Newsletter Nº214

Newsletter Nº214
News­let­ter Nº214

Faz hoje anos que nas­cia, em 1850, Karl Fer­di­nand Braun. Este físi­co ale­mão par­ti­lhou o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1909 com Gugli­el­mo Mar­co­ni pelo desen­vol­vi­men­to do tele­gra­fo sem fio. Ele publi­cou arti­gos sobre des­vi­os da lei de Ohm e sobre os cál­cu­los da for­ça elec­tro­mo­triz de ele­men­tos gal­vâ­ni­cos rever­sí­veis de fon­tes tér­mi­cas, e des­co­briu (1874) o efei­to do rec­ti­fi­ca­dor eléc­tri­co. Ele demons­trou o pri­mei­ro osci­los­có­pio de rai­os cató­di­cos (tubo de Braun) em 1897, depois de tra­ba­lhar em cor­ren­tes alter­na­das de alta frequên­cia. Os tubos de rai­os cató­di­cos já tinham sido carac­te­ri­za­dos por rai­os não con­tro­la­dos; Braun con­se­guiu pro­du­zir um flu­xo estrei­to de elec­trões, gui­a­do por meio de vol­ta­gem alter­na­da, que pode­ria tra­çar padrões numa tela flu­o­res­cen­te.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1932, David Scott. Este Astro­nau­ta nor­te-ame­ri­ca­no foi o pri­mei­ro a con­du­zir um veí­cu­lo com rodas na Lua a 31 de Julho de 1971. O Fogue­tão Gemi­ni 8 foi lan­ça­do em 16 de Mar­ço de 1966, com Scott e Neil Arms­trong como tri­pu­lan­tes e con­du­ziu a pri­mei­ra anco­ra­gem no espa­ço com um Age­na. Scott voou na mis­são Apol­lo 9, lan­ça­da em 3 de Mar­ço de 1969, um tes­te de órbi­ta ter­res­tre de dez dias do pri­mei­ro con­jun­to com­ple­to de hard­ware da Apol­lo. Em 26 de Julho de 1971, Scott foi lan­ça­do na mis­são Apol­lo 15. Ele esta­va no coman­do do seu Módu­lo Lunar, que fez o quar­to pou­so lunar, tor­nou-se a séti­ma pes­soa a andar na Lua e o pri­mei­ro a usar o veí­cu­lo Lunar Rover na super­fí­cie da Lua. Isto fez par­te de uma inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca de três dias, onde foram reco­lhi­das cer­ca de 77 kg de amos­tras de rochas, e uma esta­ção de ciên­cia da ALSEP foi dei­xa­da no local de pou­so para con­ti­nu­ar a moni­to­ri­za­ção do ambi­en­te lunar.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1933, Hein­ri­ch Roh­rer. Este Físi­co suí­ço rece­beu meta­de do Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1986 com Gerd Bin­nig, pela inven­ção con­jun­ta do micros­có­pio de tune­la­men­to. (Ernst Rus­ka rece­beu a outra meta­de do pré­mio). O micros­có­pio elec­tró­ni­co de Rus­ka dos anos 1930 foi inca­paz de mos­trar a estru­tu­ra da super­fí­cie no nível ató­mi­co. Roh­rer e Bin­nig come­ça­ram a tra­ba­lhar em 1978 num micros­có­pio de tune­la­men­to de var­re­du­ra no qual uma son­da fina pas­sa a pou­cos angs­troms da super­fí­cie da amos­tra. Uma vol­ta­gem posi­ti­va na son­da per­mi­te que os elec­trões se movam da amos­tra para a son­da pelo efei­to de túnel, e a cor­ren­te detec­ta­da pode ser usa­da para man­ter a son­da a uma dis­tân­cia cons­tan­te da super­fí­cie. À medi­da que a son­da se move em linhas para­le­las, uma ima­gem 3D da super­fí­cie pode ser cons­truí­da.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1943, Richard E. Smal­ley. Este quí­mi­co e físi­co nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do como o pai da nano-tec­no­lo­gia, que divi­diu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1996 com Robert F. Curl Jr. e Sir Harold W. Kro­to pela des­co­ber­ta con­jun­ta, em 1985, de car­bo­no (C60, ou Buck­mins­ter­fu­le­re­no, ou “bucky­balls”) e os fule­re­nos.

Com­ple­tam-se hoje 35 anos des­de o lan­ça­men­to des­se jogo mun­di­al­men­te famo­so cha­ma­do Tetris. O Tetris foi ori­gi­nal­men­te con­ce­bi­do e desen­vol­vi­do pelo pro­gra­ma­dor rus­so Ale­xey Leo­ni­do­vi­ch Pajit­nov. O seu nome é deri­va­do das pala­vras “tetro­mi­no”, que é uma for­ma geo­mé­tri­ca com­pos­ta por qua­tro qua­dra­dos, e “ténis”, supos­ta­men­te o des­por­to favo­ri­to de Pajit­nov.

Nes­ta sema­na que pas­sou fica­mos a conhe­cer o novo pneu sem ar desen­vol­vi­do pela Miche­lin. Jun­ta­men­te com a GM o pro­to­ti­po MICHELIN Uptis (ou “Uni­que Punc­tu­re-pro­of Tire Sys­tem”) foi apre­sen­ta­do. A tec­no­lo­gia sem ar faz com que o Uptis Pro­toty­pe eli­mi­ne furos e reben­ta­men­to de pneus. Isto sig­ni­fi­ca que o Uptis ofe­re­ce um poten­ci­al sig­ni­fi­ca­ti­vo para redu­zir o uso de maté­ri­as-pri­mas e resí­du­os, con­tri­buin­do para a visão da GM para um mun­do com zero coli­sões, zero emis­sões e zero con­ges­ti­o­na­men­tos.

Tam­bém esta sema­na a KLM e TU Delft unem for­ças para tor­nar a avi­a­ção mais sus­ten­tá­vel. A KLM con­tri­bui­rá para a pes­qui­sa da TU Delft sobre um con­cei­to de voo ino­va­dor conhe­ci­do como “Flying‑V”. O dese­nho em for­ma de V da aero­na­ve inte­gra­rá a cabi­ne de pas­sa­gei­ros, o porão de car­ga e os tan­ques de com­bus­tí­vel nas asas. A sua for­ma aero­di­nâ­mi­ca aper­fei­ço­a­da e peso redu­zi­do sig­ni­fi­cam que ele con­so­me 20% menos com­bus­tí­vel do que o Air­bus A350, a aero­na­ve mais avan­ça­da da actu­a­li­da­de. Um mode­lo em esca­la voa­do­ra e uma sec­ção em tama­nho real do inte­ri­or do Flying‑V serão ofi­ci­al­men­te apre­sen­ta­dos no KLM Expe­ri­en­ce Days no Aero­por­to Schiphol de Ames­ter­dão em Outu­bro, por oca­sião do 100º ani­ver­sá­rio da KLM.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a Ama­zon, na sua con­fe­rên­cia re: MARS, (Machi­ne Lear­ning, Auto­ma­ti­on, Robo­tics and Spa­ce), em Las Vegas, reve­lou o mais recen­te dese­nho de dro­nes Pri­me Air. O objec­ti­vo des­tes dro­nes é serem total­men­te eléc­tri­cos e poder voar até 15 milhas e entre­gar paco­tes com menos de cin­co libras a cli­en­tes em menos de 30 minu­tos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 28 de Maio.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.