Newsletter Nº231

Newsletter Nº231
News­let­ter Nº231

Faz hoje anos que nas­cia, em 1818, Ale­xan­der Mac­Mil­lan. Este edi­tor esco­cês, embo­ra não fos­se cien­tis­ta pro­fis­si­o­nal, fez mui­to para pro­mo­ver a ciên­cia nos tem­pos vito­ri­a­nos, publi­can­do a revis­ta Natu­re, per­mi­tin­do a comu­ni­ca­ção entre homens da ciên­cia. A pri­mei­ra edi­ção foi publi­ca­da em 4 de Novem­bro de 1869. A revis­ta teve o apoio de mui­tos cola­bo­ra­do­res influ­en­tes, incluin­do Tho­mas Hux­ley. No entan­to, per­ma­ne­ceu um desa­fio finan­cei­ro para Mac­mil­lan. Mac­mil­lan tole­rou per­das por três déca­das, por cau­sa de seu com­pro­mis­so com a mis­são da revis­ta “de colo­car dian­te do públi­co em geral os gran­des resul­ta­dos do tra­ba­lho cien­tí­fi­co e da des­co­ber­ta cien­tí­fi­ca; e ins­tar as rei­vin­di­ca­ções da ciên­cia a pas­sa­rem a um reco­nhe­ci­men­to mais geral na edu­ca­ção e na vida quo­ti­di­a­na. ”Essa mis­são con­ti­nua até os dias actu­ais.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1830, Geor­ge Bray­ton. Este enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou o pri­mei­ro motor comer­ci­al de com­bus­tão inter­na a gás (paten­te­a­do em 2 de Abril de 1872), que ele fabri­cou e ven­deu na área de Pro­vi­den­ce, Rho­de Island. O seu prin­cí­pio de igni­ção con­tí­nua tor­nou-se mais tar­de a base do motor de tur­bi­na. Uma mis­tu­ra pres­su­ri­za­da de ar-com­bus­tí­vel de um reser­va­tó­rio era infla­ma­da ao entrar num cilin­dro arre­fe­ci­do a água. O motor de Bray­ton foi sub­me­ti­do a tes­tes para abas­te­cer embar­ca­ções, um dos sub­ma­ri­nos de John Hol­land e um usa­do por alguns meses ins­ta­la­do numa car­ru­a­gem (1872–3). Na sua car­rei­ra ini­ci­al ele dedi­cou-se ao desen­vol­vi­men­to de moto­res a vapor.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1904, Char­les J. Peder­sen. Este Quí­mi­co core­a­no-ame­ri­ca­no jun­ta­men­te com Jean-Marie Lehn e Donald J. Cram, rece­beu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1987 pela sua sín­te­se dos éte­res de coroa — um gru­po de com­pos­tos orgâ­ni­cos com inte­rac­ções estru­tu­ra-espe­cí­fi­cas de alta selec­ti­vi­da­de ao rea­gir com outros áto­mos e molé­cu­las, assim como as molé­cu­las nos orga­nis­mos vivos, isto é, molé­cu­las que podem “reco­nhe­cer” uma à outra e esco­lher com quais outras molé­cu­las for­ma­rão com­ple­xos. Os três inves­ti­ga­do­res estu­da­ram as pro­pri­e­da­des quí­mi­cas e físi­cas des­ses com­ple­xos e elu­ci­da­ram os fac­to­res que deter­mi­nam a capa­ci­da­de das molé­cu­las de se reco­nhe­ce­rem e se encai­xa­rem umas nas outras, como se uma cha­ve se fechas­se.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia em 1944, Pier­re Delig­ne. Este Mate­má­ti­co bel­ga rece­beu a Meda­lha Fields no Con­gres­so Inter­na­ci­o­nal de Mate­má­ti­cos em Hel­sín­quia, Fin­lân­dia, em 1978, pelo seu tra­ba­lho em geo­me­tria algé­bri­ca. O seu tra­ba­lho teve ori­gem nas idei­as de André Weil sobre equa­ções poli­no­mi­ais que leva­ram a três per­gun­tas sobre quais pro­pri­e­da­des de um objec­to geo­mé­tri­co podem ser deter­mi­na­das pura­men­te alge­bri­ca­men­te. Esses três pro­ble­mas rapi­da­men­te se tor­na­ram gran­des desa­fi­os de pes­qui­sa para os mate­má­ti­cos. Uma solu­ção das três con­jec­tu­ras de Weil foi dada por Delig­ne. Este tra­ba­lho reu­niu geo­me­tria algé­bri­ca e teo­ria dos núme­ros algé­bri­cos. A solu­ção para esses pro­ble­mas exi­giu o desen­vol­vi­men­to de um novo tipo de topo­lo­gia algé­bri­ca.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a son­da japo­ne­sa Hayabusa2 lar­gou o ulti­mo Rover no aste­roi­de Ryu­gu. Estan­do a explo­rar o aste­roi­de des­de Junho de 2018 onde já lar­gou três outros rovers, este ulti­mo — o MINERVA-II2 — foi­lar­ga­do a cer­ca de 1 km de alti­tu­de. Este lan­ça­men­to a esta alti­tu­te, mui­to supe­ri­or à dos ante­ri­o­res lan­ça­men­tos tem por objec­ti­vo o estu­do das for­ças gra­vi­ta­ci­o­nais que atra­em os objec­tos. A son­da Hayabusa2 vol­ta­rá para a Ter­ra antes do final des­te ano, trans­por­tan­do o reci­pi­en­te de amos­tras cheio de peda­ços pre­ci­o­sos de Ryu­gu. Esta cáp­su­la che­ga­rá aos deser­tos do sul da Aus­trá­lia no final de 2020, dan­do aos cien­tis­tas a opor­tu­ni­da­de de ana­li­sar o aste­rói­de em labo­ra­tó­ri­os ter­res­tres.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.