Newsletter Nº221

Newsletter Nº221
News­let­ter Nº221

Faz hoje anos que nas­cia, em 1857, Frank J. Spra­gue. Este enge­nhei­ro ame­ri­ca­no, inven­tor foi pio­nei­ro no trans­por­te fer­ro­viá­rio eléc­tri­co. Ele come­çou a sua car­rei­ra no mar na Mari­nha dos EUA (1878). Mais tar­de, ele tra­ba­lhou no Bro­o­klyn Navy Yard fazen­do pla­nos para lâm­pa­das eléc­tri­cas incan­des­cen­tes em navi­os da Mari­nha, o que levou a jun­tar-se a Edi­son em Men­lo Park (1883) Ele for­mou a Spra­gue Elec­tric Railway Motor Com­pany em 1884, e ficou conhe­ci­do como “o pai de trac­ção fer­ro­viá­ria eléc­tri­ca. ” quan­do ele ins­ta­lou o pri­mei­ro sis­te­ma de car­ri­nho eléc­tri­co ame­ri­ca­no (Rich­mond, Va., 1887). Edi­son assu­miu esta empre­sa em 1892. Spra­gue ganhou mui­tas paten­tes, mui­tas para apli­ca­ções fer­ro­viá­ri­as e diver­sas idei­as, como tor­ra­dei­ras eléc­tri­cas, sinais eléc­tri­cos, ele­va­do­res eléc­tri­cos e arma­men­to naval.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1874, Ser­gey Lebe­dev. Este quí­mi­co rus­so desen­vol­veu um méto­do para pro­du­ção indus­tri­al de bor­ra­cha sin­té­ti­ca. Em 1910, enquan­to pes­qui­sa­va pro­ces­sos pelos quais peque­nas molé­cu­las com­bi­na­vam-se para for­mar gran­des, Lebe­dev fez uma bor­ra­cha elás­ti­ca pela poli­me­ri­za­ção do buta­di­e­no (CH2CH-CHCH2), que ele obte­ve do álco­ol etí­li­co. A pro­du­ção de poli­bu­ta­di­e­no na União Sovié­ti­ca usan­do o pro­ces­so de Lebe­dev foi ini­ci­a­da em 1932–33, usan­do bata­tas e cal­cá­rio como maté­ria-pri­ma. Em 1940, a União Sovié­ti­ca tinha a mai­or indús­tria de bor­ra­cha sin­té­ti­ca do mun­do, pro­du­zin­do mais de 50.000 tone­la­das por ano. Duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, o seu pro­ces­so de obten­ção de buta­di­e­no a par­tir do álco­ol etí­li­co tam­bém foi usa­do pela indús­tria ale­mã de bor­ra­cha.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1920, Rosa­lind Fran­klin. Esta quí­mi­ca, físi­ca ingle­sa e cris­ta­ló­gra­fa de raios‑X con­tri­buiu para a des­co­ber­ta da estru­tu­ra mole­cu­lar do áci­do deso­xir­ri­bo­nu­clei­co (DNA), um cons­ti­tuin­te dos cro­mos­so­mas que ser­ve para codi­fi­car a infor­ma­ção gené­ti­ca. Come­çan­do em 1951, ela fez foto­gra­fi­as cui­da­do­sas de difrac­ção de rai­os X do DNA, levando‑a a sus­pei­tar da for­ma heli­coi­dal da molé­cu­la, pelo menos nas con­di­ções que ela tinha usa­do. Quan­do James Wat­son viu suas foto­gra­fi­as, ele con­fir­mou a for­ma de dupla héli­ce que ele e Fran­cis Crick publi­ca­ram. Ela nun­ca rece­beu o reco­nhe­ci­men­to que mere­cia por seu tra­ba­lho inde­pen­den­te.

Nes­ta sema­na que pas­sou come­mo­rou-se o 50.o ani­ver­sá­rio da ida do Homem à Lua. Uma das figu­ras mais impor­tan­tes para que pudes­se ser con­cre­ti­za­do esse objec­ti­vo foi Mar­ga­ret Hamil­ton. Esta enge­nhei­ra de soft­ware foi a pes­soa res­pon­sá­vel pela equi­pa que desen­vol­veu soft­ware de voo on-board para o pro­gra­ma espa­ci­al Apol­lo da NASA incluin­do o da Apol­lo 11 que ater­rou na Lua. Em seu tri­bu­to a Goo­gle desen­vol­veu um soft­ware que repo­si­ci­o­nou os mais de 107.000 espe­lhos no Ivan­pah Solar Faci­lity, no deser­to de Moja­ve, para reflec­tir a luz da Lua, em vez do Sol, como os espe­lhos cos­tu­mam fazer. O resul­ta­do é um retra­to de 1,4 qui­ló­me­tros qua­dra­dos de Mar­ga­ret, mai­or do que o Cen­tral Park de Nova York.

Tam­bém esta sema­na, e após uma ten­ta­ti­va falha­da, a nave Chandrayaan‑2 de fabri­co Indi­a­no, foi lan­ça­da da Ter­ra em direc­ção à Lua. Com 3840 kg, a nave faz par­te do objec­ti­vo da India de desen­vol­ver e demons­trar as prin­ci­pais tec­no­lo­gi­as para a capa­ci­da­de de mis­são lunar pon­ta-a-pon­ta, incluin­do pou­so sua­ve e movi­men­ta­ção na super­fí­cie lunar. Esta mis­são visa expan­dir ain­da mais o nos­so conhe­ci­men­to sobre a Lua atra­vés de um estu­do deta­lha­do da sua topo­gra­fia, mine­ra­lo­gia, com­po­si­ção quí­mi­ca da super­fí­cie, carac­te­rís­ti­cas ter­mo-físi­cas e atmos­fe­ra levan­do a uma melhor com­pre­en­são da ori­gem e evo­lu­ção da mes­ma.

Esta sema­na que pas­sou tam­bém a esta­ção espa­ci­al chi­ne­sa Tiangong‑2 final­men­te des­pe­nhou-se na Ter­ra. Depois de orbi­tar a Ter­ra 16.209 vezes, ela ardeu em cha­mas na reen­tra­da na atmos­fe­ra ter­res­tre. O labo­ra­tó­rio espa­ci­al da Chi­na, Tiangong‑2, reen­trou na atmos­fe­ra da Ter­ra sob con­tro­le na noi­te de sex­ta-fei­ra pas­sa­da, com uma peque­na quan­ti­da­de de des­tro­ços cain­do na área marí­ti­ma pre­de­ter­mi­na­da do Pací­fi­co Sul, infor­mou a Agên­cia Espa­ci­al Chi­ne­sa.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da tam­bém a revis­ta Mag­PI Nº84 de Agos­to e a revis­ta newe­lec­tro­nics de 23 Julho.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.