Newsletter Nº145

Newsletter Nº145
News­let­ter Nº145

Faz hoje anos que nas­cia, em 1700, Dani­el Ber­noul­li. Este mate­má­ti­co suí­ço foi o mais des­ta­ca­do na segun­da gera­ção da dinas­tia fami­li­ar Ber­noul­li de mate­má­ti­cos. O seu talen­to era pro­di­gi­o­so, abran­gen­do áre­as como a medi­ci­na, bio­lo­gia, fisi­o­lo­gia, mecâ­ni­ca, físi­ca, astro­no­mia e oce­a­no­gra­fia. O seu prin­ci­pal tra­ba­lho, Hydrody­na­mi­ca (1734, publ. 1738) sobre a dinâ­mi­ca dos flui­dos for­ne­ce fór­mu­las para a velo­ci­da­de, dura­ção e quan­ti­da­de de flu­xo de flui­do para fora da aber­tu­ra de um reci­pi­en­te. O famo­so teo­re­ma de Ber­noul­li, base­a­do na con­ser­va­ção de ener­gia, afir­ma que a ener­gia mecâ­ni­ca total do flui­do em des­lo­ca­ção per­ma­ne­ce cons­tan­te. Este total é com­pos­to pela ener­gia asso­ci­a­da à pres­são do flui­do, à ener­gia poten­ci­al gra­vi­ta­ci­o­nal da ele­va­ção e à ener­gia ciné­ti­ca do movi­men­to do flui­do.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1777, Ber­nard Cour­tois. Este quí­mi­co fran­cês des­co­briu o iodo. Como filho de um fabri­can­te de sali­tre de Dijon, ele inte­res­sou-se por quí­mi­ca e foi apren­diz de far­ma­cêu­ti­co. Enquan­to esta­va no ser­vi­ço mili­tar como far­ma­cêu­ti­co, tor­nou-se o pri­mei­ro a iso­lar a mor­fi­na pura do ópio (em 1804). Ele vol­tou a aju­dar no negó­cio de sali­tre de seu pai, onde as cin­zas de algas mari­nhas foram lixi­vi­a­das para sais de sódio e potás­sio usan­do áci­do sul­fú­ri­co. Em 1811, do licor-mãe, ele obser­vou nuvens ascen­den­tes de vapor roxo que con­den­sa­vam em super­fí­ci­es fri­as como cris­tais escu­ros com um bri­lho metá­li­co. Ele pen­sou que isso pode­ria ser um ele­men­to novo, mas não tinha capa­ci­da­de para con­fir­mar com­ple­ta­men­te sua sus­pei­ção. Isso foi veri­fi­ca­do pos­te­ri­or­men­te por Joseph-Louis Gay-Lus­sac e Humphry Davy.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1795, Fri­e­dli­eb Fer­di­nand Run­ge. Este quí­mi­co ale­mão foi con­si­de­ra­do como o cri­a­dor da téc­ni­ca ana­lí­ti­ca ampla­men­te uti­li­za­da da cro­ma­to­gra­fia em papel. No decor­rer da sua pes­qui­sa sobre coran­tes sin­té­ti­cos, ele iso­lou e nome­ou vári­os com­po­nen­tes impor­tan­tes do óleo de alca­trão de car­vão, entre eles áci­do car­bó­li­co (1934, ago­ra cha­ma­do fenol), pir­ro­le, áci­do rosó­li­co (auri­na) e cia­nol (ani­li­na). Ele não ana­li­sou nenhum des­ses com­pos­tos, no entan­to. Em 1850, Run­ge publi­cou o pri­mei­ro estu­do sis­te­má­ti­co de cro­ma­to­gra­fia: cír­cu­los con­cên­tri­cos de dife­ren­tes subs­tân­ci­as colo­ri­das difun­di­das atra­vés do papel. Ele tam­bém obser­vou a capa­ci­da­de da bel­la­do­na para indu­zir dila­ta­ção dura­dou­ra da pupi­la do olho (midría­se), e ele desen­vol­veu um pro­ces­so para obter açú­car do suco de beter­ra­ba. Ele inves­ti­gou a des­ti­la­ção seca e a com­po­si­ção da maté­ria.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1828, Jules Ver­ne. Ver­ne nas­ceu no por­to de Nan­tes, onde foi trei­na­do para seguir os pas­sos de seu pai como advo­ga­do, mas aban­do­nou a pro­fis­são no iní­cio da vida para escre­ver para revis­tas e para o tea­tro. Gene­ri­ca­men­te con­si­de­ra­do um gran­de autor lite­rá­rio na Fran­ça e na mai­or par­te da Euro­pa, onde teve uma gran­de influên­cia na van­guar­da lite­rá­ria e no sur­re­a­lis­mo. Ver­ne foi o segun­do autor mais tra­du­zi­do do mun­do des­de 1979, clas­si­fi­can­do-se entre Agatha Chris­tie e Wil­li­am Sha­kes­pe­a­re. Ele por vezes é cha­ma­do de “Pai da fic­ção cien­tí­fi­ca”, um títu­lo que tam­bém foi atri­buí­do a H. G. Wells e Hugo Gerns­back. Ele é mais conhe­ci­do pelos seus livros Via­gem ao Cen­tro da Ter­ra (1864), Vin­te Mil Léguas Sub­ma­ri­nas (1870) e a Vol­ta ao Mun­do em 80 dias (1873).

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1834, Dmi­tri Men­de­le­ev. Este quí­mi­co rus­so desen­vol­veu a clas­si­fi­ca­ção perió­di­ca dos ele­men­tos. Na sua ver­são final da tabe­la perió­di­ca (1871), ele dei­xou lacu­nas, afir­man­do que elas seri­am pre­en­chi­das por ele­men­tos não conhe­ci­dos. Ele pre­viu as pro­pri­e­da­des de oito ele­men­tos que ain­da não tinham sido des­co­ber­tos. Para estes oito ele­men­tos, ele usou os pre­fi­xos de eka, dvi e tri (sâns­cri­to um, dois, três) na sua nome­a­ção. Men­de­le­ev ques­ti­o­nou alguns dos pesos ató­mi­cos actu­al­men­te acei­tes (eles pode­ri­am ser medi­dos ape­nas com uma pre­ci­são rela­ti­va­men­te bai­xa naque­la altu­ra), res­sal­van­do que não cor­res­pon­di­am aos suge­ri­dos pela sua Lei Perió­di­ca. Ele obser­vou que o telú­rio tem um peso ató­mi­co mai­or do que o iodo, mas ele os colo­cou na ordem cer­ta, pre­ven­do incor­rec­ta­men­te que os pesos ató­mi­cos acei­tes no momen­to eram cul­pa­dos. Ele ficou intri­ga­do sobre onde colo­car os lan­ta­ní­de­os conhe­ci­dos e pre­viu a exis­tên­cia de outra fila na tabe­la, que eram os actí­ni­de­os, que eram alguns dos mais pesa­dos da mas­sa ató­mi­ca. Algu­mas pes­so­as desa­cre­di­ta­ram Men­de­le­ev por pre­ver que have­ria mais ele­men­tos, mas foi pro­va­do estar cor­re­to quan­do Ga (gálio) e Ge (ger­ma­nium) foram encon­tra­dos em 1875 e 1886, res­pec­ti­va­men­te, ajus­tan­do-se per­fei­ta­men­te aos dois espa­ços em fal­ta.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1866, Moses Gom­berg. Este quí­mi­co nor­te-ame­ri­ca­no nas­ci­do na Rús­sia ini­ci­ou o estu­do dos radi­cais livres em quí­mi­ca quan­do, em 1900, pre­pa­rou o pri­mei­ro, tri­fe­nil­me­til. Os radi­cais livres orgâ­ni­cos são essen­ci­ais para o fun­ci­o­na­men­to do cor­po, além de serem rela­ci­o­na­dos com o enve­lhe­ci­men­to e nas doen­ças. Além dis­so, eles desem­pe­nham um papel impor­tan­te na pro­du­ção de plás­ti­cos e outros mate­ri­ais sin­té­ti­cos ampla­men­te uti­li­za­dos. Os radi­cais livres orgâ­ni­cos con­têm uma for­ma de car­bo­no com um elec­trão desem­pa­re­lha­do que per­mi­te que o radi­cal rea­ja com outra molé­cu­la. Até Gom­berg ter sin­te­ti­za­do o tri­fe­nil­me­til, pen­sa­va-se que os radi­cais livres con­ten­do car­bo­no não exis­ti­am. A des­co­ber­ta de Gom­berg levou a teo­ri­as moder­nas da estru­tu­ra e reac­ti­vi­da­de das molé­cu­las orgâ­ni­cas e levou ao desen­vol­vi­men­to de todo um cam­po de pes­qui­sa.

Por fim faz anos hoje que nas­cia, em 1906, Ches­ter Carl­son. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no inven­tou a xero­gra­fia, um pro­ces­so elec­tros­tá­ti­co de copi­ar a seco que encon­trou apli­ca­ções que vão des­de a cópia de escri­tó­rio até a repro­du­ção de livros já fora de impres­são. O pro­ces­so envol­ve a sen­si­bi­li­za­ção de uma super­fí­cie foto-con­du­to­ra para a luz, dan­do-lhe uma car­ga elec­tros­tá­ti­ca. Em 1947, ele ven­deu os direi­tos comer­ci­ais da sua inven­ção à Haloid Com­pany, um peque­no fabri­can­te de papel foto­grá­fi­co (que mais tar­de se tor­na­ria na Xerox Cor­po­ra­ti­on).

Na sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Spa­ceX lan­çou com suces­so o fogue­tão Fal­con. Na pas­sa­da ter­ça-fei­ra, o mun­do pode tes­te­mu­nhar o lan­ça­men­to do fogue­tão mais pode­ro­so em qua­se meio sécu­lo. A Spa­ce Explo­ra­ti­on Tech­no­lo­gi­es, uma empre­sa pri­va­da de vôos espa­ci­ais mais conhe­ci­da como Spa­ceX, envi­ou o seu novo fogue­tão Fal­con Heavy no seu pri­mei­ro lan­ça­men­to de tes­te. A enor­me embar­ca­ção uti­li­zou os seus moto­res Mer­lin no Cen­tro Espa­ci­al Ken­nedy da NASA em Cabo Cana­ve­ral. A curi­o­si­da­de des­te lan­ça­men­to foi a car­ga do mes­mo que era um Roads­ter Tes­la ver­me­lho.

Tam­bém na sema­na que pas­sou pude­mos ver um dro­ne da Ehang a trans­por­tar pas­sa­gei­ros. Foi na CES 2016 que a Ehang mos­trou um pro­tó­ti­po de seu dro­ne de pas­sa­gei­ros, o Ehang 184. Ficou na altu­ra um cer­to cep­ti­cis­mo sobre suas capa­ci­da­des de voo autó­no­mo, mas a empre­sa aca­ba de publi­car o pri­mei­ro vídeo do veí­cu­lo em voo com pas­sa­gei­ros a bor­do. Ehang afir­ma que rea­li­zou mais de 1000 voos de tes­te ao lon­go dos anos. No vídeo, a empre­sa dis­se que o CEO da Ehang, Huazhi Hu e Wang Dong, o vice-pre­fei­to de Guangzhou, na Chi­na, onde os tes­tes foram rea­li­za­dos, são dois dos 40 pas­sa­gei­ros que leva­ram ao céu na nave. O dro­ne total­men­te eléc­tri­co pode trans­por­tar pas­sa­gei­ros até 10 milhas de dis­tân­cia ou até 23 minu­tos de voo.

Ain­da esta sema­na, a NASA fez tes­tes com um Reló­gio Ató­mi­co para Nave­ga­ção Espa­ci­al Pro­fun­da. No espa­ço pro­fun­do, a pre­ci­são de tem­po é vital para a nave­ga­ção, mas mui­tas naves espa­ci­ais não pos­su­em reló­gi­os pre­ci­sos a bor­do. Duran­te 20 anos, o Labo­ra­tó­rio de Pro­pul­são a Jac­to da NASA em Pasa­de­na, Cali­fór­nia, tem aper­fei­ço­a­do um reló­gio com essa capa­ci­da­de.

Tam­bém nes­ta sema­na que pas­sou, a Mozil­la apre­sen­tou o seu pro­jec­to “Pro­ject Things” — uma estru­tu­ra aber­ta para conec­tar seus dis­po­si­ti­vos à web. O lan­ça­men­to tor­na mais fácil para qual­quer pes­soa com um Rasp­ber­ry Pi cons­truir seu pró­prio Gateway IoT. Além dos coman­dos e con­tro­les base­a­dos na web, um novo recur­so expe­ri­men­tal mos­tra o poder e a faci­li­da­de de usar coman­dos base­a­dos em voz.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. É apre­sen­ta­do tam­bém um livro sobre apren­der com Python — como pen­sar como um cien­tis­ta da com­pu­ta­ção.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.