Newsletter Nº192

Newsletter Nº192
News­let­ter Nº192

Faz hoje anos que nas­cia, em 1823, Robert Whi­tehe­ad. Este enge­nhei­ro bri­tâ­ni­co foi res­pon­sá­vel pela inven­ção do tor­pe­do moder­no. O seu pri­mei­ro tor­pe­do não tinha velo­ci­da­de nem alcan­ce. No entan­to, em 1870 ele con­se­guiu aumen­tar a sua velo­ci­da­de para 7 nós e ago­ra con­se­guia atin­gir um alvo a cer­ca de 600 metros de dis­tân­cia. No ano seguin­te, a mari­nha bri­tâ­ni­ca com­prou a inven­ção de Whi­tehe­ad. Embo­ra um tor­pe­do de mas­tro, uma car­ga liga­da a um lon­go mas­tro e car­re­ga­do por um peque­no bar­co, tives­se sido usa­do duran­te a Guer­ra Civil Ame­ri­ca­na, Robert Whi­tehe­ad foi o pri­mei­ro a pro­du­zir um tor­pe­do auto-pro­pul­si­o­na­do. O tor­pe­do de Whi­tehe­ad era impul­si­o­na­do por um motor de ar com­pri­mi­do, car­re­ga­do com 8 qui­los de dina­mi­te. A sua carac­te­rís­ti­ca mais impor­tan­te era um dis­po­si­ti­vo auto-regu­la­dor que man­ti­nha o tor­pe­do a uma pro­fun­di­da­de pre­de­fi­ni­da cons­tan­te. Edi­son fez um fil­me de um lan­ça­men­to de tor­pe­do de Whi­tehe­ad (1900).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1906, Wil­li­am Wil­son Mor­gan. Este astró­no­mo nor­te-ame­ri­ca­no, em 1951, for­ne­ceu a pri­mei­ra evi­dên­cia de que a galá­xia da Via Lác­tea pos­sui bra­ços espi­rais. Ele pas­sou toda a sua car­rei­ra no Obser­va­tó­rio Yer­kes, incluin­do três anos como direc­tor. Evi­tan­do a teo­ria, sua pes­qui­sa foi dedi­ca­da à mor­fo­lo­gia, a clas­si­fi­ca­ção dos obje­tos por sua for­ma e estru­tu­ra. Com Kee­nan e Kell­man, ele intro­du­ziu clas­ses de lumi­no­si­da­de este­lar e a clas­si­fi­ca­ção bidi­men­si­o­nal de espec­tros este­la­res estri­ta­men­te base­a­da nos pró­pri­os espec­tros. Com Oster­brock e Shar­pless, ele demons­trou a exis­tên­cia de bra­ços espi­rais na Galá­xia usan­do dis­tân­ci­as pre­ci­sas de estre­las O e B obti­das a par­tir de clas­si­fi­ca­ções espec­trais. Mor­gan inven­tou o sis­te­ma UBV de mag­ni­tu­des e cores.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1929, Gor­don Moo­re. Este enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do por ser co-fun­da­dor e pre­si­den­te da Intel. Ten­do come­ça­do a sua car­rei­ra na Shoc­kley Semi­con­duc­tor Labo­ra­tory pas­sou pela Fair­child Semi­con­duc­tor Labo­ra­tory e por fim, em 1968 fun­dou com Robert Noy­ce a NM Elec­tro­nics que mais tar­de se cha­ma­ria de Intel Cor­po­ra­ti­on. Foi ele que enun­ci­ou num paper que publi­cou a famo­sa Lei de Moo­re. Esta defi­nia que o núme­ro de tran­sís­to­res dos chips teria um aumen­to de 100%, pelo mes­mo cus­to, a cada perío­do de 18 meses. Como o cus­to do com­pu­ta­dor para o con­su­mi­dor cai, o cus­to para os pro­du­to­res cum­pri­rem a lei de Moo­re segue uma ten­dên­cia opos­ta: os cus­tos de R & D, manu­fa­tu­ra e tes­te aumen­ta­ram de for­ma cons­tan­te com cada nova gera­ção de chips. O aumen­to dos cus­tos de fabri­ca­ção é uma con­si­de­ra­ção impor­tan­te para a sus­ten­ta­ção da lei de Moo­re. Isto levou à for­mu­la­ção da segun­da lei de Moo­re, tam­bém cha­ma­da de lei de Rock, segun­do a qual o cus­to de capi­tal de uma fábri­ca de semi­con­du­to­res tam­bém aumen­ta expo­nen­ci­al­men­te ao lon­go do tem­po.

Nes­ta sema­na que pas­sou a NASA infor­mou que às 14h43 EST em 31 de Dezem­bro, enquan­to mui­tos na Ter­ra se pre­pa­ra­vam para rece­ber o Ano Novo, a nave espa­ci­al OSI­RIS-REx da NASA, a 110 milhões de qui­ló­me­tros de dis­tân­cia, rea­li­zou uma quei­ma de oito segun­dos de seus pro­pul­so­res — e bateu um recor­de da explo­ra­ção espa­ci­al. A nave entrou em órbi­ta ao redor do aste­roi­de Ben­nu e trans­for­mou Ben­nu no menor obje­to a ser orbi­ta­do por uma nave. O gran­de objec­ti­vo des­ta mis­são é reco­lher amos­tras do aste­roi­de e tra­zê-las para a Ter­ra.

Esta quin­ta-fei­ra a Chi­na tor­nou-se no pri­mei­ro país a ater­rar uma son­da no lado mais afas­ta­do da Lua, a Chang’e-4, infor­mou a tele­vi­são esta­tal. A son­da com o nome da deu­sa chi­ne­sa da Lua, pou­sou no saté­li­te natu­ral da Ter­ra, na cra­te­ra Von Kár­mán às 03:26 de Lis­boa. A son­da per­ma­ne­ce­rá esta­ci­o­ná­ria na super­fí­cie em uma região conhe­ci­da como bacia do Pólo Sul – Ait­ken. No entan­to, ela tam­bém car­re­ga um rover de seis rodas que os cien­tis­tas chi­ne­ses usa­rão para explo­rar o outro lado da lua. O rover mede 1 metro de diâ­me­tro e pesa 140 kg, sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te menor do que o Curi­o­sity da NASA, base­a­do em Mar­te. O tem­po de vida espe­ra­do do pro­je­to é de três meses, e o obje­ti­vo é veri­fi­car o cres­ci­men­to de plan­tas e cap­tar sinais de radi­o­frequên­cia, nor­mal­men­te blo­que­a­dos pela atmos­fe­ra ter­res­tre.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como alguns mode­los 3D que pode­rão ser úteis.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.