Newsletter Nº138

Newsletter Nº138
News­let­ter Nº138

Faz hoje anos que nas­cia, em 1803, Joseph Whitworth. Este enge­nhei­ro mecâ­ni­co inglês, foi pio­nei­ro na medi­ção de pre­ci­são. Ele pos­suía mui­tas paten­tes para fer­ra­men­tas mecâ­ni­cas, máqui­nas têx­teis e de tricô e máqui­nas de lim­pe­za rodo­viá­ria. Ele cri­ou uma téc­ni­ca de ras­pa­gem para fazer uma super­fí­cie ver­da­dei­ra­men­te pla­na. Ele defen­deu o uso do sis­te­ma deci­mal. Em 1841, os seus fios de para­fu­so padrão foram adop­ta­dos pelo Woolwi­ch Arse­nal. Em 1851, as fer­ra­men­tas mecâ­ni­cas da Whitworth eram conhe­ci­das inter­na­ci­o­nal­men­te pela sua pre­ci­são e qua­li­da­de, bem como pelos seus tor­nos de cor­te de para­fu­sos, as suas máqui­nas de pla­ne­ar, per­fu­rar, encai­xar e mol­dar e sua máqui­na de medi­ção de mili­o­né­si­ma par­te. Ele tam­bém fez um tra­ba­lho pio­nei­ro em arti­lha­ria, cri­an­do um méto­do para mol­dar aço dúc­til para subs­ti­tuir o aço rígi­do, que está sujei­to a frac­tu­ra.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1805, Tho­mas Graham. Este quí­mi­co e físi­co esco­cês é fre­quen­te­men­te cha­ma­do de “o pai da quí­mi­ca coloi­dal”. Ele estu­dou a difu­são de gases e em 1833 propôs a Lei Graham, que afir­mou que a taxa de difu­são de um gás é inver­sa­men­te pro­por­ci­o­nal à raiz qua­dra­da do peso da sua molé­cu­la. Mais tar­de, ele esten­deu esse tra­ba­lho para a difu­são de um líqui­do para outro. Ele clas­si­fi­cou solu­tos em cris­ta­lói­des (como sal ou açú­car) e colói­des (como a goma ará­bi­ca e as sus­pen­sões de ouro fina­men­te divi­di­das de seu cole­ga, Micha­el Fara­day), que mar­cou o iní­cio da quí­mi­ca colói­de. Ele desen­vol­veu diá­li­se para sepa­rar solu­ções coloi­dais de elec­tró­li­tos. Esta téc­ni­ca de diá­li­se ago­ra é impor­tan­te na medi­ci­na. Ele tam­bém inven­tou um pên­du­lo com­pen­sa­do usan­do uma bolha com um reser­va­tó­rio de mer­cú­rio.

Faz igual­men­te hoje anos que nas­cia, em 1841, Vic­tor Schu­mann. Este físi­co e espec­tros-copis­ta ale­mão, des­co­briu o ultra­vi­o­le­ta de vácuo. Schu­mann dese­ja­va estu­dar a região “Extre­me Ultra­vi­o­let”. Para isso, ele usou um pris­ma e len­tes em flu­o­ri­te em vez de quart­zo per­mi­tin­do-se ser o pri­mei­ro a medir espec­tros abai­xo de 200 nm. O oxi­gé­nio absor­ve­ria a radi­a­ção com um com­pri­men­to de onda infe­ri­or a 195 nm, mas Schu­mann colo­cou todo o apa­re­lho sob vácuo. Ele pre­pa­rou suas pró­pri­as pla­cas foto­grá­fi­cas com uma cama­da redu­zi­da de gela­ti­na. Ele publi­cou na linha de hidro­gé­nio no espec­tro de Nova Auri­gae e no espec­tro de tubos de vácuo. O seu tra­ba­lho abriu o cami­nho para a espec­tros­co­pia de emis­são ató­mi­ca, levan­do even­tu­al­men­te à des­co­ber­ta da série de linhas de espec­tro de hidro­gé­nio (séri­es de Lyman) de The­o­do­re Lyman em 1914.

Faz tam­bém anos hoje que nas­cia, em 1878, Jan Łuka­si­ewicz. Este lógi­co e filó­so­fo pola­co nas­ci­do em Lwów ficou conhe­ci­do pelo seu tra­ba­lho na lógi­ca filo­só­fi­ca, na lógi­ca mate­má­ti­ca e na his­tó­ria da lógi­ca. Ele pen­sou de for­ma ino­va­do­ra sobre a lógi­ca pro­po­si­ci­o­nal tra­di­ci­o­nal, o prin­cí­pio da não con­tra­di­ção e a lei do meio excluí­do. O tra­ba­lho moder­no sobre a lógi­ca de Aris­tó­te­les baseia-se na tra­di­ção ini­ci­a­da em 1951 com o esta­be­le­ci­men­to por Łuka­si­ewicz de um para­dig­ma revo­lu­ci­o­ná­rio. A abor­da­gem Łuka­si­ewicz foi revi­go­ra­da no iní­cio da déca­da de 1970 numa série de tra­ba­lhos de John Cor­co­ran e Timothy Smi­ley — que infor­mam as tra­du­ções moder­nas de Pri­or Analy­tics por Robin Smith em 1989 e Gise­la Stri­ker em 2009. Łuka­si­ewicz é con­si­de­ra­do um dos mais impor­tan­tes his­to­ri­a­do­res da lógi­ca.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1904, Fran­cis Tho­mas Bacon. Este enge­nhei­ro mecâ­ni­co inglês foi pio­nei­ro nas pri­mei­ras célu­las de com­bus­tí­vel de hidro­gé­nio-oxi­gé­nio moder­nas, que ele­tro­qui­mi­ca­men­te con­ver­tem ar e com­bus­tí­vel direc­ta­men­te em elec­tri­ci­da­de. O prin­cí­pio foi obser­va­do por Sir Wil­li­am Gro­ve (1842) quan­do ele for­ne­ceu oxi­gé­nio e hidro­gé­nio para eléc­tro­dos de pla­ti­na imer­sos em áci­do sul­fú­ri­co e uma cor­ren­te foi pro­du­zi­da num cir­cui­to exter­no. Per­ma­ne­ceu uma curi­o­si­da­de até Bacon ter ini­ci­a­do uma pes­qui­sa séria no iní­cio da déca­da de 1940 para apli­ca­ção em sub­ma­ri­nos. Em 1959, ele desen­vol­veu uma célu­la de com­bus­tí­vel bem suce­di­da de seis qui­lowatts. Quan­do as célu­las de com­bus­tí­vel foram usa­das por veí­cu­los espa­ci­ais Apol­lo dos EUA, for­ne­ci­am ener­gia em voo e água potá­vel, o sub­pro­du­to da reac­ção elec­troquí­mi­ca.

Esta sema­na ficá­mos a saber que o X Lab da Alpha­bet, de acor­do com um rela­tó­rio da Reu­ters, pre­pa­rou mais um outra for­ma de conec­ti­vi­da­de com a Inter­net. Os esfor­ços ante­ri­o­res envol­ve­ram balões flu­tu­an­tes de Inter­net e colo­can­do mui­tos cabos de fibra ópti­ca, mas este sis­te­ma de entre­ga de Inter­net envia dados sobre fei­xes de laser! Este não é um sis­te­ma expe­ri­men­tal como Pro­ject Loon; O gover­no do esta­do da Índia, Andh­ra Pra­desh, assi­nou um acor­do com a Alpha­bet para levar a tec­no­lo­gia a milhões de pes­so­as a par­tir do pró­xi­mo ano. A tec­no­lo­gia é cha­ma­da de “comu­ni­ca­ção ópti­ca de espa­ço livre”, e fun­ci­o­na exac­ta­men­te da manei­ra como ela soa: apon­ta-se dois fei­xes de luz um para o outro e comu­ni­ca-se atra­vés de pis­car. “Espa­ço livre” sig­ni­fi­ca que não se está a usar nenhum cabo e está ape­nas se comu­ni­can­do atra­vés do ar ao lon­go da linha de visão. Nor­mal­men­te isso é fei­to com lase­res, embo­ra para dis­tân­ci­as mais cur­tas seja pos­sí­vel usar LEDs.

Há mui­tos robôs que pro­cu­ram huma­nói­des, mas mui­to pou­cos real­men­te pos­su­em cor­pos par­ti­cu­lar­men­te aná­lo­gos aos nos­sos quan­do se tra­ta de mover e inte­ra­gir com o meio ambi­en­te. Pes­qui­sa­do­res japo­ne­ses estão tra­ba­lhan­do para ultra­pas­sar essa limi­ta­ção com um robô pro­jec­ta­do espe­ci­fi­ca­men­te para imi­tar não ape­nas os movi­men­tos huma­nos, mas a manei­ra como os huma­nos real­men­te rea­li­zam esses movi­men­tos, até suan­do. Ken­go­ro é um novo robô que enfa­ti­za a fle­xi­bi­li­da­de e a ver­da­dei­ra estru­tu­ra huma­nói­de ao invés de colo­car o poder ou a efi­ci­ên­cia aci­ma de tudo.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker. São apre­sen­ta­dos igual­men­te as revis­tas Mag­PI nº 65, a new­se­lec­tro­nics de 12 de Dezem­bro e a Hacks­pa­ce Nº2.

Apro­vei­ta­mos para dese­jar votos de boas fes­tas a todos!

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.