Newsletter Nº222

Newsletter Nº222
News­let­ter Nº222

Faz hoje anos que nas­cia, em 1885, Geor­ge de Hevesy. Este quí­mi­co hún­ga­ro-dina­marquês-sue­co rece­beu o Pré­mio Nobel de 1943 por desen­vol­ver téc­ni­cas de tra­ça­dor iso­tó­pi­co que per­mi­ti­ram enten­der os cami­nhos quí­mi­cos dos pro­ces­sos da vida. Por exem­plo, um isó­to­po radi­o­ac­ti­vo de fós­fo­ro, pre­pa­ra­do em solu­ções de fos­fa­to de sódio pode ser injec­ta­do em ani­mais e huma­nos, e amos­tras de san­gue são ana­li­sa­das. Isto mos­tra que o con­teú­do de fós­fo­ro radi­o­ac­ti­vo no san­gue huma­no cai depois de ape­nas 2 horas para ape­nas 2% de sua quan­ti­da­de ori­gi­nal, à medi­da que muda de lugar com os áto­mos de fós­fo­ro den­tro dos teci­dos, órgãos e esque­le­to. Ele tam­bém des­co­briu, com Dirk Cos­ter, o ele­men­to haf­nium (1923).

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1889, Wal­ter Ger­la­ch. Este físi­co ale­mão ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho com Otto Stern sobre as de-fle­xões de áto­mos em um cam­po mag­né­ti­co não homo­gé­neo. A expe­ri­ên­cia Stern-Ger­la­ch é uma demons­tra­ção da ori­en­ta­ção espa­ci­al res­tri­ta de par­tí­cu­las ató­mi­cas e suba­tó­mi­cas com pola­ri­da­de mag­né­ti­ca, rea­li­za­da no iní­cio da déca­da de 1920 pelos físi­cos ale­mães Otto Stern e Walther Ger­la­ch. Na expe­ri­ên­cia, um fei­xe de áto­mos de pra­ta neu­tros foi direc­ci­o­na­do atra­vés de um con­jun­to de fen­das ali­nha­das, depois atra­vés de um cam­po mag­né­ti­co não uni­for­me (não homo­gé­neo).

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1924, Geor­ges Char­pak. Este Físi­co pola­co-fran­cês rece­beu o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1992 pela sua inven­ção e desen­vol­vi­men­to de detec­to­res de par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas, em par­ti­cu­lar a câma­ra pro­por­ci­o­nal mul­ti-filar, um avan­ço na téc­ni­ca para explo­rar as par­tes mais inter­nas da maté­ria. Como os físi­cos de par­tí­cu­las têm foca­do o seu inte­res­se em inte­rac­ções de par­tí­cu­las mui­to raras, que fre­quen­te­men­te reve­lam os segre­dos das par­tes inter­nas da maté­ria, às vezes ape­nas uma inte­rac­ção de par­tí­cu­las em um bilião é a úni­ca pes­qui­sa­da. Char­pak subs­ti­tuiu ago­ra méto­dos foto­grá­fi­cos ina­de­qua­dos por elec­tró­ni­cos moder­nos que liga­vam o detec­tor direc­ta­men­te a um com­pu­ta­dor.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1945, Dou­glas Oshe­roff. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no par­ti­lhou com David M. Lee e Robert Richard­son) o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1996 pela des­co­ber­ta da super-flui­dez no isó­to­po hélio‑3. Quan­do o hélio é redu­zi­do na tem­pe­ra­tu­ra em direc­ção ao qua­se zero abso­lu­to, ocor­re uma estra­nha tran­si­ção de fase, e o hélio toma a for­ma de um super­flui­do. Os áto­mos tinham até esse pon­to movi­do-se com velo­ci­da­des e direc­ções ale­a­tó­ri­as. Mas como um super­flui­do, os áto­mos pas­sam a mover-se de for­ma coor­de­na­da.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Fujit­si man­tém em ple­no fun­ci­o­na­men­to um com­pu­ta­dor fei­to em 1959. Um téc­ni­co — Tadao Hama­da — de 49 anos asse­gu­ra o seu fun­ci­o­na­men­to. Ele acre­di­ta que man­ter a ope­ra­ci­o­na­li­da­de his­tó­ri­ca do FACOM128B aju­da­rá a levar a heran­ça tec­no­ló­gi­ca do Japão à pos­te­ri­da­de. O com­pu­ta­dor, que pesa três tone­la­das, faz baru­lhos rui­do­sos cada vez que faz um cál­cu­lo abrin­do e fechan­do inter­rup­to­res usan­do um elec­tro-íman. O mode­lo FACOM128B, desen­vol­vi­do pela Fujit­su em 1959 como um com­pu­ta­dor pio­nei­ro fabri­ca­do no Japão para com­pe­tir com a Inter­na­ti­o­nal Busi­ness Machi­nes Corp. nos Esta­dos Uni­dos, adop­tou a tec­no­lo­gia de retrans­mis­são usa­da no núcleo das cen­trais tele­fó­ni­cas.

Tam­bém esta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Intel lan­çou a pri­mei­ra 10ª gera­ção de pro­ces­sa­do­res Intel Core. Estes novos pro­ces­sa­do­res da 10ª Gera­ção Intel Core mudam o para­dig­ma do que sig­ni­fi­ca entre­gar lide­ran­ça em pla­ta­for­mas de PC móvel. Com IA em lar­ga esca­la pela pri­mei­ra vez em PCs, uma arqui­tec­tu­ra grá­fi­ca total­men­te nova, o melhor da clas­se Wi-Fi 6 (Gig +) e Thun­der­bolt 3 — todos inte­gra­dos no SoC, gra­ças à tec­no­lo­gia de pro­ces­so de 10 nm da Intel.

Ain­da esta sema­na que pas­sou um gru­po de inves­ti­ga­do­res publi­cou um arti­go onde des­cre­ve len­tes de con­tac­to que podem mudar o foco e a ampli­a­ção quan­do se pis­ca os olhos. Há duas par­tes na nova len­te de con­tac­to, a pri­mei­ra é a pró­pria len­te, que imi­ta como a len­te no olho huma­no fun­ci­o­na. Em vez de teci­do orgâ­ni­co, é fei­to de cama­das de fil­mes de polí­me­ros elás­ti­cos que alte­ram sua estru­tu­ra quan­do uma cor­ren­te eléc­tri­ca é apli­ca­da. Nes­se caso, os fios for­ne­cem elec­tri­ci­da­de de uma fon­te de ener­gia exter­na, o que faz com que as cama­das se expan­dam, redu­zin­do a espes­su­ra da len­te ou con­train­do, o que tem o efei­to opos­to.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São tam­bém apre­sen­ta­dos um con­jun­to de livros escri­tos por James M. Fio­re sobre elec­tró­ni­ca.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.