Newsletter Nº169

Newsletter Nº169
News­let­ter Nº169

Faz hoje anos que nas­cia, em 1799, Isa­ac Bab­bitt. Este inven­tor nor­te-ame­ri­ca­no foi res­pon­sá­vel pela inven­ção de uma liga (metal de bab­bitt: esta­nho 89%, anti­mó­nio 7%, cobre 4%.) ampla­men­te uti­li­za­da para redu­ção de fric­ção de rola­men­tos de bab­bitt. Em 1924, ele fun­dou uma empre­sa que se tor­nou a Reed & Bar­ton, a mais anti­ga ouri­ve­sa­ria inde­pen­den­te do país. A par­tir de 1834, foi supe­rin­ten­den­te da Fun­di­ção e Obra Ordi­ná­ria da Alger (South Bos­ton Iron Works), onde lan­çou o pri­mei­ro canhão de latão fabri­ca­do nos EUA. Paten­te­ou a inven­ção bem suce­di­da de uma cai­xa para eixos fer­ro­viá­ri­os 17 de Julho de 1739, que suge­riu os rola­men­tos da liga.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1863, Paul Wal­den. Este quí­mi­co letão, enquan­to ensi­na­va em Riga, des­co­briu a inver­são de Wal­den, uma rever­são da con­fi­gu­ra­ção este­reo-quí­mi­ca que ocor­re em mui­tas reac­ções de com­pos­tos cova­len­tes (1896). Devi­do a essa des­co­ber­ta, o nome de Wal­den é men­ci­o­na­do qua­se em todos os livros didác­ti­cos sobre quí­mi­ca orgâ­ni­ca publi­ca­dos em todo o mun­do. Wal­den reve­lou a auto-race­mi­za­ção e cri­ou as fun­da­ções na elec­troquí­mi­ca de solu­ções não aquo­sas. Wal­den tam­bém é conhe­ci­da pela regra de Wal­den, que rela­ci­o­na a con­du­ti­vi­da­de e a vis­co­si­da­de de solu­ções não aquo­sas.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1916, John R. Whin­nery. Este Enge­nhei­ro elec­tro­téc­ni­co nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho na teo­ria de micro­on­das e expe­ri­men­ta­ção a laser. Ele tra­ba­lhou no pro­ble­ma da modu­la­ção a laser He-Ne, a trans­mis­são de luz laser para comu­ni­ca­ção ópti­ca e efei­tos tér­mi­cos foto­grá­fi­cos. Mais tar­de, ele mudou o seu cam­po de pes­qui­sa para elec­tró­ni­ca quân­ti­ca e opto-elec­tró­ni­ca. Ele é co-autor do livro didác­ti­co clás­si­co, Fields and Waves in Com­mu­ni­ca­ti­on Elec­tro­nics, antes de ter um dou­to­ra­do enquan­to tra­ba­lha­va 6 dias por sema­na em micro-ondas na Gene­ral Elec­tric duran­te a Segun­da Guer­ra Mun­di­al.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1925, Joseph Engel­ber­ger. Este Enge­nhei­ro nor­te-ame­ri­ca­no que, com Geor­ge Devol, desen­vol­veu o pri­mei­ro robô indus­tri­al nos Esta­dos Uni­dos na déca­da de 1950, o Uni­ma­te. Engel­ber­ger é mui­tas vezes refe­ri­do como o “pai da robó­ti­ca”. Quan­do ele e o seu sócio fun­da­ram a Uni­ma­ti­on em 1956, a empre­sa foi a pri­mei­ra gran­de fabri­can­te de bra­ços robó­ti­cos indus­tri­ais nos EUA. Em 1962, eles ins­ta­la­ram seus pri­mei­ros robôs indus­tri­ais na fabri­can­te de auto­mó­veis Gene­ral Motors.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a conhe­cer as ambi­ções da Miche­lin para 2048: os pneus Miche­lin serão fabri­ca­dos com 80% de mate­ri­ais sus­ten­tá­veis. 100% dos pneus serão reci­cla­dos. Hoje, a taxa de recu­pe­ra­ção mun­di­al de pneus é de 70% e a taxa de reci­cla­gem é de 50%. Actu­al­men­te, os pneus Miche­lin são fabri­ca­dos com 28% de mate­ri­ais sus­ten­tá­veis (26% de mate­ri­ais de ori­gem bio­ló­gi­ca, como bor­ra­cha natu­ral, óleo de giras­sol, limo­ne­no etc., e 2% de mate­ri­ais reci­cla­dos, como pneus de aço ou reci­cla­dos). Para um futu­ro sus­ten­tá­vel, a Miche­lin está inves­tin­do em tec­no­lo­gi­as de reci­cla­gem de alta tec­no­lo­gia para poder aumen­tar esse con­teú­do para 80% de mate­ri­ais sus­ten­tá­veis.

Tam­bém esta sema­na foi anun­ci­a­do o lan­ça­men­to do KiCad 5.0. Qua­se um ano após o lan­ça­men­to do KiCad 4.0.7, esta nova ver­são apre­sen­ta melho­ri­as em todos os com­po­nen­tes da solu­ção. Des­tas des­ta­cam-se as seguin­tes: Novas bibli­o­te­cas para sím­bo­los e mode­los 3D (par­tes ade­rem ao KiCad Library Con­ven­ti­on (KLC) e são orga­ni­za­das de manei­ra dife­ren­te das bibli­o­te­cas V4); Alte­ra­ções na bibli­o­te­ca actu­a­li­za­das auto­ma­ti­ca­men­te na pági­na da bibli­o­te­ca do site do KiCad; Um novo visu­a­li­za­dor em 3D; Nova arqui­tec­tu­ra de plug-ins do mode­lo 3D; Supor­te para esque­mas de cores arbi­trá­ri­os (Gerb­Vi­ew e Pcb­New: somen­te em telas moder­nas); Novo esti­lo de des­ta­que para desam­bi­guar selec­ções para mai­or cla­re­za; Melho­ria do com­por­ta­men­to do zoom ao usar track­pads no MacOS; Algu­mas melho­ri­as com o supor­te a hid­pi; Equa­ções mate­má­ti­cas sim­ples em alguns cam­pos de entra­da; Melho­ri­as sig­ni­fi­ca­ti­vas nas bibli­o­te­cas de sím­bo­los, pega­das e mode­los 3D; Mais mode­los para pla­ta­for­mas de desen­vol­vi­men­to comuns, como Ardui­no e Rasp­ber­ry Pi; Edi­tor de variá­veis ​​de ambi­en­te para ges­tão de variá­veis ​​de ambi­en­te inter­no; etc.

Nes­ta sex­ta-fei­ra que vem, dia 27 de Julho, ocor­re­rá o eclip­se lunar total será a mais lon­ga lua ver­me­lha visí­vel nes­te sécu­lo, até 2123. Duran­te cer­ca de 50 minu­tos será pos­sí­vel obser­var este fenó­me­no. O eclip­se lunar total, que terá uma dura­ção de cer­ca de uma hora e 45 minu­tos, será visí­vel a par­tir da Aus­trá­lia, Antárc­ti­da, Ásia, Áfri­ca, Médio Ori­en­te, Euro­pa, Amé­ri­ca do Sul, sul do Oce­a­no Pací­fi­co, oce­a­no Índi­co e oce­a­no Atlân­ti­co. Amé­ri­ca do Nor­te e Gro­ne­lân­dia são duas regiões desa­con­se­lha­das para quem não quei­ra per­der o fenó­me­no. As hipó­te­ses de se avis­tar a Lua a par­tir de algum local daque­las duas áre­as geo­grá­fi­cas são pra­ti­ca­men­te nulas. Em Por­tu­gal e para refe­ren­cia geo­grá­fi­ca, em Faro, a lua vai nas­cer às 20:38, em Lis­boa às 20:47, no Por­to às 20:51 em Pon­ta Del­ga­da às 20:52 e no Fun­chal às 21:05. Se esti­ver num des­tes locais pro­cu­re uma loca­li­za­ção com um hori­zon­te lím­pi­do, a nas­cen­te, les­te, para poder ver a lua a subir no céu. Por defi­ni­ção, o eclip­se total da Lua é um fenó­me­no que ocor­re quan­do a Ter­ra se encon­tra entre o Sol e a Lua, “de for­ma a pro­jec­tar a sua som­bra na Lua, e a Lua atra­ves­sa com­ple­ta­men­te a som­bra da Ter­ra”. O eclip­se lunar acon­te­ce quan­do coin­ci­dem a fase de Lua cheia e a pas­sa­gem da Lua pelo seu nodo orbi­tal.

Outra curi­o­si­da­de espa­ci­al é que os astró­no­mos cal­cu­la­ram que a dis­tân­cia da Ter­ra a Mar­te será de meros 57,6 milhões de qui­ló­me­tros na pró­xi­ma ter­ça-fei­ra, 31 de Julho. Na sema­na seguin­te, na sex­ta-fei­ra, 11 de Agos­to, Mar­te esta­rá em opo­si­ção ao sol. Isso sig­ni­fi­ca que os dois objec­tos esta­rão nos lados opos­tos da Ter­ra. É tam­bém quan­do par­tes da Ásia, Áfri­ca, Aus­trá­lia, Amé­ri­ca do Sul e Euro­pa rece­be­rão um eclip­se solar par­ci­al. É uma épo­ca movi­men­ta­da do ano para a astro­no­mia.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­da a revis­ta Mag­PI nº72.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.