Newsletter Nº163

Newsletter Nº163
News­let­ter Nº163

Faz anos hoje que nas­cia, em 1736, Char­les-Augus­tin de Cou­lomb. Este físi­co fran­cês ficou conhe­ci­do pela for­mu­la­ção da lei de Cou­lomb, que afir­ma que a for­ça entre duas car­gas eléc­tri­cas é pro­por­ci­o­nal ao pro­du­to das car­gas e inver­sa­men­te pro­por­ci­o­nal ao qua­dra­do da dis­tân­cia entre elas. A for­ça de cou­lomb é uma das for­ças prin­ci­pais envol­vi­das em reac­ções ató­mi­cas. A rela­ção qua­dra­da inver­sa tam­bém é vis­ta na rela­ção da for­ça de gra­vi­ta­ção entre as mas­sas. Em 1777, ele inven­tou uma balan­ça de tor­ção que pos­te­ri­or­men­te modi­fi­cou para medi­ções eléc­tri­cas. Ele tam­bém fez pes­qui­sas sobre o atri­to de máqui­nas, sobre moi­nhos de ven­to e sobre a elas­ti­ci­da­de das fibras de metal e seda. O Cou­lomb (sím­bo­lo: C) é a uni­da­de de car­ga eléc­tri­ca do Sis­te­ma Inter­na­ci­o­nal de Uni­da­des (SI). É a car­ga (sím­bo­lo: Q ou q) trans­por­ta­da por uma cor­ren­te cons­tan­te de um ampe­re duran­te um segun­do.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1856, Andrey Mar­kov. Este mate­má­ti­co rus­so aju­dou a desen­vol­ver a teo­ria dos pro­ces­sos esto­cás­ti­cos, espe­ci­al­men­te aque­les cha­ma­dos de cadei­as de Mar­kov, sequên­ci­as de variá­veis ale­a­tó­ri­as em que a variá­vel futu­ra é deter­mi­na­da pela variá­vel pre­sen­te, mas é inde­pen­den­te da manei­ra em que o esta­do actu­al sur­giu a par­tir de seus pre­de­ces­so­res. (Por exem­plo, a pro­ba­bi­li­da­de de ganhar no jogo do mono­pó­lio pode ser deter­mi­na­da usan­do cadei­as de Mar­kov.) O seu tra­ba­lho base­a­do no estu­do da pro­ba­bi­li­da­de de even­tos mutu­a­men­te depen­den­tes foi desen­vol­vi­do e ampla­men­te apli­ca­do às ciên­ci­as bio­ló­gi­cas e soci­ais.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1862, John Ulric Nef. Este quí­mi­co suí­ço-ame­ri­ca­no publi­cou estu­dos que demons­tra­ram que o car­bo­no pode ter uma valên­cia (ou seja, afi­ni­da­de por elec­trões) de dois (como a qui­no­na), bem como uma valên­cia de qua­tro, aumen­tan­do assim enor­me­men­te a com­pre­en­são da quí­mi­ca orgâ­ni­ca teó­ri­ca. Ele for­ne­ceu uma base para o sis­te­ma moder­no de nota­ção quí­mi­ca. Ele estu­dou o tau­to­me­ris­mo, espe­ci­al­men­te de nitro-para­fi­nas, e des­co­briu o que hoje é cha­ma­do de “reac­ção de Nef”; a con­ver­são cata­li­sa­da por áci­do de nitro­al­ca­nos pri­má­ri­os e secun­dá­ri­os em aldeí­dos e ceto­nas, res­pec­ti­va­men­te. A sua prin­ci­pal pes­qui­sa foi sobre car­bo­no biva­len­te, incluin­do iso­ni­tri­las, monó­xi­do de car­bo­no, ful­mi­na­tos e meti­le­no. Nos últi­mos anos, ele estu­dou as com­ple­xas reac­ções dos açú­ca­res em álca­lis e áci­do.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1868, Karl Lands­tei­ner. Este médi­co aus­tría­co-ame­ri­ca­no, imu­no­lo­gis­ta e pato­lo­gis­ta rece­beu o Pré­mio Nobel da Medi­ci­na em 1930 pela des­co­ber­ta dos prin­ci­pais gru­pos san­guí­ne­os e pelo desen­vol­vi­men­to do sis­te­ma ABO de tipo san­guí­nea que redu­ziu mui­to o ris­co e tor­nou a trans­fu­são san­guí­nea uma prá­ti­ca médi­ca de roti­na. Esta aná­li­se do tipo san­guí­neo mos­trou-se útil tam­bém em apli­ca­ções gené­ti­cas e legais. Ele pri­mei­ro rela­tou que o san­gue tinha tipos em 1901. A base des­ses tipos são pro­teí­nas espe­cí­fi­cas cha­ma­das antí­ge­nos que são encon­tra­das na super­fí­cie dos gló­bu­los ver­me­lhos e dos anti­cor­pos encon­tra­dos no plas­ma. Ele tam­bém des­co­briu o fac­tor Rh, que expli­cou algu­mas com­pli­ca­ções da gra­vi­dez e do nas­ci­men­to, quan­do o fac­tor Rh da mãe e do bebê não com­bi­nam.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1832, Niko­laus August Otto. Este enge­nhei­ro ale­mão desen­vol­veu com suces­so o motor de com­bus­tão inter­na de car­ga com­pri­mi­da que fun­ci­o­na­va com gás de petró­leo e con­du­ziu ao moder­no motor de com­bus­tão inter­na. A VDI (Asso­ci­a­ção de Enge­nhei­ros Ale­mães) cri­ou o padrão DIN 1940 que diz “Otto Engi­ne: motor de com­bus­tão inter­na no qual a igni­ção da mis­tu­ra de ar-com­bus­tí­vel com­pri­mi­do é ini­ci­a­da por uma cen­te­lha”, que foi apli­ca­da a todos os moto­res des­te tipo des­de então.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a conhe­cer o Sum­mit — o novo super­com­pu­ta­dor mais rápi­do do mun­do. Ins­ta­la­do no Labo­ra­tó­rio Naci­o­nal de Oak Rid­ge este com­pu­ta­dor mas­si­vo tem 27,648 Vol­ta Ten­sor Core GPUs da NVi­dia que pode dis­po­ni­bi­li­zar cer­ca de 3 exa­ops, um valor par­ti­cu­lar­men­te ele­va­do de cál­cu­los por segun­do. Cer­ca de 100 vezes mais rápi­do que o Titan, o ante­ri­or super­com­pu­ta­dor mais rápi­do dos EUA, con­cluí­do há ape­nas cin­co anos. E 95% des­se poder de com­pu­ta­ção vem das GPUs. Só para colo­car as coi­sas em pers­pec­ti­va se toda a popu­la­ção ter­res­tre fizes­se um cal­cu­lo por segun­do, demo­ra­ria 15 anos para fazer o que o Sum­mit faz em ape­nas 1 segun­do. Num tes­te ini­ci­al, uma equi­pa de geno­mi­ca resol­ve um pro­ble­ma numa hora que demo­ra­ria 30 anos a resol­ver num PC actu­al. O Sum­mit ocu­pa o espa­ço de 520 metros qua­dra­dos ou cer­ca de dois cam­pos de ténis e pesa o equi­va­len­te a um avião comer­ci­al.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­da a revis­ta newe­lec­tro­nics de 12 de Junho.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.