Newsletter Nº131

Newsletter Nº131
News­let­ter Nº131

Faz hoje anos que nas­cia, em 1815, Geor­ge Boo­le. Este mate­má­ti­co inglês aju­dou a esta­be­le­cer a lógi­ca sim­bó­li­ca moder­na e uma álge­bra de lógi­ca, ago­ra desig­na­da de álge­bra boo­le­a­na. Ao subs­ti­tuir ope­ra­ções lógi­cas por sím­bo­los, Boo­le mos­trou que as ope­ra­ções pode­ri­am ser mani­pu­la­das para obter resul­ta­dos logi­ca­men­te con­sis­ten­tes. A álge­bra lógi­ca de Boo­le é essen­ci­al­men­te uma álge­bra de clas­ses, base­an­do-se em con­cei­tos como com­ple­men­to e união de clas­ses. O estu­do da lógi­ca mate­má­ti­ca ou sim­bó­li­ca desen­vol­veu-se prin­ci­pal­men­te a par­tir de suas idei­as e a base para o dese­nho de cir­cui­tos de com­pu­ta­do­res digi­tais. As álge­bras boo­le­a­nas tam­bém encon­tram apli­ca­ções impor­tan­tes em cam­pos tão diver­sos como topo­lo­gia, teo­ria das medi­das, pro­ba­bi­li­da­de e esta­tís­ti­ca. Boo­le tam­bém escre­veu impor­tan­tes tra­ba­lhos sobre equa­ções dife­ren­ci­ais e outros ramos da mate­má­ti­ca.

Faz tam­bém hoje anos que nas­cia, em 1894, Ale­xan­der Lip­pis­ch. Este dese­nha­dor aero­di­nâ­mi­co ger­ma­no-ame­ri­ca­no cujos pro­jec­tos de aero­na­ves com asas em for­ma­to del­ta nas déca­das de 1920 e 1930 foram impor­tan­tes no desen­vol­vi­men­to de aviões de jac­to e fogue­te de alta velo­ci­da­de. Lip­pis­ch base­ou sua aero­na­ve na for­ma de uma fle­cha nes­te exem­plo da natu­re­za — uma semen­te voa­do­ra de uma plan­ta tro­pi­cal envi­a­da a ele por um ami­go. Ele veri­fi­cou que a asa per­to do cor­po deve­ria ser mais espes­sa para que pudes­se ser uti­li­za­da para arma­ze­na­men­to adi­ci­o­nal, tor­nan­do pos­sí­vel a asa pró­xi­ma ao cor­po mais lon­ga. Foi assim que ele che­gou à asa em for­ma de del­ta.

Faz igual­men­te anos hoje que nas­cia, em 1929, Richard E. Tay­lor. Este físi­co cana­di­a­no foi pio­nei­ro nas inves­ti­ga­ções sobre dis­per­são ine­lás­ti­ca pro­fun­da de elec­trões em pro­tões e neu­trões liga­dos, que têm sido de impor­tân­cia essen­ci­al para o desen­vol­vi­men­to do mode­lo quark em físi­ca de par­tí­cu­las. A equi­pa cons­ti­tuí­da por ele, Jero­me Fri­ed­man e Henry Ken­dall rea­li­zou uma série de expe­ri­ên­ci­as que con­fir­ma­ram a hipó­te­se de que os pro­tões e os neu­trões são com­pos­tos de quarks. Esta des­co­ber­ta foi cru­ci­al para a for­mu­la­ção da des­cri­ção teó­ri­ca actu­al­men­te acei­ta da maté­ria e suas inte­rac­ções, conhe­ci­da como mode­lo padrão. Em 1990 a equi­pa ganhou o pré­mio Nobel da Físi­ca pelos seus tra­ba­lhos.

Por fim, faz anos hoje que nas­cia, em 1932, Mel­vin Schwartz. Este físi­co nor­te-ame­ri­ca­no ficou conhe­ci­do pelas suas pes­qui­sas sobre neu­tri­nos (par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas que não pos­su­em car­ga eléc­tri­ca e pra­ti­ca­men­te nenhu­ma mas­sa). Usan­do um fei­xe de neu­tri­nos, a equi­pa des­co­briu um novo tipo de neu­tri­no cha­ma­do múon e novas infor­ma­ções sobre a estru­tu­ra das par­tí­cu­las cha­ma­das lep­tões. Neu­tri­nos são pro­du­zi­dos quan­do os núcle­os ató­mi­cos ins­tá­veis ou par­tí­cu­las suba­tó­mi­cas se desin­te­gram. Schwartz e a sua equi­pa que­ri­am estu­dar a for­ça nucle­ar “fra­ca” que cria cer­tos tipos de radi­o­ac­ti­vi­da­de. A equi­pa usou um ace­le­ra­dor de par­tí­cu­las para cri­ar um fei­xe de neu­tri­nos de alta inten­si­da­de. Estu­da­ram as reac­ções pro­du­zi­das quan­do esse fei­xe atin­giu outras maté­ri­as. Foi-lhe atri­buí­do em 1988 o pré­mio Nobel da Físi­ca con­jun­ta­men­te com Leon M. Leder­man e Jack Stein­ber­ger.

Nes­ta sema­na que pas­sou ficá­mos a saber que a Ará­bia Sau­di­ta atri­buiu a cida­da­nia a um robô. Foi a pri­mei­ra vez que tal acon­te­ceu. O robô, conhe­ci­do como Sophia, apa­re­ceu no pal­co sem um abaya, uma cober­tu­ra de cabe­ça e uma capa que nor­mal­men­te exi­gi­da às mulhe­res pelo gover­no sau­di­ta. “Estou mui­to hon­ra­da e orgu­lho­sa por esta dis­tin­ção úni­ca”, dis­se o robô no pal­co. “Este é his­tó­ri­co para ser o pri­mei­ro robô do mun­do a ser reco­nhe­ci­do com uma cida­da­nia”.

Tam­bém esta sema­na, o teles­có­pio espa­ci­al NuS­TAR da NASA e uma câma­ra rápi­da cha­ma­da ULTRACAM no Obser­va­tó­rio Wil­li­am Hers­chel em La Pal­ma, na Espa­nha, foram usa­dos por cien­tis­tas para con­se­guir medir a dis­tân­cia que as par­tí­cu­las dos jac­tos via­jam antes de se “liga­rem” e tor­na­rem-se fon­tes bri­lhan­tes de luz. Os bura­cos negros são famo­sos por serem come­do­res vora­zes, mas eles não comem tudo o que cai na sua direc­ção. Uma peque­na por­ção de mate­ri­al é recu­pe­ra­da em poten­tes jac­tos de gás quen­te, cha­ma­dos de plas­ma, que podem cau­sar estra­gos à sua vol­ta. Ao lon­go do cami­nho, este plas­ma de algu­ma for­ma fica ener­gi­za­do o sufi­ci­en­te para irra­di­ar for­te­men­te a luz, for­man­do duas colu­nas bri­lhan­tes ao lon­go do eixo de rota­ção do bura­co negro.

Foi publi­ca­do um estu­do esta sema­na que afir­ma que pode­rá haver mais pla­ne­tas habi­tá­veis do que pen­sá­va­mos. Uma aná­li­se dos dados do teles­có­pio espa­ci­al Kepler reve­lou 20 mun­dos pro­mis­so­res que podem ser capa­zes de hos­pe­dar vida. A lis­ta de mun­dos poten­ci­ais inclui vári­os pla­ne­tas que orbi­tam estre­las com carac­te­rís­ti­cas idên­ti­cas ao nos­so Sol. Alguns tomam um tem­po rela­ti­va­men­te lon­go para com­ple­tar uma úni­ca órbi­ta, com o mai­or a demo­rar 395 dias da Ter­ra e outros a demo­ra­rem sema­nas ou meses da Ter­ra. A órbi­ta mais rápi­da é 18 dias ter­res­tres. Isto é mui­to dife­ren­te dos “anos” mui­to cur­tos que vemos em tor­no de estre­las meno­res com pla­ne­tas habi­tá­veis como Pro­xi­ma Cen­tau­ri.

Na News­let­ter des­ta sema­na apre­sen­ta­mos diver­sos pro­je­tos de maker assim como um mode­lo 3D que pode­rá ser útil. É apre­sen­ta­da tam­bém a revis­ta newe­lec­tro­nics de 24 de Outu­bro de 2017.

Esta News­let­ter encon­tra-se mais uma vez dis­po­ní­vel no sis­te­ma docu­men­ta do altLab. Todas as News­let­ters encon­tram-se inde­xa­das no link.