Newsletter Nº218

Newsletter Nº218
News­let­ter Nº218

Faz hoje anos que nas­cia, em 1883, Rube Gold­berg. Este car­to­o­nis­ta nor­te-ame­ri­ca­no sati­ri­zou a pre­o­cu­pa­ção ame­ri­ca­na com a tec­no­lo­gia. O seu nome tor­nou-se sino­ni­mo de qual­quer pro­ces­so sim­ples tor­na­do estra­nha­men­te com­pli­ca­do por cau­sa da sua série de dese­nhos ani­ma­dos de “Inven­ção” que usam uma série de fer­ra­men­tas, pes­so­as, plan­tas e pas­sos estra­nhos para rea­li­zar as tare­fas sim­ples do dia-a-dia da manei­ra mais com­pli­ca­da. Gold­berg apli­cou a sua expe­ri­ên­cia como enge­nhei­ro de pós-gra­du­a­ção e usou suas habi­li­da­des de enge­nha­ria, capa­ci­da­de de escre­ver his­tó­ri­as e de dese­nho para se cer­ti­fi­car de que as “Inven­ções” pudes­sem fun­ci­o­nar, embo­ra deze­nas de bra­ços, rodas, engre­na­gens, alças, copos e has­tes fos­sem colo­ca­dos em movi­men­to por bolas, gai­o­las de pás­sa­ros, bal­des, botas, banhei­ras, pás e até ani­mais vivos para tare­fas sim­ples, como espre­mer o sumo de uma laran­ja ou fechar uma jane­la em caso de come­çar a cho­ver. Ficou conhe­ci­do por ser a ins­pi­ra­ção para as máqui­nas de Rube Goldberg.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1961, Bren­dan Eich. Este nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do por ser o cri­a­dor da ver­são ori­gi­nal da lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção Javas­cript. A pri­mei­ra ver­são foi con­cluí­da em dez dias, a fim de cum­prir o calen­dá­rio de lan­ça­men­tos do Nets­ca­pe Navi­ga­tor 2.0 Beta, e foi desig­na­da por Mocha, mas reno­me­a­da como LiveS­cript em Setem­bro de 1995 e pos­te­ri­or­men­te JavaS­cript no mes­mo mês.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Goo­gle está a pre­pa­rar a ins­ta­la­ção de um novo cabo sub­ma­ri­no no oce­a­no Atlân­ti­co entre Por­tu­gal e a Áfri­ca do Sul. Desig­na­do por Equi­a­no, quan­do esti­ver com­ple­to este pas­sa­rá a ser o ter­cei­ro cabo inter­na­ci­o­nal pri­va­do depois da Dunant e do Curie e o 14º inves­ti­men­to em cabos sub­ma­ri­nos glo­bal­men­te. Espe­ran­do que a ins­ta­la­ção este­ja com­ple­ta em 2021 este novo cabo terá cer­ca de 20 mais capa­ci­da­de que o ulti­mo cabo cons­truí­do para ser­vir esta região.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da tam­bém a revis­ta newe­lec­tro­nics de 25 de Junho.

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Newsletter Nº217

Newsletter Nº217
News­let­ter Nº217

Faz hoje anos que nas­cia, em 1806, Augus­tus De Mor­gan. Este mate­má­ti­co e lógi­co inglês fez um tra­ba­lho impor­tan­te na lógi­ca sim­bó­li­ca abs­tra­ta, a teo­ria das rela­ções e for­mu­lou as leis de De Mor­gan: um é “NÃO (A E B) = (NÃO A) OU (NÃO B)” e o outro é “NÃO (A OU B) = (NÃO A) E (NÃO B)”. Estas leis con­ti­nu­am a ser apli­ca­das na teo­ria da pro­va moder­na e na pro­gra­ma­ção de soft­ware. Quan­do ele defi­niu e intro­du­ziu o ter­mo “indu­ção mate­má­ti­ca” (1838), ele deu ao pro­ces­so uma base e cla­re­za rigo­ro­sas que antes não tinham. Ele ori­gi­nou o uso da bar­ra para repre­sen­tar frac­ções, como em 1/5 ou 3/7. Em Tri­go­no­me­tria e Álge­bra Dupla (1849) ele deu uma inter­pre­ta­ção geo­mé­tri­ca de núme­ros complexos.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1901, Mer­le Antony Tuve. Este Físi­co e geo­fí­si­co nor­te-ame­ri­ca­no fez o pri­mei­ro uso de ondas de rádio pul­sa­das para explo­rar a ionos­fe­ra. Ele inven­tou o equi­pa­men­to de detec­ção neces­sá­rio para medir o tem­po entre rece­ber um pul­so de rádio direc­to e um segun­do pul­so reflec­ti­do da ionos­fe­ra. As obser­va­ções que ele fez for­ne­ce­ram a base teó­ri­ca para o desen­vol­vi­men­to do radar. Tuve, com Lawren­ce R. Hafs­tad e Nor­man P. Hey­den­burg, fize­ram as pri­mei­ras e defi­ni­ti­vas medi­ções da for­ça nucle­ar entre a for­ça pro­tão-pro­tão nas dis­tân­ci­as nucle­a­res. Duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele desen­vol­veu o fusí­vel de pro­xi­mi­da­de. Após a guer­ra, ele fez impor­tan­tes con­tri­bui­ções para a sis­mo­lo­gia expe­ri­men­tal, a radi­o­as­tro­no­mia e a astro­no­mia óptica.

Nes­ta sema­na que pas­sou fica­mos a conhe­cer a nova ver­são do Rasp­ber­ry PI — 4. Con­ti­nu­an­do com o cus­to que nos habi­tu­ou esta ver­são intro­duz um con­jun­to de novi­da­des que pas­sam pela exis­tên­cia de três ver­sões da Board. De base todas elas equi­pa­das com um micro-con­tro­la­dor ARM Cor­tex-A72 Quad-Core a 1.5GHz, uma inter­fa­ce Ether­net a Giga­git, wire­less 802.11ac de ban­da dupla, Blu­e­to­oth 5.0, duas por­tas USB 3.0, duas por­tas USB 2.0, supor­te micro-HDMI para duas saí­das de vídeo até 4Kp60, GPI Vide­o­Co­re VI. As três ver­sões são de 1GB, 2GB ou 4GB de RAM. De notar que a dis­po­si­ção das inter­fa­ces foi alte­ra­da o que requer novas cai­xas. Tam­bém a ali­men­ta­ção pas­sou a ser fei­ta por USB‑C para ultra­pas­sar as limi­ta­ções de potên­cia que a inter­fa­ce micro-USB tinha per­mi­tin­do o Rasp­ber­ry PI 4 poder con­su­mir mais.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que no pas­sa­do dia 25 a Spa­ceX lan­çou o STP‑2 (Spa­ce Test Program‑2). Este pro­gra­ma pro­ce­deu ao lan­ça­men­to com suces­so de 24 saté­li­tes. Estes irão tes­tar inú­me­ros fac­to­res que são neces­sá­ri­os ana­li­sar em pre­pa­ra­ção para uma futu­ra mis­são a Mar­te. Des­tes des­ta­cam-se os E‑TBEx que irão explo­rar as bolhas nas cama­das elec­tri­ca­men­te car­re­ga­das da atmos­fe­ra supe­ri­or da Ter­ra, que podem inter­rom­per as comu­ni­ca­ções e os sinais GPS nos quais con­fi­a­mos todos os dias, o “Deep Spa­ce Ato­mic Clock” que é um reló­gio ató­mi­co exclu­si­vo que tes­ta­rá uma nova for­ma das naves espa­ci­ais nave­ga­rem no espa­ço pro­fun­do. A tec­no­lo­gia pode tor­nar a nave­ga­ção seme­lhan­te a um GPS pos­sí­vel na Lua e em Mar­te. O GPIM que tes­ta­rá um novo sis­te­ma de pro­pul­são que fun­ci­o­na com um com­bus­tí­vel não tóxi­co de alto desem­pe­nho de nave espa­ci­al. Esta tec­no­lo­gia pode­rá aju­dar a impul­si­o­nar cons­te­la­ções de peque­nos saté­li­tes den­tro e fora da órbi­ta ter­res­tre bai­xa. Ain­da faz par­te des­te lan­ça­men­to o DSX que a bor­do trans­por­ta um ins­tru­men­to pro­jec­ta­do pelo JPL para medir vibra­ções de naves espa­ci­ais e qua­tro expe­ri­ên­ci­as da NASA que com­põem os Test­beds de Ambi­en­te Espa­ci­al (SET). A SET estu­da­rá como pro­te­ger melhor os saté­li­tes da radi­a­ção espa­ci­al, ana­li­san­do o ambi­en­te hos­til do espa­ço pró­xi­mo da Ter­ra e tes­tan­do vári­as estra­té­gi­as para miti­gar os impac­tos. Estas infor­ma­ções podem ser usa­das para melho­rar o pro­jec­to, a enge­nha­ria e as ope­ra­ções das naves, a fim de pro­te­ger as mes­mas con­tra radi­a­ções noci­vas cau­sa­das pelo Sol.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI Nº83, o livro The Offi­ci­al Rasp­ber­ry Pi Beginner’s Gui­de – 2nd Edi­ti­on e a revis­ta newe­lec­tro­nics de 11 de Junho.

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Newsletter Nº216

Newsletter Nº216
News­let­ter Nº216

Faz hoje anos que nas­cia, em 1860, Ale­xan­der Win­ton. Este ame­ri­ca­no nas­ci­do na Escó­cia, fabri­can­te de auto­mó­veis colo­cou milha­res de “Win­ton Sixes” na estra­da. Ten­do come­ça­do como um fabri­can­te de bici­cle­tas no West Side de Cle­ve­land, Win­ton tor­nou-se desig­ner e cons­tru­tor de auto­mó­veis de alta qua­li­da­de. Ele pro­du­ziu a sua pri­mei­ra car­ru­a­gem sem cava­los em 1896. O lega­do de Win­ton inclui mais de 100 paten­tes ins­tru­men­tais nos pri­mei­ros pro­jec­tos de auto­mó­veis e moto­res a die­sel. Ele tam­bém foi gene­ro­so ao pas­sar a tec­no­lo­gia para os con­cor­ren­tes quan­do a segu­ran­ça era um problema.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que o saté­li­te de nave­ga­ção Glonass‑M irá ini­ci­ar a sua ope­ra­ção bre­ve­men­te. O saté­li­te de nave­ga­ção rus­so Glonass‑M, lan­ça­do em órbi­ta no final de maio, entra­rá em ope­ra­ção em 22 de Junho, infor­mou o cen­tro de infor­ma­ções GLONASS nes­ta quar­ta-fei­ra, acres­cen­tan­do que um dis­po­si­ti­vo ante­ri­or foi trans­fe­ri­do para uma reser­va orbital.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um con­jun­to de mode­los 3D dese­nha­dos com o OpenS­CAD. É apre­sen­ta­da a revis­ta Hacks­pa­ce Maga­zi­ne nº20 de Junho.

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Newsletter Nº215

Newsletter Nº215
News­let­ter Nº215

Faz hoje anos que nas­cia, em 1773, Tho­mas Young. Este físi­co e egip­tó­lo­go inglês refor­çou a teo­ria ondu­la­tó­ria da luz com seu estu­do da inter­fe­rên­cia da luz. Como estu­dan­te de medi­ci­na, des­co­briu como a for­ma das len­tes do olho mudam para se foca­rem. Em 1801, ele reco­nhe­ceu a cau­sa do estig­ma­tis­mo. Young demons­trou a natu­re­za ondu­la­tó­ria da luz, pola­ri­za­ção de luz, fran­jas de inter­fe­rên­cia e expli­cou as cores vis­tas em cama­das finas, como bolhas de sabão. Ele asso­ci­a­va o com­pri­men­to de onda com a cor da luz e a per­cep­ção do olho de qual­quer cor como uma mis­tu­ra de ver­me­lho, azul e ver­de. O módu­lo de Young é o nome dados decor­ren­te do seu tra­ba­lho com elas­ti­ci­da­de. Ele tam­bém tra­ba­lhou medin­do o tama­nho das molé­cu­las, a ten­são super­fi­ci­al do líqui­do. Ele tam­bém foi um egip­tó­lo­go que aju­dou a deci­frar a Pedra de Roseta.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1831, James Clerk Maxwell. Este físi­co e mate­má­ti­co esco­cês fez pes­qui­sas que uni­ram elec­tri­ci­da­de e mag­ne­tis­mo ao con­cei­to do cam­po elec­tro­mag­né­ti­co. Em Lon­dres, por vol­ta de 1862, Maxwell cal­cu­lou que a velo­ci­da­de de pro­pa­ga­ção de um cam­po elec­tro­mag­né­ti­co é apro­xi­ma­da­men­te a velo­ci­da­de da luz. Ele propôs que o fenó­me­no da luz é, por­tan­to, um fenó­me­no elec­tro­mag­né­ti­co. As qua­tro equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais, ago­ra conhe­ci­das como equa­ções de Maxwell, apa­re­ce­ram pela pri­mei­ra vez em for­ma total­men­te desen­vol­vi­da em Elec­tri­city and Mag­ne­tism (1873). Ele mor­reu rela­ti­va­men­te jovem; Algu­mas das teo­ri­as que ele avan­çou em físi­ca só foram con­clu­si­va­men­te pro­va­das mui­to depois de sua mor­te. As idei­as de Maxwell tam­bém abri­ram o cami­nho para a teo­ria da rela­ti­vi­da­de espe­ci­al de Eins­tein e a teo­ria quântica.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1854, Char­les Alger­non Par­sons. Este enge­nhei­ro bri­tâ­ni­co inven­tou uma tur­bi­na a vapor de múl­ti­plos está­gi­os que revo­lu­ci­o­nou a pro­pul­são marí­ti­ma (1884). Cada está­gio foi pro­jec­ta­do para con­tro­lar e maxi­mi­zar a potên­cia for­ne­ci­da. Em 1891, ele pro­jec­tou a sua tur­bi­na com um con­den­sa­dor para ali­men­tar dína­mos em esta­ções gera­do­ras eléc­tri­cas. Em 1897, usan­do a sua tur­bi­na para ali­men­tar seu navio de 100 pés Tur­bi­nia, ele alcan­çou 35 nós. O pri­mei­ro navio a ser impul­si­o­na­do por tur­bi­nas, com sua incrí­vel velo­ci­da­de, levou à cons­tru­ção de mui­tos navi­os de guer­ra movi­dos a tur­bi­na para a mari­nha bri­tâ­ni­ca. Ele melho­rou ain­da mais a efi­ci­ên­cia com um redu­tor mecâ­ni­co para ligar o motor às héli­ces. Par­sons tam­bém inven­tou um dis­po­si­ti­vo para melho­rar os fonó­gra­fos, foi pio­nei­ro na avi­a­ção e pro­du­ziu um dis­po­si­ti­vo anti­der­ra­pan­te para pneus de automóveis.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1903 — Wil­lard Har­ri­son Ben­nett. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no des­co­briu, em 1934, o efei­to de pin­ça, um pro­ces­so elec­tro­mag­né­ti­co que pode ofe­re­cer uma manei­ra de con­fi­nar mag­ne­ti­ca­men­te um plas­ma a tem­pe­ra­tu­ras altas o sufi­ci­en­te para que ocor­ram reac­ções con­tro­la­das de fusão nucle­ar. Ele propôs em 1936 o ace­le­ra­dor Van de Gra­aff, que mais tar­de se tor­nou ampla­men­te uti­li­za­do na pes­qui­sa nucle­ar. Ele inven­tou um espec­tró­me­tro de mas­sa de radi­o­frequên­cia, desen­vol­vi­do em 1955. Como não exi­gia nenhum íman pesa­do, foi o pri­mei­ro lan­ça­do ao espa­ço para medir as mas­sas de áto­mos. O Sput­nik III levou o pri­mei­ro espec­tró­me­tro de mas­sa R‑F para o espa­ço. Foi o úni­co ins­tru­men­to espa­ci­al usa­do pelos rus­sos e cre­di­ta­do a um inven­tor ame­ri­ca­no nas suas pró­pri­as publi­ca­ções em lín­gua russa.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­ci­am, em 1911, Erwin Wilhelm Mül­ler e Luis Wal­ter Alva­rez. O pri­mei­ro foi um físi­co ger­ma­no-ame­ri­ca­no que inven­tou o micros­có­pio de emis­são de cam­po (FIM), que for­ne­ceu ampli­a­ções supe­ri­o­res a um milhão. Pela pri­mei­ra vez, foi pos­sí­vel tirar fotos de áto­mos indi­vi­du­ais. Ima­gens das estru­tu­ras ató­mi­cas do tungs­té­nio foram publi­ca­das pela pri­mei­ra vez em 1951 na revis­ta Zeits­ch­rift für Phy­sik. Na MIF, uma vol­ta­gem de cer­ca de 10kV é apli­ca­da a uma pon­ta de metal afi­a­da, arre­fe­ci­da abai­xo de 50 kel­vin numa atmos­fe­ra de hélio de bai­xa pres­são. Áto­mos de gás são ioni­za­dos pelo for­te cam­po eléc­tri­co na vizi­nhan­ça da pon­ta e repe­li­dos per­pen­di­cu­lar­men­te à super­fí­cie da pon­ta. Um detec­tor dese­nha a dis­tri­bui­ção espa­ci­al des­ses iões, dan­do uma ampli­a­ção da cur­va­tu­ra da super­fí­cie. O segun­do foi um físi­co ame­ri­ca­no que rece­beu o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1968 pelo tra­ba­lho que incluiu a des­co­ber­ta de mui­tas par­tí­cu­las de res­so­nân­cia (par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas ten­do vidas extre­ma­men­te cur­tas e ocor­ren­do ape­nas em coli­sões nucle­a­res de alta ener­gia). Alva­rez inven­tou uma dis­tân­cia de rádio e um indi­ca­dor de direc­ção. Duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele pro­jec­tou um sis­te­ma de pou­so para aero­na­ves e um sis­te­ma de radar para loca­li­zar aviões. Ele par­ti­ci­pou do desen­vol­vi­men­to da bom­ba ató­mi­ca no Labo­ra­tó­rio Cien­tí­fi­co de Los Ala­mos (1944–45). Ele suge­riu a téc­ni­ca para deto­nar o tipo de implo­são de bom­ba ató­mi­ca. Mais tar­de, ele aju­dou a desen­vol­ver a câma­ra de bolhas de hidro­gé­nio, usa­da para detec­tar par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas. Esta pes­qui­sa levou à des­co­ber­ta de mais de 70 par­tí­cu­las ele­men­ta­res e resul­tou numa gran­de revi­são das teo­ri­as nucleares.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1928, John For­bes Nash Jr.. Este mate­má­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no fez con­tri­bui­ções fun­da­men­tais para a teo­ria dos jogos, geo­me­tria dife­ren­ci­al e o estu­do de equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais. O tra­ba­lho de Nash for­ne­ceu deta­lhes sobre os fac­to­res que gover­nam o aca­so e a toma­da de deci­sões den­tro de sis­te­mas com­ple­xos encon­tra­dos na vida quo­ti­di­a­na. As suas teo­ri­as são ampla­men­te uti­li­za­das na eco­no­mia. Actu­an­do como Mate­má­ti­co de Pes­qui­sa Séni­or na Uni­ver­si­da­de de Prin­ce­ton duran­te a par­te pos­te­ri­or de sua vida, ele repar­tiu o Pré­mio Nobel de 1994 em Ciên­ci­as Eco­nó­mi­cas com os teó­ri­cos dos jogos Rei­nhard Sel­ten e John Har­sanyi. Em 2015, ele tam­bém divi­diu o Pré­mio Abel com Louis Niren­berg por seu tra­ba­lho sobre equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais não-line­a­res. John Nash é a úni­ca pes­soa a rece­ber o Pré­mio Nobel em Ciên­ci­as Eco­nó­mi­cas e o Pré­mio Abel.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Spa­ceX lan­çou com suces­so três saté­li­tes Cana­di­a­nos RADARSAT (RCM). O Fogue­tão Falcon‑9 foi lan­ça­do e após a sua mis­são vol­tou à Ter­ra ten­do sido recu­pe­ra­do com suces­so. Os três saté­li­tes lan­ça­dos são do tipo C‑Band SAR (Radar de Aber­tu­ra Sin­té­ti­ca) para obser­va­ção ter­res­tre. De entre as mis­sões des­tes saté­li­tes o RCM for­ne­ce­rão revi­si­tas diá­ri­as ao vas­to ter­ri­tó­rio e abor­da­gens marí­ti­mas do Cana­dá, incluin­do o Árc­ti­co, até 4 vezes por dia, bem como aces­so diá­rio a qual­quer pon­to de 90% da super­fí­cie da Ter­ra. Estes saté­li­tes irão subs­ti­tuir os RADARSAT‑2, lan­ça­dos em 2007.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D. É apre­sen­ta­do manu­al de ope­ra­ção do com­pu­ta­dor ENIAC.

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Newsletter Nº214

Newsletter Nº214
News­let­ter Nº214

Faz hoje anos que nas­cia, em 1850, Karl Fer­di­nand Braun. Este físi­co ale­mão par­ti­lhou o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1909 com Gugli­el­mo Mar­co­ni pelo desen­vol­vi­men­to do tele­gra­fo sem fio. Ele publi­cou arti­gos sobre des­vi­os da lei de Ohm e sobre os cál­cu­los da for­ça elec­tro­mo­triz de ele­men­tos gal­vâ­ni­cos rever­sí­veis de fon­tes tér­mi­cas, e des­co­briu (1874) o efei­to do rec­ti­fi­ca­dor eléc­tri­co. Ele demons­trou o pri­mei­ro osci­los­có­pio de rai­os cató­di­cos (tubo de Braun) em 1897, depois de tra­ba­lhar em cor­ren­tes alter­na­das de alta frequên­cia. Os tubos de rai­os cató­di­cos já tinham sido carac­te­ri­za­dos por rai­os não con­tro­la­dos; Braun con­se­guiu pro­du­zir um flu­xo estrei­to de elec­trões, gui­a­do por meio de vol­ta­gem alter­na­da, que pode­ria tra­çar padrões numa tela fluorescente.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1932, David Scott. Este Astro­nau­ta nor­te-ame­ri­ca­no foi o pri­mei­ro a con­du­zir um veí­cu­lo com rodas na Lua a 31 de Julho de 1971. O Fogue­tão Gemi­ni 8 foi lan­ça­do em 16 de Mar­ço de 1966, com Scott e Neil Arms­trong como tri­pu­lan­tes e con­du­ziu a pri­mei­ra anco­ra­gem no espa­ço com um Age­na. Scott voou na mis­são Apol­lo 9, lan­ça­da em 3 de Mar­ço de 1969, um tes­te de órbi­ta ter­res­tre de dez dias do pri­mei­ro con­jun­to com­ple­to de hard­ware da Apol­lo. Em 26 de Julho de 1971, Scott foi lan­ça­do na mis­são Apol­lo 15. Ele esta­va no coman­do do seu Módu­lo Lunar, que fez o quar­to pou­so lunar, tor­nou-se a séti­ma pes­soa a andar na Lua e o pri­mei­ro a usar o veí­cu­lo Lunar Rover na super­fí­cie da Lua. Isto fez par­te de uma inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca de três dias, onde foram reco­lhi­das cer­ca de 77 kg de amos­tras de rochas, e uma esta­ção de ciên­cia da ALSEP foi dei­xa­da no local de pou­so para con­ti­nu­ar a moni­to­ri­za­ção do ambi­en­te lunar.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1933, Hein­ri­ch Roh­rer. Este Físi­co suí­ço rece­beu meta­de do Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1986 com Gerd Bin­nig, pela inven­ção con­jun­ta do micros­có­pio de tune­la­men­to. (Ernst Rus­ka rece­beu a outra meta­de do pré­mio). O micros­có­pio elec­tró­ni­co de Rus­ka dos anos 1930 foi inca­paz de mos­trar a estru­tu­ra da super­fí­cie no nível ató­mi­co. Roh­rer e Bin­nig come­ça­ram a tra­ba­lhar em 1978 num micros­có­pio de tune­la­men­to de var­re­du­ra no qual uma son­da fina pas­sa a pou­cos angs­troms da super­fí­cie da amos­tra. Uma vol­ta­gem posi­ti­va na son­da per­mi­te que os elec­trões se movam da amos­tra para a son­da pelo efei­to de túnel, e a cor­ren­te detec­ta­da pode ser usa­da para man­ter a son­da a uma dis­tân­cia cons­tan­te da super­fí­cie. À medi­da que a son­da se move em linhas para­le­las, uma ima­gem 3D da super­fí­cie pode ser construída.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1943, Richard E. Smal­ley. Este quí­mi­co e físi­co nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do como o pai da nano-tec­no­lo­gia, que divi­diu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1996 com Robert F. Curl Jr. e Sir Harold W. Kro­to pela des­co­ber­ta con­jun­ta, em 1985, de car­bo­no (C60, ou Buck­mins­ter­fu­le­re­no, ou “bucky­balls”) e os fulerenos.

Com­ple­tam-se hoje 35 anos des­de o lan­ça­men­to des­se jogo mun­di­al­men­te famo­so cha­ma­do Tetris. O Tetris foi ori­gi­nal­men­te con­ce­bi­do e desen­vol­vi­do pelo pro­gra­ma­dor rus­so Ale­xey Leo­ni­do­vi­ch Pajit­nov. O seu nome é deri­va­do das pala­vras “tetro­mi­no”, que é uma for­ma geo­mé­tri­ca com­pos­ta por qua­tro qua­dra­dos, e “ténis”, supos­ta­men­te o des­por­to favo­ri­to de Pajitnov.

Nes­ta sema­na que pas­sou fica­mos a conhe­cer o novo pneu sem ar desen­vol­vi­do pela Miche­lin. Jun­ta­men­te com a GM o pro­to­ti­po MICHELIN Uptis (ou “Uni­que Punc­tu­re-pro­of Tire Sys­tem”) foi apre­sen­ta­do. A tec­no­lo­gia sem ar faz com que o Uptis Pro­toty­pe eli­mi­ne furos e reben­ta­men­to de pneus. Isto sig­ni­fi­ca que o Uptis ofe­re­ce um poten­ci­al sig­ni­fi­ca­ti­vo para redu­zir o uso de maté­ri­as-pri­mas e resí­du­os, con­tri­buin­do para a visão da GM para um mun­do com zero coli­sões, zero emis­sões e zero congestionamentos.

Tam­bém esta sema­na a KLM e TU Delft unem for­ças para tor­nar a avi­a­ção mais sus­ten­tá­vel. A KLM con­tri­bui­rá para a pes­qui­sa da TU Delft sobre um con­cei­to de voo ino­va­dor conhe­ci­do como “Flying‑V”. O dese­nho em for­ma de V da aero­na­ve inte­gra­rá a cabi­ne de pas­sa­gei­ros, o porão de car­ga e os tan­ques de com­bus­tí­vel nas asas. A sua for­ma aero­di­nâ­mi­ca aper­fei­ço­a­da e peso redu­zi­do sig­ni­fi­cam que ele con­so­me 20% menos com­bus­tí­vel do que o Air­bus A350, a aero­na­ve mais avan­ça­da da actu­a­li­da­de. Um mode­lo em esca­la voa­do­ra e uma sec­ção em tama­nho real do inte­ri­or do Flying‑V serão ofi­ci­al­men­te apre­sen­ta­dos no KLM Expe­ri­en­ce Days no Aero­por­to Schiphol de Ames­ter­dão em Outu­bro, por oca­sião do 100º ani­ver­sá­rio da KLM.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a Ama­zon, na sua con­fe­rên­cia re: MARS, (Machi­ne Lear­ning, Auto­ma­ti­on, Robo­tics and Spa­ce), em Las Vegas, reve­lou o mais recen­te dese­nho de dro­nes Pri­me Air. O objec­ti­vo des­tes dro­nes é serem total­men­te eléc­tri­cos e poder voar até 15 milhas e entre­gar paco­tes com menos de cin­co libras a cli­en­tes em menos de 30 minutos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 28 de Maio.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.