Newsletter Nº171

Newsletter Nº171
News­let­ter Nº171

Faz anos hoje que nas­cia, em 1776, Ame­deo Avo­ga­dro. Este quí­mi­co e físi­co ita­li­a­no que des­co­briu que, à mes­ma tem­pe­ra­tu­ra e pres­são, volu­mes iguais de todos os gases per­fei­tos con­têm o mes­mo núme­ro de par­tí­cu­las, conhe­ci­do como Lei de Avo­ga­dro (1811), fazen­do com que a cons­tan­te de Avo­ga­dro fos­se de 6.022 x 1023 uni­da­des por mole de uma subs­tân­cia. Ele per­ce­beu que as par­tí­cu­las pode­ri­am ser áto­mos ou, mais fre­quen­te­men­te, com­bi­na­ções de áto­mos, para os quais ele atri­buiu a pala­vra “molé­cu­la”. Isto expli­ca a lei de Gay-Lus­sac de com­bi­nar volu­mes (1809). Além dis­so, Avo­ga­dro deter­mi­nou, a par­tir da elec­tró­li­se da água, que con­ti­nha molé­cu­las for­ma­das por dois áto­mos de hidro­gé­nio para cada áto­mo de oxi­gé­nio, pelo qual um áto­mo de oxi­gé­nio indi­vi­du­al era 16 vezes mais pesa­do que um áto­mo de hidro­gé­nio (não 8 vezes como suge­ri­do ante­ri­or­men­te por John Dal­ton).

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1897, Ralph Wyc­koff. Este cien­tis­ta nor­te-ame­ri­ca­no foi pio­nei­ro na apli­ca­ção de méto­dos de rai­os-X para deter­mi­nar estru­tu­ras cris­ta­li­nas e um dos pri­mei­ros a usar esses méto­dos para estu­dar subs­tân­ci­as bio­ló­gi­cas. Ele ficou famo­so em duas áre­as de pes­qui­sa estru­tu­ral: difrac­ção de rai­os X e micros­co­pia elec­tró­ni­ca. Ele desen­vol­veu uma nova téc­ni­ca de ‘som­bre­a­men­to de metal’ para obser­va­ção com o micros­có­pio elec­tró­ni­co. Um espé­ci­me, como um vírus, é colo­ca­do no vácuo jun­to com um fila­men­to de tungs­té­nio aque­ci­do cober­to com ouro. O ouro vapo­ri­za­do cobria o lado da amos­tra mais pró­xi­mo do fila­men­to, dei­xan­do uma ‘som­bra’ no lado mais dis­tan­te. Isso per­mi­tiu que se fizes­sem melho­res esti­ma­ti­vas de tama­nho e for­ma, além de reve­lar deta­lhes da sua estru­tu­ra.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1911, Wil­li­am Fowler. Este astro­fí­si­co nor­te-ame­ri­ca­no, divi­diu o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1983 pelos “seus estu­dos teó­ri­cos e expe­ri­men­tais das reac­ções nucle­a­res impor­tan­tes na for­ma­ção dos ele­men­tos quí­mi­cos do uni­ver­so”. Ele pas­sou gran­de par­te de sua vida a medir as taxas de reac­ções nucle­a­res de inte­res­se astro­fí­si­co, como no inte­ri­or das estre­las. A par­tir de 1964, Fowler fez cál­cu­los teó­ri­cos rela­ti­vos a super­no­vas, colap­so gra­vi­ta­ci­o­nal, neu­tri­nos, for­ma­ção de ele­men­tos leves e nucle­o­cos­mo­cro­no­lo­gia. Fowler foi co-autor de um arti­go, Synthe­sis ofthe Ele­ments in Stars, (com Geof­frey e Mar­ga­ret Bur­bid­ge e Fred Hoy­le) que demons­trou como as abun­dân­ci­as cós­mi­cas da mai­o­ria dos nuclí­de­os (que não as mais leves) pode­ri­am resul­tar de reac­ções nucle­a­res em estre­las.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1927, Mar­vin Minsky. Este bioquí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no é fun­da­dor do MIT Arti­fi­ci­al Intel­li­gen­ce Pro­ject. Minsky fez mui­tas con­tri­bui­ções para a IA, psi­co­lo­gia cog­ni­ti­va, mate­má­ti­ca, lin­guís­ti­ca com­pu­ta­ci­o­nal, robó­ti­ca e ópti­ca. Ele pos­sui vári­as paten­tes, incluin­do as do pri­mei­ro simu­la­dor de redes neu­ro­nais (SNARC, 1951), a pri­mei­ra tela grá­fi­ca mon­ta­da na cabe­ça, o pri­mei­ro micros­có­pio con­fo­cal de var­re­du­ra e o dis­po­si­ti­vo LOGO “tur­tle”. As suas outras inven­ções inclu­em mãos mecâ­ni­cas e o sin­te­ti­za­dor “Muse” para vari­a­ções musi­cais (com E. Fred­kin). Nos últi­mos anos, ele tra­ba­lhou prin­ci­pal­men­te para trans­mi­tir às máqui­nas a capa­ci­da­de huma­na de raci­o­cí­nio de sen­so comum.

Nes­ta sema­na que pas­sou a Air­bus anun­ci­ou a ater­ra­gem bem-suce­di­do da sua pri­mei­ra aero­na­ve de pro­du­ção do pro­gra­ma Zephyr, o novo Zephyr S HAPS (High Alti­tu­de Pseu­do-Satel­li­te). Depois de des­co­lar a 11 de Julho no Ari­zo­na, EUA, o Zephyr S regis­tou um voo inau­gu­ral de mais de 25 dias, o voo de mai­or dura­ção já fei­to. Este voo inau­gu­ral do Zephyr S, movi­do a ener­gia solar, com­pro­va as capa­ci­da­des do sis­te­ma e alcan­çou todos os objec­ti­vos de enge­nha­ria do voo. Foi pro­va­vel­men­te esta­be­le­ci­do um novo recor­de mun­di­al.

No pró­xi­mo sába­do está pre­vis­to o lan­ça­men­to da son­da Par­ker Solar da NASA. O lan­ça­men­to está pre­vis­to para as 3h33 (EDT). A son­da será lan­ça­da a bor­do de um fogue­tão Del­ta Laun­ch Alli­an­ce da Uni­ted Laun­ch Alli­an­ce a par­tir do Spa­ce Laun­ch Com­plex 37, na Esta­ção da For­ça Aérea de Cabo Cana­ve­ral, na Flo­ri­da. A Son­da Par­ker Solar irá for­ne­cer infor­ma­ções sem pre­ce­den­tes sobre o nos­so Sol, onde as con­di­ções variá­veis podem espa­lhar-se no sis­te­ma solar para afec­tar a Ter­ra e outros mun­dos. A son­da voa­rá direc­ta­men­te para a atmos­fe­ra do Sol onde, a uma dis­tân­cia de apro­xi­ma­da­men­te 4 milhões de milhas da sua super­fí­cie, o equi­pa­men­to a bor­do tra­ça­rá como a ener­gia e o calor se movem atra­vés da atmos­fe­ra do Sol e explo­ra­rá o que ace­le­ra o ven­to solar e as par­tí­cu­las ener­gé­ti­cas sola­res.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.