Newsletter Nº144

Newsletter Nº144
News­let­ter Nº144

Faz anos hoje que nas­cia, em 1550, John Napi­er. Este esco­cês ficou conhe­ci­do por ser ao mes­mo tem­po mate­má­ti­co, físi­co e astró­no­mo. O fei­to mais conhe­ci­do dele foi ter des­co­ber­to os loga­rit­mos. Ele tam­bém inven­tou os cha­ma­dos “ossos de Napi­er” e tor­nou comum o uso do pon­to deci­mal em arit­mé­ti­ca e mate­má­ti­ca.

Fazem tam­bém anos que nas­ci­am, em 1905, Emi­lio Segrè e Lloyd Berk­ner. O pri­mei­ro era um físi­co ita­li­a­no-ame­ri­ca­no que par­ti­lhou (com Owen Cham­ber­lain) o Prê­mio Nobel de Físi­ca de 1959 pela des­co­ber­ta do anti­pro­tão, uma anti-par­tí­cu­la com a mes­ma mas­sa de um pro­tão, mas com o opos­to na car­ga eléc­tri­ca. Ele tam­bém cri­ou áto­mos do novo ele­men­to Tec­né­cio (1937) e Asta­ti­no (1940). O tec­né­cio ocu­pou um espa­ço até então vazio na Tabe­la Perió­di­ca, e foi o pri­mei­ro ele­men­to arti­fi­ci­al não encon­tra­do na natu­re­za. O asta­ti­no exis­te natu­ral­men­te ape­nas em quan­ti­da­des extre­ma­men­te peque­nas por­que é pro­du­to deca­den­te de áto­mos mai­o­res, e ten­do uma meia-vida de ape­nas algu­mas horas, desa­pa­re­ce rapi­da­men­te por decom­po­si­ção radi­o­ac­ti­va para se tor­na­rem áto­mos de outro ele­men­to. Esti­ma-se que exis­ta actu­al­men­te cer­ca de 31 gra­mas de asta­ti­no na Ter­ra, fazen­do des­te o ele­men­to mais raro de que se tem conhe­ci­men­to.
O segun­do, Lloyd, era um físi­co e enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no, que foi o pri­mei­ro a medir a exten­são, incluin­do a altu­ra e a den­si­da­de, da ionos­fe­ra (cama­das ioni­za­das da atmos­fe­ra da Ter­ra), levan­do a uma com­pre­en­são com­ple­ta da pro­pa­ga­ção de ondas de rádio e aju­dou a desen­vol­ver sis­te­mas de radar, espe­ci­al­men­te o sis­te­ma de aler­ta pre­co­ce à dis­tan­cia. Mais tar­de, inves­ti­gou a ori­gem e o desen­vol­vi­men­to da atmos­fe­ra ter­res­tre. No iní­cio da sua car­rei­ra, ele tra­ba­lhou em faróis de radio-nave­ga­ção para a divi­são Airways do Bure­au of Lighthou­ses (1927–28), como enge­nhei­ro de rádio na expe­di­ção Byrd Antarc­tic. Vol­tan­do ao Bure­au of Stan­dards dos EUA, ele estu­dou a ionos­fe­ra usan­do trans­mis­sões de rádio-pul­so, e depois o mag­ne­tis­mo ter­res­tre com a Ins­ti­tui­ção Car­ne­gie.

Na sema­na que pas­sou, Linus Tor­valds anun­ci­ou o lan­ça­men­to do Ker­nel Linux 4.15. Após um ciclo de desen­vol­vi­men­to que era foram do comum em mui­tas manei­ras esta sema­na foi pos­si­vel lan­çar a ver­são final. Esta foi uma ver­são que teve atra­sos direc­ta­men­te atri­buí­dos aos pro­ble­mas rela­ci­o­na­dos com o melt­down e com o spec­tre — os bugs dos CPU.

Hoje a Spa­ceX lan­çou com suces­so o Gov­Sat-1 a par­tir do Fal­con 9. O fogue­tão Fal­con 9 foi lan­ça­do car­re­gan­do um saté­li­te de geo-comu­ni­ca­ções enco­men­da­do pelo gover­no do Luxem­bur­go. O saté­li­te, cri­a­do pela Orbi­tal STK e ope­ra­do pela SES, apoi­a­rá ope­ra­ções huma­ni­tá­ri­as e mili­ta­res para o Luxem­bur­go, entre outras fun­ções de comu­ni­ca­ção. O fogue­tão des­co­lou da Cabo Cana­ve­ral na quar­ta-fei­ra, um dia depois do lan­ça­men­to ini­ci­al pla­ne­a­do. A jane­la ori­gi­nal não foi viá­vel devi­do ao cli­ma, mas o fogue­tão foi lan­ça­do con­for­me pre­vis­to no ini­cio da sua data alter­na­ti­va com as con­di­ções cli­má­ti­cas favo­rá­veis do dia de hoje.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI nº66.

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Newsletter Nº143

Newsletter Nº143
News­let­ter Nº143

Faz hoje anos que nas­cia, em 1627, Robert Boy­le. Este quí­mi­co e filó­so­fo irlan­dês-inglês notou atra­vés das suas expe­ri­ên­ci­as sobre as pro­pri­e­da­des dos gases e sua expo­si­ção de uma visão cor­pus­cu­lar da maté­ria que era um pre­cur­sor da teo­ria moder­na dos ele­men­tos quí­mi­cos. Ele era um mem­bro fun­da­dor da Royal Soci­ety of Lon­don. De 1656 a 68, resi­diu em Oxford, onde Robert Hoo­ke, o aju­dou a cons­truir a bom­ba de ar. Com esta inven­ção, Boy­le demons­trou as carac­te­rís­ti­cas físi­cas do ar e a neces­si­da­de de ar para a com­bus­tão, res­pi­ra­ção e trans­mis­são de som, publi­ca­do nas Novas Expe­ri­ên­ci­as Físi­co-Mecâ­ni­cas, Tocan­do a Pri­ma­ve­ra do Ar e seus Efei­tos (1660). Em 1661, ele anun­ci­ou à Soci­e­da­de Real sobre a rela­ção do volu­me de gases e a pres­são (Lei de Boy­le).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1736, Joseph-Louis Lagran­ge. Este mate­má­ti­co ita­li­a­no-fran­cês fez gran­des con­tri­bui­ções para a teo­ria dos núme­ros e para a mecâ­ni­ca ana­lí­ti­ca. O seu livro mais impor­tan­te é o Méca­ni­que analy­ti­que (1788, “Mecâ­ni­ca ana­lí­ti­ca”), o livro sobre o qual todo o tra­ba­lho pos­te­ri­or nes­te cam­po se baseia. Lagran­ge foi um dos cri­a­do­res do cál­cu­lo das vari­a­ções, deri­van­do as equa­ções de Euler-Lagran­ge para extre­mos de fun­ci­o­nais. Ele tam­bém esten­deu o méto­do para levar em con­si­de­ra­ção pos­sí­veis res­tri­ções, che­gan­do ao méto­do dos mul­ti­pli­ca­do­res de Lagran­ge. Lagran­ge inven­tou o méto­do de reso­lu­ção de equa­ções dife­ren­ci­ais conhe­ci­das como vari­a­ção de parâ­me­tros, cál­cu­lo dife­ren­ci­al apli­ca­do à teo­ria das pro­ba­bi­li­da­des e atin­giu tra­ba­lhos notá­veis ​​sobre a solu­ção de equa­ções. Ele pro­vou que todo núme­ro natu­ral é uma soma de qua­tro qua­dra­dos. O seu tra­ta­do “The­o­rie des fonc­ti­ons analy­ti­ques” colo­cou alguns dos fun­da­men­tos da teo­ria gru­pal, ante­ci­pan­do Galois. No cál­cu­lo, Lagran­ge desen­vol­veu uma nova abor­da­gem para inter­po­la­ção e séri­es de Tay­lor. Ele estu­dou o pro­ble­ma de três cor­pos para a Ter­ra, o Sol e a Lua (1764) e o movi­men­to dos saté­li­tes de Júpi­ter (1766) e, em 1772, encon­trou solu­ções espe­ci­ais para esse pro­ble­ma que pro­du­zem o que ago­ra são conhe­ci­dos como pon­tos Lagran­gi­a­nos. Mas, aci­ma de tudo, ele é mais conhe­ci­do por seu tra­ba­lho em mecâ­ni­ca, onde ele trans­for­mou a mecâ­ni­ca new­to­ni­a­na num ramo de aná­li­se, a mecâ­ni­ca lagran­gi­a­na como ago­ra é cha­ma­do, e apre­sen­tou os cha­ma­dos “prin­cí­pi­os” mecâ­ni­cos como resul­ta­dos sim­ples do cál­cu­lo vari­a­ci­o­nal.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1878, Ernst Ale­xan­der­son. Este enge­nhei­ro sue­co-ame­ri­ca­no foi o inven­tor de equi­pa­men­tos elec­tró­ni­cos cujas con­tri­bui­ções foram impor­tan­tes para a pri­mei­ra trans­mis­são de rádio ao vivo. Ele desen­vol­veu um alter­na­dor de alta frequên­cia (um dis­po­si­ti­vo que con­ver­te cor­ren­te con­tí­nua em cor­ren­te alter­na­da) capaz de pro­du­zir ondas de rádio con­tí­nu­as e, assim, revo­lu­ci­o­nou a comu­ni­ca­ção por rádio. Mais tar­de, ele foi pio­nei­ro na tele­vi­são, aju­dan­do a desen­vol­ver a tele­vi­são a cores.

Por fim, faz anos hoje que nascia,em 1917, Ilya Pri­go­gi­ne. Este quí­mi­co-físi­co bel­ga nas­ci­do na Rús­sia rece­beu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1977 por con­tri­bui­ções para a ter­mo­di­nâ­mi­ca de não-equi­lí­brio ou como a vida pode­ria con­ti­nu­ar inde­fi­ni­da­men­te num evi­den­te desa­fio às leis clás­si­cas da físi­ca. O tema prin­ci­pal do tra­ba­lho de Pri­go­gi­ne foi a bus­ca de uma melhor com­pre­en­são do papel do tem­po nas ciên­ci­as físi­cas e na bio­lo­gia. Ele ten­tou con­ci­li­ar uma ten­dên­cia na natu­re­za para que a desor­dem aumen­tas­se (para que as está­tu­as se des­mo­ro­nas­sem ou os cubos de gelo para der­re­ter, con­for­me des­cri­to na segun­da lei da ter­mo­di­nâ­mi­ca) com a cha­ma­da “auto-orga­ni­za­ção”, uma ten­dên­cia com­pen­sa­tó­ria para cri­ar ordem de desor­dem (como vis­to, por exem­plo, na for­ma­ção das pro­teí­nas com­ple­xas numa cri­a­tu­ra viva a par­tir de uma mis­tu­ra de molé­cu­las sim­ples).

Na sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Goo­gle pla­neia nos pró­xi­mos meses, dis­po­ni­bi­li­zar a tec­no­lo­gia que pos­si­bi­li­ta­rá cen­te­nas de milhões de dis­po­si­ti­vos Android e iOS serem capa­zes de for­ne­cer expe­ri­ên­ci­as de rea­li­da­de aumen­ta­da — o que sig­ni­fi­ca que pode­rá olhar para o mun­do atra­vés do seu tele­fo­ne e colo­car objec­tos digi­tais onde quer que você olhe. Para aju­dar a tra­zer isto para o mai­or núme­ro pos­sí­vel de uti­li­za­do­res, a Goo­gle foi explo­rar a for­ma de levar a rea­li­da­de aumen­ta­da à pla­ta­for­ma web, de modo que algum dia com um nave­ga­dor pos­sa ace­der esta nova tec­no­lo­gia.

Tam­bém esta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que o Face­bo­ok anun­ci­ou que inven­tou uma nova uni­da­de de tem­po — o Flick. Um ‘Flick’ é 1 / 705.600.000 de segun­do e foi cri­a­do para aju­dar a sin­cro­ni­zar as fra­me rates dos víde­os.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São apre­sen­ta­dos 42 livros que abor­dam diver­sos temas rela­ci­o­na­dos com IT, como SQL, HTML, Python, Java, Javas­cript, LaTeX, Algo­rithms, C++, etc. Este livros foram com­pi­la­dos a par­tir da docu­men­ta­ção do site “Stack Over­flow”, o con­teú­do é escri­to pelos uti­li­za­do­res do Stack Over­flow. O con­teú­do do tex­to é lan­ça­do no Cre­a­ti­ve Com­mons BY-SA. São tam­bém apre­sen­ta­das as revis­tas newe­e­lec­tro­nics de 23 de Janei­ro, a His­pa­brick nº 29 e a HackS­pa­ce maga­zi­ne #3.

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Newsletter Nº142

Newsletter Nº142
News­let­ter Nº142

Faz hoje anos que nas­cia, em 1799, Joseph Dixon. Este inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no foi pio­nei­ro no uso indus­tri­al de gra­fi­te e mui­tas outras ino­va­ções. Como impres­sor e fotó­gra­fo, ele pro­jec­tou um espe­lho numa câma­ra que foi o pre­cur­sor do visor, paten­te­ou uma máqui­na a vapor de duas mani­ve­las, desen­vol­veu um méto­do de impres­são de notas para fal­si­fi­ca­do­res de pape­lão. Como fabri­can­te e empre­sá­rio, Joseph Dixon pro­du­ziu o pri­mei­ro lápis fei­to nos EUA, 2 de Abril de 1827, e foi res­pon­sá­vel pelo desen­vol­vi­men­to da indús­tria de gra­fi­te.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1813, Joseph Glid­den. Este inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no, nas­ci­do em Char­les­town — New Hampshi­re, era um fazen­dei­ro de Illi­nois quan­do desen­vol­veu o design do pri­mei­ro ara­me far­pa­do comer­ci­al, um pro­du­to que trans­for­ma­ria o Oci­den­te. Antes des­sa ino­va­ção, os colo­nos das pla­ní­ci­es sem árvo­res não tinham mei­os fáceis de cer­car os ani­mais lon­ge das ter­ras cul­ti­va­das, e os fazen­dei­ros não tinham como evi­tar que seus reba­nhos vague­as­sem por toda par­te. O ara­me far­pa­do de Glid­den abriu as pla­ní­ci­es para a agri­cul­tu­ra em gran­de esca­la e fechou o cam­po aber­to, levan­do a era do vaquei­ro ao fim.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1825, Edward Fran­kland. Este quí­mi­co inglês foi um dos pri­mei­ros pes­qui­sa­do­res no cam­po da quí­mi­ca estru­tu­ral, inven­tou o vín­cu­lo quí­mi­co e tor­nou-se conhe­ci­do como o pai da valên­cia. Ele estu­dou com­pos­tos orga­no­me­tá­li­cos — molé­cu­las híbri­das dos conhe­ci­dos ele­men­tos orgâ­ni­cos não metá­li­cos (como car­bo­no, hidro­gé­nio, nitro­gé­nio, enxo­fre, fós­fo­ro) com metais ver­da­dei­ros. Em 1850, pre­pa­rou peque­nas molé­cu­las orgâ­ni­cas con­ten­do metais como o zin­co. Pos­te­ri­or­men­te, ele desen­vol­veu a teo­ria da valên­cia (anun­ci­a­da em 10 de maio de 1852), que cada tipo de áto­mo pos­sui uma capa­ci­da­de fixa de com­bi­na­ção com outros áto­mos.

Nes­ta data faz igual­men­te anos que nas­cia, em 1829, Lud­vig Lorenz. Este físi­co e mate­má­ti­co dina­marquês desen­vol­veu fór­mu­las mate­má­ti­cas para des­cre­ver fenó­me­nos como a rela­ção entre a refrac­ção da luz e a den­si­da­de de uma subs­tân­cia trans­pa­ren­te pura e a rela­ção entre a con­du­ti­vi­da­de e tem­pe­ra­tu­ra tér­mi­ca e tér­mi­ca de um metal (lei Wie­de­mann-Franz-Lorenz).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1861, Hans Golds­ch­midt. Este quí­mi­co ale­mão inven­tou o pro­ces­so tér­mi­te (alu­mi­no-ter­mi­co) que foi adop­ta­do mun­di­al­men­te para sol­dar as linhas fer­ro­viá­ri­os e que ain­da está em uso para sol­da­gem no local. A pri­mei­ra linha sol­da­da des­ta for­ma foi colo­ca­da em Essen. Este méto­do evo­luiu a par­tir de seu pro­ces­so de redu­ção Golds­ch­midt que ele come­çou a inves­ti­gar em 1893 para a pre­pa­ra­ção de metais isen­tos de car­bo­no. Ele usou as reac­ções de óxi­dos de cer­tos metais com alu­mí­nio para pro­du­zir óxi­do de alu­mí­nio e o metal livre. Foi apli­ca­do para sepa­rar cro­mo, man­ga­nês e cobal­to dos seus mine­rais de óxi­do. Golds­ch­midt tam­bém foi um co-inven­tor de amál­ga­ma de sódio.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1888, Tho­mas Sopwith. Este dese­nha­dor e fabri­can­te de aero­na­ves inglês, ficou famo­so pela sua empre­sa pio­nei­ra que era famo­sa pela aero­na­ve mili­tar bri­tâ­ni­ca da Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al. O inte­res­se de Sopwith em auto­mo­bi­lis­mo levou em 1910 a pilo­tar um mono-pla­no, com o qual ganhou o Pré­mio Baron de Forest por voar pelo Canal da Man­cha a 18 de Dezem­bro de 1910. Em Junho de 1912, Sopwith com Fred Sigrist e outros cri­a­ram The Sopwith Avi­a­ti­on Com­pany e come­çou a fabri­car o bipla­no Sopwith Tabloid. Pilo­ta­do por Har­ry Haw­ker, este avião ganhou o regis­to de alti­tu­de bri­tâ­ni­co de 4.000 metros no 16 de junho de 1913. Duran­te a Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al, a empre­sa fabri­cou alguns dos melho­res aviões ali­a­dos, incluin­do o len­dá­rio Sopwith Camel, o Sopwith Pup e o Sopwith Sni­pe.

Por fim, faz anos hoje que nascia,em 1933, Ray Dolby. Este físi­co e enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do pela inven­ção dos sis­te­mas de redu­ção de ruí­do Dolby. Dolby é famo­so por ino­va­ções que vão des­de as cas­se­tes de alta qua­li­da­de que foram usa­das nos esté­reo dos car­ro até ao mais recen­te som sur­round digi­tal em salas de cine­ma. Como estu­dan­te do ensi­no médio, ele foi tra­ba­lhar a tem­po par­ci­al para a Ampex Cor­po­ra­ti­on. Enquan­to ain­da na facul­da­de, ele jun­tou-se à peque­na equi­pa de enge­nhei­ros da Ampex dedi­ca­dos a inven­tar o pri­mei­ro gra­va­dor de fita prá­ti­co do mun­do, o Ampex VTR (1956). Em 1965, Dolby fun­dou sua pró­pria empre­sa — a Dolby Labo­ra­to­ri­es. O seu pri­mei­ro desen­vol­vi­men­to foi a redu­ção de ruí­do do tipo Dolby A, uma com­pres­são e expan­são de áudio que redu­ziu dras­ti­ca­men­te o sil­vo de fun­do na gra­va­ção de fita pro­fis­si­o­nal sem efei­tos cola­te­rais per­cep­tí­veis.

Na sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Pla­ne­tary Resour­ces, empre­sa de mine­ra­ção espa­ci­al apoi­a­da pelo Goo­gle Lar­ry Page e o fun­da­dor da Brain­tree, Bryan John­son, deu outro pas­so em sua bus­ca para real­men­te mine­rar recur­sos de aste­rói­des e outros cor­pos celes­tes. A empre­sa lan­çou com suces­so o seu Arkyd-6 Cube­Sat, que pos­sui uma tec­no­lo­gia expe­ri­men­tal pro­jec­ta­da para detec­tar recur­sos hídri­cos no espa­ço. A Pla­ne­tary Resour­ces já está a rece­ber tele­me­tria da nave espa­ci­al, e a empre­sa acre­di­ta que a tec­no­lo­gia expe­ri­men­tal é um pas­so deci­si­vo para que ela desen­vol­va sua pró­xi­ma pla­ta­for­ma espa­ci­al, o Arkyd-301.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que a Nin­ten­do vai lan­çar uma linha de expe­ri­ên­ci­as inte­rac­ti­vas asso­ci­a­das à sua con­so­la mais recen­te, a Swit­ch. Esta linha desig­na­da por Labo foi pro­jec­ta­da para ins­pi­rar cri­an­ças e aque­les que são cri­an­ças de cora­ção. Com base na his­tó­ria de 129 anos da Nin­ten­do, que está enrai­za­da em entre­te­ni­men­to ino­va­dor e expe­ri­ên­ci­as de jogo, a Nin­ten­do Labo con­ti­nua a mis­são da empre­sa de colo­car sor­ri­sos nos ros­tos das pes­so­as. Em con­jun­to com o sis­te­ma Nin­ten­do Swit­ch, os kits da Nin­ten­do Labo for­ne­cem as fer­ra­men­tas e a tec­no­lo­gia para fazer cri­a­ções DIY diver­ti­das, jogar jogos com suas cri­a­ções e DESCOBRIR como a magia da tec­no­lo­gia Nin­ten­do Swit­ch trans­for­ma idei­as em rea­li­da­de.

Por fim, a NASA anun­ci­ou que, com dados obti­dos pela son­da Cas­si­ni é pos­sí­vel assu­mir que na lua Titã de Satur­no os seus mares se encon­tram, como na Ter­ra, a uma ele­va­ção média que cha­ma­mos de “nível do mar”. Esta é a últi­ma des­co­ber­ta que mos­tra seme­lhan­ças notá­veis entre a Ter­ra e o Titã, o úni­co outro mun­do que conhe­ce­mos no nos­so sis­te­ma solar que pos­sui líqui­do está­vel na sua super­fí­cie. No entan­to, em Titã, os seus lagos e mares estão chei­os de hidro­car­bo­ne­tos, em vez de água líqui­da, e o gelo de água cober­to por uma cama­da de mate­ri­al orgâ­ni­co sóli­do ser­ve como a rocha que envol­ve esses lagos e mares.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São apre­sen­ta­dos 5 livros “GNU/Linux Com­mand-Line Tools Sum­mary”, “Bash Refe­ren­ce Manu­al — Refe­ren­ce Docu­men­ta­ti­on for Bash 4.4”, “Bash Gui­de for Begin­ners”, “Advan­ced Bash-Scrip­ting Gui­de” e “The AWK Pro­gram­ming Lan­gua­ge”.

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Newsletter Nº141

Newsletter Nº141
News­let­ter Nº141

Faz hoje anos que nas­cia, em 1872, Geor­ge Washing­ton Pier­ce. Este inven­tor Nor­te-ame­ri­ca­no foi pio­nei­ro em radio-tele­fo­nia e pro­fes­sor notá­vel de enge­nha­ria de tele­co­mu­ni­ca­ções. Ele fez o tra­ba­lho que levou à apli­ca­ção prá­ti­ca de uma vari­e­da­de de des­co­ber­tas expe­ri­men­tais em pie­zo­e­lé­tri­ca e mag­ne­tos­tric­ção. Ele desen­vol­veu o osci­la­dor Pier­ce, que uti­li­za cris­tal de quart­zo para man­ter as trans­mis­sões de rádio pre­ci­sa­men­te na frequên­cia atri­buí­da e for­ne­cer pre­ci­são simi­lar para medi­do­res de frequên­cia. Ele foi igual­men­te res­pon­sá­vel pela for­mu­la de cál­cu­lo mate­má­ti­co das pro­pri­e­da­des de radi­a­ção das ante­nas de rádio; inven­ção do tubo de des­car­ga de vapor de mer­cú­rio, que era o pre­cur­sor do tiran­tron; inven­ção de um méto­do de gra­va­ção de som em fil­me; e gera­ção de som por mor­ce­gos e insec­tos.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1875, Fre­de­rick Mark Bec­ket. Este Meta­lúr­gi­co cana­di­a­no deti­nha mais de cem paten­tes, cobrin­do uma ampla gama de pro­du­tos eléc­tri­cos para for­no e pro­du­tos quí­mi­cos, nome­a­da­men­te ligas de fer­ro, car­bo­ne­to de cál­cio e aços espe­ci­ais de cró­mio. Ele desen­vol­veu um pro­ces­so de uso de silí­cio em vez de car­bo­no como um agen­te redu­tor na pro­du­ção de metais, tor­nan­do as ligas de fer­ro com bai­xo teor de car­bo­no e cer­tos aços prá­ti­cos. Os seus pro­ces­sos para a pro­du­ção de ligas de fer­ro de bai­xo car­bo­no tive­ram apli­ca­ção mun­di­al.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1895, Lau­rens Ham­mond. Este inven­tor e empre­sá­rio nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do pela cri­a­ção do órgão elec­tró­ni­co de Ham­mond. Fas­ci­na­do pela ciên­cia, Ham­mond paten­te­ou a sua pri­mei­ra inven­ção, uma trans­mis­são de auto­mó­veis, enquan­to era mui­to jovem. Em 1909, ele ven­deu sua ideia para um baró­me­tro bara­to e sen­sí­vel, e em 1920, ele ven­deu o seu design para um reló­gio “sem engre­na­gens”. Em 1933, ele abriu um pia­no anti­go reti­ran­do todo o seu con­teú­do com excep­ção do tecla­do para usar como con­tro­la­dor. Ele expe­ri­men­tou vári­as manei­ras dife­ren­tes de gerar o som até encon­trar o que pare­cia melhor — o gera­dor do “tonewhe­el”, com o qual ele fun­dou a Ham­mond Organ Com­pany. Duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, Lau­rens aju­dou a pro­jec­tar con­tro­los de mís­seis gui­a­dos com paten­tes para ori­en­ta­ção de bom­bas.

Nas sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que um empre­ga­do da FedEx do Ten­nes­see con­se­guiu des­co­brir, um novo núme­ro pri­mo da clas­se de núme­ros pri­mos de Mer­sen­ne — o 50º. Os pri­mos de Mer­sen­ne são um gru­po de núme­ros pri­mos nome­a­dos em hon­ra do mon­ge fran­cês Marin Mer­sen­ne, que estu­dou os núme­ros há mais de três sécu­los. O núme­ro tem mais de 23 milhões de dígi­tos — 1 milhão de dígi­tos a mais do que o 49º pré­mio Mer­sen­ne conhe­ci­do, des­co­ber­to em Janei­ro de 2016. Este núme­ro foi des­co­ber­to atra­vés dos esfor­ços con­ju­ga­dos do pro­jec­to GIMPS — Gre­at Inter­net Mer­sen­ne Pri­me Sear­ch. O núme­ro, desig­na­do de M77232917, é cal­cu­la­do ele­van­do o núme­ro 2 à potên­cia 77.232.917 e depois sub­train­do 1.

Tam­bém esta sema­na, a Wifi-Ali­an­ce fez o anun­cio de um novo stan­dard de segu­ran­ça de redes Wifi — WPA3. Este vem res­pon­der às neces­si­da­des de subs­ti­tuir o actu­al WPA2 que tem alguns pro­ble­mas no seu design nome­a­da­men­te o que ficou conhe­ci­do como KRACK e que está rela­ci­o­na­do com o seu meca­nis­mo de “four-way handsha­ke”. Para ultra­pas­sar esta situ­a­ção este novo pro­to­co­lo cor­ri­ge esta falha e res­ta ago­ra espe­rar que a adop­ção seja rápi­da por par­te dos fabri­can­tes de Hard­ware.

Ain­da esta sema­na ficá­mos a saber que a ten­ta­ti­va da Spa­ceX para lan­çar no espa­ço um “pay­lo­ad” secre­to desig­na­do por Zuma terá falha­do o seu objec­ti­vo e a car­ga se deve ter per­di­do. Esta foi a pri­mei­ra vez que a Spa­ceX teve que usar um sis­te­ma de 3 fogue­tões com­bi­na­dos. O lan­ça­men­to apa­ren­te­men­te foi um suces­so mas pos­te­ri­or­men­te a infor­ma­ção que apa­re­ceu no meus de comu­ni­ca­ção indi­cou que uma falha qual­quer terá pro­vo­ca­do a per­da. Como se tra­ta de uma mis­são da qual pou­co se sabe a infor­ma­ção é mui­to escas­sa.

A Boeing apre­sen­tou um pro­tó­ti­po fun­ci­o­nal de um dro­ne de trans­por­te de car­ga. Em menos de três meses, os enge­nhei­ros da Boeing pro­jec­ta­ram e cons­truí­ram o pro­tó­ti­po do CAV, que fica a qua­tro metros do chão, mede 15 por 18 pés e pesa mais de 700 libras. É equi­pa­do com oito lâmi­nas de héli­ce com con­tra-rota­ção e bate­ri­as Boeing per­so­na­li­za­das que per­mi­tem o voo ver­ti­cal.

Está tam­bém a decor­rer esta sema­na a CES2018 em Las Vegas e têm sido fei­tos anún­ci­os de diver­sos pro­du­tos que que irão bre­ve­men­te apa­re­cer no mer­ca­do.
Des­tes des­ta­cam-se as apre­sen­ta­ções dos novos pro­ces­sa­do­res da Intel com um pro­ces­sa­dor grá­fi­co Rade­on. A AMD apre­sen­tou tam­bém os seus novos pro­ces­sa­do­res Ryzen e Rade­on. A Toyo­ta lan­çou um ecos­sis­te­ma de mobi­li­da­de de veí­cu­los. A Intel apre­sen­tou avan­ços na tec­no­lo­gia de “quan­tum com­pu­ting” cri­an­do um chip tes­te de 49-qubit. A HyperX apre­sen­tou o pri­mei­ro módu­lo de memó­ria sin­cro­ni­za­do por infra­ver­me­lhos. A Qual­comm apre­sen­tou um sis­te­ma de blu­e­to­oth audio de mui­to bai­xo con­su­mo que pode­rá revo­lu­ci­o­nar ain­da mais esta área. E por fim a Razer apre­sen­ta o pro­jec­to Lin­da que se tra­ta de um Híbri­do entre um por­tá­til e um smartpho­ne. Atrás das cenas e jun­to ao even­to foi pos­sí­vel pre­sen­ci­ar um show de “strip” com robôs.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 9 de Janei­ro e dois livros, intro­du­ção ao Linux e “Linux from Scrat­ch” Ver­são 8.1.

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Newsletter Nº140

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News­let­ter Nº140

Faz hoje anos que nas­cia, em 1737, Louis-Ber­nard Guy­ton de Moré­ve­au. Este Quí­mi­co fran­cês cola­bo­rou com Antoi­ne Lavoi­si­er e outros para esta­be­le­cer uma nomen­cla­tu­ra quí­mi­ca sis­te­má­ti­ca, aju­dan­do a dis­tin­guir ele­men­tos de com­pos­tos. Ele publi­cou estu­dos sobre flo­gis­to e cris­ta­li­za­ção, e tam­bém gás amó­nia liqui­di­fi­ca­do. Ele escre­veu a sec­ção quí­mi­ca da Ency­clo­pé­die métho­di­que (Vol. I, 1786). Em 1761, Guy­ton propôs que o nome “alu­mi­na” (daí alu­mí­nio) fos­se usa­do para a base em alú­men (sul­fa­to de alu­mí­nio e potás­sio, ale­nis­mo lati­no = alum). Guy­ton foi um dos pri­mei­ros a con­cluir que o fer­ro e o aço dife­rem uni­ca­men­te do seu con­teú­do de car­bo­no, melho­rou o fabri­co de pól­vo­ra, foi o pri­mei­ro a usar clo­ro e gás áci­do clo­rí­dri­co como desin­fec­tan­tes e foi um dos pri­mei­ros balo­o­nis­tas (1784).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1809, Louis Brail­le. Este edu­ca­dor fran­cês desen­vol­veu uma for­ma tác­til de impres­são e escri­ta, conhe­ci­da como brail­le, que des­de então foi ampla­men­te adop­ta­da pelos cegos. Ele pró­prio ficou cego aos qua­tro anos, depois de um aci­den­te enquan­to toca­va com um taco. Em 1821, enquan­to Brail­le esta­va numa esco­la para cegos, um sol­da­do cha­ma­do Char­les Bar­bi­er visi­tou-o e mos­trou um sis­te­ma de códi­go que ele havia inven­ta­do. O sis­te­ma, cha­ma­do de “escri­ta noc­tur­na”, tinha sido cri­a­do para os sol­da­dos a par­tir das trin­chei­ras de guer­ra pode­rem pas­sar silen­ci­o­sa­men­te ins­tru­ções usan­do com­bi­na­ções de doze pon­tos levan­ta­dos. O jovem Brail­le per­ce­beu o quão útil seria este sis­te­ma de pon­tos levan­ta­dos. Ele desen­vol­veu um esque­ma mais sim­ples usan­do ape­nas seis pon­tos. Em 1827, o pri­mei­ro livro em brail­le foi publi­ca­do. Ago­ra, os cegos tam­bém podem escre­ver para si mes­mos usan­do uma cane­ta sim­ples para fazer os pon­tos.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1846, Edward Hib­berd John­son. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co e inven­tor Nor­te-ame­ri­ca­no pas­sou mui­tos anos a tra­ba­lhar em vári­os pro­je­tos de negó­ci­os com Tho­mas Edi­son, inclu­si­ve como vice-pre­si­den­te da Edi­son Elec­tric Light Com­pany. Eles conhe­ce­ram-se quan­do John­son, como geren­te da Auto­ma­tic Tele­graph Com­pany, con­tra­tou Tho­mas Edi­son, na altu­ra com 24 anos. Como o talen­to de Edi­son como inven­tor o impul­si­o­nou a desen­vol­ver seu labo­ra­tó­rio de inven­ção e empre­sas comer­ci­ais, John­son tor­nou-se o seu exe­cu­ti­vo de negó­ci­os e, even­tu­al­men­te, pre­si­den­te da Edi­son Elec­tric Illu­mi­na­ting Co. de Nova York. John­son ficou conhe­ci­do por ter cri­a­do as pri­mei­ras luzes eléc­tri­cas numa árvo­re de Natal em 22 de Dezem­bro de 1882, que ele as exi­biu na jane­la de sua casa em Nova York. O fio de lâm­pa­das fei­tas à mão tinha sido fei­to para ele, com 80 lâm­pa­das do tama­nho de uma noz bri­lhan­do em núme­ros iguais de luz ver­me­lha, bran­ca e azul.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1940, Bri­an Joseph­son. Este físi­co Galês des­co­briu o efei­to Joseph­son (1962) — um flu­xo de cor­ren­te eléc­tri­ca como pares de elec­trões, cha­ma­do Coo­per Pairs, entre dois mate­ri­ais super-con­du­to­res que são sepa­ra­dos por um iso­la­dor extre­ma­men­te fino. Este arran­jo é cha­ma­do de “Joseph­son Junc­ti­on”. Foi-lhe atri­buí­do o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1973 (com Leo Esa­ki e Ivar Gia­e­ver).

Na sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que gran­de par­te dos pro­ces­sa­do­res moder­nos da Intel, AMD e ARM sofrem de uma falha no seu dese­nho que, não poden­do ser cor­ri­gi­da exclu­si­va­men­te por um “pat­ch” no micro-códi­go, irá obri­gar ao rede­se­nho dos Ker­nels Linux e do Win­dows para impe­dir a uti­li­za­ção des­te bug de segu­ran­ça. Des­de Novem­bro — momen­to em que um gru­po res­tri­to de inves­ti­ga­do­res des­co­briu o pro­ble­ma que estão a tra­ba­lhar nos meca­nis­mos de miti­ga­ção do mes­mo. O pro­ble­ma resi­de na pos­si­bi­li­da­de de uma apli­ca­ção mali­ci­o­sa exe­cu­ta­da em “user-spa­ce” poder ler a memó­ria supos­ta­men­te pro­te­gi­da do Ker­nel assim como, em ambi­en­tes de vir­tu­a­li­za­ção (onde se supõe haver uma “sand­box” entre as vári­as máqui­nas vir­tu­ais), poder ler a memó­ria do hiper­vi­sor e de outras máqui­nas vir­tu­ais. Para resol­ver o pro­ble­ma, serão neces­sá­ri­as actu­a­li­za­ções para o Ker­nel e para o micro-códi­go do pro­ces­sa­dor.
O pro­ble­ma des­de que foi anun­ci­a­do já esca­lou e actu­al­men­te não tem um mas dois nomes códi­go dis­tin­tos que são o Melt­down e o Spec­tre. O Melt­down é o pro­ble­ma exclu­si­vo dos pro­ces­sa­do­res Intel. O Spec­tre é o pro­ble­ma que se esten­de a todos os fabri­can­tes. A exis­tên­cia des­tes bugs tem a ver com a for­ma como os pro­ces­sa­do­res actu­ais lidam com a ele­va­da per­for­man­ce e com uma téc­ni­ca usa­da, desig­na­da por exe­cu­ção espe­cu­la­ti­va que se tra­duz numa téc­ni­ca de opti­mi­za­ção da capa­ci­da­de de exe­cu­ção do pro­ces­sa­dor. Infe­liz­men­te esta téc­ni­ca não entra em linha de con­ta com os domí­nio de pro­tec­ção e pode per­mi­tir aces­sos inde­vi­dos.
A reso­lu­ção des­te pro­ble­ma ao nível dos Ker­nels dos sis­te­mas ope­ra­ti­vos irá pro­va­vel­men­te impli­car uma redu­ção de per­for­man­ce que pode­rá che­gar aos 30% em algum tipo de “Wor­klo­ads”.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D. São apre­sen­ta­dos cin­co livros sobre Linux, um sobre Admi­nis­tra­ção, outro sobre Ser­vi­do­res, outro sobre Redes, outros sobre “Sto­ra­ge” e por fim um sobre Segu­ran­ça.

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