Newsletter Nº236

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News­let­ter Nº236

Faz hoje anos que nas­cia, em 1867, Marie Curie. Esta quí­mi­ca e físi­ca pola­co-fran­ce­sa ficou conhe­ci­da pelas suas céle­bres expe­ri­ên­ci­as sobre mine­rais de urâ­nio leva­ram à des­co­ber­ta de dois novos ele­men­tos. Pri­mei­ro ela sepa­rou o poló­nio e alguns meses depois o rádio. A quan­ti­da­de de rádon em equi­lí­brio radi­o­ac­ti­vo com um gra­ma de rádio foi deno­mi­na­da curie (rede­fi­ni­da pos­te­ri­or­men­te como a emis­são de 3,7 x 1010 par­tí­cu­las alfa por segun­do.) Com Hen­ri Bec­que­rel e seu mari­do, Pier­re Curie, ela rece­beu o Pré­mio Nobel de 1903 por Físi­ca. Mais tar­de, ela tam­bém foi a úni­ca ganha­do­ra do segun­do Pré­mio Nobel em 1911, des­ta vez em Quí­mi­ca. A sua famí­lia ganhou cin­co pré­mi­os Nobel em duas gera­ções. Ela mor­reu de enve­ne­na­men­to por radi­a­ção devi­do ao seu tra­ba­lho pio­nei­ro.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1878, Lise Meit­ner. Esta Físi­ca aus­tría­co-sue­ca par­ti­lhou o pré­mio Enri­co Fer­mi com os quí­mi­cos Otto Hahn e Fritz Stras­s­mann pela sua pes­qui­sa con­jun­ta ini­ci­a­da em 1934 que levou à des­co­ber­ta da fis­são de urâ­nio. Ela recu­sou-se a tra­ba­lhar na bom­ba atô­mi­ca. Em 1917, com Hahn, ela des­co­briu o novo ele­men­to radi­o­ac­ti­vo pro­tac­ti­nium. Ela foi a pri­mei­ra a des­cre­ver a emis­são de elec­trões Auger. Em 1935, ela encon­trou evi­dên­ci­as de qua­tro outros ele­men­tos radi­o­ac­ti­vos cor­res­pon­den­tes aos núme­ros ató­mi­cos 93–96. Em 1938, ela foi for­ça­da a dei­xar a Ale­ma­nha nazi e foi para um pos­to na Sué­cia. O seu outro tra­ba­lho no cam­po da físi­ca nucle­ar inclui o estu­do de rai­os beta e o estu­do das três prin­ci­pais séri­es de desin­te­gra­ção. Mais tar­de, ela usou o ciclo­trão como uma fer­ra­men­ta.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1888 — Chan­dra­sekha­ra Ven­ka­ta Raman. Este físi­co indi­a­no influ­en­ci­ou o cres­ci­men­to da ciên­cia na Índia com o seu tra­ba­lho. Ele ganhou o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1930 pela des­co­ber­ta de 1928, ago­ra cha­ma­da de espa­lha­men­to Raman: uma mudan­ça na frequên­cia obser­va­da quan­do a luz é espa­lha­da num mate­ri­al trans­pa­ren­te. Quan­do a luz mono­cro­má­ti­ca ou a laser é pas­sa­da atra­vés de um gás, líqui­do ou sóli­do trans­pa­ren­te e é obser­va­da com o espec­tros­có­pio, a linha espec­tral nor­mal asso­cia-se a ela linhas de com­pri­men­to de onda mais lon­gas e mais cur­tas, cha­ma­do espec­tro Raman. Tais linhas, cau­sa­das por fotões que per­dem ou ganham ener­gia em coli­sões elás­ti­cas com as molé­cu­las da subs­tân­cia, vari­an­do com a subs­tân­cia. Assim, o efei­to Raman é apli­ca­do na aná­li­se quí­mi­ca espec­tro-grá­fi­ca e na deter­mi­na­ção da estru­tu­ra mole­cu­lar.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a mai­or tur­bi­na eóli­ca flu­tu­an­te do mun­do, uma tur­bi­na eóli­ca offsho­re clas­si­fi­ca­da em ABS de 8,4 megawatt (MW), está pres­tes a ser ins­ta­la­da. É a pri­mei­ra de três uni­da­des do tipo sub­mer­sí­vel SEMI, clas­si­fi­ca­das em ABS, pro­jec­ta­das pela Prin­ci­ple Power que abri­ga tur­bi­nas MHI Ves­tas que con­ju­ga­das têm a capa­ci­da­de total de 25 MWs de ener­gia eóli­ca offsho­re flu­tu­an­te. Este é o pri­mei­ro par­que eóli­co flu­tu­an­te de gran­de esca­la da Euro­pa con­ti­nen­tal, a 20 qui­ló­me­tros da cos­ta de Via­na do Cas­te­lo em Por­tu­gal. O pro­jec­to é desen­vol­vi­do pelo con­sór­cio Wind­plus, que é de pro­pri­e­da­de con­jun­ta da EDP Reno­vá­veis, ENGIE, Rep­sol e Prin­ci­ple Power Inc., e está calen­da­ri­za­do para entrar em ope­ra­ção no final de 2019.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­do tam­bém o livro “Rasp­ber­ry Pi Beginner’s Gui­de v3”.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

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