Newsletter Nº189

Newsletter Nº189
News­let­ter Nº189

Faz hoje anos que nas­cia, em 1780, Johann Wolf­gang Döbe­rei­ner. Este Quí­mi­co ale­mão foi res­pon­sá­vel pela obser­va­ção (1829) de que quan­do cer­tas tría­des de ele­men­tos esta­vam dis­pos­tas em ordem cres­cen­te de mas­sa ató­mi­ca, a mas­sa do mem­bro cen­tral era apro­xi­ma­da­men­te a média das outras duas, e inter­me­diá­ria em pro­pri­e­da­des quí­mi­cas entre os outros dois ele­men­tos. As tría­des ago­ra são encon­tra­das como mem­bros con­se­cu­ti­vos dos gru­pos da tabe­la perió­di­ca. Por exem­plo, o peso ató­mi­co do bro­mo (80.970) foi a média arit­mé­ti­ca dos pesos ató­mi­cos do clo­ro (35.470) e do iodo (126.470) e as pro­pri­e­da­des dos três ele­men­tos vari­a­ram de manei­ra orde­na­da, do clo­ro ao bro­mo e ao iodo. Döbe­rei­ner encon­trou outras duas “tría­des” — cál­cio, estrôn­cio, bário; e enxo­fre, selé­nio, telú­rio. Ele foi um dos pri­mei­ros quí­mi­cos a ofe­re­cer ins­tru­ções de labo­ra­tó­rio em quí­mi­ca. Ele estu­dou quí­mi­ca geral, far­ma­cêu­ti­ca e ana­lí­ti­ca. Além dis­so, ele inven­tou uma lâm­pa­da na qual o hidro­gé­nio se infla­ma­va em con­tac­to com uma espon­ja de pla­ti­na (1823). Embo­ra a lâm­pa­da tives­se apli­ca­ção limi­ta­da, Döbe­rei­ner esta­va inte­res­sa­do em catá­li­se em geral. Ele des­co­briu a acção cata­lí­ti­ca do dió­xi­do de man­ga­nês na decom­po­si­ção do clo­ra­to de potás­sio.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1816, Wer­ner von Sie­mens. Este enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co ale­mão desem­pe­nhou um papel impor­tan­te na ori­gem da indús­tria eléc­tri­ca moder­na. Sie­mens com­bi­nou sua habi­li­da­de como inven­tor de suces­so e empre­en­de­dor come­çan­do com sua fir­ma, a Sie­mens & Hals­ke. O seu pri­mei­ro tra­ba­lho foi na indús­tria tele­grá­fi­ca, cons­truin­do a pri­mei­ra linha tele­grá­fi­ca impor­tan­te da Ale­ma­nha, depois outras na Euro­pa e na Ásia. A empre­sa que ele expan­diu-se mais ampla­men­te para a tec­no­lo­gia eléc­tri­ca tor­nou-se a actu­al empre­sa mul­ti­na­ci­o­nal da Sie­mens. O seu nome de nas­ci­men­to era Ernst Wer­ner Sie­mens, até eno­bre­cer como Wer­ner von Sie­mens.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, 1844, John Henry Pat­ter­son. Este Fabri­can­te nor­te-ame­ri­ca­no fun­dou a NCR (Nati­o­nal Cash Regis­ter Co.) e aju­dou a popu­la­ri­zar a moder­na cai­xa regis­ta­do­ra por meio de téc­ni­cas de ven­das agres­si­vas e ino­va­do­ras. Na déca­da de 1870, quan­do ele e seu irmão Frank esta­be­le­ce­ram um negó­cio de suces­so ven­den­do car­vão e supri­men­tos de minei­ros, as ven­das não regis­ta­das eram um pro­ble­ma. Depois de ler uma des­cri­ção da cai­xa regis­ta­do­ra pro­je­ta­da por James Ritty e ven­di­da pela Nati­o­nal Manu­fac­tu­ring Com­pany em Day­ton, John enco­men­dou duas, sem ser vis­ta. Em seis meses eles redu­zi­ram sua dívi­da de US $ 16.000 para US $ 3.000 e os livros mos­tra­ram um lucro de US $ 5.000. Essas máqui­nas moder­nas tinham resol­vi­do os anti­gos pro­ble­mas de desor­ga­ni­za­ção e deso­nes­ti­da­de. Pat­ter­son ficou tão impres­si­o­na­do que ele com­prou a empre­sa.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1910, Char­les Coul­son. Este quí­mi­co teó­ri­co bri­tâ­ni­co foi conhe­ci­do pela apli­ca­ção da teo­ria orbi­tal mole­cu­lar à liga­ção quí­mi­ca, às estru­tu­ras elec­tró­ni­cas de molé­cu­las e ao con­cei­to de valên­cia par­ci­al. Ele desen­vol­veu mui­tas téc­ni­cas mate­má­ti­cas para resol­ver pro­ble­mas quí­mi­cos e físi­cos. A sua teo­ria orbi­tal mole­cu­lar tra­ta uma molé­cu­la como um todo e esten­de a teo­ria quân­ti­ca ató­mi­ca com esta­dos “per­mi­ti­dos” de elec­trões asso­ci­a­dos a dois ou mais núcle­os ató­mi­cos. Com essa abor­da­gem, ele expli­cou a estru­tu­ra do ben­ze­no e outros sis­te­mas con­ju­ga­dos, e usan­do o que ele cha­mou de valên­cia par­ci­al, ele des­cre­veu a liga­ção em com­pos­tos como o dibo­ra­no. Depois de escre­ver sobre Waves (1941) e Elec­tri­city (1941), o seu livro Valen­ce (1952) foi alta­men­te influ­en­te. Ele tam­bém escre­veu sobre con­ci­li­ar visões cien­tí­fi­cas e reli­gi­o­sas, acre­di­tan­do que a fé reli­gi­o­sa era essen­ci­al na bus­ca da ciên­cia.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1923, Phi­lip War­ren Ander­son. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no par­ti­lhou (com John H. Van Vleck e Sir Nevill F. Mott) o Prê­mio Nobel de Físi­ca de 1977 pelas suas pes­qui­sas sobre semi­con­du­to­res, super­con­du­ti­vi­da­de e mag­ne­tis­mo. Ele fez con­tri­bui­ções para o estu­do da físi­ca do esta­do sóli­do e a pes­qui­sa sobre inte­rac­ções mole­cu­la­res foi faci­li­ta­da pelo seu tra­ba­lho na espec­tros­co­pia de gases. Ele con­ce­beu um mode­lo (conhe­ci­do como o mode­lo de Ander­son) para des­cre­ver o que acon­te­ce quan­do um áto­mo de impu­re­za está pre­sen­te em um metal. Ele tam­bém inves­ti­gou mag­ne­tis­mo e super­con­du­ti­vi­da­de, e seu tra­ba­lho é de fun­da­men­tal impor­tân­cia para a moder­na elec­tró­ni­ca de esta­do sóli­do, pos­si­bi­li­tan­do o desen­vol­vi­men­to de dis­po­si­ti­vos de memó­ria e comu­ta­ção elec­tró­ni­ca de bai­xo cus­to em com­pu­ta­do­res.

E nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que o Homem con­se­guiu colo­car um segun­do objec­to no espa­ço entre estre­las. Tra­ta-se da Voya­ger 2 da NASA. A Voya­ger 2 está ago­ra a pou­co mais de 18 biliões de qui­ló­me­tros da Ter­ra. Os ope­ra­do­res da mis­são ain­da podem comu­ni­car com a Voya­ger 2 ao entrar nes­ta nova fase de sua jor­na­da, mas a infor­ma­ção — moven­do-se à velo­ci­da­de da luz — leva cer­ca de 16,5 horas para via­jar da son­da para a Ter­ra. Em com­pa­ra­ção, a luz emi­ti­da pelo Sol leva cer­ca de oito minu­tos para che­gar à Ter­ra.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que his­tó­ria foi fei­ta e um sonho há mui­to espe­ra­do foi rea­li­za­do em Moja­ve, CA, com a Spa­ceShipTwo da Vir­gin Galac­tic. Este não é o pri­mei­ro voo espa­ci­al com huma­nos a ser lan­ça­do a par­tir de solo ame­ri­ca­no des­de a mis­são final do Spa­ce Shut­tle em 2011, mas a pri­mei­ra vez que um veí­cu­lo tri­pu­la­do cons­truí­do para ser­vi­ço comer­ci­al de pas­sa­gei­ros che­gou ao espa­ço.

Ain­da esta sema­na ficá­mos tam­bém a saber que a son­da chi­ne­sa Chang’e-4 entrou na orbi­ta da Lua. Se a mis­são for bem suce­di­da, esta son­da será a pri­mei­ra a ater­rar e a explo­rar o cha­ma­do “lado negro da Lua”. Ela irá per­cor­rer a super­fí­cie lunar, exa­mi­na­rá a com­po­si­ção da Lua.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 11 de Dezem­bro e o livro “Book of Scrat­ch”.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.