Newsletter Nº161

Newsletter Nº161
News­let­ter Nº161

Faz hoje anos que nas­cia, em 1744, Richard Lovell Edgeworth. Este Inglês-irlan­dês foi inven­tor de ino­va­ções mecâ­ni­cas, incluin­do uma ten­ta­ti­va de comu­ni­ca­ção tele­grá­fi­ca (pos­si­vel­men­te a pri­mei­ra), um velo­cí­pe­de, um car­ro medi­dor, um cor­ta­dor de nabos, máqui­nas agrí­co­las melho­ra­das e fez igual­men­te des­co­ber­tas no cam­po da elec­tri­ci­da­de. No final da déca­da de 1790, ele propôs o tel­lo­graph para “trans­mi­tir inte­li­gên­cia secre­ta e rápi­da” usan­do 30 tor­res altas espa­ça­das entre Dublin e Galway (130 milhas). Retrans­mi­ti­dos de tor­re em tor­re usan­do gran­des pon­tei­ros tri­an­gu­la­res, as men­sa­gens codi­fi­ca­das pode­ri­am che­gar a Dublin em ape­nas oito minu­tos. Infe­liz­men­te, a fra­ca visi­bi­li­da­de devi­do ao tem­po con­de­nou a ideia.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1852, Julius Richard Petri. Este médi­co e bac­te­ri­o­lo­gis­ta ale­mão é conhe­ci­do pelo seu nome dado à pla­ca de Petri. Tra­ta-se de um pra­to cilín­dri­co, raso, fei­to de plás­ti­co ou vidro com uma cober­tu­ra, usa­do para cul­tu­ras de teci­dos e para man­ter mei­os sóli­dos para cul­tu­ra e sub-cul­tu­ra de bac­té­ri­as. Petri desen­vol­veu-o para uma téc­ni­ca de clo­na­gem de cepas bac­te­ri­a­nas usan­do um decli­ve de ágar e sub-cul­tu­ra no seu pra­to, reco­nhe­cen­do dife­ren­tes coló­ni­as bac­te­ri­a­nas e nova­men­te sub-cul­ti­van­do.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1930, Ron Too­mer. Este Enge­nhei­ro ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do por ter sido um len­dá­rio cri­a­dor de mon­ta­nhas-rus­sas de aço. O seu iní­cio de car­rei­ra foi na indús­tria aero­es­pa­ci­al, onde aju­dou a pro­jec­tar o escu­do tér­mi­co para a nave espa­ci­al Apol­lo e tam­bém se envol­veu com os pri­mei­ros lan­ça­men­tos de saté­li­tes da NASA. Em 1965, ele jun­tou-se à Arrow Deve­lop­ment Com­pany para apli­car a tec­no­lo­gia de aço tubu­lar ao pro­je­to Runaway Mine Ride, a pri­mei­ra mon­ta­nha-rus­sa de aço do mun­do. Abriu no ano seguin­te no Six Flags sobre o Texas. Em 1975, ele pro­jec­tou o Corks­crew da Roa­ring 20 para a Knott’s Ber­ry Farm, intro­du­zin­do as pri­mei­ras vol­tas de 360°, na ver­da­de dois deles. Mais tar­de, o seu pro­jec­to incluiu sete inver­sões na mon­ta­nha-rus­sa Shockwa­ve para o Six Flags Gre­at Ame­ri­ca. Ele pro­du­ziu mais de 80 mon­ta­nhas-rus­sas antes de se apo­sen­tar em 1998.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1931, John Robert Sch­ri­ef­fer. Este físi­co ame­ri­ca­no par­ti­lhou (com John Bar­de­en e Leon N. Coo­per) o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1972 por desen­vol­ver a teo­ria do BCS (para suas ini­ci­ais), a pri­mei­ra teo­ria micros­có­pi­ca bem-suce­di­da da super­con­du­ti­vi­da­de. Embo­ra des­cri­to pela pri­mei­ra vez por Kamer­lingh Onnes (1911), nenhu­ma expli­ca­ção teó­ri­ca foi acei­ta. Expli­ca como cer­tos metais e ligas per­dem toda a resis­tên­cia à cor­ren­te eléc­tri­ca a tem­pe­ra­tu­ras extre­ma­men­te bai­xas. O prin­ci­pio da teo­ria do BCS é que a tem­pe­ra­tu­ras mui­to bai­xas, sob cer­tas con­di­ções, os elec­trões podem for­mar pares liga­dos (pares de Coo­per). Este par de elec­trões actua como uma úni­ca par­tí­cu­la na super­con­du­ti­vi­da­de.

Na sema­na que pas­sou a Intel apre­sen­tou a nova gera­ção do Intel Opta­ne DC. Tra­ta-se de uma nova clas­se de memó­ria e tec­no­lo­gia de arma­ze­na­men­to dese­nha­da para extrair mais valor dos dados. Encon­tran­do-se posi­ci­o­na­da entre os dis­po­si­ti­vos SSD e a DRAM, a memó­ria per­sis­ten­te Intel Opta­ne DC ofe­re­ce­rá a com­bi­na­ção iné­di­ta de alta capa­ci­da­de, aces­si­bi­li­da­de e per­sis­tên­cia. Ao expan­dir as capa­ci­da­des de memó­ria de sis­te­ma aces­sí­veis (mai­or que 3 teraby­tes por soc­ket de CPU), os cli­en­tes finais podem usar sis­te­mas habi­li­ta­dos com essa nova clas­se de memó­ria para oti­mi­zar melhor suas car­gas de tra­ba­lho moven­do e man­ten­do gran­des quan­ti­da­des de dados mais pró­xi­mas do pro­ces­sa­dor e mini­mi­zan­do a latên­cia de ler dados do arma­ze­na­men­to do sis­te­ma. A memó­ria per­sis­ten­te da Intel esta­rá dis­po­ní­vel em capa­ci­da­des de até 512 GB por módu­lo.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que na Holan­da, na cida­de de Eindho­ven, come­ça­rá a ser cons­truí­da a pri­mei­ra das cin­co casas pla­ne­a­das de betão impres­sas em 3D ain­da este ano. O pro­jec­to, cha­ma­do Pro­ject Miles­to­ne, é o pri­mei­ro do mun­do, já que as casas esta­rão todas ocu­pa­das. O pro­jec­to será rea­li­za­do na área de expan­são da cida­de de Eindho­ven, Meerho­ven, nos pró­xi­mos cin­co anos. A pri­mei­ra casa, que será uma casa de piso úni­co, deve estar pron­ta para ocu­pa­ção em mea­dos de 2019. As outras qua­tro casas serão de vári­os anda­res.

A Vir­gin Galac­tic mos­trou que a uti­li­za­ção do seu motor de fogue­te quí­mi­co no seu avião espa­ci­al não foi por aca­so, depois do esfor­ço do mês pas­sa­do com outra saí­da de suces­so na Cali­fór­nia. O últi­mo voo de tes­te levou o veí­cu­lo espa­ci­al de trans­por­te turís­ti­co um pou­co mais pró­xi­mo do espa­ço, lite­ral e figu­ra­da­men­te, com os enge­nhei­ros a exa­mi­nar os dados com pre­pa­ran­do-se já para a pró­xi­ma vol­ta de tes­tes. Onde algu­mas empre­sas espa­ci­ais pri­va­das, como a Blue Ori­gin, ima­gi­nam envi­ar turis­tas ao espa­ço com veí­cu­los de lan­ça­men­to con­ven­ci­o­nais que des­co­lam do solo, a Spa­ceShipTwo VSS Unity da Vir­gin Galac­tic fun­ci­o­na de for­ma um pou­co dife­ren­te. Duran­te o voo de tes­te no mês pas­sa­do, foi trans­por­ta­do para o ar por uma nave mãe cha­ma­da Whi­teK­nightTwo e libe­ra­da a uma alti­tu­de de 14.173 m. Segun­dos depois, o seu motor de fogue­te híbri­do foi acci­o­na­do por cer­ca de 30 segun­dos para impul­si­o­nar o avião a cer­ca de Mach 1,9 (2.328 km / h) e uma alti­tu­de de 25.686 m. O segun­do voo de tes­te foi exe­cu­ta­do de for­ma bas­tan­te simi­lar, mas foi mon­ta­do para obser­var o com­por­ta­men­to do avião numa con­fi­gu­ra­ção que se asse­me­lha­ria mais a sua con­fi­gu­ra­ção comer­ci­al final.

Ain­da esta sema­na foi anun­ci­a­do que cien­tis­tas des­co­brem os segre­dos das dunas de meta­no de Plu­tão. A aná­li­se dos dados da NASA des­co­briu que o pla­ne­ta anão tem um ambi­en­te alta­men­te dinâ­mi­co. Há dunas em Plu­tão fei­tas de areia de meta­no, os cien­tis­tas que estu­dam os dados do sobre­voo da New Hori­zons em 2015 ten­do anun­ci­a­do os resul­ta­dos na revis­ta Sci­en­ce. Quan­do viram pela pri­mei­ra vez as ima­gens da New Hori­zons, os inves­ti­ga­do­res, lide­ra­dos por Matt Tel­fer, da Uni­ver­si­da­de de Ply­mouth, no Rei­no Uni­do, acha­ram que pare­ci­am dunas de areia na Ter­ra, mas não acre­di­ta­vam nos seus olhos. Com uma atmos­fe­ra 100.000 vezes menos den­sa que a do nos­so pró­prio pla­ne­ta, pare­cia não haver pos­si­bi­li­da­de de que Plu­tão fos­se for­te o sufi­ci­en­te para mover quais­quer par­tí­cu­las. Os cien­tis­tas come­ça­ram a pro­cu­rar expli­ca­ções para as 357 cor­di­lhei­ras seme­lhan­tes a dunas e seis estri­as escu­ras em uma gran­de pla­ní­cie cha­ma­da Sput­nik Pla­ni­tia, ao lado de uma série de altas mon­ta­nhas.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 22 de Maio e a revis­ta Mag­PI nº70 de Junho.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.