Newsletter Nº202

Newsletter Nº202
News­let­ter Nº202

Faz hoje anos que nas­cia, em 1692, Pie­ter van Mus­s­chen­bro­ek. Este Físi­co e mate­má­ti­co holan­dês inven­tou o fras­co de Ley­den, o pri­mei­ro dis­po­si­ti­vo efi­caz para arma­ze­nar elec­tri­ci­da­de está­ti­ca. Ele cres­ceu numa famí­lia que fabri­ca­va ins­tru­men­tos cien­tí­fi­cos como teles­có­pi­os, micros­có­pi­os e bom­bas de ar. Antes da inven­ção de Mus­s­chen­bro­ek, a elec­tri­ci­da­de está­ti­ca tinha sido pro­du­zi­da por Gue­ric­ke usan­do uma bola de enxo­fre, com efei­tos redu­zi­dos. Em Janei­ro de 1746, Mus­s­chen­bro­ek colo­cou água num reci­pi­en­te de metal sus­pen­so em cor­dões de seda e con­du­ziu um fio de latão atra­vés de uma rolha para den­tro da água. Ele acu­mu­lou uma car­ga na água. Quan­do um assis­ten­te incau­to tocou o reci­pi­en­te de metal e o fio de latão, a des­car­ga des­te apa­re­lho pro­du­ziu um cho­que subs­tan­ci­al de elec­tri­ci­da­de está­ti­ca. O nome de Ley­den está liga­do à des­co­ber­ta fei­ta na Uni­ver­si­da­de de Lei­den.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1800, James Bogar­dus. Este inven­tor e cons­tru­tor nor­te-ame­ri­ca­no popu­la­ri­zou a cons­tru­ção em fer­ro fun­di­do, que era comum­men­te usa­da na cons­tru­ção indus­tri­al e comer­ci­al ame­ri­ca­na de 1850–80. Ele fez isso envi­an­do sec­ções pré-fabri­ca­das da sua fábri­ca em Nova York para os locais de cons­tru­ção. O seu pri­mei­ro pré­dio com facha­da de fer­ro era uma loja de quí­mi­cos de 5 anda­res (1848). O seu pré­dio mais conhe­ci­do era sua pró­pria fábri­ca de qua­tro anda­res que ele cons­truiu na Cen­ter Stre­et, em Nova York, com um exte­ri­or con­sis­tin­do intei­ra­men­te de pila­res e vigas de fer­ro fun­di­do. Ante­ri­or­men­te, ele era um fabri­can­te de máqui­nas de esme­ri­la­men­to e tam­bém era conhe­ci­do pela sua inven­ção de máqui­nas de gra­va­ção e de tin­gir.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1879, Albert Eins­tein. Este Físi­co ger­ma­no-ame­ri­ca­no desen­vol­veu as teo­ri­as gerais e espe­ci­ais da rela­ti­vi­da­de e ganhou o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1921 pela sua expli­ca­ção do efei­to foto­e­léc­tri­co. Reco­nhe­ci­do em seu pró­prio tem­po como um dos inte­lec­tos mais cri­a­ti­vos da his­tó­ria huma­na, nos pri­mei­ros 15 anos do sécu­lo XX, Eins­tein desen­vol­veu uma série de teo­ri­as que pro­pu­nham manei­ras intei­ra­men­te novas de pen­sar sobre espa­ço, tem­po e gra­vi­ta­ção. As suas teo­ri­as de rela­ti­vi­da­de e gra­vi­ta­ção foram um avan­ço pro­fun­do sobre a anti­ga físi­ca New­to­ni­a­na e revo­lu­ci­o­na­ram a inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca e filo­só­fi­ca.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1956, Ale­xey Pajit­nov. É um enge­nhei­ro de com­pu­ta­ção rus­so que ficou conhe­ci­do na his­tó­ria por ter desen­vol­vi­do o Tetris enquan­to tra­ba­lha­va no Cen­tro de Com­pu­ta­ção Dorod­nitsyn da Aca­de­mia Sovié­ti­ca de Ciên­ci­as.

Hoje é o dia do Pi (3.14) e para come­mo­rar esse dia a Goo­gle publi­cou uma noti­cia onde uma equi­pa bateu o recor­de de cal­cu­lo do famo­so nume­ro com mai­or pre­ci­são até ago­ra regis­ta­da. Quer se per­ce­ba ou não, o PI está em toda par­te. É a rela­ção entre a cir­cun­fe­rên­cia de um cír­cu­lo e seu diâ­me­tro. E já que o PI é um núme­ro irra­ci­o­nal, não há fim para quan­tos dos seus dígi­tos podem ser cal­cu­la­dos. É conhe­ci­do como 3,14, mas os pro­fis­si­o­nais de mate­má­ti­ca e ciên­ci­as estão cons­tan­te­men­te a tra­ba­lhar para cal­cu­lar mais e mais dígi­tos do PI, para que pos­sam tes­tar super­com­pu­ta­do­res (e tam­bém ter um pou­co de com­pe­ti­ção sau­dá­vel). Para cal­cu­lar o PI, Emma Haru­ka Iwao usou um apli­ca­ti­vo cha­ma­do y‑cruncher em 25 máqui­nas vir­tu­ais do Goo­gle Cloud. “O mai­or desa­fio do PI é que requer mui­to arma­ze­na­men­to e memó­ria para cal­cu­lar”, diz Emma. O seu cál­cu­lo exi­giu 170 teraby­tes de dados para serem con­cluí­dos — o que equi­va­le apro­xi­ma­da­men­te à quan­ti­da­de de dados em todas as colec­ções de impres­são da Bibli­o­te­ca do Con­gres­so. O nume­ro ago­ra cal­cu­la­do tem 31.415.926.535.897 dígi­tos, para ser exac­to. Este recor­de ago­ra bati­do exis­tia des­te 2016 quan­do foram cal­cu­la­dos 22.459.157.718.361 dígi­tos.

Como é o dia do PI, fica aqui um link para recei­tas de Tar­tes! Para os mais excên­tri­cos podem tam­bém ouvir uma musi­ca base­a­da no nume­ro PI com­pos­ta por um musi­co e que tem 1 milhão de horas.

Esta sema­na que pas­sou tam­bém ficá­mos a saber que a World Wide Web fez 30 anos. Em 1989, o mai­or labo­ra­tó­rio de físi­ca do mun­do, o CERN, tinha um gru­po de idei­as e infor­ma­ções arma­ze­na­das em vári­os com­pu­ta­do­res incom­pa­tí­veis. Sir Tim Ber­ners-Lee ima­gi­nou uma estru­tu­ra uni­fi­ca­do­ra para ligar infor­ma­ções em dife­ren­tes com­pu­ta­do­res e escre­veu uma pro­pos­ta em mar­ço de 1989 cha­ma­da “Infor­ma­ti­on Mana­ge­ment: A Pro­po­sal”. Em 1991, essa visão de conec­ti­vi­da­de uni­ver­sal tinha-se tor­na­do a World Wide Web.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis. É apre­sen­ta­da a revis­ta His­pa­brick nº 32.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.