Newslettter Nº160

Newsletter Nº160
News­let­ter Nº160

Faz hoje anos que nas­cia, em 1544, Wil­li­am Gil­bert. Este Cien­tis­ta inglês, conhe­ci­do como o “pai dos estu­dos eléc­tri­cos” e pes­qui­sa­dor pio­nei­ro do mag­ne­tis­mo, pas­sou anos a inves­ti­gar as atrac­ções mag­né­ti­cas e eléc­tri­cas. Gil­bert defi­niu as desig­na­ções atrac­ção eléc­tri­ca, for­ça eléc­tri­ca e pólo mag­né­ti­co. Ele tor­nou-se o homem mais ilus­tre da ciên­cia na Ingla­ter­ra duran­te o rei­na­do da rai­nha Eli­za­beth I. Obser­van­do que uma agu­lha da bús­so­la não ape­nas apon­ta para o nor­te, mas tam­bém mer­gu­lha para bai­xo, ele pen­sa que a Ter­ra age como um imã. Como Copér­ni­co, ele acre­di­ta­va que a Ter­ra gira­va no seu eixo e que as estre­las fixas não esta­vam todas à mes­ma dis­tân­cia da Ter­ra. Gil­bert pen­sou que era uma for­ma de mag­ne­tis­mo que man­ti­nha pla­ne­tas nas suas órbi­tas.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1641, John Mayow. Este quí­mi­co inglês, cer­ca de cem anos antes de Joseph Pri­es­tley e Antoi­ne-Lau­rent Lavoi­si­er, iden­ti­fi­cou o spi­ri­tus nitro­a­e­reus (oxi­gé­nio) como uma enti­da­de atmos­fé­ri­ca dis­tin­ta. Ele reco­nhe­ceu ain­da o papel do oxi­gé­nio na com­bus­tão de metais. Os seus tex­tos médi­cos inclu­em uma des­cri­ção ana­tó­mi­ca nota­vel­men­te cor­re­ta da res­pi­ra­ção.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1686, Dani­el Gabri­el Fah­re­nheit. Este físi­co ger­ma­no-holan­dês e fabri­can­te de ins­tru­men­tos (mete­o­ro­ló­gi­cos) ficou conhe­ci­do por ter inven­ta­do o ter­mó­me­tro de álco­ol (1709) e o ter­mó­me­tro de mer­cú­rio (1714) e desen­vol­vi­do a esca­la de tem­pe­ra­tu­ra de Fah­re­nheit. Para o zero da sua esca­la, ele usou a tem­pe­ra­tu­ra de uma mis­tu­ra igual de sal e gelo; 30° para o pon­to de con­ge­la­ção da água; e 90° para a tem­pe­ra­tu­ra nor­mal do cor­po. Mais tar­de, ajus­tou-se a 32° para o pon­to de con­ge­la­ção da água e 212° para o pon­to de ebu­li­ção da água, sen­do o inter­va­lo entre os dois divi­di­do em 180 par­tes. Ele tam­bém inven­tou um higró­me­tro para medir a humi­da­de rela­ti­va e expe­ri­men­tou com outros líqui­dos, des­co­brin­do que cada líqui­do tinha um pon­to de ebu­li­ção dife­ren­te que muda­va com a pres­são atmos­fé­ri­ca. Actu­al­men­te a uni­da­de de tem­pe­ra­tu­ra Fah­re­nheit é ape­nas usa­da no Esta­dos Uni­dos, no Beli­ze, nas ilhas Cai­mão e nas Baha­mas.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1794, Wil­li­am Whewell. Este filó­so­fo e estu­di­o­so Inglês ficou conhe­ci­do pelo levan­ta­men­to que fez do méto­do cien­tí­fi­co e para a cri­a­ção de pala­vras cien­tí­fi­cas. Ele fun­dou a cris­ta­lo­gra­fia mate­má­ti­ca e desen­vol­veu uma revi­são da clas­si­fi­ca­ção de mine­rais de Fri­e­dri­ch Mohs. Ele cri­ou as pala­vras cien­tis­ta e físi­co por ana­lo­gia com a pala­vra artis­ta. Outras pala­vras úteis foram defi­ni­das para aju­dar seus ami­gos: bio­me­tria para John Lub­bock; Eoci­ne, Mio­ce­ne e Pli­o­ce­ne para Char­les Lyell; e para Micha­el Fara­day, âno­do, cáto­do, dia-mag­né­ti­co, para-mag­né­ti­co e ião (de onde os diver­sos outros nomes de par­tí­cu­las ter­mi­nam em -ião). Na mete­o­ro­lo­gia, Whewell inven­tou um ane­mó­me­tro de autor­re­gis­to.

Esta sema­na foi apre­sen­ta­da a nova famí­lia de pla­cas Ardui­no. A MKR Vidor 4000 e a Uno WiFi Rev 2. A MKR Vidor 4000 é a pri­mei­ra Ardui­no base­a­da num chip FPGA, equi­pa­do com um micro­con­tro­la­dor SAM D21, um módu­lo WiFi Nina W102 da u-blox e um chip de crip­to­gra­fia ECC508 para cone­xão segu­ra a redes locais e à Inter­net. A MKR Vidor 4000 é a mais recen­te adi­ção à famí­lia MKR, pro­jec­ta­da para uma ampla gama de apli­ca­ções IoT, com seu for­ma­to dis­tin­to e poder com­pu­ta­ci­o­nal para alto desem­pe­nho.

Foi igual­men­te anun­ci­a­do esta sema­na, que em Novem­bro, em Ver­sa­lhes, na Fran­ça, repre­sen­tan­tes de 57 paí­ses vão fazer his­tó­ria. Vai ser vota­da a trans­for­ma­ção do sis­te­ma inter­na­ci­o­nal que sus­ten­ta a ciên­cia e o comér­cio glo­bal. Esta acção final­men­te con­cre­ti­za­rá o sonho de 150 anos dos cien­tis­tas de um sis­te­ma de medi­ção base­a­do intei­ra­men­te em pro­pri­e­da­des fun­da­men­tais imu­tá­veis da natu­re­za. O Sis­te­ma Inter­na­ci­o­nal de Uni­da­des (SI), infor­mal­men­te conhe­ci­do como o sis­te­ma métri­co — a manei­ra pela qual o mun­do mede tudo, do café ao cos­mos — vai mudar de uma manei­ra mais pro­fun­da do que qual­quer coi­sa des­de o seu esta­be­le­ci­men­to após a Revo­lu­ção Fran­ce­sa.

Esta sema­na tam­bém a Spa­ceX lan­çou son­das géme­as da NASA para obser­var a água da Ter­ra e cin­co saté­li­tes de comu­ni­ca­ções Iri­dium Next. A mis­são de trans­por­te de car­ga des­co­lou num fogue­tão Fal­con 9 da Base Aérea de Van­den­berg, na Cali­fór­nia, às 15h47. EDT (12:47 p.m. PDT, 1947 GMT). Para este lan­ça­men­to, a Spa­ceX usou o mes­mo fogue­te Fal­con 9 que lan­çou a mis­são clas­si­fi­ca­da Zuma para a For­ça Aérea dos EUA em Janei­ro.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta His­pa­Brick que come­mo­ra 10 anos assim como a revis­ta Hacks­pa­ce núme­ro 7.

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Newsletter Nº159

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News­let­ter Nº159

Faz hoje anos que nas­cia, em 1749, Edward Jen­ner. Este médi­co e cirur­gião inglês des­co­briu a vaci­na para a varío­la. Exis­tia uma his­tó­ria entre os agri­cul­to­res de que, se uma pes­soa con­traís­se uma doen­ça rela­ti­va­men­te leve e ino­fen­si­va do gado, cha­ma­da de varío­la bovi­na, ganha­ria imu­ni­da­de à varío­la. Em 14 de maio de 1796, ele remo­veu o líqui­do da varío­la bovi­na da lei­tei­ra Sarah Nel­mes e ino­cu­lou James Phipps, um meni­no de oito anos, que logo sofreu de varío­la bovi­na. Seis sema­nas depois, ele ino­cu­lou o meni­no com varío­la. O meni­no per­ma­ne­ceu sau­dá­vel, pro­van­do a teo­ria. Ele cha­mou seu méto­do de vaci­na­ção, usan­do a pala­vra lati­na vac­ca, que sig­ni­fi­ca vaca, e vac­ci­nia, que sig­ni­fi­ca varío­la bovi­na. Jen­ner tam­bém intro­du­ziu a pala­vra vírus.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1836, Joseph Nor­man Lockyer. Este astró­no­mo inglês des­co­briu, em 1868, e deu nome ao ele­men­to hélio que encon­trou na atmos­fe­ra do Sol antes de ser detec­ta­do na Ter­ra. Ele tam­bém apli­cou o nome cro­mos­fe­ra para a cama­da exter­na do sol. Lockyer des­co­briu, jun­to com Pier­re J. Jans­sen, as pro­e­mi­nên­ci­as (cha­mas ver­me­lhas) que envol­vem o dis­co solar. Ele tam­bém esta­va inte­res­sa­do na clas­si­fi­ca­ção de espec­tros este­la­res e desen­vol­veu a hipó­te­se meteó­ri­ca de evo­lu­ção este­lar. Os seus tra­ba­lhos inclu­em os livros Con­tri­bu­ti­ons to Solar Phy­sics (1873), The Sun’s Pla­ce in Natu­re (1897) e Inor­ga­nic Evo­lu­ti­on (1900).

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1868, Hora­ce Elgin Dod­ge. Este fabri­can­te de auto­mó­veis ame­ri­ca­no, com seu irmão John Fran­cis Dod­ge, foram fabri­can­tes de auto­mó­veis ame­ri­ca­nos que inven­ta­ram um dos pri­mei­ros car­ros de aço na Amé­ri­ca. Eles cons­truí­ram seu pri­mei­ro car­ro Dod­ge em Novem­bro de 1914 em Detroit, Michi­gan.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1897, Odd Has­sel. Este Físi­co-Quí­mi­co noru­e­guês rece­beu (com Sir Derek H.R. Bar­ton da Grã-Bre­ta­nha) o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca em 1969 pelo seu tra­ba­lho no esta­be­le­ci­men­to de aná­li­ses con­for­ma­ci­o­nais (o estu­do da estru­tu­ra geo­mé­tri­ca tri­di­men­si­o­nal de molé­cu­las). Um anel de seis áto­mos de car­bo­no tem duas con­for­ma­ções — a for­ma de cadei­ra e de bar­co. Estes tro­cam-se facil­men­te — cer­ca de um milhão de vezes por segun­do à tem­pe­ra­tu­ra ambi­en­te. Uma das con­for­ma­ções é, no entan­to, for­te­men­te pre­do­mi­nan­te (cer­ca de 99%). Has­sel rea­li­zou inves­ti­ga­ções fun­da­men­tais sobre esse sis­te­ma e mos­trou como gru­pos pesa­dos ou volu­mo­sos, liga­dos aos áto­mos de car­bo­no, assu­mem as suas posi­ções em rela­ção ao anel e uns aos outros. Este tra­ba­lho é de gran­de impor­tân­cia para pre­ver o modo de reac­ção de uma deter­mi­na­da molé­cu­la.

Hoje come­mo­ra-se o dia da Inter­net. Em Outu­bro de 1969, sepa­ra­dos a uma dis­tân­cia de mais de 500 km, dois com­pu­ta­do­res fize­ram a liga­ção que iria revo­lu­ci­o­nar as comu­ni­ca­ções para sem­pre. Qua­se meio sécu­lo depois mais de meta­de da popu­la­ção mun­di­al já está liga­da à gran­de rede.

A Intel faz 50 anos. Ini­ci­al­men­te, a empre­sa dedi­ca­va-se intei­ra­men­te à pes­qui­sa e desen­vol­vi­men­to, que­ren­do apro­vei­tar ao máxi­mo seu novo come­ço e desen­vol­ver novas tec­no­lo­gi­as, em vez de ape­nas repli­car as anti­gas. Para desen­vol­ver um pro­du­to o mais rápi­do pos­sí­vel, a empre­sa foi bus­car três tec­no­lo­gi­as ao mes­mo tem­po: memó­ria bipo­lar, um pro­du­to que usa­va tec­no­lo­gia esta­be­le­ci­da, mas era difí­cil de desen­vol­ver; memó­ria de semi­con­du­tor de metal-óxi­do da por­ta de silí­cio, que pode­ria revo­lu­ci­o­nar a fabri­ca­ção de chips, mas pre­ci­sa­va ser inven­ta­da pri­mei­ro; e memó­ria mul­ti­chip, em que qua­tro peque­nos chips de memó­ria foram liga­dos para cri­ar um dis­po­si­ti­vo que era volu­mo­so e frá­gil, mas bara­to. Qual­quer que fos­se o dis­po­si­ti­vo que com­pro­vas­se sua via­bi­li­da­de, o mais rápi­do se tor­na­ria o pri­mei­ro pro­du­to da Intel. Em abril de 1969, a Intel lan­çou seu pri­mei­ro pro­du­to: o chip 3101 de memó­ria de aces­so ale­a­tó­rio está­ti­ca.

Na pas­sa­da sex­ta-fei­ra, 11 de maio às 16h14 EDT, a Spa­ceX lan­çou com suces­so o Ban­ga­bandhu Satel­li­te-1 do his­tó­ri­co com­ple­xo de lan­ça­men­to 39A (LC-39A) no Ken­nedy Spa­ce Cen­ter da NASA na Flo­ri­da. Após a sepa­ra­ção da fren­te do fogue­tão, o pri­mei­ro está­gio do Fal­con 9 ater­rou com suces­so na bar­ca­ça “Of Cour­se I Still Love You”, o dro­neship da Spa­ceX esta­ci­o­na­do no Oce­a­no Atlân­ti­co. O Fal­con 9 colo­cou o Ban­ga­bandhu Satel­li­te-1 numa órbi­ta de trans­fe­rên­cia geo-esta­ci­o­ná­ria ten­do o Saté­li­te sido liber­ta­do apro­xi­ma­da­men­te 33 minu­tos após a des­co­la­gem. A mis­são Ban­ga­bandhu Satel­li­te-1 ser­viu como o pri­mei­ro voo do Fal­con 9 Block 5, a ulti­ma actu­a­li­za­ção rele­van­te para o fogue­tão Fal­con 9 da Spa­ceX. O Fal­con 9 Block 5 foi pro­jec­ta­do para ser capaz de 10 ou mais voos com inter­ven­ção mui­to limi­ta­da, uma vez que a Spa­ceX con­ti­nua a pro­cu­ra da reu­ti­li­za­ção rápi­da e segu­ran­ça extre­ma­men­te alta.

E na pas­sa­da ter­ça-fei­ra, o aste­rói­de 2010 WC9 fez um Flyby invul­gar­men­te pró­xi­mo da Ter­ra. Pas­san­do pela Ter­ra a uma dis­tân­cia segu­ra de 203.000 qui­ló­me­tros, ou cer­ca de meta­de da dis­tân­cia entre a Ter­ra e a Lua, o aste­rói­de, que é ofi­ci­al­men­te desig­na­do como WC9 2010, fez a sua apro­xi­ma­ção mais pró­xi­ma às 18h05. EDT (2205 GMT), enquan­to via­ja­va a uma velo­ci­da­de de 46,116 km/h, de acor­do com o Minor Pla­net Cen­ter. Os astró­no­mos esti­mam que o aste­rói­de mede de 38 a 119 metros de diâ­me­tro.

Nes­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil.

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Newsletter Nº158

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News­let­ter Nº158

Faz hoje anos que nas­cia, em 1788, Augus­tin-Jean Fres­nel. Este físi­co fran­cês foi o pri­mei­ro a inves­ti­gar o efei­to da inter­fe­rên­cia da luz, com resul­ta­dos conhe­ci­dos como fran­jas de Fres­nel. Este tra­ba­lho deci­si­vo, jun­ta­men­te com outras expe­ri­ên­ci­as com luz pola­ri­za­da, apoi­ou a teo­ria da luz de Tho­mas Young. Fres­nel avan­çou a teo­ria das ondas iden­ti­fi­can­do a luz como ondas trans­ver­sais em vez das ondas lon­gi­tu­di­nais ante­ri­or­men­te assu­mi­das por Young e Chris­ti­a­an Huy­gens. O seu tra­ba­lho pio­nei­ro em ópti­ca incluiu mos­trar que a luz bran­ca é com­pos­ta por um espec­tro de inú­me­ros com­pri­men­tos de onda que vari­am do ver­me­lho ao mais cur­to com­pri­men­to de onde vio­le­ta. Ele tam­bém melho­rou o sis­te­ma ópti­co de faróis de sina­li­za­ção marí­ti­ma subs­ti­tuin­do reflec­to­res de metal por len­tes revo­lu­ci­o­ná­ri­as. Estas len­tes foram pos­te­ri­or­men­te adop­ta­das para faróis de veí­cu­los auto­mó­veis, dis­po­si­ti­vos para ampli­ar ecrans de tele­vi­são, semá­fo­ros, sis­te­mas ópti­cos de ater­ra­gem em aero­por­tos e por­ta-aviões, etc.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1830, Fran­çois-Marie Raoult. Este quí­mi­co fran­cês for­mu­lou uma lei sobre solu­ções (cha­ma­da lei de Raoult) que per­mi­tiu deter­mi­nar os pesos mole­cu­la­res das subs­tân­ci­as dis­sol­vi­das.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1901, John Des­mond Ber­nal. Este físi­co irlan­dês e cris­ta­ló­gra­fo de rai­os-X con­tri­buiu para a cris­ta­lo­gra­fia de rai­os-X para deter­mi­nar as estru­tu­ras ató­mi­cas de com­pos­tos sóli­dos. Depois de se for­mar em Cam­brid­ge, ele come­çou a pes­qui­sar em 1923 na Royal Ins­ti­tu­ti­on, em Lon­dres, para Wil­li­am Henry Bragg, sobre a estru­tu­ra de gra­fi­te. Em 1927, ele vol­tou a Cam­brid­ge como o pri­mei­ro con­fe­ren­cis­ta em cris­ta­lo­gra­fia estru­tu­ral. O alcan­ce da sua pes­qui­sa expan­diu-se em bio­lo­gia mole­cu­lar, a ori­gem da vida e a estru­tu­ra e com­po­si­ção da cros­ta ter­res­tre.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, e m 1903, Oleg Losev. Este cien­tis­ta e inven­tor rus­so fez des­co­ber­tas sig­ni­fi­ca­ti­vas no cam­po de jun­ções semi­con­du­to­res. Embo­ra nun­ca tenha con­se­gui­do con­cluir uma edu­ca­ção for­mal e nun­ca tenha ocu­pa­do um car­go de inves­ti­ga­dor, Losev rea­li­zou algu­mas das pri­mei­ras pes­qui­sas sobre semi­con­du­to­res, publi­can­do 43 arti­gos e rece­ben­do 16 “cer­ti­fi­ca­dos de autor” (a ver­são sovié­ti­ca de paten­tes) para suas des­co­ber­tas. Ele obser­vou a emis­são de luz das jun­ções de con­tac­to pon­to-car­bo­run­dum, o pri­mei­ro dío­do emis­sor de luz (LED), fez a pri­mei­ra pes­qui­sa sobre elas, propôs a pri­mei­ra teo­ria cor­re­ta de como elas fun­ci­o­na­vam e usou-as em apli­ca­ções prá­ti­cas como elec­tro­lu­mi­nes­cên­cia. Ele explo­rou a resis­tên­cia nega­ti­va nas jun­ções semi­con­du­to­res e foi o pri­mei­ro a usá-las na prá­ti­ca para ampli­fi­ca­ção, cons­truin­do os pri­mei­ros ampli­fi­ca­do­res de esta­do sóli­do, osci­la­do­res elec­tró­ni­cos e recep­to­res de rádio super-hete­ró­di­no, 25 anos antes da inven­ção do tran­sís­tor. No entan­to, os seus fei­tos foram negli­gen­ci­a­dos, e des­co­nhe­ci­dos por meio sécu­lo antes de ter sido reco­nhe­ci­do no final do sécu­lo XX e iní­cio do sécu­lo XXI.

Esta sema­na a Goo­gle apre­sen­tou o Android Things que é um sis­te­ma ope­ra­ti­vo que per­mi­te cri­ar e man­ter dis­po­si­ti­vos do Inter­net of Things em gran­de esca­la. Tra­ta-se de uma pla­ta­for­ma robus­ta que faz o tra­ba­lho pesa­do com hard­ware cer­ti­fi­ca­do, Com APIs avan­ça­das de pro­gra­ma­dor e actu­a­li­za­ções segu­ras de soft­ware geri­do usan­do a infra­es­tru­tu­ra de back-end da Goo­gle, para que se pos­sa con­cen­trar na cri­a­ção do pro­du­to. Foi anun­ci­a­do o supor­te para novos Sys­tem-on-Modu­les (SoMs) base­a­dos nas pla­ta­for­mas de hard­ware NXP i.MX8M, Qual­comm SDA212, Qual­comm SDA624 e Medi­a­Tek MT8516. Esses módu­los são cer­ti­fi­ca­dos para uso em pro­du­ção com supor­te de lon­go pra­zo garan­ti­do por três anos, faci­li­tan­do a colo­ca­ção de pro­tó­ti­pos no mer­ca­do.

Nes­ta News­let­ter foi intro­du­zi­da a capa­ci­da­de de ver víde­os asso­ci­a­dos aos arti­gos apre­sen­ta­dos bas­tan­do para tal clic­kar em cima do vídeo. Nes­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. São apre­sen­ta­das as revis­tas Hel­lo World e a newe­lec­tro­nics de 8 de Maio 2018.

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Newsletter Nº157

Newsletter Nº157
News­let­ter Nº157

Faz 3 anos que embar­quei nes­ta mis­são de tra­zer a todos os mem­bros e segui­do­res do altLab uma News­let­ter sema­nal com tudo o que acon­te­ce pela Inter­net ao lon­go da sema­na. Foram mais de 3000 arti­gos e noti­ci­as, 430 ebo­oks e revis­tas de livre aces­so, mais de 350 mode­los 3D para des­car­re­gar e impri­mir e 4900 pro­jec­tos de maker gran­de par­te deles com dicas par­ti­cu­lar­men­te inte­res­san­tes e repli­cá­veis. O tra­ba­lho não aca­bou e vamos con­ti­nu­ar a apre­sen­tar a infor­ma­ção com a mes­ma frequên­cia. Algu­mas novi­da­des irão ser apre­sen­ta­das ao lon­go das pró­xi­mas sema­nas das quais des­ta­ca­rei a pos­si­bi­li­da­de de ver víde­os dos arti­gos quan­do têm esse tipo de con­teú­do e dar uma clas­si­fi­ca­ção ao arti­go de for­ma a poder­mos ele­ger os mais inte­res­san­tes do mês dan­do-lhe um des­ta­que par­ti­cu­lar. O vos­so feed­back tem sido mui­to impor­tan­te e ire­mos tam­bém em bre­ve fazer algu­mas modi­fi­ca­ções ao nível do site para que os con­teú­dos pos­sam estar dis­po­ní­veis duma for­ma ain­da mais sim­ples, rápi­da e ami­gá­vel.

Faz hoje anos que nas­cia, em 1695, Hen­ri Pitot. Este enge­nhei­ro hidráu­li­co fran­cês ficou conhe­ci­do por ter inven­ta­do o tubo de Pitot (1732), um ins­tru­men­to para medir a velo­ci­da­de do flu­xo em líqui­dos ou gases. Com melho­ri­as sub­se­quen­tes por Hen­ri Darcy, sua for­ma moder­na é usa­da para deter­mi­nar a velo­ci­da­de do ar de aero­na­ves. Embo­ra ori­gi­nal­men­te um mate­má­ti­co e astró­no­mo trei­na­do, ele envol­veu-se numa inves­ti­ga­ção da velo­ci­da­de da água fluin­do em dife­ren­tes pro­fun­di­da­des, para a qual ele pri­mei­ro que cri­ou o tubo de Pitot. Ele desa­pro­vou a cren­ça pre­do­mi­nan­te de que a velo­ci­da­de da cor­ren­te da água aumen­ta­va com a pro­fun­di­da­de.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1860, Vito Vol­ter­ra. Este mate­má­ti­co ita­li­a­no fez impor­tan­tes con­tri­bui­ções para o cál­cu­lo e teo­ri­as mate­má­ti­cas em astro­no­mia, elas­ti­ci­da­de e bio­me­tria. O seu talen­to mate­má­ti­co apa­re­ceu quan­do era jovem. Em 1905, ele come­çou a desen­vol­ver a teo­ria dos des­lo­ca­men­tos em cris­tais que levou a uma melhor com­pre­en­são do com­por­ta­men­to dos mate­ri­ais dúc­tis. Duran­te a Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al, ele esta­be­le­ceu o Escri­tó­rio Ita­li­a­no de Inven­ções de Guer­ra e pro­jec­tou armas para uso em aero­na­ves, para o qual ele propôs o uso de hélio em vez de hidro­gé­nio infla­má­vel. Ele é lem­bra­do por con­quis­tas na teo­ria das fun­ções e equa­ções dife­ren­ci­ais. Em bio­lo­gia, em 1925, ele for­mu­lou um par de equa­ções dife­ren­ci­ais rela­ci­o­nan­do popu­la­ções de pre­sas e pre­da­do­res (tam­bém pro­pos­to inde­pen­den­te­men­te por Alfred J. Lot­ka em 1925).

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1874, Vagn Wal­frid Ekman. Este oce­a­nó­gra­fo físi­co sue­co e físi­co mate­má­ti­co fez impor­tan­tes pes­qui­sas sobre a dinâ­mi­ca das cor­ren­tes oceâ­ni­cas e levou o seu nome a per­ma­ne­cer asso­ci­a­do a ter­mos de fenó­me­nos par­ti­cu­la­res do oce­a­no ou da atmos­fe­ra, incluin­do a espi­ral de Ekman, o trans­por­te de Ekman e a cama­da de Ekman. Fridt­jof Nan­sen indi­cou a Ekman que ele tinha obser­va­do que os ice­ber­gues flu­tu­a­vam com um ângu­lo de 20 ° a 40 ° em rela­ção ao ven­to pre­do­mi­nan­te, em vez de direc­ta­men­te com o ven­to. Em 1902, Ekman publi­cou uma expli­ca­ção, conhe­ci­da ago­ra como a espi­ral de Ekman, des­cre­ven­do o movi­men­to das cor­ren­tes oceâ­ni­cas influ­en­ci­a­das pela rota­ção da Ter­ra. Ele tam­bém desen­vol­veu téc­ni­cas expe­ri­men­tais e ins­tru­men­tos como o medi­dor de cor­ren­te Ekman e a gar­ra­fa de água Ekman.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1892, Geor­ge Paget Thom­son. Este físi­co inglês que par­ti­lhou (com Clin­ton J. Davis­son dos EUA) o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1937 por demons­trar que os elec­trões sofrem difrac­ção, um com­por­ta­men­to pecu­li­ar às ondas que é ampla­men­te explo­ra­do na deter­mi­na­ção da estru­tu­ra ató­mi­ca de sóli­dos e líqui­dos. Ele era o filho de Sir J.J. Thom­son, que des­co­briu o elec­trão como uma par­tí­cu­la.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1902, Alfred Kas­tler. Este físi­co fran­cês ganhou o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1966 pela sua des­co­ber­ta e desen­vol­vi­men­to de méto­dos para obser­var res­so­nân­ci­as hert­zi­a­nas den­tro de áto­mos. Esta pes­qui­sa faci­li­tou a mai­or com­pre­en­são da estru­tu­ra do áto­mo estu­dan­do as radi­a­ções que os áto­mos emi­tem quan­do exci­ta­dos pelas ondas de luz e de rádio. Ele desen­vol­veu um méto­do cha­ma­do “bom­be­a­men­to ópti­co”, que fazia com que áto­mos numa subs­tân­cia de amos­tra entras­sem em esta­dos de ener­gia mais ele­va­dos. Esta ideia foi um impor­tan­te pre­de­ces­sor do desen­vol­vi­men­to dos masers e dos lasers que uti­li­za­vam a ener­gia lumi­no­sa que era ree­mi­ti­da quan­do os áto­mos exci­ta­dos liber­ta­vam a ener­gia extra obti­da pelo bom­be­a­men­to ópti­co.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1933, Ste­ven Wein­berg. Este físi­co nucle­ar nor­te-ame­ri­ca­no par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1979 (com Shel­don Lee Glashow e Abdus Salam) por tra­ba­lhar na for­mu­la­ção da teo­ria ele­tro­fra­ca, que expli­ca a uni­da­de do elec­tro­mag­ne­tis­mo com a for­ça nucle­ar fra­ca.

Fez esta sema­na que pas­sou 20 anos que o CERN colo­cou o soft­ware da World Wide Web no domí­nio públi­co. O CERN dis­po­ni­bi­li­zou o pró­xi­mo lan­ça­men­to com uma licen­ça aber­ta, como uma manei­ra mais segu­ra de maxi­mi­zar sua dis­se­mi­na­ção. Por meio des­sas acções, tor­nan­do o soft­ware neces­sá­rio para exe­cu­tar um ser­vi­dor da Web livre­men­te dis­po­ní­vel, jun­ta­men­te com um nave­ga­dor bási­co e uma bibli­o­te­ca de códi­go, a Web pôde flo­res­cer. O físi­co bri­tâ­ni­co Tim Ber­ners-Lee inven­tou a web no CERN em 1989. O pro­jec­to, que Ber­ners-Lee deno­mi­nou “World Wide Web”, foi ori­gi­nal­men­te con­ce­bi­do e desen­vol­vi­do para aten­der à deman­da de par­ti­lha de infor­ma­ções entre físi­cos em uni­ver­si­da­des e ins­ti­tu­tos ao redor do mun­do ten­do pos­te­ri­or­men­te sido abra­ça­do por todos.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que ficou ter­mi­na­da a cons­tru­ção da úni­ca uni­da­de de ener­gia nucle­ar flu­tu­an­te (FPU) ‘Aca­de­mik Lomo­no­sov’ do mun­do. Ten­do a sua cons­tru­ção come­ça­do em mea­dos de 2009 ficou ago­ra con­cluí­da a pri­mei­ra fase do pro­jec­to. A cen­tral nucle­ar flu­tu­an­te tem duas uni­da­des de reac­to­res KLT-40S que podem gerar até 70 MW de ener­gia eléc­tri­ca e 50 Gcal / h de ener­gia tér­mi­ca duran­te sua ope­ra­ção nor­mal. Isto é sufi­ci­en­te para man­ter o fun­ci­o­na­men­to de uma cida­de povo­a­da com 100.000 pes­so­as. O FPU é o úni­co e o pri­mei­ro pro­jec­to do mun­do da uni­da­de de ener­gia móvel trans­por­tá­vel de bai­xa potên­cia. Ele é pro­jec­ta­do para a ope­ra­ção nas áre­as do Extre­mo Nor­te e do Extre­mo Ori­en­te Rus­so. A sua prin­ci­pal tare­fa é for­ne­cer ener­gia eléc­tri­ca as uni­da­des indus­tri­ais remo­tas, as cida­des por­tuá­ri­as, bem como as pla­ta­for­mas offsho­re de gás e petró­leo. O FNPP é pro­jec­ta­do com a gran­de mar­gem de segu­ran­ça que exce­de todas as ame­a­ças pos­sí­veis e tor­na os reac­to­res nucle­a­res inven­cí­veis para tsu­na­mis e outros desas­tres natu­rais.

Ain­da esta sema­na a Blue Ori­gin, empre­sa espa­ci­al pri­va­da fun­da­da pelo bili­o­ná­rio Jeff Bezos, lan­çou a sua nave espa­ci­al de pas­sa­gei­ros New She­pard num voo de tes­te, car­re­gan­do um astro­nau­ta fic­tí­cio e expe­ri­ên­ci­as nos seus voos espa­ci­ais mais altos até ago­ra. O fogue­tão e a cáp­su­la New She­pard 2.0, que já voa­ram no espa­ço antes, des­co­la­ram do local de lan­ça­men­to da Blue Ori­gin em West Texas às 13h06. EDT (1706 GMT). Ape­sar de vári­as horas de atra­so (tro­vo­a­das frus­tra­ram uma meta de lan­ça­men­to de EDT às 9h45) e con­ta­gem regres­si­va para tes­tes de últi­ma hora, o voo pare­ceu ir de acor­do com o pla­ne­a­do. “Outra mis­são de tes­te espec­ta­cu­lar”, dis­se Ari­a­ne Cor­nell, da Blue Ori­gin, duran­te um web­cast de lan­ça­men­to. “Tudo pare­ce nomi­nal daqui.” A Blue Ori­gin lan­çou o New She­pard para uma alti­tu­de alvo de 351.000 pés (106.984 metros), dis­se Bezos após o lan­ça­men­to.

Tam­bém esta sema­na, uma fro­ta recor­de de 1.374 dro­nes sobre­vo­ou a Mura­lha da Cida­de de Xi’an, na pro­vín­cia de Sha­an­xi, noro­es­te da Chi­na, no domin­go pas­sa­do, fazen­do um novo Recor­de Mun­di­al do Guin­ness. Lan­ça­dos jun­to da Mura­lha da Cida­de de Xi’an, os dro­nes que par­ti­ci­pa­ram do desa­fio foram for­ne­ci­dos pela EHANG Egret, uma fabri­can­te de dro­nes na Chi­na. O show foi pre­mi­a­do com o títu­lo do Recor­de Mun­di­al do Guin­ness de “A mai­o­ria dos veí­cu­los aére­os não tri­pu­la­dos (UAVs) no ar simul­ta­ne­a­men­te”, que­bran­do o recor­de ante­ri­or de 1.218 dro­nes da Intel nos Jogos Olím­pi­cos de Inver­no de Pye­ong­chang. Duran­te o show de 13 minu­tos, os dro­nes des­co­la­ram da pare­de estrei­ta e lon­ga da cida­de, o que cri­ou uma enor­me cor­ti­na de luzes medin­do mais de 1.200 metros de com­pri­men­to e 100 metros de lar­gu­ra. A tela pôde ser vis­ta a 260 metros aci­ma da pare­de. Dezas­seis padrões e íco­nes tra­di­ci­o­nais chi­ne­ses, como a Mura­lha da Cida­de de Xi’an, a Rota da Seda e o núme­ro 1374 foram cri­a­dos pela fro­ta duran­te o show de luzes.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim comoum mode­lo 3D para impri­mir.

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Newsletter Nº156

Newsletter Nº156
News­let­ter Nº156

Faz hoje anos que nas­cia, em 1879, Owen Wil­lans Richard­son. Este físi­co inglês rece­beu o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1928 pelo “seu tra­ba­lho sobre o fenó­me­no ter­mi­ô­ni­co [emis­sões de elec­trões por metais quen­tes] e espe­ci­al­men­te pela des­co­ber­ta da lei que tem o seu nome”. Esse é o moti­vo pelo qual um fila­men­to aque­ci­do no tubo de vácuo liber­ta uma cor­ren­te de elec­trões em direc­ção ao âno­do, que era essen­ci­al para o desen­vol­vi­men­to de apli­ca­ções como ampli­fi­ca­do­res de rádio ou o tubo de rai­os cató­di­cos de TV. A lei de Richard­son rela­ci­o­na mate­ma­ti­ca­men­te como a emis­são de elec­trões aumen­ta à medi­da que a tem­pe­ra­tu­ra abso­lu­ta da super­fí­cie do metal tam­bém aumen­ta. Ele tam­bém con­du­ziu pes­qui­sas sobre efei­tos foto­e­léc­tri­cos, o efei­to giro-mag­né­ti­co, a emis­são de elec­trões por reac­ções quí­mi­cas, rai­os-X moles e o espec­tro do hidro­gé­nio.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1900, Char­les Rich­ter. Este sis­mó­lo­go ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do por ter cri­a­do a Esca­la Rich­ter que mede a mag­ni­tu­de dos ter­re­mo­tos. Ele desen­vol­veu esta esca­la, con­jun­ta­men­te com o seu cole­ga Beno Guten­berg, no iní­cio dos anos 1930. A esca­la atri­bui clas­si­fi­ca­ções numé­ri­cas à ener­gia liber­ta­da pelos ter­ra­mo­tos. Rich­ter usou um sis­mó­gra­fo para regis­tar o movi­men­to real da Ter­ra duran­te um ter­ra­mo­to. Tra­ta-se de um ins­tru­men­to que geral­men­te con­sis­te num rolo de papel em cons­tan­te desen­ro­la­men­to, pre­so a um lugar fixo, e um pên­du­lo ou imã sus­pen­so com um dis­po­si­ti­vo de mar­ca­ção aci­ma do rolo. A esca­la leva em con­ta a dis­tân­cia do ins­tru­men­to ao epi­cen­tro. Guten­berg suge­riu que a esca­la fos­se loga­rít­mi­ca assim, por exem­plo, um ter­re­mo­to de mag­ni­tu­de 7 seria dez vezes mais for­te do que um 6.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1933, Arno Allan Pen­zi­as. Este astro­fí­si­co ger­ma­no-ame­ri­ca­no divi­diu meta­de do Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1978 com Robert Woo­drow Wil­son pela des­co­ber­ta de uma fra­ca radi­a­ção elec­tro­mag­né­ti­ca em todo o uni­ver­so. A sua detec­ção des­ta radi­a­ção deu for­te supor­te ao mode­lo de evo­lu­ção cós­mi­ca do Big Bang.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a conhe­cer o pro­jec­to da Asra­tec que está a desen­vol­ver um “Trans­for­mer” total­men­te fun­ci­o­nal com 4 metros de altu­ra. O J-dei­te RIDE é um robô que pode se trans­for­mar de uma for­ma huma­nói­de bípe­de (modo robô) para uma for­ma acci­o­na­da por rodas (modo veí­cu­lo) e para trás. Tem a capa­ci­da­de para duas pes­so­as e pode ser ope­ra­da a par­tir do ban­co do con­du­tor. Tam­bém pode ser ope­ra­do por con­tro­le remo­to via wifi. A BRAVE ROBOTICS pro­jec­tou e desen­vol­veu o hard­ware, incluin­do o exclu­si­vo meca­nis­mo de trans­for­ma­ção, e o sis­te­ma de con­tro­le do robô da Asra­tec, o “V-Sido”, exe­cu­ta os movi­men­tos do robô, como a trans­for­ma­ção, a mar­cha bípe­de, a direc­ção e mui­to mais. O desig­ner mecâ­ni­co Kunio Okawa­ra cola­bo­rou no design do robô.

Foi hoje lan­ça­da a nova ver­são do sis­te­ma Linux da Cano­ni­cal — o Ubun­tu. Com o nome de códi­go Bio­nic Bea­ver esta ver­são é uma ver­são LTS (Long Time Sup­port) e como prin­ci­pais novi­da­des tem o Ker­nel Linux 4.15, o libre­of­fi­ce foi actu­a­li­za­do para a ver­são 6.0, o calen­dá­rio supor­ta pre­vi­sões do tem­po, algu­mas fer­ra­men­tas foram empa­co­ta­das no for­ma­to snap, o GNOME Shell supor­ta o Thun­der­bolt 3, entre outras novi­da­des. Esta news­let­ter foi escri­ta com o Geany em cima de um Ubun­tu 18.04.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São apre­sen­ta­das as revis­tas HackS­pa­ce maga­zi­ne #6, a newe­lec­tro­nics de 24 de Abril e a Mag­PI 69 de Maio.

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