Newsletter Nº250

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News­let­ter Nº250

Faz hoje anos que nas­cia, em 1805, o mate­má­ti­co ale­mão Peter Gus­tav Lejeu­ne Diri­ch­let. Ten­do fei­to vali­o­sas con­tri­bui­ções para teo­ria dos núme­ros, aná­li­se e mecâ­ni­ca, Diri­ch­let é mais conhe­ci­do pelos seus tra­ba­lhos sobre con­di­ções para a con­ver­gên­cia de séri­es tri­go­no­mé­tri­cas e o uso das séri­es para repre­sen­tar fun­ções arbi­trá­ri­as. Ele, em 1837, propôs a defi­ni­ção moder­na de uma fun­ção. Em mecâ­ni­ca, ele inves­ti­gou o equi­lí­brio de sis­te­mas e a teo­ria do poten­ci­al. Isso levou‑o ao pro­ble­ma de Diri­ch­let, rela­ti­vo às fun­ções har­mó­ni­cas com deter­mi­na­das con­di­ções de fron­tei­ra. Diri­ch­let é con­si­de­ra­do o fun­da­dor da teo­ria das séri­es de Fou­ri­er, ten­do cor­ri­gi­do os erros ante­ri­o­res de outros inves­ti­ga­do­res nos escri­tos de Fou­ri­er. Um dos seus alu­nos era Rie­mann. Em 1855, ele suce­deu Carl Fri­e­dri­ch Gauss na Uni­ver­si­da­de de Göt­tin­gen.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1834, o quí­mi­co ale­mão Hein­ri­ch Caro. Ele inven­tou novos pro­ces­sos quí­mi­cos indus­tri­ais que per­mi­ti­ram à empre­sa ale­mã BASF (Badis­che Ani­lin und Soda Fabrik) tor­nar-se o prin­ci­pal fabri­can­te de coran­tes sin­té­ti­cos duran­te duas déca­das, a par­tir de 1869. Antes de se jun­tar a eles (1866), ele bene­fi­ci­ou do tem­po que pas­sou na Ingla­ter­ra, tra­ba­lhan­do em mal­veí­na (o pri­mei­ro coran­te sin­té­ti­co) e apren­den­do sobre os novos coran­tes sin­té­ti­cos que Wil­li­am Per­kins tinha desen­vol­vi­do. Caro melho­rou esses méto­dos de sín­te­se e impul­si­o­nou a ascen­são da indús­tria ale­mã de coran­tes, que levou ao domí­nio mais amplo da Ale­ma­nha na quí­mi­ca indus­tri­al e ao sur­gi­men­to do labo­ra­tó­rio de pes­qui­sa indus­tri­al. Ele aju­dou a sin­te­ti­zar a ali­za­ri­na arti­fi­ci­al (um coran­te natu­ral), des­co­briu o azul de meti­le­no (1877), o pri­mei­ro coran­te azo áci­do (1878) e o pode­ro­so agen­te oxi­dan­te, o áci­do de Caro, o H2SO5 (1898).

Faz igual hoje anos que nas­cia, em 1910, o físi­co e inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no Wil­li­am Shoc­kley. Jun­ta­men­te com John Bar­de­en e Wal­ter H. Brat­tain rece­beu o pré­mio Nobel da físi­ca pelo desen­vol­vi­men­to do tran­sís­tor, um dis­po­si­ti­vo que subs­ti­tuiu a menos efi­ci­en­te vál­vu­la e deu ori­gem à era da elec­tró­ni­ca mini­a­tu­ri­za­da como a conhe­ce­mos hoje.

Por fim, nas­cia em 1923, Chuck Yea­ger. Este Pilo­to nor­te-ame­ri­ca­no alcan­çou inú­me­ros recor­des de velo­ci­da­de, dos quais o mais famo­so é o pri­mei­ro voo tri­pu­la­do mais rápi­do que o som. O Bell X‑1 foi cons­truí­do como um avião de pes­qui­sa para atin­gir velo­ci­da­des e alti­tu­des extre­mas. Em 14 de Outu­bro de 1947, o X‑1 foi levan­ta­do do chão num B‑29 e trans­por­ta­do para 6.400 m. Ele sol­tou-se, dis­pa­ran­do qua­tro fogue­tes de com­bus­tí­vel líqui­do, o que o levou a uma velo­ci­da­de super­só­ni­ca de Mach 1,06 e a uma alti­tu­de máxi­ma de 45.000 pés (13.700 m).

Nes­ta sema­na que pas­sou e numa cola­bo­ra­ção entre a ESA e a NASA foi lan­ça­da a Solar Orbi­ter. Pro­cu­ran­do uma visão dos pólos nor­te e sul do Sol, a Solar Orbi­ter via­ja­rá para fora do pla­no eclíp­ti­co — o cin­tu­rão do espa­ço, apro­xi­ma­da­men­te ali­nha­do com o equa­dor do Sol, atra­vés do qual os pla­ne­tas orbi­tam. Pas­san­do pela Ter­ra e repe­ti­da­men­te em vol­ta de Vénus, a son­da apro­xi­mar-se‑á do Sol e subi­rá mais aci­ma da eclíp­ti­ca até ter uma visão pano­râ­mi­ca dos pólos.

Tam­bém esta sema­na que pas­sou ficá­mos a conhe­cer a nova ver­são do soft­ware Rasp­bi­an para o Rasp­ber­ry PI. Esta dis­tro base­a­da no Debi­an bus­ter tem como prin­ci­pais alte­ra­ções, melho­ri­as ao nivel do ges­tor de fichei­ros PCmanFM, do lei­tor de ecrã Orca, melho­ri­as ao nivel do Scrat­ch 3 e do Thonny e ain­da no con­tro­lo de volu­me / mixer e a capa­ci­da­de de ins­ta­lar os jogos do livro “Code the Clas­sics – Volu­me 1”.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da tam­bém a revis­ta newe­lec­tro­nics de 11 de Feve­rei­ro.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.