cas”). Estes prin­cí­pi­os foram apli­ca­dos no desen­vol­vi­men­to da mecâ­ni­ca quân­ti­ca, como na solu­ção da equa­ção de Schrö­din­ger e dos seus valores-limite.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1899, o inven­tor hún­ga­ro-argen­ti­no Lász­ló Bíró. Ele paten­te­ou a pri­mei­ra esfe­ro­grá­fi­ca moder­na comer­ci­al­men­te bem suce­di­da. A pri­mei­ra esfe­ro­grá­fi­ca tinha sido inven­ta­da apro­xi­ma­da­men­te 50 anos antes por John J. Loud, mas não foi um suces­so comercial.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1901, o físi­co íta­lo-ame­ri­ca­no Enri­co Fer­mi. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1938 como um dos prin­ci­pais arqui­tec­tos da era nucle­ar. Foi o últi­mo dos físi­cos de dupla ame­a­ça: um génio na cri­a­ção tan­to de teo­ri­as eso­té­ri­cas como de expe­ri­ên­ci­as ele­gan­tes. Em 1933, desen­vol­veu a teo­ria do decai­men­to beta, pos­tu­lan­do que o recém-des­co­ber­to decai­men­to de neu­trões a um pro­tão emi­te um elec­trão e uma par­tí­cu­la a que cha­mou um neu­tri­no. O desen­vol­vi­men­to da teo­ria para expli­car este decai­men­to resul­tou mais tar­de na des­co­ber­ta da fra­ca for­ça de inte­rac­ção. Ele desen­vol­veu as esta­tís­ti­cas mate­má­ti­cas neces­sá­ri­as para escla­re­cer uma gran­de clas­se de fenó­me­nos suba­tó­mi­cos, des­co­briu a radi­o­ac­ti­vi­da­de indu­zi­da por neu­trões, e diri­giu a pri­mei­ra reac­ção em cadeia con­tro­la­da envol­ven­do a fis­são nuclear.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1920, o quí­mi­co bri­tâ­ni­co Peter D. Mit­chell. Ele rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1978 por aju­dar a escla­re­cer como o ADP (ade­no­si­na difos­fa­to) é con­ver­ti­do no com­pos­to ener­gé­ti­co ATP (ade­no­si­na tri­fos­fa­to) nas mitocôn­dri­as das célu­las vivas.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1925, o enge­nhei­ro e inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Paul Mac­Cre­ady. Ele inven­tou não só as pri­mei­ras máqui­nas voa­do­ras movi­das a ener­gia huma­na, mas tam­bém as pri­mei­ras aero­na­ves movi­das a ener­gia solar a fazer voos sus­ten­ta­dos. A 23 de Agos­to de 1977, o avião movi­do a pedal, o Gos­sa­mer Con­dor, voou com suces­so uma rota de 1,15 milhas em núme­ro de 8 para demons­trar um voo sus­ten­ta­do e mano­brá­vel, pelo qual ganhou o Pré­mio Kre­mer de 50.000 libras (95.000 dóla­res). Mac­Cre­ady dese­nhou o Con­dor com o Dr. Peter Lis­sa­men. A sua estru­tu­ra era fei­ta de tubos finos de alu­mí­nio, cober­tos com plás­ti­co mylar apoi­a­do com fio de aço ino­xi­dá­vel. Em 1979, o Gos­sa­mer Alba­tross ganhou o segun­do Pré­mio Kre­mer por ter fei­to um voo atra­vés do Canal da Mancha.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1931, o físi­co de par­tí­cu­las nor­te-ame­ri­ca­no James Wat­son Cro­nin. Ele par­ti­lhou (com Val Logs­don Fit­ch) o Pré­mio Nobel da Físi­ca de 1980 pela “des­co­ber­ta de vio­la­ções dos prin­cí­pi­os de sime­tria fun­da­men­tal na deca­dên­cia dos K‑mesons neu­tros”. A sua expe­ri­ên­cia pro­vou que uma reac­ção inver­sa não segue o cami­nho da reac­ção ori­gi­nal, o que impli­ca­va que o tem­po tem um efei­to sobre as inte­rac­ções suba­tó­mi­cas de par­tí­cu­las. Assim, a expe­ri­ên­cia demons­trou uma que­bra na sime­tria par­tí­cu­la-anti­par­tí­cu­la para cer­tas reac­ções de par­tí­cu­las subatómicas.

Faz hoje 68 que era fun­da­da a Orga­ni­za­ção Euro­peia para a Inves­ti­ga­ção Nucle­ar, mais conhe­ci­da por CERN (deri­va­do do nome Con­seil euro­péen pour la recher­che nucléai­re). Foi ini­ci­al­men­te cons­ti­tui­do por 12 mem­bros fun­da­do­res: Bél­gi­ca, Dina­mar­ca, Fran­ça, Repú­bli­ca Fede­ral da Ale­ma­nha, Gré­cia, Itá­lia, Paí­ses Bai­xos, Noru­e­ga, Sué­cia, Suí­ça, Rei­no Uni­do, e Jugos­lá­via. Actu­al­men­te tem 23 mem­bros e das des­co­ber­tas fei­tas por esta orga­ni­za­ção des­ta­cam-se a des­co­ber­ta de cor­ren­tes neu­tras na câma­ra da bolha da Gar­ga­mel­le em 1973, a des­co­ber­ta dos bósons W e Z nas expe­ri­ên­ci­as dos UA1 e UA2 em 1983, a deter­mi­na­ção do núme­ro de famí­li­as de neu­tri­nos leves no Lar­ge Elec­tron-Posi­tron Col­li­der (LEP) a ope­rar no pico do bosão Z em 1989, a pri­mei­ra cri­a­ção de áto­mos anti-hidro­gé­nio na expe­ri­ên­cia PS210 em 1995, a des­co­ber­ta da vio­la­ção direc­ta da CP na expe­ri­ên­cia NA48 em 1999, o Pro­gra­ma Heavy Ion des­co­briu um novo esta­do da maté­ria, o Plas­ma Quark Glu­on em 2000, o iso­la­men­to de 38 áto­mos de anti-hidro­gé­nio em 2010, a Manu­ten­ção de anti-hidro­gé­nio duran­te mais de 15 minu­tos em 2011, e um bóson com uma mas­sa de cer­ca de 125 GeV/c2 con­sis­ten­te com o bóson de Higgs, há mui­to pro­cu­ra­do em 2012. É tam­bém de real­çar que o pro­jec­to da World Wide Web foi incu­ba­do no CERN.

Nes­ta sema­na que pas­sou, a NASA fez coli­dir a son­da DART con­tra um aste­roi­de. Após 10 meses de voo no espa­ço, o Dou­ble Aste­roid Redi­rec­ti­on Test (DART) da NASA — a pri­mei­ra demons­tra­ção mun­di­al de tec­no­lo­gia de defe­sa pla­ne­tá­ria — teve um impac­to bem suce­di­do no seu alvo aste­rói­de, a pri­mei­ra ten­ta­ti­va da agên­cia para mover um aste­rói­de no espaço.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sas noti­ci­as, arti­gos cien­tí­fi­cos, pro­je­tos de maker e alguns víde­os inte­res­san­tes. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI nº 122 de Outu­bro e o livro “Con­tri­bu­te To Open Sour­ce: The Right Way 3Rd Edition”.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.