Newsletter Nº155

Newsletter Nº155
News­let­ter Nº155

Faz hoje anos que nas­cia, em 1801, Gus­tav The­o­dor Fech­ner. Este físi­co e filó­so­fo ale­mão que foi uma figu­ra cha­ve na fun­da­ção da psi­co-físi­ca, a ciên­cia pre­o­cu­pa­da com as rela­ções quan­ti­ta­ti­vas entre as sen­sa­ções e os estí­mu­los que as pro­du­zem. Ele for­mu­lou a regra conhe­ci­da como a lei de Fech­ner, que, den­tro de limi­tes, a inten­si­da­de de uma sen­sa­ção aumen­ta como o loga­rit­mo do estí­mu­lo. Ele tam­bém propôs uma expres­são mate­má­ti­ca da teo­ria sobre a dife­ren­ça entre dois estí­mu­los, avan­ça­da por E. H. Weber.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1877, Ole Evin­ru­de. Este inven­tor noru­e­guês e fabri­can­te do motor mari­nho exter­no. Ole Evin­ru­de esta­va a remar no seu peque­no bar­co um dia. Pare­ceu-lhe que o remo era mais difí­cil do que pre­ci­sa­va, quan­do o seu objec­ti­vo era fazer um pique­ni­que numa peque­na ilha dis­tan­te. Resol­veu então e ali inven­tar um meio de mover peque­nos bar­cos com rapi­dez e faci­li­da­de atra­vés da água. Quan­do des­co­briu uma manei­ra melhor, inven­tou o pri­mei­ro motor de popa prá­ti­co em 1909. Ele paten­te­ou-o em 1910; Rapi­da­men­te subs­ti­tuiu moto­res movi­dos a vapor e a pé por bar­cos e impul­si­o­nou uma nova indús­tria. O resul­ta­do foi o motor de popa Evin­ru­de que per­ma­ne­ce popu­lar até hoje.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1880, Albert W. Hull. Este físi­co ame­ri­ca­no que des­co­briu inde­pen­den­te­men­te o méto­do de pó de aná­li­se de rai­os X de cris­tais (1917), que per­mi­te o estu­do de mate­ri­ais cris­ta­li­nos num esta­do micro-cris­ta­li­no fina­men­te divi­di­do, ou pó. O seu pri­mei­ro tra­ba­lho foi em tubos de elec­trões, cris­ta­lo­gra­fia de rai­os X e pie­zo­e­le­tri­ci­da­de. Na déca­da de 1920, ele estu­dou medi­ções de ruí­do em dío­dos e tri­o­des. Nos anos 30, ele tam­bém se inte­res­sou pela meta­lur­gia e pela ciên­cia do vidro. A sua obra mais conhe­ci­da foi fei­ta após a guer­ra, espe­ci­al­men­te seu tra­ba­lho clás­si­co sobre o efei­to de um cam­po mag­né­ti­co uni­for­me no movi­men­to de elec­trões entre cilin­dros coa­xi­ais. Ele inven­tou tam­bém o mag­ne­tron (1921) e o thy­ra­tron (1927), e outros tubos de elec­trões com ampla apli­ca­ção como com­po­nen­tes em cir­cui­tos elec­tró­ni­cos.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1912, Glenn T. Sea­borg. Este quí­mi­co nucle­ar ame­ri­ca­no duran­te 1940–58 com cole­gas seus da Uni­ver­si­da­de da Cali­fór­nia, Ber­ke­ley, pro­du­zi­ram nove dos ele­men­tos tran­su­râ­ni­cos (plu­tó­nio ao nobé­lio) bom­bar­de­an­do urâ­nio e outros ele­men­tos com núcle­os num cíclo­tron. Ele cunhou o ter­mo acti­ní­deo para os ele­men­tos des­ta série. O tra­ba­lho sobre os ele­men­tos foi direc­ta­men­te rele­van­te para o esfor­ço da Segun­da Guer­ra Mun­di­al para desen­vol­ver uma bom­ba ató­mi­ca. Diz-se que ele foi influ­en­te na deter­mi­na­ção da esco­lha do plu­tó­nio em vez do urâ­nio nas pri­mei­ras expe­ri­ên­ci­as com bom­bas ató­mi­cas. Sea­borg e seu anti­go cola­bo­ra­dor Edwin McMil­lan divi­di­ram o Pré­mio Nobel da quí­mi­ca de 1951. O ele­men­to 106, sea­bór­gio (1974), foi nome­a­do em sua home­na­gem.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que abriu na Sué­cia uma auto­es­tra­da espe­ci­al­men­te cons­truí­da para car­re­gar veí­cu­los. São cer­ca de 2 km de estra­da elec­tri­fi­ca­da que incor­po­ra­da numa via públi­ca per­to de Esto­col­mo. A tec­no­lo­gia por detrás da elec­tri­fi­ca­ção da estra­da que liga o aero­por­to de Esto­col­mo Arlan­da a um local de logís­ti­ca fora da capi­tal visa resol­ver os pro­ble­mas com­pli­ca­dos de man­ter os veí­cu­los eléc­tri­cos car­re­ga­dos e o fabri­co de suas bate­ri­as a pre­ços aces­sí­veis. A ener­gia é trans­fe­ri­da de dois tri­lhos do tri­lho na estra­da por meio de um bra­ço móvel pre­so na par­te infe­ri­or de um veí­cu­lo.

Ficá­mos igual­men­te a saber que um aste­rói­de pas­sou bas­tan­te per­to da Ter­ra. Um aste­rói­de seme­lhan­te em tama­nho a um que explo­diu há mais de 100 anos na região rus­sa de Tun­gus­ka, na Sibé­ria, pas­sou rela­ti­va­men­te pró­xi­mo da Ter­ra no domin­go (15 de Abril), ape­nas um dia depois dos astró­no­mos des­co­bri­rem o objec­to. O aste­rói­de, desig­na­do 2018 GE3, teve mais pró­xi­mo da Ter­ra por vol­ta das 2:41 am EDT (0641 GMT), a uma dis­tân­cia de 192.000 km, ou cer­ca de meta­de da dis­tân­cia média entre a Ter­ra e a Lua. de acor­do com o Cen­tro de Estu­dos de Objec­tos Pró­xi­mos à Ter­ra da NASA (CNEOS). A NASA esti­mou que este aste­rói­de mede de 48 a 110 metros de lar­gu­ra, fazen­do com que seja até 3,6 vezes o tama­nho do que der­ru­bou 2000 qui­ló­me­tros qua­dra­dos de flo­res­ta sibe­ri­a­na quan­do explo­diu sobre Tun­gus­ka em 1908.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um con­jun­to de mode­los 3D de cober­tu­ras de ven­toi­nhas. São apre­sen­ta­dos dois livros da Texas Ins­tru­ments, um sobre ADCs e outro sobre Op-Amps. São tam­bém apre­sen­ta­dos mais três livros sobre Tran­sís­to­res.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.