Regulamento Interno


  1. Rede
    1. A Rede de Laboratórios da Audiência Zero é uma coligação de espaços de experimentação e criação distribuída por diversas cidades portuguesas.
    2. O objectivo da Rede é
      1. coordenar a actividade dos laboratórios.
      2. desenvolver e disponibilizar estruturas de organização.
      3. servir como ponto de contacto institucional entre os laboratórios e outras instituições.
      4. fomentar a cooperação e a partilha de recursos entre os laboratórios.
      5. coordenar projectos e actividades a nível nacional.
    3. A actividade da Rede é organizada por uma direcção formada por membros convidados e por uma comissão permanente constituída pelos coordenadores dos laboratórios e por um membro representante da Associação Cultural Audiência Zero com voto qualificado.
  2. Laboratórios
    1. Cada um dos laboratórios Audiência Zero é um colectivo de experimentação e criação livre, tendo como principal foco as ferramentas, tecnologias e media digitais, sem se limitar a elas.
    2. A actividade de cada laboratório é organizada pelos seus membros efectivos em coordenação com a Rede de Laboratórios Audiência Zero.
    3. São membros efectivos de um laboratório as pessoas que se inscreverem no mesmo e pagarem regularmente a quota mínima de actividade.
    4. O valor da quota mínima de actividade é definido pelo colectivo e serve para custear as despesas de funcionamento do laboratório
    5. O valor da quota poderá ser revisto sempre que necessário, os membros serão consultados e informados com a devida antecedência.
    6. No acto da inscrição os novos membros terão que pagar os primeiros dois meses de actividade.
    7. Os novos membros terão de cumprir um período de carência de 1 mês, a contar da data do pagamento do valor relativo ao acto da inscrição, para beneficiarem dos descontos nos preços das actividades realizadas pelo laboratório.
    8. Os membros dos laboratórios são incentivados a pagar as quotas anualmente, com benefícios acrescidos desta prática.
    9. Um membro que tenha mais de três meses de quotas em atraso verá os seus privilégios reduzidos de acordo com a decisão do colectivo.
    10. A prática do débito directo das quotas é incentivada, não sendo reembolsado valores já pagos no caso de desistência.
    11. Ser membro efectivo de um laboratório Audiência Zero tem como contrapartida a livre e total participação nas sessões de trabalho do laboratório, onde poderão usufruir de: acesso à rede interna e à Internet wireless, acesso aos materiais e demais equipamentos disponíveis, desde que utilizados para os fins previstos e de acordo com as normas de utilização e segurança definidas para os mesmos.
    12. Os membros efectivos terão acesso preferencial às restantes actividades do laboratório
    13. Cada laboratório poderá também dar aos seus membros efectivos acesso livre ao espaço, desde que este acesso não perturbe as actividades que estiverem a decorrer
    14. Sempre que estiver disponível, os membros efectivos terão igualmente acesso a apoio técnico (programação criativa, electrónica e computação física, gestão de projecto, áudio, vídeo, etc), que será gerido de acordo com as prioridades do próprio laboratório e da disponibilidade dos membros envolvidos na prestação do apoio.
    15. Cada laboratório tem um coordenador responsável pela organização local e pela representação do colectivo na organização da Rede.
    16. O coordenador de cada laboratório é nomeado através de proposta do colectivo e aprovado pela Rede.
    17. O mandato do coordenador é de um ano.
    18. Após nomeação, cada coordenador propõe um membro do seu colectivo para coordenador adjunto, a ser aprovado pela Rede.
    19. O coordenador adjunto é responsável por apoiar a actividade do coordenador e substituí-lo nas reuniões de trabalho da Rede caso seja necessário.
  3. Actividades
    1. Cada laboratório promove uma série de actividades regulares, tais como sessões de trabalho, palestras, workshops e aulas práticas.
    2. O calendário das sessões de trabalho de cada laboratório é definido pelo colectivo mas existe uma sessão de trabalho semanal fixa à terça-feira à noite.
    3. Qualquer pessoa pode visitar as sessões de trabalho de cada laboratório, mas o usufruto dos seus recursos requer a inscrição como membro efectivo.
    4. Certas actividades poderão ser abertas ao público em geral e outras poderão ser exclusivamente para membros dos laboratórios.
    5. Certas actividades poderão requerer inscrição prévia e pagamento.
    6. Qualquer membro do colectivo é livre de propôr uma actividade desde que se responsabilize pela organização da mesma. Cabe ao coordenador do laboratório a aceitação e calendarização da actividade.
    7. Cabe aos membros responsáveis pela organização de uma actividade a respectiva documentação.
    8. Cabe aos membros responsáveis pela organização de uma actividade a divulgação da mesma, com o apoio dos meios disponibilizados pela Audiência Zero para o efeito.
    9. Regularmente serão organizadas mostras de projectos desenvolvidos pelos vários laboratórios. A participação nestas actividades é encorajada mas não é obrigatória.
    10. É encorajada a documentação pública de todas as actividades organizadas e projectos desenvolvidos pelos membros.
  4. Materiais e Ferramentas
    1. Os equipamentos, materiais e ferramentas obtidos por cada laboratório são propriedade da Associação Cultural Audiência Zero e geridos pelo respectivo colectivo.
    2. A manutenção dos equipamentos, materiais e ferramentas de cada laboratório é da responsabilidade do colectivo que o utiliza.
    3. A decisão sobre a aquisição de equipamentos, materiais e ferramentas é feita pelo colectivo de cada laboratório.
    4. Cada laboratório partilha os seus equipamentos, materiais e ferramentas com a Rede para a organização de actividades colectivas.
    5. Os equipamentos, materiais e ferramentas adquiridos pela Rede e pela Associação Cultural Audiência Zero estão disponíveis para serem requisitados e usados pelos laboratórios para as suas actividades.
  5. Considerações Finais
    1. Todos os casos de regulamentação omissa deste regulamento serão resolvidos pelas deliberações da rede do laboratórios.
    2. A alteração deste regulamento exige a marcação de uma reunião para esse efeito com os membros da direcção da rede. A tomada de decisão exige pelo menos o voto da maioria dos presentes.

 

Ficha de Inscrição
Go to Top