Newsletter Nº155

Newsletter Nº155
News­let­ter Nº155

Faz hoje anos que nas­cia, em 1801, Gus­tav The­o­dor Fech­ner. Este físi­co e filó­so­fo ale­mão que foi uma figu­ra cha­ve na fun­da­ção da psi­co-físi­ca, a ciên­cia pre­o­cu­pa­da com as rela­ções quan­ti­ta­ti­vas entre as sen­sa­ções e os estí­mu­los que as pro­du­zem. Ele for­mu­lou a regra conhe­ci­da como a lei de Fech­ner, que, den­tro de limi­tes, a inten­si­da­de de uma sen­sa­ção aumen­ta como o loga­rit­mo do estí­mu­lo. Ele tam­bém propôs uma expres­são mate­má­ti­ca da teo­ria sobre a dife­ren­ça entre dois estí­mu­los, avan­ça­da por E. H. Weber.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1877, Ole Evin­ru­de. Este inven­tor noru­e­guês e fabri­can­te do motor mari­nho exter­no. Ole Evin­ru­de esta­va a remar no seu peque­no bar­co um dia. Pare­ceu-lhe que o remo era mais difí­cil do que pre­ci­sa­va, quan­do o seu objec­ti­vo era fazer um pique­ni­que numa peque­na ilha dis­tan­te. Resol­veu então e ali inven­tar um meio de mover peque­nos bar­cos com rapi­dez e faci­li­da­de atra­vés da água. Quan­do des­co­briu uma manei­ra melhor, inven­tou o pri­mei­ro motor de popa prá­ti­co em 1909. Ele paten­te­ou-o em 1910; Rapi­da­men­te subs­ti­tuiu moto­res movi­dos a vapor e a pé por bar­cos e impul­si­o­nou uma nova indús­tria. O resul­ta­do foi o motor de popa Evin­ru­de que per­ma­ne­ce popu­lar até hoje.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1880, Albert W. Hull. Este físi­co ame­ri­ca­no que des­co­briu inde­pen­den­te­men­te o méto­do de pó de aná­li­se de rai­os X de cris­tais (1917), que per­mi­te o estu­do de mate­ri­ais cris­ta­li­nos num esta­do micro-cris­ta­li­no fina­men­te divi­di­do, ou pó. O seu pri­mei­ro tra­ba­lho foi em tubos de elec­trões, cris­ta­lo­gra­fia de rai­os X e pie­zo­e­le­tri­ci­da­de. Na déca­da de 1920, ele estu­dou medi­ções de ruí­do em dío­dos e tri­o­des. Nos anos 30, ele tam­bém se inte­res­sou pela meta­lur­gia e pela ciên­cia do vidro. A sua obra mais conhe­ci­da foi fei­ta após a guer­ra, espe­ci­al­men­te seu tra­ba­lho clás­si­co sobre o efei­to de um cam­po mag­né­ti­co uni­for­me no movi­men­to de elec­trões entre cilin­dros coa­xi­ais. Ele inven­tou tam­bém o mag­ne­tron (1921) e o thy­ra­tron (1927), e outros tubos de elec­trões com ampla apli­ca­ção como com­po­nen­tes em cir­cui­tos elec­tró­ni­cos.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1912, Glenn T. Sea­borg. Este quí­mi­co nucle­ar ame­ri­ca­no duran­te 1940–58 com cole­gas seus da Uni­ver­si­da­de da Cali­fór­nia, Ber­ke­ley, pro­du­zi­ram nove dos ele­men­tos tran­su­râ­ni­cos (plu­tó­nio ao nobé­lio) bom­bar­de­an­do urâ­nio e outros ele­men­tos com núcle­os num cíclo­tron. Ele cunhou o ter­mo acti­ní­deo para os ele­men­tos des­ta série. O tra­ba­lho sobre os ele­men­tos foi direc­ta­men­te rele­van­te para o esfor­ço da Segun­da Guer­ra Mun­di­al para desen­vol­ver uma bom­ba ató­mi­ca. Diz-se que ele foi influ­en­te na deter­mi­na­ção da esco­lha do plu­tó­nio em vez do urâ­nio nas pri­mei­ras expe­ri­ên­ci­as com bom­bas ató­mi­cas. Sea­borg e seu anti­go cola­bo­ra­dor Edwin McMil­lan divi­di­ram o Pré­mio Nobel da quí­mi­ca de 1951. O ele­men­to 106, sea­bór­gio (1974), foi nome­a­do em sua home­na­gem.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que abriu na Sué­cia uma auto­es­tra­da espe­ci­al­men­te cons­truí­da para car­re­gar veí­cu­los. São cer­ca de 2 km de estra­da elec­tri­fi­ca­da que incor­po­ra­da numa via públi­ca per­to de Esto­col­mo. A tec­no­lo­gia por detrás da elec­tri­fi­ca­ção da estra­da que liga o aero­por­to de Esto­col­mo Arlan­da a um local de logís­ti­ca fora da capi­tal visa resol­ver os pro­ble­mas com­pli­ca­dos de man­ter os veí­cu­los eléc­tri­cos car­re­ga­dos e o fabri­co de suas bate­ri­as a pre­ços aces­sí­veis. A ener­gia é trans­fe­ri­da de dois tri­lhos do tri­lho na estra­da por meio de um bra­ço móvel pre­so na par­te infe­ri­or de um veí­cu­lo.

Ficá­mos igual­men­te a saber que um aste­rói­de pas­sou bas­tan­te per­to da Ter­ra. Um aste­rói­de seme­lhan­te em tama­nho a um que explo­diu há mais de 100 anos na região rus­sa de Tun­gus­ka, na Sibé­ria, pas­sou rela­ti­va­men­te pró­xi­mo da Ter­ra no domin­go (15 de Abril), ape­nas um dia depois dos astró­no­mos des­co­bri­rem o objec­to. O aste­rói­de, desig­na­do 2018 GE3, teve mais pró­xi­mo da Ter­ra por vol­ta das 2:41 am EDT (0641 GMT), a uma dis­tân­cia de 192.000 km, ou cer­ca de meta­de da dis­tân­cia média entre a Ter­ra e a Lua. de acor­do com o Cen­tro de Estu­dos de Objec­tos Pró­xi­mos à Ter­ra da NASA (CNEOS). A NASA esti­mou que este aste­rói­de mede de 48 a 110 metros de lar­gu­ra, fazen­do com que seja até 3,6 vezes o tama­nho do que der­ru­bou 2000 qui­ló­me­tros qua­dra­dos de flo­res­ta sibe­ri­a­na quan­do explo­diu sobre Tun­gus­ka em 1908.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um con­jun­to de mode­los 3D de cober­tu­ras de ven­toi­nhas. São apre­sen­ta­dos dois livros da Texas Ins­tru­ments, um sobre ADCs e outro sobre Op-Amps. São tam­bém apre­sen­ta­dos mais três livros sobre Tran­sís­to­res.

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Newsletter Nº154

Newsletter Nº154
News­let­ter Nº154

Faz anos hoje que nas­cia, em 1851, Edward Wal­ter Maun­der. Este astró­no­mo inglês que foi o pri­mei­ro a fazer o exa­me da Comis­são do Ser­vi­ço Civil Bri­tâ­ni­co para o pos­to de assis­ten­te foto­grá­fi­co e espec­tros­có­pio no Royal Obser­va­tory, em Gre­enwi­ch. Nos qua­ren­ta anos seguin­tes em que tra­ba­lhou lá, fez exten­sas medi­ções de man­chas sola­res. Veri­fi­can­do regis­tos his­tó­ri­cos, ele encon­trou um perío­do de 1645 a 1715 que teve uma notá­vel fal­ta de rela­tó­ri­os sobre man­chas sola­res. Embo­ra ele podia ter ques­ti­o­na­do a exac­ti­dão do rela­tó­rio, ele atri­buiu a escas­sez de rela­tó­ri­os a uma escas­sez real de man­chas sola­res duran­te esse perío­do. Embo­ra a sua suges­tão não tenha sido geral­men­te acei­ta num pri­mei­ro momen­to, com o acu­mu­lar de pes­qui­sas indi­cou que há de fato déca­das de dura­ção quan­do o sol tem nota­vel­men­te pou­cas man­chas sola­res. Esses perío­dos são ago­ra conhe­ci­dos como mini­ma Maun­der .

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1852, Fer­di­nand von Lin­de­mann. Este mate­má­ti­co ale­mão foi o pri­mei­ro a pro­var que PI é trans­cen­den­tal (não é uma solu­ção de qual­quer equa­ção algé­bri­ca com coe­fi­ci­en­tes raci­o­nais). Isso final­men­te esta­be­le­ceu a natu­re­za inso­lú­vel do pro­ble­ma mate­má­ti­co gre­go clás­si­co de enqua­drar o cír­cu­lo (cons­truin­do um qua­dra­do com a mes­ma área que um dado cír­cu­lo usan­do somen­te régua e com­pas­so.) Em 1873, Lin­de­mann visi­tou Her­mi­te em Paris e dis­cu­tiu os méto­dos que Her­mi­te havia usa­do. usa­do em sua pro­va de que e, a base dos loga­rit­mos natu­rais, é trans­cen­den­tal. Após essa visi­ta, Lin­de­mann con­se­guiu esten­der os resul­ta­dos de Her­mi­te para mos­trar que PI tam­bém era trans­cen­den­tal (1882).

Por fim anos hoje que nas­cia, em 1872, Geor­ges Urbain. Este quí­mi­co fran­cês foi o pri­mei­ro que iso­lou o luté­cio, o últi­mo dos mate­ri­ais raros está­veis. Entre 1895 e 1912 tra­ba­lhou mate­ri­ais raros e rea­li­zou mais de 200.000 des­ti­la­ções frac­ci­o­na­das nas quais sepa­rou os ele­men­tos samá­rio, euró­pio, gado­lí­nio, tér­bio, dis­pró­sio e hól­mio. Em 1907, ele des­cre­veu um pro­ces­so pelo qual o itér­bio de Marig­nac (1879) pode­ria ser sepa­ra­do em dois ele­men­tos, itér­bio (neoyt­ter­bium) e luté­cio. Ele deu o nome da vila da era roma­na do que fica­va no local de Paris, sua cida­de natal ao novo ele­men­to. (Foi des­co­ber­to inde­pen­den­te­men­te por von Wels­ba­ch mais ou menos na mes­ma épo­ca.) Urbain tam­bém des­co­briu a lei da fos­fo­res­cên­cia ópti­ma de sis­te­mas biná­ri­os e escre­veu sobre o iso­mor­fis­mo.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que foi cri­a­da uma nova ver­são do for­ma­to de ima­gens JPEG. Desig­na­do por JPEG XS, as ima­gens e víde­os man­têm um nível extre­ma­men­te alto de qua­li­da­de gra­ças a um pro­ces­so de com­pac­ta­ção mais sim­ples e rápi­do — e, por­tan­to, mais efi­ci­en­te em ter­mos de ener­gia. Os arqui­vos com­pac­ta­dos aca­bam por ser mai­o­res, mas isso não é um pro­ble­ma gra­ças às redes de ban­da lar­ga, como Wi-Fi e 5G: o objec­ti­vo é trans­mi­tir os arqui­vos em vez de arma­ze­ná-los em smartpho­nes ou outros dis­po­si­ti­vos com memó­ria limi­ta­da. Isto vem igual­men­te resol­ver o pro­ble­ma que os uti­li­za­do­res têm com os head­sets de rea­li­da­de vir­tu­al que os dei­xam com náu­se­as? Um dos moti­vos é a latên­cia ou a quan­ti­da­de qua­se imper­cep­tí­vel de tem­po que uma ima­gem leva para mudar em res­pos­ta ao movi­men­to da cabe­ça de um uti­li­za­dor. Com este novo padrão de com­pres­são de ima­gens que pode­rá resol­ver esse pro­ble­ma.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo com­ple­to de esta­ção mete­o­ro­ló­gi­ca para ser impres­sa em 3D. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 10 de Abril e alguns livros escri­tos por Sir Cli­ve Sin­clair sobre a temá­ti­ca de tran­sís­to­res. É igual­men­te apre­sen­ta­do um livro da Ana­log Devi­ces sobre dese­nho de Ampli­fi­ca­do­res para Ins­tru­men­ta­ção.

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Newsletter Nº153

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News­let­ter Nº153

Faz anos hoje que nas­cia, em 1622, Vin­cen­zo Vivi­a­ni. Este mate­má­ti­co ita­li­a­no foi líder em seu cam­po e fun­dou a Acca­de­mia del Cimen­to. Como uma das pri­mei­ras soci­e­da­des cien­tí­fi­cas impor­tan­tes, esta orga­ni­za­ção foi cri­a­da antes da Royal Soci­ety da Ingla­ter­ra. Em 1639, aos 17 anos, tor­nou-se alu­no, secre­tá­rio e assis­ten­te de Gali­leu em Arce­tri, até a mor­te de Gali­leu, em 1642. Duran­te sua lon­ga car­rei­ra, Vivi­a­ni publi­cou vári­os livros sobre assun­tos mate­má­ti­cos e cien­tí­fi­cos. Ele edi­tou a pri­mei­ra edi­ção das obras uni­fi­ca­das de Gali­leu (1655–1656) e tra­ba­lhou incan­sa­vel­men­te para rea­bi­li­tar a memó­ria do seu mes­tre. Em 1660, jun­to com Borel­li, ele mediu a velo­ci­da­de do som ao sin­cro­ni­zar a dife­ren­ça entre o flash e o som de um canhão. Eles obti­ve­ram o valor de 350 metros por segun­do. Ficou igual­men­te conhe­ci­do pelo teo­re­ma de Vivi­a­ni, que esta­be­le­ce que a soma das dis­tan­ci­as de um pon­to inte­ri­or aos lados, num ângu­lo rec­to, de um tri­ân­gu­lo equi­lá­te­ro é igual ao com­pri­men­to da altu­ra do tri­ân­gu­lo.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1827, Joseph Lis­ter. Este cirur­gião inglês e cien­tis­ta médi­co foi o fun­da­dor da medi­ci­na anti-sép­ti­ca e um pio­nei­ro na medi­ci­na pre­ven­ti­va. Influ­en­ci­a­do pela teo­ria dos ger­mes de Louis Pas­teur, Lis­ter resol­veu man­ter esses orga­nis­mos lon­ge das feri­das. O seu livro, sobre o Prin­cí­pio Anti-sép­ti­co na Prá­ti­ca da Cirur­gia (1867), foi o pri­mei­ro tra­ta­do sobre o assun­to. Enquan­to na Royal Infir­mary, Glas­gow, Escó­cia, ele intro­du­ziu o uso do fenol como um desin­fec­tan­te usa­do em liga­du­ras, uten­sí­li­os, bem como para uso direc­to em feri­das e lava­gem das mãos do cirur­gião. A sua pri­mei­ra cirur­gia foi rea­li­za­da em 12 de Agos­to de 1865. A prá­ti­ca médi­ca moder­na con­ti­nua a seguir o prin­cí­pio de Lis­ter de que as feri­das devem ser man­ti­das livres de bac­té­ri­as, embo­ra a este­ri­li­za­ção tenha subs­ti­tuí­do o uso mais anti­cép­ti­co.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1892, Her­mann Kem­per. Este enge­nhei­ro ale­mão foi um pio­nei­ro na levi­ta­ção mag­né­ti­ca. Kem­per come­çou a sua pes­qui­sa sobre levi­ta­ção mag­né­ti­ca em 1922. Em 1933, cons­truiu um cir­cui­to fun­ci­o­nal para pai­rar sobre o prin­cí­pio da levi­ta­ção elec­tro­mag­né­ti­ca, usan­do a atra­cão elec­tro­mag­né­ti­ca. Ele rece­beu o núme­ro de Paten­te do Rei­ch 643316, “Schwe­be­bahn mit räder­lo­sen Fahr­zeu­gen, die an eiser­nen fahrs­chi­e­nen mit­tels mag­ne­tis­cher Fel­der schwe­bend entlang geführt wird” (a inven­ção de um hover­track com veí­cu­los sem chum­bo que pai­ram ao lon­go de tri­lhos de fer­ro usan­do cam­pos mag­né­ti­cos). Esta inven­ção aca­bou por levar ao desen­vol­vi­men­to do Trans­ra­pid.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1894, Lawren­ce Dale Bell. Este fabri­can­te e pro­jec­tis­ta de aviões ame­ri­ca­nos, fun­da­dor da Bell Air­craft Co., cujo avião expe­ri­men­tal X-1, lan­ça­do em 1947, foi o pri­mei­ro a que­brar a bar­rei­ra do som. Esta empre­sa tam­bém pro­du­ziu con­tri­bui­ções sig­ni­fi­ca­ti­vas para a avi­a­ção, como o pri­mei­ro avião a jac­to do país, o pri­mei­ro heli­cóp­te­ro comer­ci­al do mun­do, o avião voa­dor mais rápi­do e mais alto do mun­do, o Bell X-1A, e o pri­mei­ro jato ver­ti­cal de des­co­la­gem e pou­so.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1918, Joseph Sobek. Este inven­tor ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do pela inven­ção do Raque­te­bol que desen­vol­veu o des­por­to (1950) para jogar no Gre­enwi­ch, Con­nec­ti­cut, YMCA. Como um pro­fis­si­o­nal de squash e ténis por sete anos, ele inven­tou o Raque­te­bol como um des­por­to de raque­tes indo­or alter­na­ti­vo. Ele ela­bo­rou regras, dese­nhou um pro­jec­to de raque­te, que foi cri­a­do em 1951 pela Mag­nan Rac­ket Manu­fac­tu­ring Com­pany. Para pro­mo­ver a sua inven­ção, ele fun­dou a Pad­dle Rac­kets Asso­ci­a­ti­on com um gru­po de joga­do­res. Ele se reti­rou da pro­mo­ção acti­va quan­do o des­por­to rapi­da­men­te ganhou popu­la­ri­da­de, como uma acti­vi­da­de des­por­ti­va que era fácil de apren­der e que não pre­ci­sa­va de for­ça para des­fru­tar.

Esta sema­na que pas­sou Linus Tor­valds lan­çou o Linux 4.16. Esta ver­são foi um lan­ça­men­to de peso com melho­ri­as e cor­rec­ções para vári­as arqui­tec­tu­ras, dri­vers, etc. Mui­to tra­ba­lho foi fei­to para aumen­tar a segu­ran­ça com a aju­da de cor­rec­ções de Spec­ter e Melt­down e lim­pe­zas de códi­go. No cam­po do supor­te de CPUs, vari­as melho­ri­as foram fei­tas para ofe­re­cer supor­te a recur­sos mais recen­tes. Hou­ve actu­a­li­za­ções do RISC-V, supor­te do KVM para o AMD Secu­re Encryp­ted Vir­tu­a­li­za­ti­on, assim como o dri­ver Ora­cle DAX, etc. Foi desen­vol­vi­do tra­ba­lho tam­bém para melho­rar o supor­te para grá­fi­cos Can­non­la­ke Gen 10, no Jet­son TX2 e melho­ri­as no AMDKFD.

Ficá­mos tam­bém a saber que a NASA con­tra­tou a Loc­ke­ed-Mar­tin para desen­vol­ver um novo avião super­só­ni­co. O con­tra­to pre­vê o dese­nho, a cons­tru­ção e os tes­tes do cha­ma­do “Low-Boom Flight Demons­tra­tor”. Este avião deve­rá ter a capa­ci­da­de de trans­por­tar pas­sa­gei­ros e deve­rá ter um ruí­do super­só­ni­co que per­mi­ta ser acei­te com os regu­la­men­tos em vigor. A aero­na­ve será cons­truí­da nas ins­ta­la­ções da Lockhe­ed Mar­tin Skunk Works em Palm­da­le, Cali­fór­nia, e deve­rá fazer o seu pri­mei­ro voo em 2021.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­do o livro Cir­cuitPython Essen­ti­als, assim como a revis­ta newe­lec­tro­nics de 27 de Mar­ço.

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Newsletter Nº152

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Faz anos hoje que nas­cia, em 1819, Edwin Dra­ke. Este enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no da indus­tria petro­lí­fe­ra per­fu­rou o pri­mei­ro poço de petró­leo pro­du­ti­vo per­to de Titus­vil­le, Pen­sil­vâ­nia, que lan­çou a indús­tria moder­na de petró­leo dos EUA. O seu suces­so em atin­gir o petró­leo base­ou-se na sua cren­ça de que a per­fu­ra­ção seria a melhor manei­ra de obter petró­leo da Ter­ra. Ele orga­ni­zou a Sene­ca Oil Co., arren­dou ter­ras, e em 27 de Agos­to de 1859, atin­giu petró­leo a uma pro­fun­di­da­de de 21 metros. Dra­ke usou um anti­go motor a vapor para ali­men­tar a per­fu­ra­do­ra. Depois o seu poço come­çou a pro­du­zir petró­leo.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1853, Elihu Thom­son. Este enge­nhei­ro e inven­tor inglês-ame­ri­ca­no foi res­pon­sá­vel por des­co­ber­tas no cam­po dos fenó­me­nos da cor­ren­te alter­na­da que con­du­zi­ram ao desen­vol­vi­men­to de moto­res de cor­ren­te alter­na­da com suces­so. Thom­son inven­tou a sol­da­du­ra eléc­tri­ca e outras inven­ções impor­tan­tes em ilu­mi­na­ção eléc­tri­ca e ener­gia, com um total de cer­ca de 700 paten­tes. Thom­son tam­bém foi co-fun­da­dor da indús­tria Gene­ral Elec­tric Com­pany (em 1892, numa fusão com a Edi­son Com­pany).

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1873, Tul­lio Levi-Civi­ta. Este mate­má­ti­co ita­li­a­no foi um dos fun­da­do­res do cál­cu­lo dife­ren­ci­al abso­lu­to (aná­li­se ten­so­ri­al) que teve apli­ca­ções na teo­ria da rela­ti­vi­da­de. Em 1887, ele publi­cou um famo­so arti­go em que ele desen­vol­veu o cál­cu­lo de ten­so­res. Em 1900, ele publi­cou, em con­jun­to com Ric­ci, a teo­ria dos ten­so­res “Métho­des de cal­cul dif­fe­ren­ti­al abso­lu et leu­res”, numa for­ma que foi uti­li­za­da por Eins­tein 15 anos depois. Weyl tam­bém usou as idéi­as de Levi-Civi­ta para pro­du­zir uma teo­ria uni­fi­ca­da de gra­vi­ta­ção e elec­tro­mag­ne­tis­mo. Além das impor­tan­tes con­tri­bui­ções do seu tra­ba­lho na teo­ria da rela­ti­vi­da­de, Levi-Civi­ta pro­du­ziu uma série de arti­gos tra­tan­do ele­gan­te­men­te o pro­ble­ma dum cam­po gra­vi­ta­ci­o­nal está­ti­co.

Na sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que pro­du­ção em mas­sa de car­ros impres­sos em 3-D está a che­gar. O pri­mei­ro será da XEV e da Poly­ma­ker, um cons­tru­tor de mate­ri­ais de impres­são 3D. O car­ro de US $ 7.500, cha­ma­do LSEV, levou ape­nas três dias para ser fei­to, de acor­do com o cri­a­dor. Todos os com­po­nen­tes no LSEV foram impres­sos, excep­to o chas­sis, assen­tos e vidro. O car­ro de dois luga­res pare­ce mui­to com um car­ro inte­li­gen­te, mas não é tão rápi­do. A sua velo­ci­da­de máxi­ma é de cer­ca de 43 qui­ló­me­tros por hora.

Esta sema­na tam­bém ficá­mos a saber que a Chi­na está a cons­truir um com­boio super-maglev que atin­gi­rá velo­ci­da­des per­to de 1.000 qui­ló­me­tros por hora. Cien­tis­tas chi­ne­ses cons­truí­ram a pri­mei­ra pla­ta­for­ma de tes­tes de pro­tó­ti­pos do mun­do para um com­boio de levi­ta­ção mag­né­ti­ca a vácuo de altís­si­ma velo­ci­da­de (maglev). Desen­vol­vi­do pela Southwest Jia­o­tong Uni­ver­sity, de Sichu­an, é o pri­mei­ro cir­cui­to de tes­te maglev super­con­du­tor de alta tem­pe­ra­tu­ra na Chi­na. O cir­cui­to de 45 metros, com uma capa­ci­da­de de car­ga pro­jec­ta­da de 300 kg e uma car­ga máxi­ma de 1.000 kg, pode levi­tar o com­boio para mais de 20 milí­me­tros aci­ma da pis­ta. É um sis­te­ma maglev super­con­du­tor que tem a menor sec­ção trans­ver­sal e usa a menor quan­ti­da­de de mate­ri­ais mag­né­ti­cos per­ma­nen­tes. O loop é capaz de rea­li­zar tes­tes dinâ­mi­cos que vari­am de 0 a 50 qui­ló­me­tros por hora.

E está a apro­xi­mar-se a coli­são com a Ter­ra da esta­ção espa­ci­al Tian­gong-1. Lan­ça­da para o espa­ço em 2011, à cer­ca de dois anos atrás a agên­cia espa­ci­al chi­ne­sa infor­mou a per­da da tele­me­tria e por con­sequên­cia do con­tro­lo da esta­ção come­çan­do nes­sa altu­ra a mes­ma a decair em direc­ção à Ter­ra. Com o peso de 8.5 tone­la­das, com­pri­men­to de 10 metros e diâ­me­tro de 3.3 metros esti­ma-se que este objec­to reen­tre na atmos­fe­ra ter­res­tre entre o meio-dia do dia 31 de Mar­ço e a tar­de do dia 1 de Abril (hora UTC). Não haven­do a cer­te­za do local exac­to onde irão cair os des­tro­ços que sobre­vi­ve­rem à reen­tra­da, as pro­ba­bi­li­da­des dos mes­mo coli­di­rem com pes­so­as ou habi­ta­ções é imen­sa­men­te redu­zi­da, sen­do pro­vá­vel que se irão des­pe­nhar no oce­a­no. Exis­tem um núme­ro de fon­tes na Inter­net que per­mi­ti­rão acom­pa­nhar este even­to.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São apre­sen­ta­dos tam­bém a revis­ta Mag­PI 68 e um livro sobre cir­cui­tos base­a­dos em dese­nhos de refe­rên­cia de labo­ra­tó­rio da Ana­log Devi­ces.

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Newsletter Nº151

Newsletter Nº151
News­let­ter Nº151

Faz anos hoje que nas­cia, em 1768, Bryan Don­kin. Este enge­nhei­ro mecâ­ni­co e inven­tor inglês foi res­pon­sá­vel pela melho­ria do dese­nho e ins­ta­la­ção de uma máqui­na pro­tó­ti­po para fazer papel em com­pri­men­tos con­tí­nu­os numa fábri­ca. Em 1808, Don­kin adqui­riu as obras e uma licen­ça para fabri­car as máqui­nas de fabri­ca­ção de papel. Ele tam­bém desen­vol­veu máqui­nas de impres­são e inven­tou o rolo de com­po­si­ção usa­do na impres­são. Don­kin deti­nha outras paten­tes sobre engre­na­gens, cane­tas de aço, fabri­ca­ção de papel e rodas fer­ro­viá­ri­as. Ele tam­bém tra­ba­lhou na pre­ser­va­ção de ali­men­tos em con­ten­to­res her­mé­ti­cos, con­ta­do­res de vol­tas e melho­rou as ros­cas apa­ra­fu­sa­das pre­ci­sas para gra­du­a­ção de esca­las mate­má­ti­cas.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1788, Pier­re Joseph Pel­le­ti­er. Este quí­mi­co fran­cês é conhe­ci­do pela sua pes­qui­sa em par­ce­ria com Joseph-Bie­nai­mé Caven­tou em bases vege­tais e as con­tri­bui­ções resul­tan­tes da quí­mi­ca alca­loi­de para o cam­po da medi­ci­na. Eles con­tri­buí­ram para a quí­mi­ca dos alca­loi­des vege­tais. Eles iso­la­ram a clo­ro­fi­la, para a qual cunha­ram o nome fran­cês clo­ro­fi­la em Ann. de Chi­mie (1818), IX, 195. As suas des­co­ber­tas de alca­loi­des incluí­ram estric­ni­na (1818), bru­ci­na (1819), qui­ni­na (1820), cafeí­na (1821) e cin­cho­ni­na. Em 1823, usan­do aná­li­ses ele­men­ta­res de tubo fecha­do, em que os alca­loi­des foram quei­ma­dos, des­co­bri­ram que o nitro­gé­nio esta­va pre­sen­te nos com­pos­tos. Os alca­loi­des são com­pos­tos orgâ­ni­cos que for­mam sais hidro-solú­veis que desem­pe­nham vári­as fun­ções na medi­ci­na, incluin­do anal­gé­si­cos e esti­mu­lan­tes res­pi­ra­tó­ri­os.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1799, Fri­e­dri­ch Wilhelm Arge­lan­der. Este astró­no­mo ale­mão esta­be­le­ceu o estu­do de estre­las variá­veis como um ramo inde­pen­den­te da astro­no­mia e é conhe­ci­do pelo seu gran­de catá­lo­go lis­tan­do as posi­ções e o bri­lho de 324.188 estre­las do hemis­fé­rio nor­te aci­ma da nona mag­ni­tu­de. Ele estu­dou na Uni­ver­si­da­de de Königs­berg, na Prús­sia, onde foi alu­no e depois o suces­sor de Fri­e­dri­ch Wilhelm Bes­sel. Em 1837, Arge­lan­der publi­cou a pri­mei­ra gran­de inves­ti­ga­ção do movi­men­to do Sol atra­vés do espa­ço. Em 1844 ele come­çou estu­dos de estre­las variá­veis.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1868, Robert Andrews Mil­li­kan. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no rece­beu o Pré­mio Nobel da Físi­ca em 1923 pelo seu tra­ba­lho sobre a car­ga ele­men­tar de elec­tri­ci­da­de e sobre o efei­to foto­e­léc­tri­co. A famo­sa expe­ri­ên­cia de gota de óleo de Mil­li­kan (1911) foi mui­to supe­ri­or às deter­mi­na­ções ante­ri­o­res da car­ga de um elec­trão, e ain­da mos­trou que o elec­trão era uma par­tí­cu­la dis­cre­ta e fun­da­men­tal. Quan­do o seu valor foi subs­ti­tuí­do na fór­mu­la teó­ri­ca de Niels Bohr para o espec­tro de hidro­gé­nio, essa teo­ria foi vali­da­da pelos resul­ta­dos expe­ri­men­tais. Assim, o tra­ba­lho de Mil­li­kan tam­bém for­ne­ceu con­vin­cen­te­men­te a pri­mei­ra pro­va da teo­ria quân­ti­ca do áto­mo de Bohr. Em tra­ba­lhos pos­te­ri­o­res, Mil­li­kan defi­niu o ter­mo “rai­os cós­mi­cos” em 1925 duran­te seu estu­do da radi­a­ção do espa­ço exte­ri­or.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, en 1931, Bur­ton Rich­ter. Este físi­co ame­ri­ca­no lide­rou a equi­pa do Stan­ford Line­ar Acce­le­ra­tor Cen­ter (SLAC), que des­co­briu o mesão J/psi em 1974, ao lado da equi­pe do Bro­okha­ven Nati­o­nal Labo­ra­tory (BNL), lide­ra­da por Samu­el Ting. Esta des­co­ber­ta foi par­te da cha­ma­da Revo­lu­ção de Novem­bro da físi­ca de par­tí­cu­las. Ele foi o direc­tor do SLAC de 1984 a 1999. Rece­beu o pré­mio Nobel da físi­ca con­jun­ta­men­te com Samu­el Ting em 1976.

Esta sema­na ficá­mos a saber que foi lan­ça­da uma ver­são open-sour­ce do webOS. O webOS é uma pla­ta­for­ma de soft­ware cen­tra­da na web e vol­ta­da para a usa­bi­li­da­de para dis­po­si­ti­vos inte­li­gen­tes. O sis­te­ma ope­ra­ti­vo evo­luiu cons­tan­te­men­te, pas­san­do por empre­sas como a Palm, a HP e, mais recen­te­men­te, pela LG Elec­tro­nics. A ver­são ago­ra lan­ça­da cha­ma-se webOS Open Sour­ce Edi­ti­on (OSE). Esta ver­são cor­re para já num Rasp­ber­ry Pi 3.

Esta sema­na tam­bém ficá­mos a saber que o fogue­tão lan­ça­do pela Spa­ceX em 2017 cri­ou um enor­me bura­co na atmos­fe­ra supe­ri­or da Ter­ra que pode­ria ter inter­rom­pi­do tem­po­ra­ri­a­men­te o fun­ci­o­na­men­to dos sis­te­mas de GPS. O fogue­tão Fal­con 9, des­co­lou em Agos­to para colo­car um saté­li­te em órbi­ta. Uma equi­pa lide­ra­da por Char­les Lin, da Uni­ver­si­da­de Naci­o­nal de Cheng Kung, em Tai­nan, Taiwan, ana­li­sou como o lan­ça­men­to afec­tou a ionos­fe­ra, uma cama­da atmos­fé­ri­ca com­pos­ta de elec­trões e iões livres. O esca­pe do fogue­tão gerou um bura­co de 900 qui­ló­me­tros de lar­gu­ra no plas­ma ionos­fé­ri­co.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São apre­sen­ta­dos tam­bém o livro Rasp­ber­ry PI Annu­al 2018 e a revis­ta HackS­pa­ce #5.

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