Newsletter Nº142

Newsletter Nº142
News­let­ter Nº142

Faz hoje anos que nas­cia, em 1799, Joseph Dixon. Este inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no foi pio­nei­ro no uso indus­tri­al de gra­fi­te e mui­tas outras ino­va­ções. Como impres­sor e fotó­gra­fo, ele pro­jec­tou um espe­lho numa câma­ra que foi o pre­cur­sor do visor, paten­te­ou uma máqui­na a vapor de duas mani­ve­las, desen­vol­veu um méto­do de impres­são de notas para fal­si­fi­ca­do­res de pape­lão. Como fabri­can­te e empre­sá­rio, Joseph Dixon pro­du­ziu o pri­mei­ro lápis fei­to nos EUA, 2 de Abril de 1827, e foi res­pon­sá­vel pelo desen­vol­vi­men­to da indús­tria de gra­fi­te.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1813, Joseph Glid­den. Este inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no, nas­ci­do em Char­les­town — New Hampshi­re, era um fazen­dei­ro de Illi­nois quan­do desen­vol­veu o design do pri­mei­ro ara­me far­pa­do comer­ci­al, um pro­du­to que trans­for­ma­ria o Oci­den­te. Antes des­sa ino­va­ção, os colo­nos das pla­ní­ci­es sem árvo­res não tinham mei­os fáceis de cer­car os ani­mais lon­ge das ter­ras cul­ti­va­das, e os fazen­dei­ros não tinham como evi­tar que seus reba­nhos vague­as­sem por toda par­te. O ara­me far­pa­do de Glid­den abriu as pla­ní­ci­es para a agri­cul­tu­ra em gran­de esca­la e fechou o cam­po aber­to, levan­do a era do vaquei­ro ao fim.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1825, Edward Fran­kland. Este quí­mi­co inglês foi um dos pri­mei­ros pes­qui­sa­do­res no cam­po da quí­mi­ca estru­tu­ral, inven­tou o vín­cu­lo quí­mi­co e tor­nou-se conhe­ci­do como o pai da valên­cia. Ele estu­dou com­pos­tos orga­no­me­tá­li­cos — molé­cu­las híbri­das dos conhe­ci­dos ele­men­tos orgâ­ni­cos não metá­li­cos (como car­bo­no, hidro­gé­nio, nitro­gé­nio, enxo­fre, fós­fo­ro) com metais ver­da­dei­ros. Em 1850, pre­pa­rou peque­nas molé­cu­las orgâ­ni­cas con­ten­do metais como o zin­co. Pos­te­ri­or­men­te, ele desen­vol­veu a teo­ria da valên­cia (anun­ci­a­da em 10 de maio de 1852), que cada tipo de áto­mo pos­sui uma capa­ci­da­de fixa de com­bi­na­ção com outros áto­mos.

Nes­ta data faz igual­men­te anos que nas­cia, em 1829, Lud­vig Lorenz. Este físi­co e mate­má­ti­co dina­marquês desen­vol­veu fór­mu­las mate­má­ti­cas para des­cre­ver fenó­me­nos como a rela­ção entre a refrac­ção da luz e a den­si­da­de de uma subs­tân­cia trans­pa­ren­te pura e a rela­ção entre a con­du­ti­vi­da­de e tem­pe­ra­tu­ra tér­mi­ca e tér­mi­ca de um metal (lei Wie­de­mann-Franz-Lorenz).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1861, Hans Golds­ch­midt. Este quí­mi­co ale­mão inven­tou o pro­ces­so tér­mi­te (alu­mi­no-ter­mi­co) que foi adop­ta­do mun­di­al­men­te para sol­dar as linhas fer­ro­viá­ri­os e que ain­da está em uso para sol­da­gem no local. A pri­mei­ra linha sol­da­da des­ta for­ma foi colo­ca­da em Essen. Este méto­do evo­luiu a par­tir de seu pro­ces­so de redu­ção Golds­ch­midt que ele come­çou a inves­ti­gar em 1893 para a pre­pa­ra­ção de metais isen­tos de car­bo­no. Ele usou as reac­ções de óxi­dos de cer­tos metais com alu­mí­nio para pro­du­zir óxi­do de alu­mí­nio e o metal livre. Foi apli­ca­do para sepa­rar cro­mo, man­ga­nês e cobal­to dos seus mine­rais de óxi­do. Golds­ch­midt tam­bém foi um co-inven­tor de amál­ga­ma de sódio.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1888, Tho­mas Sopwith. Este dese­nha­dor e fabri­can­te de aero­na­ves inglês, ficou famo­so pela sua empre­sa pio­nei­ra que era famo­sa pela aero­na­ve mili­tar bri­tâ­ni­ca da Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al. O inte­res­se de Sopwith em auto­mo­bi­lis­mo levou em 1910 a pilo­tar um mono-pla­no, com o qual ganhou o Pré­mio Baron de Forest por voar pelo Canal da Man­cha a 18 de Dezem­bro de 1910. Em Junho de 1912, Sopwith com Fred Sigrist e outros cri­a­ram The Sopwith Avi­a­ti­on Com­pany e come­çou a fabri­car o bipla­no Sopwith Tabloid. Pilo­ta­do por Har­ry Haw­ker, este avião ganhou o regis­to de alti­tu­de bri­tâ­ni­co de 4.000 metros no 16 de junho de 1913. Duran­te a Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al, a empre­sa fabri­cou alguns dos melho­res aviões ali­a­dos, incluin­do o len­dá­rio Sopwith Camel, o Sopwith Pup e o Sopwith Sni­pe.

Por fim, faz anos hoje que nascia,em 1933, Ray Dolby. Este físi­co e enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do pela inven­ção dos sis­te­mas de redu­ção de ruí­do Dolby. Dolby é famo­so por ino­va­ções que vão des­de as cas­se­tes de alta qua­li­da­de que foram usa­das nos esté­reo dos car­ro até ao mais recen­te som sur­round digi­tal em salas de cine­ma. Como estu­dan­te do ensi­no médio, ele foi tra­ba­lhar a tem­po par­ci­al para a Ampex Cor­po­ra­ti­on. Enquan­to ain­da na facul­da­de, ele jun­tou-se à peque­na equi­pa de enge­nhei­ros da Ampex dedi­ca­dos a inven­tar o pri­mei­ro gra­va­dor de fita prá­ti­co do mun­do, o Ampex VTR (1956). Em 1965, Dolby fun­dou sua pró­pria empre­sa — a Dolby Labo­ra­to­ri­es. O seu pri­mei­ro desen­vol­vi­men­to foi a redu­ção de ruí­do do tipo Dolby A, uma com­pres­são e expan­são de áudio que redu­ziu dras­ti­ca­men­te o sil­vo de fun­do na gra­va­ção de fita pro­fis­si­o­nal sem efei­tos cola­te­rais per­cep­tí­veis.

Na sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Pla­ne­tary Resour­ces, empre­sa de mine­ra­ção espa­ci­al apoi­a­da pelo Goo­gle Lar­ry Page e o fun­da­dor da Brain­tree, Bryan John­son, deu outro pas­so em sua bus­ca para real­men­te mine­rar recur­sos de aste­rói­des e outros cor­pos celes­tes. A empre­sa lan­çou com suces­so o seu Arkyd-6 Cube­Sat, que pos­sui uma tec­no­lo­gia expe­ri­men­tal pro­jec­ta­da para detec­tar recur­sos hídri­cos no espa­ço. A Pla­ne­tary Resour­ces já está a rece­ber tele­me­tria da nave espa­ci­al, e a empre­sa acre­di­ta que a tec­no­lo­gia expe­ri­men­tal é um pas­so deci­si­vo para que ela desen­vol­va sua pró­xi­ma pla­ta­for­ma espa­ci­al, o Arkyd-301.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que a Nin­ten­do vai lan­çar uma linha de expe­ri­ên­ci­as inte­rac­ti­vas asso­ci­a­das à sua con­so­la mais recen­te, a Swit­ch. Esta linha desig­na­da por Labo foi pro­jec­ta­da para ins­pi­rar cri­an­ças e aque­les que são cri­an­ças de cora­ção. Com base na his­tó­ria de 129 anos da Nin­ten­do, que está enrai­za­da em entre­te­ni­men­to ino­va­dor e expe­ri­ên­ci­as de jogo, a Nin­ten­do Labo con­ti­nua a mis­são da empre­sa de colo­car sor­ri­sos nos ros­tos das pes­so­as. Em con­jun­to com o sis­te­ma Nin­ten­do Swit­ch, os kits da Nin­ten­do Labo for­ne­cem as fer­ra­men­tas e a tec­no­lo­gia para fazer cri­a­ções DIY diver­ti­das, jogar jogos com suas cri­a­ções e DESCOBRIR como a magia da tec­no­lo­gia Nin­ten­do Swit­ch trans­for­ma idei­as em rea­li­da­de.

Por fim, a NASA anun­ci­ou que, com dados obti­dos pela son­da Cas­si­ni é pos­sí­vel assu­mir que na lua Titã de Satur­no os seus mares se encon­tram, como na Ter­ra, a uma ele­va­ção média que cha­ma­mos de “nível do mar”. Esta é a últi­ma des­co­ber­ta que mos­tra seme­lhan­ças notá­veis entre a Ter­ra e o Titã, o úni­co outro mun­do que conhe­ce­mos no nos­so sis­te­ma solar que pos­sui líqui­do está­vel na sua super­fí­cie. No entan­to, em Titã, os seus lagos e mares estão chei­os de hidro­car­bo­ne­tos, em vez de água líqui­da, e o gelo de água cober­to por uma cama­da de mate­ri­al orgâ­ni­co sóli­do ser­ve como a rocha que envol­ve esses lagos e mares.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São apre­sen­ta­dos 5 livros “GNU/Linux Com­mand-Line Tools Sum­mary”, “Bash Refe­ren­ce Manu­al — Refe­ren­ce Docu­men­ta­ti­on for Bash 4.4”, “Bash Gui­de for Begin­ners”, “Advan­ced Bash-Scrip­ting Gui­de” e “The AWK Pro­gram­ming Lan­gua­ge”.

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Newsletter Nº141

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News­let­ter Nº141

Faz hoje anos que nas­cia, em 1872, Geor­ge Washing­ton Pier­ce. Este inven­tor Nor­te-ame­ri­ca­no foi pio­nei­ro em radio-tele­fo­nia e pro­fes­sor notá­vel de enge­nha­ria de tele­co­mu­ni­ca­ções. Ele fez o tra­ba­lho que levou à apli­ca­ção prá­ti­ca de uma vari­e­da­de de des­co­ber­tas expe­ri­men­tais em pie­zo­e­lé­tri­ca e mag­ne­tos­tric­ção. Ele desen­vol­veu o osci­la­dor Pier­ce, que uti­li­za cris­tal de quart­zo para man­ter as trans­mis­sões de rádio pre­ci­sa­men­te na frequên­cia atri­buí­da e for­ne­cer pre­ci­são simi­lar para medi­do­res de frequên­cia. Ele foi igual­men­te res­pon­sá­vel pela for­mu­la de cál­cu­lo mate­má­ti­co das pro­pri­e­da­des de radi­a­ção das ante­nas de rádio; inven­ção do tubo de des­car­ga de vapor de mer­cú­rio, que era o pre­cur­sor do tiran­tron; inven­ção de um méto­do de gra­va­ção de som em fil­me; e gera­ção de som por mor­ce­gos e insec­tos.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1875, Fre­de­rick Mark Bec­ket. Este Meta­lúr­gi­co cana­di­a­no deti­nha mais de cem paten­tes, cobrin­do uma ampla gama de pro­du­tos eléc­tri­cos para for­no e pro­du­tos quí­mi­cos, nome­a­da­men­te ligas de fer­ro, car­bo­ne­to de cál­cio e aços espe­ci­ais de cró­mio. Ele desen­vol­veu um pro­ces­so de uso de silí­cio em vez de car­bo­no como um agen­te redu­tor na pro­du­ção de metais, tor­nan­do as ligas de fer­ro com bai­xo teor de car­bo­no e cer­tos aços prá­ti­cos. Os seus pro­ces­sos para a pro­du­ção de ligas de fer­ro de bai­xo car­bo­no tive­ram apli­ca­ção mun­di­al.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1895, Lau­rens Ham­mond. Este inven­tor e empre­sá­rio nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do pela cri­a­ção do órgão elec­tró­ni­co de Ham­mond. Fas­ci­na­do pela ciên­cia, Ham­mond paten­te­ou a sua pri­mei­ra inven­ção, uma trans­mis­são de auto­mó­veis, enquan­to era mui­to jovem. Em 1909, ele ven­deu sua ideia para um baró­me­tro bara­to e sen­sí­vel, e em 1920, ele ven­deu o seu design para um reló­gio “sem engre­na­gens”. Em 1933, ele abriu um pia­no anti­go reti­ran­do todo o seu con­teú­do com excep­ção do tecla­do para usar como con­tro­la­dor. Ele expe­ri­men­tou vári­as manei­ras dife­ren­tes de gerar o som até encon­trar o que pare­cia melhor — o gera­dor do “tonewhe­el”, com o qual ele fun­dou a Ham­mond Organ Com­pany. Duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, Lau­rens aju­dou a pro­jec­tar con­tro­los de mís­seis gui­a­dos com paten­tes para ori­en­ta­ção de bom­bas.

Nas sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que um empre­ga­do da FedEx do Ten­nes­see con­se­guiu des­co­brir, um novo núme­ro pri­mo da clas­se de núme­ros pri­mos de Mer­sen­ne — o 50º. Os pri­mos de Mer­sen­ne são um gru­po de núme­ros pri­mos nome­a­dos em hon­ra do mon­ge fran­cês Marin Mer­sen­ne, que estu­dou os núme­ros há mais de três sécu­los. O núme­ro tem mais de 23 milhões de dígi­tos — 1 milhão de dígi­tos a mais do que o 49º pré­mio Mer­sen­ne conhe­ci­do, des­co­ber­to em Janei­ro de 2016. Este núme­ro foi des­co­ber­to atra­vés dos esfor­ços con­ju­ga­dos do pro­jec­to GIMPS — Gre­at Inter­net Mer­sen­ne Pri­me Sear­ch. O núme­ro, desig­na­do de M77232917, é cal­cu­la­do ele­van­do o núme­ro 2 à potên­cia 77.232.917 e depois sub­train­do 1.

Tam­bém esta sema­na, a Wifi-Ali­an­ce fez o anun­cio de um novo stan­dard de segu­ran­ça de redes Wifi — WPA3. Este vem res­pon­der às neces­si­da­des de subs­ti­tuir o actu­al WPA2 que tem alguns pro­ble­mas no seu design nome­a­da­men­te o que ficou conhe­ci­do como KRACK e que está rela­ci­o­na­do com o seu meca­nis­mo de “four-way handsha­ke”. Para ultra­pas­sar esta situ­a­ção este novo pro­to­co­lo cor­ri­ge esta falha e res­ta ago­ra espe­rar que a adop­ção seja rápi­da por par­te dos fabri­can­tes de Hard­ware.

Ain­da esta sema­na ficá­mos a saber que a ten­ta­ti­va da Spa­ceX para lan­çar no espa­ço um “pay­lo­ad” secre­to desig­na­do por Zuma terá falha­do o seu objec­ti­vo e a car­ga se deve ter per­di­do. Esta foi a pri­mei­ra vez que a Spa­ceX teve que usar um sis­te­ma de 3 fogue­tões com­bi­na­dos. O lan­ça­men­to apa­ren­te­men­te foi um suces­so mas pos­te­ri­or­men­te a infor­ma­ção que apa­re­ceu no meus de comu­ni­ca­ção indi­cou que uma falha qual­quer terá pro­vo­ca­do a per­da. Como se tra­ta de uma mis­são da qual pou­co se sabe a infor­ma­ção é mui­to escas­sa.

A Boeing apre­sen­tou um pro­tó­ti­po fun­ci­o­nal de um dro­ne de trans­por­te de car­ga. Em menos de três meses, os enge­nhei­ros da Boeing pro­jec­ta­ram e cons­truí­ram o pro­tó­ti­po do CAV, que fica a qua­tro metros do chão, mede 15 por 18 pés e pesa mais de 700 libras. É equi­pa­do com oito lâmi­nas de héli­ce com con­tra-rota­ção e bate­ri­as Boeing per­so­na­li­za­das que per­mi­tem o voo ver­ti­cal.

Está tam­bém a decor­rer esta sema­na a CES2018 em Las Vegas e têm sido fei­tos anún­ci­os de diver­sos pro­du­tos que que irão bre­ve­men­te apa­re­cer no mer­ca­do.
Des­tes des­ta­cam-se as apre­sen­ta­ções dos novos pro­ces­sa­do­res da Intel com um pro­ces­sa­dor grá­fi­co Rade­on. A AMD apre­sen­tou tam­bém os seus novos pro­ces­sa­do­res Ryzen e Rade­on. A Toyo­ta lan­çou um ecos­sis­te­ma de mobi­li­da­de de veí­cu­los. A Intel apre­sen­tou avan­ços na tec­no­lo­gia de “quan­tum com­pu­ting” cri­an­do um chip tes­te de 49-qubit. A HyperX apre­sen­tou o pri­mei­ro módu­lo de memó­ria sin­cro­ni­za­do por infra­ver­me­lhos. A Qual­comm apre­sen­tou um sis­te­ma de blu­e­to­oth audio de mui­to bai­xo con­su­mo que pode­rá revo­lu­ci­o­nar ain­da mais esta área. E por fim a Razer apre­sen­ta o pro­jec­to Lin­da que se tra­ta de um Híbri­do entre um por­tá­til e um smartpho­ne. Atrás das cenas e jun­to ao even­to foi pos­sí­vel pre­sen­ci­ar um show de “strip” com robôs.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 9 de Janei­ro e dois livros, intro­du­ção ao Linux e “Linux from Scrat­ch” Ver­são 8.1.

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Newsletter Nº140

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News­let­ter Nº140

Faz hoje anos que nas­cia, em 1737, Louis-Ber­nard Guy­ton de Moré­ve­au. Este Quí­mi­co fran­cês cola­bo­rou com Antoi­ne Lavoi­si­er e outros para esta­be­le­cer uma nomen­cla­tu­ra quí­mi­ca sis­te­má­ti­ca, aju­dan­do a dis­tin­guir ele­men­tos de com­pos­tos. Ele publi­cou estu­dos sobre flo­gis­to e cris­ta­li­za­ção, e tam­bém gás amó­nia liqui­di­fi­ca­do. Ele escre­veu a sec­ção quí­mi­ca da Ency­clo­pé­die métho­di­que (Vol. I, 1786). Em 1761, Guy­ton propôs que o nome “alu­mi­na” (daí alu­mí­nio) fos­se usa­do para a base em alú­men (sul­fa­to de alu­mí­nio e potás­sio, ale­nis­mo lati­no = alum). Guy­ton foi um dos pri­mei­ros a con­cluir que o fer­ro e o aço dife­rem uni­ca­men­te do seu con­teú­do de car­bo­no, melho­rou o fabri­co de pól­vo­ra, foi o pri­mei­ro a usar clo­ro e gás áci­do clo­rí­dri­co como desin­fec­tan­tes e foi um dos pri­mei­ros balo­o­nis­tas (1784).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1809, Louis Brail­le. Este edu­ca­dor fran­cês desen­vol­veu uma for­ma tác­til de impres­são e escri­ta, conhe­ci­da como brail­le, que des­de então foi ampla­men­te adop­ta­da pelos cegos. Ele pró­prio ficou cego aos qua­tro anos, depois de um aci­den­te enquan­to toca­va com um taco. Em 1821, enquan­to Brail­le esta­va numa esco­la para cegos, um sol­da­do cha­ma­do Char­les Bar­bi­er visi­tou-o e mos­trou um sis­te­ma de códi­go que ele havia inven­ta­do. O sis­te­ma, cha­ma­do de “escri­ta noc­tur­na”, tinha sido cri­a­do para os sol­da­dos a par­tir das trin­chei­ras de guer­ra pode­rem pas­sar silen­ci­o­sa­men­te ins­tru­ções usan­do com­bi­na­ções de doze pon­tos levan­ta­dos. O jovem Brail­le per­ce­beu o quão útil seria este sis­te­ma de pon­tos levan­ta­dos. Ele desen­vol­veu um esque­ma mais sim­ples usan­do ape­nas seis pon­tos. Em 1827, o pri­mei­ro livro em brail­le foi publi­ca­do. Ago­ra, os cegos tam­bém podem escre­ver para si mes­mos usan­do uma cane­ta sim­ples para fazer os pon­tos.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1846, Edward Hib­berd John­son. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co e inven­tor Nor­te-ame­ri­ca­no pas­sou mui­tos anos a tra­ba­lhar em vári­os pro­je­tos de negó­ci­os com Tho­mas Edi­son, inclu­si­ve como vice-pre­si­den­te da Edi­son Elec­tric Light Com­pany. Eles conhe­ce­ram-se quan­do John­son, como geren­te da Auto­ma­tic Tele­graph Com­pany, con­tra­tou Tho­mas Edi­son, na altu­ra com 24 anos. Como o talen­to de Edi­son como inven­tor o impul­si­o­nou a desen­vol­ver seu labo­ra­tó­rio de inven­ção e empre­sas comer­ci­ais, John­son tor­nou-se o seu exe­cu­ti­vo de negó­ci­os e, even­tu­al­men­te, pre­si­den­te da Edi­son Elec­tric Illu­mi­na­ting Co. de Nova York. John­son ficou conhe­ci­do por ter cri­a­do as pri­mei­ras luzes eléc­tri­cas numa árvo­re de Natal em 22 de Dezem­bro de 1882, que ele as exi­biu na jane­la de sua casa em Nova York. O fio de lâm­pa­das fei­tas à mão tinha sido fei­to para ele, com 80 lâm­pa­das do tama­nho de uma noz bri­lhan­do em núme­ros iguais de luz ver­me­lha, bran­ca e azul.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1940, Bri­an Joseph­son. Este físi­co Galês des­co­briu o efei­to Joseph­son (1962) — um flu­xo de cor­ren­te eléc­tri­ca como pares de elec­trões, cha­ma­do Coo­per Pairs, entre dois mate­ri­ais super-con­du­to­res que são sepa­ra­dos por um iso­la­dor extre­ma­men­te fino. Este arran­jo é cha­ma­do de “Joseph­son Junc­ti­on”. Foi-lhe atri­buí­do o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1973 (com Leo Esa­ki e Ivar Gia­e­ver).

Na sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que gran­de par­te dos pro­ces­sa­do­res moder­nos da Intel, AMD e ARM sofrem de uma falha no seu dese­nho que, não poden­do ser cor­ri­gi­da exclu­si­va­men­te por um “pat­ch” no micro-códi­go, irá obri­gar ao rede­se­nho dos Ker­nels Linux e do Win­dows para impe­dir a uti­li­za­ção des­te bug de segu­ran­ça. Des­de Novem­bro — momen­to em que um gru­po res­tri­to de inves­ti­ga­do­res des­co­briu o pro­ble­ma que estão a tra­ba­lhar nos meca­nis­mos de miti­ga­ção do mes­mo. O pro­ble­ma resi­de na pos­si­bi­li­da­de de uma apli­ca­ção mali­ci­o­sa exe­cu­ta­da em “user-spa­ce” poder ler a memó­ria supos­ta­men­te pro­te­gi­da do Ker­nel assim como, em ambi­en­tes de vir­tu­a­li­za­ção (onde se supõe haver uma “sand­box” entre as vári­as máqui­nas vir­tu­ais), poder ler a memó­ria do hiper­vi­sor e de outras máqui­nas vir­tu­ais. Para resol­ver o pro­ble­ma, serão neces­sá­ri­as actu­a­li­za­ções para o Ker­nel e para o micro-códi­go do pro­ces­sa­dor.
O pro­ble­ma des­de que foi anun­ci­a­do já esca­lou e actu­al­men­te não tem um mas dois nomes códi­go dis­tin­tos que são o Melt­down e o Spec­tre. O Melt­down é o pro­ble­ma exclu­si­vo dos pro­ces­sa­do­res Intel. O Spec­tre é o pro­ble­ma que se esten­de a todos os fabri­can­tes. A exis­tên­cia des­tes bugs tem a ver com a for­ma como os pro­ces­sa­do­res actu­ais lidam com a ele­va­da per­for­man­ce e com uma téc­ni­ca usa­da, desig­na­da por exe­cu­ção espe­cu­la­ti­va que se tra­duz numa téc­ni­ca de opti­mi­za­ção da capa­ci­da­de de exe­cu­ção do pro­ces­sa­dor. Infe­liz­men­te esta téc­ni­ca não entra em linha de con­ta com os domí­nio de pro­tec­ção e pode per­mi­tir aces­sos inde­vi­dos.
A reso­lu­ção des­te pro­ble­ma ao nível dos Ker­nels dos sis­te­mas ope­ra­ti­vos irá pro­va­vel­men­te impli­car uma redu­ção de per­for­man­ce que pode­rá che­gar aos 30% em algum tipo de “Wor­klo­ads”.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D. São apre­sen­ta­dos cin­co livros sobre Linux, um sobre Admi­nis­tra­ção, outro sobre Ser­vi­do­res, outro sobre Redes, outros sobre “Sto­ra­ge” e por fim um sobre Segu­ran­ça.

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Newsletter Nº139

Newsletter Nº139
News­let­ter Nº139

Faz hoje anos que nas­cia, em 1873, Wil­li­am Dra­per Har­kins. Este quí­mi­co nucle­ar nor­te-ame­ri­ca­no que foi um dos pri­mei­ros a inves­ti­gar a estru­tu­ra e as rea­ções de fusão do núcleo. Em 1920, Har­kins pre­viu a exis­tên­cia do neu­trão, pos­te­ri­or­men­te des­co­ber­to pela expe­ri­ên­cia de Edwin Chadwick. Ele fez estu­dos pio­nei­ros de reac­ções nucle­a­res com câma­ras de nuvens de Wil­son. No iní­cio da déca­da de 1930, (com M.D. Kamen) cons­truiu um ciclo­trão. Har­kins demons­trou que, nas reac­ções de bom­bar­de­a­men­to de neu­trões, o pri­mei­ro pas­so na cap­tu­ra de neu­trões é a for­ma­ção de um “núcleo exci­ta­do” de vida útil men­su­rá­vel, que pos­te­ri­or­men­te se divi­de em frag­men­tos. Ele tam­bém suge­riu que a ener­gia suba­tó­mi­ca pode­ria for­ne­cer ener­gia sufi­ci­en­te para ali­men­tar o Sol ao lon­go da sua vida.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1903, John von Neu­mann. Este Mate­má­ti­co hún­ga­ro-ame­ri­ca­no que fez impor­tan­tes con­tri­bui­ções em físi­ca quân­ti­ca, lógi­ca, mete­o­ro­lo­gia e infor­má­ti­ca. Ele inven­tou a teo­ria dos jogos, o ramo da mate­má­ti­ca que ana­li­sa a estra­té­gia e ago­ra é ampla­men­te empre­ga­do para fins mili­ta­res e eco­nó­mi­cos. Duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al, ele estu­dou o méto­do de implo­são para levar o com­bus­tí­vel nucle­ar à explo­são e ele par­ti­ci­pou do desen­vol­vi­men­to da bom­ba de hidro­gé­nio. Ele tam­bém esta­be­le­ceu a teo­ria quân­ti­ca em uma base mate­má­ti­ca rigo­ro­sa. Na teo­ria do com­pu­ta­dor, von Neu­mann fez gran­de par­te do tra­ba­lho pio­nei­ro no design lógi­co, no pro­ble­ma de obter res­pos­tas con­fiá­veis de uma máqui­na com com­po­nen­tes não con­fiá­veis, a fun­ção de “memó­ria” e a imi­ta­ção de máqui­na de “ale­a­to­ri­e­da­de”.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1929, Maar­ten Sch­midt. Este Astró­no­mo ame­ri­ca­no nas­ci­do na Holan­da des­co­briu os qua­sa­res (objec­tos qua­se este­la­res). O espec­tro de hidro­gé­nio des­ses obje­tos este­la­res mos­tra um enor­me des­vio para o ver­me­lho, o que indi­ca que eles estão mais dis­tan­tes do que as estre­las nor­mais, via­jan­do a uma velo­ci­da­de mai­or e estão entre os mais anti­gos objec­tos obser­va­dos. Por sua vez, isso indi­ca que eles exis­ti­am somen­te quan­do o uni­ver­so era mui­to jovem e for­ne­ce evi­dên­ci­as con­tra a teo­ria do esta­do esta­ci­o­ná­rio de Fred Hoy­le. Sch­midt con­ti­nua o seu tra­ba­lho ten­tan­do encon­trar o des­vio para o ver­me­lho aci­ma do qual não há qua­sa­res, e ele tam­bém estu­da fon­tes de rai­os-x e rai­os gama.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1944, Kary Mul­lis. Este bioquí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou a reac­ção em cadeia da poli­me­ra­se (PCR) em 1983, inven­to pelo qual par­ti­lhou (com Micha­el Smith) o Pré­mio Nobel de Quí­mi­ca de 1993. A téc­ni­ca de PCR é sim­ples, e den­tro de algu­mas horas pode fazer biliões de cópi­as de uma fita espe­cí­fi­ca de ADN. É uma aju­da pode­ro­sa no diag­nós­ti­co médi­co de uma infec­ção bac­te­ri­a­na ou viral, capaz de usar uma amos­tra mui­to peque­na de mate­ri­al gené­ti­co para iden­ti­fi­car o agen­te cau­sa­dor. O PCR é vali­o­so na gené­ti­ca e na ciên­cia foren­se. Com o seu uso, os dis­túr­bi­os gené­ti­cos podem ser iden­ti­fi­ca­dos a par­tir de amos­tras de ADN. Usan­do minús­cu­los ves­tí­gi­os de teci­do, a PCR pode pro­du­zir ADN sufi­ci­en­te para iden­ti­fi­car pais e paren­tes da famí­lia, sus­pei­tos de cri­me, cadá­ve­res, res­tos fós­seis antro­po­ló­gi­cos ou anti­gos. O PCR tam­bém é uma fer­ra­men­ta bási­ca no sequen­ci­a­men­to de genes.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1969, Linus Tor­valds. Este cien­tis­ta infor­má­ti­co fin­lan­dês ficou conhe­ci­do por ter cri­a­do e pro­mo­vi­do o sis­te­ma ope­ra­ti­vo Linux. Enquan­to estu­dan­te de infor­má­ti­ca, ele cri­ou seu pró­prio sis­te­ma ope­ra­ti­vo UNIX no seu pró­prio com­pu­ta­dor pes­so­al por­que ele esta­va insa­tis­fei­to com a for­ma como o Micro­soft MS-DOS fun­ci­o­na­va. Em 1991, ele tinha desen­vol­vi­do o sufi­ci­en­te para par­ti­lhar o sis­te­ma com o códi­go-fon­te com outros pro­gra­ma­do­res de soft­ware, para usa­rem gra­tui­ta­men­te e aju­da­rem em melho­ri­as ao mes­mo. Este é o mode­lo open-sour­ce do desen­vol­vi­men­to de soft­ware. O Linux, sen­do livre de usar, é actu­al­men­te o sis­te­ma ope­ra­ti­vo de esco­lha para mui­tos ser­vi­do­res, sites na Inter­net, dis­po­si­ti­vos móveis e embe­bi­dos.

Esta sema­na ficá­mos a saber que a Chi­na está a cons­truir a pri­mei­ra auto-estra­da com pai­néis sola­res embu­ti­dos. A Jinan South Ring Expres­sway tor­nar-se-á a pri­mei­ra auto-estra­da do mun­do onde se rea­li­za R&D de colo­ca­ção foto-vol­tai­ca. A elec­tri­ci­da­de gera­da a par­tir de pavi­men­to foto­vol­tai­co está liga­da a bate­ri­as. No futu­ro, tam­bém pode ser pos­sí­vel car­re­gar e mover veí­cu­los para que o pavi­men­to foto­vol­tai­co se tor­ne o “flu­xo de ener­gia eléc­tri­ca do veí­cu­lo”. Em Dezem­bro pas­sa­do, a empre­sa fran­ce­sa de cons­tru­ção Colas, imple­men­tou pela pri­mei­ra vez uma estra­da foto-vol­tai­ca de 1 qui­ló­me­tro na estra­da secun­dá­ria da cida­de fran­ce­sa de Tou­rou­vre au Per­che, na Nor­man­dia, e deve­rá for­ne­cer a ilu­mi­na­ção públi­ca da cida­de com 3.400 habi­tan­tes.

Ficá­mos tam­bém a saber que esta quin­ta-fei­ra pas­sa­rá mui­to pró­xi­mo da Ter­ra o aste­rói­de 2017 YZ4. Estan­do a via­jar a velo­ci­da­des per­to de 34.000 km/h este aste­rói­de tem a dimen­são de um auto­car­ro de dois anda­res e cau­sa­ria danos con­si­de­rá­veis se atin­gis­se o pla­ne­ta. Come­çou a ser obser­va­do no pas­sa­do dia de Nata e pas­sa­rá entre a Ter­ra e a Lua nes­ta quin­ta-fei­ra, 28 de Dezem­bro. A dis­tân­cia será na região de 225.000 Km — per­to o sufi­ci­en­te para ser con­si­de­ra­do dema­si­a­do per­to pelos astró­no­mos. O aste­rói­de foi detec­ta­do pela pri­mei­ra vez no Mount Lem­mon Sur­vey Obser­va­tory no Ari­zo­na e será o 52º que pas­sa­rá entre a Ter­ra e a Lua este ano.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D. É apre­sen­ta­do o livro “The Rasp­ber­ry Pi Annu­al 2018”.

Apro­vei­ta­mos para dese­jar a todos um exce­len­te ano de 2018.

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Newsletter Nº138

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Faz hoje anos que nas­cia, em 1803, Joseph Whitworth. Este enge­nhei­ro mecâ­ni­co inglês, foi pio­nei­ro na medi­ção de pre­ci­são. Ele pos­suía mui­tas paten­tes para fer­ra­men­tas mecâ­ni­cas, máqui­nas têx­teis e de tricô e máqui­nas de lim­pe­za rodo­viá­ria. Ele cri­ou uma téc­ni­ca de ras­pa­gem para fazer uma super­fí­cie ver­da­dei­ra­men­te pla­na. Ele defen­deu o uso do sis­te­ma deci­mal. Em 1841, os seus fios de para­fu­so padrão foram adop­ta­dos pelo Woolwi­ch Arse­nal. Em 1851, as fer­ra­men­tas mecâ­ni­cas da Whitworth eram conhe­ci­das inter­na­ci­o­nal­men­te pela sua pre­ci­são e qua­li­da­de, bem como pelos seus tor­nos de cor­te de para­fu­sos, as suas máqui­nas de pla­ne­ar, per­fu­rar, encai­xar e mol­dar e sua máqui­na de medi­ção de mili­o­né­si­ma par­te. Ele tam­bém fez um tra­ba­lho pio­nei­ro em arti­lha­ria, cri­an­do um méto­do para mol­dar aço dúc­til para subs­ti­tuir o aço rígi­do, que está sujei­to a frac­tu­ra.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1805, Tho­mas Graham. Este quí­mi­co e físi­co esco­cês é fre­quen­te­men­te cha­ma­do de “o pai da quí­mi­ca coloi­dal”. Ele estu­dou a difu­são de gases e em 1833 propôs a Lei Graham, que afir­mou que a taxa de difu­são de um gás é inver­sa­men­te pro­por­ci­o­nal à raiz qua­dra­da do peso da sua molé­cu­la. Mais tar­de, ele esten­deu esse tra­ba­lho para a difu­são de um líqui­do para outro. Ele clas­si­fi­cou solu­tos em cris­ta­lói­des (como sal ou açú­car) e colói­des (como a goma ará­bi­ca e as sus­pen­sões de ouro fina­men­te divi­di­das de seu cole­ga, Micha­el Fara­day), que mar­cou o iní­cio da quí­mi­ca colói­de. Ele desen­vol­veu diá­li­se para sepa­rar solu­ções coloi­dais de elec­tró­li­tos. Esta téc­ni­ca de diá­li­se ago­ra é impor­tan­te na medi­ci­na. Ele tam­bém inven­tou um pên­du­lo com­pen­sa­do usan­do uma bolha com um reser­va­tó­rio de mer­cú­rio.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1841, Vic­tor Schu­mann. Este físi­co e espec­tros-copis­ta ale­mão, des­co­briu o ultra­vi­o­le­ta de vácuo. Schu­mann dese­ja­va estu­dar a região “Extre­me Ultra­vi­o­let”. Para isso, ele usou um pris­ma e len­tes em flu­o­ri­te em vez de quart­zo per­mi­tin­do-se ser o pri­mei­ro a medir espec­tros abai­xo de 200 nm. O oxi­gé­nio absor­ve­ria a radi­a­ção com um com­pri­men­to de onda infe­ri­or a 195 nm, mas Schu­mann colo­cou todo o apa­re­lho sob vácuo. Ele pre­pa­rou suas pró­pri­as pla­cas foto­grá­fi­cas com uma cama­da redu­zi­da de gela­ti­na. Ele publi­cou na linha de hidro­gé­nio no espec­tro de Nova Auri­gae e no espec­tro de tubos de vácuo. O seu tra­ba­lho abriu o cami­nho para a espec­tros­co­pia de emis­são ató­mi­ca, levan­do even­tu­al­men­te à des­co­ber­ta da série de linhas de espec­tro de hidro­gé­nio (séri­es de Lyman) de The­o­do­re Lyman em 1914.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1878, Jan Łuka­si­ewicz. Este lógi­co e filó­so­fo pola­co nas­ci­do em Lwów ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho na lógi­ca filo­só­fi­ca, na lógi­ca mate­má­ti­ca e na his­tó­ria da lógi­ca. Ele pen­sou de for­ma ino­va­do­ra sobre a lógi­ca pro­po­si­ci­o­nal tra­di­ci­o­nal, o prin­cí­pio da não con­tra­di­ção e a lei do meio excluí­do. O tra­ba­lho moder­no sobre a lógi­ca de Aris­tó­te­les baseia-se na tra­di­ção ini­ci­a­da em 1951 com o esta­be­le­ci­men­to por Łuka­si­ewicz de um para­dig­ma revo­lu­ci­o­ná­rio. A abor­da­gem Łuka­si­ewicz foi revi­go­ra­da no iní­cio da déca­da de 1970 numa série de tra­ba­lhos de John Cor­co­ran e Timothy Smi­ley — que infor­mam as tra­du­ções moder­nas de Pri­or Analy­tics por Robin Smith em 1989 e Gise­la Stri­ker em 2009. Łuka­si­ewicz é con­si­de­ra­do um dos mais impor­tan­tes his­to­ri­a­do­res da lógi­ca.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1904, Fran­cis Tho­mas Bacon. Este enge­nhei­ro mecâ­ni­co inglês foi pio­nei­ro nas pri­mei­ras célu­las de com­bus­tí­vel de hidro­gé­nio-oxi­gé­nio moder­nas, que ele­tro­qui­mi­ca­men­te con­ver­tem ar e com­bus­tí­vel direc­ta­men­te em elec­tri­ci­da­de. O prin­cí­pio foi obser­va­do por Sir Wil­li­am Gro­ve (1842) quan­do ele for­ne­ceu oxi­gé­nio e hidro­gé­nio para eléc­tro­dos de pla­ti­na imer­sos em áci­do sul­fú­ri­co e uma cor­ren­te foi pro­du­zi­da num cir­cui­to exter­no. Per­ma­ne­ceu uma curi­o­si­da­de até Bacon ter ini­ci­a­do uma pes­qui­sa séria no iní­cio da déca­da de 1940 para apli­ca­ção em sub­ma­ri­nos. Em 1959, ele desen­vol­veu uma célu­la de com­bus­tí­vel bem suce­di­da de seis qui­lowatts. Quan­do as célu­las de com­bus­tí­vel foram usa­das por veí­cu­los espa­ci­ais Apol­lo dos EUA, for­ne­ci­am ener­gia em voo e água potá­vel, o sub­pro­du­to da reac­ção elec­troquí­mi­ca.

Esta sema­na ficá­mos a saber que o X Lab da Alpha­bet, de acor­do com um rela­tó­rio da Reu­ters, pre­pa­rou mais um outra for­ma de conec­ti­vi­da­de com a Inter­net. Os esfor­ços ante­ri­o­res envol­ve­ram balões flu­tu­an­tes de Inter­net e colo­can­do mui­tos cabos de fibra ópti­ca, mas este sis­te­ma de entre­ga de Inter­net envia dados sobre fei­xes de laser! Este não é um sis­te­ma expe­ri­men­tal como Pro­ject Loon; O gover­no do esta­do da Índia, Andh­ra Pra­desh, assi­nou um acor­do com a Alpha­bet para levar a tec­no­lo­gia a milhões de pes­so­as a par­tir do pró­xi­mo ano. A tec­no­lo­gia é cha­ma­da de “comu­ni­ca­ção ópti­ca de espa­ço livre”, e fun­ci­o­na exac­ta­men­te da manei­ra como ela soa: apon­ta-se dois fei­xes de luz um para o outro e comu­ni­ca-se atra­vés de pis­car. “Espa­ço livre” sig­ni­fi­ca que não se está a usar nenhum cabo e está ape­nas se comu­ni­can­do atra­vés do ar ao lon­go da linha de visão. Nor­mal­men­te isso é fei­to com lase­res, embo­ra para dis­tân­ci­as mais cur­tas seja pos­sí­vel usar LEDs.

Há mui­tos robôs que pro­cu­ram huma­nói­des, mas mui­to pou­cos real­men­te pos­su­em cor­pos par­ti­cu­lar­men­te aná­lo­gos aos nos­sos quan­do se tra­ta de mover e inte­ra­gir com o meio ambi­en­te. Pes­qui­sa­do­res japo­ne­ses estão tra­ba­lhan­do para ultra­pas­sar essa limi­ta­ção com um robô pro­jec­ta­do espe­ci­fi­ca­men­te para imi­tar não ape­nas os movi­men­tos huma­nos, mas a manei­ra como os huma­nos real­men­te rea­li­zam esses movi­men­tos, até suan­do. Ken­go­ro é um novo robô que enfa­ti­za a fle­xi­bi­li­da­de e a ver­da­dei­ra estru­tu­ra huma­nói­de ao invés de colo­car o poder ou a efi­ci­ên­cia aci­ma de tudo.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São apre­sen­ta­dos igual­men­te as revis­tas Mag­PI nº 65, a new­se­lec­tro­nics de 12 de Dezem­bro e a Hacks­pa­ce Nº2.

Apro­vei­ta­mos para dese­jar votos de boas fes­tas a todos!

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