Newsletter Nº140

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Faz hoje anos que nascia, em 1737, Louis-Bernard Guyton de Moréveau. Este Químico francês colaborou com Antoine Lavoisier e outros para estabelecer uma nomenclatura química sistemática, ajudando a distinguir elementos de compostos. Ele publicou estudos sobre flogisto e cristalização, e também gás amónia liquidificado. Ele escreveu a secção química da Encyclopédie méthodique (Vol. I, 1786). Em 1761, Guyton propôs que o nome “alumina” (daí alumínio) fosse usado para a base em alúmen (sulfato de alumínio e potássio, alenismo latino = alum). Guyton foi um dos primeiros a concluir que o ferro e o aço diferem unicamente do seu conteúdo de carbono, melhorou o fabrico de pólvora, foi o primeiro a usar cloro e gás ácido clorídrico como desinfectantes e foi um dos primeiros baloonistas (1784).

Faz também anos hoje que nascia, em 1809, Louis Braille. Este educador francês desenvolveu uma forma táctil de impressão e escrita, conhecida como braille, que desde então foi amplamente adoptada pelos cegos. Ele próprio ficou cego aos quatro anos, depois de um acidente enquanto tocava com um taco. Em 1821, enquanto Braille estava numa escola para cegos, um soldado chamado Charles Barbier visitou-o e mostrou um sistema de código que ele havia inventado. O sistema, chamado de “escrita nocturna”, tinha sido criado para os soldados a partir das trincheiras de guerra poderem passar silenciosamente instruções usando combinações de doze pontos levantados. O jovem Braille percebeu o quão útil seria este sistema de pontos levantados. Ele desenvolveu um esquema mais simples usando apenas seis pontos. Em 1827, o primeiro livro em braille foi publicado. Agora, os cegos também podem escrever para si mesmos usando uma caneta simples para fazer os pontos.

Faz igualmente anos hoje que nascia, em 1846, Edward Hibberd Johnson. Este engenheiro electrotécnico e inventor Norte-americano passou muitos anos a trabalhar em vários projetos de negócios com Thomas Edison, inclusive como vice-presidente da Edison Electric Light Company. Eles conheceram-se quando Johnson, como gerente da Automatic Telegraph Company, contratou Thomas Edison, na altura com 24 anos. Como o talento de Edison como inventor o impulsionou a desenvolver seu laboratório de invenção e empresas comerciais, Johnson tornou-se o seu executivo de negócios e, eventualmente, presidente da Edison Electric Illuminating Co. de Nova York. Johnson ficou conhecido por ter criado as primeiras luzes eléctricas numa árvore de Natal em 22 de Dezembro de 1882, que ele as exibiu na janela de sua casa em Nova York. O fio de lâmpadas feitas à mão tinha sido feito para ele, com 80 lâmpadas do tamanho de uma noz brilhando em números iguais de luz vermelha, branca e azul.

Por fim, faz anos hoje que nascia, em 1940, Brian Josephson. Este físico Galês descobriu o efeito Josephson (1962) – um fluxo de corrente eléctrica como pares de electrões, chamado Cooper Pairs, entre dois materiais super-condutores que são separados por um isolador extremamente fino. Este arranjo é chamado de “Josephson Junction”. Foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Física de 1973 (com Leo Esaki e Ivar Giaever).

Na semana que passou ficámos a saber que grande parte dos processadores modernos da Intel, AMD e ARM sofrem de uma falha no seu desenho que, não podendo ser corrigida exclusivamente por um “patch” no micro-código, irá obrigar ao redesenho dos Kernels Linux e do Windows para impedir a utilização deste bug de segurança. Desde Novembro – momento em que um grupo restrito de investigadores descobriu o problema que estão a trabalhar nos mecanismos de mitigação do mesmo. O problema reside na possibilidade de uma aplicação maliciosa executada em “user-space” poder ler a memória supostamente protegida do Kernel assim como, em ambientes de virtualização (onde se supõe haver uma “sandbox” entre as várias máquinas virtuais), poder ler a memória do hipervisor e de outras máquinas virtuais. Para resolver o problema, serão necessárias actualizações para o Kernel e para o micro-código do processador.
O problema desde que foi anunciado já escalou e actualmente não tem um mas dois nomes código distintos que são o Meltdown e o Spectre. O Meltdown é o problema exclusivo dos processadores Intel. O Spectre é o problema que se estende a todos os fabricantes. A existência destes bugs tem a ver com a forma como os processadores actuais lidam com a elevada performance e com uma técnica usada, designada por execução especulativa que se traduz numa técnica de optimização da capacidade de execução do processador. Infelizmente esta técnica não entra em linha de conta com os domínio de protecção e pode permitir acessos indevidos.
A resolução deste problema ao nível dos Kernels dos sistemas operativos irá provavelmente implicar uma redução de performance que poderá chegar aos 30% em algum tipo de “Workloads”.

Na Newsletter desta semana apresentamos diversos projetos de maker assim como um modelo 3D. São apresentados cinco livros sobre Linux, um sobre Administração, outro sobre Servidores, outro sobre Redes, outros sobre “Storage” e por fim um sobre Segurança.

Esta Newsletter encontra-se mais uma vez disponível no sistema documenta do altLab. Todas as Newsletters encontram-se indexadas no link.