Newsletter Nº180

Newsletter Nº180
News­let­ter Nº180

Faz hoje anos que nas­cia, em 1755, Faus­to Elhuyar. Este Quí­mi­co e mine­ra­lo­gis­ta espa­nhol aju­dou o seu irmão mais velho, Juan José, em expe­ri­ên­ci­as para sepa­rar o metal de tungs­té­nio do seu miné­rio de vol­fra­mi­ta. Dois anos antes, o quí­mi­co sue­co Carl Sche­e­le des­co­briu o áci­do tungs­té­ni­co, embo­ra não iso­las­se a for­ma ele­men­tar, de um mine­ral conhe­ci­do des­de 1758 como tung sten (pedra sue­ca, pesa­da, que ago­ra é conhe­ci­da como sche­e­li­ta). Os irmãos Elhuyar, tra­ba­lhan­do no Semi­ná­rio de Ber­ga­ra, con­se­gui­ram extrair o metal redu­zin­do o áci­do tungs­té­ni­co com car­vão. Pela pri­mei­ra vez, os cien­tis­tas bas­cos entra­ram na his­tó­ria da ciên­cia.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1855, James Gay­ley. Este Meta­lur­gi­co Nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou um dis­po­si­ti­vo para garan­tir humi­da­de uni­for­me na cor­ren­te de ar que entra­va nos altos-for­nos. Com expe­ri­ên­cia pré­via em vári­as obras de fer­ro, Gay­ley foi con­tra­ta­do pela Edgar Thom­son Ste­el Works como super­vi­sor dos Altos For­nos (1885). Nes­ta capa­ci­da­de era um eco­no­mis­ta, e fez uma redu­ção recor­de no con­su­mo de coque. Ele inven­tou a pla­ca de refri­ge­ra­ção de bron­ze para as pare­des do alto-for­no, o supor­te de fun­di­ção auxi­li­ar para as fabri­cas de aço da Bes­se­mer, e foi o pri­mei­ro a usar o motor de sopro de con­den­sa­ção com­pos­to com o alto-for­no. Ele tam­bém inven­tou a explo­são do ar seco, para o qual o Fran­klin Ins­ti­tu­te lhe con­ce­deu a meda­lha Elli­ott Cres­son.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1884, Fri­e­dri­ch Ber­gius. Este quí­mi­co ale­mão inven­tou um pro­ces­so para con­ver­ter pó de car­vão e hidro­gé­nio direc­ta­men­te em gaso­li­na e óle­os lubri­fi­can­tes sem iso­lar pro­du­tos inter­me­diá­ri­os (Stutt­gart, 25 jun 1921). Ber­gius con­se­guiu, duran­te a des­ti­la­ção do car­vão, for­çar o hidro­gé­nio sob alta pres­são a com­bi­nar-se qui­mi­ca­men­te com o car­vão, trans­for­man­do mais car­bo­no do car­vão em óle­os do que é pos­sí­vel com a des­ti­la­ção con­ven­ci­o­nal. Para resol­ver pro­ble­mas de dis­tri­bui­ção de calor e regu­la­ção de tem­pe­ra­tu­ra, Ber­gius inven­tou o tra­ta­men­to de uma mis­tu­ra de car­vão pul­ve­ri­za­do em óleo com o gás sob alta pres­são. Pelo seu tra­ba­lho no desen­vol­vi­men­to do méto­do quí­mi­co de hidro­ge­na­ção em alta pres­são neces­sá­rio para esse pro­ces­so, ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de 1931 em Quí­mi­ca com Carl Bos­ch, da Ale­ma­nha.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1943, Micha­el Sto­ne­bra­ker. Este cien­tis­ta da com­pu­ta­ção espe­ci­a­li­za­do em pes­qui­sa em base de dados cri­ou a pes­qui­sa e os pro­du­tos da Sto­ne­bra­ker. Ele tam­bém é o fun­da­dor de mui­tas empre­sas de base de dados, incluin­do a Ingres Cor­po­ra­ti­on, a Illus­tra, a Paradigm4, a Stre­am­Ba­se Sys­tems, a Tamr, a Ver­ti­ca e a VoltDB, e foi direc­tor téc­ni­co da Infor­mix. Ele tam­bém é edi­tor do livro Rea­dings in Data­ba­se Sys­tems. A car­rei­ra de Sto­ne­bra­ker pode ser divi­di­da em duas fases: na Uni­ver­si­da­de da Cali­fór­nia, Ber­ke­ley, quan­do se con­cen­trou em sis­te­mas de ges­tão de bases de dados rela­ci­o­nais, como Ingres e Post­gres, e no Mas­sa­chu­setts Ins­ti­tu­te of Tech­no­logy (MIT), onde desen­vol­veu téc­ni­cas mais novas de ges­tão de dados. como C-Sto­re, H-Sto­re e SciDB. Os prin­ci­pais pré­mi­os inclu­em o Pré­mio Turing em 2015.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a son­da Voya­ger 2 da NASA, com mais de 40 anos, está a bei­ra de aban­do­nar o sis­te­ma Solar. Ori­gi­nal­men­te cons­truí­das para dura­rem ape­nas cin­co anos e para reco­lhe­rem só infor­ma­ção sobre Júpi­ter e Satur­no, de for­ma espan­to­sa, esta son­da acom­pa­nha­da pela Voya­ger 1 aca­ba­ram por durar (mui­to) mais do que o espe­ra­do. A mis­são de qua­tro déca­das da NASA é igual­men­te conhe­ci­da por ter envi­a­do com cada uma das Voya­ger um dis­co de cobre cober­to de ouro de 30 cen­tí­me­tros de diâ­me­tro onde está regis­ta­da infor­ma­ção sobre a vida na Ter­ra. Entre os dados inte­gra­dos estão foto­gra­fi­as, sons ambi­en­te, músi­cas e sau­da­ções em 55 lín­guas dife­ren­tes — entre as quais uma em por­tu­guês.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que a mis­são que pare­cia ser roti­nei­ra de trans­por­tar os cos­mo­nau­tas da NASA Nick Hague e o Rus­so Ale­xey Ovchi­nin a bor­do do fogue­tão Soyuz, teve pro­ble­mas. Uma falha nos pro­pul­so­res do fogue­tão obri­gou a uma ater­ra­gem de emer­gên­cia. Ape­nas minu­tos após lan­ça­men­to sur­gi­ram os pro­ble­mas téc­ni­cos devi­do à falha nos pro­pul­so­res. Ape­sar do sus­to, ambos os cos­mo­nau­tas encon­tram-se bem. De acor­do com o cor­res­pon­den­te da BBC Jonathan Amos, os cos­mo­nau­tas ter-se-ão aper­ce­bi­do que algo esta­va erra­do “por­que eles rela­ta­ram sen­tir-se sem peso quan­do deve­ri­am sen­tir-se empur­ra­dos para trás nos seus luga­res” pela ace­le­ra­ção.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­da a newe­lec­tro­nics de 8 de Outu­bro de 2018.

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Newsletter Nº179

Newsletter Nº179
News­let­ter Nº179

Faz hoje anos que nas­cia, em 1858, Mihaj­lo Pupin. Este Físi­co ame­ri­ca­no-sér­vio desen­vol­veu um meca­nis­mo de ampli­ar enor­me­men­te o alcan­ce da comu­ni­ca­ção tele­fó­ni­ca de lon­ga dis­tân­cia, colo­can­do bobi­nes de car­re­ga­men­to (de ara­me) em inter­va­los pre­de­ter­mi­na­dos ao lon­go do fio trans­mis­sor. Pupin tor­nou-se ins­tru­tor de físi­ca mate­má­ti­ca (1890) na Colum­bia Uni­ver­sity, em Nova York. Em 1986, ele des­co­briu que os áto­mos atin­gi­dos pelos rai­os X emi­tem radi­a­ção de rai­os X secun­dá­ria. Ele tam­bém inven­tou uma for­ma de tirar foto­gra­fi­as de raio X de cur­ta expo­si­ção. A Bell Telepho­ne Com­pany, em 1901, adqui­riu a paten­te de sua inven­ção para tele­fo­nia de lon­ga dis­tân­cia. Pupin ganhou um Pré­mio Pulit­zer (1924) pelo seu tra­ba­lho auto­bi­o­grá­fi­co, From Immi­grant to Inven­tor (1923).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1903, Cyril Stan­ley Smith. Este Meta­lúr­gi­co bri­tâ­ni­co-ame­ri­ca­no deter­mi­nou em 1943–44 as pro­pri­e­da­des e a tec­no­lo­gia do plu­tó­nio e do urâ­nio, os mate­ri­ais essen­ci­ais nas bom­bas ató­mi­cas que explo­di­ram pela pri­mei­ra vez em 1945. Smith já tinha então 15 anos de expe­ri­ên­cia como inves­ti­ga­dor meta­lúr­gi­co da Ame­ri­can Brass Co. ., duran­te o qual ele estu­dou pro­pri­e­da­des de ligas e sua micro-estru­tu­ra. Na Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele jun­tou-se ao Labo­ra­tó­rio Los Ala­mos no seu iní­cio (1943). As pro­pri­e­da­des e tec­no­lo­gia do plu­tó­nio tinham que ser con­du­zi­das com quan­ti­da­des extre­ma­men­te limi­ta­das de mate­ri­al dis­po­ní­vel. Smith e seu gru­po des­co­bri­ram que era úni­co, com cin­co for­mas alo­tró­pi­cas dife­ren­tes, com enor­mes dife­ren­ças de den­si­da­de entre elas.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1903, John Vin­cent Ata­na­soff. Este físi­co ame­ri­ca­no foi ofi­ci­al­men­te mas tar­di­a­men­te conhe­ci­do pelo desen­vol­vi­men­to do pri­mei­ro com­pu­ta­dor digi­tal elec­tró­ni­co. Cons­truí­do em 1937–42 na Uni­ver­si­da­de do Esta­do de Iowa por Ata­na­soff e um estu­dan­te de pós-gra­du­a­ção, Clif­ford Ber­ry, intro­du­ziu as idei­as de arit­mé­ti­ca biná­ria, memó­ria rege­ne­ra­ti­va e cir­cui­tos lógi­cos. Essas idei­as foram comu­ni­ca­das de Ata­na­soff a John Mau­chly, que as uti­li­zou no pro­jec­to do mais conhe­ci­do ENIAC, cons­truí­do e paten­te­a­do vári­os anos depois. Em 19 de outu­bro de 1973, um juiz fede­ral dos EUA assi­nou sua deci­são após um lon­go jul­ga­men­to no tri­bu­nal que decla­rou a paten­te do ENIAC invá­li­da e nome­ou Ata­na­soff como o inven­tor ori­gi­nal do com­pu­ta­dor digi­tal elec­tró­ni­co, o Ata­na­soff-Ber­ry Com­pu­ter ou ABC.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1916, Vitaly Ginz­burg. Este Físi­co sovié­ti­co e astro­fí­si­co ficou conhe­ci­do pela sua pes­qui­sa sobre a teo­ria da super­con­du­ti­vi­da­de e a teo­ria dos pro­ces­sos de alta ener­gia na astro­fí­si­ca, teo­ri­as da pro­pa­ga­ção de ondas elec­tro­mag­né­ti­cas em plas­mas, radi­o­as­tro­no­mia e a ori­gem dos rai­os cós­mi­cos. Ele aju­dou a desen­vol­ver a bom­ba de hidro­gé­nio sovié­ti­ca. Em 2003, Ginz­burg divi­diu o Pré­mio Nobel de Físi­ca (com Ale­xei A. Abri­ko­sov e Anthony J. Leg­gett) por “con­tri­bui­ções pio­nei­ras à teo­ria dos super-con­du­to­res e super-flui­dos.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1918, Keni­chi Fukui. Este Quí­mi­co japo­nês par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1981 com Roald Hoff­mann pela inves­ti­ga­ção dos meca­nis­mos das reac­ções quí­mi­cas. Em 1952, na Uni­ver­si­da­de de Kyo­to, Fukui intro­du­ziu sua “teo­ria de reac­ções orbi­tais de fron­tei­ra”. Ele propôs que a evo­lu­ção de uma reac­ção é deter­mi­na­do pela geo­me­tria e ener­gi­as rela­ti­vas de orbi­tais mole­cu­la­res de rea­gen­tes. A teo­ria expli­ca o ata­que elec­tro­lí­ti­co, por exem­plo, que ocor­re no áto­mo de car­bo­no com a mai­or den­si­da­de de elec­trões de fron­tei­ra (ener­gia mais alta). Em mea­dos da déca­da de 1960, Fukui e Hoff­mann des­co­bri­ram — qua­se simul­ta­ne­a­men­te e inde­pen­den­te­men­te um do outro — que as pro­pri­e­da­des de sime­tria dos orbi­tais de fron­tei­ra pode­ri­am expli­car cer­tos cur­sos de reac­ção que antes eram difí­ceis de enten­der.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1924, Mau­ri­ce Kar­naugh. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do na his­to­ria por ter cri­a­do os mapas de Kar­naugh. O mapa de Kar­naugh (KM ou K-map) é um méto­do de sim­pli­fi­ca­ção das expres­sões de álge­bra boo­le­a­na.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que exis­tem for­tes indí­ci­os que espiões chi­ne­ses con­se­gui­ram infil­trar-se em mais de 30 com­pa­nhi­as de tec­no­lo­gia nor­te-ame­ri­ca­nas atra­vés da colo­ca­ção de um chip nas mother­bo­ards dos ser­vi­do­res usa­dos por estas com­pa­nhi­as. As mother­bo­ards foram fabri­ca­das na chi­na pela Super­mi­cro e os chips foram implan­ta­dos em fabri­cas que for­ne­ci­am a Super­mi­cro. Pos­te­ri­or­men­te quan­do um ser­vi­dor era ins­ta­la­do e liga­do, o chip alte­ra­va o núcleo do sis­te­ma ope­ra­ti­vo para acei­tar modi­fi­ca­ções. O chip tam­bém pode­ria entrar em con­tac­to com com­pu­ta­do­res con­tro­la­dos pelos espiões em bus­ca de mais ordens e/ou códi­go mais recen­te.

Tam­bém esta sema­na a Wi-Fi Alli­an­ce intro­du­ziu o Wi-Fi 6. A Wi-Fi Alli­an­ce apre­sen­ta o Wi-Fi 6 como a desig­na­ção da indús­tria para pro­du­tos e redes que supor­tam a pró­xi­ma gera­ção de Wi-Fi®, com base na tec­no­lo­gia 802.11ax. O Wi-Fi 6 faz par­te de uma nova abor­da­gem de nomen­cla­tu­ra da Wi-Fi Alli­an­ce, que for­ne­ce aos uti­li­za­do­res uma desig­na­ção de fácil com­pre­en­são para a tec­no­lo­gia Wi-Fi supor­ta­da pelo seu dis­po­si­ti­vo e usa­da numa liga­ção que o dis­po­si­ti­vo faz com uma rede Wi-Fi. O novo sis­te­ma de nome­a­ção iden­ti­fi­ca as gera­ções de Wi-Fi por uma sequên­cia numé­ri­ca que cor­res­pon­de aos prin­ci­pais avan­ços no Wi-Fi. Os nomes de gera­ção podem ser usa­dos por for­ne­ce­do­res de pro­du­tos para iden­ti­fi­car a tec­no­lo­gia Wi-Fi mais recen­te que um dis­po­si­ti­vo supor­ta, por for­ne­ce­do­res de SO para iden­ti­fi­car a gera­ção de cone­xão Wi-Fi entre um dis­po­si­ti­vo e a rede e por pro­ve­do­res de ser­vi­ço para iden­ti­fi­car os recur­sos de uma rede Wi-Fi para seus cli­en­tes.

Tam­bém esta sema­na a NASA anun­ci­ou que vai pro­ce­der ao “Swit­ch” tem­po­rá­rio dos ‘Brains’ do rover Curi­o­sity. Enge­nhei­ros do Labo­ra­tó­rio de Pro­pul­são a Jato da NASA em Pasa­de­na, Cali­fór­nia, nes­ta sema­na, orde­na­ram que o rover Curi­o­sity da agên­cia mudas­se para seu segun­do com­pu­ta­dor. A tro­ca per­mi­ti­rá que os enge­nhei­ros façam um diag­nós­ti­co deta­lha­do de um pro­ble­ma téc­ni­co que impe­diu que o com­pu­ta­dor acti­vo do rover arma­ze­ne infor­ma­ção e alguns dados impor­tan­tes de enge­nha­ria des­de 15 de Setem­bro.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker.

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Newsletter Nº178

Newsletter Nº178
News­let­ter Nº178

Faz hoje anos que nas­cia, em 1818, Her­mann Kol­be. Este quí­mi­co ale­mão rea­li­zou a pri­mei­ra sín­te­se geral­men­te acei­te de um com­pos­to orgâ­ni­co a par­tir de mate­ri­ais inor­gâ­ni­cos. Enquan­to tra­ba­lha­va no seu dou­to­ra­do, ele tam­bém con­se­guiu pro­du­zir áci­do acé­ti­co a par­tir de com­pos­tos inor­gâ­ni­cos, o que, de acor­do com as dou­tri­nas do vita­lis­mo, era impos­sí­vel. Em 1859, ele con­se­guiu usar fenol e dió­xi­do de car­bo­no para pro­du­zir áci­do sali­cí­li­co, o que levou à pro­du­ção mais bara­ta de áci­do ace­til­sa­li­cí­li­co, ou aspi­ri­na. As duas reac­ções vie­ram a ser cha­ma­das de sín­te­se de Kol­be.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1849, Ivan Pavlov. Este Fisi­o­lo­gis­ta rus­so foi agra­ci­a­do com o Pré­mio Nobel de 1904 em Fisi­o­lo­gia ou Medi­ci­na. Ele foi o pio­nei­ro da inves­ti­ga­ção que ele desig­nou de “refle­xo con­di­ci­o­na­do”. Na expe­ri­ên­cia que o tor­nou famo­so, ele trei­nou um cachor­ro famin­to para asso­ci­ar o som de um sino ao rece­ber comi­da. Depois dis­so, o cachor­ro sali­va­ria ao ouvir o sino sozi­nho. Este tra­ba­lho come­çou como um mero estu­do da diges­tão, com uma série de expe­ri­ên­ci­as em cães para inves­ti­gar como as secre­ções diges­ti­vas são regu­la­das. Ele iden­ti­fi­cou três estí­mu­los que cau­sa­ram cães a come­çar a sali­var: ver, chei­rar ou sabo­re­ar comi­da. Ele per­ce­beu que a diges­tão é par­ci­al­men­te con­tro­la­da por estí­mu­los sen­so­ri­ais. Em 1903, Pavlov publi­cou seus resul­ta­dos sobre essa apren­di­za­gem — “refle­xo con­di­ci­o­na­do” (em opo­si­ção a um refle­xo ina­to, como uma reac­ção à dor).

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1918, Mar­tin Ryle. Este radi­o­as­tro­no­mo inglês tra­ba­lhou no radar para a defe­sa bri­tâ­ni­ca em tem­po de guer­ra. Após a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele tor­nou-se um líder no desen­vol­vi­men­to da radi­o­as­tro­no­mia, pro­jec­tan­do sis­te­mas de radi­o­te­les­có­pi­os revo­lu­ci­o­ná­ri­os para usar na loca­li­za­ção pre­ci­sa de fon­tes de rádio fra­cas. Com a sua téc­ni­ca de sín­te­se de aber­tu­ra de inter­fe­ro­me­tria, ele e sua equi­pa loca­li­za­ram regiões de emis­são de rádio no sol e iden­ti­fi­ca­ram outras fon­tes de rádio para que pudes­sem ser estu­da­das sob luz visí­vel. Ryle obser­vou as galá­xi­as mais dis­tan­tes conhe­ci­das do uni­ver­so. Os seus catá­lo­gos de fon­tes de rádio 1C-5C de Cam­brid­ge leva­ram à des­co­ber­ta de nume­ro­sas galá­xi­as de rádio e qua­sa­res. Pela sua téc­ni­ca de sín­te­se de aber­tu­ra, Ryle divi­diu o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1974 (com Antony Hewish), o pri­mei­ro reco­nhe­ci­men­to de pes­qui­sa astro­nó­mi­ca.

Nes­ta sema­na que pas­sou os dois pri­mei­ros rovers trans­por­ta­dos pela nave Haya­bu­sa 2 ope­ra­da pela agên­cia japo­ne­sa JAXA come­ça­ram a explo­rar a super­fí­cie do aste­rói­de 162173 Ryu­gu. Este aste­rói­de tem apro­xi­ma­da­men­te 1 km de diâ­me­tro. Os rovers 1A e 1B cada um com cer­ca de um 1 Kg come­ça­ram a envi­ar ima­gens da super­fí­cie do aste­rói­de cap­ta­das a par­tir das suas câma­ras espe­ci­ais. Este aste­rói­de pen­sa-se que seja uma relí­quia rema­nes­cen­te dos pri­mei­ros dias do nos­so Sis­te­ma Solar, o seu estu­do pode­rá escla­re­cer a ori­gem e a evo­lu­ção do nos­so pró­prio pla­ne­ta.

Tam­bém esta sema­na a MHI Ves­tas apre­sen­tou o seu sis­te­ma eóli­co V164. Sen­do uma pla­ta­for­ma colo­ca­da no mar os núme­ros são impres­si­o­nan­tes. Tem um rotor com o diâ­me­tro de 164 metros e pás de 80 metros, pesan­do cada uma 35 tone­la­das. Uma tur­bi­na tem a capa­ci­da­de de ali­men­tar cer­ca de 5,977 casas ale­mãs.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São apre­sen­ta­das as revis­tas Mag­Pi nº74 e a newe­lec­tro­nics de 25 de Setem­bro.

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Newsletter Nº177

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Faz hoje anos que nas­cia, em 1842, James Dewar. Este Quí­mi­co e físi­co esco­cês redu­ziu a linha que sepa­ra a físi­ca da quí­mi­ca e avan­çou a fron­tei­ra de pes­qui­sa em vári­os cam­pos na mudan­ça do sécu­lo XX. Ele deu pales­tras e seu estu­do de fenó­me­nos de bai­xa tem­pe­ra­tu­ra impli­ca­va fazer o fras­co de Dewar, um fras­co iso­lan­te de pare­de dupla de seu pró­prio dese­nho, cri­an­do um vácuo entre as duas cama­das pra­te­a­das de aço ou vidro (1892), o que levou à cri­a­ção da Gar­ra­fa tér­mi­ca domés­ti­ca. Em Junho de 1897, o The Sci­en­ti­fic Ame­ri­can infor­mou que “Dewar aca­ba de liqui­di­fi­car o flúor a uma tem­pe­ra­tu­ra de -185 ºC”. Ele obte­ve hidro­gé­nio líqui­do em 1898. Dewar tam­bém inven­tou cor­di­te, a pri­mei­ra pól­vo­ra sem fumo.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que os cien­tis­ta iden­ti­fi­ca­ram três cau­sas para o des­vio do eixo de rota­ção da Ter­ra. A Ter­ra não é uma esfe­ra per­fei­ta. Quan­do gira no seu eixo de rota­ção — uma linha ima­gi­ná­ria que pas­sa pelos pólos nor­te e sul — ele osci­la e des­via-se. Estes movi­men­tos do eixo de rota­ção são cien­ti­fi­ca­men­te refe­ri­dos como “movi­men­to polar”. As medi­ções para o sécu­lo XX mos­tram que o eixo de rota­ção se des­lo­ca cer­ca de 10 cen­tí­me­tros por ano. Ao lon­go de um sécu­lo, isto é mais de 10 metros. Uti­li­zan­do dados obser­va­dos e base­a­dos em mode­los que abran­gem todo o sécu­lo XX, os cien­tis­tas da NASA iden­ti­fi­ca­ram pela pri­mei­ra vez três pro­ces­sos ampla­men­te cate­go­ri­za­dos como res­pon­sá­veis por esse des­vio — a per­da de mas­sa con­tem­po­râ­nea na Gro­en­lân­dia, a recu­pe­ra­ção gla­ci­al e a con­vec­ção do man­to.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis. São apre­sen­ta­das as revis­tas hacks­pa­ce nº11 e a revis­ta Hel­lo World nº6.

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Newsletter Nº176

Newsletter Nº176
News­let­ter Nº176

Faz hoje anos que nas­cia, em 1755, Oli­ver Evans. Este fabri­can­tes de moi­nhos e inven­tor ame­ri­ca­no pro­jec­tou o pri­mei­ro moi­nho auto­má­ti­co de milho, foi pio­nei­ro do motor a vapor de alta pres­são e cri­ou a pri­mei­ra linha de pro­du­ção con­tí­nua (1784). Por vol­ta dos 19 anos, ele inven­tou uma máqui­na para dobrar e cor­tar os fios em pen­tes para car­da­gem têx­til. As suas idei­as para um moi­nho de milho auto­má­ti­co come­ça­ram em 1782, mas o desen­vol­vi­men­to da inven­ção não foi con­cluí­do até 1790. O enge­nho­so moi­nho usou ele­va­do­res de bal­de para fazer subir o grão, trans­por­tan­do dis­po­si­ti­vos incluin­do um trans­por­ta­dor de para­fu­so hori­zon­tal e um funil para arre­fe­cer e secar a refei­ção antes de jun­tá-lo numa tre­mo­nha que ali­men­ta o cilin­dro de apa­ra­fu­sa­men­to. Jun­tos, isto levou tri­go e entre­gou fari­nha emba­la­da em bar­ris.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1873, Cons­tan­tin Carathéo­dory. Este Mate­má­ti­co ale­mão de ori­gem gre­ga fez impor­tan­tes con­tri­bui­ções para a teo­ria das fun­ções reais e para a teo­ria da medi­da do pon­to. Ele demons­trou que o cál­cu­lo das vari­a­ções (a teo­ria dos máxi­mos e míni­mos nas cur­vas) pode­ria ser apli­ca­do não ape­nas para sua­vi­zar as cur­vas, mas tam­bém para as cur­vas. Ele tam­bém con­tri­buiu para a ter­mo­di­nâ­mi­ca e aju­dou a desen­vol­ver a teo­ria da rela­ti­vi­da­de espe­ci­al de Eins­tein.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1885, Wilhelm Blas­ch­ke. Este Mate­má­ti­co ale­mão con­tri­buiu de for­ma mui­to rele­van­te para a geo­me­tria no que diz res­pei­to à cine­má­ti­ca e à geo­me­tria dife­ren­ci­al. O mape­a­men­to ciné­ti­co (impor­tan­te pos­te­ri­or­men­te nos fun­da­men­tos axi­o­má­ti­cos de vári­as geo­me­tri­as) foi por ele des­co­ber­to e esta­be­le­ceu-o como uma fer­ra­men­ta na cine­má­ti­ca. Ele tam­bém ini­ci­ou a geo­me­tria dife­ren­ci­al topo­ló­gi­ca (o estu­do de mape­a­men­tos inva­ri­a­vel­men­te dife­ren­ci­a­dos).

Faz tam­bém anos que nas­cia, em 1886, Robert Robin­son. Este Quí­mi­co inglês rece­beu o Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1947 pela sua pes­qui­sa numa ampla gama de com­pos­tos orgâ­ni­cos, nome­a­da­men­te alca­loi­des (com­ple­xos com­pos­tos natu­rais que con­têm nitro­gé­nio e que podem ter efei­tos pro­fun­dos nos seres vivos). Nas suas pri­mei­ras pes­qui­sas, ele estu­dou pig­men­tos de plan­tas e anto­ci­a­ni­nas e fla­vo­nas sin­te­ti­za­das. Mais tar­de, tra­ba­lhan­do com alca­loi­des, ele des­co­briu as estru­tu­ras da mor­fi­na (1925) e estric­ni­na (1946).

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1912, Hora­ce W. Bab­cock. Este astró­no­mo ame­ri­ca­no era filho de Harold Bab­cock. Tra­ba­lhan­do jun­tos, eles foram os pri­mei­ros a medir a dis­tri­bui­ção de cam­pos mag­né­ti­cos sobre a super­fí­cie do sol. Hora­ce inven­tou e cons­truiu mui­tos ins­tru­men­tos astro­nó­mi­cos, incluin­do um meca­nis­mo de medi­ção que pro­du­zia exce­len­tes matriz de difrac­ção, o mag­ne­tó­gra­fo solar e micro­fo­tó­me­tros, ori­en­ta­do­res auto­má­ti­cos e medi­do­res de expo­si­ção para os teles­có­pi­os de 100 e 200 pole­ga­das. Ao com­bi­nar o seu ana­li­sa­dor pola­ri­za­dor com o espec­tró­gra­fo, ele des­co­briu cam­pos mag­né­ti­cos nou­tras estre­las. Ele desen­vol­veu mode­los impor­tan­tes de man­chas sola­res e seu mag­ne­tis­mo, e foi o pri­mei­ro a pro­por ópti­ca adap­ta­ti­va (1953).

Esta sema­na ficá­mos a saber que a Inte­li­gên­cia Arti­fi­ci­al aju­dou a Encon­trar Novas ondas de Rádio vin­da do espa­ço lon­gi­cuo. Algo­rit­mos de ML apli­ca­dos a dados do Teles­có­pio Gre­en Bank encon­tram novos pul­sos da mis­te­ri­o­sa fon­te de rádio FRB 121102. Estes 72 sinais de rádio podem ser de civi­li­za­ções extra­ter­res­tres. Esta infor­ma­ção foi loca­li­za­da após uma ana­li­se de um gran­de volu­me de dados de cer­ca de 400 teraby­tes rela­ti­vos a ondas de rádio emi­ti­das a par­tir de uma galá­xia anã a cer­ca de 3000 milhões de anos-luz da Ter­ra.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a conhe­cer o pro­jec­to Vera da Vol­vo Trucks. Esta nova solu­ção de trans­por­te con­sis­te em veí­cu­los comer­ci­ais eléc­tri­cos autó­no­mos que podem con­tri­buir para um trans­por­te mais efi­ci­en­te, segu­ro e lim­po. O obje­ti­vo de lon­go pra­zo é ofe­re­cer às empre­sas que pre­ci­sam de ser­vi­ços de trans­por­te con­tí­nu­os entre hubs fixos um com­ple­men­to às ofer­tas de hoje. A ope­ra­ção é fei­ta por veí­cu­los eléc­tri­cos autó­no­mos liga­dos a um ser­vi­ço de cloud e a um cen­tro de con­tro­le de trans­por­te. Os veí­cu­los são equi­pa­dos com sofis­ti­ca­dos sis­te­mas de con­du­ção autó­no­ma. Eles são pro­jec­ta­dos para loca­li­zar sua posi­ção atu­al em cen­tí­me­tros, moni­to­ri­zar deta­lha­da­men­te e ana­li­sar o que está a acon­te­cer com outros veí­cu­los da estra­da e, em segui­da, res­pon­der com alta pre­ci­são.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 12 de Setem­bro.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.