Newsletter Nº234

Newsletter Nº234
News­let­ter Nº234

Faz hoje anos que nas­cia, em 1804, Wilhelm Edu­ard Weber. Este Físi­co ale­mão inves­ti­gou o mag­ne­tis­mo ter­res­tre. Duran­te seis anos, Weber tra­ba­lhou em estrei­ta cola­bo­ra­ção com Carl Gauss. Weber desen­vol­veu mag­ne­tó­me­tros sen­sí­veis, um telé­gra­fo elec­tro­mag­né­ti­co (1833) e outros ins­tru­men­tos mag­né­ti­cos duran­te esse perío­do. O seu tra­ba­lho pos­te­ri­or sobre a razão entre as uni­da­des de car­ga elec­tro­di­nâ­mi­cas e elec­tros­tá­ti­cas mos­trou-se extre­ma­men­te impor­tan­te e foi cru­ci­al para James Clerk Maxwell na sua teo­ria elec­tro­mag­né­ti­ca da luz. (Weber des­co­briu que a pro­por­ção era de 3,1074 x 108 m / s, mas não notou o fac­to de estar pró­xi­ma da velo­ci­da­de da luz.) Os últi­mos anos de Weber foram dedi­ca­dos ao tra­ba­lho em elec­tro­di­nâ­mi­ca e na estru­tu­ra eléc­tri­ca da maté­ria. A uni­da­de mag­né­ti­ca, Weber, rece­beu o nome dele.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1854, Hen­drik Wil­lem Bakhuis-Roo­ze­bo­om. Este Físi­co holan­dês divul­gou a regra da fase de Gibbs por toda a Euro­pa. Ten­do ori­gi­nal­men­te ouvi­do falar de Van der Waals, Bakhuis-Roo­ze­bo­om con­ver­teu a teo­ria de Gibbs em prá­ti­ca. Enquan­to Gibbs rara­men­te expe­ri­men­ta­ra, Bakhuis-Roo­ze­bo­om fazia todos os tipos de medi­ções que ser­vi­am para pro­var a vali­da­de da regra de fase e, além dis­so, ela­bo­rou os deta­lhes da sua apli­ca­ção a mui­tos casos indi­vi­du­ais. A quí­mi­ca moder­na das ligas bene­fi­cia mui­to com a ampli­fi­ca­ção do enten­di­men­to da regra das fases.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1873, Edmund Tay­lor Whit­ta­ker. Este Mate­má­ti­co inglês fez con­tri­bui­ções pio­nei­ras para a área de fun­ções espe­ci­ais, que é de par­ti­cu­lar inte­res­se na físi­ca mate­má­ti­ca. Whit­ta­ker mais conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho em aná­li­se, em par­ti­cu­lar aná­li­se numé­ri­ca, mas ele tam­bém tra­ba­lhou na mecâ­ni­ca celes­te e na his­tó­ria da mate­má­ti­ca apli­ca­da e da físi­ca. Ele escre­veu arti­gos sobre fun­ções algé­bri­cas e fun­ções auto­mór­fi­cas. Os seus resul­ta­dos em equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais incluí­ram uma solu­ção geral da equa­ção de Lapla­ce em três dimen­sões numa for­ma espe­cí­fi­ca e a solu­ção da equa­ção de onda. No lado apli­ca­do da mate­má­ti­ca, ele esta­va inte­res­sa­do na teo­ria da rela­ti­vi­da­de e tam­bém tra­ba­lhou em teo­ria elec­tro­mag­né­ti­ca.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1906, Alek­san­dr Osi­po­vi­ch Gel­fond. Este Mate­má­ti­co rus­so cri­ou téc­ni­cas bási­cas no estu­do de núme­ros trans­cen­den­tais (núme­ros que não podem ser expres­sos como raiz ou solu­ção de uma equa­ção algé­bri­ca com coe­fi­ci­en­tes raci­o­nais). Ele avan­çou pro­fun­da­men­te na teo­ria dos núme­ros trans­cen­den­tais e na teo­ria da inter­po­la­ção e apro­xi­ma­ção de fun­ções variá­veis com­ple­xas. Ele esta­be­le­ceu o carác­ter trans­cen­den­tal de qual­quer núme­ro da for­ma ab, onde a é um núme­ro algé­bri­co dife­ren­te de 0 ou 1 e b é qual­quer núme­ro algé­bri­co irra­ci­o­nal, que ago­ra é conhe­ci­do como teo­re­ma de Gel­fond. Esta decla­ra­ção resol­veu sete dos 23 pro­ble­mas famo­sos que tinham sido colo­ca­dos pelo mate­má­ti­co ale­mão David Hil­bert em 1900.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1911 — Natha­ni­el Wyeth. Este Quí­mi­co e inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no cri­ou a gar­ra­fa de plás­ti­co PET. A sua paten­te foi atri­buí­da a Du Pont e des­cre­veu essas gar­ra­fas como “úteis para engar­ra­far líqui­dos sob pres­são, como bebi­das gasei­fi­ca­das” que tinham “exce­len­tes pro­pri­e­da­des de resis­tên­cia, são resis­ten­tes ao impac­to, e são capa­zes de reter líqui­dos sob pres­sões de até 100 psig ”(US No. 3.733.309, publi­ca­do em 15 de maio de 1973). Foi o pri­mei­ro plás­ti­co ade­qua­do para arma­ze­nar bebi­das gasei­fi­ca­das que era segu­ro o sufi­ci­en­te para aten­der aos requi­si­tos de segu­ran­ça ali­men­tar. As suas outras con­tri­bui­ções inclu­em o desen­vol­vi­men­to de equi­pa­men­tos de pro­ces­sa­men­to de polí­me­ros, fibras têx­teis sin­té­ti­cas e outros pro­du­tos plás­ti­cos.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1932, Pier­re-Gil­les de Gen­nes. Este físi­co fran­cês rece­beu o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1991 por “des­co­brir que méto­dos desen­vol­vi­dos para estu­dar fenó­me­nos de ordem em sis­te­mas sim­ples podem ser gene­ra­li­za­dos para for­mas mais com­ple­xas de maté­ria, em par­ti­cu­lar cris­tais e polí­me­ros líqui­dos”. Ele des­cre­veu mate­ma­ti­ca­men­te como, por exem­plo, dipo­los mag­né­ti­cos, molé­cu­las lon­gas ou cadei­as de molé­cu­las podem, sob cer­tas con­di­ções, for­mar esta­dos orde­na­dos e o que acon­te­ce quan­do eles pas­sam de um esta­do orde­na­do para um esta­do desor­de­na­do. Tais mudan­ças de ordem ocor­rem quan­do, por exem­plo, um íman aque­ci­do muda de um esta­do no qual todos os peque­nos ímans ató­mi­cos são ali­nha­dos em para­le­lo a um esta­do desor­de­na­do no qual os ímans são ori­en­ta­dos ale­a­to­ri­a­men­te.

Nes­ta sema­na que pas­sou a NASA anun­ci­ou que ain­da não con­se­guiu avis­tar a son­da Indi­a­na que se terá des­pe­nha­do na super­fí­cie da Lua. O Lunar Recon­nais­san­ce Orbi­ter da NASA pas­sou pelo local de pou­so da nave Vikram pela segun­da vez e nova­men­te foi inca­paz de detec­tar o veí­cu­lo. Este fazia par­te da mis­são Chan­draya­an 2 da Índia e, em 6 de Setem­bro, deve­ria ater­rar sua­ve­men­te na super­fí­cie da lua e ini­ci­ar duas sema­nas de inves­ti­ga­ções cien­tí­fi­cas, incluin­do a ins­ta­la­ção de um veí­cu­lo espa­ci­al. Mas no final des­se pro­ces­so, a nave ficou em silên­cio. A agên­cia espa­ci­al da Índia dis­se que avis­tou a son­da logo após o supos­to aci­den­te, mas não for­ne­ceu mais deta­lhes.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. São apre­sen­ta­das as revis­tas Hacks­pa­ce Maga­zi­ne nº 24 de Novem­bro e a newe­lec­tro­nics de 10 de Outu­bro de 2019.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.

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