Newsletter Nº183

Newsletter Nº183
News­let­ter Nº183

Faz hoje anos que nas­cia, em 1863, [Geor­ge Parker](https://en.wikipedia.org/wiki/George_Safford_Parker). Este Inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no aper­fei­ço­ou a cane­ta-tin­tei­ro e fun­dou a Par­ker Pen Com­pany para fabri­cá-la. Ele come­çou numa car­rei­ra docen­te que o intro­du­ziu na fal­ta de fia­bi­li­da­de das cane­tas usa­das pelos seus alu­nos. Atra­vés da ven­da e repa­ra­ção delas, ele apren­deu sobre sua cons­tru­ção. Dei­xou de ensi­nar em 1888 para expe­ri­men­tar seu pró­prio pro­je­to. Em 8 de mar­ço de 1892, ele incor­po­rou a Par­ker Pen Com­pany. Pos­te­ri­or­men­te, ele paten­te­ou mui­tas melho­ri­as e foi par­ti­cu­lar­men­te bem-suce­di­do na cri­a­ção de um sis­te­ma fiá­vel de flu­xo de tin­ta.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1879, [Oskar Barnack](https://en.wikipedia.org/wiki/Oskar_Barnack). Este enge­nhei­ro ale­mão pro­je­tou a pri­mei­ra câma­ra mini­a­tu­ra (1913), a Lei­ca I. A sua intro­du­ção comer­ci­al, adi­a­da pela pri­mei­ra guer­ra mun­di­al, foi fei­ta em 1924 pela empre­sa de óti­ca Ernst Leitz em Wetz­lar, Ale­ma­nha, onde ele esta­va empre­ga­do. Bar­nack era um fotó­gra­fo entu­si­as­ta numa altu­ra em que ape­nas as câma­ras pesa­das esta­vam dis­po­ní­veis. No iní­cio de 1905, ele con­ce­beu usan­do um nega­ti­vo de for­ma­to redu­zi­do, para ser ampli­a­do após a expo­si­ção. Ele adap­tou sua ideia do equi­pa­men­to que ele fez para tirar fotos em fil­mes cine­ma­to­grá­fi­cos para tes­tar a sua sen­si­bi­li­da­de e con­sis­tên­cia antes do uso do fil­me. Para esta câma­ra, Bar­nack esta­be­le­ceu o tama­nho padrão de fil­me de 35 mm ao dobrar o qua­dro de cine­ma padrão de 18x24mm. A sua inven­ção tinha ape­nas 1/250 do peso de uma câma­ra de pla­ca.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1911, [Donald Wil­li­am Kerst](https://en.wikipedia.org/wiki/Donald_William_Kerst). Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou o beta­tron (1940), o pri­mei­ro dis­po­si­ti­vo para ace­le­rar elec­trões (“par­tí­cu­las beta”) a velo­ci­da­des altas o sufi­ci­en­te para ter um momen­to sufi­ci­en­te para pro­du­zir trans­for­ma­ções nucle­a­res em áto­mos. Os elec­trões são ace­le­ra­dos por indu­ção ele­tro­mag­né­ti­ca num anel em for­ma de donut (toroi­dal) do qual o ar foi remo­vi­do. Este tipo de ace­le­ra­dor de par­tí­cu­las pode pro­du­zir elec­trões de alta ener­gia até 340 MeV para fins de pes­qui­sa, incluin­do a pro­du­ção de rai­os X de alta ener­gia. Para tais velo­ci­da­des altas, o cam­po mag­né­ti­co é aumen­ta­do para coin­ci­dir com o aumen­to rela­ti­vís­ti­co na mas­sa das par­tí­cu­las. Duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, Kerst tra­ba­lhou em Los Ala­mos em um pro­jec­to de bom­ba ató­mi­ca. Ele com­ple­tou o mai­or beta­tron em 1950, na Uni­ver­si­da­de de Illi­nois.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1950. [Robert B. Laughlin](https://en.wikipedia.org/wiki/Robert_B._Laughlin). Este Físi­co nor­te-ame­ri­ca­no par­ti­lhou (com Dani­el C. Tsui e Horst Stör­mer) o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1998 pela pes­qui­sa sobre o efei­to quân­ti­co de Hall fra­ci­o­ná­rio. Num con­du­tor de cor­ren­te, o efei­to Hall clás­si­co é a vol­ta­gem pro­du­zi­da em ângu­lo rec­to com um cam­po mag­né­ti­co, como des­co­ber­to em 1879. Um sécu­lo depois, o físi­co ale­mão Klaus von Klit­zing des­co­briu que num pode­ro­so cam­po mag­né­ti­co a tem­pe­ra­tu­ras extre­ma­men­te bai­xas a resis­tên­cia Hall de um semi­con­du­tor é quan­ti­fi­ca­da em “pas­sos” inte­grais. Usan­do cam­pos mag­né­ti­cos ain­da mais for­tes e tem­pe­ra­tu­ras mais bai­xas, Stör­mer e Tsui des­co­bri­ram eta­pas fra­ci­o­na­ri­as, expli­ca­das pela teo­ria de Laugh­lin de que os elec­trões podem for­mar um novo tipo de flui­do quân­ti­co com qua­si-par­tí­cu­las con­ten­do frac­ções de uma car­ga do elec­trão.

Nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­do o Fedo­ra 29. Den­tro de 1 sema­na fará 15 anos des­de que foi lan­ça­do o Fedo­ra 1. Esta nova ver­são do Fedo­ra foi pre­pa­ra­da para dife­ren­tes ambi­en­tes como o “core”, Works­ta­ti­on, Ser­ver, Ato­mic Host, etc. Em ter­mos de novi­da­des esta ver­são trás como prin­ci­pio a sua modu­la­ri­da­de que per­mi­te envi­ar dife­ren­tes ver­sões de paco­tes na mes­ma base do Fedo­ra. Outras gran­des mudan­ças inclu­em o GNOME 3.30 na área de tra­ba­lho, o ZRAM para as ima­gens ARM e uma ima­gem Vagrant para o Fedo­ra Sci­en­ti­fic.

Nes­ta sema­na que pas­sou tam­bém ficá­mos a saber que a NASA desac­ti­vou o teles­có­pio espa­ci­al Kepler. Depois de nove anos no espa­ço pro­fun­do obten­do dados que indi­cam que o nos­so céu será pre­en­chi­do com biliões de pla­ne­tas ocul­tos — mais pla­ne­tas até que estre­las — o teles­có­pio espa­ci­al Kepler da NASA ficou sem com­bus­tí­vel neces­sá­rio para outras ope­ra­ções cien­tí­fi­cas. A NASA deci­diu apo­sen­tar a son­da den­tro de sua órbi­ta actu­al e segu­ra, lon­ge da Ter­ra. Kepler dei­xa um lega­do de mais de 2.600 des­co­ber­tas de pla­ne­tas de fora do nos­so sis­te­ma solar, mui­tas das quais pode­ri­am ser luga­res pro­mis­so­res para a vida.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. São apre­sen­ta­das as newe­lec­tro­nics de 22 e 23 de Outu­bro de 2018.

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Newsletter Nº182

Newsletter Nº182
News­let­ter Nº182

Faz hoje anos que nas­cia, em 1790, Robert Stir­ling. Este inven­tor esco­cês ficou conhe­ci­do pela inven­ção do motor de ciclo Stir­ling. Os seus prin­cí­pi­os foram incluí­dos na sua pri­mei­ra paten­te bri­tâ­ni­ca, No. 4081 (1816), a que ele cha­mou de eco­no­mi­za­dor de calor, enquan­to des­cre­via méto­dos de rege­ne­rar o calor do esca­pa­men­to de vol­ta para os gases de entra­da. Ele con­ti­nu­ou a refi­nar sua ideia duran­te anos na sua ofi­ci­na domés­ti­ca ao lon­go do seu tem­po livre. O pri­mei­ro motor prá­ti­co de Stir­ling gerou cer­ca de 2 cava­los de potên­cia, pas­san­do dois anos bom­be­an­do água para fora de uma pedrei­ra. Em 1843, ele tinha um motor a vapor modi­fi­ca­do que pro­du­zia 37 cava­los de potên­cia. Ele foi aju­da­do na pre­pa­ra­ção de novas paten­tes por seu irmão James, um enge­nhei­ro mecâ­ni­co que geria uma fun­di­ção onde o motor era fabri­ca­do. Robert tam­bém fez ins­tru­men­tos cien­tí­fi­cos.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1910, Wil­li­am Higin­botham. Este Físi­co nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do por ter inven­ta­do o pri­mei­ro vide­o­jo­go, Ten­nis for Two, como entre­te­ni­men­to para o dia de visi­tan­tes de 1958 no Bro­okha­ven Nati­o­nal Labo­ra­tory. Ele usa­va um peque­no com­pu­ta­dor ana­ló­gi­co com dez ampli­fi­ca­do­res ope­ra­ci­o­nais liga­dos dire­ta­men­te e mos­tra­va uma visão late­ral do vôo cur­vo da bola de ténis num osci­los­có­pio de ape­nas cin­co pole­ga­das de diâ­me­tro. Cada joga­dor tinha um botão de con­tro­le e um botão. No final da Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele tor­nou-se líder do gru­po de ele­tró­ni­ca em Los Ala­mos, Novo Méxi­co, onde a bom­ba nucle­ar foi desen­vol­vi­da.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1928, Peter Naur. Este dina­marquês é um pio­nei­ro da ciên­cia da com­pu­ta­ção e ven­ce­dor do pré­mio Turing. Seu sobre­no­me é o “N” na nota­ção BNF (for­ma Bac­kus – Naur), usa­do na des­cri­ção da sin­ta­xe para a mai­o­ria das lin­gua­gens de pro­gra­ma­ção. Ele con­tri­buiu para a cri­a­ção da lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção ALGOL 60. As suas prin­ci­pais áre­as de pes­qui­sa foram design, estru­tu­ra e desem­pe­nho de pro­gra­mas de com­pu­ta­dor e algo­rit­mos. Áre­as como enge­nha­ria de soft­ware e arqui­te­tu­ra de soft­ware tam­bém foram pio­nei­ras na Naur. No seu livro Com­pu­ting: A Human Acti­vity (1992), que é uma cole­ção das suas con­tri­bui­ções para a ciên­cia da com­pu­ta­ção, ele rejei­tou a esco­la for­ma­lis­ta de pro­gra­ma­ção que vê a pro­gra­ma­ção como um ramo da mate­má­ti­ca. Ele não gos­ta­va de estar asso­ci­a­do com a for­ma Bac­kus-Naur (atri­buí­da a ele por Donald Knuth) e dis­se que pre­fe­ri­ria que ela fos­se cha­ma­do de for­ma nor­mal de Bac­kus.

Esta sema­na ficá­mos a saber que a son­da Curi­o­sity está par­ci­al­men­te ope­ra­ci­o­nal e já envia ima­gens tira­das com as câma­ras do lado A. Estas não eram usa­das des­de 2013. As ope­ra­ções cien­ti­fi­cas vol­ta­ram a puder ser fei­tas ain­da que limi­ta­das até que a equi­pa pos­sa resol­ver a ano­ma­lia de que a son­da pade­ce na sua memó­ria.

Tam­bém esta sema­na a NASA deu gran­des pas­sos para colo­car em fun­ci­o­na­men­to um giros­có­pio de bac­kup do teles­có­pio espa­ci­al Hub­ble que esta­va incor­rec­ta­men­te retor­nan­do taxas de rota­ção extre­ma­men­te altas. O giros­có­pio de bac­kup foi liga­do depois do teles­có­pio ter entra­do em modo de segu­ran­ça devi­do a uma rota­ção com falha na sex­ta-fei­ra, 5 de Outu­bro. As taxas de rota­ção pro­du­zi­das pelo giros­có­pio de bac­kup foram redu­zi­das e ago­ra estão den­tro de um inter­va­lo espe­ra­do. Tes­tes adi­ci­o­nais serão rea­li­za­dos para garan­tir que o Hub­ble pos­sa retor­nar às ope­ra­ções cien­tí­fi­cas com este giros­có­pio.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI Nº75 de Novem­bro.

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Newsletter Nº181

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News­let­ter Nº181

Faz hoje anos que nas­cia, em 1787, Robert Livings­ton Ste­vens. Este enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no e pro­jec­tis­ta de navi­os inven­tou o car­ril fer­ro­viá­rio T inver­ti­do e o espi­gão de fixa­ção fer­ro­viá­rio. Ele des­co­briu que os tri­lhos colo­ca­dos em bar­ro­tes de madei­ra, com bri­ta ou cas­ca­lho por bai­xo, pro­por­ci­o­na­vam uma estra­da supe­ri­or a qual­quer outra conhe­ci­da ante­ri­or­men­te. Ele tam­bém adi­ci­o­nou o pilo­to — objec­to em for­ma de V para des­vi­ar obs­tá­cu­los da linha — à loco­mo­ti­va, e aumen­tou o núme­ro de rodas motri­zes para oito para melhor trac­ção.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1799, Chris­ti­an Fri­e­dri­ch Schön­bein. Este Quí­mi­co ger­ma­no-suí­ço des­co­briu e deu nome ao ozó­nio (1840) e foi o pri­mei­ro a des­cre­ver o gun­cot­ton (nitro-celu­lo­se). Ele notou que o ozó­nio apa­re­cia duran­te tem­pes­ta­des e cha­mou ao ozó­nio o gás pelo seu chei­ro pecu­li­ar (ozo é gre­go para o olfac­to). Expe­ri­ên­ci­as pos­te­ri­o­res mos­tra­ram que o envio de uma cor­ren­te eléc­tri­ca atra­vés de oxi­gé­nio puro e seco (O2) cria ozó­nio (O3). A sua des­co­ber­ta do pode­ro­so explo­si­vo cha­ma­do nitra­to de celu­lo­se, ou arma de algo­dão, foi o resul­ta­do de um aci­den­te de labo­ra­tó­rio. Um dia, em 1845, der­ra­mou áci­do sul­fú­ri­co e nítri­co e enchar­cou-o com um aven­tal de algo­dão. Depois que o aven­tal secou, ele explo­diu em cha­mas — ele tinha cri­a­do a celu­lo­se nitra­da. Ele des­co­briu que o nitra­to de celu­lo­se podia ser mol­da­do e tinha algu­mas pro­pri­e­da­des elás­ti­cas. Even­tu­al­men­te foi usa­do para pól­vo­ra sem fumo.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1902, Pas­cu­al Jor­dan. Este físi­co ale­mão no final dos anos 1920 co-fun­dou (com Max Born e depois Wer­ner Hei­sen­berg) a mecâ­ni­ca quân­ti­ca usan­do méto­dos matri­ci­ais, mos­tran­do como a luz pode­ria ser inter­pre­ta­da como com­pos­ta de quan­tum de ener­gia. Mais tar­de, (com Wolf­gang Pau­li e Euge­ne Wig­ner), enquan­to ain­da esta­va nos seus está­gi­os ini­ci­ais de desen­vol­vi­men­to, ele con­tri­buiu para as mecâ­ni­cas quân­ti­cas de inte­rac­ções elec­trão-fotão, ago­ra cha­ma­das de elec­tro­di­nâ­mi­ca quân­ti­ca. Ele tam­bém ori­gi­nou (con­co­mi­tan­te­men­te com Robert Dic­ke) uma teo­ria da cos­mo­lo­gia que pro­pu­nha fazer as cons­tan­tes uni­ver­sais da natu­re­za (como a cons­tan­te gra­vi­ta­ci­o­nal uni­ver­sal G), variá­vel ao lon­go do tem­po.

Foi hoje lan­ça­do o mais recen­te sis­te­ma da Cano­ni­cal o Ubun­tu 18.10. Este sis­te­ma encon­tra-se foca­do em ambi­en­tes mul­ti-cloud, desen­vol­vi­men­to de soft­ware de Inte­li­gên­cia Arti­fi­ci­al, traz um novo tema de ambi­en­te de tra­ba­lho comu­ni­tá­rio e uma inte­gra­ção mais afi­na­da com os SNAPs. Este sis­te­ma usa o GNOME 3.30 e o Ker­nel Linux 4.18. Outros des­ta­ques inclu­em o supor­te Vera­Crypt no GNOME Disks, efei­tos sua­ves de visu­a­li­za­ção e zoom de desk­top, supor­te para des­blo­que­ar o seu PC com impres­sões digi­tais, melhor supor­te Snap, inte­gra­ção de tele­fo­ne móvel com GS Con­nect, assim como supor­te para a ges­tão de dis­po­si­ti­vos Thun­der­bolt no pai­nel de con­fi­gu­ra­ções. Na base do sis­te­ma foram actu­a­li­za­das as fer­ra­men­tas de desen­vol­vi­men­to que con­sis­tem em GNU C Library (Glibc) 2.28, GNU Com­pi­ler Col­lec­ti­on (GCC) 8.2, OpenS­SL 1.1.1, Python 3.6.7 (padrão) e 3.7.1, Boost 1.67, Ruby 2.5.1, Perl 5.26.2, PHP 7.2.10, Golang 1.10.4, Rust 1.28 e OpenJDK 11.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce Nº12 e o Volu­me 4 do “The Offi­ci­al Rasp­ber­ry PI Pro­jects Book”.

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Newsletter Nº180

Newsletter Nº180
News­let­ter Nº180

Faz hoje anos que nas­cia, em 1755, Faus­to Elhuyar. Este Quí­mi­co e mine­ra­lo­gis­ta espa­nhol aju­dou o seu irmão mais velho, Juan José, em expe­ri­ên­ci­as para sepa­rar o metal de tungs­té­nio do seu miné­rio de vol­fra­mi­ta. Dois anos antes, o quí­mi­co sue­co Carl Sche­e­le des­co­briu o áci­do tungs­té­ni­co, embo­ra não iso­las­se a for­ma ele­men­tar, de um mine­ral conhe­ci­do des­de 1758 como tung sten (pedra sue­ca, pesa­da, que ago­ra é conhe­ci­da como sche­e­li­ta). Os irmãos Elhuyar, tra­ba­lhan­do no Semi­ná­rio de Ber­ga­ra, con­se­gui­ram extrair o metal redu­zin­do o áci­do tungs­té­ni­co com car­vão. Pela pri­mei­ra vez, os cien­tis­tas bas­cos entra­ram na his­tó­ria da ciên­cia.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1855, James Gay­ley. Este Meta­lur­gi­co Nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou um dis­po­si­ti­vo para garan­tir humi­da­de uni­for­me na cor­ren­te de ar que entra­va nos altos-for­nos. Com expe­ri­ên­cia pré­via em vári­as obras de fer­ro, Gay­ley foi con­tra­ta­do pela Edgar Thom­son Ste­el Works como super­vi­sor dos Altos For­nos (1885). Nes­ta capa­ci­da­de era um eco­no­mis­ta, e fez uma redu­ção recor­de no con­su­mo de coque. Ele inven­tou a pla­ca de refri­ge­ra­ção de bron­ze para as pare­des do alto-for­no, o supor­te de fun­di­ção auxi­li­ar para as fabri­cas de aço da Bes­se­mer, e foi o pri­mei­ro a usar o motor de sopro de con­den­sa­ção com­pos­to com o alto-for­no. Ele tam­bém inven­tou a explo­são do ar seco, para o qual o Fran­klin Ins­ti­tu­te lhe con­ce­deu a meda­lha Elli­ott Cres­son.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1884, Fri­e­dri­ch Ber­gius. Este quí­mi­co ale­mão inven­tou um pro­ces­so para con­ver­ter pó de car­vão e hidro­gé­nio direc­ta­men­te em gaso­li­na e óle­os lubri­fi­can­tes sem iso­lar pro­du­tos inter­me­diá­ri­os (Stutt­gart, 25 jun 1921). Ber­gius con­se­guiu, duran­te a des­ti­la­ção do car­vão, for­çar o hidro­gé­nio sob alta pres­são a com­bi­nar-se qui­mi­ca­men­te com o car­vão, trans­for­man­do mais car­bo­no do car­vão em óle­os do que é pos­sí­vel com a des­ti­la­ção con­ven­ci­o­nal. Para resol­ver pro­ble­mas de dis­tri­bui­ção de calor e regu­la­ção de tem­pe­ra­tu­ra, Ber­gius inven­tou o tra­ta­men­to de uma mis­tu­ra de car­vão pul­ve­ri­za­do em óleo com o gás sob alta pres­são. Pelo seu tra­ba­lho no desen­vol­vi­men­to do méto­do quí­mi­co de hidro­ge­na­ção em alta pres­são neces­sá­rio para esse pro­ces­so, ele par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de 1931 em Quí­mi­ca com Carl Bos­ch, da Ale­ma­nha.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1943, Micha­el Sto­ne­bra­ker. Este cien­tis­ta da com­pu­ta­ção espe­ci­a­li­za­do em pes­qui­sa em base de dados cri­ou a pes­qui­sa e os pro­du­tos da Sto­ne­bra­ker. Ele tam­bém é o fun­da­dor de mui­tas empre­sas de base de dados, incluin­do a Ingres Cor­po­ra­ti­on, a Illus­tra, a Paradigm4, a Stre­am­Ba­se Sys­tems, a Tamr, a Ver­ti­ca e a VoltDB, e foi direc­tor téc­ni­co da Infor­mix. Ele tam­bém é edi­tor do livro Rea­dings in Data­ba­se Sys­tems. A car­rei­ra de Sto­ne­bra­ker pode ser divi­di­da em duas fases: na Uni­ver­si­da­de da Cali­fór­nia, Ber­ke­ley, quan­do se con­cen­trou em sis­te­mas de ges­tão de bases de dados rela­ci­o­nais, como Ingres e Post­gres, e no Mas­sa­chu­setts Ins­ti­tu­te of Tech­no­logy (MIT), onde desen­vol­veu téc­ni­cas mais novas de ges­tão de dados. como C-Sto­re, H-Sto­re e SciDB. Os prin­ci­pais pré­mi­os inclu­em o Pré­mio Turing em 2015.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a son­da Voya­ger 2 da NASA, com mais de 40 anos, está a bei­ra de aban­do­nar o sis­te­ma Solar. Ori­gi­nal­men­te cons­truí­das para dura­rem ape­nas cin­co anos e para reco­lhe­rem só infor­ma­ção sobre Júpi­ter e Satur­no, de for­ma espan­to­sa, esta son­da acom­pa­nha­da pela Voya­ger 1 aca­ba­ram por durar (mui­to) mais do que o espe­ra­do. A mis­são de qua­tro déca­das da NASA é igual­men­te conhe­ci­da por ter envi­a­do com cada uma das Voya­ger um dis­co de cobre cober­to de ouro de 30 cen­tí­me­tros de diâ­me­tro onde está regis­ta­da infor­ma­ção sobre a vida na Ter­ra. Entre os dados inte­gra­dos estão foto­gra­fi­as, sons ambi­en­te, músi­cas e sau­da­ções em 55 lín­guas dife­ren­tes — entre as quais uma em por­tu­guês.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que a mis­são que pare­cia ser roti­nei­ra de trans­por­tar os cos­mo­nau­tas da NASA Nick Hague e o Rus­so Ale­xey Ovchi­nin a bor­do do fogue­tão Soyuz, teve pro­ble­mas. Uma falha nos pro­pul­so­res do fogue­tão obri­gou a uma ater­ra­gem de emer­gên­cia. Ape­nas minu­tos após lan­ça­men­to sur­gi­ram os pro­ble­mas téc­ni­cos devi­do à falha nos pro­pul­so­res. Ape­sar do sus­to, ambos os cos­mo­nau­tas encon­tram-se bem. De acor­do com o cor­res­pon­den­te da BBC Jonathan Amos, os cos­mo­nau­tas ter-se-ão aper­ce­bi­do que algo esta­va erra­do “por­que eles rela­ta­ram sen­tir-se sem peso quan­do deve­ri­am sen­tir-se empur­ra­dos para trás nos seus luga­res” pela ace­le­ra­ção.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­da a newe­lec­tro­nics de 8 de Outu­bro de 2018.

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Newsletter Nº179

Newsletter Nº179
News­let­ter Nº179

Faz hoje anos que nas­cia, em 1858, Mihaj­lo Pupin. Este Físi­co ame­ri­ca­no-sér­vio desen­vol­veu um meca­nis­mo de ampli­ar enor­me­men­te o alcan­ce da comu­ni­ca­ção tele­fó­ni­ca de lon­ga dis­tân­cia, colo­can­do bobi­nes de car­re­ga­men­to (de ara­me) em inter­va­los pre­de­ter­mi­na­dos ao lon­go do fio trans­mis­sor. Pupin tor­nou-se ins­tru­tor de físi­ca mate­má­ti­ca (1890) na Colum­bia Uni­ver­sity, em Nova York. Em 1986, ele des­co­briu que os áto­mos atin­gi­dos pelos rai­os X emi­tem radi­a­ção de rai­os X secun­dá­ria. Ele tam­bém inven­tou uma for­ma de tirar foto­gra­fi­as de raio X de cur­ta expo­si­ção. A Bell Telepho­ne Com­pany, em 1901, adqui­riu a paten­te de sua inven­ção para tele­fo­nia de lon­ga dis­tân­cia. Pupin ganhou um Pré­mio Pulit­zer (1924) pelo seu tra­ba­lho auto­bi­o­grá­fi­co, From Immi­grant to Inven­tor (1923).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1903, Cyril Stan­ley Smith. Este Meta­lúr­gi­co bri­tâ­ni­co-ame­ri­ca­no deter­mi­nou em 1943–44 as pro­pri­e­da­des e a tec­no­lo­gia do plu­tó­nio e do urâ­nio, os mate­ri­ais essen­ci­ais nas bom­bas ató­mi­cas que explo­di­ram pela pri­mei­ra vez em 1945. Smith já tinha então 15 anos de expe­ri­ên­cia como inves­ti­ga­dor meta­lúr­gi­co da Ame­ri­can Brass Co. ., duran­te o qual ele estu­dou pro­pri­e­da­des de ligas e sua micro-estru­tu­ra. Na Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele jun­tou-se ao Labo­ra­tó­rio Los Ala­mos no seu iní­cio (1943). As pro­pri­e­da­des e tec­no­lo­gia do plu­tó­nio tinham que ser con­du­zi­das com quan­ti­da­des extre­ma­men­te limi­ta­das de mate­ri­al dis­po­ní­vel. Smith e seu gru­po des­co­bri­ram que era úni­co, com cin­co for­mas alo­tró­pi­cas dife­ren­tes, com enor­mes dife­ren­ças de den­si­da­de entre elas.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1903, John Vin­cent Ata­na­soff. Este físi­co ame­ri­ca­no foi ofi­ci­al­men­te mas tar­di­a­men­te conhe­ci­do pelo desen­vol­vi­men­to do pri­mei­ro com­pu­ta­dor digi­tal elec­tró­ni­co. Cons­truí­do em 1937–42 na Uni­ver­si­da­de do Esta­do de Iowa por Ata­na­soff e um estu­dan­te de pós-gra­du­a­ção, Clif­ford Ber­ry, intro­du­ziu as idei­as de arit­mé­ti­ca biná­ria, memó­ria rege­ne­ra­ti­va e cir­cui­tos lógi­cos. Essas idei­as foram comu­ni­ca­das de Ata­na­soff a John Mau­chly, que as uti­li­zou no pro­jec­to do mais conhe­ci­do ENIAC, cons­truí­do e paten­te­a­do vári­os anos depois. Em 19 de outu­bro de 1973, um juiz fede­ral dos EUA assi­nou sua deci­são após um lon­go jul­ga­men­to no tri­bu­nal que decla­rou a paten­te do ENIAC invá­li­da e nome­ou Ata­na­soff como o inven­tor ori­gi­nal do com­pu­ta­dor digi­tal elec­tró­ni­co, o Ata­na­soff-Ber­ry Com­pu­ter ou ABC.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1916, Vitaly Ginz­burg. Este Físi­co sovié­ti­co e astro­fí­si­co ficou conhe­ci­do pela sua pes­qui­sa sobre a teo­ria da super­con­du­ti­vi­da­de e a teo­ria dos pro­ces­sos de alta ener­gia na astro­fí­si­ca, teo­ri­as da pro­pa­ga­ção de ondas elec­tro­mag­né­ti­cas em plas­mas, radi­o­as­tro­no­mia e a ori­gem dos rai­os cós­mi­cos. Ele aju­dou a desen­vol­ver a bom­ba de hidro­gé­nio sovié­ti­ca. Em 2003, Ginz­burg divi­diu o Pré­mio Nobel de Físi­ca (com Ale­xei A. Abri­ko­sov e Anthony J. Leg­gett) por “con­tri­bui­ções pio­nei­ras à teo­ria dos super-con­du­to­res e super-flui­dos.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1918, Keni­chi Fukui. Este Quí­mi­co japo­nês par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1981 com Roald Hoff­mann pela inves­ti­ga­ção dos meca­nis­mos das reac­ções quí­mi­cas. Em 1952, na Uni­ver­si­da­de de Kyo­to, Fukui intro­du­ziu sua “teo­ria de reac­ções orbi­tais de fron­tei­ra”. Ele propôs que a evo­lu­ção de uma reac­ção é deter­mi­na­do pela geo­me­tria e ener­gi­as rela­ti­vas de orbi­tais mole­cu­la­res de rea­gen­tes. A teo­ria expli­ca o ata­que elec­tro­lí­ti­co, por exem­plo, que ocor­re no áto­mo de car­bo­no com a mai­or den­si­da­de de elec­trões de fron­tei­ra (ener­gia mais alta). Em mea­dos da déca­da de 1960, Fukui e Hoff­mann des­co­bri­ram — qua­se simul­ta­ne­a­men­te e inde­pen­den­te­men­te um do outro — que as pro­pri­e­da­des de sime­tria dos orbi­tais de fron­tei­ra pode­ri­am expli­car cer­tos cur­sos de reac­ção que antes eram difí­ceis de enten­der.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1924, Mau­ri­ce Kar­naugh. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do na his­to­ria por ter cri­a­do os mapas de Kar­naugh. O mapa de Kar­naugh (KM ou K-map) é um méto­do de sim­pli­fi­ca­ção das expres­sões de álge­bra boo­le­a­na.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que exis­tem for­tes indí­ci­os que espiões chi­ne­ses con­se­gui­ram infil­trar-se em mais de 30 com­pa­nhi­as de tec­no­lo­gia nor­te-ame­ri­ca­nas atra­vés da colo­ca­ção de um chip nas mother­bo­ards dos ser­vi­do­res usa­dos por estas com­pa­nhi­as. As mother­bo­ards foram fabri­ca­das na chi­na pela Super­mi­cro e os chips foram implan­ta­dos em fabri­cas que for­ne­ci­am a Super­mi­cro. Pos­te­ri­or­men­te quan­do um ser­vi­dor era ins­ta­la­do e liga­do, o chip alte­ra­va o núcleo do sis­te­ma ope­ra­ti­vo para acei­tar modi­fi­ca­ções. O chip tam­bém pode­ria entrar em con­tac­to com com­pu­ta­do­res con­tro­la­dos pelos espiões em bus­ca de mais ordens e/ou códi­go mais recen­te.

Tam­bém esta sema­na a Wi-Fi Alli­an­ce intro­du­ziu o Wi-Fi 6. A Wi-Fi Alli­an­ce apre­sen­ta o Wi-Fi 6 como a desig­na­ção da indús­tria para pro­du­tos e redes que supor­tam a pró­xi­ma gera­ção de Wi-Fi®, com base na tec­no­lo­gia 802.11ax. O Wi-Fi 6 faz par­te de uma nova abor­da­gem de nomen­cla­tu­ra da Wi-Fi Alli­an­ce, que for­ne­ce aos uti­li­za­do­res uma desig­na­ção de fácil com­pre­en­são para a tec­no­lo­gia Wi-Fi supor­ta­da pelo seu dis­po­si­ti­vo e usa­da numa liga­ção que o dis­po­si­ti­vo faz com uma rede Wi-Fi. O novo sis­te­ma de nome­a­ção iden­ti­fi­ca as gera­ções de Wi-Fi por uma sequên­cia numé­ri­ca que cor­res­pon­de aos prin­ci­pais avan­ços no Wi-Fi. Os nomes de gera­ção podem ser usa­dos por for­ne­ce­do­res de pro­du­tos para iden­ti­fi­car a tec­no­lo­gia Wi-Fi mais recen­te que um dis­po­si­ti­vo supor­ta, por for­ne­ce­do­res de SO para iden­ti­fi­car a gera­ção de cone­xão Wi-Fi entre um dis­po­si­ti­vo e a rede e por pro­ve­do­res de ser­vi­ço para iden­ti­fi­car os recur­sos de uma rede Wi-Fi para seus cli­en­tes.

Tam­bém esta sema­na a NASA anun­ci­ou que vai pro­ce­der ao “Swit­ch” tem­po­rá­rio dos ‘Brains’ do rover Curi­o­sity. Enge­nhei­ros do Labo­ra­tó­rio de Pro­pul­são a Jato da NASA em Pasa­de­na, Cali­fór­nia, nes­ta sema­na, orde­na­ram que o rover Curi­o­sity da agên­cia mudas­se para seu segun­do com­pu­ta­dor. A tro­ca per­mi­ti­rá que os enge­nhei­ros façam um diag­nós­ti­co deta­lha­do de um pro­ble­ma téc­ni­co que impe­diu que o com­pu­ta­dor acti­vo do rover arma­ze­ne infor­ma­ção e alguns dados impor­tan­tes de enge­nha­ria des­de 15 de Setem­bro.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.