Newsletter Nº124

Newsletter Nº124
News­let­ter Nº124

Faz hoje anos que nas­cia, em 1698, Char­les Du Fay. Este quí­mi­co Fran­cês, nas­ci­do em Paris, ficou conhe­ci­do por ter des­co­ber­to a exis­tên­cia de dois tipos de elec­tri­ci­da­de aos quais cha­mou de “vítreo” e “resi­no­so” (mais tar­de conhe­ci­dos como car­ga posi­ti­va e nega­ti­va, res­pec­ti­va­men­te). Ele notou a dife­ren­ça entre con­du­to­res e iso­la­do­res, cha­man­do-os de “elec­tri­ci­da­de” e “não eléc­tri­ca” pela sua capa­ci­da­de de pro­du­zir elec­tri­fi­ca­ção por con­tac­to. Ele tam­bém des­co­briu que objec­tos igual­men­te car­re­ga­dos se repe­li­am e que objec­tos mui­to dife­ren­tes se atraíam.

Faz tam­bém anos hoje que nas­ci­am, em 1847, Wil­li­am Edward Ayr­ton e Pavel Yablo­ch­kov. O pri­mei­ro era um enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co inglês que foi pio­nei­ro na edu­ca­ção téc­ni­ca. Ele cola­bo­rou com John Per­ry, e suas inú­me­ras inven­ções inclu­em um tri­ci­clo eléc­tri­co (1882), o pri­mei­ro ampe­rí­me­tro por­tá­til prá­ti­co, o vol­tí­me­tro e outros ins­tru­men­tos para medi­ção eléc­tri­co. O segun­do foi um enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co rus­so que ficou conhe­ci­do pela inven­ção de uma lâm­pa­da de arco melho­ra­da, conhe­ci­da como a vela de Yablo­ch­kov (1876). Sen­do bara­ta, foi usa­da em edi­fí­ci­os públi­cos e para ilu­mi­nar ruas duran­te vári­as déca­das antes do adven­to da ilu­mi­na­ção incan­des­cen­te, o que exi­gia mui­to menos manu­ten­ção. Uma luz bran­ca bri­lhan­te foi pro­du­zi­da por um arco elé­tri­co entre duas has­tes de car­bo­no para­le­las, usan­do cor­ren­te alter­na­da para garan­tir que as has­tes se vapo­ri­zas­sem na mes­ma pro­por­ção. As velas de Yablo­ch­kov foram usa­das a par­tir de 1877 em Paris e foram ins­ta­la­das em Lon­dres ao lon­go de Vic­to­ria Embank­ment (1878), segui­do do mer­ca­do de pei­xe Bil­lings­ga­te, da Man­si­on Hou­se e do Via­duc­to Hol­born.

Na sema­na que pas­sou a son­da Cas­si­ni envi­ou as ulti­mas ima­gens da sua lon­go via­gem que se ini­ci­ou no final do sécu­lo pas­sa­do à cer­ca de 20 anos. Depois de 7 anos a via­jar até ao pla­ne­ta Satur­no, este­ve a orbi­tar este duran­te 13 anos. Duran­te o pró­xi­mo dia 15 irá entrar na atmos­fe­ra de Satur­no e des­pe­nhar-se-á. Duran­te o tem­po em que este­ve em orbi­ta, obser­vou lei­tu­ras estra­nhas no pólo sul de Ence­la­dus, a sex­ta mai­or lua de Satur­no. Depois de duas pas­sa­gens adi­ci­o­nais os cien­tis­tas veri­fi­ca­ram que jatos de vapor de agua eram expe­li­dos vin­dos debai­xo da cros­ta da lua. Con­cluin­do a exis­tên­cia de um oce­a­no de agua sal­ga­da debai­xo da cros­ta de Ence­la­dus. Outra das gran­des razões da mis­são da Cas­si­ni era a explo­ra­ção da lua Titan, a mai­or de Satur­no e é cer­ca de 50% mai­or que a Lua ter­res­tre. Esta lua tem uma atmos­fe­ra e é o úni­co objec­to no espa­ço além do pla­ne­ta Ter­ra onde há evi­dên­cia cla­ra de cor­pos está­veis de líqui­do super­fi­ci­al. Para que o conhe­ci­men­to sobre esta lua foi ain­da mais apro­fun­da­do a son­da Cas­si­ni trans­por­tou uma son­da cha­ma­da Huy­gens, fei­ta pela Agên­cia Espa­ci­al Euro­peia. A son­da ater­rou em Titan a 14 de Janei­ro de 2005, tor­nan­do-se a pri­mei­ra nave espa­ci­al a ater­rar no sis­te­ma solar exte­ri­or. Duran­te sua des­ci­da de 2,5 horas à super­fí­cie, Huy­gens reu­niu medi­ções deta­lha­das da atmos­fe­ra de Titan e deu aos cien­tis­tas o pri­mei­ro olhar de per­to sobre a super­fí­cie de Titan, reve­lan­do lei­tos de rios secos e lagos na cros­ta. Na sua via­gem foi tam­bém pos­sí­vel obter infor­ma­ção deta­lha­da sobre os anéis e a sua com­po­si­ção, assim como a sua ori­gem. Foi igual­men­te pos­sí­vel obser­var o famo­so hexá­go­no de Satur­no — o flu­xo de jac­to de seis lados no pólo nor­te do pla­ne­ta que abran­ge mais do dobro da lar­gu­ra da Ter­ra. Demo­rou bas­tan­te tem­po antes da Cas­si­ni poder ver o hexá­go­no com luz visí­vel, já que o flu­xo de jac­tos esta­va prin­ci­pal­men­te cober­to pela som­bra nos pri­mei­ros cin­co anos da mis­são. Isso ocor­re por­que Satur­no leva mui­to mais tem­po para orbi­tar o Sol do que a Ter­ra, então as esta­ções duram mui­to mais. Mas em 2009, a luz solar final­men­te ilu­mi­nou o hemis­fé­rio nor­te, per­mi­tin­do a Cas­si­ni obser­var. A son­da final­men­te viu o que esta­va no cen­tro do hexá­go­no: um fura­cão mui­to seme­lhan­te aos da Ter­ra, mas com um olho cer­ca de 50 vezes mai­or do que uma tem­pes­ta­de média. Foi até obser­va­do um segun­do vór­ti­ce pare­ci­do com um fura­cão que se apro­xi­ma­va da bor­da da cor­ren­te de jac­to. Os inves­ti­ga­do­res des­co­bri­ram depois que a dis­tân­cia do Satur­no ao Sol e sua com­po­si­ção atmos­fé­ri­ca per­mi­tem que os flu­xos de jac­to se for­mem em for­mas geo­mé­tri­cas, mas o hexá­go­no ain­da é um pou­co mis­te­ri­o­so: não está cla­ro por que o pólo sul tam­bém não pos­sui um hexá­go­no ou o que per­mi­te o flu­xo de jac­tos dura­rem tan­to tem­po.
Satur­no tem mais de 60 luas, algu­mas das quais foram des­co­ber­tas pela Cas­si­ni. A son­da detec­tou até seis novas luas no pla­ne­ta, bem como poten­ci­ais peque­nas luas que se movem atra­vés dos anéis de Satur­no, des­lo­can­do par­tí­cu­las aci­ma e abai­xo das ban­das. Fica aqui um link para um Video àcer­ca dos últi­mos momen­tos da son­da.
Esta sema­na a Apple apre­sen­tou a sua mais recen­te famí­lia de Smartpho­nes — iPho­ne X. Con­ten­do carac­te­rís­ti­cas ino­va­do­ras, incluin­do uma tela de super reti­na, sis­te­ma de câma­ra Tru­e­Depth, iden­ti­fi­ca­ção de ros­to e Bio­nic Chip com o Neu­ral Engi­ne. Com um design de vidro com uma tela de 5,8 pole­ga­das Super Reti­na. Das prin­ci­pais novi­da­des des­ta­ca-se o car­re­ga­men­to sem fio e uma câma­ra tra­sei­ra melho­ra­da com esta­bi­li­za­ção de ima­gem dupla ópti­ca. Per­mi­te igual­men­te ao uti­li­za­dor des­blo­que­ar, auten­ti­car e pagar usan­do Face ID, habi­li­ta­do pela nova câma­ra Tru­e­Depth. O iPho­ne X che­ga­rá aos cli­en­tes no ini­cio de Novem­bro.
Tam­bém ficá­mos a saber esta sema­na que a Chi­na está a cons­truir a mai­or ins­ta­la­ção de pes­qui­sa quân­ti­ca do mun­do para desen­vol­ver um com­pu­ta­dor quân­ti­co e outras for­mas “revo­lu­ci­o­ná­ri­as” de tec­no­lo­gia que podem ser usa­das pelos mili­ta­res para code-bre­a­king ou sub­ma­ri­nos fur­ti­vos, de acor­do com cien­tis­tas e auto­ri­da­des envol­vi­das no pro­jec­to. O Labo­ra­tó­rio Naci­o­nal de Ciên­ci­as da Infor­ma­ção Quân­ti­ca esta­rá loca­li­za­do em um local de 37 hec­ta­res ao lado de um peque­no lago na pro­vín­cia de Hefei, Anhui.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­do tam­bém a revis­ta newe­lec­tro­nics de 12 Setem­bro de 2017.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.