Newsletter Nº188

Newsletter Nº188
News­let­ter Nº188

Faz anos hoje que nas­cia, em 1586, Nic­colò Zuc­chi. Este astró­no­mo ita­li­a­no pro­jec­tou um dos pri­mei­ros teles­có­pi­os reflec­to­res, ante­ri­o­res aos de James Gre­gory e Sir Isa­ac New­ton. Como pro­fes­sor do Colé­gio dos Jesuí­tas em Roma, Zuc­chi desen­vol­veu um inte­res­se pela astro­no­mia a par­tir de uma reu­nião com Johan­nes Kepler. Com este teles­có­pio, Zuc­chi des­co­briu os cin­tu­rões do pla­ne­ta Júpi­ter (1630) e exa­mi­nou os pon­tos em Mar­te (1640). Ele tam­bém demons­trou (em 1652) que os fós­fo­ros geram em vez de arma­ze­nar luz. O seu livro “Opti­ca phi­lo­sophia expe­ri­men­ta­lis et rati­o­ne a fun­da­men­tis cons­ti­tu­ta” (1652–56) ins­pi­rou Gre­gory e New­ton a cons­truir teles­có­pi­os melho­ra­dos.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1778, Joseph Louis Gay-Lus­sac. Este Quí­mi­co fran­cês é mais conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho em gases. Em 1805, ao fazer explo­dir jun­tos volu­mes espe­cí­fi­cos de hidro­gé­nio e oxi­gé­nio, Gay-Lus­sac des­co­briu que eles com­bi­na­ram na pro­por­ção de 2: 1 em volu­me para for­mar água. Em 1808, depois de pes­qui­sas usan­do outros gases, ele for­mu­lou sua famo­sa lei de com­bi­nar volu­mes — que quan­do os gases com­bi­nam seus volu­mes rela­ti­vos pos­su­em uma rela­ção numé­ri­ca sim­ples entre si (por exem­plo, 1: 1, 2: 1) e seu pro­du­to gaso­so ( sob pres­são e tem­pe­ra­tu­ra cons­tan­tes). Ele desen­vol­veu téc­ni­cas de aná­li­se quí­mi­ca quan­ti­ta­ti­va, con­fir­mou que o iodo era um ele­men­to, des­co­briu o cia­no­gé­nio, melho­rou o pro­ces­so de fabri­ca­ção de áci­do sul­fú­ri­co, pre­pa­ra­do de potás­sio e boro (1808).

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1835, Wilhelm Rudolph Fit­tig. Este Quí­mi­co orgâ­ni­co ale­mão é famo­so pelo seu exten­so tra­ba­lho de sin­te­ti­zar com­pos­tos orgâ­ni­cos no final do sécu­lo XIX. A acção do sódio em com­pos­tos orgâ­ni­cos des­co­ber­tos por Wurtz (1817–84), foi esten­di­da por Fit­tig usan­do uma mis­tu­ra de um aro­má­ti­co e alquil halói­de para pro­du­zir homó­lo­gos de ben­ze­no. Fit­tig pre­pa­rou pina­co­nes (que ele deno­mi­nou), dife­nil, fenan­tre­no (1872), cuma­ro­na (1883), tolu­e­no (com Tol­lens em 1864) e mui­tas outras subs­tân­ci­as. Ele sepa­rou vári­os com­pos­tos aro­má­ti­cos do alca­trão de car­vão, estu­dou as reac­ções de áci­dos insa­tu­ra­dos. Fit­tig propôs as estru­tu­ras cor­re­tas para as qui­no­nas e (1871, com Ira Rem­sen) para a pipe­ri­na alca­lói­de que dá ao tem­pe­ro pimen­ta pre­ta seu sabor e chei­ro.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1863, Char­les Mar­tin Hall. Este Quí­mi­co ame­ri­ca­no inven­tou o méto­do elec­tro­lí­ti­co bara­to de extrair alu­mí­nio do seu miné­rio, per­mi­tin­do o amplo uso comer­ci­al des­te metal. Enquan­to jovem quí­mi­co, ele expe­ri­men­tou num abri­go de madei­ra, com a inten­ção de encon­trar um méto­do para sepa­rar o alu­mí­nio do seu miné­rio. No iní­cio, ele não teve suces­so, mas depois per­ce­beu que pre­ci­sa­va de um sol­ven­te não aquo­so para o óxi­do de alu­mí­nio duran­te a elec­tró­li­se. Em 23 de Feve­rei­ro de 1886, Hall des­co­briu que a cri­o­li­ta fun­di­da (o flu­o­re­to de alu­mí­nio e sódio mine­ral) era um sol­ven­te ade­qua­do e, usan­do eléc­tro­dos de car­bo­no com bate­ri­as casei­ras, pro­du­ziu os seus pri­mei­ros peque­nos gló­bu­los de alu­mí­nio. Em 1914, o pro­ces­so de Hall tinha bai­xa­do o cus­to do alu­mí­nio, ante­ri­or­men­te um metal pre­ci­o­so usa­do para jói­as finas, para 18 cen­ta­vos de dólar por libra-peso.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1900, Geor­ge Uhlen­beck. Este Físi­co holan­dês-ame­ri­ca­no que, com Samu­el A. Gouds­mit, propôs o con­cei­to da rota­ção do elec­trão (Jan 1925) que era um meio intei­ro. Isto for­ne­ceu o “quar­to núme­ro quân­ti­co” ante­ci­pa­do por Wolf­gang Pau­li. Na sua expe­ri­ên­cia, um fei­xe hori­zon­tal de áto­mos de pra­ta des­lo­can­do-se atra­vés de um cam­po mag­né­ti­co ver­ti­cal foi deflec­ti­do em duas direc­ções de acor­do com a inte­rac­ção da sua rota­ção (subi­da ou des­ci­da) com o cam­po mag­né­ti­co. Esta foi a pri­mei­ra demons­tra­ção des­se efei­to quân­ti­co e uma con­fir­ma­ção pre­co­ce da teo­ria quân­ti­ca. Além do tra­ba­lho fun­da­men­tal sobre mecâ­ni­ca quân­ti­ca, Uhlen­beck tra­ba­lhou na estru­tu­ra ató­mi­ca, na teo­ria ciné­ti­ca da maté­ria e ampli­ou a equa­ção de Boltz­mann para gases den­sos.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1920, Geor­ge Por­ter. Este quí­mi­co inglês, rece­beu uma par­te do Pré­mio Nobel da Quí­mi­ca de 1967, com o inglês Ronald Nor­rish e o ale­mão Man­fred Eigen, “pelos seus estu­dos de rea­ções quí­mi­cas extre­ma­men­te rápi­das, afre­ta­do por per­tur­bar o equi­lí­brio por meio de pul­sos de ener­gia mui­to cur­tos”. Por­ter mos­trou como o méto­do de fotó­li­se por flash — uma téc­ni­ca para obser­var os está­gi­os inter­me­diá­ri­os de reac­ções quí­mi­cas mui­to rápi­das — pode ser esten­di­do e apli­ca­do a mui­tos pro­ble­mas diver­sos de físi­ca, quí­mi­ca e bio­lo­gia. Um exem­plo é o exa­me da fotos­sín­te­se. Ele esten­deu essas téc­ni­cas para as regiões de nano-segun­dos e pico-segun­dos.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a repa­ra­ção da câma­ra do Hub­ble fez 25 anos. A NASA man­te­ve sua res­pi­ra­ção quan­do sete astro­nau­tas do vai­vém espa­ci­al Ende­a­vour alcan­ça­ram o Teles­có­pio Espa­ci­al Hub­ble a 568 qui­ló­me­tros da Ter­ra. A sua mis­são: repa­rar uma falha devas­ta­do­ra no espe­lho pri­má­rio do teles­có­pio. Com o tama­nho de um auto­car­ro esco­lar, o Teles­có­pio Espa­ci­al Hub­ble tem um espe­lho pri­má­rio de 2,4 metros. O mai­or teles­có­pio ópti­co já lan­ça­do ao espa­ço, onde podia obser­var o uni­ver­so livre dos efei­tos dis­tor­ci­dos da atmos­fe­ra da Ter­ra, o Hub­ble tinha mui­to a seu redor. Mas depois das pri­mei­ras ima­gens rece­bi­das e cui­da­do­sa­men­te ana­li­sa­das após a implan­ta­ção do teles­có­pio em 25 de Abril de 1990, ficou cla­ro que algo esta­va erra­do: as ima­gens esta­vam tur­vas.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que depois de 26 suces­sos sequen­ci­ais, a Spa­ceX não con­se­guiu pou­sar Fal­con 9. É o pri­mei­ro aci­den­te des­de 2016. No entan­to a car­ga com­pos­ta por mais de ses­sen­ta e qua­tro saté­li­tes foi colo­ca­da em orbi­ta com suces­so. E foram bati­dos pelo menos qua­tro recor­des, o recor­de ame­ri­ca­no para colo­ca­ção de mais saté­li­tes, o mai­or nume­ro de lan­ça­men­tos num ano (19). O lan­ça­dor (boos­ter) desig­na­do por B1046 foi lan­ça­do pela ter­cei­ra vez e nas três pla­ta­for­mas de lan­ça­men­to dis­po­ní­veis — no pad 39A do Ken­nedy Spa­ce Cen­ter, no com­ple­xo de lan­ça­men­to 40 no Cabo Cana­ve­ral, e ago­ra no com­ple­xo de lan­ça­men­to 4E na Base aérea de Van­den­berg na Cali­for­nia.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.