Newsletter Nº149

Newsletter Nº149
News­let­ter Nº149

Faz anos hoje que nas­cia, em 1879, Otto Hahn. Este Químico/físico ale­mão jun­ta­men­te com o radio-quí­mi­co Fritz Stras­s­mann, ficou conhe­ci­do pela des­co­ber­ta da fis­são nucle­ar. Ele rece­beu o Prê­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1944 e par­ti­lhou o Prê­mio Enri­co Fer­mi em 1966 com Stras­s­mann e Lise Meit­ner. O ele­men­to 105 car­re­ga o nome hah­nium em reco­nhe­ci­men­to do seu tra­ba­lho.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1824, John Elder. Este enge­nhei­ro esco­cês, assis­ti­do por W.J.M. Ran­ki­ne, desen­vol­veu o com­pos­to de moto­res a vapor (1854), divi­din­do a expan­são do vapor em dois cilin­dros, de modo que cada um se des­lo­cas­se atra­vés de um inter­va­lo menor de tem­pe­ra­tu­ras e pres­sões que melho­ra­ram sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te a efi­ci­ên­cia do com­bus­tí­vel. O S.S. Bran­don nave­gou em Julho de 1854 com seu pri­mei­ro motor des­te tipo, que usou menos um ter­ço do car­vão do que era neces­sá­rio antes. Elder con­ti­nu­ou a melho­rar os seus pro­jec­tos para serem ain­da mais eco­nó­mi­cos. Como resul­ta­do, seu negó­cio de enge­nha­ria no Cly­de em Glas­gow, na Escó­cia, con­ti­nu­ou a flo­res­cer, com mais de 4.000 tra­ba­lha­do­res. Entre 1853 e 1867, a sua empre­sa sub­me­teu cator­ze impor­tan­tes paten­tes, incluin­do um motor de expan­são quá­dru­pla (1862).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1900, Howard H. Aiken. Este Mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou o Har­vard Mark I, pre­cur­sor do moder­no com­pu­ta­dor digi­tal elec­tró­ni­co. Enquan­to estu­dan­te de pós-gra­du­a­ção e ins­tru­tor da Uni­ver­si­da­de de Har­vard, a pes­qui­sa de Aiken con­du­ziu-o a um sis­te­ma de equa­ções dife­ren­ci­ais que só pode­ria ser resol­vi­do usan­do téc­ni­cas numé­ri­cas, pelo qual ele come­çou a pla­ne­ar o gran­de com­pu­ta­dor. A sua ideia era usar uma adap­ta­ção da máqui­na de car­tões per­fu­ra­dos da Hol­le­rith. Quan­do final­men­te cons­truí­do, (1943) pesa­va 35 tone­la­das, tinha 500 milhas de fio e podia cal­cu­lar até 23 casas sig­ni­fi­ca­ti­vas. Tinha 72 regis­tos de arma­ze­na­men­to e uni­da­des cen­trais para rea­li­zar a mul­ti­pli­ca­ção e a divi­são. Era con­tro­la­do por uma sequên­cia de ins­tru­ções em fitas de papel per­fu­ra­do e usa­va car­tões per­fu­ra­dos para inse­rir dados e pro­du­zir os resul­ta­dos.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1902, Tom Bla­ke. Este nor­te-ame­ri­ca­no foi o inven­tor da pran­cha de base oca. Após a sua pri­mei­ra pran­cha oca expe­ri­men­tal em 1926, as suas ino­va­do­ras pran­chas de surf / pad­dle de núcleo oco domi­na­ram o mun­do do surf até o final da déca­da de 1940. Tor­nou-se equi­pa­men­to de sal­va­ção padrão no pri­mei­ro cor­po de guar­da-vidas da Cali­fór­nia. Os pro­jec­tos adi­an­ta­dos da pran­cha de surf con­sis­ti­ram em pla­cas de madei­ra maci­ças que remon­tam aos havai­a­nos anti­gos, estes qua­dros novos e mais cla­ros foram um suces­so ime­di­a­to e tor­na­ram-se extre­ma­men­te impor­tan­tes na evo­lu­ção da pran­cha de surf moder­na. Na déca­da de 1930, ele fez o pri­mei­ro gran­de avan­ço de design com a inven­ção de bar­ba­ta­nas.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1924, Geor­ges Char­pak. Este físi­co pola­co-fran­cês rece­beu o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1992 pela sua inven­ção e desen­vol­vi­men­to de detec­to­res de par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas, em par­ti­cu­lar a câma­ra pro­por­ci­o­nal mul­ti-fios, um avan­ço na téc­ni­ca para explo­rar as par­tes mais ínti­mas da maté­ria. Como os físi­cos de par­tí­cu­las con­cen­tra­ram seu inte­res­se em inte­rac­ções de par­tí­cu­las mui­to raras, que mui­tas vezes reve­lam os segre­dos das par­tes inter­nas da maté­ria, às vezes ape­nas uma inte­rac­ção de par­tí­cu­las em um bilião é aque­la pro­cu­ra­da. Char­pak subs­ti­tuiu ago­ra méto­dos foto­grá­fi­cos ina­de­qua­dos com com­po­nen­tes elec­tró­ni­cos moder­nos que liga­vam o detec­tor direc­ta­men­te a um com­pu­ta­dor.

Esta sema­na ficá­mos a saber que o sis­te­ma de ener­gia con­ti­nen­tal euro­peu (CE) — uma gran­de área sin­cro­ni­za­da que se esten­de da Espa­nha para a Tur­quia e da Poló­nia para a Holan­da; abran­gen­do 25 paí­ses — está com um des­vio con­tí­nuo da frequên­cia do sis­te­ma do valor médio de 50 Hz, e isto des­de mea­dos de Janei­ro de 2018. Este des­vio pro­vo­ca alte­ra­ções nos valo­res de equi­pa­men­tos que usam esta frequên­cia para o cal­cu­lo do tem­po. Per­ce­beu-se que este des­vio está a ser pro­vo­ca­do numa área de con­tro­lo cha­ma­da Sér­via, Mace­dó­nia, Mon­te­ne­gro (blo­co SMM) e, mais espe­ci­fi­ca­men­te, Koso­vo e Sér­via. Os des­vi­os de ener­gia leva­ram a uma ligei­ra dimi­nui­ção na média de frequên­cia eléc­tri­ca. Este des­vio de frequên­cia médio, que nun­ca acon­te­ceu de for­ma seme­lhan­te no sis­te­ma CE Power, deve ces­sar. A quan­ti­da­de de ener­gia em fal­ta actu­al­men­te é de 113 GWh.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis.

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Newsletter Nº148

Newsletter Nº148
News­let­ter Nº148

Faz anos hoje que nas­cia, em 1611, John Pell. Este Mate­má­ti­co inglês intro­du­ziu o sinal de divi­são (obe­lus, ÷) na Ingla­ter­ra. O obe­lus foi usa­do pela pri­mei­ra vez por Johann Rahn (1622–1676) em 1659 na Álge­bra de Teuts­che. O livro de Rahn foi inter­pre­ta­do em inglês e publi­ca­do, com adi­ções fei­tas por John Pell. Segun­do algu­mas fon­tes, John Pell foi uma influên­cia cha­ve sobre Rahn e ele pode ser res­pon­sá­vel pelo desen­vol­vi­men­to do sím­bo­lo. Ficou igual­men­te conhe­ci­do pela equa­ção de Pell e pelos núme­ros de Pell.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1880, Isa­ac Sho­en­berg. Este Enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co bri­tâ­ni­co de ori­gem rus­sa foi o prin­ci­pal inven­tor do pri­mei­ro sis­te­ma de tele­vi­são de alta defi­ni­ção, usa­do pela Bri­tish Bro­ad­cas­ting Cor­po­ra­ti­on (BBC) para a pri­mei­ra trans­mis­são públi­ca de alta defi­ni­ção do mun­do (de Lon­dres, 1936). Ele ins­ta­lou as pri­mei­ras esta­ções de rádio na Rús­sia antes de se mudar para a Ingla­ter­ra em 1914. Foi che­fe de um gru­po de pes­qui­sa para Indús­tri­as Eléc­tri­cas e Musi­cais (EMI) que desen­vol­veu (1931–35) um tipo avan­ça­do de câma­ra (o Emi­tron) e um tubo de raio cató­di­co de vácuo rígi­do rela­ti­va­men­te efi­ci­en­te para o recep­tor de tele­vi­são. Até 1964, a BBC usou sua pro­pos­ta téc­ni­ca padrão — 405 linhas de var­re­du­ra e 25 ima­gens por segun­do.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1910, Archer Mar­tin. Este bioquí­mi­co inglês par­ti­lhou (com R.L.M. Syn­ge) o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1952 pelo o desen­vol­vi­men­to de cro­ma­to­gra­fia de par­ti­ção de papel usan­do dois líqui­dos dife­ren­tes moven­do-se em ângu­los rec­tos. Esta téc­ni­ca ana­lí­ti­ca rápi­da e eco­nó­mi­ca sepa­ra os dife­ren­tes com­po­nen­tes de uma mis­tu­ra, per­mi­tin­do sua iden­ti­fi­ca­ção e aná­li­se. Como uma nova fer­ra­men­ta, pro­por­ci­o­nou exten­sos avan­ços na pes­qui­sa quí­mi­ca, médi­ca e bio­ló­gi­ca. Em 1941, Mar­tin e Syn­ge per­ce­be­ram que a par­ti­ção de um solu­to entre um gás e um líqui­do era pos­sí­vel, mas foi no iní­cio dos anos 1950 que Mar­tin desen­vol­veu a téc­ni­ca de cro­ma­to­gra­fia gás-líqui­do com A. T. James.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1928, Sey­mour Papert. Este Cien­tis­ta infor­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do por ter inven­ta­do a lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção de com­pu­ta­dor Logo, uma lin­gua­gem edu­ca­ci­o­nal de pro­gra­ma­ção de com­pu­ta­do­res para cri­an­ças. Estu­dou sob Pia­get, absor­ven­do suas teo­ri­as edu­ca­ci­o­nais. Ele estu­dou for­mas de usar a mate­má­ti­ca para enten­der melhor como as cri­an­ças apren­dem e pen­sam, e sobre as manei­ras pelas quais os com­pu­ta­do­res podem aju­dar na apren­di­za­gem de uma cri­an­ça. Com Mar­vin Minsky, ele co-fun­dou o Labo­ra­tó­rio de Inte­li­gên­cia Arti­fi­ci­al no MIT.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que um homem de Sas­ka­to­on desen­vol­veu o mai­or bun­ga­low de cam­pis­mo impres­so em 3D. Randy Janes, de Sas­ka­to­on, final­men­te tem o bun­ga­low de cam­pis­mo de seus sonhos. Janes desen­vol­veu e impri­miu em 3D no que foi ava­li­a­do como não ape­nas o mai­or bun­ga­low de cam­pis­mo impres­so em 3D, mas tam­bém um dos mai­o­res objec­tos impres­sos em 3D inter­nos. A impres­são levou nove dias e meio com a mai­or impres­so­ra 3D da Amé­ri­ca do Nor­te. James e sua equi­pa de impres­são ago­ra têm um pro­tó­ti­po fun­ci­o­nal do bun­ga­low. Este tem qua­tro metros de altu­ra e pesa 272 qui­lo­gra­mas.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que a Nokia e a Voda­fo­ne vão ins­ta­lar tec­no­lo­gia 4G na Lua. A pri­mei­ra rede móvel cós­mi­ca apoi­a­rá uma ater­ra­gem lunar pla­ne­a­da pela empre­sa de espa­ço pri­va­do PTS­ci­en­tists. Come­mo­ran­do 50 anos des­de os peque­nos pas­sos de Neil Arms­trong, a empre­sa com sede em Ber­lim tem pro­gra­ma­do lan­çar o seu Módu­lo Autó­no­mo de Ater­ra­gem e Nave­ga­ção (ALINA) em 2019 a bor­do de um fogue­te Spa­ceX Fal­con 9. A cáp­su­la, pro­jec­ta­da para trans­por­tar e ater­rar com dois Audi Lunar Quat­tro rovers, tam­bém ser­vi­rá como uma esta­ção base LTE, per­mi­tin­do a trans­fe­rên­cia sua­ve de dados e víde­os de vol­ta à Ter­ra.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis. É apre­sen­ta­da tam­bém a revis­ta newe­lec­tro­nics de 27 de Feve­rei­ro.

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NewsletterNº147

Newsletter Nº147
News­let­ter Nº147

Faz hoje anos que nas­cia, em 1785, Jean-Char­les-Atha­na­se Pel­ti­er. Este físi­co fran­cês des­co­briu o efei­to que tem o seu nome — Pel­ti­er (1834), que é cri­a­do na jun­ção de dois metais dis­si­mi­la­res, uma cor­ren­te eléc­tri­ca que pro­du­zi­rá calor ou frio, depen­den­do da direc­ção do flu­xo de cor­ren­te. Em 1812, Pel­ti­er rece­beu uma heran­ça sufi­ci­en­te para se reti­rar da relo­jo­a­ria e pro­cu­rar um inte­res­se diver­so em fre­no­lo­gia, ana­to­mia, micros­co­pia e mete­o­ro­lo­gia. Pel­ti­er fez um ter­mós­ta­to ter­mo­e­léc­tri­co para medir a dis­tri­bui­ção da tem­pe­ra­tu­ra ao lon­go de uma série de cir­cui­tos ter­mo-pares, dos quais des­co­briu o efei­to Pel­ti­er. Lenz con­se­guiu con­ge­lar a água por este méto­do. A sua impor­tân­cia não foi total­men­te reco­nhe­ci­da até ao pos­te­ri­or tra­ba­lho ter­mo­di­nâ­mi­co de Kel­vin. O efei­to ago­ra é usa­do em dis­po­si­ti­vos para medir uni­da­des de refri­ge­ra­ção de tem­pe­ra­tu­ra e sem com­pres­são.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1857, Hein­ri­ch Rudolf Hertz. Este físi­co ale­mão foi o pri­mei­ro a trans­mi­tir e rece­ber ondas de rádio. Estu­dou sob Kir­chhoff e Helmholtz em Ber­lim, e tor­nou-se pro­fes­sor em Bona, em 1889. O seu prin­ci­pal tra­ba­lho foi sobre ondas elec­tro­mag­né­ti­cas (1887). Hertz gerou ondas eléc­tri­cas por meio da des­car­ga osci­la­tó­ria de um con­den­sa­dor atra­vés de um “loop” for­ne­ci­do com uma faís­ca e depois detec­tan­do-os com um tipo de cir­cui­to seme­lhan­te. O con­den­sa­dor de Hertz era um par de has­tes de metal, colo­ca­das de pon­ta a pon­ta com um peque­no espa­ço para uma faís­ca entre eles. Hertz tam­bém foi o pri­mei­ro a des­co­brir o efei­to foto­e­léc­tri­co. A uni­da­de de frequên­cia — um ciclo por segun­do — é nome­a­da após ele. Infe­liz­men­te Hertz fale­ceu por enve­ne­na­men­to de san­gue em 1894 aos 37 anos.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1900, Paul Kolls­man. Este enge­nhei­ro ger­ma­no-ame­ri­ca­no inven­tou o pri­mei­ro altí­me­tro baro­mé­tri­co pre­ci­so do mun­do, que se tor­nou vital para a segu­ran­ça da avi­a­ção. O altí­me­tro baro­mé­tri­co ori­gi­nal era um ins­tru­men­to sim­ples que mos­tra­va alti­tu­de ao detec­tar a pres­são baro­mé­tri­ca, com uma pre­ci­são de 20 pés. Em 24 de Setem­bro de 1929, o his­tó­ri­co “voo cego” de Jimmy Doo­lit­tle pro­vou que o altí­me­tro Kolls­man tor­nou pos­sí­vel a nave­ga­ção “voan­do pelos ins­tru­men­tos”. O dis­po­si­ti­vo era ampla­men­te conhe­ci­do como a “Jane­la Kolls­man” por­que incluiu uma jane­la para mar­car uma con­fi­gu­ra­ção manu­al para cali­brar a pres­são baro­mé­tri­ca no nível actu­al do mar. A inven­ção desem­pe­nhou um papel impor­tan­te no esta­be­le­ci­men­to do ser­vi­ço aéreo agen­da­do de roti­na nos EUA e em todo o mun­do.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1902, Fritz Stras­s­mann. Este quí­mi­co e físi­co ale­mão, com Otto Hahn e Lise Miet­ner, des­co­briu a fis­são nucle­ar indu­zi­da por neu­trões em urâ­nio e, des­sa for­ma, cri­ou o cam­po de ener­gia ató­mi­ca usa­do tan­to na bom­ba ató­mi­ca para a guer­ra como nos reac­to­res nucle­a­res para pro­du­zir elec­tri­ci­da­de. As téc­ni­cas de quí­mi­ca ana­lí­ti­ca de Stras­s­mann mos­tra­ram os ele­men­tos mais leves pro­du­zi­dos a par­tir do bom­bar­de­a­men­to de neu­trões, que foram o resul­ta­do da divi­são do áto­mo de urâ­nio em dois áto­mos mais leves. Mais cedo na sua car­rei­ra, Stras­s­mann desen­vol­veu a téc­ni­ca do rubi­dium-estrôn­cio de amos­tras geo­ló­gi­cas data­das por rádio.

Na sema­na que pas­sou, a Yan­dex pas­sou por um outro mar­co impor­tan­te na mis­são de alcan­çar um car­ro sem con­du­tor de nível 5, que come­çou com o lan­ça­men­to do pro­tó­ti­po de maio de 2017. O car­ro autó­no­mo Yandex.Taxi nave­gou com segu­ran­ça nas ruas de Mos­co­vo depois de uma recen­te tem­pes­ta­de de neve gerin­do inte­rac­ções com o trá­fe­go, peões, veí­cu­los esta­ci­o­na­dos e outros peri­gos rodo­viá­ri­os nas ruas com neve e gelo. A movi­men­ta­ção, que ocor­reu duran­te a pre­ci­pi­ta­ção leve e tem­pe­ra­tu­ras de -6 ° C (21 ° F), foi um tes­te avan­ça­do que desa­fia o veí­cu­lo com con­di­ções cli­má­ti­cas de inver­no na via públi­ca.

Tam­bém esta sema­na que pas­sou a Boring Com­pany de Elon Musk con­se­guiu uma licen­ça para pre­pa­ra­ção e esca­va­ção pre­li­mi­nar de um local na capi­tal Nor­te-Ame­ri­ca­na. Isto pode­rá sig­ni­fi­car, caso o pro­jec­to se con­cre­ti­ze que a via­gem entre Washing­ton e Nova York demo­re cer­ca de 29 minu­tos usan­do o Hyper­lo­op. Uma redu­ção que seria mui­to sig­ni­fi­ca­ti­va das actu­ais 3 horas.

Esta sema­na que pas­sou ficá­mos tam­bém a saber que o reló­gio de 10.000 anos está a ser cons­truí­do com o apoio de Jeff Bezos numa mon­ta­nha nos EUA. Tra­ta-se de um reló­gio espe­ci­al, pro­jec­ta­do para ser um sím­bo­lo, um íco­ne para o pen­sa­men­to de lon­go pra­zo. É de esca­la monu­men­tal den­tro de uma mon­ta­nha no oes­te do Texas. O pai do Reló­gio é Danny Hil­lis. Ele tem pen­sa­do e tra­ba­lha­do no Reló­gio des­de 1989. Ele que­ria cons­truir um Reló­gio que mar­ca uma vez por ano, onde a mão do sécu­lo avan­ça uma vez a cada 100 anos, e o cuco sai no milé­nio.

Ain­da esta sema­na, no Dubai está a ser cons­truí­da a pri­mei­ra vil­la impres­sa em 3D que fica­rá pron­ta den­tro de dois meses. Esta tec­no­lo­gia será usa­da para cons­truir mora­di­as num pro­gra­ma de habi­ta­ção gover­na­men­tal. A impres­são em 3D redu­zi­rá os cus­tos de cons­tru­ção e redu­zi­rá os pra­zos de entre­ga. Espe­ra-se que a tec­no­lo­gia per­tur­be for­ma como a indús­tria da cons­tru­ção fun­ci­o­na.

Por fim, hoje foi lan­ça­do com suces­so o fogue­tão Fal­con 9 da Spa­ceX trans­por­tan­do um saté­li­te de ima­gem de radar espa­nhol e dois saté­li­tes de demons­tra­ção para a cons­te­la­ção de ban­da lar­ga Star­link de ban­da lar­ga pro­pos­ta pela Spa­ceX. Às 9:17, hora local, o lan­ça­men­to ocor­reu na Base da For­ça Aérea de Van­den­berg na Cali­fór­nia e levou os três saté­li­tes para a bai­xa órbi­ta ter­res­tre, colo­can­do o saté­li­te radar PAZ 11 minu­tos após o levan­ta­men­to. Elon Musk, fun­da­dor e CEO da Spa­ceX, con­fir­mou a colo­ca­ção bem suce­di­da dos saté­li­tes de demons­tra­ção Star­link, deno­mi­na­dos Tin­Tin A e B, via Twit­ter cer­ca de 80 minu­tos após o levan­ta­men­to.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis. É apre­sen­ta­da tam­bém a revis­ta Mag­Pi nº67 de Mar­ço.

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Newsletter Nº146

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Faz hoje anos que nas­cia, em 1564, Gali­leo Gali­lei. Este filó­so­fo natu­ral ita­li­a­no apli­cou téc­ni­cas do méto­do cien­tí­fi­co para fazer des­co­ber­tas sig­ni­fi­ca­ti­vas na físi­ca e astro­no­mia. As suas gran­des rea­li­za­ções inclu­em o aper­fei­ço­a­men­to (embo­ra não inven­tan­do) do teles­có­pio e con­tri­bui­ções con­se­quen­tes para a astro­no­mia. Estu­dou a ciên­cia do movi­men­to, a inér­cia, a lei da que­da dos cor­pos e as tra­jec­tó­ri­as para­bó­li­cas. A sua for­mu­la­ção do méto­do cien­tí­fi­co igua­la escri­tos de Fran­cis Bacon. O seu pro­gres­so che­gou com um pre­ço, quan­do as suas idei­as esta­vam em con­fli­to com o dog­ma reli­gi­o­so da épo­ca.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1827, Fran­cis Pratt. Este enge­nhei­ro mecâ­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no e fabri­can­te de máqui­nas-fer­ra­men­tas ficou conhe­ci­do por, em 1855, ter pro­du­zi­do a fre­sa­do­ra “Lin­coln”, que usa­va uma fer­ra­men­ta de para­fu­sos para melho­rar o ante­ri­or pro­jec­to de cre­ma­lhei­ra e pinhão de F.W. Howe. Pratt for­mou uma par­ce­ria com Amos Whit­ney em 1860 e, em con­jun­to, desen­vol­veu o sis­te­ma de peças inter­cam­biá­veis que foram pio­nei­ras por Samu­el Colt, Elisha Root, o pri­mo de Amos Eli Whit­ney e outros. Isso, por sua vez, levou à neces­si­da­de de esta­be­le­cer padrões naci­o­nais de medi­ção. A Com­pa­nhia Pratt & Whit­ney foi cri­a­da em 1869, fazen­do vári­os tipos de medi­do­res para pos­si­bi­li­tar esses padrões na fabri­ca­ção, fazen­do fer­ra­men­tas mecâ­ni­cas em espe­ci­al para a indús­tria de arma­men­to.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1834, Wil­li­am Henry Pre­e­ce. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co galês foi uma figu­ra impor­tan­te no desen­vol­vi­men­to e intro­du­ção do tele­gra­fo sem fio e do tele­fo­ne na Grã-Bre­ta­nha. O inte­res­se de Pre­e­ce em elec­tri­ci­da­de apli­ca­da e enge­nha­ria tele­grá­fi­ca foi desen­vol­vi­do como um estu­dan­te de gra­du­a­ção sob Micha­el Fara­day. Duran­te 29 anos, a par­tir de 1870, foi enge­nhei­ro no sis­te­ma tele­grá­fi­co do Cor­reio e con­tri­buiu com mui­tas inven­ções e melho­ri­as, incluin­do um sis­te­ma de sina­li­za­ção fer­ro­viá­ria que aumen­tou a segu­ran­ça fer­ro­viá­ria. Um pio­nei­ro na tele­gra­fia sem fio, ele ori­gi­nou seu pró­prio sis­te­ma em 1892. Ele incen­ti­vou Gugli­el­mo Mar­co­ni, obten­do assis­tên­cia do Cor­reio por seu tra­ba­lho. Pre­e­ce tam­bém intro­du­ziu na Grã-Bre­ta­nha os pri­mei­ros tele­fo­nes Bell.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1845, Robert Wood John­son. Este fabri­can­te nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do por, com seus dois irmãos, ter fun­da­do a John­son & John­son Cor­po­ra­ti­on, para fazer cura­ti­vos cirúr­gi­cos (1885) e foi seu pri­mei­ro pre­si­den­te. Em 1876, ele ins­pi­rou-se numa pales­tra do notá­vel cirur­gião inglês Sir Joseph Lis­ter, pio­nei­ro da cirur­gia anti-sép­ti­ca. John­son esta­be­le­ceu para cri­ar um cura­ti­vo cirúr­gi­co pron­to e que pode­ria ser usa­do sem ris­co de con­ta­mi­na­ção. Ele tra­ba­lhou para desen­vol­ver um cura­ti­vo que pode­ria per­ma­ne­cer tão livre de ger­mes quan­to pos­sí­vel entre suas fábri­cas e seus usos médi­cos em todo o país. Ele tam­bém tra­ba­lhou para melho­rar as prá­ti­cas sani­tá­ri­as no sécu­lo XIX. Ao lon­go do tem­po, a empre­sa diver­si­fi­cou-se em mui­tos mais pro­du­tos de con­su­mo e ago­ra ven­de uma ampla gama de pro­du­tos de saú­de em todo o mun­do.

Por fim tam­bém anos hoje que nas­ci­am, em 1861,[Alfred North Whi­tehe­ad e Char­les Édou­ard Guil­lau­me. O pri­mei­ro era um mate­má­ti­co e filó­so­fo inglês, que tra­ba­lhou em lógi­ca, físi­ca, filo­so­fia da ciên­cia e meta­fí­si­ca. Ele é mais conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho com Ber­trand Rus­sell num dos livros mais famo­sos do sécu­lo, Prin­ci­pia Mathe­ma­ti­ca (1910–13) para demons­trar que a lógi­ca é a base para toda a mate­má­ti­ca. Na físi­ca (1910–24), o seu tra­ba­lho mais conhe­ci­do era uma teo­ria da gra­vi­da­de, que com­pe­tia com a rela­ti­vi­da­de geral de Eins­tein por mui­tas déca­das. Pos­te­ri­or­men­te, a par­tir de 1924, em Har­vard, ele tra­ba­lhou em ques­tões mais gerais de filo­so­fia do que em mate­má­ti­ca, incluin­do o desen­vol­vi­men­to de um sis­te­ma meta­fí­si­co abran­gen­te o que pas­sou a ser conhe­ci­do como filo­so­fia de pro­ces­so. O Segun­do, Char­les, era um Físi­co fran­cês que estu­dou ligas de fer­ro-níquel e des­co­briu a Invar (uma liga de níquel-aço) que lhe per­mi­tiu con­quis­tar o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1920. Em 1883, Guil­lau­me tor­nou-se assis­ten­te do novo Escri­tó­rio Inter­na­ci­o­nal de Pesos e Medi­das em Sèvres, per­to de Paris, e tor­nou-se seu direc­tor (1915–36). Ele esta­va pre­o­cu­pa­do com a ter­mo­me­tria; e desen­vol­ver os padrões inter­na­ci­o­nais para o medi­dor, o qui­lo­gra­ma e o litro. A par­tir de 1890, inves­ti­gou inten­sa­men­te vári­as ligas. Após um estu­do metó­di­co de ligas de níquel-aço, ele inven­tou a liga invar, ten­do uma expan­são mui­to peque­na com aumen­to de tem­pe­ra­tu­ra, foi ime­di­a­ta­men­te adop­ta­da em molas de reló­gi­os e outros com­po­nen­tes. Ele tam­bém pro­du­ziu elin­var, com uma elas­ti­ci­da­de que per­ma­ne­ce qua­se cons­tan­te numa ampla gama de tem­pe­ra­tu­ras.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a equi­pa olím­pi­ca dos EUA de tre­nó cons­trói o seu tre­nó atra­vés de um pro­ces­so 3D. Este per­mi­te-lhes dese­nhar e cons­truir o tre­nó com a espe­ci­fi­ca­ções exac­tas para o atle­ta.

Esta sema­na tam­bém ficá­mos a saber que uma equi­pa de cirur­giões usam o Micro­soft Holo­Lens para “ver den­tro” dos paci­en­tes antes de faze­rem ope­ra­ções neles. Uma equi­pa do Impe­ri­al Col­le­ge Lon­don está a usar dis­po­si­ti­vos Holo­Lens nas salas de ope­ra­ção para que eles pos­sam detec­tar os prin­ci­pais vasos san­guí­ne­os, ossos e mús­cu­los, tor­nan­do os pro­ce­di­men­tos mais rápi­dos e segu­ros.
O Holo­Lens per­mi­te que os cirur­giões façam exa­mes de tomo­gra­fia com­pu­ta­do­ri­za­da que já foram com­ple­ta­dos e sobre­po­nham mode­los digi­tais 3D deles no mem­bro de um paci­en­te duran­te a cirur­gia recons­tru­ti­va.

Esta sema­na tam­bém ficá­mos a conhe­cer a pro­e­za de David Nadlin­ger, que apre­en­de áto­mos para sua pes­qui­sa de com­pu­ta­ção quân­ti­ca na Uni­ver­si­da­de de Oxford. Ele cap­tu­rou uma ima­gem em 7 de Agos­to usan­do uma câma­ra DSLR padrão. A foto mos­tra um pin­pick de um áto­mo de estrôn­cio car­re­ga­do posi­ti­va­men­te ilu­mi­na­do por uma luz azul-vio­le­ta num fun­do pre­to. O áto­mo é man­ti­do qua­se imó­vel por um cam­po eléc­tri­co que ema­na de dois eléc­tro­dos metá­li­cos colo­ca­dos de cada lado. A dis­tân­cia entre as pon­tas de agu­lha peque­nas da arma­di­lha de iões é infe­ri­or a 0,08 de pole­ga­da. Tra­ta-se de uma pro­e­za rara que foi par­ti­lha­da ao mun­do atra­vés de equi­pa­men­to nor­mal.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. São apre­sen­ta­das as revis­tas newe­lec­tro­nics de 13 de Feve­rei­ro e a Hacks­pa­ce nº4.

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Newsletter Nº145

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News­let­ter Nº145

Faz hoje anos que nas­cia, em 1700, Dani­el Ber­noul­li. Este mate­má­ti­co suí­ço foi o mais des­ta­ca­do na segun­da gera­ção da dinas­tia fami­li­ar Ber­noul­li de mate­má­ti­cos. O seu talen­to era pro­di­gi­o­so, abran­gen­do áre­as como a medi­ci­na, bio­lo­gia, fisi­o­lo­gia, mecâ­ni­ca, físi­ca, astro­no­mia e oce­a­no­gra­fia. O seu prin­ci­pal tra­ba­lho, Hydrody­na­mi­ca (1734, publ. 1738) sobre a dinâ­mi­ca dos flui­dos for­ne­ce fór­mu­las para a velo­ci­da­de, dura­ção e quan­ti­da­de de flu­xo de flui­do para fora da aber­tu­ra de um reci­pi­en­te. O famo­so teo­re­ma de Ber­noul­li, base­a­do na con­ser­va­ção de ener­gia, afir­ma que a ener­gia mecâ­ni­ca total do flui­do em des­lo­ca­ção per­ma­ne­ce cons­tan­te. Este total é com­pos­to pela ener­gia asso­ci­a­da à pres­são do flui­do, à ener­gia poten­ci­al gra­vi­ta­ci­o­nal da ele­va­ção e à ener­gia ciné­ti­ca do movi­men­to do flui­do.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1777, Ber­nard Cour­tois. Este quí­mi­co fran­cês des­co­briu o iodo. Como filho de um fabri­can­te de sali­tre de Dijon, ele inte­res­sou-se por quí­mi­ca e foi apren­diz de far­ma­cêu­ti­co. Enquan­to esta­va no ser­vi­ço mili­tar como far­ma­cêu­ti­co, tor­nou-se o pri­mei­ro a iso­lar a mor­fi­na pura do ópio (em 1804). Ele vol­tou a aju­dar no negó­cio de sali­tre de seu pai, onde as cin­zas de algas mari­nhas foram lixi­vi­a­das para sais de sódio e potás­sio usan­do áci­do sul­fú­ri­co. Em 1811, do licor-mãe, ele obser­vou nuvens ascen­den­tes de vapor roxo que con­den­sa­vam em super­fí­ci­es fri­as como cris­tais escu­ros com um bri­lho metá­li­co. Ele pen­sou que isso pode­ria ser um ele­men­to novo, mas não tinha capa­ci­da­de para con­fir­mar com­ple­ta­men­te sua sus­pei­ção. Isso foi veri­fi­ca­do pos­te­ri­or­men­te por Joseph-Louis Gay-Lus­sac e Humphry Davy.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1795, Fri­e­dli­eb Fer­di­nand Run­ge. Este quí­mi­co ale­mão foi con­si­de­ra­do como o cri­a­dor da téc­ni­ca ana­lí­ti­ca ampla­men­te uti­li­za­da da cro­ma­to­gra­fia em papel. No decor­rer da sua pes­qui­sa sobre coran­tes sin­té­ti­cos, ele iso­lou e nome­ou vári­os com­po­nen­tes impor­tan­tes do óleo de alca­trão de car­vão, entre eles áci­do car­bó­li­co (1934, ago­ra cha­ma­do fenol), pir­ro­le, áci­do rosó­li­co (auri­na) e cia­nol (ani­li­na). Ele não ana­li­sou nenhum des­ses com­pos­tos, no entan­to. Em 1850, Run­ge publi­cou o pri­mei­ro estu­do sis­te­má­ti­co de cro­ma­to­gra­fia: cír­cu­los con­cên­tri­cos de dife­ren­tes subs­tân­ci­as colo­ri­das difun­di­das atra­vés do papel. Ele tam­bém obser­vou a capa­ci­da­de da bel­la­do­na para indu­zir dila­ta­ção dura­dou­ra da pupi­la do olho (midría­se), e ele desen­vol­veu um pro­ces­so para obter açú­car do suco de beter­ra­ba. Ele inves­ti­gou a des­ti­la­ção seca e a com­po­si­ção da maté­ria.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1828, Jules Ver­ne. Ver­ne nas­ceu no por­to de Nan­tes, onde foi trei­na­do para seguir os pas­sos de seu pai como advo­ga­do, mas aban­do­nou a pro­fis­são no iní­cio da vida para escre­ver para revis­tas e para o tea­tro. Gene­ri­ca­men­te con­si­de­ra­do um gran­de autor lite­rá­rio na Fran­ça e na mai­or par­te da Euro­pa, onde teve uma gran­de influên­cia na van­guar­da lite­rá­ria e no sur­re­a­lis­mo. Ver­ne foi o segun­do autor mais tra­du­zi­do do mun­do des­de 1979, clas­si­fi­can­do-se entre Agatha Chris­tie e Wil­li­am Sha­kes­pe­a­re. Ele por vezes é cha­ma­do de “Pai da fic­ção cien­tí­fi­ca”, um títu­lo que tam­bém foi atri­buí­do a H. G. Wells e Hugo Gerns­back. Ele é mais conhe­ci­do pelos seus livros Via­gem ao Cen­tro da Ter­ra (1864), Vin­te Mil Léguas Sub­ma­ri­nas (1870) e a Vol­ta ao Mun­do em 80 dias (1873).

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1834, Dmi­tri Men­de­le­ev. Este quí­mi­co rus­so desen­vol­veu a clas­si­fi­ca­ção perió­di­ca dos ele­men­tos. Na sua ver­são final da tabe­la perió­di­ca (1871), ele dei­xou lacu­nas, afir­man­do que elas seri­am pre­en­chi­das por ele­men­tos não conhe­ci­dos. Ele pre­viu as pro­pri­e­da­des de oito ele­men­tos que ain­da não tinham sido des­co­ber­tos. Para estes oito ele­men­tos, ele usou os pre­fi­xos de eka, dvi e tri (sâns­cri­to um, dois, três) na sua nome­a­ção. Men­de­le­ev ques­ti­o­nou alguns dos pesos ató­mi­cos actu­al­men­te acei­tes (eles pode­ri­am ser medi­dos ape­nas com uma pre­ci­são rela­ti­va­men­te bai­xa naque­la altu­ra), res­sal­van­do que não cor­res­pon­di­am aos suge­ri­dos pela sua Lei Perió­di­ca. Ele obser­vou que o telú­rio tem um peso ató­mi­co mai­or do que o iodo, mas ele os colo­cou na ordem cer­ta, pre­ven­do incor­rec­ta­men­te que os pesos ató­mi­cos acei­tes no momen­to eram cul­pa­dos. Ele ficou intri­ga­do sobre onde colo­car os lan­ta­ní­de­os conhe­ci­dos e pre­viu a exis­tên­cia de outra fila na tabe­la, que eram os actí­ni­de­os, que eram alguns dos mais pesa­dos da mas­sa ató­mi­ca. Algu­mas pes­so­as desa­cre­di­ta­ram Men­de­le­ev por pre­ver que have­ria mais ele­men­tos, mas foi pro­va­do estar cor­re­to quan­do Ga (gálio) e Ge (ger­ma­nium) foram encon­tra­dos em 1875 e 1886, res­pec­ti­va­men­te, ajus­tan­do-se per­fei­ta­men­te aos dois espa­ços em fal­ta.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1866, Moses Gom­berg. Este quí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no nas­ci­do na Rús­sia ini­ci­ou o estu­do dos radi­cais livres em quí­mi­ca quan­do, em 1900, pre­pa­rou o pri­mei­ro, tri­fe­nil­me­til. Os radi­cais livres orgâ­ni­cos são essen­ci­ais para o fun­ci­o­na­men­to do cor­po, além de serem rela­ci­o­na­dos com o enve­lhe­ci­men­to e nas doen­ças. Além dis­so, eles desem­pe­nham um papel impor­tan­te na pro­du­ção de plás­ti­cos e outros mate­ri­ais sin­té­ti­cos ampla­men­te uti­li­za­dos. Os radi­cais livres orgâ­ni­cos con­têm uma for­ma de car­bo­no com um elec­trão desem­pa­re­lha­do que per­mi­te que o radi­cal rea­ja com outra molé­cu­la. Até Gom­berg ter sin­te­ti­za­do o tri­fe­nil­me­til, pen­sa­va-se que os radi­cais livres con­ten­do car­bo­no não exis­ti­am. A des­co­ber­ta de Gom­berg levou a teo­ri­as moder­nas da estru­tu­ra e reac­ti­vi­da­de das molé­cu­las orgâ­ni­cas e levou ao desen­vol­vi­men­to de todo um cam­po de pes­qui­sa.

Por fim faz anos hoje que nas­cia, em 1906, Ches­ter Carl­son. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou a xero­gra­fia, um pro­ces­so elec­tros­tá­ti­co de copi­ar a seco que encon­trou apli­ca­ções que vão des­de a cópia de escri­tó­rio até a repro­du­ção de livros já fora de impres­são. O pro­ces­so envol­ve a sen­si­bi­li­za­ção de uma super­fí­cie foto-con­du­to­ra para a luz, dan­do-lhe uma car­ga elec­tros­tá­ti­ca. Em 1947, ele ven­deu os direi­tos comer­ci­ais da sua inven­ção à Haloid Com­pany, um peque­no fabri­can­te de papel foto­grá­fi­co (que mais tar­de se tor­na­ria na Xerox Cor­po­ra­ti­on).

Na sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Spa­ceX lan­çou com suces­so o fogue­tão Fal­con. Na pas­sa­da ter­ça-fei­ra, o mun­do pode tes­te­mu­nhar o lan­ça­men­to do fogue­tão mais pode­ro­so em qua­se meio sécu­lo. A Spa­ce Explo­ra­ti­on Tech­no­lo­gi­es, uma empre­sa pri­va­da de vôos espa­ci­ais mais conhe­ci­da como Spa­ceX, envi­ou o seu novo fogue­tão Fal­con Heavy no seu pri­mei­ro lan­ça­men­to de tes­te. A enor­me embar­ca­ção uti­li­zou os seus moto­res Mer­lin no Cen­tro Espa­ci­al Ken­nedy da NASA em Cabo Cana­ve­ral. A curi­o­si­da­de des­te lan­ça­men­to foi a car­ga do mes­mo que era um Roads­ter Tes­la ver­me­lho.

Tam­bém na sema­na que pas­sou pude­mos ver um dro­ne da Ehang a trans­por­tar pas­sa­gei­ros. Foi na CES 2016 que a Ehang mos­trou um pro­tó­ti­po de seu dro­ne de pas­sa­gei­ros, o Ehang 184. Ficou na altu­ra um cer­to cep­ti­cis­mo sobre suas capa­ci­da­des de voo autó­no­mo, mas a empre­sa aca­ba de publi­car o pri­mei­ro vídeo do veí­cu­lo em voo com pas­sa­gei­ros a bor­do. Ehang afir­ma que rea­li­zou mais de 1000 voos de tes­te ao lon­go dos anos. No vídeo, a empre­sa dis­se que o CEO da Ehang, Huazhi Hu e Wang Dong, o vice-pre­fei­to de Guangzhou, na Chi­na, onde os tes­tes foram rea­li­za­dos, são dois dos 40 pas­sa­gei­ros que leva­ram ao céu na nave. O dro­ne total­men­te eléc­tri­co pode trans­por­tar pas­sa­gei­ros até 10 milhas de dis­tân­cia ou até 23 minu­tos de voo.

Ain­da esta sema­na, a NASA fez tes­tes com um Reló­gio Ató­mi­co para Nave­ga­ção Espa­ci­al Pro­fun­da. No espa­ço pro­fun­do, a pre­ci­são de tem­po é vital para a nave­ga­ção, mas mui­tas naves espa­ci­ais não pos­su­em reló­gi­os pre­ci­sos a bor­do. Duran­te 20 anos, o Labo­ra­tó­rio de Pro­pul­são a Jac­to da NASA em Pasa­de­na, Cali­fór­nia, tem aper­fei­ço­a­do um reló­gio com essa capa­ci­da­de.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou, a Mozil­la apre­sen­tou o seu pro­jec­to “Pro­ject Things” — uma estru­tu­ra aber­ta para conec­tar seus dis­po­si­ti­vos à web. O lan­ça­men­to tor­na mais fácil para qual­quer pes­soa com um Rasp­ber­ry Pi cons­truir seu pró­prio Gateway IoT. Além dos coman­dos e con­tro­les base­a­dos na web, um novo recur­so expe­ri­men­tal mos­tra o poder e a faci­li­da­de de usar coman­dos base­a­dos em voz.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­do tam­bém um livro sobre apren­der com Python — como pen­sar como um cien­tis­ta da com­pu­ta­ção.

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