Newsletter Nº254

Newsletter Nº254
News­let­ter Nº254

Faz anos hoje que nas­cia, em 1790 o qui­mi­co inglês John Fre­de­ric Dani­ell. Ele foi res­pon­sá­vel pela inven­ção da célu­la Dani­ell, que foi uma gran­de melho­ria em rela­ção à célu­la vol­tai­ca usa­da nos pri­mei­ros dias do desen­vol­vi­men­to da bate­ria. A sua pes­qui­sa em 1820 levou à inven­ção de um higró­me­tro que media a humi­da­de rela­ti­va que pos­te­ri­or­men­te se tor­nou um ins­tru­men­to padrão. Dani­ell ini­ci­ou expe­ri­ên­ci­as em 1835, na ten­ta­ti­va de melho­rar a bate­ria vol­tai­ca com seu pro­ble­ma de ser ins­tá­vel e como uma fon­te fra­ca de cor­ren­te eléc­tri­ca. Em 1836, ele inven­tou uma célu­la pri­má­ria na qual o hidro­gé­nio foi eli­mi­na­do com a gera­ção da elec­tri­ci­da­de. Dani­ell tinha resol­vi­do o pro­ble­ma da pola­ri­za­ção devi­do a uma fina pelí­cu­la de bolhas de hidro­gé­nio que se for­ma­va sobre o eléc­tro­do posi­ti­vo que redu­zia a cor­ren­te.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1824, o físi­co ale­mão Gus­tav Kir­chhoff. Ele jun­ta­men­te com Robert Bun­sen, esta­be­le­ceu a teo­ria da aná­li­se de espec­tro (uma téc­ni­ca para aná­li­se quí­mi­ca, ana­li­san­do a luz emi­ti­da por um mate­ri­al aque­ci­do), apli­ca­da por Kir­chhoff para deter­mi­nar a com­po­si­ção do Sol. Ele des­co­briu que quan­do a luz pas­sa atra­vés de um gás, o gás absor­ve os com­pri­men­tos de onda que seri­am emi­ti­dos se aque­ci­dos, o que expli­ca­va as nume­ro­sas linhas escu­ras (linhas de Frau­nho­fer) no espec­tro do Sol. Nas leis de Kir­chhoff (1845), ele gene­ra­li­zou as equa­ções que des­cre­vem o flu­xo de cor­ren­te no caso dos con­du­to­res eléc­tri­cos em três dimen­sões, esten­den­do a lei de Ohm ao cál­cu­lo das cor­ren­tes, ten­sões e resis­tên­ci­as das redes eléc­tri­cas. Ele demons­trou que a cor­ren­te flui num con­du­tor de resis­tên­cia zero à velo­ci­da­de da luz.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1838, o quí­mi­co inglês Wil­li­am Henry Per­kin. Enquan­to expe­ri­men­ta­va sin­te­ti­zar o qui­ni­no a par­tir de um pro­du­to quí­mi­co do alca­trão de car­vão, Per­kins mis­tu­rou ani­li­na e dicro­ma­to de sódio e ines­pe­ra­da­men­te encon­trou uma cor den­sa — que ele deno­mi­nou roxo ani­li­na — que extraiu com álco­ol. Ele des­co­bri­ra o pri­mei­ro coran­te arti­fi­ci­al. Os têx­teis da sua épo­ca eram colo­ri­dos de fon­tes natu­rais; a dele era uma alter­na­ti­va vali­o­sa. Aos 18 anos, ele paten­te­ou o coran­te. O seu pai inves­tiu em seus esfor­ços para fabri­car o coran­te. Foi colo­ca­do à ven­da em 1857 e tor­nou-se popu­lar na Fran­ça. Aos 23 anos, ele era pai de uma nova indús­tria quí­mi­ca orgâ­ni­ca sin­té­ti­ca.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1905, o enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no Chaun­cey Guy Suits. Ele aju­dou a desen­vol­ver um novo pro­ces­so, anun­ci­a­do em 1962, para cri­ar dia­man­tes sin­té­ti­cos com­pri­min­do car­bo­no numa gran­de pren­sa hidráu­li­ca a pres­sões de até três milhões de libras por pole­ga­da qua­dra­da, enquan­to simul­ta­ne­a­men­te aque­ci­do a 9.000 ºF, sem a neces­si­da­de do agen­te cata­li­sa­dor de metal usa­do ante­ri­or­men­te. Ele pos­suía 77 paten­tes nos EUA, em apli­ca­ções vari­a­das, como melho­ri­as de sinal de blo­queio fer­ro­viá­rio, cir­cui­tos para sinais eléc­tri­cos que pis­cam em sequên­cia, cir­cui­tos de rádio, sina­li­za­do­res, sinais sub­ma­ri­nos, redu­to­res de luz de tea­tro e relés foto­e­léc­tri­cos.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1925, o físi­co japo­nês Leo Esa­ki. Ele par­ti­lhou (com Ivar Gia­e­ver e Bri­an Joseph­son) o Pré­mio Nobel de Físi­ca (1973) em reco­nhe­ci­men­to pelo seu tra­ba­lho pio­nei­ro em tune­la­men­to de elec­trões em sóli­dos. A par­tir de algu­mas expe­ri­ên­ci­as apa­ren­te­men­te sim­ples publi­ca­das em 1958, ele foi capaz de des­ven­dar os pro­ces­sos de tune­la­men­to em sóli­dos, um fenó­me­no que esta­va cober­to de per­gun­tas por déca­das. O tune­la­men­to é um efei­to mecâ­ni­co quân­ti­co no qual um elec­trão pas­sa atra­vés de uma bar­rei­ra em poten­ci­al, embo­ra a teo­ria clás­si­ca pre­vis­se que não pode­ria. A des­co­ber­ta do Dr. Esa­ki levou à cri­a­ção do dío­do Esa­ki, um com­po­nen­te impor­tan­te da físi­ca do esta­do sóli­do com apli­ca­ções prá­ti­cas em cir­cui­tos de alta velo­ci­da­de encon­tra­dos em com­pu­ta­do­res e redes de comu­ni­ca­ções.

E nes­ta sema­na que pas­sou o tema domi­nan­te foi o COVID-19, nome dado a doen­ça pro­vo­ca­da por uma estir­pe de coro­na­vi­rus (SARS-CoV‑2) des­co­ber­ta em final de 2019 e que teve ori­gem em Wuhan na Chi­na.
Até ago­ra tinha sido uma doen­ça que afec­ta­va o mun­do mas à qual Por­tu­gal tinha fica­do de fora não sofren­do (de for­ma mui­to visí­vel) os efei­tos que outros paí­ses já esta­vam a sofrer. Mas esta sema­na dei­xou de ser uma doen­ça que afec­ta os outros e pas­sou a afec­tar o nos­so quo­ti­di­a­no. Ten­do pas­sa­do à cate­go­ria de pan­de­mia sig­ni­fi­ca que todos os paí­ses estão em ris­co. E é par­ti­cu­lar­men­te impor­tan­te que cada um de nós con­tri­bua acti­va­men­te para o con­tro­lo des­ta doen­ça seguin­do os con­se­lhos da OMS evi­tan­do locais com den­si­da­de ele­va­da de pes­so­as, des­lo­ca­ções des­ne­ces­sá­ri­as, lavar as mãos com frequên­cia, evi­tar cum­pri­men­tos pró­xi­mos como aper­tos de mão ou bei­ji­nhos, evi­tar tocar com as mãos nos seus olhos, boca ou nariz, e usar o bom sen­so nas com­pras de bens evi­tan­do o des­per­dí­cio.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.