Newsletter Nº157

Newsletter Nº157
News­let­ter Nº157

Faz 3 anos que embar­quei nes­ta mis­são de tra­zer a todos os mem­bros e segui­do­res do altLab uma News­let­ter sema­nal com tudo o que acon­te­ce pela Inter­net ao lon­go da sema­na. Foram mais de 3000 arti­gos e noti­ci­as, 430 ebo­oks e revis­tas de livre aces­so, mais de 350 mode­los 3D para des­car­re­gar e impri­mir e 4900 pro­jec­tos de maker gran­de par­te deles com dicas par­ti­cu­lar­men­te inte­res­san­tes e repli­cá­veis. O tra­ba­lho não aca­bou e vamos con­ti­nu­ar a apre­sen­tar a infor­ma­ção com a mes­ma frequên­cia. Algu­mas novi­da­des irão ser apre­sen­ta­das ao lon­go das pró­xi­mas sema­nas das quais des­ta­ca­rei a pos­si­bi­li­da­de de ver víde­os dos arti­gos quan­do têm esse tipo de con­teú­do e dar uma clas­si­fi­ca­ção ao arti­go de for­ma a poder­mos ele­ger os mais inte­res­san­tes do mês dan­do-lhe um des­ta­que par­ti­cu­lar. O vos­so feed­back tem sido mui­to impor­tan­te e ire­mos tam­bém em bre­ve fazer algu­mas modi­fi­ca­ções ao nível do site para que os con­teú­dos pos­sam estar dis­po­ní­veis duma for­ma ain­da mais sim­ples, rápi­da e ami­gá­vel.

Faz hoje anos que nas­cia, em 1695, Hen­ri Pitot. Este enge­nhei­ro hidráu­li­co fran­cês ficou conhe­ci­do por ter inven­ta­do o tubo de Pitot (1732), um ins­tru­men­to para medir a velo­ci­da­de do flu­xo em líqui­dos ou gases. Com melho­ri­as sub­se­quen­tes por Hen­ri Darcy, sua for­ma moder­na é usa­da para deter­mi­nar a velo­ci­da­de do ar de aero­na­ves. Embo­ra ori­gi­nal­men­te um mate­má­ti­co e astró­no­mo trei­na­do, ele envol­veu-se numa inves­ti­ga­ção da velo­ci­da­de da água fluin­do em dife­ren­tes pro­fun­di­da­des, para a qual ele pri­mei­ro que cri­ou o tubo de Pitot. Ele desa­pro­vou a cren­ça pre­do­mi­nan­te de que a velo­ci­da­de da cor­ren­te da água aumen­ta­va com a pro­fun­di­da­de.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1860, Vito Vol­ter­ra. Este mate­má­ti­co ita­li­a­no fez impor­tan­tes con­tri­bui­ções para o cál­cu­lo e teo­ri­as mate­má­ti­cas em astro­no­mia, elas­ti­ci­da­de e bio­me­tria. O seu talen­to mate­má­ti­co apa­re­ceu quan­do era jovem. Em 1905, ele come­çou a desen­vol­ver a teo­ria dos des­lo­ca­men­tos em cris­tais que levou a uma melhor com­pre­en­são do com­por­ta­men­to dos mate­ri­ais dúc­tis. Duran­te a Pri­mei­ra Guer­ra Mun­di­al, ele esta­be­le­ceu o Escri­tó­rio Ita­li­a­no de Inven­ções de Guer­ra e pro­jec­tou armas para uso em aero­na­ves, para o qual ele propôs o uso de hélio em vez de hidro­gé­nio infla­má­vel. Ele é lem­bra­do por con­quis­tas na teo­ria das fun­ções e equa­ções dife­ren­ci­ais. Em bio­lo­gia, em 1925, ele for­mu­lou um par de equa­ções dife­ren­ci­ais rela­ci­o­nan­do popu­la­ções de pre­sas e pre­da­do­res (tam­bém pro­pos­to inde­pen­den­te­men­te por Alfred J. Lot­ka em 1925).

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1874, Vagn Wal­frid Ekman. Este oce­a­nó­gra­fo físi­co sue­co e físi­co mate­má­ti­co fez impor­tan­tes pes­qui­sas sobre a dinâ­mi­ca das cor­ren­tes oceâ­ni­cas e levou o seu nome a per­ma­ne­cer asso­ci­a­do a ter­mos de fenó­me­nos par­ti­cu­la­res do oce­a­no ou da atmos­fe­ra, incluin­do a espi­ral de Ekman, o trans­por­te de Ekman e a cama­da de Ekman. Fridt­jof Nan­sen indi­cou a Ekman que ele tinha obser­va­do que os ice­ber­gues flu­tu­a­vam com um ângu­lo de 20 ° a 40 ° em rela­ção ao ven­to pre­do­mi­nan­te, em vez de direc­ta­men­te com o ven­to. Em 1902, Ekman publi­cou uma expli­ca­ção, conhe­ci­da ago­ra como a espi­ral de Ekman, des­cre­ven­do o movi­men­to das cor­ren­tes oceâ­ni­cas influ­en­ci­a­das pela rota­ção da Ter­ra. Ele tam­bém desen­vol­veu téc­ni­cas expe­ri­men­tais e ins­tru­men­tos como o medi­dor de cor­ren­te Ekman e a gar­ra­fa de água Ekman.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1892, Geor­ge Paget Thom­son. Este físi­co inglês que par­ti­lhou (com Clin­ton J. Davis­son dos EUA) o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1937 por demons­trar que os elec­trões sofrem difrac­ção, um com­por­ta­men­to pecu­li­ar às ondas que é ampla­men­te explo­ra­do na deter­mi­na­ção da estru­tu­ra ató­mi­ca de sóli­dos e líqui­dos. Ele era o filho de Sir J.J. Thom­son, que des­co­briu o elec­trão como uma par­tí­cu­la.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1902, Alfred Kas­tler. Este físi­co fran­cês ganhou o Pré­mio Nobel de Físi­ca em 1966 pela sua des­co­ber­ta e desen­vol­vi­men­to de méto­dos para obser­var res­so­nân­ci­as hert­zi­a­nas den­tro de áto­mos. Esta pes­qui­sa faci­li­tou a mai­or com­pre­en­são da estru­tu­ra do áto­mo estu­dan­do as radi­a­ções que os áto­mos emi­tem quan­do exci­ta­dos pelas ondas de luz e de rádio. Ele desen­vol­veu um méto­do cha­ma­do “bom­be­a­men­to ópti­co”, que fazia com que áto­mos numa subs­tân­cia de amos­tra entras­sem em esta­dos de ener­gia mais ele­va­dos. Esta ideia foi um impor­tan­te pre­de­ces­sor do desen­vol­vi­men­to dos masers e dos lasers que uti­li­za­vam a ener­gia lumi­no­sa que era ree­mi­ti­da quan­do os áto­mos exci­ta­dos liber­ta­vam a ener­gia extra obti­da pelo bom­be­a­men­to ópti­co.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1933, Ste­ven Wein­berg. Este físi­co nucle­ar nor­te-ame­ri­ca­no par­ti­lhou o Pré­mio Nobel de Físi­ca de 1979 (com Shel­don Lee Glashow e Abdus Salam) por tra­ba­lhar na for­mu­la­ção da teo­ria ele­tro­fra­ca, que expli­ca a uni­da­de do elec­tro­mag­ne­tis­mo com a for­ça nucle­ar fra­ca.

Fez esta sema­na que pas­sou 20 anos que o CERN colo­cou o soft­ware da World Wide Web no domí­nio públi­co. O CERN dis­po­ni­bi­li­zou o pró­xi­mo lan­ça­men­to com uma licen­ça aber­ta, como uma manei­ra mais segu­ra de maxi­mi­zar sua dis­se­mi­na­ção. Por meio des­sas acções, tor­nan­do o soft­ware neces­sá­rio para exe­cu­tar um ser­vi­dor da Web livre­men­te dis­po­ní­vel, jun­ta­men­te com um nave­ga­dor bási­co e uma bibli­o­te­ca de códi­go, a Web pôde flo­res­cer. O físi­co bri­tâ­ni­co Tim Ber­ners-Lee inven­tou a web no CERN em 1989. O pro­jec­to, que Ber­ners-Lee deno­mi­nou “World Wide Web”, foi ori­gi­nal­men­te con­ce­bi­do e desen­vol­vi­do para aten­der à deman­da de par­ti­lha de infor­ma­ções entre físi­cos em uni­ver­si­da­des e ins­ti­tu­tos ao redor do mun­do ten­do pos­te­ri­or­men­te sido abra­ça­do por todos.

Tam­bém esta sema­na ficá­mos a saber que ficou ter­mi­na­da a cons­tru­ção da úni­ca uni­da­de de ener­gia nucle­ar flu­tu­an­te (FPU) ‘Aca­de­mik Lomo­no­sov’ do mun­do. Ten­do a sua cons­tru­ção come­ça­do em mea­dos de 2009 ficou ago­ra con­cluí­da a pri­mei­ra fase do pro­jec­to. A cen­tral nucle­ar flu­tu­an­te tem duas uni­da­des de reac­to­res KLT-40S que podem gerar até 70 MW de ener­gia eléc­tri­ca e 50 Gcal / h de ener­gia tér­mi­ca duran­te sua ope­ra­ção nor­mal. Isto é sufi­ci­en­te para man­ter o fun­ci­o­na­men­to de uma cida­de povo­a­da com 100.000 pes­so­as. O FPU é o úni­co e o pri­mei­ro pro­jec­to do mun­do da uni­da­de de ener­gia móvel trans­por­tá­vel de bai­xa potên­cia. Ele é pro­jec­ta­do para a ope­ra­ção nas áre­as do Extre­mo Nor­te e do Extre­mo Ori­en­te Rus­so. A sua prin­ci­pal tare­fa é for­ne­cer ener­gia eléc­tri­ca as uni­da­des indus­tri­ais remo­tas, as cida­des por­tuá­ri­as, bem como as pla­ta­for­mas offsho­re de gás e petró­leo. O FNPP é pro­jec­ta­do com a gran­de mar­gem de segu­ran­ça que exce­de todas as ame­a­ças pos­sí­veis e tor­na os reac­to­res nucle­a­res inven­cí­veis para tsu­na­mis e outros desas­tres natu­rais.

Ain­da esta sema­na a Blue Ori­gin, empre­sa espa­ci­al pri­va­da fun­da­da pelo bili­o­ná­rio Jeff Bezos, lan­çou a sua nave espa­ci­al de pas­sa­gei­ros New She­pard num voo de tes­te, car­re­gan­do um astro­nau­ta fic­tí­cio e expe­ri­ên­ci­as nos seus voos espa­ci­ais mais altos até ago­ra. O fogue­tão e a cáp­su­la New She­pard 2.0, que já voa­ram no espa­ço antes, des­co­la­ram do local de lan­ça­men­to da Blue Ori­gin em West Texas às 13h06. EDT (1706 GMT). Ape­sar de vári­as horas de atra­so (tro­vo­a­das frus­tra­ram uma meta de lan­ça­men­to de EDT às 9h45) e con­ta­gem regres­si­va para tes­tes de últi­ma hora, o voo pare­ceu ir de acor­do com o pla­ne­a­do. “Outra mis­são de tes­te espec­ta­cu­lar”, dis­se Ari­a­ne Cor­nell, da Blue Ori­gin, duran­te um web­cast de lan­ça­men­to. “Tudo pare­ce nomi­nal daqui.” A Blue Ori­gin lan­çou o New She­pard para uma alti­tu­de alvo de 351.000 pés (106.984 metros), dis­se Bezos após o lan­ça­men­to.

Tam­bém esta sema­na, uma fro­ta recor­de de 1.374 dro­nes sobre­vo­ou a Mura­lha da Cida­de de Xi’an, na pro­vín­cia de Sha­an­xi, noro­es­te da Chi­na, no domin­go pas­sa­do, fazen­do um novo Recor­de Mun­di­al do Guin­ness. Lan­ça­dos jun­to da Mura­lha da Cida­de de Xi’an, os dro­nes que par­ti­ci­pa­ram do desa­fio foram for­ne­ci­dos pela EHANG Egret, uma fabri­can­te de dro­nes na Chi­na. O show foi pre­mi­a­do com o títu­lo do Recor­de Mun­di­al do Guin­ness de “A mai­o­ria dos veí­cu­los aére­os não tri­pu­la­dos (UAVs) no ar simul­ta­ne­a­men­te”, que­bran­do o recor­de ante­ri­or de 1.218 dro­nes da Intel nos Jogos Olím­pi­cos de Inver­no de Pye­ong­chang. Duran­te o show de 13 minu­tos, os dro­nes des­co­la­ram da pare­de estrei­ta e lon­ga da cida­de, o que cri­ou uma enor­me cor­ti­na de luzes medin­do mais de 1.200 metros de com­pri­men­to e 100 metros de lar­gu­ra. A tela pôde ser vis­ta a 260 metros aci­ma da pare­de. Dezas­seis padrões e íco­nes tra­di­ci­o­nais chi­ne­ses, como a Mura­lha da Cida­de de Xi’an, a Rota da Seda e o núme­ro 1374 foram cri­a­dos pela fro­ta duran­te o show de luzes.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim comoum mode­lo 3D para impri­mir.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.