Newsletter Nº198

Newsletter Nº198
News­let­ter Nº198

Faz hoje anos que nas­cia, em 1793, Goldsworthy Gur­ney. Este inven­tor inglês cons­truiu car­ru­a­gens a vapor tec­ni­ca­men­te bem suce­di­das meio sécu­lo antes do adven­to do auto­mó­vel movi­do a gaso­li­na. A sua car­ru­a­gem via­jou com suces­so entre Lon­dres e Bath a uma velo­ci­da­de média de 24 km/h. Outra de suas inven­ções foi o “Bude Light”, que acen­deu a Câma­ra dos Comuns por 60 anos. Era uma lâm­pa­da de óleo comum com gás de oxi­gé­nio intro­du­zi­do no meio da cha­ma. O car­bo­no não quei­ma­do na cha­ma de óleo quei­ma­va com uma luz bran­ca inten­sa, em vez da fra­ca cha­ma ama­re­la da lâm­pa­da de óleo. Ele tam­bém intro­du­ziu o uso dos holo­fo­tes nos faróis.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1819, Chris­topher Latham Sho­les. Este inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no desen­vol­veu a máqui­na de escre­ver. Como edi­tor de jor­nais e revis­tas, ele desen­vol­veu uma máqui­na de nume­ra­ção de pági­nas em mea­dos do sécu­lo XIX. Um ami­go suge­riu que ele modi­fi­cas­se a máqui­na para um dis­po­si­ti­vo de impres­são de car­tas. Sho­les paten­te­ou a máqui­na de escre­ver em 1868 e em 1873 ven­deu os direi­tos à Reming­ton.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1838, Mar­ga­ret E. Knight. Este Inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no de máqui­nas e meca­nis­mos para uma vari­e­da­de de fins indus­tri­ais e todos os dias. Ela cri­ou, mas não paten­te­ou, a sua pri­mei­ra inven­ção aos 12 anos, um dis­po­si­ti­vo de segu­ran­ça de cor­te que des­li­ga­va auto­ma­ti­ca­men­te um tear quan­do a pon­ta de aço do car­re­to caía. A sua pri­mei­ra paten­te foi em 1870, quan­do ela inven­tou uma máqui­na para fazer sacos de papel de fun­do qua­dra­do, uma melho­ria em rela­ção aos sacos em for­ma de V. As 27 paten­tes que ela pos­suía para inven­ções incluíam um escu­do de saia e ves­ti­do (1883), um fecho para ves­ti­men­tas (1884), um espe­to (1885) e até uma nova man­ga de vál­vu­la para um motor auto­má­ti­co. Ela tam­bém rece­beu seis paten­tes ao lon­go de anos para máqui­nas usa­das na fabri­ca­ção de cal­ça­do. Ela nun­ca se casou e o seu génio cri­a­ti­vo nun­ca a dei­xou rica. Como uma mulher da clas­se tra­ba­lha­do­ra auto-sufi­ci­en­te, ela rara­men­te tinha sido capaz de espe­rar por royal­ti­es, mas ven­deu os direi­tos de suas inven­ções direc­ta­men­te. Embo­ra ela não tenha sido a pri­mei­ra mulher a rece­ber uma paten­te, ela foi uma das mais pro­lí­fi­cas.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1839, Her­mann Han­kel. Este mate­má­ti­co ale­mão tra­ba­lhou na teo­ria dos núme­ros com­ple­xos, a teo­ria das fun­ções e a his­tó­ria da mate­má­ti­ca. Na sua edu­ca­ção na Uni­ver­si­da­de de Leip­zig, ele apren­deu físi­ca com seu pai, Wilhelm Got­tli­eb Han­kel. Ele estu­dou mate­má­ti­ca lá ensi­na­da por August Möbius, segui­do por um ano em Göt­tin­gen com Ber­nhard Rie­mann e depois com­ple­tou o seu dou­to­ra­do em Ber­lim sob Karl Wei­ers­trass e Leo­pold Kro­nec­ker. Embo­ra tenha mor­ri­do tão jovem, aos 34 anos, dei­xou um lega­do da trans­for­ma­da de Han­kel e da matriz de Han­kel. Os escri­tos que ele dei­xou esta­vam às vezes chei­os de erros, e outras vezes mos­tra­vam com­pre­en­são, espe­ci­al­men­te sobre o tra­ba­lho de Her­mann Gras­s­man para o cál­cu­lo de vec­to­res e o tra­ba­lho sobre séri­es infi­ni­tas de Ber­nard Bol­za­no.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1859, Geor­ge Washing­ton Gale Fer­ris Jr. Este enge­nhei­ro e inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou a gigan­tes­ca roda de obser­va­ção para a Expo­si­ção Mun­di­al de Colom­bo, Chi­ca­go, Illi­nois (1893), cri­a­da para riva­li­zar com a Tor­re Eif­fel, cons­truí­da por Gus­ta­ve Eif­fel para o mun­do de 1889. Fei­ra em Paris. Fer­ris come­çou como enge­nhei­ro de cons­tru­ção em pro­jec­tos de túneis rodo­viá­ri­os e pon­tes fer­ro­viá­ri­as, e mais tar­de esta­be­le­ceu seu pró­prio negó­cio como Fer­ris & Com­pany. A sua idéia auda­ci­o­sa para a roda de obser­va­ção gas­tou US $ 400 mil do seu dinhei­ro para finan­ci­a­men­to, mas sua cons­tru­ção foi adi­a­da para que a sua aber­tu­ra em 21 de Junho de 1893 fos­se mais de um mês após a aber­tu­ra da Expo­si­ção.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1869, Char­les Thom­son Rees Wil­son. Este físi­co esco­cês divi­diu (com Arthur H. Comp­ton) o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1927 pela sua inven­ção da câma­ra nebu­lo­sa de Wil­son, que se tor­nou ampla­men­te usa­da no estu­do da radi­o­ac­ti­vi­da­de, rai­os X, rai­os cós­mi­cos e outros fenó­me­nos nucle­a­res. A sua des­co­ber­ta foi um méto­do de tor­nar visí­veis os ras­tos des­sas par­tí­cu­las elec­tri­ca­men­te car­re­ga­das. Baseia-se na for­ma­ção de nuvens, que se desen­vol­vem quan­do o ar sufi­ci­en­te­men­te húmi­do é subi­ta­men­te expan­di­do, redu­zin­do assim a tem­pe­ra­tu­ra abai­xo do pon­to de con­den­sa­ção. Após esse momen­to, o vapor con­den­sa-se em peque­nas gotas, for­man­do par­tí­cu­las de poei­ra redon­das ou, até mes­mo, uma par­tí­cu­la ató­mi­ca car­re­ga­da elec­tri­ca­men­te. A for­ma­ção de gotí­cu­las é tão den­sa que as foto­gra­fi­as mos­tram ras­tos con­tí­nu­os de par­tí­cu­las que via­jam atra­vés da câma­ra como linhas bran­cas.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1877, Gre­en­le­af Whit­ti­er Pic­kard. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou o detec­tor de cris­tal que foi um dos pri­mei­ros dis­po­si­ti­vos ampla­men­te uti­li­za­dos para rece­ber trans­mis­sões de rádio (um com­po­nen­te cha­ve, até ser subs­ti­tuí­do pelo tubo de vácuo tri­o­do, e depois pelo tran­sís­tor). A sua paten­te de 20 de novem­bro de 1906 des­cre­veu-a como “um meio de rece­ber inte­li­gên­cia comu­ni­ca­da por ondas eléc­tri­cas”. Ele tam­bém foi um dos pri­mei­ros cien­tis­tas a demons­trar a trans­mis­são elec­tro­mag­né­ti­ca da fala sem fio. Em 1899, ele trans­mi­tiu uma men­sa­gem fala­da a uma dis­tân­cia de dezas­seis qui­ló­me­tros. Pic­kard con­du­ziu nume­ro­sas expe­ri­ên­ci­as para deter­mi­nar o efei­to do Sol e das man­chas sola­res no rádio. No seu estu­do sobre a pola­ri­za­ção das ondas de rádio, ele con­tri­buiu para o desen­vol­vi­men­to do loca­li­za­dor de direc­ção e obser­vou, já em 1908, que erros na lei­tu­ra de bús­so­las de rádio pode­ri­am ser cau­sa­dos por cons­tru­ções, árvo­res e outros obje­tos.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1878, Julius Arthur Nieu­wland. Este Quí­mi­co orgâ­ni­co bel­ga-ame­ri­ca­no estu­dou reac­ções de ace­ti­le­no e inven­tou o neo­pre­ne. Ele foi orde­na­do sacer­do­te (1903) antes de rece­ber seu Ph.D. (1904). Ele não seguiu a sua pró­pria des­co­ber­ta da reac­ção entre o ace­ti­le­no e o tri­clo­re­to de arsé­nio, mas levou ao desen­vol­vi­men­to do agen­te de guer­ra quí­mi­ca lewi­si­te ape­li­da­do de “o orva­lho da mor­te”, um gás vene­no­so e vesi­can­te usa­do na Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al. Ele cola­bo­rou com Quí­mi­cos da DuPont na poli­me­ri­za­ção de ace­ti­le­no e desen­vol­vi­men­to de clo­ro­pre­no, que por sua vez pode­ria ser poli­me­ri­za­do para a pri­mei­ra bor­ra­cha sin­té­ti­ca de suces­so — o neo­pre­ne. Isto foi supe­ri­or à bor­ra­cha em mui­tos aspec­tos, como na sua resis­tên­cia à luz solar, abra­são e tem­pe­ra­tu­ras extre­mas.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1898, Fritz Zwicky. Este astró­no­mo e físi­co suí­ço-ame­ri­ca­no propôs a exis­tên­cia da maté­ria escu­ra res­pon­sá­vel pelo uni­ver­so de mas­sa adi­ci­o­nal no uni­ver­so. O seu tra­ba­lho em super­no­vas pro­du­ziu uma melhor com­pre­en­são teó­ri­ca des­sas estre­las infre­quen­tes que têm um bri­lho excep­ci­o­nal por um cur­to perío­do de tem­po. A sua car­rei­ra incluiu con­tri­bui­ções para a pro­pul­são a jato e a físi­ca de cris­tais, líqui­dos e gases, mas ele é mais conhe­ci­do pela astro­fí­si­ca. Ele pro­cu­rou por super­no­vas e cal­cu­lou a sua frequên­cia tão rara quan­to uma por milé­nio por galá­xia tipi­ca. Depois de Lev Lan­dau ter pro­pos­to estre­las de neu­trões extre­ma­men­te den­sas e com­pac­tas em 1932, Zwicky e Wal­ter Baa­de suge­ri­ram que elas pode­ri­am estar no cen­tro das super­no­vas, o que con­tri­buiu para o desen­vol­vi­men­to da teo­ria da evo­lu­ção este­lar.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1911, Wil­lem Johan Kolff. Este médi­co holan­dês-ame­ri­ca­no e enge­nhei­ro bio­mé­di­co foi pio­nei­ro em órgãos arti­fi­ci­ais. Ele inven­tou a máqui­na de rim arti­fi­ci­al em 1943, antes de emi­grar para os EUA (1950). Na pri­ma­ve­ra de 1955, a Soci­e­da­de Ame­ri­ca­na de Órgãos Inter­nos Arti­fi­ci­ais foi for­ma­da. Kolff tor­nou-se seu pri­mei­ro pre­si­den­te. Ele lide­rou uma equi­pa que inven­tou o pri­mei­ro cora­ção total­men­te arti­fi­ci­al, uma bom­ba pneu­má­ti­ca, que foi tes­ta­da em 12 de dezem­bro de 1957, implan­ta­da no pei­to do cão. Man­te­ve o cão de 20,7 kg vivo por 90 minu­tos. Esta foi a pri­mei­ra vez que um ani­mal viveu com um cora­ção total­men­te arti­fi­ci­al implan­ta­do. Em 2 de dezem­bro de 1982, sob sua super­vi­são, o pri­mei­ro cora­ção total­men­te arti­fi­ci­al foi implan­ta­do em um paci­en­te huma­no. Foi pro­jec­ta­do por Robert K. Jar­vik, um dos alu­nos de Kolff, que implan­tou o cora­ção arti­fi­ci­al que man­te­ve o paci­en­te, Bar­ney Clark, vivo por 112 dias, com­pro­van­do assim a via­bi­li­da­de de tal pro­ce­di­men­to.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1917, Her­bert A. Haupt­man. Este mate­má­ti­co e cris­ta­ló­gra­fo nor­te-ame­ri­ca­no divi­diu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1985 com Jero­me Kar­le, com quem cola­bo­rou, “pelas suas notá­veis rea­li­za­ções no desen­vol­vi­men­to de méto­dos direc­tos para a deter­mi­na­ção de estru­tu­ras cris­ta­li­nas”. Eles desen­vol­ve­ram méto­dos mate­má­ti­cos para inter­pre­tar os padrões for­ma­dos no fil­me foto­grá­fi­co por rai­os X difrac­ta­dos atra­vés de um com­pos­to quí­mi­co cris­ta­li­no para deter­mi­nar sua estru­tu­ra mole­cu­lar. O conhe­ci­men­to da estru­tu­ra tem dois gran­des bene­fí­ci­os. Um, na com­pre­en­são da fun­ção das molé­cu­las em con­tex­tos bio­ló­gi­cos, espe­ci­fi­ca­men­te aque­les de “pro­ces­sos recep­to­res de sinais”. Estes inclu­em pro­ces­sos como acti­vi­da­de enzi­má­ti­ca; antí­ge­no — anti­cor­po; e subs­tân­cia de chei­ro — recep­tor de aro­ma. Outra é estu­dar o meca­nis­mo e a dinâ­mi­ca quí­mi­ca das rea­ções.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1954, Vla­di­mir Drin­feld. Este mate­má­ti­co sovié­ti­co cujo tra­ba­lho em gru­pos quân­ti­cos e na teo­ria dos núme­ros foi reco­nhe­ci­do com a atri­bui­ção de uma Meda­lha Fields em 1990, quan­do ele tinha 36 anos, e com o Ins­ti­tu­to de Físi­ca de Bai­xa Tem­pe­ra­tu­ra e Enge­nha­ria em Khar­kov, na Rús­sia. Os seus inte­res­ses foram amplos, pas­san­do da geo­me­tria algé­bri­ca e da teo­ria das for­mas auto­mór­fi­cas para a mui­to mais nova teo­ria de gru­pos quân­ti­cos rele­van­tes à físi­ca, que ele intro­du­ziu em 1985. Este con­cei­to ino­va­dor tam­bém foi desen­vol­vi­do inde­pen­den­te­men­te pelo mate­má­ti­co japo­nês Michio Jim­bo.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a NASA fina­li­zou a mis­são do rover Oppor­tu­nity em Mar­te. Ao fim de 15 anos de ser­vi­ço a mis­são do rover Oppor­tu­nity, um dos mais bem-suce­di­dos e dura­dou­ros fei­tos da explo­ra­ção inter­pla­ne­tá­ria che­ga ao fim. O rover Oppor­tu­nity parou de se comu­ni­car com a Ter­ra quan­do uma tem­pes­ta­de de poei­ra em Mar­te cobriu o local onde se encon­tra­va em Junho de 2018. Depois de mais de mil coman­dos para ten­tar res­tau­rar o con­tac­to, enge­nhei­ros da Uni­da­de de Ope­ra­ções de Voo Espa­ci­al do Labo­ra­tó­rio de Pro­pul­são a Jato da NASA (JPL) fize­ram a sua últi­ma ten­ta­ti­va de revi­ver o Oppor­tu­nity na pas­sa­da Ter­ça-fei­ra, sem suces­so. A comu­ni­ca­ção final do veí­cu­lo movi­do a ener­gia solar foi rece­bi­da em 10 de Junho.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber atra­vés de um docu­men­to des­clas­si­fi­ca­do do US Home­land Secu­rity que a par­tir do pró­xi­mo dia 6 de Abril de 2019 pode­rá haver pro­ble­mas diver­sos nos sis­te­mas de loca­li­za­ção que usam o sis­te­ma de GPS. O Pro­ble­ma decor­re de um “over­flow” que irá ocor­rer nes­ta data. Os sinais GPS dos saté­li­tes inclu­em um times­tamp, neces­sá­rio em par­te para cal­cu­lar a loca­li­za­ção, que arma­ze­na o núme­ro da sema­na usan­do dez bits biná­ri­os. Isto sig­ni­fi­ca que o núme­ro da sema­na pode ter 210 ou 1.024 valo­res intei­ros, con­tan­do de zero a 1.023 nes­te caso. A cada 1.024 sema­nas, ou apro­xi­ma­da­men­te a cada 20 anos, o con­ta­dor pas­sa de 1.023 para zero. Se os dis­po­si­ti­vos em uso hoje não tive­rem sido pro­jec­ta­dos ou cor­ri­gi­dos para lidar com esse últi­mo rol­lo­ver, eles serão rever­ti­dos para um ano ante­ri­or após essa 1.024ª sema­na em Abril, cau­san­do ten­ta­ti­vas de cal­cu­lar a posi­ção falhar. Os dados do sis­te­ma e nave­ga­ção podem até ser cor­rom­pi­dos.

Ain­da esta sema­na, a ARM apre­sen­tou a pró­xi­ma arqui­tec­tu­ra de micro­con­tro­la­do­res — a Armv8.1-M. A tec­no­lo­gia Arm Helium é uma nova exten­são veto­ri­al M-Pro­fi­le que traz recur­sos avan­ça­dos de com­pu­ta­ção para a arqui­tec­tu­ra Armv8.1-M. Dis­po­ni­bi­li­zan­do até 15 vezes de desem­pe­nho para machi­ne lear­ning e aumen­to de até 5 vezes para tare­fas de pro­ces­sa­men­to de sinal nos dis­po­si­ti­vos mais peque­nos.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 12 de Feve­rei­ro.

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Newsletter Nº197

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News­let­ter Nº197

Faz hoje anos que nas­cia, em 1804, John Dee­re. Este nor­te-ame­ri­ca­no foi pio­nei­ro na inven­ção e fabri­co de equi­pa­men­tos agrí­co­las. Como fer­rei­ro numa cida­de de pra­da­ri­as nos EUA, ele fazia fre­quen­te­men­te repa­ra­ções nos ara­dos de madei­ra e fer­ro fun­di­do do les­te dos EUA por­que os solos locais eram pesa­dos e pega­jo­sos. Em 1838, ele pro­du­ziu mais três ara­dos de aço ade­qua­dos para o seu novo pro­jec­to, e mais nos anos seguin­tes, que se expan­di­ram para o negó­cio de máqui­nas agrí­co­las que ele come­çou a mudar para Moli­ne, Illi­nois (1847). Nou­tros dez anos, a sua pro­du­ção anu­al aumen­tou dez vezes. Ori­gi­nal­men­te usan­do aço inglês impor­ta­do em vez de fer­ro fun­di­do, ele con­ver­teu-se ao aço pro­du­zi­do nos EUA quan­do as side­rur­gi­as de aço de Pitts­burgh pude­ram for­ne­cer um pro­du­to ade­qua­do. A empre­sa diver­si­fi­cou com a pro­du­ção de gra­des, bro­cas, cul­ti­va­do­res e vagões.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1877, G. H. Hardy. Este mate­má­ti­co inglês ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho na teo­ria dos núme­ros e aná­li­se mate­má­ti­ca. Os inte­res­ses de Hardy cobri­am mui­tos tópi­cos de mate­má­ti­ca pura — aná­li­se dio­fan­ti­na, soma­tó­ria de séri­es diver­gen­tes, séri­es de Fou­ri­er, a fun­ção zeta de Rie­mann e a dis­tri­bui­ção de pri­mos. Embo­ra Hardy se con­si­de­re um mate­má­ti­co puro, no iní­cio de sua car­rei­ra, ele ain­da tra­ba­lhou em mate­má­ti­ca apli­ca­da quan­do for­mu­lou uma lei que des­cre­ve como pro­por­ções de carac­te­rís­ti­cas gené­ti­cas domi­nan­tes e reces­si­vas se pro­pa­gam em uma gran­de popu­la­ção (1908). Hardy con­si­de­rou que não é impor­tan­te, mas pro­vou ser de gran­de impor­tân­cia na dis­tri­bui­ção de gru­pos san­guí­ne­os. Como tam­bém foi des­co­ber­to inde­pen­den­te­men­te por Wein­berg, e é conhe­ci­do como o prin­cí­pio de Hardy-Wein­berg.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1926, Kons­tan­tin Feok­tis­tov. Este Cos­mo­nau­ta e enge­nhei­ro espa­ci­al rus­so ficou conhe­ci­do por, a par­tir de 1955, fazer par­te da equi­pa que pro­je­tou as naves espa­ci­ais Sput­nik, Vos­tok, Voskhod e Soyuz sob a lide­ran­ça de Ser­gey Koro­lev. Ele trei­nou como um cos­mo­nau­ta, e final­men­te foi lan­ça­do a 12 de Outu­bro de 1964 para 16 órbi­tas ter­res­tres como um dos tri­pu­lan­tes de Voskhod 1 (com Vla­di­mir M. Koma­rov e Boris B. Yego­rov), o pri­mei­ro voo espa­ci­al mul­ti-man­to do mun­do. Ape­nas dez pes­so­as esta­vam em órbi­ta antes da mis­são Voskhod 1. Quan­do a sua car­rei­ra como cos­mo­nau­ta ter­mi­nou por razões médi­cas, ele con­ti­nu­ou como enge­nhei­ro espa­ci­al tor­nan­do-se che­fe do depar­ta­men­to de design espa­ci­al sovié­ti­co que pro­je­tou as esta­ções espa­ci­ais Salyut e Mir.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que o Nor­te mag­né­ti­co da Ter­ra está a des­lo­car-se rapi­da­men­te do Árti­co cana­di­a­no em direc­ção à Sibé­ria. Nor­mal­men­te, uma ver­são nova e atu­a­li­za­da do World Mag­ne­tic Model (WMM) é lan­ça­da a cada cin­co anos. Com o últi­mo lan­ça­men­to em 2015, a pró­xi­ma ver­são está pre­vis­ta para lan­ça­men­to no final de 2019. Devi­do a vari­a­ções não pla­ne­a­das na região do Árti­co, os cien­tis­tas lan­ça­ram um novo mode­lo para repre­sen­tar com mais pre­ci­são a mudan­ça do cam­po mag­né­ti­co entre 2015 e ago­ra. Esta actu­a­li­za­ção fora de ciclo antes do lan­ça­men­to ofi­ci­al do WMM2020 no pró­xi­mo ano garan­ti­rá nave­ga­ção segu­ra para apli­ca­ções mili­ta­res, com­pa­nhi­as aére­as comer­ci­ais, ope­ra­ções de bus­ca e sal­va­men­to e outras que ope­ram em tor­no do Polo Nor­te.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker.

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Newsletter Nº196

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Faz anos hoje que nas­cia, em 1769 — André-Jac­ques Gar­ne­rin. Este Aero­nau­ta fran­cês foi o pri­mei­ro a usar um pára-que­das regu­lar­men­te e com suces­so. Ele aper­fei­ço­ou o pára-que­das e deu sal­tos de mai­o­res alti­tu­des do que era pos­sí­vel antes. Em 22 de Outu­bro de 1797, aos 28 anos, Gar­ne­rin fez o seu pri­mei­ro sal­to sobre o Parc Mon­ce­au, em Paris. Ele caiu de um balão de ar quen­te a 3000 pés. O seu pára-que­das, com 36 arcos e linhas, era semi-rígi­do, lem­bran­do um pou­co um guar­da-chu­va. A des­ci­da foi um suces­so, excep­to que ele balan­çou para fren­te e para trás vio­len­ta­men­te enquan­to caía. O físi­co Lalan­de, que par­ti­ci­pou do even­to, suge­riu melho­rar o flu­xo de ar com uma peque­na aber­tu­ra no topo do dos­sel.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1841, Sam Loyd. Foi um cri­a­dor ame­ri­ca­no de que­bra-cabe­ças que era mais conhe­ci­do por com­por pro­ble­mas e jogos de xadrez, incluin­do Par­che­e­si, além de outros jogos base­a­dos em mate­má­ti­ca e que­bra-cabe­ças. Ele estu­dou enge­nha­ria e pre­ten­dia tor­nar-se um enge­nhei­ro mecâ­ni­co, mas ganhou a vida com seus que­bra-cabe­ças e pro­ble­mas de xadrez. O enig­ma mais famo­so de Loyd foi o Que­bra-cabe­ça 14–15 que ele pro­du­ziu em 1878. A mania var­reu a Amé­ri­ca, onde os empre­ga­do­res colo­cam avi­sos proi­bin­do jogar o que­bra-cabe­ça duran­te o expe­di­en­te. O que­bra-cabe­ça 15 de Loyd é o fami­li­ar arran­jo de 4x4 de 15 qua­dra­dos nume­ra­dos numa ban­de­ja que deve ser reor­de­na­da, des­li­zan­do uma peça de cada vez no espa­ço vazio.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1868, The­o­do­re Wil­li­am Richards. Este Quí­mi­co ana­lí­ti­co nor­te-ame­ri­ca­no rece­beu o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1914 “em reco­nhe­ci­men­to das suas deter­mi­na­ções pre­ci­sas do peso ató­mi­co de um gran­de núme­ro de ele­men­tos quí­mi­cos”. O seu tra­ba­lho refi­nou meti­cu­lo­sa­men­te os méto­dos clás­si­cos de aná­li­se gra­vi­mé­tri­ca para melhor redu­zir as fon­tes de erro. O seu tra­ba­lho e o de cole­gas de tra­ba­lho gera­ram valo­res pre­ci­sos de peso ató­mi­co para mais de 60 ele­men­tos. Em 1913, ele des­co­briu que o peso ató­mi­co do chum­bo comum dife­ria do chum­bo pro­du­zi­do a par­tir do decai­men­to radi­o­ac­ti­vo do urâ­nio e, por­tan­to, con­cor­da­va com a pre­vi­são de isó­to­pos de Soddy. Os valo­res de Richard não melho­ra­ram até que a espec­tro­me­tria de mas­sa se tor­nou dis­po­ní­vel após a Segun­da Guer­ra Mun­di­al. Ele tam­bém rea­li­zou tra­ba­lhos em ter­mo-quí­mi­ca e elec­troquí­mi­ca.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1881, Irving Lang­muir. Este Quí­mi­co e físi­co nor­te-ame­ri­ca­no fez estu­dos de fil­mes mole­cu­la­res em super­fí­ci­es sóli­das e líqui­das que abri­ram novos cam­pos na pes­qui­sa de colói­des e bioquí­mi­ca e lhe deram o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca em 1932. Os seus pri­mei­ros tra­ba­lhos sobre gases leva­ram à inven­ção da bom­ba de con­den­sa­ção de Lang­muir. Em 1913, Lang­muir des­co­briu que a vida útil das lâm­pa­das de vácuo de tungs­té­nio em uso pode­ria ser con­si­de­ra­vel­men­te ampli­a­da se fos­sem pre­en­chi­das com uma mis­tu­ra de nitro­gé­nio e árgon. Ele tam­bém desen­vol­veu um maça­ri­co de sol­da­gem com hidro­gé­nio capaz de tem­pe­ra­tu­ras de até 3.000 ° C, e fez o pri­mei­ro uso do ter­mo plas­ma. Enquan­to estu­da­va a estru­tu­ra ató­mi­ca, ele intro­du­ziu os ter­mos cova­lên­cia e elec­tro­va­lên­cia. Na quí­mi­ca de super­fí­cie, ele tra­ba­lhou o fenó­me­no da absor­ção e a apli­ca­ção dis­so à catá­li­se.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1929, Rudolf Ludwig Mös­s­bau­er. Este Físi­co ale­mão foi co-ven­ce­dor (com o ame­ri­ca­no Robert Hofs­tad­ter) do Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1961 pelas suas pes­qui­sas sobre a absor­ção de res­so­nân­cia de rai­os gama e sua des­co­ber­ta a res­pei­to do efei­to Mös­s­bau­er. O efei­to Mös­s­bau­er ocor­re quan­do os rai­os gama emi­ti­dos pelos núcle­os dos isó­to­pos radi­o­ac­ti­vos têm um com­pri­men­to de onda e frequên­cia inva­riá­veis. Isto ocor­re se os núcle­os emis­so­res forem man­ti­dos fir­me­men­te num cris­tal. Nor­mal­men­te, a ener­gia dos rai­os gama seria alte­ra­da por cau­sa do recuo do núcleo irra­di­an­te. As des­co­ber­tas de Mös­s­bau­er aju­da­ram a pro­var a teo­ria geral da rela­ti­vi­da­de de Eins­tein. As suas des­co­ber­tas tam­bém são usa­das para medir o cam­po mag­né­ti­co de núcle­os ató­mi­cos e estu­dar outras pro­pri­e­da­des de mate­ri­ais sóli­dos.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1956, Gui­do van Ros­sum. Este pro­gra­ma­dor holan­dês ficou conhe­ci­do como o autor da lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção Python, pela qual ele foi o “dita­dor bene­vo­len­te da vida” [BDFL]. Enquan­to tra­ba­lha­va no Cen­trum Wis­kun­de & Infor­ma­ti­ca (CWI), Van Ros­sum escre­veu e con­tri­buiu com uma roti­na glob() para o BSD Unix e aju­dou a desen­vol­ver a lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção ABC. Ele tam­bém cri­ou o Grail, um anti­go nave­ga­dor da Web escri­to em Python, e envol­vi­do em dis­cus­sões sobre o padrão HTML. Em dezem­bro de 1989, Van Ros­sum esta­va a pro­cu­ra de um “hobby” pro­je­to de pro­gra­ma­ção que iria man­tê-lo ocu­pa­do duran­te a sema­na em tor­no do Natal “como seu escri­tó­rio foi fecha­do ele deci­diu escre­ver um inter­pre­ta­dor para uma” nova lin­gua­gem de script [ele tinha pen­sa­do ulti­ma­men­te: um des­cen­den­te de ABC que atraís­se os hac­kers do Unix / C “. Ele atri­bui a esco­lha do nome “Python” a “estar com um humor ligei­ra­men­te irre­ve­ren­te (e um gran­de fã do Cir­co Voa­dor de Monty Python)”. Em Julho de 2018, Van Ros­sum anun­ci­ou que dei­xa­ria o car­go de BDFL da lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção Python.

Nes­ta sema­na que pas­sou foi lan­ça­do o Rasp­ber­ry Pi Com­pu­te Modu­le 3+. Esta ver­são mais recen­te da pla­ca Rasp­ber­ry para apli­ca­ções indus­tri­ais ofe­re­ce mais de dez vezes o desem­pe­nho do ARM, duas vezes a capa­ci­da­de de RAM e até oito vezes a capa­ci­da­de de Flash do Com­pu­te Modu­le ori­gi­nal. O CM3+ é deri­va­do da pla­ca CM3, mas incor­po­ra o design tér­mi­co apri­mo­ra­do e o pro­ces­sa­dor Bro­ad­com BCM2837B0 da pla­ca Rasp­ber­ry Pi 3B+. Isto sig­ni­fi­ca que, com excep­ção de um peque­no aumen­to na altu­ra z, o CM3+ é um subs­ti­tu­to direc­to do CM3 de uma pers­pec­ti­va eléc­tri­ca e de tama­nho. Obser­ve-se que, devi­do às limi­ta­ções da fon­te de ali­men­ta­ção, a velo­ci­da­de máxi­ma do pro­ces­sa­dor per­ma­ne­ce em 1,2 GHz, em com­pa­ra­ção com 1,4 GHz para o Rasp­ber­ry Pi 3B+.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a conhe­cer a ini­ci­a­ti­va de sus­ten­ta­bi­li­da­de da Vol­vo. Sabe-se que Um camião de lixo de plás­ti­co entra nos oce­a­nos do mun­do a cada minu­to, e mais de meta­de da cos­ta de Syd­ney é arti­fi­ci­al. Habi­tats ricos e vibran­tes foram subs­ti­tuí­dos por pare­dões e degra­da­dos pela polui­ção do plás­ti­co. Pro­jec­ta­do para imi­tar a estru­tu­ra das raí­zes dos man­gue­zais nati­vos, o Living Seawall adi­ci­o­na com­ple­xi­da­de à estru­tu­ra de pare­dão exis­ten­te e for­ne­ce um habi­tat para a vida mari­nha. Isto aju­da a bio­di­ver­si­da­de e atrai orga­nis­mos fil­tra­do­res que real­men­te absor­vem e fil­tram polu­en­tes — como as par­tí­cu­las e metais pesa­dos — man­ten­do a água “lim­pa”. Quan­to mais orga­nis­mos tiver­mos, mais lim­pa a água.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. São apre­sen­ta­das as revis­tas newe­lec­tro­nics de 8 e 22 de Janei­ro e a revis­ta Mag­PI nº 78.

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Newsletter Nº195

Newsletter Nº195
News­let­ter Nº195

Faz hoje anos que nas­cia, em 1798, [Karl Georg Chris­ti­an von Staudt](https://en.wikipedia.org/wiki/Karl_Georg_Christian_von_Staudt). Este mate­má­ti­co ale­mão desen­vol­veu a pri­mei­ra teo­ria com­ple­ta de pon­tos ima­gi­ná­ri­os, linhas e pla­nos na geo­me­tria pro­jec­ti­va. O seu tra­ba­lho ini­ci­al foi deter­mi­nar a órbi­ta de um come­ta e, com base nes­se tra­ba­lho, ele rece­beu o seu dou­to­ra­men­to. Ele mos­trou como cons­truir um polí­go­no regu­lar de 17 lados usan­do ape­nas com­pas­sos. Ele vol­tou-se para a geo­me­tria pro­jec­ti­va e os núme­ros de Ber­noul­li (des­co­ber­tos por Jacob Ber­noul­li). Um tra­ba­lho impor­tan­te em geo­me­tria pro­jec­ti­va, Geo­me­trie der Lage foi publi­ca­do em 1847. Foi o pri­mei­ro tra­ba­lho a liber­tar com­ple­ta­men­te a geo­me­tria pro­jec­ti­va de qual­quer base métri­ca. Ele tam­bém deu uma solu­ção geo­mé­tri­ca para equa­ções qua­drá­ti­cas.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1872, [Mor­ris Travers](https://en.wikipedia.org/wiki/Morris_Travers). Este quí­mi­co inglês, enquan­to tra­ba­lha­va com Sir Wil­li­am Ram­say em Lon­dres, des­co­briu o ele­men­to kryp­ton (30 de maio de 1898). O nome deri­va da pala­vra gre­ga para “ocul­to”. Era uma frac­ção sepa­ra­da do ar lique­fei­to, que quan­do colo­ca­do num tubo de Plüc­ker liga­do a uma bobi­na de indu­ção pro­du­zia um espec­tro com uma linha ama­re­la bri­lhan­te com um tom mais ver­de que a linha de hélio conhe­ci­da e uma linha ver­de bri­lhan­te que cor­res­pon­dia a nada vis­to antes.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1882, [Harold D. Babcock](https://en.wikipedia.org/wiki/Harold_D._Babcock). Este Astró­no­mo nor­te-ame­ri­ca­no con­jun­ta­men­te com o seu filho, Hora­ce, inven­tou o mag­ne­tó­gra­fo solar (1951), para obser­va­ção deta­lha­da do cam­po mag­né­ti­co do Sol. Com o seu mag­ne­tó­gra­fo, os Bab­cocks medi­ram a dis­tri­bui­ção de cam­pos mag­né­ti­cos sobre a super­fí­cie solar a uma pre­ci­são sem pre­ce­den­tes e des­co­bri­ram estre­las mag­ne­ti­ca­men­te variá­veis. Em 1959, Harold Bab­cock anun­ci­ou que o Sol inver­te a sua pola­ri­da­de mag­né­ti­ca peri­o­di­ca­men­te. Os estu­dos labo­ra­to­ri­ais pre­ci­sos de Bab­cock sobre espec­tros atô­mi­cos per­mi­ti­ram que outros iden­ti­fi­cas­sem as pri­mei­ras linhas “proi­bi­das” em labo­ra­tó­rio e des­co­bris­sem os raros isó­to­pos de oxi­gé­nio. Com C.E. St. John, ele melho­rou mui­to a pre­ci­são dos com­pri­men­tos de onda de cer­ca de 22.000 linhas no espec­tro solar, refe­rin­do-os a padrões recém-deter­mi­na­dos.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1902 — [Oskar Morgenstern](https://en.wikipedia.org/wiki/Oskar_Morgenstern). Este eco­no­mis­ta e mate­má­ti­co ger­ma­no-ame­ri­ca­no popu­la­ri­zou a “teo­ria dos jogos”, que ana­li­sa mate­ma­ti­ca­men­te o com­por­ta­men­to do homem ou dos ani­mais em ter­mos de estra­té­gi­as para maxi­mi­zar os ganhos e mini­mi­zar as per­das. Ele é co-autor de Teo­ria dos Jogos e Com­por­ta­men­to Eco­nó­mi­co (1944), com John von Neu­mann, que esten­deu a teo­ria de jogos de estra­té­gia de Neu­mann de 1928 para situ­a­ções de negó­ci­os com­pe­ti­ti­vas. Eles suge­ri­ram que, mui­tas vezes, numa situ­a­ção de negó­ci­os (“jogo”), o resul­ta­do depen­de de vári­as par­tes (“joga­do­res”), cada uma esti­man­do o que todas as outras farão antes de deter­mi­nar sua pró­pria estra­té­gia. Mor­gens­tern foi pro­fes­sor na Uni­ver­si­da­de de Vie­na, na Áus­tria, de 1931 até a ocu­pa­ção nazis­ta em 1938), quan­do fugiu para os Esta­dos Uni­dos e se jun­tou ao cor­po docen­te da Uni­ver­si­da­de de Prin­ce­ton. As suas publi­ca­ções pos­te­ri­o­res incluí­ram tra­ba­lhos sobre pre­vi­são eco­nó­mi­ca e aspec­tos da defe­sa dos EUA.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1931, [Lars Hörmander](https://en.wikipedia.org/wiki/Lars_H%C3%B6rmander). Este mate­má­ti­co sue­co rece­beu a Meda­lha Fields em 1962 pelo seu tra­ba­lho em equa­ções dife­ren­ci­ais par­ci­ais. Pas­san­do cin­co anos por escri­to, ele pro­du­ziu um tex­to “A aná­li­se de ope­ra­do­res dife­ren­ci­ais par­ci­ais line­a­res”, em qua­tro volu­mes (1983–85). Entre 1987 e 1990, ele foi vice-pre­si­den­te da União Mate­má­ti­ca Inter­na­ci­o­nal. Em 1988, Hör­man­der rece­beu o Pré­mio Wolf. O tex­to de Hör­man­der, “Uma Intro­du­ção à Aná­li­se Com­ple­xa em Diver­sas Variá­veis”, tor­nou-se um clás­si­co que lida com a teo­ria das fun­ções de diver­sas variá­veis com­ple­xas.

Por fim, faz hoje anos que nas­cia, em 1947, [Michio Kaku](https://en.wikipedia.org/wiki/Michio_Kaku). E um físi­co teó­ri­co nor­te-ame­ri­ca­no, futu­ris­ta e divul­ga­dor da ciên­cia (comu­ni­ca­dor cien­tí­fi­co). Ele é pro­fes­sor de físi­ca teó­ri­ca no City Col­le­ge de Nova York e no CUNY Gra­du­a­te Cen­ter. Kaku escre­veu vári­os livros sobre físi­ca e assun­tos rela­ci­o­na­dos, este­ve pre­sen­te em pro­gra­mas de rádio, tele­vi­são e cine­ma, e escre­ve blogs e arti­gos onli­ne.

Faz hoje 15 anos que o Rover Oppor­tu­nity da NASA se encon­tra na super­fí­cie de Mar­te. O Rover pou­sou numa região do Pla­ne­ta Ver­me­lho cha­ma­da Meri­di­a­ni Pla­num em 24 de Janei­ro de 2004, envi­an­do seu pri­mei­ro sinal de vol­ta à Ter­ra por vol­ta das 9h05 da tar­de. PST (25 de Janei­ro de 2004, às 12h05 EST). O rover do tama­nho de um car­ro de gol­fe foi pro­jec­ta­do para via­jar 1.006 metros e ope­rar no Pla­ne­ta Ver­me­lho por 90 dias (sois) de Mar­te. Ele via­jou mais de 45 km e regis­tou seu 5.000º dia (ou sol) de Mar­te em Feve­rei­ro de 2018.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou a Boeing anun­ci­ou que o seu Veí­cu­lo Aéreo de Pas­sa­gei­ros Autó­no­mo com­ple­tou o Pri­mei­ro Voo. O pro­tó­ti­po do PAV com­ple­tou uma des­co­la­gem con­tro­la­da, pai­ran­do e pou­san­do duran­te o voo, que tes­tou as fun­ções autó­no­mas e os sis­te­mas de con­tro­le de solo do veí­cu­lo. Os voos futu­ros tes­ta­rão o voo direc­to com asas, bem como a fase de tran­si­ção entre os modos ver­ti­cal e de voo direc­to. Esta fase de tran­si­ção é tipi­ca­men­te o desa­fio de enge­nha­ria mais sig­ni­fi­ca­ti­vo para qual­quer aero­na­ve VTOL de alta velo­ci­da­de.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. São apre­sen­ta­das as revis­tas HackS­pa­ce maga­zi­ne #15, a Hel­lo World issue 7 e a micro:mag issue 3.

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Newsletter Nº194

Newsletter Nº194
News­let­ter Nº194

Faz anos hoje que nas­cia, em 1706, Ben­ja­min Fran­klin. Este esta­dis­ta nor­te-ame­ri­ca­no, cien­tis­ta, inven­tor, diplo­ma­ta, autor, impres­sor e edi­tor, tor­nou-se ampla­men­te conhe­ci­do nos cír­cu­los cien­tí­fi­cos euro­peus pelos seus rela­tos de expe­ri­ên­ci­as e teo­ri­as eléc­tri­cas. Ele inven­tou um tipo de fogão, que ain­da é fabri­ca­do, para dar mais calor do que larei­ras, assim como o pára-rai­os. Ele usou ócu­los bi-focais que tam­bém foram suas idei­as. Agar­ran­do o fato de que pelo esfor­ço con­jun­to uma comu­ni­da­de pode ter ame­ni­da­des que ape­nas os pou­cos ricos podem obter para si, ele aju­dou a esta­be­le­cer ins­ti­tui­ções que as pes­so­as ago­ra tomam como garan­ti­das: uma empre­sa de bom­bei­ros (1736), uma bibli­o­te­ca (1731), uma com­pa­nhia de segu­ros (1752). ), uma aca­de­mia (1751) e um hos­pi­tal (1751). Em alguns casos, essas fun­da­ções foram as pri­mei­ras des­se tipo na Amé­ri­ca do Nor­te.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1781, Robert Hare. Este Quí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou o pri­mei­ro maça­ri­co de oxi-hidro­gé­nio com o objec­ti­vo de pro­du­zir gran­de calor. Ele foi capaz de der­re­ter quan­ti­da­des con­si­de­rá­veis de pla­ti­na com este maça­ri­co. Mais tar­de, des­co­briu-se que quan­do uma cha­ma de maça­ri­co agia num blo­co de óxi­do de cál­cio, uma luz bran­ca bri­lhan­te resul­ta­va — o cen­tro das aten­ções. O seu dis­po­si­ti­vo tam­bém foi o pai dos moder­nos maça­ri­cos de sol­da­du­ra. Ele apre­sen­tou um arti­go des­cre­ven­do a sua inven­ção em 10 de Dezem­bro de 1801 para a Che­mi­cal Soci­ety of Phi­la­delphia.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1889, Ralph H. Fowler. Este físi­co e astró­no­mo inglês cuja for­ma­ção uni­ver­si­tá­ria em mate­má­ti­ca o levou a tra­ba­lhar em ter­mo­di­nâ­mi­ca e mecâ­ni­ca esta­tís­ti­ca, com impor­tan­tes apli­ca­ções em físi­co-quí­mi­ca. No cam­po da astro­no­mia, ele cola­bo­rou com Arthur Mil­ne nos espec­tros de estre­las e suas tem­pe­ra­tu­ras e pres­sões. Ele tam­bém tra­ba­lhou na mecâ­ni­ca esta­tís­ti­ca de estre­las anãs bran­cas (1926) com P.A.M. Dirac, a quem ele tinha apre­sen­ta­do a teo­ria quân­ti­ca. Fowler propôs que as estre­las anãs bran­cas con­sis­tem num gás dege­ne­ra­do de den­si­da­de extre­ma­men­te alta.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Chi­na, atra­vés da sua son­da Chang’e 4 está a fazer expe­ri­ên­ci­as com semen­tes de algo­dão. Ten­do tido algum suces­so ini­ci­al com a ger­mi­na­ção das mes­mas quan­do veio a noi­te lunar o frio matou as plan­tas. Estes pio­nei­ros da fotos­sín­te­se fazem par­te da expe­ri­ên­cia bio­ló­gi­ca da Chang’e 4, que tam­bém incluiu semen­tes de plan­tas de bata­ta, entre outras, bem como ovos de mos­ca-das-fru­tas e leve­du­ras. Estes orga­nis­mos foram envi­a­dos num con­ten­tor de 2,6 kg, que ater­rou com a Chang’e 4 na noi­te de 2 de Janei­ro.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que o CERN tem pla­nos para cons­truir um novo ace­le­ra­dor de par­tí­cu­las, desig­na­do por FCC — Futu­re Cir­cu­lar Col­li­der. Nos pró­xi­mos dois anos, a comu­ni­da­de da físi­ca de par­tí­cu­las esta­rá a actu­a­li­zar a Estra­té­gia Euro­peia para a Físi­ca de Par­tí­cu­las, deli­ne­an­do o futu­ro da dis­ci­pli­na além do hori­zon­te do LHC — Lar­ge Hadron Col­li­der . O rotei­ro para o futu­ro deve, em par­ti­cu­lar, levar a esco­lhas cru­ci­ais para a pes­qui­sa e desen­vol­vi­men­to nos pró­xi­mos anos, em últi­ma aná­li­se, com vis­ta a cons­truir o ace­le­ra­dor de par­tí­cu­las que suce­de­rá o LHC e será capaz de ampli­ar sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te o nos­so conhe­ci­men­to da maté­ria e do uni­ver­so. O novo CDR con­tri­bui para a Estra­té­gia Euro­peia. A pos­si­bi­li­da­de de um futu­ro coli­sor cir­cu­lar será exa­mi­na­da duran­te o pro­ces­so de estra­té­gia, jun­ta­men­te com a outra opção de coli­sor pós-LHC no CERN, o coli­sor line­ar CLIC. “O obje­ti­vo final da FCC é for­ne­cer um anel ace­le­ra­dor de pro­tões super­con­du­tor de 100 qui­ló­me­tros, com uma ener­gia de até 100 TeV, sig­ni­fi­can­do uma ordem de gran­de­za mais pode­ro­sa que o LHC”, dis­se o Direc­tor de Ace­le­ra­do­res e Tec­no­lo­gia do CERN, Fré­dé­rick Bor­dry. “O cro­no­gra­ma da FCC pre­vê come­çar com uma máqui­na de elec­trões-posi­trões, assim como o LEP pre­ce­deu o LHC. Isso per­mi­ti­rá que um pro­gra­ma abun­dan­te bene­fi­ci­as­se a comu­ni­da­de da físi­ca de par­tí­cu­las duran­te o sécu­lo XXI ”.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker.

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