Newsletter Nº220

Newsletter Nº220
News­let­ter Nº220

Faz hoje anos que nas­cia, em 1635, Robert Hoo­ke. Este Físi­co inglês des­co­briu a lei da elas­ti­ci­da­de, conhe­ci­da como lei de Hoo­ke, e inven­tou a mola de equi­lí­brio para reló­gi­os. Ele era um cien­tis­ta vir­tu­o­so cujo âmbi­to de pes­qui­sa vari­a­va ampla­men­te, incluin­do físi­ca, astro­no­mia, quí­mi­ca, bio­lo­gia, geo­lo­gia, arqui­tec­tu­ra e tec­no­lo­gia naval. Ele tam­bém inven­tou ou aper­fei­ço­ou ins­tru­men­tos mete­o­ro­ló­gi­cos, como o baró­me­tro, o ane­mó­me­tro e o higró­me­tro.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1768, Jean-Robert Argand. Este mate­má­ti­co suí­ço foi um dos pri­mei­ros a usar núme­ros com­ple­xos, que ele apli­cou para mos­trar que todas as equa­ções algé­bri­cas têm raí­zes. O seu nome está asso­ci­a­do ao dia­gra­ma de Argand, uma repre­sen­ta­ção geo­mé­tri­ca de núme­ros com­ple­xos como pon­tos num pla­no car­te­si­a­no, com a por­ção real do núme­ro no eixo do x a par­te ima­gi­ná­ria no eixo y.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, 1853, Hen­drik Lorentz. Este Físi­co holan­dês par­ti­lhou (com Pie­ter Zee­man) o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1902 pela sua teo­ria da influên­cia do mag­ne­tis­mo sobre os fenó­me­nos da radi­a­ção elec­tro­mag­né­ti­ca. A teo­ria foi con­fir­ma­da pelas des­co­ber­tas de Zee­man e deu ori­gem à teo­ria da rela­ti­vi­da­de espe­ci­al de Albert Eins­tein. Des­de o iní­cio, Lorentz fez ques­tão de esten­der a teo­ria da elec­tri­ci­da­de e da luz de James Clerk Maxwell. O seu tra­ba­lho fun­da­men­tal nos cam­pos da ópti­ca e da elec­tri­ci­da­de revo­lu­ci­o­nou as con­cep­ções da natu­re­za da maté­ria.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1906, Sid­ney Dar­ling­ton. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te ame­ri­ca­no é inven­tor de uma con­fi­gu­ra­ção de tran­sís­tor em 1953, o par Dar­ling­ton. Ele avan­çou o esta­do da teo­ria de redes, desen­vol­ven­do a abor­da­gem de sín­te­se de per­da de inser­ção e inven­tou o radar chirp, as miras de bom­bar­deio e a ori­en­ta­ção de armas e fogue­tes.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1937, Roald Hoff­mann. Este quí­mi­co ame­ri­ca­no nas­ci­do na Poló­nia, rece­beu, com Fukui Keni­chi do Japão, o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1981 pelas suas inves­ti­ga­ções inde­pen­den­tes dos meca­nis­mos de reac­ções quí­mi­cas. O seu tra­ba­lho visa ante­ci­par teo­ri­ca­men­te o cur­so das reac­ções quí­mi­cas. Baseia-se na mecâ­ni­ca quân­ti­ca (a teo­ria cujo pon­to de par­ti­da é que os meno­res blo­cos de cons­tru­ção da maté­ria podem ser con­si­de­ra­dos tan­to par­tí­cu­las quan­to ondas), o que ten­ta expli­car como os áto­mos se com­por­tam. A inte­rac­ção orbi­tal e as rela­ções de sime­tria entre molé­cu­las ou par­tes de molé­cu­las são fun­da­men­tais para essa teo­ria de con­ser­va­ção da sime­tria orbi­tal em reac­ções quí­mi­cas.

Nes­ta sema­na que pas­sou a Intel anun­ci­ou um sis­te­ma neu­ro­mór­fi­co de 8 milhões de neu­ró­ni­os, com­pos­to por 64 chips de pes­qui­sa Loihi — nome de códi­go Pohoi­ki Bea­ch — está ago­ra dis­po­ní­vel para a comu­ni­da­de de inves­ti­ga­ção. Com a Pohoi­ki Bea­ch, os inves­ti­ga­do­res podem expe­ri­men­tar o chip de pes­qui­sa ins­pi­ra­do no cére­bro da Intel, Loihi, que apli­ca os prin­cí­pi­os encon­tra­dos nos cére­bros bio­ló­gi­cos às arqui­tec­tu­ras de com­pu­ta­do­res. A Loihi per­mi­te que os uti­li­za­do­res pro­ces­sem infor­ma­ções até 1.000 vezes mais rápi­do e 10.000 vezes mais efi­ci­en­te do que CPUs para apli­ca­ções espe­ci­a­li­za­das, como codi­fi­ca­ção espar­sa, pes­qui­sa de grá­fi­cos e pro­ble­mas de satis­fa­ção de res­tri­ções.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que o sis­te­ma de posi­ci­o­na­men­to glo­bal Gali­leo ficou ino­pe­ra­ci­o­nal duran­te vári­os dias ten­do entre­tan­to vol­ta­do a ficar ope­ra­ci­o­nal. Os uti­li­za­do­res comer­ci­ais já podem ver sinais de recu­pe­ra­ção dos ser­vi­ços de nave­ga­ção e de hora do Gali­leo, embo­ra algu­mas flu­tu­a­ções pos­sam ain­da ocor­rer. O inci­den­te téc­ni­co foi ori­gi­na­do por um mau fun­ci­o­na­men­to do equi­pa­men­to na infra­es­tru­tu­ra ter­res­tre do Gali­leo, afec­tan­do o cál­cu­lo das pre­vi­sões de tem­po e órbi­ta, e que são usa­dos para cal­cu­lar a men­sa­gem de nave­ga­ção. O mau fun­ci­o­na­men­to afec­tou dife­ren­tes ele­men­tos nas ins­ta­la­ções ter­res­tres.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da tam­bém a revis­ta Hacks­pa­ce Maga­zi­ne de Agos­to e o livro “Ele­ments of Pro­gram­ming”.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.